sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Há 60 anos, em 6 de agosto de 1965, The Beatles lançavam Help!

Há 60 anos, em 6 de agosto de 1965, The Beatles lançavam Help!, quinto álbum de estúdio da banda britânica. 🇬🇧
Concebido como uma trilha sonora de filme homônimo do grupo lançado no mesmo ano, Help! tem diferentes versões nos Estados Unidos e na Europa, sendo que a versão britânica, originalmente concebida pelo grupo, apresenta 14 faixas, enquanto a americana mantém apenas as sete primeiras canções e completa o disco com a trilha instrumental do longa metragem.
Durante as sessões de gravação do álbum, os Beatles continuaram a explorar os recursos de multitracking do estúdio para criar camadas de som. As canções "Help!" e "Ticket To Ride", ambas escritas por John Lennon, foram lançadas como singles, sendo que a faixa-título foi originalmente composta pela artista como um real pedido de socorro durante uma fase difícil como uma balada de piano, mas foi convertida em uma canção de tempo rápido por pressões comerciais.
O álbum ainda inclui "Yesterday", composta por Paul McCartney, a canção mais regravada já escrita. Ela apresenta um quarteto de cordas, o primeiro uso da banda de sensibilidades barrocas, enquanto "You've Got To Hide Your Love Away" destaca-se ao incluir uma seção de flauta. Help! também traz "I Need You" e "You Like Me Too Much", primeiras contribuições de George Harrison em um disco dos Beatles desde 1965, e foi o último disco do grupo a incluir covers (até o trecho da canção tradicional "Maggie Mae" em Let It Be, de 1970), sendo uma delas "Act Naturally", cantada por Ringo Starr.
A foto de capa, por sua vez, foi idealizada pelo fotógrafo Robert Freeman para apresentar os quatro integrantes dos Beatles sinalizando, cada um com uma letra, a palavra "HELP" no semáforo da bandeira. No entanto, os encartes das edições americana e britânica trazem os artistas sinalizando "NVUJ" e "NUJV", respectivamente.
Help! atingiu o #1 nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto os singles "Ticket To Ride" e "Help!" também chegaram aos topos das paradas americanas e britânicas, entre outros países. Ainda nos Estados Unidos, o álbum marcou o início do reconhecimento artístico dos Beatles por parte dos críticos tradicionais, que muitas vezes tentou ridicularizar ou diminuir a banda britânica anteriormente, incluindo agora comparações com a tradição da música artística europeia. "Help!" foi nomeado na categoria de Álbum do Ano no Grammy Awards de 1966, marcando a primeira vez que uma banda de rock foi reconhecida nesta categoria.



Há 52 anos, em 6 de agosto de 1973, a banda paulista Secos & Molhados lançava seu primeiro álbum de estúdio

Há 52 anos, em 6 de agosto de 1973, a banda paulista Secos & Molhados lançava seu primeiro álbum de estúdio, homônimo. 🇧🇷
O Secos & Molhados começou em 1970 como um projeto do cantor e multi-instrumentista João Ricardo, que fez diversas apresentações com outros instrumentistas até encontrar Ney Matogrosso, que teria a voz mais adequada para interpretar grande parte do repertório do grupo, que já estava composto. Unindo a poesia de autores como Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e João Apolinário, pai de João Ricardo, com danças e canções do folclore português e de tradições brasileiras, o disco, assim como a própria banda, surgiu em meio a um tempo de censura e Ditadura Militar no Brasil, ao que também retrata a liberdade de expressão, o racismo e as guerras.
Gravado no Estúdios Prova, São Paulo, entre maio e junho de 1973, sob produção de Moracy do Val, o debute dos Secos & Molhados inovou o estilo musical da música popular brasileira com um som mais pesado que o usual e com o uso de maquiagem forte na capa, que remete ao glam rock, e desenvolveu gêneros como o pop psicodélico e o folk. O álbum traz as músicas mais famosas da banda, como "Sangue Latino", "O Vira", "Assim Assado" e "Rosa de Hiroshima".
Lançado pela Continental em agosto de 1973, o álbum Secos & Molhados tornou-se um fenômeno de vendas para a época, é o LP mais famoso do grupo, aquele que os projetou no cenário nacional e vendeu mais de um milhão de cópias pelo país. Em 2007, o álbum foi relançado em CD pela Warner Music Brasil, e, em 2007, foi eleito o 5° disco mais importante da música brasileira pela Rolling Stone.


Há 35 anos, em 7 de agosto de 1990, Jon Bon Jovi lançava Blaze Of Glory

Há 35 anos, em 7 de agosto de 1990, Jon Bon Jovi lançava Blaze Of Glory, primeiro álbum de estúdio solo do artista americano em carreira solo. 🇺🇸
Embora já consagrado como vocalista da banda Bon Jovi, este trabalho marcou sua primeira incursão fora do grupo, sendo também trilha sonora do filme Young Guns II. Jon Bon Jovi fundou a banda homônima no início da década de 1980, tornando-se ícone do hard rock melódico com hits como “Livin’ On A Prayer” e “You Give Love A Bad Name”. Influenciado por Bruce Springsteen, Bob Dylan e bandas de arena rock, Jon trouxe em seu primeiro álbum solo uma sonoridade mais voltada ao western rock e ao country rock, inspirada pelo contexto cinematográfico de Young Guns II. A proposta surgiu após o convite para contribuir com uma canção ao longa, mas acabou evoluindo para um álbum completo.
Produzido pelo próprio Jon Bon Jovi junto a Danny Kortchmar, o disco foi gravado nos estúdios A&M em Hollywood durante a primeira metade de 1990. O trabalho mistura hard rock com elementos de música country, western e folk. As letras exploram temas como redenção, liberdade, honra e destino, com forte inspiração no Velho Oeste. Os principais singles incluem a faixa-título “Blaze of Glory” — vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar — além de “Miracle” e “Never Say Die”. O álbum contou com participações especiais de Jeff Beck na guitarra, Elton John nos teclados e Little Richard nos vocais.
Lançado pela Mercury Records, Blaze Of Glory foi bem recebido pela crítica e público, atingindo o #1 na Billboard 200 e vendendo mais de 6 milhões de cópias mundialmente. A faixa-título também liderou as paradas nos Estados Unidos. O disco consolidou Jon Bon Jovi como artista solo respeitável, com uma estética própria, e reforçou sua versatilidade além do Bon Jovi, influenciando a interseção entre o rock de arena e o western moderno no início dos anos 1990.

 

Há 35 anos, em 7 de agosto de 1990, o Soda Stereo lançava Canción Animal

Há 35 anos, em 7 de agosto de 1990, o Soda Stereo lançava Canción Animal, quinto álbum de estúdio da banda argentina. 🇦🇷
A obra foi gravada entre junho e julho de 1990 nos Criteria Recording Studios em Miami, Flórida, sob produção de de Gustavo Cerati e Zeta Bosio, respectivamente guitarrista e baixista do Soda Stereo. Sonoramente, o álbum representou um rompimento com a abordagem da banda na década de 1980, assumindo uma sonoridade mais pesada e com maior destaque para os riffs de guitarra e solos.
Muitas das músicas do álbum estão entre as mais populares da banda, como um de seus maiores sucessos "De Música Ligera", a última música tocada no último show do Soda Stereo em 1997, regravada por muitos outros artistas (no Brasil, pelas bandas Os Paralamas do Sucesso e Capital Inicial), "Hombre Al Agua", "Un Millón De Años Luz", "Te Para Tres" e outras. As 10 faixas são majoritariamente escritas por Gustavo Cerati.
Canción Animal tornou-se um dos álbuns mais aclamados do rock latino-americano e é frequentemente mencionado como um dos melhores discos de rock em espanhol, com o álbum influenciando muitos outros artistas da América do Sul. Na Argentina, vendeu mais de 500 mil cópias e foi certificado com Disco de Ouro. Em 2007, a edição argentina da Rolling Stone o classificou em 9º lugar em sua lista dos 100 maiores álbuns de rock nacional.



Há 10 anos, em 7 de agosto de 2015, Dr. Dre lançava Compton

Há 10 anos, em 7 de agosto de 2015, Dr. Dre lançava Compton, terceiro álbum de estúdio do artista americano. 🇺🇸
O disco chegou 16 anos após seu trabalho anterior, 2001 (1999), e foi anunciado como sua despedida da carreira musical. Produzido principalmente pelo próprio Dr. Dre, com apoio de nomes como Focus..., Dem Jointz e DJ Dahi, o álbum foi gravado no Aftermath/Interscope Studio em Los Angeles, ao longo de 2014 e 2015. Com forte identidade no hip hop moderno, a sonoridade do álbum combina elementos do G-funk clássico com batidas experimentais e produção cinematográfica. As letras abordam questões raciais, violência urbana, superação e a trajetória de Dre como artista e figura cultural. Entre os singles, destacam-se “Talk About It” e “Animals”. O álbum traz participações de Kendrick Lamar, Eminem, Ice Cube, Snoop Dogg, Xzibit, The Game e Anderson .Paak. A capa, uma foto aérea da cidade de Compton com o título em fonte simples, remete ao local de origem e ao impacto cultural da cidade na história do hip hop.
Lançado pelas gravadoras Aftermath Entertainment, Interscope Records e Apple Music, Compton foi aclamado pela crítica, destacando-se pela coesão, produção de alto nível e relevância lírica. Estreou em #2 na Billboard 200 e vendeu mais de 500 mil cópias mundialmente. O álbum também serviu como trilha sonora não oficial do filme Straight Outta Compton, sobre o grupo N.W.A, do qual Dre foi membro. Compton reafirmou o legado de Dr. Dre como arquiteto do hip hop e influenciador de novas gerações, encerrando sua discografia com um trabalho denso e maduro.


Há 19 anos, em 8 de agosto de 2006, o Slayer lançava Christ Illusion

Há 19 anos, em 8 de agosto de 2006, o Slayer lançava Christ Illusion, 10°. álbum de estúdio da banda americana. 🇺🇸
Foi o primeiro álbum do grupo com todos os quatro membros originais desde Seasons In The Abyss (1990), uma vez que o baterista Dave Lombardo deixou o grupo em 1992 e retornou somente em 2002. Com produção de Josh Abraham, o Slayer reuniu-se em estúdios de Los Angeles durante a primavera de 2006 para compor a obra de thrash metal que seria Christ Illusion.
Retratando um Cristo mutilado pintado pelo colaborador de longa data Larry Carroll, a arte gráfica do álbum gerou controvérsia; uma capa alternativa foi lançada para varejistas conservadores que se sentiram desconfortáveis ​​com a original, e a banda também lançou uma capa censurada sem a arte ofensiva. As letras, particularmente na música "Jihad", descrevem os ataques de 11 de setembro da perspectiva de um terrorista. Após protestos, todos os estoques indianos do álbum foram recolhidos e destruídos pela EMI India.
Christ Illusion seria originalmente lançado em 6 de junho de 2006, para a combinação 6/6/6 ser uma conotação com Número da Besta do Livro do Apocalipse, porém a ideia foi abandonada pelo Slayer após ser utilizada por muitas bandas como uma estratégia de marketing para a época. O álbum recebeu críticas geralmente favoráveis ​​e alcançou o #5 na Billboard 200, dos Estados Unidos. As canções "Cult" e "Eyes Of The Insane" foram lançadas como singles, sendo que a última também ganhou um Grammy, bem como "Final Six", incluída como faixa bônus na edição de luxo do álbum.



Há 18 anos, em 8 de agosto de 2007, o Alcest lançava Souvenirs D'un Autre Monde

Há 18 anos, em 8 de agosto de 2007, o Alcest lançava Souvenirs D'un Autre Monde, primeiro álbum de estúdio da banda francesa. 🇫🇷
O Alcest começou suas atividades em 2000 como um projeto de black metal do cantor, compositor e multi-instrumentista Neige, lançando sua primeira demo, Tristesse Hivernale (2001), como um trio. Após a debandada dos parceiros, porém, Neige continuou o Alcest como um projeto solo, estreando como multi-instrumentista no EP Le Secret (2005), no qual toca todos os instrumentos e explora uma sonoridade blackgaze.
Para Souvenirs D'un Autre Monde, primeiro álbum completo do Alcest, Neige aprimorou a música naturalmente bucólica do black metal para um post-metal e shoegazing bastante distante da sonoridade original da banda, utilizando-se de diversas camadas sonoras e instrumentação contemplativa.
Gravado todo por Neige, com produção de Martin Koller, Souvenirs D'un Autre Monde recebeu seu título por sua sonoridade significar a Neige como uma viagem pelas suas memórias de um mundo distante com o qual esteve em contato. Também foi o último lançamento do Alcest em que Neige toca todos os instrumentos, já que ele foi acompanhado pelo baterista Winterhalter em lançamentos subsequentes.
Lançado pelo selo Prophecy Productions em 2007, Souvenirs D'un Autre Monde recebeu avaliações majoritariamente positivas da crítica, sendo classificado por muitos como uma obra inesperadamente profunda e comovente. Com seis faixas, a obra foi ainda classificada como revolucionária dentro do subgênero do black metal por seu teor esperançoso e uso de harmonias delicadas e cordas translúcidas. Em 2016, a Pitchfork Media classificou o álbum em 32° lugar em sua lista dos "50 melhores álbuns do shoegaze de todos os tempos".

 

Clash : Cut The Crap

 

Nunca é um bom sinal ter que contratar dois guitarristas para substituir o cara que você acabou de demitir, mas foi exatamente isso que o Clash fez depois de abandonar Mick Jones para a Big Audio Dynamite. Enquanto Joe Strummer e Paul Simonon supostamente queriam retornar às suas raízes punks tradicionais, as evidências apresentadas em Cut The Crap mostraram que eles estavam mais alinhados com a nova banda de Mick. Claro, há guitarras por toda parte, mas a bateria é programada e excessivamente robótica. Sabemos agora que o empresário Bernie Rhodes assumiu o controle da produção e das letras, e embora Paul esteja nas fotos, ele não está no álbum. Na verdade, qualquer baixo que não seja feito por um sintetizador — e há uma quantidade enorme de teclados datados neste álbum — vem de Norman Watt-Roy, que já substituiu o Sandinista!

Falando nisso, a mixagem movimentada e cheia de efeitos de "Dictator" — com tagarelice nos dois canais — lembra os momentos menos musicais daquele álbum, a ponto de não se conseguir ouvir as palavras, os acordes ou a melodia (exceto os dos instrumentos de sopro). Os vocais de gangue cantados, presentes em todo o álbum, não ajudam, e provam que eles fizeram o oposto do que o título sugere. "Dirty Punk" tem alguns elementos de suas primeiras músicas, mas soa como uma paródia do Clash, enquanto a razão de ser de "We Are The Clash" também não é muito convincente; na verdade, Joe toca seu primeiro R como Johnny Rotten costumava fazer. "Are You Red…Y" seria uma música new wave razoavelmente decente se tivesse sido gravada por qualquer outra pessoa, como Sigue Sigue Sputnik ou alguém assim. "Cool Under Heat" ostenta violão acústico e energia marcial o suficiente para ser interessante, não fosse por aqueles malditos vocais cantados. Além disso, a conga está alta demais . Da mesma forma, “Movers And Shakers” começa com potencial, mas se perde em uma linha de sintetizador realmente estúpida que luta contra o canto do refrão.

"This Is England" começa com o que parece ser o botão de ritmo automático de um teclado Casio comum de 1985, e até que funcionaria se fosse a única música do álbum que se destacasse. "Three Card Trick" traz de volta um pouco do reggae do início da década, mas não é tão convincente quanto essas homenagens. Justamente quando você pensa que o álbum pode estar melhorando, mais efeitos de videogame e uma conversa ininteligível precedem mais um refrão cantado em "Play To Win" — mas logo fica claro que os refrões são apenas distrações da atmosfera do prefácio. A insana "Fingerpoppin'" quer que você dance, o que faz sentido considerando que a faixa quer emular "You Spin Me Round (Like A Record)", e o que há com o refrão rosnado? "North And South" é cantada por um dos novos guitarristas, cuja voz não é tão forte nem tão marcante quanto a de Joe ou Mick, mas, novamente, poderia funcionar no álbum de outra pessoa, já que tem uma melodia agradável. E, francamente, "Life Is Wild" segue o modelo de outras oito músicas aqui tão de perto que não se destaca, exceto pelo silêncio que a segue.

Cut The Crap era o Clash apenas no nome, e seríamos tentados a chamá-lo de álbum solo de Joe Strummer se ele próprio não o tivesse denunciado no lançamento. Não ajudou o fato de ter sido lançado na mesma semana que This Is Big Audio Dynamite , um álbum que é uma obra-prima em comparação. Nesse ponto, Strummer parecia ter desperdiçado tudo pelo que havia trabalhado, com um título de álbum que era muito apropriado. A nova dupla era supostamente bastante feroz no palco, e mesmo quando estavam tocando na rua, mas qualquer prova permanece apenas em bootlegs, assim como pode haver um bom álbum aqui em algum lugar, o que nunca saberemos. Na maior parte, esteve ausente da maioria das compilações e retrospectivas, embora um CD de reedição europeia de preço médio incluísse o lado B de "Do It Now", enquanto "Sex Mad Roar" permanece desaparecido na era digital.




Phil Collins : Going Back

 

Décadas de palhaçadas no palco cobraram seu preço, e Phil Collins decidiu que poderia coroar sua carreira artística com um álbum que celebrasse a música que ele amava na infância — especificamente, Motown e outras pepitas de R&B dos anos 60, frequentemente tocadas por bandas mod no Marquee Club em Londres e similares. Going Back era composto por recriações meticulosas de faixas clássicas, dos arranjos à mixagem, incluindo até mesmo alguns dos Funk Brothers originais. A maioria das músicas é da dupla Holland-Dozier-Holland, com algumas colaborações de Stevie Wonder, algumas seleções de Curtis Mayfield e Goffin-King popularizadas por Dusty Springfield (incluindo a faixa-título) e uma mais associada às Ronettes.

Não foi um grande esforço para um cara que teve um de seus primeiros sucessos solo com uma cópia carbono de "You Can't Hurry Love" ; seu trabalho na trilha sonora de Buster seguiu o mesmo espírito. Suas escolhas variam do óbvio — "Uptight", "Heatwave", "Going To A Go-Go" — a outras não tão familiares que tivemos que pesquisar. "Papa Was A Rolling Stone" e "Never Dreamed You'd Leave In Summer" são ambas distintamente anos 70, mas adequadas. A maioria gira em torno dos padrões de dois minutos e cinquenta segundos, comprimindo 18 músicas em pouco menos de uma hora. (Uma "Ultimate Edition" adicionou mais sete músicas, incluindo "Ain't To Proud To Beg", "Dancing In The Street" e "You Really Got A Hold On Me" — além de "Ain't That Peculiar", que Peter Garbriel regravou em sua primeira turnê solo em 1977) — bem como um DVD narrando a produção do álbum com mais quatro faixas para download.)

É uma audição divertida, que captura bem o espírito dos originais. Mas sugere que sua fonte criativa secou, assim como sua voz soa mais fina e fraca do que nunca, reforçando sua intenção de fazer deste seu último álbum. A atenção aos detalhes é admirável, mas o ouvinte comum faria melhor desenterrando os discos originais da Motown ou encontrando uma maneira de repassar os royalties diretamente para os artistas.

Quando o álbum encerrou sua campanha de relançamento "Take A Look At Me Now" alguns anos depois, a revisão não atualizou apenas a arte da capa. Agora chamado de The Essential Going Back , o álbum original foi reduzido para 13 músicas das 18 originais, além de "Too Many Fish In The Sea" do DVD. O disco Extras Live continha 16 músicas gravadas na breve turnê de verão que promoveu o álbum, repetindo algumas do programa principal, mas substituindo outras, tocadas sem nenhum intervalo entre as músicas e, felizmente, não na mesma ordem. Sua voz soa melhor aqui também.




Bob Dylan : Shadow Kingdom

 

Nos últimos anos, houve uma onda de lançamentos da Bootleg Series e de outras coleções de arquivo, mas Bob Dylan só interrompeu suas turnês constantes e consistentes quando a Covid chegou. Mesmo assim, chegando aos 80 anos, ele não queria parar.

Shadow Kingdom foi um evento online badalado no auge da pandemia, que acabou se revelando um filme de uma suposta apresentação ao vivo com músicos mascarados supostamente acompanhando-o, capturado em um monocromático esfumaçado. O acordeão era o instrumento principal, juntamente com sutis guitarras acústicas e elétricas, e o repertório vinha predominantemente do período rarefeito e selvagem de meados dos anos 60. Dois anos depois, foi disponibilizado novamente para streaming, com uma "trilha sonora" correspondente e sem os créditos de quem realmente estava na banda.

Ele está com boa voz, brincando com as palavras de "When I Paint My Masterpiece" e curtindo o sentimento de "Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine)". "Queen Jane approximadamente" tem uma leitura tão boa quanto a do Dead, com um belo solo de gaita também, mas "I'll Be Your Baby Tonight" é quase rock-up e não funciona, especialmente por falta de uma seção rítmica. O acordeão dá um tom distintamente ao sul da fronteira para "Just Like Tom Thumb's Blues", enquanto "Tombstone Blues" recebe um tratamento moderado ao longo das linhas de tudo em Rough And Rowdy Ways . "To Be Alone With You" compartilha a estrutura do original, mas principalmente novas letras (para esses ouvidos) que se inclinam para o distorcido.

É uma boa preparação para a leve ameaça de "What Was It You Wanted?", que contrasta fortemente com o pop quase de câmara de "Forever Young", com o que soa como um cravo. "Pledging My Time" é uma surpresa bem-vinda — interessante que ele use a letra publicada para o verso "hobo" em vez do que ele cantou na faixa original — assim como "The Wicked Messenger", que tem um arranjo mais elaborado. "Watching The River Flow" também recebe algumas alterações, mas continua animada, mas enquanto "It's All Over Now, Baby Blue" também é simplificada como o último álbum, também passa tão rápido que tivemos que voltar para ouvir se ele pulou um verso. (Ele não pulou.) Os quatro minutos finais são dedicados a "Sierra's Theme", um instrumental de dois acordes em tom menor que outros compararam a "All Along The Watchtower".

Qualquer show de Dylan é um jogo de dados, já que nunca se sabe qual será o humor ou a voz dele. Shadow Kingdom é uma noite intimista com Bob, com partes iguais de grandes sucessos e novas interpretações, fluindo perfeitamente de uma música para outra, sem nenhuma pausa. Além de ser seu primeiro álbum ao vivo desde 1995 , é um bom lembrete de que, quando ele é bom, ele é muito, muito bom.




Destaque

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