domingo, 19 de outubro de 2025

The Chronicles Of Father Robin - The Songs & Tales of Airoea Book 2: Ocean Traveller (Metamorphosis) (2023)

 

A segunda parte da trilogia das aventuras do Padre Robin. Um conceito peculiar serve de base para três álbuns com nomes insuportavelmente longos (e também bizarros), e esta segunda parte continua a trama de um conto de fadas clássico do estilo progressivo, embora musicalmente assuma uma atmosfera mais pastoral e onírica. Este segundo lançamento é muito mais suave que o primeiro álbum, embora não lhe faltem alguns momentos animados. As suas seis faixas remetem a um álbum clássico tradicional do progressivo dos anos 70 em muitos aspetos, ainda mais do que o seu antecessor, que incluía passagens mais pesadas que lembram Änglagård, Anekdoten e Landberk dos anos 90. Este álbum mantém muito da pegada do rock sinfónico do Yes e do Genesis, mas com os vocais de Wobbler, reminiscências medievais e muitas vibrações pastorais, resultando num ótimo álbum


Artista:  The Chronicles Of Father Robin
Álbum:  The Songs & Tales of Airoea Livro 2: Ocean Traveller (Metamorphosis)
Ano:  2023
Gênero:  Rock progressivo sinfônico
Duração:  39:10
Referência:  Discogs
Nacionalidade:  Noruega



Já mencionamos que este supergrupo é composto por membros do Wobbler , That Samuel Jackson Five (o único que ainda não ouvi falar), Tusmørke e Jordsjø , e apresenta o estilo progressivo clássico dos anos 70. Revivendo material de uma banda fracassada chamada Fangorn , esta banda ressuscitou o material perdido e o trouxe à luz no mundo moderno. 

O segundo capítulo segue os passos de seu antecessor, uma história extensa que se desenrola ao longo de três álbuns. 

Vou contar o que o espaço Bandcamp deles diz: "Acompanhando o Padre Robin e suas viagens pelo mundo arcaico de Airoea, o Livro 2 leva nosso protagonista à cidade subaquática de Oriasaleah e ao Mar de Ayrouhr. Lá, no Grande Recife, ele enfrenta grave perigo nas mãos dos ilhéus. Com isso, convidamos você a descobrir a segunda parte desta emocionante obra épica: The Songs and Tales of Airoea. Começando com a sagrada e atmosférica "Over Westwinds", o Livro 2 leva você a uma jornada musical dinâmica por paisagens sonoras exuberantes e variadas, evocando visões da era de ouro do rock progressivo. Com o uso abundante e elegante de instrumentação variada, como flauta, mellotron e glockenspiel, além de instrumentos tradicionais de rock, tudo envolto em uma produção dinâmica e orgânica, The Songs and Tales of Airoea é uma joia esperando para ser descoberta por qualquer fã de rock progressivo.


Os músicos continuam a apresentar suas falas com precisão requintada, mas, no geral, talvez não atinja o nível de seu antecessor, embora ainda seja um ótimo trabalho. Talvez seja um pouco estranho que este álbum não seja nada épico, mas também devemos dizer que nem sempre é necessário para se obter, simplesmente, um álbum mágico.

E aqui você pode ouvir um pouquinho... 



Em suma, uma boa contribuição à música retro progressiva para qualquer amante das origens do rock sinfônico, ideal para começar a semana.

Você pode ouvir na página dele no Bandcamp:
https://fatherrobin.bandcamp.com/album/the-songs-tales-of-airoea-book-ii




Lista de faixas:
1. Over Westwinds (3:59)
2. Orias & the Underwater City (8:37)
3. Ocean Traveler (6:22)
4. Lady of Waves (5:38)
5. Green Refreshments (7:09)
6. The Grand Reef (7:25)

Formação:
- Andreas Wettergreen Strømman Prestmo / vocais, guitarras, baixo, sintetizador, órgão, glockenspiel, percussão
- Henrik Harmer / bateria e percussão, sintetizador, vocais de apoio
- Regin Meyer / flauta, órgão, piano, vocais de apoio
- Jon Andre Nilsen / baixo, vocais de apoio
- Thomas Hagen Kaldhol / guitarras, bandolim, instrumentos eletrônicos e efeitos sonoros, vocais de apoio
- Aleksandra Morozova / vocais
Com:
Lars Fredrik Frøislie / teclados, órgão, Mellotron, piano, sintetizador
Kristoffer Momrak / sintetizador
Håkon Oftung / órgão, clavinete, Mellotron, cordas, piano elétrico, sintetizador





ROCK ART

 


Ritchie - Circular (1985)


"Circular" é o terceiro álbum do cantor Ritchie, lançado em 1985. O álbum inclui sucessos como "Telenotícias", "Nesse Avião" e "Coisas do Coração", este último tema da novela "Roque Santeiro".

Faixas do álbum:
01. Telenotícias
03. Um, Dois, Três e Já
05. Nesse Avião
08. Coisas Do Coração



Elza Soares - Sambas E Mais Sambas - Raridades (Vol. 2) (2006)


Coletânea de gravações raras, com faixas que não foram incluídas em seus  álbuns regulares lançados entre 1960 e 1988.

Secos & Molhados - Gravado ao vivo no Maracanãzinho (1980)

 


Uma das bandas mais inventivas do Brasil, o Secos e Molhados lançou seu fundamental disco de estreia, homônimo, em 1973. O grupo formado por Ney Matogrosso (voz), João Ricardo (vocais, violões e harmônica) e Gérson Conrad (vocais e violões) fez um sucesso estrondoso já nesse ano e, em 1974, apresentou um show histórico no  Maracanazinho, no Rio de Janeiro, com lotação esgotada. O repertório traz os hits da banda; “O Vira”, “Fala”, “Assim Assado”, “Rosa de Hiroshima” e “Mulher Barriguda”, entre outros.

Faixas do álbum:
01. As andorinhas (Ao vivo)
02. Rosa de Hiroshima (Ao vivo)
03. Mulher barriguda (Ao vivo)
04. Primavera nos dentes (Ao vivo)
05. El Rey (Ao vivo)
06. Toada & Rock & Mambo & Tango Etc (Ao vivo)
07. Fala (Ao vivo)
08. Assim assado (Ao vivo)
09. O vira (Ao vivo)




Blitz - Ao Vivo (1994)

 


O álbum "Blitz Ao Vivo" é o primeiro álbum ao vivo da banda carioca Blitz, lançado em 1994. O álbum foi gravado no Imperator - Centro Cultural João Nogueira, no Rio de Janeiro, em outubro de 1994. 

Faixas do álbum:
02. Vai, Vai Love
03. Weekend
04. Ridicula
05. Quem Tem Põe
07. Egotrip
09. A Última Ficha
10. Mais Uma De Amor (Geme Geme)
11. Dali De Salvador / O Mar
12. O Romance Da Universitaria Otaria
13. Biquini De Bolinha Amarelinha Tão Pequenininho / Preta Pretinha (Teenie Weenie Yellow Polkadot Bikini)
14. Volta Ao Mundo / Peter Gunn
15. Você Não Soube Me Amar
17. Vítima Do Amor
18. Ôba / Voltei



The Storm - The Storm (1974)



Vamos sair do eixo Estados Unidos e Inglaterra. Esse eixo, confesso, incomoda um pouco. O rock não pode e nem deve ser oligopolizado, restrito, como se fosse um clube seleto, a poucos países. Deve ser encarado, visto globalmente. 

Independente de ser uma questão estratégica, mercadologicamente falando ou ainda uma questão quantitativa, ou seja, esteja concentrada a maioria das grandes e consagradas bandas nesses países, torna-se urgente um garimpo de cada um de nós, apreciadores do estilo, por outros países, afinal há muito a se explorar, é um universo a ser explorado ainda. 

E a banda de hoje veio da Espanha, a terra do flamenco. E vem como, desculpe a analogia infame, como uma tempestade. Um hard rock avassalador, destruidor. Embora sejam adjetivos meio clichês, são condizentes com a mais pura e genuína realidade. 

Falo do THE STORM, que, na tradução livre, significa "tempestade", em inglês. A banda foi formada na cidade de Sevilha, em 1969, pelos jovens irmãos Angel e Diego Ruiz, guitarra e vocal e bateria e vocal, respectivamente, juntamente com Luis Genil nos teclados e vocais e José Torres no baixo e vocal. 

The Storm

Na transição das décadas de 1960 para a de 1970, as bandas progressivas, como Smash, Triana e Medina Azahara dominavam a cena musical espanhola, mas o The Storm que, nos primórdios se chamava “Los Tormentos”, nome dados aos garotos Angel, Diego e José, quando ainda estavam na escola, começaram a tocar covers de Beatles, Jimi Hendrix, Cream e Guess Who, mostrando uma veia mais pesada que estava nascendo, se consolidando quando descobriram o Deep Purple, estabelecendo entre si que tocariam, em definitivo, hard rock. 


Eles, com essa decisão, estavam traçando um capítulo histórico no rock espanhol como uma das pioneiras bandas de rock pesado daquele país. Mas os tempos eram difíceis. A falta de estrutura e pouco apoio eram evidentes e a precariedade os acompanhava em seus primeiros shows. 

A cena local, de Sevilha, estava em baixa, as bandas estavam se desfazendo pelos problemas de dinheiro e de infraestrutura. Mas o Los Tormentos decide seguir, a base de muitos sacrifícios. Fizeram alguns shows em uma discoteca em Torremolinos chamada “Barbarella” e agradaram. Eles são contratados para tocar em outro lugar, em Palma de Mallorca, mas o gerente do local não gostou muito do nome, dizendo que soava meio flamenco. 

Então sugere que mudem seu nome para “The Storm”, a versão inglesa para “Los Tormentos”, afinal soa mais forte e é em inglês, quem sabe poderiam alçar voos mais altos, como o mercado internacional, viajar para outros países. 

Parece que o nome deu alguma sorte, diante de um cenário musical que desmoronava em Sevilha, quando conhecem um empresário de entretenimento de León, chamado Luis Fernández de Córdoba, assumindo a condição de gerente da banda, trazendo uma luz no fim do túnel para os garotos do The Storm. 

Em 1974 lançam, pela BASF, seu álbum de estreia, “The Storm”, um misto explosivo de hard rock com pitadas generosas de teclados alucinantes, um álbum repleto de vivacidade e energia. A formação da banda que gravou “The Storm” tinha: Luis Genil nos teclados e vocais, Angel Ruiz na guitarra e vocal, Diego Ruiz na bateria e vocal, José Torres no baixo.


O álbum já começa esmurrando a porta com ”I've Gotta Tell You Mama”, um petardo animado e solar com riffs pegajosos e pesados, com bateria marcada e forte, com teclados em frenesi, diria uma pegada meio década de 1950, bem dançante.

"I've Gotta Tell You Mama" (Live) 

I Am Busy” já entrega aquele típico riff introdutório de guitarra, um proto metal que se mistura ao teclado tocado a notas altíssimas com vocais melódicos e rasgados, ao mesmo tempo, um senhor hardão setentista na sua mais perfeita concepção. 

Un Señor llamado Fernández de Córdoba”, em uma clara homenagem ao seu empresário, tem a predominância dos teclados trazendo uma atmosfera mais progressiva, com um riff de guitarra mais “funkeado” que ganha mais peso com um solo lindo de guitarra.

"Un Senor llamado Fernández de Córdoba", live track in Studio, 1974-1975

Woman Mine” começa cadenciada, bateria marcada, com solos lembrando Ian Paice do Deep Purple, riff de guitarra dando peso, um vocal rouco, mas escamba para o já característico hardão que abrilhanta o álbum. “It's All Right traz o blues rock com uma cara meio comercial, um som mais acessível, com excelente trabalho vocal.

"It's All Right", Live at Sevilha Television Local

I Don't Know” me remete a um punk rock meio raivoso no início, mas que se mescla ao peso do hard rock, com passagens excelentes de teclado, dando uma camada mais “soft” a música.

"I Don't Know", live 1974-1975

Crazy Machine” sem sombra de dúvida é uma das melhores faixas do álbum. Bateria ao extremo, guitarras distorcidas, solos avassaladores, baixo pulsante, viradas rítmicas invejáveis, uma pegada jazzística...É o ápice do heavy prog!

"Crazy Machine", Live 1974-1975

E o álbum dá adeus com a “Experiencia Sin Órgano” seguindo na mesma proposta, um primor do poderio bélico instrumental, bateria cheia de virada, riffs de guitarra em profusão, baixão pesado, inacreditável! Uma loucura sonora. 

The Storm lançaria outro álbum em 1979 chamado “El Dia De La Tormenta”, mas bem diferente do hard rock intenso do debut, carregando uma proposta mais comercial e radiofônica, com algumas pitadas de prog rock. 

"El Dia de la Tormenta" (1979)

A banda finalizaria as suas atividades nesse mesmo ano, logo após o lançamento do álbum. Porém, depois de algum tempo em hibernação a banda retorna e atualmente continua destilando sua potência sonora nos palcos de onde não deveria ter saído nunca. O The Storm definitivamente se tornou uma das mais importantes bandas espanholas de hard rock, sendo uma desbravadora do estilo em seu país. Pérola recomendada!




A banda:  

Luis Genil nos teclados e vocal
Ángel Ruiz na guitarra e vocal
Diego Ruiz na bateria e vocal
José Torres no baixo e vocal


Faixas:

1 - I've Gotta Tell You Mama
2 - I Am Busy
3 - Un Señor Llamado Fernández De Córdoba
4 - Woman Mine 
5 - It's All Right
6 - I Don't Know
7 - Crazy Machine
8 - Experiencia Sin Órgano 


The Storm - Live in Studio 1974 (Full)



The Storm - "The Storm" (1974)


Destaque

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