sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

A Euphonious Wail - A Euphonious Wail (1973)

 

A psicodelia fervia na costa californiana em meados para o fim dos anos 1960. Bandas como Jefferson Airplane, Quicksilver Messenger Service e tantas outras ditavam as regras sonoras e culturais daquela região e de todos os cantos dos Estados Unidos. Era a voz do rock n’ roll, que vibrava com o experimentalismo e as viagens lisérgicas, com guitarras ácidas, o som, por vezes, dançantes. Era o “flower power”, era a cultura do “paz e amor” e contra a guerra do Vietnã e outros dogmas sociais.

Não podemos negligenciar também que dentro dessa cena que, para muitos pairou na controvérsia em todos os aspectos, que variam da própria música, como no comportamento, haviam bandas que ousaram trazendo sonoridades arrojadas e diferentes que, por consequência, flertaram com a marginalidade, caindo no ostracismo.

Temas sombrios, de sonoridades pesadas e densas, tingiam de uma realidade nua e crua os escombros de uma sociedade pseudo conservadora e tornando-a palpável na sua música, tendo como exemplo clássico, bandas como Black Sabbath, The Stooges, Alice Cooper, que tinha um som cru, seco, poderoso, pesado e letras horripilantes, paranormais e ocultas.

Por outro lado, bandas assumiram outras vertentes mais ousadias, flertando, não só apenas com o som que dominava a costa da Califórnia na segunda metade dos anos 1960, mas também absorveu outros estilos que estavam em voga já nos anos 1970, sobretudo no início daquela década, como o hard rock e o rock progressivo. Posso, caros e estimados leitores, citar uma banda que diria ser seminal: A EUPHONIOUS WAIL.

A Euphonious Wail

Claro que poucos conhecem diante do arsenal de bandas clássicas existentes na transição das décadas de 1960 e 1970, mas esta banda que apresento trazia alguns atrativos que realmente são dignos de atenção, no mínimo. A banda é produto de seus primórdios e do período que produziu seu único álbum, de 1973, autointitulado.

Mas antes de falar do seu único trabalho lançado, falemos um pouco sobre a banda. O A Euphonious Wail surgiu em Santa Rosa, na costa da Califórnia, no ano de 1968. O nome da banda veio da inspiração da música “The Euphonious Whale”, de Dan Hicks. Durante os cinco anos que separaram o seu surgimento e o lançamento oficial de seu álbum, a banda se apresentou localmente abrindo para bandas como Iron Butterfly e Steppenwolf.

As apresentações da banda eram animadas e por vezes explosivas e a sua sonoridade pouco deslocada do que se fazia à época parece ter sido um dos motivos pelo qual alguns selos não tenham contratado o A Euphonious Wail para a gravação de seu primeiro álbum. Mas haviam algumas gravadoras que assumiam o “risco” e traziam à tona essas bandas, digamos, arrojadas.



E foi assim que a Kapp Records, graças à essas apresentações, decidiu levar o A Euphonious Wail para o estúdio para gravar “A Euphonious Wail”, em 1973. A banda era composta por Doug Hoffman (bateria), Bart Libby (teclados), Suzanne Rey (vocais), Steve Tracy (guitarra, vocais) e Gary Violetti (baixo).

Alguns críticos classificam a música do A Euphonious Wail como hard prog e não deixa de ser uma realidade, pois, como disse, a banda flertou com várias vertentes do rock que estavam em voga e também fora de moda, como o hard rock, profundamente evidenciado pelo som da guitarra Steve Tracy, bem como o rock psicodélico, graças a sua origem, além do próprio rock progressivo e até mesmo nuances de soul music garantidos pelo vocal feminino de Suzanne Rey.

O fato é que a banda era difícil de se rotular e o seu álbum corrobora essa condição, trazendo um caldeirão de um alimento sonoro com várias camadas e temperos. Bom amigo leitor se gostas de bandas versáteis e pouco estereotipadas, aposte em A Euphonious Wail e seu único trabalho, de 1973.

O álbum foi co-produzido e projetado no MCA Recording Studios por Brian Ingoldsby, que trabalhou com Joe Cocker, Jimmy Web, Biff Rose, Linda Perhacs, Fanny Adams, Elton John entre outros. O enigmático desenho da capa do álbum foi feito por Michael Hawes e dependendo de como você olha para ele, se vê algo completamente abstrato ou até mesmo obsceno. O fato é que essa arte um tanto quanto surrealista traz certo apetite para a audição deste belo álbum.

O álbum é inaugurado com a faixa “Pony” que tem uma incrível introdução de baixo bem dançante ao estilo soul e dessa forma a música vai se desenvolvendo, com essa pegada, mas traz também algo de psych e hard rock, com a predominância do órgão, dos teclados e de riffs pesados de guitarra. O final é pesado, o “duelo” entre guitarra e teclado é espetacular! Psych, rock e soul na medida certa e com uma dose bem inusitada e ousada.

"Pony"

Segue com “We've Got the Chance” continua na pegada mais soul music com “pitadas” mais rock! Definitivamente a guitarra traz o lado rock às músicas. As teclas, mais discretas, não negligenciam, ainda assim, o seu protagonismo. Aqui domina o vocal feminino de Suzanne Rey que se mostra alto e vívido. A música vai ganhando “corpo”, tendendo, cada vez para o hard rock, os solos de guitarra são de tirar o fôlego e corrobora o seu lado mais pesado.

"We've Got the Chance"

Did You Ever” tira o pé do acelerador e mostra a primeira balada do álbum. A bateria cadenciada e lenta traz lembranças de jazz melancólico e introspectivo, os teclados lembram um psych, o vocal masculino é límpido e transparente. O solo de piano é simplesmente espetacular e te alça a voos altos e contemplativos.

"Did You Ever'

Na sequência tem “When I Start to Live” que é introduzida com um órgão em camadas introspectivas e psicodélicas e assim continua até irromper em uma sonoridade mais solar e animada, agitada, com alguma velocidade. Bateria pesada e cadenciada e baixo mais pulsante mostra uma “cozinha” rítmica coesa e cheia de talento. Guitarra ácida e pesada revela, claro, o lado pesado da faixa.

"When I Start to Live"

“F#” entrega o lado mais raivoso do álbum! Aqui o hard rock reina absoluto! Bateria pesada, baixo distorcendo, riffs pegajosos de guitarra que desagua em solos pesados e agressivos, sem contar com os vocais que seguem a “proposta” da música, sendo gritados e altos. Espetacular!

"F#"

Chicken” dá sequência a porrada sonora da faixa anterior e aqui o baixo protagoniza sempre pulsante e galopante, cheio de groove, com pancadaria agressiva e pesada da bateria, teclados energéticos e riffs e solos de guitarra de tirar o fôlego. Nessa faixa a performance instrumental é exuberante até o vocal de Suzanne entrar, trazendo mais balanço à faixa.

"Chicken"

“Night Out” continua na mesma vibe das músicas anteriores: pesada, animada, dançante, mas com uma característica mais radiofônica. Percebe-se, nessa faixa, uma pegada mais acessível, mas não menos interessante que as demais. O destaque fica para os riffs e solos mais diretos de guitarra!

"Night Out"

“Love My Brother” é mais cadenciada e calcada em uma levada mais soul rock. É contagiante a música, dançante e solar. A seção rítmica ganha destaque e o peso da guitarra traz o lado “encorpado” da música. Baixo cheio de groove, teclados ao estilo Deep Purple. Música cheia de recursos e muito, muito versátil, mostrando a capacidade instrumental de seus músicos.

"Love My Brother"

E fecha com “I Want to be a Star” que retorna à calmaria da balada e a voz límpida e transparente de Suzanne Rey conduz a faixa para a beleza sonora que se revela. Dedilhados e solos de guitarra faz da música uma “gangorra” sonora, com várias mudanças rítmicas. Na metade da faixa o peso ganha evidência até finalizar brilhantemente.

"I Want to be a Star"

O único do A Euphonious Wail, que teve uma visualização mínima na carreira, quando a banda encerrou as atividades, logo após o lançamento de seu único álbum autointitulado, foi o tecladista Bart Libby que tocou no EP da banda britânica “Terraplane”, de nome “Arrives”, de 1981. Aparece também nos créditos do álbum de Francis Anfuso, “Who Will Tell Them?”, de 1986.

“A Euphonious Wail” teve alguns relançamentos, depois de seu oficial, ocorrido em 1973. O primeiro relançamento foi na Austrália, em 1994, pelo selo W.O.T.S.V Ltda, no formato CD. O segundo, pelo selo Media Arte, em 2012, por toda a Europa, também no formato CD e o último, até onde posso saber, aconteceu em 2013, no Japão, pelo selo Vivid Sound Corporation.






A banda:

Suzanne Rey nos vocais

Bart Libby nos teclados

Steve Tracy na guitarra e vocal

Gary Violetti no baixo e vocal

Doug Huffman na bateria e vocal

 

Faixas:

1 - Pony

2 - We've Got the Chance

3 - Did You Ever

4 - When I Start to Live

5 - F#

6 - Chicken

7 - Night Out

8 - Love my Brother

9 - I Want to be a Star

"A Euphonious Wail" (1973)

TÉO AZEVEDO

 

Em 1965, gravou no estúdio Discobel seu primeiro disco, interpretando a música de domínio público "Deus te Salve, Casa Santa" para a qual compôs mais três estrofes e mudou a melodia tradicional cantada no norte de Minas. No mesmo período apresentou-se fazendo a abertura de shows de variados artistas, tais como Caxangá e Vicente Lima, e Zé Brasil, que se apresentavam em circos e praças públicas. Em 1968, foi escolhido O Melhor Compositor Mineiro do Ano pelo cronista Gérson Evangelista, do jornal mineiro "O Debate". No ano seguinte,  mudou-se para São Paulo. Na capital paulista aprendeu todas as modalidades de cantoria do Nordeste com o cantador alagoano Guriatã de Coqueiro. Apresentou-se como cantador nas ruas de São Paulo, correndo o chapéu entre os ouvintes. Cantou sextilhas com o iniciante Alceu Valença na Feira de Arte da Praça da República, criada por Antônio Deodato, alagoano conhecido como Deodato Santeiro. Daquela Feira de Arte participavam diversos cantadores e cordelistas, entre os quais Maxado Nordestino, Sebastião Marinho e Coriolano Sérgio. Em São Paulo tornou-se também parceiro de Venâncio, da dupla Venâncio e Curumba, de quem tornou-se amigo. Em 1978, lançou o disco "Brasil, Terra da Gente", no qual gravou, entre outras composições, "Viola de bolso", uma transposição para folia de reis de versos de Carlos Drummond de Andrade.
No mesmo ano, foi vencedor do Primeiro Festival de Música Sertaneja promovido pela Rádio Record de São Paulo com a toada "Ternos pingos da saudade", feita em parceria com o poeta Cândido Canela. Além do prêmio de melhor melodia e de melhor letra, recebeu também o prêmio de melhor interpretação. No ano seguinte, participou da abertura da Feira do Livro na Praça Sete de Setembro, sendo convidado em seguida para gravar os jingles e spots de lançamento do primeiro Torneio de Repentes de Minas Gerais. Em 7 de janeiro de 1980 fundou, com outros companheiros como Amelina Chaves, Jason de Morais, Josece Alves, Silva Neto, Pau Terra, João Martins e o grupo Agreste, a  ARPPNM,  Associação dos Repentistas e Poetas Populares do Norte de Minas. Ainda em 1980, descobriu  o violeiro, tocador de rabeca e construtor de instrumentos Zé Coco do Riachão, do qual produziu os primeiros  discos. Seu primeiro livro lançado foi "Literatura popular do norte de Minas". Em 1982, lançou a segunda edição de seu segundo livro, "Plantas medicinais e benzeduras", cuja primeira edição de 10 mil exemplares se esgotou. Nas suas 165 páginas registrou o relato de 120 curandeiros, aparadeiras e benzedores. Publicou também "Cultura popular do norte de Minas" pela Editora Global,  "A folia de reis no norte de Minas", pelo Sesc-MG, "Abecedário matuto", pela Global, "Repente folclore", pelo Sesc-MG, "Tiófo, o cantador de um braço só", pela Global,  "Dicionário catrumano (Pequeno glossário de locuções regionais)", pela editora Letras e Letras, "As plantas que curam", pela Editora Motivo e "Versos de rodeio". Em 1994, teve as músicas "Cachorro sem dono" e "Dona Criola" gravadas pelo cantor Luano do Recife. Já escreveu mais de  mil histórias de cordel. Individualmente lançou mais de 10 discos. Participou ainda de discos de outros artistas, como "Som Brasil" com Rolando Boldrin, "10 anos do Paço das Artes" (MIS- SP)", "Chapéu de couro" com Jorge Paulo, "Repentistas do norte de Minas", "Luiz Gonzaga: 70 anos de sanfona e simpatia" e outros. Musicou um especial sobre Guimarães Rosa para a FM-Cultura-SP. Para a TV da Alemanha musicou dois especiais, um sobre  "Grande sertão, veredas", de Guimarães Rosa, e outro sobre "Cantigas de vaqueiros e repentistas". Musicou também parte da peça "A hora e a vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa, com direção de Antunes Filho, e "Festa na roça", de Martins Pena, encenada no Teatro Célia Helena em São Paulo. Em 1997, interpretou a música  "For Bobby Keys (Music and Life)", versão de Michael Grossmann, no disco do saxofonista Bobby Keys da banda inglesa Rolling Stones. No mesmo ano, gravou com Charlie Musselwhite, tido como o maior gaitista de blues do mundo, com o qual interpretou a composição "Puxe o fole, sanfoneiro Dominguinhos tocador", de sua autoria, que foi indicada como a melhor do CD. Já teve cerca de mil e quinhentas músicas gravadas pelos mais diversos intérpretes, entre os quais Luiz Gonzaga, Sérgio Reis, Clemilda, Tião Carreiro, Zé Ramalho, Banda Cacau com Leite, Tonico e Tinoco, Jair Rodrigues, Cascatinha e Inhana, Zé Coco do Riachão, Caju e Castanha, Milionário e José Rico, Chrystian e Ralf, Pena Branca e Xavantinho, Jackson Antunes, Gedeão da Viola, Genival Lacerda, Zé Ramalho. Até 2000 constava como o terceiro compositor com mais músicas gravadas no Brasil. Tem tido como parceiros, entre outros, Cândido Canela, Jansen Filho, Taís de Almeida e Lourival dos Santos. Musicou o poema "Viola de bolso" de Carlos Drummond de Andrade. Participou de diversos programas de televisão, entre os quais Som Brasil, Faustão, Hebe Camargo, Jô Soares, Viola, minha Viola, Globo Rural (com especiais sobre o Pequi e Folia de Reis) e Goulart de Andrade. É considerado, usualmente no meio, o maior produtor de discos do Brasil, com mais de 3.000 produções até 1999,  tendo lançado diversos artistas da música regional e estimulado outros tantos iniciantes, como foi o caso de Zeca Collares. Foi, durante 30 anos, Mestre de Folia de Reis, tendo sido um dos criadores do Terno de Folia de Alto Belo. Na mesma localidade, coordena  e apresenta anualmente a Festa dos Santos Reis de Alto Belo, considerada por muitos a maior festa de folia de reis do Brasil. Durante as noites do  evento, que dura 3 dias, são apresentados grupos de ternos de folia de reis das cidades vizinhas e de diversas cidades mineiras, além de artistas renomados da cultura regional mineira, especialmente da região norte. O evento tem também no roteiro diversas atividades e jogos característicos da região norte de Minas Gerais. Em 1998, participou da novela Serras Azuis, da TV Bandeirantes, com o Terno da Folia de Reis de Alto Belo. No mesmo ano, apresentou no Seminário Internacional Guimarães Rosa na PUC - Minas Gerais, o "Cordel de Guimarães Rosa". Apresentou o programa "Nosso Canto Nordestino", na Rádio Record de São Paulo. Apresenta desde 1991 o "Programa Téo Azevedo" na Rádio Atual, também de São Paulo, líder de audiência. Manteve no início dos anos 1990 a coluna "Cultura Nordestina" no "Jornal Sertanejo de São Paulo". Além de palestras realizadas periodicamente sobre cultura popular em diversas faculdades brasileiras, fez palestras em Portugal sobre o mesmo tema, tendo ainda feito um show no Teatro da Ilha da Madeira. Seus livros de cordel já foram tema de estudo nas faculdades do Arizona, nos Estados Unidos, de Osaka, no Japão, e na Sorbonne, na França. Sua obra resultou também em tese de doutorado na Faculdade de Colônia na Alemanha. Em seus discos, tem gravado e divulgado variados ritmos da cultura do norte de Minas, como o calango, o coco de viola, o lundu, o guiano e o repente. Suas letras e melodias apresentam grande intensidade poética, tornando-o um dos grandes mestres da música popular brasileira. Em 2001, o jornalista Assis Ângelo publicou "Cantador de Alto Belo", sobre a vida de Téo Azevedo. Também no mesmo ano, Téo Azevedo participou do CD "Veredas do Grande Sertão", de Jackson Antunes, cantando a música homônima ao título do disco, de sua autoria. Em 2001, lançou pela Kuarup Discos o Cd "Téo Azevedo - 50 anos de cultura popular - Cantos do Brasil puro", que teve as participações dos violeiros Gedeão da Viola e Tião do Carro, e apresentação do jornalista Assis Ângelo. Nesse disco, interpretou o pagode "Chora, chora na viola, violeiro do sertão", com melodia de sua autoria sobre poema de Castro Alves; o canto de Folia de Reis  "Deus te salve casa santa (Cálix Bento)", com música sua sobre tema popular; o pagode "Resposta de poeta sertanejo", de sua autoria e Lourival dos Santos; o coco de viola "Faculdade sertaneja", de sua autoria; a toada de Alto Belo "Asas detidas", parceria com Oliveira de Panelas; o pagode "Prosa de valentão", com Clemilda; a toada de Alto Belo "Desencatarana das Gerais", com Brauna e Darcy Ribeiro, com letra baseada no livro "O mulo", de Darcy Ribeiro; os pagodes "Minha viola", com Cândido Canela, e "Milagre", com Janir Vale Mauricio, faixa que contou com a participação da cantadora Beatriz Azevedo; a toada de lamento "Justiça social", com Valente, e a toada de Alto Belo "Revendo", com Moisés Lacerda e Gê Maria. Comemorando 60 anos, em 2003, Téo Azevedo lançou o CD "Brasil com "S" - vol. 1", em que reúne vários convidados, mostrando, em música e poesia, pérolas do sertão mineiro. Entre os convidados, estão Rodrigo Mattos, Dedé Paraízo, Fernanda Azevedo, João Mulato & Paraíso, Cowboy & Estradeiro, José Fábio, José Osmar & Afonso Pimenta, Cantadeiras de Alto Belo, e Jackson Antunes. Na mesma ocasião lançou outro CD comemorativo de seus 60 anos. "Brasil com "s" Vol.2 reúne outros convidados do artista, cantando um repertório característico da cultura sertaneja. Entre os convidados estão Genival Lacerda, Caju & Castanha, Marimbondo Chapéu, Rodrigo Azevedo, Valdo & Vael e Mana Véia. Nesse segundo CD foram interpretadas: "Esquenta o forró", de Téo Azevedo e Genival Lacerda, com participação de Genival Lacerda; "Ternos pingos de saudade", parceria com Cândido Canela; "Bodais, parceria com Dedé Paraízo, que participou também da interpretação, uma homenagem ao cantador Elomar Figueira de Melo; "Ferrada do marimbondo", com interpretação instrumental de Marimbondo Chapéu; "Sertão brasileiro", de sua autoria, interpretada pela dupla Valdo e Vael; Toinha", de sua autoria, interpretada em dueto com Mana Véia; "São Paulo de todos nós", com Peter Arouche; "Forró e prazer", na interpretação de Fatel, "O rei do pequi", com a dupla Raimundo e Edmundo; "Boi do Pantanal", parceria com João Januário, interpretada por Carlos Pinho, "Trava língua do p", com a dupla Cajú e Castanha; "Valsanando (Solo de viola caipira)", com participação instrumental do violeiro Rodrigo Azevedo e "Amanhecer sertanejo", parceria com Jansen Filho, que contou com a participação da dupla João Mulato e Paraíso. Em 2008, realizou participação especial, juntamente com Rolando Boldrin e Paulo Freire, no CD "Imaginário Roseano". O disco, que foi produzido por João Araújo, Rodrigo Delage e Maestro Geraldo Vianna, trouxe canções brasileiras em comemoração ao ano do centenário do escritor Guimarães Rosa. Em 2012, participou do disco "Velho Chico - Sob olhar Januarense", ao lado de nomes como Risalva, Shokito, Catúrcio (o Poeta Catrumano), Maurílio Arruda, Jorge Silva, João Mário Bhá, João Filho, Carromba, Deo Brasil, Admilson Arruda, Jackson Antunes e Grupo Agreste. O álbum, lançado com a apoio da InterTV, afilhada da Rede Globo, apresentou histórias, poesias e músicas sobre o Rio São Francisco.
No mesmo ano, lançou o CD "Salve 100 anos Gonzagão", em comemoração do centenário do nascimento de Luiz Gonzaga. O disco apresentou suas composições "Requiem a Gonzagão", "Maria cangaceira", "Saudade do corneteiro", "Forrozeiro Voando na Asa Branca", "Casa do Bras", "Puxe o fole sanfoneiro, Dominguinhos tocador", "Padroeira da visão", parceria sua com Luiz Gonzaga, "Oxente, cabra da peste", parceria com Genival Lacerda, "O sonho de Téo Azevedo com Gonzagão no Parque Asa Branca", parceria sua com Caju e Castanha, "O buraco", parceria com Jairo Ribeiro, "Quanto mais mexe mió", parceria com João Evengelista, "Romario eterna", parceria com Maurilio Arruda, e "Abecedario catrumano", parceria com Braúna. O álbum teve participações especiais de Dominguinhos, Genival Lacerda, João Lacerda, Mano Véio e Mana Véia, Caju e Castanha, Tiziu do Araripe, Jackson Antunes, José Fábio, José Carlos, Luiz Wilson e Fatel, Os Nonatos e Assis Ângelo.
No ano seguinte, o disco foi premiado com o Grammy Latino, em cerimônia realizada em Las Vegas (EUA), como vencedor da categoria "Melhor Álbum de Raiz". Também em 2013, recebeu o Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira, na categoria guardião das raízes. Em 2015, lançou o CD "Catrumano & Urbano", com 14 músicas inéditas de autoria, interpretação e produção sua e de João Araújo.






J. LENNON - EVERY MAN HAS A WOMAN WHO LOVES HIM

 


"Every Man Has a Woman Who Loves Him" ​​é uma música de Yoko Ono do álbum Double Fantasy com John Lennon. Uma nova versão da música foi criada para a coletânea Every Man Has a Woman, lançada em 1984. Ela retirou o vocal principal de Ono, ao mesmo tempo que trouxe o backing vocal de Lennon na mixagem, tornando-a efetivamente uma música cantada por John LennonOno ainda pode ser ouvida cantando backing efetivamente em partes do refrão. Além de eliminar o vocal principal de Ono, esta versão também elimina uma pequena parte instrumental. A coletânea Every Man Has a Woman é um álbum tributo a Yoko Ono em seu aniversário de 50 anos. O álbum contém diversas covers de suas músicas dos álbuns About Infinite Universe (1973), Double Fantasy (1980), Season of Glass (1981) e It's Alright (I See Rainbows) (1982). Every Man Has A Woman foi compilado por John Lennon para Yoko Ono para seu 50º aniversário, mas ele não chegou a vê-lo pronto. Lançado em novembro de 1984 e apresentando o estilo de colagem colorida do design para a capa de George Corsillo. Da coletânea participam: John Lennon, Harry Nilsson, Elvis Costello, Eddie Money, Roberta Flack, Rosanne Cash, Trio Alternating Boxes, Sean Ono Lennon, e Spirit ChoirO encarte do LP de vinil traz um ensaio de Ono intitulado "A Crystal Ball"Yoko Ono completou 91 anos no dia 18 de fevereiro.

WINGS - SO GLAD TO SEE YOU HERE - 1979

 


A pancada "So Glad To See You Here" de Paul McCartney foi gravada nos dias 3 e 4 de outubro e 11 de dezembro de 1978, produzida por Paul McCartney Chris Thomas e lançada em 8 de junho de 1979 no Reino Unido e 11 de junho de 1979 nos EUA, como a penúltima faixa do último álbum do WingsBack To The EggTal como acontece com "Rockestra Theme", foi gravada com um supergrupo de estrelas do rock, incluindo David Gilmour do Pink FloydHank Marvin do The ShadowsPete Townshend do The WhoJohn Bonham John Paul Jones do Led ZeppelinRonnie Lane e Kenney Jones do The Faces e Bruce Thomas, do The Attractions. Paul McCartney: voz, piano e baixo; Linda McCartney: voz e órgão HammondDenny Laine: voz e guitarra elétrica; Laurence Juber, David Gilmour, Hank Marvin, Pete Townshend e Martin Jenner: guitarras; John Paul Jones: baixo e piano; Ronnie Lane Bruce Thomas: baixo; Gary Brooker: piano; Tony Ashton: teclados; Speedy Acquaye, Tony Carr, Ray Cooper e Morris Pert: percussão; Howie Casey e Thaddeus Richard: saxofone; Tony Dorsey: trombone; Steve Howard: fulgelhorn; Steve Holley, John Bonham e Kenney Jones: bateria.


THE BEATLES - BLUE JAY WAY - 1967

 


"Blue Jay Way" é uma canção fantástica dos Beatles, composta e cantada por George Harrison e lançada em 1967 no EP e álbum Magical Mystery Tour. A canção recebeu o nome de uma rua em Hollywood Hills, em Los Angeles, onde Harrison ficou em agosto de 1967, pouco antes de visitar o distrito de Haight-Ashbury, em São Francisco. A letra documenta a espera de Harrison até que o publicitário musical Derek Taylor encontrasse o caminho para Blue Jay Way através das colinas cobertas de neblina, enquanto Harrison lutava para permanecer acordado após o voo de Londres para Los Angeles. George Harrison escreveu "Blue Jay Way" depois de chegar a Los Angeles em 1º de agosto de 1967 com sua esposa Pattie Boyd e os assessores dos BeatlesNeil Aspinall Alex Mardas (Magic Alex). O objetivo da viagem era passar uma semana com Derek Taylor, ex-assessor de imprensa dos Beatles e eventual publicitário de bandas da Califórnia, como Byrds e Beach Boys.


Derek Taylor estava estava indo visitá-los em sua primeira noite na cidade, mas se perdeu nos estreitos cannyons e se atrasou. Havia um pequeno órgão Hammond no canto da sala, e George passou o tempo compondo uma música sobre estar preso em uma casa em Blue Jay Way enquanto seus amigos estão perdidos na neblina.

Blue Jay Way era famosa pela dificuldade da localização - era possível estar próximo geograficamente e, ainda assim, separado por um desfiladeiro. "Quando chegamos lá, a música estava praticamente pronta", disse DerekTaylor, "Claro, na época eu me senti muito mal. Lá estavam essas duas pessoas terrivelmente cansadas da viagem, e nós estávamos duas horas atrasados". "Blue Jay Way" é a única faixa do Magical Mystery Tour em que foi empregado o phasingefeito eletrônico produzido que toca o som gravado em dois gravadores ligeiramente fora de sincronia, o que causa uma sonoridade espiralada e alguns zunidos. A parte principal da gravação - o vocal de George Harrison gravado em duas pistas, o órgão Hammond tocado também por ele e a bateria de Ringo - é tratada com essa técnica; uma conquista e tanto, já que o phasing tende a ser difícil de controlar antes de algum tempo. O acompanhamento musical inclui também um violoncelo, sons eletrônicos e vocais de fundo tocados para a frente e para trás.


A música de Harrison foi gravada pelos Beatles nos dias 6 e 7 de setembro e 6 de outubro de 1967, no estúdio 2 da EMI em Abbey RoadFoi produzida por George Martin e teve Geoff Emerick como engenheiro. George Harrison canta os vocais principais e toca o órgão HammondJohn Lennon faz backing vocals; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; Ringo Starr toca bateria e pandeiro; e Peter Willison toca violoncelo. A faixa rítmica, incluindo a parte distintiva do órgão em movimento, foi gravada em uma tomada em 6 de setembro de 1967. Crucial para a gravação foi o ADT - rastreamento duplo artificial, uma técnica inventada pelo engenheiro da Abbey Road Ken Townsend em 1966 - que deu o efeito de phasingOs vocais, muitos dos quais foram tocados ao contrário na mixagem final, foram gravados na noite seguinte. Os overdubs finais - partes para violoncelo e pandeiro - foram adicionados em 6 de outubro. A parte do violoncelo foi tocada por Peter WillisonEle foi contratado a curto prazo por Sidney Saxque ajudou a recrutar vários músicos para gravações dos Beatles. Willison gravou a peça e foi pago em dinheiro. Muito anos depois ele tocou no álbum Tug Of War de Paul McCartney"Blue Jay Way" aparece nos álbuns Magical Mystery TourBeatles Forever Love.

Diapasão "Opus I" (2006)


A banda brasileira Diapasão foi considerada por críticos de rock experientes como uma talentosa seguidora do ELP . Essa visão é apenas parcialmente precisa. É verdade que o trio latino ocasionalmente toca covers de clássicos do rock progressivo do Emerson & Co. em suas apresentações ao vivo. Mas a paleta estilística das obras do Diapasão é muito mais ampla. Não é coincidência que o nome da banda signifique "alcance" em russo.
O grupo foi fundado pelo tecladista Rodrigo Lana em 2002, quando um jovem de dezessete anos, que se aventurava na composição, começou a considerar uma carreira como artista profissional. A ideia do jovem foi apoiada pelo baixista/guitarrista Gustavo Amaral, amigo de Rodrigo da época da faculdade de música. Um terceiro "companheiro de armas" foi o baterista Fabiano Moreira, com quem Lana já havia colaborado na banda Mestiço . Os membros do projeto iniciante aprimoraram suas habilidades por meio de ensaios, tocando peças clássicas do art rock ao lado de standards de jazz atemporais. Tudo isso influenciou naturalmente a visão do compositor sobre o líder do Diapasão , cujas percepções composicionais serviram como base sólida para a criação de seu primeiro álbum completo. Agora, vamos ao conteúdo.
A faixa "Diapasão" define o tom do lançamento. Sua alquimia sonora transita por diversos subgêneros. A seção introdutória carrega uma carga progressiva: a seção rítmica emoldura as partes arrebatadoras do sintetizador de Rodrigo, alternando cores tonais de forma cativante — de simulações de cravo a sólidos rolos de órgão. Segue-se um componente de câmara brilhantemente executado, onde o único elemento instrumental é o piano, tocando um estudo com inspiração filarmônica. Na metade restante da peça, os espectros se alternam artisticamente, culminando em virtuosismo jazzístico. Motivos étnicos e um amor genuíno pela terra natal permeiam o interlúdio "Som do Brasil", onde a presença de instrumentos elétricos é mínima: Gustavo Amaral utiliza um violão e o baterista Fabiano é temporariamente substituído por seu irmão, o percussionista Pedro Moreira. Texturas sinfônicas expansivas definem o caráter intrigante do esboço "Sonata", demonstrando a notável flexibilidade do pensamento criativo do maestro Lana. Até a metade da peça, somos brindados com grandiosas narrativas orquestrais e para piano, mas então a história toma um rumo inesperado. E então o som inconfundível do Hammond entra em cena, e pausas de bateria com um baixo pulsante abrem caminho para um diálogo improvisacional, no qual, após alguns minutos, o piano também participa ativamente. A tela em desenvolvimento de "Do Céu ao Inferno" não necessita da assistência de Gustavo Amaral. Um duo de cordas convidado (Airan Oliveira nos violinos e Sergio Rabello no violoncelo) assume o protagonismo em sua complexa estrutura. Com um suporte tão poderoso, o gênio Rodrigo embarca em uma sublime viagem neorromântica além do ordinário, rumo ao reino transcendental de suas esperanças e desejos. Uma composição cativante, ricamente ornamentada segundo todas as regras da arte do arranjo. Amaral, de volta ao grupo, desempenha um papel fundamental no esboço "Fuga", escrito especificamente para guitarra e cravo. "Noite A La Caipirinha" é uma fusão sinfônica transparente e poderosa, que cativa tanto pela proeza técnica do trio quanto pelo subtexto lírico que emerge claramente da textura matizada. O jeito pianístico impecável de Lana é o centro das atenções na obra beneficente "Rock Espanhol". Claro, há uma certa dose de exibicionismo visual aqui. No entanto, isso se justifica pelo próprio estado de conservação do afresco. A paisagem sonora, simplesmente intitulada "Jazz", transporta o ouvinte, previsivelmente, para um mundo de swing infinito e quebra-cabeças de teclado impecáveis. E a coda, "Piccolo Finale", é uma obra-prima de humor musical de alta qualidade, uma espécie de catarse para três brasileiros precocemente sérios.
Em resumo: um programa soberbo, profundo e multidimensional, praticamente sem falhas. Recomendo.




Justin Hayward & John Lodge "Blue Jays" (1975)

 

Na primavera de 1974, os membros da bem-sucedida banda britânica The Moody Blues retornaram para casa após uma turnê mundial de nove meses. Decidindo adiar o trabalho em material novo para um momento mais oportuno, os integrantes do quinteto se dedicaram a assuntos pessoais. No entanto, os principais compositores da banda ainda estavam tomados por uma forte inspiração criativa. O baixista/vocalista John Lodge e o guitarrista/vocalista Justin Hayward compuseram doze canções notáveis ​​em tempo recorde. Esperar que os outros três se animassem seria imprudente. Portanto, ambos os músicos fizeram todo o possível para garantir que o álbum fosse lançado o mais rápido possível. O entusiasmo deles foi contagiante para o produtor de longa data do The Moody Blues , Tony Clarke, que ficou feliz em ajudá-los a concretizar sua visão.
A banda não teve dificuldade em encontrar acompanhantes. O suporte polifônico foi fornecido por um trio de cordas composto por Jim Cockey (violino), Tom Tompkins (viola) e Tim Tompkins (violoncelo). Todos eles já haviam representado a banda americana Providence , que lançou seu único álbum em 1972 pelo selo Threshold , do The Moody Blues . Essencialmente, o acordo para gravar com os ingleses pareceu um gesto recíproco de amizade. O piano ficou a cargo de Kirk Duncan e a bateria, de outro músico de estúdio, Graham Deakin.
Como letristas dedicados, John e Justin compuseram as músicas em um estilo bastante característico. E, francamente, esse arranjo acabou agradando a todos. O disco abre com a belíssima "This Morning", que demonstra com eloquência as melhores qualidades de nossos heróis: vocais duplos soberbos, transições excelentes entre uma entonação intimista e um arranjo orquestral grandioso, ritmos de rock complexos... Uma canção excelente que se encaixaria perfeitamente em uma coleção de "Moody Blues". O estudo poético "Remember Me, My Friend" inspira-se, em certa medida, nas tradições das baladas acústicas da dupla Simon & Garfunkel , mas também contém uma mensagem característica de Lodge e Hayward, e talvez até mesmo dos românticos incuráveis ​​da banda Pilot . O desfile melódico continua com o comovente esboço "My Brother": embora não sejam "técnicos" de mentalidade progressiva, os gênios cativam o público com seu talento para criar melodias de primeira classe que soam calorosas e aconchegantes. Isso inclui também a melódica arte pop sinfônica de "You" e a dramática e tocante elegia de "Nights, Winters, Years" (aqui os caminhos dos líderes do The Moody Blues se cruzaram novamente com o maestro/compositor Peter Knight).(que colaborou de perto com o conjunto na obra-prima seminal "Days of Future Passed") e na narrativa repleta de cordas de "I Dreamed Last Night", entre outras peças intrincadas, executadas por artistas verdadeiramente talentosos. Das 11 faixas anunciadas, não há nenhuma fraca. E mesmo fora das peças "orquestradas", em composições profundamente intimistas como "Who Are You Now", Hayward e Lodge envolvem o ouvinte em tanta gentileza e calor que é impossível não sentir uma profunda compaixão por eles. A sinceridade da dupla foi devidamente apreciada por seus compatriotas; como resultado, "Blue Jays" alcançou o 8º lugar nas paradas britânicas, onde permaneceu por sete semanas consecutivas...
Em resumo: não é prog, mas um diamante puro da arte sinfônica. Recomendado para aqueles que ainda não se esqueceram de como acreditar na magia das emoções.

MUSICA&SOM 👅☝



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