domingo, 19 de outubro de 2025

Stevegane Project "When the Time is a Present" (2011)

 

Até 2008, o compositor, multi-instrumentista e arranjador francês Pascal Stévegan usava seus talentos em benefício de outros artistas. No entanto, isso não poderia continuar para sempre. Então, o ambicioso músico decidiu fundar um projeto solo com seu nome. Dito e feito. Começou uma fase de busca pela própria identidade (e, no caso de Pascal, por um som original), extremamente sensível para qualquer artista. Ao longo do caminho, o Sr. Stévegan construiu gradualmente um repertório digno de sua estreia no "big rock". Depois de três anos, ele finalmente alcançou o que buscava...
"When the Time is a Present" consiste em quatro faixas estendidas com duração de 12 a 22 minutos, além de uma curta, "Lady of the Lake". Pascal conseguiu preparar e gravar o material sem intermediários, tocando ele mesmo as guitarras, o baixo e os teclados, e programando a bateria corretamente. O resultado é precisamente o que o maestro almejava: um art-rock instrumental épico e astral, inspirado nos fundamentos ideológicos dos campeões da kraut-eletrônica, Tangerine Dream , e nas descobertas do período clássico do Pink Floyd , somadas às revelações neopsicodélicas de Porcupine Tree , do início dos anos 1990.
O disco abre com o afresco de 18 minutos "Through the Stones". Sua estrutura em mosaico se baseia em vários princípios melódicos. Enquanto a introdução se assemelha formalmente a uma raga cósmica elétrica, a seção principal é uma espécie de declaração de amor a Dave Gilmour : melodias slide características, melancolia calorosa e expansiva e avanços episódicos no reino das emoções positivas, apresentados sob o prisma do progressismo dos sintetizadores de cordas. Vale destacar um fato curioso: no encarte do CD, Pascal cita Ritchie Blackmore como sua principal fonte de inspiração . Mas é bastante difícil detectar ecos do estilo do vocalista do Blackmore's Night na paleta criativa do polivalente francês. Aparentemente, Stevegan não é só Blackmore. Ok, voltando ao assunto. O mega-truque do título é um presente para quem gosta de solos de guitarra e riffs motivados, inseridos em uma estrutura de orquestrações sequenciais de teclado. O desdobramento rítmico contínuo, no espírito da técnica repetitiva, flui inicialmente ao longo das linhas do space prog, para depois assumir nuances vibrantes de hard rock. É uma peça bastante boa, embora alguns possam achá-la tediosa devido à sua enorme duração. No espaço de "The Green Eyes", o cosmos floydiano se sobrepõe a um padrão sinfônico new age à la Gandalf.: No geral, é agradável e sem pretensões. "Lady of the Lake" é uma elegia de rock trance-menor com passagens expressivas e reflexivas de guitarra solo. Vou deliberadamente manter silêncio sobre comparações, embora seja difícil evitá-las aqui; você entenderá por si mesmo quando chegar a hora. O quadro se encerra com a composição completa "Sly Return 11 March 2011", que não se desvia nem um pouco da estética artística escolhida pelo autor; uma viagem onírica em andamento médio para além da galáxia...
Resumindo: um programa sólido, apresentado com bom gosto e humor, totalmente consistente com a ideia central de seu criador - "facilitar a imersão do ouvinte nas profundezas das experiências existenciais pessoais". Recomendo conferir.




Zé da Onça – De maior sim, de menor não

 

capa

Colaboração do Jhonatas Pasternack, de São Paulo – SP.

selo-aselo-b

“Segue mais um LP do Zé da Onça. Esse acredito ser o último LP de carreira dele.

verso

Gravado em 1993 destaco a música ‘Forró Mundial’ de ‘Zé da Onça e Zeca Freire’.”

Zé da Onça – De maior sim, de menor não
1993 – CID

01 – De Maior Sim, De Menor Não (Zé da Onça – Francisco Gomes)
02 – Cuscus Bom (Zé da Onça – Jair Guimarães)
03 – 20 Pessoas (ZaeteJoão G. de Moura – Zé da Onça)
04 – Bom é Chem Hem Hem (Antonio Ramos – Nunes do Pandeiro)
05 – Forró Mundial (Zé da Onça – Zeca Freire)
06 – Alegria do Sertanejo (Zé do Gato – Coronel Narcizinho)
07 – Sou Pau de Arara (Zé da Onça – Luiz de França)
08 – Filho de Sanfoneiro (Zé da Onça – Francisco Gomes)
09 – Cara de Lobisomem (Antonio Ramos – Francisco Gomes)
10 – Homenagem a Paraíba (Zé da Onça – Chiquinho do Pandeiro)
11 – Eu Não Ligo Não (Zé da Onça – Jair do Pandeiro)
12 – Estou Gamado (Saldanha – Loril do Parque)

MUSICA&SOM ☝



Elias Gonçalves – Vamos xamegar

 

capa

Colaboração do Jhonatas Pasternack, de São Paulo – SP.

selo-aselo-b

“Segue um LP do Elias Gonçalves, eu particularmente não conhecia nada sobre esse artista até achar esse LP.
Arranjos e Acordeons de Osvaldinho.

verso

Destaco a faixa ‘Vamos Xamegar’ de Zé Carlos do Acordeon e Elias Gonçalves e ‘Carta a Maceió’ de Waldek Arthur de Macedo, o ‘Gordurinha’, originalmente gravada pelo Trio Nordestino, no ano de 1962.”

Elias Gonçalves – Vamos xamegar
1993 – Gervasom

01 – Vamos Xamegar (Zé Carlos do Acordeon – Elias Gonçalves)
02 – Carta à Maceió (Waldek Arthur de Macedo)
03 – Doi (Bi Guerreiro – Elias Gonçalves)
04 – Na Poupança Dela (Luiz Xavier – Elias Gonçalves)
05 – Rosinha Indiferente (Agripino R. Aroeira)
06 – Mar de Tristeza (Antonio Barros – Cecéu)
07 – Nasci Prá Xamegar (Antonio Barros – Cecéu)
08 – Não Lhe Troco Por Ninguém (Durval Vieira)
09 – Festejar São João (Palito do Nordeste – Elias Gonçalves)
10 – Sangue de Nordestino (Luiz Guimarães)

MUSICA&SOM ☝



Severino Januário – Asa Branca da Serra

 

capa

Colaboração do Jhonatas Pasternack, de São Paulo – SP.

selo-aselo-b

“Segue agora um LP de Severino Januário gravado em 1970 pelo selo tropicana.

Um disco todo instrumental com belos arranjos.

verso

Direção artistica de Roberto Stanganelli.

Destaco a faixa ‘Choro em Araripina’ do próprio Severino Januário.”

Severino Januário – Asa Branca da Serra
1970 – Tropicana

01 – Madame de Porão (Roberto Stanganelli – Neide Aparecida)
02 – Fumo Bravo (Roberto Stanganelli – Neide Aparecida)
03 – Valenciano (Miguel Lima)
04 – Curió (Severino Januário)
05 – Sabino (Severino Januário)
06 – Asa Branca da Serra (Severino Januário)
07 – Palmeirinha (Severino Januário)
08 – Canastrinha (Severino Januário)
09 – Zé Miúdo (Severino Januário)
10 – Forró do Zé Candóia (Miguel Lima)
11 – Choro em Araripina (Severino Januário)
12 – Maranguape (Severino Januário)

MUSICA&SOM ☝



Recordando 3 singles anos 70/80

Recordando 3 singles anos 70/80
Single - MicroSonho / Palco Nos Sentidos 1982
A Sonho


B Palco Nos Sentidos


Banda de Sacavém onde pontua Luis Miguéns que passou pelos Hosanna, banda mítica portuguesa dos anos 70 e que, infelizmente, não deixou nenhum registo discográfico.
Os Micro lançaram apenas este single que, nas suas próprias palavras em entrevista ao jornal local de Sacavém "Vento Novo" (junho de 1982) assumem que a música que fazem – "as nossas características vão de encontro ao que se considera rock pesado e jazz rock" – tem dificuldade de aceitação junto do público português por não ser comercial.
Paju: bateria
Zé Manel: teclas
João: baixo
Luís Miguéns: guitarra e voz
//
Recordando os dois singles dos Perspectiva:
A1 "Lá Fora" A Cidade (1976)


Single Completo


Os Perspectiva foram um caso singular de sucesso nos anos 70, muito embora tenham apenas gravado dois singles.
Existiu a possibilidade da edição de um LP que se designaria como "A quinta parte do mundo" – tema longo que tocavam ao vivo – mas tal não se veio a verificar.
O primeiro single da banda, ""Lá fora a cidade"/"Os homens da minha terra", tem a particularidade de ter uma orquestra a acompanhar e foi gravado na editora Imavox - onde estavam como directores António Avelar Pinho e Nuno Rodrigues, da Banda do Casaco (um dos membros dos Perspectiva, Luís Pinheiro da Silva passará a integrar também este grupo). Resulta daqui um conceito aproximado ao rock sinfónico e/ou progressivo que tinha tido sucesso mundial na primeira metade da década.
O segundo single, "Rei posto rei morto"/"O oitavo sorriso", é lançado no ano seguinte e, segundo Aristides Duarte (2005), os poemas da autoria de José Beiramar demonstravam "grande intensidade" e "grandes sentimentos humanísticos e apontando problemas sociológicos comuns ao povo português". Neste trabalho, volta a ser usada uma orquestra a acompanhar a banda.
Ambos os discos terão a produção de António Pinho e Nuno Rodrigues.
Os Perspectiva foram ainda considerados "banda do ano" em 1977 pela revista "Rock em Portugal" e chegam a ganhar um concurso de música (Festival Rock, que decorreu no pavilhão do Clube Atlético de Campo de Ourique, Lisboa).
Um dos grandes mentores da banda, Luís Pinheiro da Silva, é ainda técnico de som – e que surgirá em vários discos do boom.
Segundo Carlos Callixto, "o grupo terminaria no final do ano de 1979, deixando para trás um histórico concerto nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, ao lado da Orquestra Sinfónica da RDP, e "A Quinta Parte do Mundo", um álbum gravado e com título mas que se mantém inédito até hoje".
Perspectiva:
Tó Pinheiro da Silva - guitarra, flauta, vocais
José Manuel Pereira - guitarra, vocais
Luís Miguel: baixo
Vítor Real: vocais, percussão
Vítor Ferrão: bateria

O álbum ''Mutantes S.21'' dos Mão Morta de 1992

O álbum ''Mutantes S.21'' dos Mão Morta de 1992.
Istambul (Um Grito)

Recordando os GNR ao vivo no festival da juventude em 1986

Recordando os GNR ao vivo no festival da juventude em 1986.
Apartheid Hotel. 2. Sete Naves


Dos 4 concertos marcados para os Coliseus, de comemoração dos 45 anos da banda “Operação STOP”, apenas restam bilhetes para dia 06/11 em Lisboa.

Recordando a compilação ''Os Grandes Êxitos Dos Green Windows'' de 1977

Recordando a compilação ''Os Grandes Êxitos Dos Green Windows'' de 1977.
20 Anos


Rita Rita Limão


Só Eu Sei Meu Amor


Uma Nova Maneira De Encarar O Mundo


Quem Te Manda Sapateiro


Imagens


Lembranças


O Dia Em Que o Rei Fez Anos


História Alegre


Bola de Cristal


O Que Custar


Doce e Fácil no Reino do Blá-Blá-Blá


Os Green Windows formaram-se em finais de 1972. Eram o Quarteto 1111 mas mais comercial e com algumas das namoradas e das mulheres.
Passaram pelas várias formações do grupo nomes como António Moniz Pereira, José Cid, Michel Silveira, Tózé Brito, Teresa Coelho Dias, Betty Wilkinson Silveira, Maria Armanda, Mike Sergeant, Vitor Mamede, Rita Ribeiro, Filipa Van Uden e Fátima Padinha.


Solid Space - Space Museum (1982)

 


Synth pop britânico com pegada espacial e bastante analógico, com nuances krautrock sonhadoras. Uma obra-prima do lo-fi que havia caído completamente no esquecimento antes de receber um relançamento há muito esperado, seguido por muitos outros.

Track listing:
5. New Statue (Morning Song)
6. A Darkness in My Soul
8. Tenth Planet
9. Earthshock
10. Contemplation
11. Please Don't Fade Away...




Black Menace - Drama Time (1995)

 


Rap gangsta de Nova Orleans. Fluências violentas, paranoicas e raivosas em uma produção descolada e elegante (com orçamento limitado). Sons puramente underground sem nenhuma ambição comercial.

Track listing:
3. Hit 'Em Get 'Em
4. Run Up on 'Da Menace
6. Pull 'Da Plug
8. Family
11. Faces of Death




Destaque

Superjoint Ritual – A Lethal Dose Of American Hatred [2003]

  “O Superjoint Ritual não é mais uma banda pré-fabricada e não é mais uma banda da moda. O Superjoint Ritual é a reposta ao ‘nu-metal’ pré-...