sábado, 6 de setembro de 2025

Há 28 anos, em 4 de setembro de 1997, RITA LEE lançava Santa Rita de Sampa

Há 28 anos, em 4 de setembro de 1997, RITA LEE lançava Santa Rita de Sampa, 17°. álbum de estúdio da artista paulista. 🇧🇷
A obra marca o retorno de Rita Lee depois de um tempo em recuperação devido a um acidente doméstico em 1995, no qual fraturou a mandíbula e esteve temporariamente sem poder falar, além de perdeu boa parte da audição do ouvido direito. Com produção de Moogie Canazio e Roberto de Carvalho, esse último marido de Rita, o álbum traz de volta o casal Lee & Carvalho trabalhando juntos em um álbum desde 1990.
Santa Rita de Sampa foi lançado pela Universal Music em setembro de 1997 e teve boa recepção de crítica e público, com Rita Lee conquistando Disco de Ouro pelas mais de 100 mil cópias vendidas no Brasil. A canção "Obrigado, Não" teve bastante airplay nas rádios do país, bem como "Normal Em Curitiba". A regravação de "Ando Jururu" (lançada originalmente em 1974) trouxe participação da banda Raimundos, enquanto duas canções são co-escritas por Arnaldo Antunes, ex-integrante dos Titãs. Nenhum faixa do álbum, contudo, entrou no repertório do Acústico MTV (1998) de Rita Lee, gravado no ano seguinte.



Há 24 anos, em 4 de setembro de 2001, o System Of A Down lançava Toxicity

Há 24 anos, em 4 de setembro de 2001, o System Of A Down lançava Toxicity, segundo álbum da banda armênia-americana. 🇦🇲🇺🇸
Expandindo a sonoridade da estreia homônima de 1998, Toxicity incorporou elementos de vários gêneros musicais, como folk, rock progressivo, jazz, música armênia e música grega, incluindo o uso proeminente de instrumentos como cítara, banjo, teclados e piano. Ele contém uma ampla gama de temas políticos e apolíticos, como encarceramento em massa, meio ambiente, brutalidade policial, vício em drogas e reducionismo científico.
Toxicity foi lançado pela Atlantic Records em setembro de 2001 e recebeu críticas positivas da imprensa, sendo ainda bem recebido pelo público, atingindo o topo da Billboard 200, nos Estados Unidos. Produziu os singles "Chop Suey!", "Toxicity" e "Aerials".



Há 19 anos, em 4 de setembro de 2006, o Audioslave lançava Revelations

Há 19 anos, em 4 de setembro de 2006, o Audioslave lançava Revelations, terceiro álbum de estúdio da banda americana. 🇺🇸
Ao fim de sua turnê de 2005, o Audioslave tinha 20 canções escritas e prontas para serem gravadas. Desse modo, a banda entrou em estúdio em janeiro de 2006 com o produtor Brendan O'Brien, que produziu ou mixou numerosas bandas de rock na decáda anterior, como Soundgarden, Rage Against The Machine, The Offspring, Pearl Jam e Bruce Springsteen. Musicalmente, o novo álbum assemelha-se ao anterior, Out Of Exile (2005), porém incorporando mais influências do soul e do funk no repertório.
Revelations foi lançado pelo selo da Interscope/Epic em setembro de 2006 e estreou em #2 na Billboard 200, principal parada de álbuns nos Estados Unidos, além de receber críticas positivas da imprensa. O disco foi promovido pelos singles "Original Fire" e "Revelations", porém muitas canções não chegaram a ser tocadas ao vivo, uma vez que o vocalista Chris Cornell anunciou sua saída do Audioslave em fevereiro de 2007, e, desse modo, não houve uma turnê promocional para o último trabalho da banda, que encerrou as atividades em seguida.



Há 10 anos, em 4 de setembro de 2015, o Iron Maiden lançava The Book Of Souls

Há 10 anos, em 4 de setembro de 2015, o Iron Maiden lançava The Book Of Souls, 16º. álbum de estúdio da banda britânica. 🇬🇧
Trata-se do primeiro disco duplo da carreira do grupo e o último com a participação do tecladista Michael Kenney como músico de estúdio. Produzido por Kevin Shirley e gravado no Guillaume Tell Studios, em Paris, entre setembro e dezembro de 2014, o álbum apresenta 92 minutos de música, consolidando-se como o mais longo da discografia da banda.
Musicalmente, traz a sonoridade característica do Iron Maiden, mesclando heavy metal tradicional com arranjos progressivos e longas composições. As letras exploram temas como espiritualidade, morte, civilizações antigas e o ciclo da vida, com destaque para “Empire Of the Clouds”, épica de 18 minutos escrita por Bruce Dickinson, inspirada no acidente aéreo do dirigível R101. Entre os singles, estão “Speed Of Light” e “Death Or Glory”. A capa, criada por Mark Wilkinson, mostra o mascote Eddie em uma versão inspirada na estética maia, refletindo o conceito do álbum.
Lançado pela Parlophone (no Reino Unido) e pela BMG/Warner (nos Estados Unidos), The Book Of Souls foi amplamente aclamado pela crítica, que destacou a vitalidade criativa da banda mesmo após quatro décadas de carreira. Comercialmente, estreou em #1 em diversos países, incluindo o Reino Unido e o Brasil, e alcançou o #4 na Billboard 200, tornando-se um dos maiores sucessos do grupo no século XXI. O álbum consolidou o Iron Maiden como referência no metal, influenciando novas gerações e reforçando seu status como lenda viva do gênero.



Há 36 anos, em 5 de setembro de 1989, o Soundgarden lançava Louder Than Love

Há 36 anos, em 5 de setembro de 1989, o Soundgarden lançava Louder Than Love, segundo álbum de estúdio da banda americana. 🇺🇸
Após a turnê de divulgação de seu álbum de estreia, Ultramega OK (1988), o Soundgarden deixou o pequeno selo independente SST e assinou com a A&M Records, com a qual começou a trabalhar em seu primeiro disco por uma grande gravadora. Gravadas no estúdio London Bridge, em Seattle, sob produção de Terry Date, as músicas do álbum apresentavam um som grunge com tendência ao metal, com algumas canções apresentando compassos incomuns ou pouco ortodoxos. Devido à natureza de algumas letras (particularmente "Big Dumb Sex"), um adesivo de aconselhamento parental foi colocado na embalagem do álbum. "Loud Love" e "Hands All Over" foram promovidao como singles, ambos acompanhados de videoclipe.
Louder Than Love foi lançado pela A&M em setembro de 1989 e tornou-se o primeiro álbum do Soundgarden a entrar na Billboard 200, principal parada de álbuns nos Estados Unidos, chegando à posição de #108 -- além de ser o último lançamento do Soundgarden com seu baixista original, Hiro Yamamoto. A banda promoveu o álbum com turnês pela América do Norte e Europa, enquanto enfrentou vários problemas de varejo e distribuição do disco devido ao conteúdo lírico de algumas canções. A crítica, por sua vez, emitiu elogios a Louder Than Love, principalmente à carga vocal do cantor Chris Cornell e aos riffs energéticos do guitarrista Kim Thayil; no ano seguinte, o guitarrista Kirk Hammett se inspiraria no álbum do Soundgarden para compôr o riff de "Enter Sandman", hit do Metallica, conforme revelou posteriormente.



“Start Me Up” dos Rolling Stones

 


Os Rolling Stones entraram nos anos 80 com tudo. Depois de quase duas décadas, a lendária banda de rock britânica continuou a ser uma força importante na indústria musical e não mostrava sinais de desaceleração. Eles ainda lotavam estádios enormes pelo mundo todo e arrasavam nas paradas com sucessos como "Emotional Rescue" (1980) e "Start Me Up" (1981). 

"Start Me Up" é um hino do rock eletrizante com o som clássico dos Stones. Keith Richards incendeia a faixa com um riff de guitarra eletrizante. Ronnie Wood toca uma variação em camadas do riff principal de Richards para dar um toque extra. Mick Jagger entrega uma performance vocal emocionante e cheia de adrenalina. A bateria poderosa de Charlie Watts fornece uma base sólida para a música, e Bill Wyman cria uma linha de baixo arrasadora. As letras carregadas de sensualidade são a cara dos Stones.

"Start Me Up" foi coescrita por Jagger e Richards. Originalmente, era uma música reggae e tinha o título provisório de "Never Stop". Foi gravada pela primeira vez em março de 1975, durante as sessões dos Stones para o álbum Black and Blue, mas foi posta de lado. Posteriormente, foi regravada com um arranjo completamente diferente durante as sessões para o álbum Some Girls , em janeiro e março de 1978. Após muitas tomadas, a música foi arquivada. 

A música ressurgiu em 1981, quando os Stones precisavam de mais material para o álbum "Tattoo You" . Eles vasculharam seus arquivos para ver se havia alguma faixa esquecida que pudessem usar no próximo álbum. Durante a busca, encontraram duas versões da música com um toque mais rock entre as cerca de 70 versões de reggae. A banda a reformulou como uma música de hard rock e a renomeou como "Start Me Up". 

Em um trecho do livro de Martin Elliott , The Rolling Stones: Complete Recording Sessions 1962–2012, Keith Richards fala sobre a recuperação da música dos arquivos e como a banda a reformulou para se tornar o clássico do rock que conhecemos hoje: 

Ninguém se lembrava de ter gravado. Mas a gente se jogou de novo. Fizemos alguns overdubs, e foi como um presente, sabe? Um dos grandes luxos dos Stones é que temos uma lata enorme de coisas. Quer dizer, o que todo mundo ouve é só a ponta do iceberg, sabe. E há montes de coisas. Mas você só precisa ter paciência e tempo para realmente dar uma olhada.


"Start Me Up" foi o primeiro single do álbum Tattoo You, dos Stones . A música foi lançada em 14 de agosto de 1981. Foi um grande sucesso, alcançando o segundo lugar na Billboard Hot 100 (onde permaneceu por três semanas) e permaneceu no topo da parada Top Rock Tracks da Billboard por 13 semanas, um recorde que se manteve por 13 anos. A música alcançou a sétima posição na parada de singles do Reino Unido. Além disso, liderou as paradas na Austrália e chegou ao top 10 em vários outros países. 


A Microsoft utilizou "Start Me Up" em uma grande campanha comercial para lançar seu sistema operacional Windows 95. A Microsoft pagou aos Stones a quantia estimada em US$ 3 milhões para usar a música. Esta foi uma das primeiras vezes em que um hit foi usado em uma grande campanha de marketing, e foi o primeiro anúncio de TV de um produto da Microsoft. Foi também a primeira vez que os Stones permitiram que uma de suas músicas fosse usada em uma campanha publicitária. 


"Start Me Up" foi incluída nas trilhas sonoras dos filmes The Fan (1996) e Getting Even with Dad (1994). Também foi tocada no trailer do filme Transformers One , de 2024. E foi incluída na trilha sonora do videogame Karaoke Revolution Party, lançado em 2005. Foi sampleada em seis músicas


A revista Rolling Stone classificou "Start Me Up" como o 8º melhor hino esportivo. O serviço digital de notícias esportivas e de entretenimento Yardbarker incluiu "Start Me Up" em sua lista dos 25 maiores hinos de estádio de todos os tempos. Os Stones tocaram a música durante o show do intervalo do Super Bowl XL em 5 de fevereiro de 2006.


O videoclipe de "Start Me Up" foi dirigido pelo cineasta Michael Lindsay-Hogg, que dirigiu vídeos inovadores para os Beatles, The Who e Rolling Stones nos anos 60. O vídeo é bem simples e direto, mas eficaz. Ele tem os Stones tocando a música contra um fundo preto com Jagger fazendo seus movimentos de dança espasmódicos característicos e expressões faciais selvagens. "Start Me Up" foi lançado por acaso logo após o lançamento da MTV. (Foi lançado em 1º de agosto de 1981.) Os administradores do novo canal de música 24 horas estavam ansiosos para exibir um vídeo feito profissionalmente de um hit de uma lendária banda de rock. Ele foi rapidamente colocado em alta rotação no canal. Isso ajudou os Stones a alcançar um público totalmente novo de ouvintes jovens que talvez não estivessem familiarizados com os trabalhos anteriores da banda dos anos 60 e 70. Então foi uma grande vitória para a MTV e os Stones. 


"Start Me Up" é o maior sucesso dos Stones nos anos 80 e uma constante em seus shows ao vivo. E está entre os maiores hinos do rock dos anos 80.



Os Stones tocando "Start Me Up" no Roundhay Park em Leeds, Inglaterra, em 25 de julho de 1982

Comercial do Microsoft Windows 95 com "Start Me Up"


"Pass The Peas" de The J.B.'s

 


Os JB's eram uma das equipes de funk mais coesas da época. Eles nunca deixavam de trazer o groove perfeito para suas faixas. "Pass The Peas" foi um de seus maiores sucessos e uma das favoritas de longa data entre os amantes do funk. É um funk caseiro e profundo como só os JB's conseguiam fazer. Apresenta um arranjo de metais incrível, um baixo incrível e uma batida fria. Fred Wesley entrega um solo de osso delicioso, e James Brown adoça o groove com um órgão soul.

"Pass the Peas" foi escrita por James Brown, John "Jabo" Starks e Charles Bobbit. Foi lançada em 1972 pela gravadora de Brown, a People Records, e incluída no álbum Food For Thought , de JB . A canção alcançou a posição 29 na parada de singles de R&B da Billboard e a 95ª na Billboard Hot 100.

“Pass the Peas” foi sampleada em 77 músicas, incluindo “I Ain't No Joke” de Eric B. & Rakim, “The Overweight Lovers in the House” de Heavy D & the Boyz, “Pass the Plugs” de De La Soul e “Doomsday” de MF Doom. A música foi incluída nas trilhas sonoras dos filmes Crooklyn (1994), A Hora do Rush 2 (2001) e Jerry Maguire (1996).

A equipe completa de "Pass The Peas" era composta por Fred Thomas (baixo), Hearlon "Cheese" Martin (guitarra), Jerone "Jasaan" Sanford (trompete), John "Jabo" Starks (bateria), James Brown (órgão), Robert Coleman (guitarra), Fred Wesley (trombone), Jimmy Parker (saxofone alto), Russel Crimes (trompete), St. Clair Pinckney (saxofone tenor), vocais (The JB's) e introdução de palavra falada (Bobby Byrd e Bobby Roach). A música foi produzida e arranjada por Brown.


James e os JB tocando "Pass The Peas" ao vivo no The Apollo em 1972



Sly & The Family Stone's Seven Best Songs

 


O cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista inovador Sly Stone morreu na segunda-feira, 9 de junho, após uma longa batalha contra a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e outros problemas de saúde subjacentes. Ele tinha 82 anos. 

Sly foi um verdadeiro visionário da música, cujos dons extraordinários o elevaram ao estrelato. O pioneiro do funk foi um dos principais progenitores do soul psicodélico e a força motriz do Sly & The Family Stone, uma das bandas mais inovadoras e influentes do século XX. Seu som era uma fusão dinâmica de rock, soul, gospel, pop, blues e psicodelia. A banda lançou músicas incríveis de meados dos anos 60 até o início dos anos 70. E seus shows eram experiências emocionantes e transformadoras para o público. 

Em homenagem ao Sly, fiz uma lista com as minhas sete faixas favoritas do Sly & The Family Stone. Aqui está a lista sem ordem específica.

Dance To The Medley (1968)

Sly exibiu suas habilidades excepcionais de composição, produção e arranjos nesta emocionante odisseia sonora. Ela é dividida em três seções, cada uma mais incrível que a anterior. A faixa é um tour de force musical, com arranjos estonteantes e a musicalidade impecável da banda. É pura invenção de groove como só Sly & The Family Stone conseguiriam fazer.



Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin) (1969)


Sly & The Family Stone surpreendeu os amantes da música em todo o mundo com este clássico inovador do funk. Larry Graham introduziu sua famosa técnica de slap-and-pop no baixo neste groove inovador. A síncope é insana e o arranjo é de outro nível. Esta faixa marcou uma nova era no funk e inspirou inúmeros baixistas a começarem a bater e dedilhar.



Everybody Is a Star (1969)


Esta majestosa balada psicodélica e soul demonstra o profundo talento vocal da banda. Sly, Freddie Stone, Larry Graham e Rose Stone entregam performances vocais fantásticas. É uma música linda, mas, infelizmente, pouco apreciada. Sua mensagem de igualdade e reconhecimento do valor inerente de cada indivíduo ainda ressoa hoje. 




Sing a Simple Song (1968)


O nível de funk desta faixa explosiva é fora de série. É pura paixão do início ao fim, com um arranjo soberbo. É uma das músicas mais marcantes da banda, e eles sempre conseguiam fazer o público pular de alegria sempre que a tocavam ao vivo.


  


Everyday People (1968)



Este poderoso apelo pela unidade racial e pela paz é a mistura perfeita de soul, gospel e pop. Ele demonstra a notável habilidade de Sly em fundir gêneros com maestria. A música é brilhantemente construída e apresenta um refrão comovente. É um dos maiores sucessos da banda e um clássico atemporal.


 




If You Want Me To Stay (1973)


Esta faixa é uma verdadeira joia. É lindamente arranjada e tocada, e apresenta uma linha de baixo magnífica. Esta faixa agridoce tem uma qualidade suave e comovente. Há um toque de cansaço nos vocais apaixonados de Sly. Foi uma de suas melhores performances vocais – discreta, porém poderosa. Esta faixa sensacional se destaca após repetidas execuções.


 


Thankful N’ Thoughtful (1973)



Sly conta suas bênçãos nesta música introspectiva. Ele expressa gratidão por ter conseguido superar os elementos destrutivos de sua vida e se sente abençoado por ter a oportunidade de aprender e crescer com seus erros. Esta é uma das faixas mais abertamente espirituais de Sly, e sua formação religiosa é evidente. Musicalmente, a faixa é um ótimo exemplo do som despojado da banda pós- Riot . Apresenta um arranjo de instrumentos de sopro maravilhoso, licks de guitarra wah-wah descolados e algumas batidas assombrosas de funk-box (cortesia do Maestro Rhythm King).





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