quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Led Zeppelin - "Led Zeppelin" ou "Led Zeppelin IV" ou "Four Symbols", ou "ZoSo" ou "o disco do velho" (1971)

 


“Ninguém nunca mais nos comparou ao Black Sabbath depois deste álbum.”


Sempre tive a ideia de botar algum Led Zeppelin no ÁLBUNS FUNDAMENTAIS mas hesitava um pouco pensando em qual deles pra não cometer injustiça. O primeiro? Ou o incrível Led Zeppelin II? Ou por que não o III ? Ou o fantástico "Physical Graffiti"? Podia ser qualquer um destes sem problema algum, mas na minha opinião o quarto álbum do Led Zeppelin, de 1971, conhecido como "IV", ou "Four Symbols" ou "ZoSo" ou ainda, somente, como "o disco do velhinho na capa" é o que melhor representa toda a pagada, a força, a sonoridade e a qualidade da banda.
Com influências que iam de blues, ao country, a Elvis e a bruxaria, o Led consolidava em "IV" uma sonoridade que iria se tornar pedra fundamental do estilo metal e similares, com muito peso nas guitarras, ritmos acelerados e vocais  gritados. "Black Dog", canção que abre o disco é prova e símbolo disso, com aquela guitarra extremamente pesada e mágica de Jimmy Page, alternado tempos com o vocal poderoso e estridente de Robert Plant. Certamente é, ainda hoje, um dos riffs mais conhecidos e lembrados de todos os tempos. Um clássico imortal do rock!
E a propósito de clássico e de rock, o que dizer de um álbum que tem uma música chamada "Rock'n Roll"? Bom, muitos podem ter uma música com este nome, mas provavelmente só o Led  conseguiu fazer com que ela remetesse ao estilo com tanta clareza, ficasse marcada pelo nome e virasse um clássico absoluto. Eu mesmo, sempre que ouço o termo rock' roll me vem à cabeça aquele início marcado na bateria de John Bonham, que aliás, "quebra tudo" nesta música. Mas não só ele. Nesta, a guitarra menos distorcida que de costume, conduz uma espécie de blues acelerado, um rockabilly pesado alucinante, num show à parte que se constitui em outro dos riffs mais conhecidos da história da história da música.
Para os mais "populares", este álbum traz ainda o clássico "Stairway to Heaven" que serviu até mesmo de faixa de trilha sonora de novela nos anos 80, fazendo-a alcançar uma grande popularidade até entre os não-fãs e público em geral, mesmo com sua estrutura rica, complexa e sua extensa duração para padrões comerciais.
Todas as 8 faixas são excepcionais mas o disco acaba com outra de minhas favoritas, a poderosa "When the Levee Brakes", sonoramente impactante com sua bateria estrondosa  com uma marcação ao que ao mesmo tempo é tem um tom marcial mas é também emocionante e sedutora. Mas Bonham não cria esse fascínio sozinho: a guitarra de Page aqui é mística, mágica e hipnótica; John Paul Jones conduz a linha de maneira segura e forte; e Plant é preciso nos vocais em cada verso, em cada entonação, em cada nota, além da harmônica que toca conferindo um ar ainda mais místico à canção. Um final monumental para um disco fantástico!
Pela seleção privilegiada de faixas do álbum, pelos clássicos que traz, pelo significado no cenário musical, pela consolidação de um estilo, pela importância da obra, pela popularidade, pela sonoridade, por todas estas razões e muitas mais é que "Led Zeppelin IV" é para mim não só o melhor álbum da banda como um dos melhores de todos os tempos. Acho que não cometo nenhuma injustiça em mencioná-lo aqui. Agora, o que também não invalida de daqui a pouco termos aqui na seção um "Led Zeppelin II", por exemplo... Ou o " Led III", ou o "Physical" ou o "Houses"...
Não precisamos ter apenas um, precisamos?
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FAIXAS:
  1. "Black Dog" (Page/Plant/Jones) – 4:57
  2. "Rock and Roll" (Page/Plant/Jones/Bonham) – 3:40
  3. "The Battle Of Evermore" (Page/Plant) – 5:52
  4. "Stairway to Heaven" (Page/Plant) – 8:03
  5. "Misty Mountain Hop" (Page/Plant/Jones) – 4:38
  6. "Four Sticks" (Page/Plant) – 4:45
  7. "Going To California" (Page/Plant) – 3:31
  8. "When The Levee Breaks" (Page/Plant/Jones/Bonham/Minnie) – 7:08




Led Zeppelin - "Led Zeppelin II" (1969)

 



"Nosso segundo álbum tem o fogo e a energia de 
nós na estrada. 
Eu realmente acredito que você pode ouvir isso." 

Tinha eu tenros 11 aninhos de idade quando ganhei meu toca-discos Phillips, daqueles cuja caixa de som é a tampa, bem pequeno, mas que me servia muito bem na época. Como não tinha muita grana pra comprar LPs, comecei a atacar as discotecas dos primos. As primeiras vítimas foram a Tania e o Clebar Derivi Barros, que moravam na César Lombroso. Peguei emprestado com eles três discos: "The Best of The Ventures", com a banda de surf music tocando o tema da série Batman; o disco psicodélico dos Stones, "Their Satanic Majesties Request", e o "Led Zeppelin II".

Fiquei fissurado pelos três mas o Led Zeppelin me impressionou, porque era “roquenrou” de verdade. Peso, muito peso. De cara, curti "Living Loving Maid" e "Whole Lotta Love". Aos poucos, fui entrando no clima da banda e passei a ouvir com atenção "The Lemon Song", "Heartbreaker", "Ramble On" e mais o resto do disco. Posso dizer que este LP preparou minha pobre cabecinha de guri para o que vinha pela frente. Continuei comprando os compactos da moda e ouvindo a Continental mas nunca mais me recuperei do "trauma" de ouvir Led Zeppelin aos 11 anos.

Tempos depois, aos 17, quando estava no cursinho IPV, a Yes Discos ainda na Rua da Praia fez uma superpromoção com todos os discos do Led sendo vendidos a um precinho razoável. Tentei convencer minha mãe a me dar de presente mas ela achou muito caro. Me vinguei anos depois, na era do CD, comprando TODOS os discos oficiais da banda. E descobri que alguém mais gosta de Led, especialmente do "Led IV", que sumiu lá de casa.


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FAIXAS:
1. "Whole Lotta Love" (Jimmy Page/Robert Plant/John Paul Jones/John Bonham/Willie Dixon) - 5:34
2. "What Is and What Should Never Be" (Page/Plant) - 4:47
3. "The Lemon Song" (Page/Plant/Jones/Bonham/Howlin' Wolf) - 6:20
4. "Thank You" (Page/Plant) 4:47
5. "Heartbreaker" (Page/Plant/Jones/Bonham) - 4:15
6. "Living Loving Maid” (“She's Just a Woman”) (Page/Plant) - 2:40
7. "Ramble On" (Page/Plant) 4:35
8. "Moby Dick" (instrumental) (Page/Jones/Bonham) - 4:25
9. "Bring It On Home" (Page/Plant/Dixon) - 4:19


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OUÇA O DISCO:



Bergfried - Romantik III (2025) Internacional

 

O Bergfried é um projeto de Heavy Metal austro-húngaro, essencialmente um duo composto por Erech von Lothringen (todos os instrumentos) e a vocalista Anna de Savoy. Romantik III (2025) é o seu terceiro trabalho e a conclusão de uma fascinante trilogia, seguindo Romantik I (2022) e Romantik II (2023). Este álbum destaca-se por desafiar as convenções de género e misturar elementos clássicos do Heavy Metal com um toque de Rock melódico, AOR e até mesmo a teatralidade do Rock Clássico.

Romantik III é um álbum intrigante e envolvente que oferece uma mistura grandiosa do Heavy Metal tradicional (pense em algo como Enforcer) com a extravagância teatral e épica de Meat Loaf. O álbum é mais do que apenas Metal; é uma peça de teatro musical Heavy Metal.

O Som: Metal Encorpado com Toque Pop

Este terceiro capítulo duplica a sonoridade polida dos seus antecessores. A produção é cristalina e "vintage" nos aspetos certos, permitindo performances bombásticas ao mesmo tempo que refina os elementos de AOR (Adult-Oriented Rock) sobre uma base de Metal Melódico.

  • Teatralidade e Performance: A grande força do álbum reside na sua ênfase em melodias earworm, uma atmosfera retro distinta e performances grandiosas. O produtor Erech von Lothringen não esconde a sua afinidade com a grandiosidade de Meat Loaf, e isso é sentido profundamente em faixas que são "puro teatro Heavy Metal no seu melhor".

  • Contraste de Estilos: A música consegue ser rápida, pesada e intensa, mas, de repente, vira-se e oferece uma secção de Rock Clássico/Pop que, embora inesperada, encaixa-se incrivelmente bem na proposta. O álbum é mais direto e pesado do que os anteriores, mas mantém a melancolia e a atmosfera que caracterizam a trilogia.

  • Vocais Distintos: A vocalista Anna de Savoy tem uma presença notável, embora o álbum possa ser divisivo devido à abordagem vocal, que para alguns pode ser muito teatral ou até um pouco irritante, mas para muitos é o que confere a originalidade do projeto.

Destaques das Faixas

  • "Queen of the Dead": É frequentemente mencionada como um excelente exemplo do teatro Heavy Metal da banda. Uma faixa mais pesada, com velocidade vertiginosa e acenos claros ao ADN de Meat Loaf.

  • "Tears of a Thousand Years": Descrita como uma faixa impressionante que faz recuar aos dias áureos do Rock Clássico nas rádios, com um grande apelo melódico.

  • "Fallen From Grace": Uma faixa que se aproxima do Pop num sentido positivo, mas sempre com um toque de melancolia.

  • "Star-Crossed Love": Uma balada ambiciosa, embora a sua teatralidade por vezes corra o risco de descambar para o excesso.

O Veredito Final

Romantik III é o culminar de uma trilogia que paga tributo ao passado, mostrando que o Hard Rock/Heavy Metal com fortes elementos de AOR e teatro ainda é relevante em 2025. É o álbum mais completo da banda e, para aqueles que apreciam a fusão do Metal com a acessibilidade e a melodia do Rock de Estádio, é altamente recomendado.

É um álbum que merece uma audição adequada e demonstra uma tremenda capacidade de composição. Embora alguns momentos possam ser polarizadores devido à sua natureza abertamente dramática, os melhores momentos do álbum são inegavelmente divertidos e revelam um talento supremo. É um disco para os corações mais abertos que não se importam com a fusão de géneros, ou para fãs de Heavy Metal que também adoram a emoção do Rock Clássico dos anos 70/80.

Recomendado para: Fãs de Meat Loaf, Doro, Pat Benatar, e Heavy Metal Melódico que não tenham medo de um pouco de Hard Rock com apelo AOR.



Temas:

1. Dark Wings
2. Fallen from Grace
3. Queen of the Dead
4. For the Cursed
5. Gates of Fate
6. Serenades
7. Tears of a Thousand Years
8. Star-Crossed Love
9. Back for More

Banda:

Erech III. von Lothringen - Guitars, Vocals (choirs)
Anna de Savoy - Vocals

Convidados:

Drums by Fabio Alessandrini (Annihilator, Enforcer, Bonfire)
Bass on 1-4 & 7-9 by Sam Plekhanov (Red Eye Temple)
Guitar solos by Mat Plekhanov (Red Eye Temple & Dragony)
Keyboards & Piano on 6 & 8 by Ariel Perchuk
Hammond organ on 4 by Florian Fischer




Destaque

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