terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Drive - Character in Time (1988)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Factory of Art - Grasp!!! (1996)
2.No Fixed Address 05:09
3.Until the End of Time 07:20
4.Live Fast 04:52
5.Wings of Destiny 05:53
6.Character of Society 05:59
7.The Other Side 05:01
8.Queen of Seduction 05:57
9.Solitary Soldier 06:49
10.Long Way to the Night 04:20
Head Cat – Walk the Walk... Talk the Talk [2011]
Quem já conhece o bom e velho Lemmy, sabe que seu negócio nunca foi o excesso de rótulos. Portanto, se você questioná-lo sobre o Motörhead e este Head Cat, ele dirá que as duas bandas fazem a mesma coisa: Rock and Roll! E apesar do peso mais acentuado no primeiro caso, a estrutura musical não se difere muito mesmo. Portanto, os fãs do grande Ian Kilmister não devem deixar esse play passar batido. Mais uma vez se juntando aos figuraças Danny B. Harvey e Slim Jim Phantom, o imortal senhor nos oferece um som direto, totalmente sem frescuras e indicado para quem gosta de curtir a vida ao som do que de melhor a música pode oferecer.
Além das inéditas, Walk the Walk... Talk the Talk traz dois covers. E a turma já escolheu logo duas lendas para homenagear. Ninguém menos que Eddie Cochran (“Something Else”) e Chuck Berry (“Let it Rock”) são lembrados com a categoria de quem sabe tudo sobre o estilo, como fica claro em petardos como o primeiro single, “American Beat”, que abre os trabalhos. Vale citar que apenas duas faixas ultrapassam os três minutos de duração, ou seja, a coisa é básica ao extremo, para alegria geral. Com um cenário desses, a tarefa impossível é indicar destaques, já que simplesmente todos os momentos são dignos de nota máxima.
Quem estiver esperando um som na velocidade da luz, com riffs de guitarra estilo serra elétrica, com certeza vai perder tempo. Mais do que isso, perderá a oportunidade de apreciar um som de primeiríssima linha, executado com a competência de verdadeiros craques do gênero. Sendo menos exigente no aspecto peso, ponha para rodar, puxe a dama mais próxima para dançar e delire. E como Lemmy declarou em recente entrevista à Rolling Stone, definindo o som do Head Cat: “É Rock and Roll dos velhos tempos, música para fazer você se sentir bem. É o tipo de som para convencer sua namorada a transar mais tarde”.
Precisa dizer mais? Sim, que desce ainda melhor tomando umas geladas junto! Indicado para os apreciadores de todas as vertentes. Candidato em potencial ao posto de disco mais divertido do ano.
Lemmy Kilmister (bass, vocals)
Danny B. Harvey (guitars, keyboards)
Slim Jim Phantom (drums)
01. American Beat
02. Say Mama
03. I Ain't Never
04. Bad Boy
05. Shaking All Over
06. Let It Rock
07. Something Else
08. The Eagle Flies On Friday
09. Trying To Get To You
10. You Can't Do That
11. It'll Be Me
12. Crossroads
MUSICA&SOM ☝

Além das inéditas, Walk the Walk... Talk the Talk traz dois covers. E a turma já escolheu logo duas lendas para homenagear. Ninguém menos que Eddie Cochran (“Something Else”) e Chuck Berry (“Let it Rock”) são lembrados com a categoria de quem sabe tudo sobre o estilo, como fica claro em petardos como o primeiro single, “American Beat”, que abre os trabalhos. Vale citar que apenas duas faixas ultrapassam os três minutos de duração, ou seja, a coisa é básica ao extremo, para alegria geral. Com um cenário desses, a tarefa impossível é indicar destaques, já que simplesmente todos os momentos são dignos de nota máxima.
Precisa dizer mais? Sim, que desce ainda melhor tomando umas geladas junto! Indicado para os apreciadores de todas as vertentes. Candidato em potencial ao posto de disco mais divertido do ano.
Lemmy Kilmister (bass, vocals)
Danny B. Harvey (guitars, keyboards)
Slim Jim Phantom (drums)
01. American Beat
02. Say Mama
03. I Ain't Never
04. Bad Boy
05. Shaking All Over
06. Let It Rock
07. Something Else
08. The Eagle Flies On Friday
09. Trying To Get To You
10. You Can't Do That
11. It'll Be Me
12. Crossroads
MUSICA&SOM ☝

Elvis Presley – Elvis (1956)
Em 1956, ele se tornou uma estrela nacional e foi reconhecido como um dos líderes do movimento Rock & Roll. Sua música encontrou um novo lar na RCA, a gravadora que o contratou após sua saída da Sun Records . Elvis consolidou o Rock & Roll com o som mais inovador da época, um som que assustou muitos e cativou inúmeros outros. Lançado em 19 de outubro de 1956, este álbum permaneceu em primeiro lugar por cinco semanas consecutivas.
***
Lista de faixas:
01. Rip It Up
02. Love Me
03. When My Blue Moon Turns To Gold Again
04. Long Tall Sally
05. First In Line
06. Paralyzed
07. So Glad You’re Mine
08. Old Shep
09. Ready Teddy
10. Anyplace Is Paradise
11. How’s The World Treating You
12. How Do You Think I Feel
Elvis Presley – Elvis Presley (1956)
Elvis Aaron Presley , conhecido como Elvis Presley , nasceu em Tupelo, Mississippi, e morreu em Memphis, Tennessee, para onde se mudou com a família quando tinha apenas 10 anos. A cidade se tornaria sua principal fonte de inspiração musical e um refúgio para sua natureza solitária; no entanto, ele era filho único, após a morte de seu irmão gêmeo logo após o nascimento.
Suas origens humildes forjaram uma versatilidade que o levou a alternar o trabalho de caminhoneiro com a carreira de cantor. Isso se refletiria fielmente em sua música, na qual dominou diversos estilos, como country, baladas românticas e rockabilly, entre outros .
Em 1954, ele gravou um disco como presente para sua mãe, Gladis, em uma pequena gravadora chamada Sun Records . Sam Phillips, chefe da empresa, o ouviu e o chamou um ano e meio depois para uma audição, que resultou na música "That's all right, mama", gravada com o acompanhamento dos músicos Scooty Moore e Bill Black .
Em 22 de novembro de 1955, a RCA comprou o contrato de Presley da Sun Records por US$ 35.000 (mais US$ 5.000 para o artista) e cinco das 12 músicas do disco ( "I love you because", "Just because", "Trying to get to you", "I'll never let you go" e "Blue moon" ), já que elas faziam parte do repertório da Sun.
Nos dias 10 e 11 de janeiro de 1956, Elvis Presley gravou suas duas primeiras músicas para a RCA em Nashville: “I Got a Woman” (uma versão da música de Ray Charles ) e “Heartbreak Hotel ”. Vinte dias depois, ele gravou “Blue Suede Shoes”, de Carl Perkins , em Nova York , juntamente com outras faixas para seu álbum de estreia, que imediatamente alcançou o topo das paradas por 10 semanas.
Hoje faz 32 anos desde sua morte, e pensamos que seria uma boa ideia compartilhar novamente este material, que já havíamos publicado em nossa antiga "casa", como uma humilde homenagem.
Músicos:
Elvis Presley – vocais, guitarra, piano
Scotty Moore – guitarra
Chet Atkins – guitarra
Floyd Cramer – piano
Shorty Long – piano
Marvin Hughes – piano
Bill Black – baixo
DJ Fontana – bateria
Johnny Bernero – bateria em “Trying to Get to You”
Gordon Stoker – vocais de apoio
Ben Speer – vocais de apoio
Brock Speer – vocais de apoio
01. Blue Suede Shoes
02. I’m Counting On You
03. I Got A Woman
04. One Sided Love Affair
05. I Love You Because
06. Just Because
07. Tutti Frutti
08. Tryin’ To Get To You
09. I’m Gonna Sit Right Down And Cry (Over You)
10. I’ll Never Let You Go (Little Darlin’)
11. Blue Moon
12. Money Honey
Writing on The Wall - Power of The Picts + Buffalo Album (1968-73)
O Writing on the Wall iniciou sua carreira na Escócia em 1966 sendo basicamente uma banda underground local até a gravação desta obra prima em 1969. A banda acabou em 1973, porém jamais gravou outro álbum, fazendo desta estréia seu cálice sagrado, o que já foi suficiente para ser um dos grandes do gênero.
O disco em questão é o excelente "The Power Of Picts", lançado pela Middle Earth na época e relançado pela Repeirtore, em 2000, num trabalho bem caprichado que além do acabamento do CD em formato digipack ainda conta com duas faixas bônus: os singles "Child Of A Crossing" e "Lucifers Corpus".
A banda era formada por William Finlayspon no vocal e guitarra, Jake Scott baixo e vocal, William Scott nos teclados, Linnie Petterson nos vocais e James Hush na bateria e sua paixão pelo barulho fez o semanário New Music Express (a popular NME), na época, definir o quinteto como um grupo cuja "reputação de ser violento amedrontava extremos".
"The Power Of Picts" abre com a teatral "Bogeyman", com uma das melhores introduções de uma música que você irá ouvir na vida, nobre leitor. Um trabalho de baixo de tirar o fôlego além de uma polka tosca no inicio formam um início sensacional. É incrível como a banda soava pesada e ao mesmo tempo mantinha um ótimo swing, soando muito original no contexto da época.
A banda, que desde o começo foi divulgada pelo mestre John Peel, misturava influências de nomes como Cream, Pink Floyd e o Jimi Hendrix Experience com estilos indianos, blues rock, jazz, progressivo e psicodelismo. É uma mistura deliciosa, que se transforma num dos discos mais incríveis já lançados.
Uma das características que marcam "The Power Of Picts" é a agressividade empregada pelos teclados, insanos, no melhor estilo Vicente Craine, do Atomic Rooster, fazendo com que não existam espaços vazios nas músicas. Solos de guitarra, bateria pesada, baixo pulsante e este bem dito Hammond fazem o deleite dos fãs de uma música que é uma grande mistura de blues, hard rock, progressivo e muito psicodelismo.
"Shadow of Man", a segunda faixa, é outra maravilha. Lembra um pouco coisas do Arcadium e ao mesmo tempo muda para o estilo hard progressivo com excelente trabalho dos teclados remetendo a Procol Harum na parte mais progressiva. "Taskers Successor", outra canção com personalidade, traz vocal forte, instrumental excelente e novamente destaque para os teclados Hammond que fazem a diferença.
A próxima é "Hills of Dreams", uma balada absolutamente linda que conta com um belíssimo trecho folk medieval no meio da canção, um charme extra para esta grande faixa, sem contar o poderoso solo de guitarra. "Mrs. Coopers Pie" é puro Cream (até o vocal lembra muito Jack Bruce). O virtuosimo de Eric Clapton é compensado por Bill Scott nos teclados.
O disco fecha com "Áries", outro petardo sonoro, com alguns exageros vocais, mas um instrumental de tirar o fôlego. As duas faixas bônus faziam parte do primeiro single da banda.e são excelentes também. Tanto single quanto o álbum em vinil são objetos raros hoje em dia.
A banda chegou a gravar demos para um possível segundo LP além de se apresentar no Top of Gear, programa de John Pell na Radio 1, da BBC, mas acabou anunciando seu fim em 1973. Uma edição especial dupla de "The Power Of Picts" conta com doze músicas gravadas entre 1971 e 1973, raridades nunca lançadas oficialmente. No My Space do grupo (http://www.myspace.com/writingpowerpicts) é possível ouvir quatro faixas deste clássico da música mundial, um verdadeiro rock raro.
"Power Of The Picts" Album 1969:
01. It Came On A Sunday
02. Mrs. Cooper's Pie
03. Ladybird
04. Aries
05. Bogeyman
06. Shadow Of Man
07. Tasker's Successor
08. Hill Of Dreams
09. Virginia Water
10. Child On A Crossing [Single]
11. Lucifer Corpus [Single]
"Buffalo" Album 1972 + Bonus:
01. Felicity Jane [1968]
02. Nobody Knows [Buffalo Album 1972]
03. Buffalo [Buffalo Album 1972]
04. Henry Dawson [Buffalo Album 1972]
05. Dianes Big Daddy [Buffalo Album 1972]
06. Live & Learn [Buffalo Album 1972]
07. Dream Yourself A Hero [Buffalo Album 1972]
08. Fishers Of Men [Buffalo Album 1972]
09. Tripsy Lady [Buffalo Album 1972]
10. Bellyful Of Rock [Live 1973]
11. Man Of Renown [Live 1973]
12. Buffalo [Demo]
William Finlayspon - vocal e guitarra
Jake Scott - baixo e vocal
William Scott - teclados
Linnie Petterson - vocais
James Hush - bateria
O disco em questão é o excelente "The Power Of Picts", lançado pela Middle Earth na época e relançado pela Repeirtore, em 2000, num trabalho bem caprichado que além do acabamento do CD em formato digipack ainda conta com duas faixas bônus: os singles "Child Of A Crossing" e "Lucifers Corpus".
A banda era formada por William Finlayspon no vocal e guitarra, Jake Scott baixo e vocal, William Scott nos teclados, Linnie Petterson nos vocais e James Hush na bateria e sua paixão pelo barulho fez o semanário New Music Express (a popular NME), na época, definir o quinteto como um grupo cuja "reputação de ser violento amedrontava extremos".
"The Power Of Picts" abre com a teatral "Bogeyman", com uma das melhores introduções de uma música que você irá ouvir na vida, nobre leitor. Um trabalho de baixo de tirar o fôlego além de uma polka tosca no inicio formam um início sensacional. É incrível como a banda soava pesada e ao mesmo tempo mantinha um ótimo swing, soando muito original no contexto da época.
A banda, que desde o começo foi divulgada pelo mestre John Peel, misturava influências de nomes como Cream, Pink Floyd e o Jimi Hendrix Experience com estilos indianos, blues rock, jazz, progressivo e psicodelismo. É uma mistura deliciosa, que se transforma num dos discos mais incríveis já lançados.
Uma das características que marcam "The Power Of Picts" é a agressividade empregada pelos teclados, insanos, no melhor estilo Vicente Craine, do Atomic Rooster, fazendo com que não existam espaços vazios nas músicas. Solos de guitarra, bateria pesada, baixo pulsante e este bem dito Hammond fazem o deleite dos fãs de uma música que é uma grande mistura de blues, hard rock, progressivo e muito psicodelismo.
"Shadow of Man", a segunda faixa, é outra maravilha. Lembra um pouco coisas do Arcadium e ao mesmo tempo muda para o estilo hard progressivo com excelente trabalho dos teclados remetendo a Procol Harum na parte mais progressiva. "Taskers Successor", outra canção com personalidade, traz vocal forte, instrumental excelente e novamente destaque para os teclados Hammond que fazem a diferença.
A próxima é "Hills of Dreams", uma balada absolutamente linda que conta com um belíssimo trecho folk medieval no meio da canção, um charme extra para esta grande faixa, sem contar o poderoso solo de guitarra. "Mrs. Coopers Pie" é puro Cream (até o vocal lembra muito Jack Bruce). O virtuosimo de Eric Clapton é compensado por Bill Scott nos teclados.
O disco fecha com "Áries", outro petardo sonoro, com alguns exageros vocais, mas um instrumental de tirar o fôlego. As duas faixas bônus faziam parte do primeiro single da banda.e são excelentes também. Tanto single quanto o álbum em vinil são objetos raros hoje em dia.
A banda chegou a gravar demos para um possível segundo LP além de se apresentar no Top of Gear, programa de John Pell na Radio 1, da BBC, mas acabou anunciando seu fim em 1973. Uma edição especial dupla de "The Power Of Picts" conta com doze músicas gravadas entre 1971 e 1973, raridades nunca lançadas oficialmente. No My Space do grupo (http://www.myspace.com/writingpowerpicts) é possível ouvir quatro faixas deste clássico da música mundial, um verdadeiro rock raro.
"Power Of The Picts" Album 1969:
01. It Came On A Sunday
02. Mrs. Cooper's Pie
03. Ladybird
04. Aries
05. Bogeyman
06. Shadow Of Man
07. Tasker's Successor
08. Hill Of Dreams
09. Virginia Water
10. Child On A Crossing [Single]
11. Lucifer Corpus [Single]
"Buffalo" Album 1972 + Bonus:
01. Felicity Jane [1968]
02. Nobody Knows [Buffalo Album 1972]
03. Buffalo [Buffalo Album 1972]
04. Henry Dawson [Buffalo Album 1972]
05. Dianes Big Daddy [Buffalo Album 1972]
06. Live & Learn [Buffalo Album 1972]
07. Dream Yourself A Hero [Buffalo Album 1972]
08. Fishers Of Men [Buffalo Album 1972]
09. Tripsy Lady [Buffalo Album 1972]
10. Bellyful Of Rock [Live 1973]
11. Man Of Renown [Live 1973]
12. Buffalo [Demo]
William Finlayspon - vocal e guitarra
Jake Scott - baixo e vocal
William Scott - teclados
Linnie Petterson - vocais
James Hush - bateria
Neu! - Neu! (1972)
Em relação ao subgenero Krautrock, ou para quem preferir, para o progressivo experimental praticado por alguns grupos alemães durante a primeira metade dos anos 70, se o Faust merece o título de precurssor do movimento e o Can o da banda (mais ou menos) mais conhecida, o grupo Neu sem dúvida merece o título de mais influente do Gênero.
O grupo teve um período curto de existência (1970-75), mas em apenas três discos (não contando os ao vivo, discos de sobras ou o fraco Neu IV de 1996) criou uma sonoridade que influenciaria não só o Rock progressivo, mas diversas vertentes do rock, de David Bowie a Joy division, do U2 ao tecno.
A banda, na verdade uma (excepcional) dupla de musicos alemães, o guitarrista Michael Rother e o baterista Klaus Dinger, surgiu quando os dois saíram abruptamente da banda Kraftwerk (na época sem flertar ao eletrônico) e decidiram montar um projeto onde pudessem colocar todas as influencias, experimentos e efeitos sonoros possíveis, que englobassem extremos, da musica clássica a elementos eletrônicos e onde o caos, o abrupto e o radical pudessem ser inseridos sem restrições.
Com essa ousada proposta, em meados de 1972, em apenas 6 dias, gravariam uma das melhores obras do prog alemão e um dos discos básicos e essenciais do movimento progressivo.
O álbum já começa com o petardo Hallogallo, com uma guitarra precisa, que de forma brusca muda o tom do ritmo e o modo de como é tocada durante sua duração, onde a linha do baixo e da bateria é mantida muito mais para manter alguma coesão na música do que para mostrar algum tipo de virtuosismo.
Sonderangebot e wiessensse talvez sejam as faixas mais "convencionais" do álbum, lembrando em pouquíssimos momentos melodias de rock , mesmo assim, distorções da guitarra, mudanças abruptas de ritmo e sons estranhos tirados do baixo nos fazem voltar a perceber o que realmente esta querendo ser colocado nesse álbum.
Já I´m Gluck, volta a mostrar um som onde praticamente só o sombrio parece fazer da canção, somente interrompida por alguns poucos solos concisos de guitarra ou elegantes batidas de bateria e baixo.
Negativland realça novamente um lado distorcido (até mesmo lembrando um pouco o som industrial dos anos 90) com diversos efeitos de distorção da guitarra de Rother, efeitos alias que seriam muito utilizados por bandas como Joy division e Sisters of Mercy.
Quase todas as musicas apresentam em comum uma batida de bateria e baixo bastante forte e de impacto, batidas que lembram até (de forma bem rudimentar, lógico) as batidas musicais de kraftwerk em trabalhos como autobhan, ou em bandas de tecno e trance que surgiriam nos 80 e 90.
A dupla lançaria ainda mais dois ótimos trabalhos em 1973 e 1975, respectivamente, e após isso ambos os músicos partiram para projetos e trabalhos solos. Os dois voltariam com o Neu em diversas ocasiões entre 1996 a 2001, mas o resultado obtido não teve o mesmo impacto e qualidade. Um disco essencial, sem dúvida um dos melhores desse tão vanguardista movimento prog Alemão.
1. Hallogallo (10:07)
2. Sonderangebot (4:50)
3. Weissensee (6:42)
4. Im Glück (6:52)
5. Negativland (9:46)
6. Lieber Honig (7:15)
Klaus Dinger: Japanese banjo, bateria, guitarra, vocal.
Michael Rother: guitarra, deh-guitar, baixo, double bass.
O grupo teve um período curto de existência (1970-75), mas em apenas três discos (não contando os ao vivo, discos de sobras ou o fraco Neu IV de 1996) criou uma sonoridade que influenciaria não só o Rock progressivo, mas diversas vertentes do rock, de David Bowie a Joy division, do U2 ao tecno.
A banda, na verdade uma (excepcional) dupla de musicos alemães, o guitarrista Michael Rother e o baterista Klaus Dinger, surgiu quando os dois saíram abruptamente da banda Kraftwerk (na época sem flertar ao eletrônico) e decidiram montar um projeto onde pudessem colocar todas as influencias, experimentos e efeitos sonoros possíveis, que englobassem extremos, da musica clássica a elementos eletrônicos e onde o caos, o abrupto e o radical pudessem ser inseridos sem restrições.
Com essa ousada proposta, em meados de 1972, em apenas 6 dias, gravariam uma das melhores obras do prog alemão e um dos discos básicos e essenciais do movimento progressivo.
O álbum já começa com o petardo Hallogallo, com uma guitarra precisa, que de forma brusca muda o tom do ritmo e o modo de como é tocada durante sua duração, onde a linha do baixo e da bateria é mantida muito mais para manter alguma coesão na música do que para mostrar algum tipo de virtuosismo.
Sonderangebot e wiessensse talvez sejam as faixas mais "convencionais" do álbum, lembrando em pouquíssimos momentos melodias de rock , mesmo assim, distorções da guitarra, mudanças abruptas de ritmo e sons estranhos tirados do baixo nos fazem voltar a perceber o que realmente esta querendo ser colocado nesse álbum.
Já I´m Gluck, volta a mostrar um som onde praticamente só o sombrio parece fazer da canção, somente interrompida por alguns poucos solos concisos de guitarra ou elegantes batidas de bateria e baixo.
Negativland realça novamente um lado distorcido (até mesmo lembrando um pouco o som industrial dos anos 90) com diversos efeitos de distorção da guitarra de Rother, efeitos alias que seriam muito utilizados por bandas como Joy division e Sisters of Mercy.
Quase todas as musicas apresentam em comum uma batida de bateria e baixo bastante forte e de impacto, batidas que lembram até (de forma bem rudimentar, lógico) as batidas musicais de kraftwerk em trabalhos como autobhan, ou em bandas de tecno e trance que surgiriam nos 80 e 90.
A dupla lançaria ainda mais dois ótimos trabalhos em 1973 e 1975, respectivamente, e após isso ambos os músicos partiram para projetos e trabalhos solos. Os dois voltariam com o Neu em diversas ocasiões entre 1996 a 2001, mas o resultado obtido não teve o mesmo impacto e qualidade. Um disco essencial, sem dúvida um dos melhores desse tão vanguardista movimento prog Alemão.
1. Hallogallo (10:07)
2. Sonderangebot (4:50)
3. Weissensee (6:42)
4. Im Glück (6:52)
5. Negativland (9:46)
6. Lieber Honig (7:15)
Klaus Dinger: Japanese banjo, bateria, guitarra, vocal.
Michael Rother: guitarra, deh-guitar, baixo, double bass.
Ash Ra Tempel - Ash Ra Tempel (1971)
Primeiro, e para muitos o melhor e mais influente, trabalho desse importante grupo ligado ao krautrock. O Ash Ra Tempel (nome ligado a um deus egípcio), foi formado em meados de 1970 com a iniciativa do multi instrumentista Manuel Göttsching.
O músico, muito influenciado pela música de vanguarda, pelo free-jazz, Fusion e a Psicodelia, resolveu jogar todas essas influências na sonoridade de sua banda, o que faria da mesma uma das mais ricas musicalmente dentro desse cenário (pelo menos nos seus primeiros discos).
Para o primeiro trabalho do grupo, chamou os competentes Hatmut Enke e Klaus Schulze, recém saído do Tangerine Dream, e reservando algumas sessões de estúdio para a gravação do álbum, o mesmo seria lançado em junho de 1971, surpreendendo a cena musical alemã, alcançado um rápido e inesperado sucesso comercial. Ao ouvir atentamente o disco, percebe-se a razão do sucesso do mesmo.
Na primeira faixa Amboss, temos um lento e comedido início, onde os teclados e parcas intervenções de guitarra davam sua participação, e que progressivamente cresce em intensidade, com gradativas aparições da bateira e baixo até virar um petardo sonoro: pesado, tenso e altamente improvisado. Literalmente, a música que se iniciava quase silenciosa, lembrando até o trabalho In A Silent Way (1969) do músico Miles Davis vira um êxtase psicodélico, no melhor estilo do Pink Floyd fase Barett.
A segunda faixa Traummaschine repete a mesma construção sonora da faixa anterior, início calmo onde progressivamente ganha peso e intensidade, mas aqui percebe-se uma intervenção ainda mais cuidadosa dos músicos, principalmente dos teclados de Schulze, e a música apresenta pequenos traços ligados ao space rock e à vanguarda de John Cage e Edgar Varesee, e nesse aspecto a música ganha um clima e uma sonoridade ainda mais rica, complexa e sombria que sua antecessora.
Destaque também para o vocal, na verdade um impronunciável sussurro durante boa parte da faixa, coincidentemente lembrando o grupo Can e seu disco Tago Mago (também de 1971) que também utilizou esse tipo de recurso.
Após esse trabalho, o grupo com diferentes formações, mas sempre sobre liderança de Göttsching, ainda lançaria mais três trabalhos de mesma qualidade: Schwingungen (1972) , Seven Up e Join Inn (ambos de 73).
Posteriormente o grupo iria seguir um caminho menos experimental, mudando seu nome para Ashra em 1977, seguindo uma linha mais eletrônica lembrando o Tangerine Dream e o Kraftwerk fase Radio Activity. O grupo enceraria suas atividades em 1991.
1. Amboss (19:40)
2. Traummaschine (25:24)
Manuel Göttsching - Guitarra, bateria, teclados
Hartmut Enke - Baixo, teclados
Klaus Schulze - Teclados
O músico, muito influenciado pela música de vanguarda, pelo free-jazz, Fusion e a Psicodelia, resolveu jogar todas essas influências na sonoridade de sua banda, o que faria da mesma uma das mais ricas musicalmente dentro desse cenário (pelo menos nos seus primeiros discos).
Para o primeiro trabalho do grupo, chamou os competentes Hatmut Enke e Klaus Schulze, recém saído do Tangerine Dream, e reservando algumas sessões de estúdio para a gravação do álbum, o mesmo seria lançado em junho de 1971, surpreendendo a cena musical alemã, alcançado um rápido e inesperado sucesso comercial. Ao ouvir atentamente o disco, percebe-se a razão do sucesso do mesmo.
Na primeira faixa Amboss, temos um lento e comedido início, onde os teclados e parcas intervenções de guitarra davam sua participação, e que progressivamente cresce em intensidade, com gradativas aparições da bateira e baixo até virar um petardo sonoro: pesado, tenso e altamente improvisado. Literalmente, a música que se iniciava quase silenciosa, lembrando até o trabalho In A Silent Way (1969) do músico Miles Davis vira um êxtase psicodélico, no melhor estilo do Pink Floyd fase Barett.
A segunda faixa Traummaschine repete a mesma construção sonora da faixa anterior, início calmo onde progressivamente ganha peso e intensidade, mas aqui percebe-se uma intervenção ainda mais cuidadosa dos músicos, principalmente dos teclados de Schulze, e a música apresenta pequenos traços ligados ao space rock e à vanguarda de John Cage e Edgar Varesee, e nesse aspecto a música ganha um clima e uma sonoridade ainda mais rica, complexa e sombria que sua antecessora.
Destaque também para o vocal, na verdade um impronunciável sussurro durante boa parte da faixa, coincidentemente lembrando o grupo Can e seu disco Tago Mago (também de 1971) que também utilizou esse tipo de recurso.
Após esse trabalho, o grupo com diferentes formações, mas sempre sobre liderança de Göttsching, ainda lançaria mais três trabalhos de mesma qualidade: Schwingungen (1972) , Seven Up e Join Inn (ambos de 73).
Posteriormente o grupo iria seguir um caminho menos experimental, mudando seu nome para Ashra em 1977, seguindo uma linha mais eletrônica lembrando o Tangerine Dream e o Kraftwerk fase Radio Activity. O grupo enceraria suas atividades em 1991.
1. Amboss (19:40)
2. Traummaschine (25:24)
Manuel Göttsching - Guitarra, bateria, teclados
Hartmut Enke - Baixo, teclados
Klaus Schulze - Teclados
Ringo Starr - 05/08/2010 - Rancho Mirage, CA (SBD)
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