segunda-feira, 2 de março de 2026

Uncle Acid & The Deadbeats: crítica de Mind Control (2013)

 


Apesar do atual levante de bandas que gerou o tão comentado revival occult rock, não há como atribuir a esse termo uma existência em si mesmo. Logo, é possível afirmar de forma categórica que occult rock não é um gênero, musicalmente falando. Se fosse, o que seria exatamente e quando teria surgido? Com o Coven? Black Widow? Black Sabbath? Ora, por que não com Screaming Lord Sutch, Jacula ou Death SS? Impossível precisar.

Em 1956, Jay Hawkins já tocava "I Put a Spell on You". O que pode ser mais oculto do que "joguei um feitiço em você"? E o que dizer de Their Satanic Majesties Request (1967) ou "Sympathy for the Devil", dos Stones? Exemplos que mostram o equívoco e a incongruência de se tomar um termo, um adjetivo, como estilo  musical.

Mesmo aplicado na caracterização de inúmeros grupos, occult rock está muito mais para um conceito estético. Um modo de agrupar bandas que apresentam atributos temáticos semelhantes. Nas letras ou no aspecto visual. Na sonoridade, nem sempre. Led Zeppelin e Alice Cooper podem ser tão ocultos quanto Mercyful Fate e Venom, ainda que antagônicos em suas propostas e, principalmente, em suas músicas. Apenas mais uma prova da tese inicial.

Tudo isso para explicar que não é nada difícil definir o som do Uncle Acid & The Deadbeats, um dos pilares desse boom de bandas obscuras, e entender como todas podem ser occult rock mesmo com traços completamente distintos. Alíás, são justamente as pequenas singularidades encontradas em nomes como Electric Wizard, Year of the Goat, Bloody Hammers, Devil, Jess & The Ancient Ones, Orchid, The Devil's Blood, Ancient VVisdom, Kadavar, In Solitude, Ghost, Noctum, Seremonia, Gates of Slumber, Blood Ceremony, Kongh, dentre vários outros, que têm tornado essa safra tão bacana.
Diante desse cenário, no qual cada banda tenta se destacar com um atrativo específico, o Uncle Acid & The Deadbeats se posiciona exata e estrategicamente no meio do caminho entre o doom e o psicodélico. Distante, por exemplo, do apelo pop do Ghost, da flauta mágica do Blood Ceremony ou do tom krautrock dos primórdios do Kadavar. Os britânicos de Cambridge apostam alto é na fusão de melodias soturnas e viagens lisérgicas.

Em um definição rápida, mas eficiente, o Uncle Acid & The Deadbeats seria o Tame Impala obscuro. O Tame Impala do lado negro da força. Claro que sem atingir o mesmo estágio de psicodelia dos australianos, mas injetando doses cavalares de peso e fazendo de Mind Control, terceiro álbum da carreira, uma espécie de trilha sonora de algum filme de terror antigo.
O começo do disco é arrastado, tendo em "Mt. Abraxas" um épico de sete minutos e pelo menos dois riffs - da metade para o final da canção - tirados diretamente das lições aplicadas pelo maestro Tony Iommi em "Wheels of Confusion". A sequência se dá com a hipnótica "Mind Crawler" e depois com a, provavelmente, melhor do disco: "Poison Apple", depravada e dona de frases de guitarra estupendas.

Uncle Acid, ou melhor, Kevin R. Starrs, a mente maligna por trás da concepção da banda, sabe construir muito bem o desenrolar do track list. Assim como na trinca inicial, o bruxo segue o que sugere o nome do disco e, como em uma espécie de ritual, controla a mente de quem o está ouvindo, alternando faixas cadenciadas e atmosféricas com outras mais agitadas. "Desert Ceremony" se encaixa no primeiro grupo e é a prova cabal da supracitada semelhança para com o Tame Impala. Já "Evil Love" fica no time das mais rápidas e figura como a grande concorrente de "Poison Apple" na briga pelo posto de principal destaque.

Na segunda parte da bolacha, um pouco de leveza com a delicada e singela "Death Valley Blues", rapidamente suplantada por "Follow the Leader", a mais fraca do trabalho. Nada que o ótimo mellotron da agônica "Valley of the Dolls" não resolva. E ainda há tempo para outro épico: "Devil's Work", que fecha com excelência o ciclo iniciado em "Mt. Abraxas".
Difícil determinar, mas, ao que tudo indica, há uma certa trama narrada ao longo de Mind Control. De concreto, fica o fato de o disco avançar em relação ao que já fora apresentado na estreia com Volume 1 (2010) e em Blood Lust (2011). Uncle Acid e seus asseclas - Yotam Rubinger (guitarra), Dean Millar (baixo) e Thomas Mowforth (bateria) - podem se gabar de terem acertado em cheio neste play, que é o primeiro da banda pela Rise Above Records, e de estarem na linha de frente do occult rock. Um conceito estético, não um gênero  musical. 

Nota 8,5

 Faixas:

1 Mt. Abraxas 7:08
2 Mind Crawler 4:21
3 Poison Apple: 4:13
4 Desert Ceremony 5:09
5 Evil Love 4:07
6 Death Valley Blues 4:59
7 Follow the Leader 6:28
8 Valley of the Dolls 7:11
9 Devil's Work 6:55





Álbuns Fundamentais - Eric Clapton - Rainbow Concert (1973)

 



No ano de 1971, Eric Clapton era aclamado mundialmente como o melhor guitarrista vivo do mundo, levando-se em conta que Jimi Hendrix partira dessa para melhor no ano anterior, porém sua vida pessoal estava de ponta cabeça. Clapton estava apaixonado pela esposa de George Harrison, seu melhor amigo – com quem viria a se casar em 1979 – e estava afundando no vício em heroína e no alcoolismo. Sua banda, a fenomenal Derek and the Dominos, se dissolveu em abril, logo após o lançamento de um dos álbuns mais incríveis de toda a carreira de Clapton, o fabuloso Layla and Other Assorted Love Songs.



Em agosto, Clapton se apresentou ao lado de George Harrison e outros no Madison Square Garden em Nova York no famoso Concert for Bangladesh e depois sumiu do mapa, se refugiando como um ermitão em sua casa para um longo período de inatividade e isolamento. Eric não atendia o telefone ou a campainha, salvo para seus traficantes ou um que outro amigo mais próximo, e dormia o dia todo após passar noites em claro tocando guitarra e injetando heroína, esperando que a morte viesse lhe buscar.

George Harrison aparecia de vez em quando e ambos tocavam guitarras por horas, porém Clapton sentia-se desconfortável por desejar roubar a mulher do seu melhor amigo, justamente o cara de quem ele gostava como se fosse um irmão. Outro dos poucos amigos que apareciam regularmente era Pete Townshend, guitarrista do The Who, com o pretexto de ajudar Clapton a finalizar algumas faixas inacabadas dos Derek and the Dominos. Eric agradeceu a Pete pela ajuda, mas havia perdido o interesse pelo projeto e se entregado a total inércia. Townshend então chutou o balde e disse que sabia que Clapton estava com sérios problemas com a heroína e que já havia inclusive conversado a respeito com Harrison e Steve Winwood para acharem uma forma de ajudar o amigo e salvá-lo da morte certa. Clapton ficou chocado e horrorizado. Não imaginava que seus amigos soubessem da sua condição. Eric sentiu-se constrangido, confuso e embaraçado pelo fato das pessoas estarem preocupadas com ele, mas não ofereceu resistência. “Se você acha que pode me ajudar, vá em frente.” A conversa reacendeu um pouco do senso de vergonha do guitarrista, mas no momento ele era um prisioneiro do vício, um escravo inerte.


Nos últimos meses de 1972, Pete Townshend foi convidado para tocar em um concerto como parte da “Fanfare for Europe”, uma grande celebração para comemorar a entrada da Grã-Bretanha no Mercado Comum Europeu. Pete redarguiu que o The Who não iria se apresentar, mas se comprometeu a formar outra banda para o evento. Townshend viu que seria uma oportunidade perfeita para trazer Clapton de volta ao palco ao lado de amigos para incentivá-lo a retomar a sua carreira e romper com os maus hábitos.

O concerto foi marcado para o dia 13 de janeiro de 1973 no Rainbow Theathe, no Finsbury Park, ao norte de Londres. O Rainbow, um teatro pequeno e decadente, era conhecido como Astoria Theatre nos anos sessenta e em meados da década os Beatles se apresentaram no local. No início dos anos setenta, bandas iniciantes como Led Zeppelin, Jethro Tull e Yes tocaram por lá, mas o local era geograficamente de difícil acesso aos fãs de rock, numa zona desprovida de atrativos, e o outrora glorioso interior do teatro lembrava um velho cinema necessitando de uma redecoração e uma nova pintura. 

Pete Townshend não mediu esforços para ajudar o amigo e, com o auxílio de Harrison e Winwood, montou a banda de brothers que iria acompanhar Clapton no Rainbow. Para as guitarras, além do próprio Pete e obviamente Eric, Pete chamou o guitarrista dos Faces, Ronnie Wood. Steve Winwood, líder do Traffic, que havia sido colega de banda de Clapton no Blind Faith, assumiu os teclados e chamou seus colegas de Traffic Rick Grech (também ex-Blind Faith) para o baixo, Jim Capaldi para a bateria e Rebop para as demais percussões. O baterista Jimmy Karstein foi convocado para a segunda bateria. A banda foi batizada com o nome The Palpitations. Os ensaios foram marcados para dezembro na casa de Ronnie Wood em Richmond.


No tempo em que permaneceu recluso, Eric escutou música e tocou guitarra diariamente, mas para desenvolver sua habilidade com plenitude era preciso interagir com outras pessoas, e desde o concerto para Bangladesh ele não tocava com outros músicos. No primeiro ensaio na casa do futuro Rolling Stone, Clapton tentou tocar e participar, mesmo em um nível limitado, mas se sentiu tímido ao constatar sua deficiência em tocar, vendo que seus dedos não obedeciam ao que seu cérebro mandava. Steve Winwood o encorajou e lhe transmitiu confiança, e aos poucos os ensaios evoluíram consideravelmente.

Na noite do show, Clapton chegou ao Rainbow atrasado e chapadíssimo, deixando Pete Townshend de cabelo em pé. Na plateia, além dos fãs, uma constelação de rock stars se fazia presente para testemunhar o retorno de Clapton aos palcos. Logo na primeira fila, estavam George Harrison e Ringo Starr, sentados ao lado de Keith Moon, Joe Cocker, Elton John e Jimmy Page, que àquela altura era o mais celebrado astro do rock da atualidade, com sua banda atingindo níveis estratosféricos de popularidade. 

O show abriu com “Layla”. A banda estava tão entrosada que tudo soou perfeitamente, embora Clapton tenha declarado posteriormente que ainda estava “quilômetros fora da rota”. A segunda canção da noite foi “Badge”, uma parceria de Clapton e Harrison composta para o último álbum do Cream. Eric, Pete e Ronnie fizeram sinal para que George subisse ao palco, mas esse preferiu continuar assistindo o espetáculo em sua poltrona na primeira fila. Na sequência tocaram as ótimas “Blues Power” e “Roll It Over” e a cover para a balada “Little Wing”, de Jimi Hendrix, que Clapton gravou magistralmente no álbum do Derek and the Dominos, dando uma nova carga de emoção à canção originalmente lançada no disco Axis, Bold As Love do The Jimi Hendrix Experience.


A incrível recepção da plateia foi comovente para Eric. Todos os presentes sabiam que estavam testemunhando um momento único, um grande show de uma banda absurdamente boa. O show teve prosseguimento com canções do excelente primeiro disco solo de Clapton (“Bottle of Red Wine”, “After Midnight”), músicas do álbum dos Dominos (“Bell Botton Blues”, “Tell the Truth”) e “Presence of the Lord”, do Blind Faith, já que três quartos do Blind Faith estava no palco. Steve Winwood então assumiu os vocais na faixa “Pearly Queen”, do segundo álbum do Traffic, já que quase todos os membros da banda estavam presentes na empreitada. Clapton então tocou o clássico do blues “Key to the Highway”, há tempos incorporada em seu repertório, e encerrou a primeira parte do concerto com uma versão sublime de “Let It Rain”. No bis, a banda tocou uma endiabrada versão de “Crossroads” de Robert Johnson, que Clapton já havia gravado com o Cream. Foi um final apoteótico para um dos mais memoráveis concertos já realizados. 

Logo após o concerto no Rainbow, Clapton voltou a se esconder e a “afundar em novas profundezas”, consumindo quantidades imensas de heroína e bebendo duas garrafas de vodca por dia. O guitarrista sentia-se muito grato aos amigos, principalmente a Pete, por terem se preocupado e ajudado a colocá-lo de volta à cena musical, mas simplesmente sentia que ainda não estava pronto. Somente mais de um ano mais tarde Clapton formou uma nova banda e retornou a atividade com o álbum 461 Ocean Boulevard. Ainda em 1973 foi lançado o álbum ao vivo do concerto, intitulado Eric Clapton’s Rainbow Concert, contendo apenas seis canções. O lado um trazia as faixas “Badge”, “Roll It Over” e “Presence of the Lord”. O lado dois apresentava as músicas “Pearly Queen”, “After Midnight” e “Little Wing”. Recordo que quase furei os sulcos do vinil de tanto ouvir esse disco em minha adolescência. 

Em 1995, vinte e dois anos após o concerto, eu trabalhava em uma conceituada loja de discos quando recebemos uma leva de novos Cds importados. Entre eles, estava uma nova edição em CD do Rainbow Concert, que me chamou a atenção de imediato por trazer uma capa diferente do LP, com uma nova foto e novas cores. Porém, a grande e grata surpresa se deu mesmo quando fui conferir a contracapa e vi que não estavam apenas as seis canções do vinil, mas as quatorze músicas que foram apresentadas naquela gloriosa noite. Finalmente as outras oito faixas foram desengavetadas e estavam a nossa disposição após mais de duas décadas. Que deleite! Esse registro ao vivo somente existe porque o engenheiro de som e produtor musical Glyn Johns, notório por seus trabalhos ao lado de artistas como Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin e do próprio Eric Clapton, resolveu gravar o show em uma fita de rolo para a posteridade. Infelizmente o show não foi filmado – ao menos até hoje não apareceu nenhuma imagem do evento - mas nos contentamos com o disco, absolutamente histórico e colossal.

Track List:

1. Layla - Previously Unreleased
2. Badge
3. Blues Power - Previously Unreleased
4. Roll It Over
5. Little Wing
6. Bottle Of Red Wine - Previously Unreleased
7. After Midnight
8. Bell Bottom Blues - Previously Unreleased
9. Presence Of The Lord
10. Tell The Truth - Previously Unreleased
11. Pearly Queen
12. Key To The Highway - Previously Unreleased
13. Let It Rain - Previously Unreleased
14. Crossroads - Previously Unreleased





1984 um ano incrível de uma década fantástica

 



Falar sobre a década de 1980 quando o assunto é heavy metal e hard rock é algo corriqueiro e em todo lugar a qualquer hora, momento podemos ler sobre, mas não dá para deixar passar em branco e não publicar nada sobre. É impossível ficar de bico fechado e não listar pelo menos dez discos essenciais e por isso mesmo resolvi soltar uma lista de discos fundamentais que agitaram esse ano e já se vão três décadas e os novos trintões ainda tem muito para dizer.



Os gigantes de ontem ainda caminham sobre a terra e continuam atormentando, arrebatando corações como se o tempo permanecesse imóvel. Os anos se passaram o mundo hoje não é mais como foi naqueles tempos e voltar neles infelizmente também não é mais possível, mas nas lojas, na internet, na mente e nos corações estão à herança de 1984 e só escolher o formato para matar a saudade ou para conhecer o que foram o aqueles dias. 

Judas Priest - Defenders of the Faith 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: Inglaterra 
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: Rob Halford (v), K.K Downing (g), Glenn Typton (G), Ian Hill (bx) e Dave Holland (bt).
Premiação: Disco de platina (RIAA).  


Depois de impressionar o mundo com a violência de Screaming for Vengeance, o Judas Priest volta a atacar com Defenders of the Faith e assim manter-se na liderança do gênero. Turnês concorridas e shows noite a após noite sold out serviram para confirmar os britânicos como gigantes da nova onda que assolava o planeta, o heavy metal. 

Aqui o som emana agressividade e violência no último volume com uma postura imbatível e sons como Jawbreaker, Freewheel Burning, The Sentinel, Eat me Alive e Love Bites eram a expressão máxima do que é o heavy metal em todos os seus sentidos elevados a última potência. 

Iron Maiden - Powerslave    
Ano de lançamento: 1984
País de origem: Inglaterra 
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: Bruce Dickinson (v), Adrian Smith (g), Dave Murray (g), Steve Harris (bx) e Nicko McBrain (bt). 
Premiação: Disco de platina (RIAA), Disco duplo de platina (MC).
Produção: Martin Birch


O Iron Maiden é uma banda que nasceu para o sucesso e Steve Harris e seus comparsas sabiam muito bem o que faziam e o onde queriam chegar com a donzela de ferro. Álbuns seminais como Iron Maiden (1980) e Killers (1981) eram apenas uma prévia do futuro, a troca de vocalistas se justifica quando você pega The Number of the Beast e Piece of Mind e põe para rodar.

Depois de uma sequência de discos de tirar o fôlego, os britânicos colocam a disposição dos fãs a oitava maravilha em termos sonoros, ou seja, Powerslave era a mais nova fronteira a ser burlada pelo quinteto e através do sucesso do estouro promovido por este álbum eles puderam cruzar os oceanos, os ares e apresentar-se nos cantos mais obscuros do planeta. Faixas como: 2 Minutes to Midnight, Aces High tornaram-se obrigatórias em todos os shows assim como a faixa título que abria uma nova fase para o grupo que explorava sem pudores todas as possibilidades que os levaram ao topo máximo. 

Metallica - Ride the Lightning 
Ano de lançamento: 1984
País de origem: EUA 
Estilo: Thrash Metal 
Line-up: James Hetfield (g,v), Kirk Hammet (g), Cliff Burton (bx) e Lars Ulrich (bt). 
Premiação: Seis discos de platina (RIAA) e Disco de platina (MC). 
Produção: Metallica & Fleming Rasmussen.


O Metallica arrebentou na sua estreia com Kill ‘Em All deixando o público de cabelo em pé e assustado também e embasbacado tentando entender pelo que tinham sido atropelados. Quatro jovens furiosos de guitarras, baixo e bateria na mão faziam uma síntese perfeita do que o Iron Maiden, Diamond Head, Motörhead faziam e jogaram no meio o hardcore e o resultado estava prontinho para apedrejar, ensurdecer e insultar.

Um som rápido, pesado, veloz e tão urgente que ultrapassava barreiras e quebrava todas as regras dizendo aquele foda-se monstruoso para os detratores era um novo gênero surgindo e que foi levado a outro nível no segundo álbum e este apresentava-se ainda mais radical, mais extremo e mais pesado e ainda mais transgressor representado por letras agressivas nada felizes é im possível escutar Ride the Lightning e ficar parado e achar o mundo maravilhoso na sua imperfeição. Hinos como: Fight Fire With Fire, Ride the Lightning, For Whon the Bell Tools, Escape, Fade to Black, Creeping Death arrebentavam cabeças e guiavam para um caminho sem volta.       

Dio - The Last in Line 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: EUA
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: Ronnie James Dio (v), Vivian Campbell (g), Jimmy Bain (bx) e Vinny Appice (bt)
Premiação: Disco de platina (RIAA)
Produção: Ronnie James Dio


Em 1982, Ronnie James Dio caiu fora do Black Sabbath e levou consigo o Vinny Appice e juntos criaram uma nova força do heavy metal, a banda Dio. Além dos dois a banda ainda contava com o guitarrista prodígio Vivian Campbell e com o Jimmy Bain. A estréia desse super time foi com Holy Diver um clássico de nascença recheado de faixas clássicas, épicas. A segunda parte dessa saga aconteceu com The Last in Line e o mesmo sucesso de um ano atrás se renovou e aumentou a legião de fãs do baixinho. 

O disco é uma aula de heavy metal completa e junto com o seu antecessor formou uma dupla de peso e de referências definitivas do que o gênero precisar ter para ser o que ele é. O set list é formidável e desde começo com We Rock, The Last in Line, Breathless, One Night in the City e Egypt (The Chains Are One), que fecha com chave de ouro este clássico que marcou época e ainda continua batendo um bolão. 


Scorpions - Love at First Sting 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: Alemanha 
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Klaus Maine (v), Matthias Jabs (g), Rudolf Schenker (g), Francis Buchholz (bx) e Herman Harebell (bt).
Premiação: Três discos de platina (RIAA). 
Produção: Dieter Dierks


O Scorpions na década de 1980 abandonou os cacoetes setentistas e assumiu uma sonoridade mais refinada, melódica com maior apelo comercial, mas nunca deixou de ser quem é. Nessa altura a banda já tinha mais de meia de dezenas de discos que oscilavam entre clássicos e ótimos álbuns e já eram conhecidos no mundo ocidental, mas sucesso ainda não tinham e o lançamento de Blackout (1982) tratou de mudar isso fazendo a banda estourar. 

Poucos anos mais tarde os alemães que já eram idolatrados para além de seus domínios naturais entrariam de vez para o panteão do rock com o lançamento de Love at First Sting, a sua magna opera. Se com Blackout a banda já tinha uma excelente coleção de faixas homéricas neste álbum o banda tinha faixas históricas e que marcaram a banda para sempre. A lista de faixas de disco é impressionante, pois não existe faixas medianas todas estão no mesmo nível só que Bad Boys Running Wild, Rock You Like Hurricane, Coming Home, Big City Nights e Stil Loving You se sobre saem e mostra como é que se faz hard rock. 


W.A.S.P - W.A.S.P 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: EUA
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Blackie Lawless (bx,v), Jack Holmes (g), Randy Piper (g) e Tony Richards (bt).
Premiação: Disco de ouro (RIAA).
Produção:Blackie Lawless & Mike Varney
   

O Hard Rock oitentista não era tocado apenas por caras vestidos e maquiados como mulheres. Este gênero possuía bandas até mais cavernosas e igualmente emblemáticas e uma destas é o W.A.S.P com uma postura e visual chocantes, os shows eram o que podemos chamar de verdadeiro teatro do horror de fazer inveja a Alice Cooper. Músicas barulhentas, pesadas e agressivas que se aproximavam do heavy metal eram uma declaração de liberdade de expressão dos blasfemos. 

Não tardou para a banda ser perseguida não só pelas desocupadas do PMRC, pois até shows foram desmarcados por causa da postura do grupo. Quebrar barreiras e avançar sem dó sobre os valores morais foram partes de um caminho natural para uma banda de rock que expressava através de I Wanna be Somebody, Animal (Fuck Like a Beast), Sleeping (in the Fire), School Daze, Hellion e Tormentor os desejos, as chateações de uma geração. 


Bathory - Bathory 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: Suécia 
Estilo: Death/Black Metal 
Line-up: Quorton (v, g), Rickard "Ribban" Bergman (bx), Johan "Jolle" Elvén (bt) 
Premiação: Não consta. 
Produção: Quorton &The Boss 


O Bathory chegou entrando com os dois pés no peito da sociedade sueca da década de 1980. Som horripilante mostrando uma outra face e força do oculto através de um som demolidor, agressivo e arrebatador e original não demorou para conquistar o seu lugar no inferno e caminhar sobre a terra em todas as direções dando o seu recado blasfemo para os seus novos discípulos que se agrupam em torno do culto prestando as suas homenagens as hordas demoníacas. 

Missas negras esse é o nome correto para definir este álbum resumido a nove faixas ensurdecedoras e ensandecedoras que conduzem as profundezas do abismo o mais carola do pedaço. Faixas como: Hades, Necromancer, Reaper, In Conspiracy With Satan e Raise the Dead irão te colocar em contato direto com as artes obscuras e depois disso você jamais será o mesmo assim como o mundo não o foi mais depois do estardalhaço que este álbum promoveu nas estruturas do novo gênero que nascia naquele momento mágico e infernal.  


Venom - At War With Satan 
Ano de Lançamento: 1984 
País de origem: Inglaterra 
Estilo: Black Metal 
Line-up: Cronos (v,bx), Mantas (g) e Abaddon (bt)
Premiação: Não consta 
Produção: Venom


Para este power trio das trevas ainda faltava gravar o terceiro ato de sua blasfêmia sonora e para invadir a última fronteira o jeito foi declarar guerra e juntar-se a satan para vencer. Os dois primeiros álbuns cujo som agressivo, pesado e demolidor mostravam ao mundo uma nova forma de fazer música e com o forte apelo aquele lá debaixo nas letras e representado por uma postura de palco horripilante não foi difícil conquistar hordas e mais hordas de fãs, pois apenas os carolas e bundas moles é que pediram para sair. 

Com um disco incomum e a épica faixa título travavam a batalha final entre o céu o inferno em pouco mais de vinte minutos. As demais faixas eram apenas peças soltas num quebra cabeças na fácil de montar, porém permitiam recobrar o fôlego para a próxima batalha que aparentemente estaria ganha.


Twisted Sister - Stay Hungry
Ano de lançamento: 1984
País de origem: EUA
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Dee Snider (v), Eddie Ojeda (g), Jay Jay French (g), Mark Mendonza (bx) e A.J Pero (bt) 
Premiação: Três discos de platina (RIAA) 
Produção: Tom Werman 


Todo garoto em idade escolar sempre sonhou em fugir da escola e vê-la em ruínas, mas o que muitos não sabem é que as irmãs retorcidas são a trilha sonora para isso, os vídeo clipes, os discos e as músicas festeiras e super animadas recheadas de mensagens convidativas a abandonar a ordem estabelecida eram muito bem vindos naqueles tempos que apesar de aparentarem liberdade na verdade escondiam tempos de repressão da velharia para cima da molecada, a terra da liberdade na verdade era uma teocracia promotora de guerras e hipocrisia. 

Stay Hungry cumpre um papel fundamental no ano de 1984, o grupo vinha de dois ótimos álbuns e que se tornaram referências assim como este que tornou-se referência máxima e emplacou hits indefectíveis como I Wanna Rock, We´re Not Gonna Take It, Burn in Hell e hoje espera por você de braços abertos prontos para fazer as mais sórdidas bagunças não só pela escola afinal de contas não é só ela que deve ser demolida, mas a cidade toda deve ser incendiada e o combustível para começar esse desvario esta bem aqui. 


Metal Church - Metal Church 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: EUA 
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: David Wayne (v), Kurdt Vanderhoof (g), Craig Wells (g), Duke Ericson (bx) e Kirk Arrington (bt) 
Premiação: Desconhecida
Produção: Terry Date & Metal Church. 


Os norte americanos já tinham o thrash, o heavy e o hard rock muito bem definido em relação aos seus representantes e eis aqui mais um deles e trata-se de uma banda bem calibrada em velocidade, peso e agressividade é para ninguém reclamar, botar defeito é só deixar rolar e os tímpanos que salvem como puderem desta aula de heavy/thrash muito bem ministrada pelo professores do Metal Church.   

Este álbum não poderia estar em outro lugar que não fosse este afinal de contas mesmo que não seja multiplatinado é um clássico referência de gênero musical que assombrou uma década e continua assombrando. A capa é a expressão do heavy metal e as faixas Beyond the Black, Gods of Wrath e Metal Church são a leitura perfeita do que foi 1984.  




Os 30 maiores álbuns ao vivo de todos os tempos.

 


Como todo colecionador, eu também tenho a minha lista de disco preferidos tanto de estúdio quanto ao vivo e me perco para fazer uma lista do tamanho quer que ela seja. Discos para rechea-las é o que não falta, mas decidir quais é que terão o privilégio de ir ao público é realmente um mistério. A pedido do Colecionador meu amigo de longa data elaborei uma lista com trinta álbuns ao vivo que considero os melhores de todos os tempos para ser postada neste blog.



Espero que vocês leitores gostem e debatam sobre a importância dos álbuns e o mais importante corram atrás ouçam e tirem as vossas prórpias conclusões, pois não há nada mais sádio do que isso. Recomenda-se aos leitores ler este texto e ouvir os discos ao mesmo sem moderações e em doses cavalares e mesmo que hoje seja segunda feira não se preocupe vá até a sua geladeira pegue uma gelada ascenda um cigarro e acomode-se na sua cadeira e deixe que os seus olhos e coração o conduzam e boa sorte! 

  1. Deep Purple – Made in Japan (1972)
  2. The Who – Live at Leeds (1970)
  3. UFO – Strangers in the Night (1979)
  4. Thin Lizzy – Live & Dangerous (1978)
  5. Uriah Heep – Live (1973)
  6. Judas Priest – Unleashed in the East (1979)
  7. Allman Brothers Band – At Filmore East (1971)
  8. Rainbow – On Stage (1977)
  9. Motörhead – No Sleep ´Till Hammermith (1981)
  10. Cream – Live Cream Vol.1 (1970)  
  11. Grand Funk Railroad – Caught in the Act (1975)
  12. Rush – Exit...Stage Left (1981)
  13. AC/DC – If You Want Blood, You´ve Got It (1978)
  14. Iron Maiden – Live After Death (1985)
  15. Jimi Hendrix – Live at Woodstock (1999)
  16. Kiss – Alive! (1975)
  17. Yes – Yessongs (1973)
  18. MC5 – Kick Out the Jams (1969)
  19. Queen – Live Killers (1979)
  20. Jethro Tull – Bursting Out (1978)
  21. Status Quo – Live (1977)
  22. Wishbone Ash – Live Dates (1973)
  23. Led Zeppelin – The Songs Remains the Same (1976)
  24. Lynyrd Skynyrd – One More From the Road (1976)
  25. Rolling Stones - Get Yer Ya-Yo Ya’s Out!: The Rolling Stones in Concert (1970)
  26. Crosby, Stills, Nash & Young – 4way Street (1971)
  27. Grave Digger – 25 to Live (2005)
  28. Slayer – Decade of Aggression (1991)
  29. Ozzy Osbourne – Live & Loud (1993)  
  30. Heaven and Hell – Live From Radio City Music Hall (2007)



The Naked Sun – Mirror in the Hallway (2026)

 

Essa banda da Filadélfia é visceral, com guitarras vibrantes, letras narrativas e uma pitada de psicodelia. Ótimos contrastes. O novo álbum foi produzido por Brian McTear (guitarra elétrica/vocal de apoio) e Amy Morrissey (vocal de apoio) no Minor Street Recordings, na Filadélfia. Dez músicas compõem o álbum, fruto do esforço coletivo da banda, com composições originais e letras de Drew Harris (vocal principal/guitarras elétrica e acústica/gaita).
Este segundo álbum independente levou três anos para ser concluído, pois a banda queria que fosse ambicioso e perfeito. Além dos diversos temas abordados, trata-se basicamente de uma autoanálise através de uma mistura refinada de roots rock, notas e ritmos brilhantes, um toque folk e uma fluidez que mescla nostalgia e novos começos.

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A quem eles se assemelham ou de quem me lembram? China Crisis. Embora esta banda não seja tão ambiciosa quanto o China Crisis, o The Naked Sun possui um som marcante, bons arranjos e durabilidade. Enquanto o China Crisis se aproximava um pouco do Steely Dan, eles tinham um som e uma abordagem mais nítidos. O The Naked Sun mistura elementos semelhantes, como afirmam em "Witches", que, embora tenha a beleza do China Crisis ("Arizona Sky"), também exibe uma atmosfera etérea, talvez um pouco exagerada no final — ainda que um pouco mais breve, um pouco mais memorável. Divagar não é o caminho certo para uma música tão encantadora.

“…Of Persephone” tem uma melodia mais envolvente e, embora haja um falsete vocal proeminente na música, o que realmente brilha é a guitarra, enquanto a melodia vocal também é forte. Os vocais são esplêndidos, numa interpretação moderna e cheia de alma. No entanto, perto do final, os compassos finais são repetitivos demais, o que, na verdade, é uma boa ideia. Por favor, mantenham a música breve em vez de prolongada. O China Crisis faz isso na conclusão impressionante de “Arizona Sky”. Breve, poderosa e memorável.

O que a banda oferece é uma pequena amostra de como seria o som do Steely Dan se eles fossem mais voltados para o soul do que para o jazz. "Make Believe" é uma balada graciosa com uma interação instrumental precisa e uma guitarra solo texturizada que contrasta com a voz calorosa de Drew. A conclusão tem um toque de prato constante e uma única batida, sem firulas elaboradas. Elegante. Concisa.

“Broken Spectre” veste-se com elegância ao estilo do China Crisis, e isso já é um elogio. Só isso já justifica explorar o repertório desta excelente banda. Os contrastes musicais estão em plena evidência e fluem com naturalidade. Todas as músicas são executadas com maestria e, muitas vezes, com criatividade.

Lucky Came to Town – The River Knows My Name (2025)

Ao pensar na Bélgica, você provavelmente não a consideraria imediatamente um berço da música americana. Provavelmente pensaria em seus excelentes jogadores de futebol, chocolates e até mesmo em um detetive fictício. Lucky Came to Town é uma banda de seis integrantes das colinas ao redor de Leuven, na Bélgica, e seu álbum de estreia, The River Knows My Name , desfaz qualquer preconceito que você possa ter. A compositora Kim Van Weyenbergh e o baixista Joost Buttiens se conheceram em 2015, movidos pelo respeito mútuo pela música country, e começaram a tocar juntos. Embora esta coletânea tenha bastante influência country, ela se distancia do country tradicional, e os fãs de American Aquarium encontrarão semelhanças entre este trabalho e a música da banda. Formada no coração das colinas de Hageland,…

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…que são considerados os Montes Apalaches belgas, não é difícil perceber a influência transatlântica.

A voz de Weyenbergh está em destaque e, liricamente, este é um conjunto forte de canções que abrange todos os aspectos da vida. Produzido por Dirk Lekenne e a banda no estúdio de nome maravilhoso, Studio Fandango, é um disco vibrante que explode em energia desde o primeiro acorde. Começando direto com a música "Ain't No Blues", escrita durante a pandemia, é uma canção de término de relacionamento com uma melancolia subjacente, com a esperança de que tudo ficará bem. Há alguns solos de piano maravilhosos de Dimitri Laes que remetem ao rio do título do álbum. Um afluente cintilante do tempo, sempre em movimento, às vezes rápido, às vezes lento, nada permanece estático.

"Come Dance" tem sido presença constante nos shows da banda há algum tempo, então é ótimo saber que ela entrou para o álbum. Weyenbergh a chama de "canção feminista", com a letra inteligentemente escrita que adverte: "Se você me causar sofrimento / Você terá que escolher sua cova no cemitério", um aviso para tratar bem o seu parceiro. A melodia é naturalmente seguida por "Oh, Loretta", uma mulher que precisa desesperadamente do rio para lavar suas preocupações, problemas e, no fim, o pecado do assassinato. O mesmo rio em que ela foi batizada. É uma balada tradicional dos Apalaches sobre um assassinato, com imagens tão marcantes e maravilhosas que você ficará preso a cada palavra.

Há uma energia contagiante em "Hands on the Wheel", com uma linha de baixo que mantém a música em movimento. O solo de guitarra no meio eleva a música, para depois a banda desacelerá-la com teclados brilhantes — uma canção sobre fazer o melhor possível e manter a cabeça acima da água.

'Coal Blues' foi inspirada pelas brilhantes 'Dark Black Coal', de Logan Halstead, e 'Coal Mining Blues', de Matt Anderson. A mineração de carvão tem sido um tema recorrente no cenário da música americana, e essas duas canções inspiraram a banda a compor esta música sobre o desastre na mina de Marcinelle, em 1956. A melodia tem um ritmo mais lento e é escrita sob a perspectiva de um italiano que se muda para Marcinelle em busca de trabalho. É uma canção melancólica, com a sensação de que, embora os personagens estejam deixando sua terra natal por causa da pobreza, as coisas podem piorar ainda mais. Um incêndio na mina causou a morte de 262 mineiros, incluindo muitos trabalhadores migrantes da Itália. O local agora é preservado como patrimônio industrial. A música captura o desespero e é uma homenagem apropriada a todos que perderam suas vidas.

A faixa final, "New York City Nights", alivia o clima e é um relato autobiográfico de uma viagem despreocupada à Big Apple na juventude de Weyenbergh, tocando em noites de microfone aberto pela cidade. Os Beatles tiveram Hamburgo; ele teve sua aventura em Nova York. O clima otimista proporciona um final agradável para um ótimo álbum.

Esta coletânea levou um tempo para ser produzida, e novas músicas foram adicionadas às que já existiam e faziam parte dos shows ao vivo há algum tempo, tornando-a um conjunto abrangente. O Lucky Came To Town nos presenteia com uma visão instigante de seu universo musical. "The River Knows My Name" borbulha, espuma e, por vezes, mergulha fundo. Ouça com atenção; há muito o que aprender e aprecia

Lääz Rockit - City's Gonna Burn (1984)

 




Style: Thrash Metal/Heavy Metal
Origin: USA

Tracklist:
1.  - City's Gonna Burn (4:18)
2.  - Caught in the Act (3:09)
3.  - Take No Prisoners (3:57)
4.  - Dead Man's Eyes (3:36)
5.  - Forced to Fight (3:47)
6.  - Silent Scream (3:56)
7.  - Prelude (4:03)
8.  - Something More (2:55)






Destaque

Bruce Johnston ‎– Surfin' 'Round The World (LP 1963)

MUSICA&SOM  ☝ Bruce Johnston ‎– Surfin' 'Round The World  (LP Columbia ‎– CL 2057, 15 de julho de 1963).  Produtor  – Terry Melc...