terça-feira, 9 de setembro de 2025

Jorge Ben - "Solta o Pavão" (1975)

 

"Pavão Real, Pavão Dourado
Procedente da África e da Índia [...]
Sua cauda, de uma plumagem azul. verde e ouro
Formando um lindo e majestoso leque
Na Idade Média
O pavão, pela sua figura bonita e livre
Era visto como uma ave real e da sorte." 
Jorge "Sanctus" Ben,
do texto da contracapa original do disco 


Na metade dos anos 70, Jorge Ben, que ainda não tinha se tornado o Benjor que assumiria a guitarra elétrica no lugar do violão, já havia alcançado tudo que um artista popular podia. Estouro no disco de estreia, altas e baixas vendagens, idolatria e ostracismo, adesão a movimentos (sambalanço, soul, tropicalismo), participação e vitória em festivais, hits nas paradas, gravações internacionais e até briga judicial por plágio (vencida por ele sobre um Rod Stewart metido a esperto). Mas principalmente, desde que começara a carreira, o “Babulina” foi responsável pela talvez mais extensa e irreparável sequência de discos de um artista na indústria fonográfica no Brasil. Somente nos primeiros cinco anos daquela década, enfileirou os álbuns “Força Bruta”, “Negro é Lindo”, “Ben” e “10 Anos Depois”, isso sem falar dos registros ao vivo com o Trio Mocotó e dos clássicos absolutos “Gil & Jorge/Xangô Ogum” e “A Tábua de Esmeralda”. Com estes dois, principalmente o segundo, o autor de “Chove Chuva” atingia o ápice da criatividade e forjava uma linguagem totalmente peculiar, com melodias de alta inventividade, harmonias despojadas, estilo de cantar próprio e ritmo, muito ritmo. Seu samba-rock, carregado de referências ao esoterismo, à religião, à filosofia e a uma visão humanista do mundo, é igualmente sustentado na cultura popular da ginga, do país tropical, do amor, das moças bonitas e da cordialidade.

O que faltava, então, a um artista consagrado por crítica e público? Explodir. Isso que é Solta o Pavão: uma explosão de sonoridade, de balanço, de misticismo, de religiosidade, das paixões. Aquilo que Ben trouxera em “A Tábua...” se intensifica neste seu último disco antes da adoção de vez da guitarra, ocorrido um ano depois noutro disco emblemático, “África Brasil”. Está nele toda a bruta brasilidade de Ben, encharcada de matizes africanas e influenciada por elementos da cultura pop, do funk norte-americano ao gospel, da soul ao blues, do rock ao jazz. “Solta...”, assim, com seus riffs inspiradíssimos, sua percussão carregada e arranjos modernos, tem o despojamento e o peso de um disco de rock – sem dever nada em densidade a outros de roqueiros daquele ano, como “Fruto Proibido”, de Rita Lee, ou “Novo Aeon”, de Raul Seixas –, mas ainda com um pé no Jorge Ben do “Samba Esquema Novo”: o da batida percussiva no violão de nylon, malemolente, suingado, malandro, enraizado no morro.

A abertura dignifica todas essas qualidades: um riff de violão como um Neil Young acústico e a batida potente da percussão ao fundo. Prenúncio do arrasador samba que irá começar: “Zagueiro”, uma ode ao “anjo da guarda da defesa” no futebol. Quem sustenta a coesa cozinha, além da Admiral Jorge V Group (João “Van da Luz”, piano; Dadi “Aroul Flavi”, baixo; João “Zim” da Percussão, ritmo; e Gusta “Von” Schroeter, bateria) são os Cream Crackers, grupo formado por ninguém menos que o percussionista e arranjador Zé Roberto, o não à toa intitulado Mestre Marçal e um jovem pernambucano já muito afim com o samba chamado Bezerra da Silva. Todos comandados pela batuta de Jorge “Sanctus” Ben.

O pensamento sobre o ser humano ganhava suma importância na obra de Ben àquela época. Se o filosofia alquimista do Egito de 1.300 a.C. fora responsável pela letra de “Hermes Trismegisto Escreveu” em “A Tábua...”, agora Ben volta sua abundante musicalidade para dar cores aos densos escritos do filósofo oficial da Igreja da Idade Média: São Tomás de Aquino. Capaz de musicar até bula de remédio (e torná-la suingada!), Ben adapta trechos do complexo livro “Suma Teológica”, escrito no século XIII, e o transforma num samba cheio de molejo. Em “Assim Falou Santo Tomás de Aquino” ele consegue imprimir no hermético texto escolástico frases sonoramente cantaroláveis, como: “Senhor, que tens tido feito o nosso refúgio” ou “Estão enganados, puramente enganados/ Estão errados, puramente errados”.

O clima de devoção sambada continua na sequência numa das melhores do disco – e, por que não, da carreira de Ben. “Deus todo poderoso eterno pai da luz, da luz/ De onde provem todos bens e todos dons perfeitos/ Imploro vossa misericórdia infinita, infinita/ Deixai-me conhecer um pouco de vossa sabedoria eterna”. Esses versos dão a ideia da contrição contida na lindíssima "Velhos, Flores, Criancinhas e Cachorros", misto de prece franciscana e canto humanista. De ritmo vibrante e contagiante, passa longe de ser piegas. Pelo contrário, a música tem uma aura especial, tanto por causa da melodia quanto pelo coro alto e intenso, que traz o mesmo “Ôôô” de “Os Alquimistas Estão Chegando”, de “A Tábua...”, porém, usados em outro tom para dar uma atmosfera de canto litúrgico. Ben, como em todo o disco, está solto, tocando o violão com total desembaraço, brincando com vocalizes e melismas e inventando cantos na hora da execução.

Por falar em brincadeira, a divertida "Cuidado com o Bulldog" é, além disso, um show de musicalidade. Começa em um ritmo de rock com o band leader esmerilhando o violão e Dadi mandando ver numa base de baixo no melhor estilo Novos Baianos, ambos acompanhados por uma bateria que abusa dos rolos. Até que, de repente, um breque, e a música dá uma virada para se transformar num samba gingado daqueles de não deixar ninguém parado. A impressão é de farra, mas os músicos estão fazendo um samba-jazz do mais alto nível. Ben aproveita para se divertir com o tema, lançando grunhidos como se estivesse sendo mordido pelo cão (um desses, sampleado pela Nação Zumbi no início de “Cidadão do Mundo”, do disco “Afrociberdelia”, de 1996) e bolando frases engraçadas como: “Bulldog, mandíbulas de ouro” ou “Bulldog não perdoa, Bulldog morde”. Registro ao vivo no estúdio – assim como tudo dos álbuns dele à época –, lembra a naturalidade e a descontração das jam sessions com Gilberto Gil do então recente “Gil & Jorge”. Impagável.

"O rei chegou, viva o rei", com sua linha de metais tropicalista, segue o conceito letrístico de prosa medieva (“Então vierem os cavaleiros com seus uniformes brilhantes/ Garbosos e triunfantes/ Um abre-alas lindo de se ver/ E logo atrás/ Separado por lanceiros/ Vinha a guarda de honra, orgulhosa, polida, agressiva/ Porém bonita/ Anunciando e protegendo o rei”), estilo que serviria, entre outras semelhantes de Ben, de inspiração a Caetano Veloso para escrever “Alexandre”, do disco “Livro”, de 1997. Também prosada e tomada de suingue, "Luz Polarizada" (“Coloque o teu grisol sob a luz polarizada/ Ó meu filho/ Lava as escórias com a água tri-destilada/ Pois aquele que forja a falsa prata/ E o falso ouro/ Não merece a simpatia de ninguém”) lembra a psicodelia de “O Homem da Gravata Florida”, do disco anterior. Ben, totalmente à vontade com os companheiros no estúdio, chama-os para o “La, la, la, la, la, la” do refrão dizendo: “Quero ver o coral agora!”

Mas se tem algo que está no mesmo pé que a religiosidade e o esoterismo em “Solta...” são elas: as musas. Como um menestrel medieval apaixonado, Ben canta para várias delas: "Dumingaz", um samba “maravilha” e “sensual”, como classifica o próprio enquanto canta; “Luciana”, a “canção singela” feita pra lembrar-se do seu trovador quando se ouvir no rádio (clara homenagem a Gil por "Essa é pra Tocar no Rádio", que gravaram juntos em "Gil & Jorge" um ano antes); "Jesualda", samba-rock de riff puxado no assovio que conta a história da mulata saída da favela que ganhou a vida no exterior; e "Dorothy", outra irretocável, com destaque para o arranjo de flautas de Ugo Marotta.

“Solta...” ainda tem a gostosa "Se Segura Malandro", tema do filme homônimo de Hugo Carvana (na linha de “O Namorado da Viúva”, de “A Tábua...”) e um dos mais inspirados temas da história da música brasileira: “Jorge da Capadócia”. Um hino da MPB, regravado por Caetano, Fernanda Abreu e Racionais MC’s, que virou um símbolo do próprio autor, xará do Santo Guerreiro e filho de Ogum, o correspondente ao santo católico no Candomblé pelo sincretismo. Musicando a oração de São Jorge, Ben atinge um clímax como apenas em especiais momentos de sua carreira conseguira – talvez, parecidas, só “5 Minutos” e “Zumbi”, faixas que cumprem o fechamento dos discos “A Tábua...” e “África Brasil”. Isso porque, ao evocar as preces ao Jorge dos Céus, o Jorge da Terra o faça com tamanha potência que a música acaba ganhando uma dimensão mais profunda, etérea e espiritual. O Coral do Kojac entoa o título da canção repetidas vezes num samba marcado e intenso sob um riff de guitarra (sim, de guitarra!). Porém, a exaltação se arrefeça para, aí sim, serem declamados os emocionados versos: “Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge/ Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem/ Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem/ Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam/ E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal”. Ben, com sua voz oscilante, funde canto de escravos à dicção do morro. Um teclado entra para fazer a base, enquanto o violão sola e a percussão, estilo jazz-fusion, desenha um compasso arrastado e assimétrico. Para terminar, retorna a melodia da abertura, porém ainda mais enérgica, mais volumosa, mais expressiva. Um desbunde.

Guardadas as devidas proporções, “Solta...” é o “Magical Mystery Tour” de Jorge Ben: ao mesmo tempo em que é a continuidade natural de uma obra-prima revolucionária (“Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”, no caso dos Beatles, “A Tábua...”, para o músico brasileiro), também a consolida, redimensionando-lhe as ideias e conceitos originais. Assim, tanto este quanto o da banda inglesa passam longe de serem meros “volumes 2” das obras-irmãs, haja vista que são tão únicos quanto estas e até mais ousados. “Solta...” é, sim, um feliz acontecimento da música brasileira de um momento em que Ben, figura única no panteão da MPB, está com toda vitalidade e alegria. Um artista pleno, que concebeu, na linha evolutiva de sua própria obra, o mais livre e completo trabalho. Majestoso e colorido como a cauda de um pavão.

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FAIXAS:
1. "Zagueiro" - 3:05
2. "Assim Falou Santo Tomaz de Aquino" - 3:04
3. "Velhos, Flores, Criancinhas e Cachorros" - 3:16
4. "Dorothy" - 3:58
5. "Cuidado com o Bulldog"  - 2:53
6. "Para Ouvir no Rádio (Luciana)" - 4:20
7. "O rei chegou, viva o rei" - 3:03
8. Jorge de Capadócia"  - 3:53
9. "Se Segura Malandro" - 2:53
10. "Dumingaz" - 3:30
11. "Luz Polarizada"  - 2:20
12. "Jesualda" - 4:06
todas as composições de autoria de Jorge Ben



Ian Hunter - Overnight Angels 1977



 Depois de receber (e recusar) várias ofertas em 1976, Ian percebeu que queria voltar a fazer parte de uma banda. Após o sucesso comercial de Alien Boy, ele entrou em estúdio querendo gravar músicas rápidas novamente (tendo gravado Alien Boy sem nunca mais querer gravar uma música rápida!). Com Roy Thomas Baker na produção (ele já havia produzido vários álbuns do Queen), este álbum deveria ter sido um sucesso.

O resultado quase poderia ser descrito como heavy metal – certamente não é um álbum típico de Ian Hunter. Os roqueiros certamente estão lá, mas a produção é muito fraca – tudo está no mesmo nível na mixagem (na frente!), com a voz de Ian quase abafada em alguns momentos.

Lançado quando o punk estava no auge, o álbum e a turnê subsequente receberam críticas mistas. A Columbia, nos Estados Unidos, foi mais direta – recusou-se a lançá-lo (embora existam algumas prensagens de teste). Ian logo se separaria da CBS/Columbia e de Fred Heller (seu empresário), e logo renegou o álbum, descrevendo-o como "aquele álbum horrível" e "um erro", e não tocou nenhuma faixa dele em shows desde então.
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Brent Coursey 30 de abril de 2010
Estupidamente, parece que a onda "descolada" é desdenhar este álbum. Por quê? A) Porque Mick Ronson, a alma gêmea/guitarrista principal de Ian, estava, na época, andando com Bobby Zimmerman (e sejamos generosos e esqueçamos que ele também estava ajudando a produzir o primeiro álbum de Johnny C. Mellonbrain). Então, o que Ian fez? Ele vasculhou a sacola de guitarristas/guitarristas de Bowie e recuperou Earl Slick, um guitarrista verdadeiramente digno de seu sobrenome. E B) os pessimistas reclamam: "Está superproduzido". Bem, DUH: a produção de OA foi cortesia de Roy Thomas Baker, que também produzia o QUEEN. E, como todos sabemos, o falecido, grande e saudoso Fred e companhia gostavam de exagerar em... MUITAS coisas, não apenas na música.



   1. Golden Opportunity (4:31)
   2. Shallow Crystals (3:58)
   3. Overnight Angels (5:12)
   4. Broadway (3:46)
   5. Justice of the Peace (3:01)
   6. (Miss) Silver Dime (4:34)
   7. Wild n' Free (3:08)
   8. The Ballad of Little Star (2:32)
   9. To Love a Woman (3:54)
  10. England Rocks* (2:53)

Duração: 37m 33s




Bush - Bush 1971

 


Apresenta Dominic Trioiano, que mais tarde integraria o Guess Who e o James Gang, na guitarra. O vocalista Roy Kenner também fez parte do James Gang pós-Joe Walsh. Prakash John e Whitey Glen foram contratados como seção rítmica em dezenas de discos, incluindo discos de Lou Reed, Alice Cooper e John Kay. Um cover nota por nota de "I Can Hear You Calling" foi feito pelo Three Dog Night. Um ótimo álbum, de

Hard Rock, Blues Rock.





1. Back Stage Girl (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 2:57
2. Yonge St. Patty (Domenic Troiano) - 2:48
3. Got to Leave the City (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 3:36
4. I Miss You (Domenic Troiano) - 2:52
5. Grand Commander (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 4:19
6. Cross Country Man (Domenic Troiano) - 3:56
7. I Can Hear You Calling (Pentti "Whitey' Glan, Roy Kenner, Hugh Sullivan, Domenic Troiano) - 2:48
8. Messin' Around With Boxes (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 2:51
9. Livin' Life (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 3:17
10. Turn Down (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 4:00
11. Drink Your Wine (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 5:51
12. Try (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 2:50
13. Lookin' (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 3:22
14. Wicked Woman (Roy Kenner, Domenic Troiano) - 3:11
15. Cross Country Man (Domenic Troiano) - 20:21

Domenic Troiano - Guitarras, Vocais
Roy Kenner - Vocais
Pentti "Whitey' Glan - Bateria
Prakash John - Baixo, Vocais
Hugh Sullivan - Piano (Somente nas faixas 12, 13, 14)




Pell Mell - The Entire Collection 4 CD in one box


A obra completa de sete álbuns em quatro discos compactos em uma caixa

"Die Moldau" de 1981 lançado pela primeira vez na tonalidade e no andamento corretos

"Skyrider 2", seu último álbum, nunca foi lançado antes

    Formato: CD
    Gravadora: Made In Germany (MIG)
    Gênero: Progressivo

Pell Mell - The Entire Collection", a obra completa da banda de rock clássico mais famosa da Alemanha, em torno do demônio do violino e líder Thomas Schmitt, está sendo publicada agora como nunca antes - em uma embalagem sofisticada com folha de ouro vaporizada.

A coleção contém sete álbuns em quatro CDs, cinco de Pell Mell e dois de seu sucessor, Skyrider, cobrindo todo o período de 1971 a 1981, que é a era do "Deutschrock" do começo ao fim.

Todo o material foi completamente remasterizado digitalmente. Um livreto de 24 páginas com fotos inéditas e novas notas de encarte de Cornelius Hudalla completa o pacote. Hudalla não só teve um grande papel na montagem desta coleção, mas como ex-empresário e produtor de dois desses álbuns, possui um conhecimento privilegiado insuperável. Gostaríamos de enfatizar o alto valor desta caixa e os altos padrões da banda Pell Mell.

Limitado a 1.000 unidades em todo o mundo.


CD1

Marburg (1972)
01. The Clown and A Rainha (8:50
02. Moldau (5:30)
03. Amigo (7:11)
04. Monstro da Cidade (8:41)
05. Sozinho (9:25)

Do Novo Mundo (1973)
06. Do Novo Mundo (16:03)
07. Toccata (4:03)
08. Suíte I (8:02)
09. Suíte II (11:24)



CD2

Rapsódia (1975)
01. Geada de uma Escuridão Alienígena (9:20)
02. Andarilho (2:32)
03. Can Can (3:36)
04. Prelúdio (3:17)
05. Deserto em Sua Mente (6:17)
06. O Motim (6:06)
07. Paris, o Passado (8:07)

Apenas uma Estrela (1978)
08. Contagem Regressiva (4:52)
09. Daydreamer (4:34)
10. Only a Star (4:19)
11. Across the Universe (6:14)
12. Disillusion (8:43)
13. Trailers in Movie Halls (3:44)
14. Phoebus Is Dead (7:11)



CD3

Moldau (1981)
01. Moldau Parte Um (5:34)
02. The Farmers Wedding (3:28)
03. The Nymph Dance (3:17)
04. Moldau Parte Dois (7:43)
05. Gliding (2:40)
06. Dark Valley Parte Um (3:32)
07. Dark Valley Parte Dois (2:23)
08. Dark Valley Parte Três (4:32)
09. Dark Valley Parte Quatro (4:38)


CD4

Skyrider (1980)
01. Skyrider - On My Line I (0:18)
02. Skyrider - Skyrider (2:08)
03. Skyrider - Great Beautiful Crime (4:30)
04. Skyrider - Time of the Season (4:06)
05. Skyrider - Written on a Granite Hill (3:51)
06. Skyrider - I Don't Wanna Leave You Now (4:12)
07. Skyrider - On My Line II (4:02)
08. Skyrider - Up to Sky (3:05)
09. Skyrider - Love's In My Eyes (3:42)
10. Skyrider - Save Two Birds (5:06)
11. Skyrider - Fighter of the Sun (4:03)

Skyrider 2 (1982)
12. Skyrider - Looks Like Rain (4:41)
13. Skyrider - Loadie (4:27)
14. Skyrider - Rock'n'Roll on the Highway (3:04)
15. Skyrider - Broken Harmony (6:27)
16. Skyrider - Right in Your Hands (4:33)
17. Skyrider - Song for Rosalie (3:51)
18. Skyrider - Hello Angel (3:57)
19. Skyrider - I'm in Love (3:49)
20. Skyrider - Heart on Ice (4:05)




Glenn Hughes - Chosen (2025) UK

 

Após nove anos de silêncio na sua carreira a solo, o "Voice of Rock", Glenn Hughes, regressa em grande forma com o aclamado álbum "Chosen". Lançado no dia 5 de setembro de 2025, este trabalho não é apenas o seu primeiro álbum a solo desde Resonate (2016), mas é também um triunfo que solidifica a sua lenda como um dos vocalistas e baixistas mais importantes da história do rock.

Produzido pelo seu parceiro de longa data, o guitarrista Søren Andersen, o álbum é uma poderosa mistura do hard rock de assinatura de Hughes, com a sua profunda sensibilidade soul e funk. "Chosen" mostra uma banda coesa e com uma química perfeita, com Hughes a ser acompanhado por Andersen na guitarra, Ash Sheehan na bateria e Bob Fridzema nos teclados.

O álbum abre com a faixa "Voice In My Head", que nos leva a uma viagem rock enérgica e melódica. O baixo de Hughes é imediatamente reconhecível, com as suas linhas vibrantes e ritmos fortes que servem de base para a sua performance vocal, que, aos 74 anos, continua a ser nada menos que inacreditável.

A faixa título, "Chosen", é uma canção que se constrói lentamente, com uma atmosfera misteriosa, antes de explodir num refrão cativante e poderoso. "Heal" é outro destaque, uma faixa de hard rock que demonstra a capacidade de Hughes em compor hinos de estádio. Para os fãs de um som mais pesado, "In The Golden" e "The Lost Parade" oferecem riffs mais fortes e uma abordagem mais sombria, remetendo para a fase mais pesada da carreira de Hughes.

O álbum também tem espaço para momentos de pura emoção e alma, como a balada de inspiração psicadélica "Come And Go" e a soul funky "Hot Damn Thing". "Chosen" é um álbum que reflete a jornada pessoal de Hughes, com letras que abordam a condição humana, a esperança e a aceitação. A produção é moderna e cristalina, mas mantém um toque orgânico e intemporal, que não ofusca a paixão e o talento dos músicos.

Embora alguns críticos notem que o álbum se mantém fiel à fórmula de Hughes sem grandes surpresas, a grande maioria considera que este é um dos seus trabalhos mais fortes e consistentes em anos. É um álbum que prova, uma vez mais, que Glenn Hughes não tem de abrandar e que a sua "Voz do Rock" está tão poderosa como sempre.

"Chosen" não é apenas um álbum para os fãs de longa data de Glenn Hughes ou Deep Purple, é um trabalho para qualquer um que aprecie rock & roll com alma, coração e uma performance vocal lendária.


Temas:

1. Voice In My Head
2. My Alibi
3. Chosen
4. Heal
5. In The Golden
6. The Lost Parade
7. Hot Damn Thing
8. Black Cat Moan
9. Come And Go
10. Into The Fade

Banda:

Glenn Hughes – Vocals
Soren Andersen - Guitar
Ash Sheehan - Drums
Bob Fridzema - Keys



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