quarta-feira, 11 de março de 2026

RAVI SHANKAR

 


Robindro Shaunkor Chowdhury, conhecido como Pandit Ravi Shankar ou simplesmente Ravi Shankar, nascido em Varanasi, Utar Pradesh na Índia no dia 07 de Abril de 1920. Maestro, compositor e músico, o mais novo dos sete filhos de uma família brâmane bengali. Seu pai V. Lakshminarayana era professor de violino, sendo o responsável pela introdução do instrumento na cultura indiana, o que contribuiu para a sua iniciação e aprendizado musical a partir dos cinco anos de idade, como violinista.



Aos quinze anos, viajou para Paris com a companhia de dança de seu irmão Uday. Na trupe estava também o músico e multi-instrumentista Baba Allauddin Khan que foi o instrutor de Sitar, instrumento tradicional indiano, ao jovem Ravi.
Allauddin Khan

Em 1941, casou-se com a filha de seu mestre, Annapurna Devi, o matrimônio durou até 1982 quando se divorciaram, em março de 1942 nasce seu filho Shubhendra Shankar, artista gráfico, músico e compositor, morto em 1992, aos 50 anos.

Tornou-se bastante conhecido no Ocidente graças a amizade com George Harrison que foi seu aluno no tradicional instrumento em 1966. Os Beatles chamavam-no de Padrinho da Música Mundial. Teve grande influência na fase psicodélica dos Beatles, e após o fim da banda, gravou um disco produzido por George Harrison, o “Chants of India”.

com George Harrison                                                                            com Yehudi Menuhin

Em 1967, realizou seu primeiro dueto com o violinista Yehudi Menuhin, com o qual posteriormente colaborou em várias ocasiões.
Participou do Festival de Woodstock junto com grandes nomes da música como Janis Joplin e Jefferson Airplane.

Em 1969, viajou aos EUA com a intenção de aprofundar-se na música do Ocidente e, ao mesmo tempo, popularizar a música hindu. Dois anos mais tarde, a pedido da London Symphony, compôs um concerto que estreou no Royal Festival Hall, na capital inglesa.

Shankar lecionou nas universidades de Nova York e Los Angeles, dirigiu a partir de 1970, o Departamento de Música indiana no California Institute of the Arts.

A atividade musical de Ravi Shankar foi intensa, tendo destaque também como compositor. É autor de dois concertos para Sitar e orquestra, além de músicas para balés e trilhas sonoras de filmes diversos, dentre eles "Gandhi".

Protagonizou o filme RAGA que narrava a sua vida. Em 1978 publicou sua autobiografia My life, my music.
Em 1986 foi nomeado pelo primeiro-ministro Rajiv Gandhi para a casa superior do Parlamento indiano, onde atuou até 1992.

Norah Jones e Anoushka Shankar
recebem o Grammy
 
Após o divórcio manteve relações com Kamala Chakravarty e Sue Jones, mãe da cantora de jazz Norah Jones. Desde um relacionamento com Sukanya Shankar nasce a proeminente sitarista Anoushka Shankar em 1981. Por fim, Shankar se casou em 1989 com Sukanya Rajan, com quem viveu desde então entre San Diego e Nova Délhi.

Ravi Shankar faleceu em 11 de dezembro de 2012 em San Diego aos 92 anos. Ele estava doente desde o ano anterior por conta de problemas respiratórios e cardíacos, uma condição que o levou a submeter-se no dia 6 de dezembro a uma intervenção cirúrgica para substituir uma válvula cardíaca, não resistindo no período de recuperação.
Além das duas filhas e esposa, deixou três netos e quatro bisnetos.

O Álbum “The Living Room Sessions Part 1" foi premiado com o Grammy Awards de 2013 na categoria "Melhor Álbum de Música do Mundo".
MUSICA&SOM ☝


MÚSICA BARROCA

 

O Barroco começa a partir do ano de 1600 e todas as manifestações entre essa data e 1700 inserem-se num contexto assimétrico e rebuscado das obras barrocas.
A palavra “barroco” deriva da palavra “verruca” do latim, que significa elevação de terreno em superfície lisa. Toda pedra preciosa que não tinha forma arredondada era chamada de barrueca. Logo após, toda e qualquer coisa que possuía forma bizarra, que fugia do normal, era chamada de baroque.
O poeta italiano Giosuè Carducci foi quem, em 1860, adjetivou o estilo da época dos Seiscentos, referindo-se às manifestações artísticas ocorridas a partir do ano de 1600, como sendo barroco. Então, apesar de não possuir características unânimes em todas as obras, o barroco passou a ser a denominação dos artistas e escritores da referida época.
Nas artes em geral, foi um estilo que ocorreu no período entre o final do Século XVI e meados do Século XVIII, trata-se de um estilo bastante rebuscado. Inicialmente o termo era designado ao estilo de arquitetura e das artes plásticas, caracterizado pelo excesso de ornamentos.
Na pintura, escultura, arquitetura e artes decorativas, estilo com elementos da alta Renascença e do Maneirismo e ligado à estética da Contrarreforma, nascido em Roma por volta do ano 1600 e cujas características básicas são o dinamismo do movimento com o triunfo da linha curva especialmente na escultura e pintura, a busca da captação das reações emocionais humanas. O estilo ganhou traços específicos em cada país.
Na literatura se caracteriza pela abundância de ornatos, ousada elaboração formal, uso de recursos retóricos, tais como alegorias ou metáforas e jogos de palavras, reflexos, nas formas e preocupações, da estética da Contrarreforma católica.
Na música o estilo surgido na Itália entre 1600 e 1760, o período que vai do aparecimento da ópera e do oratório até a morte de J. S. Bach, que enfatiza a polaridade entre a melodia e o baixo contínuo, assim como a harmonia expressiva, com exploração de elementos contrastantes dentro da composição, e em cujo período de vigência se consolidou o sistema de harmonia tonal prevalecente na música ocidental até o início do século XX.
A música barroca é geralmente exuberante: ritmos enérgicos, melodias com muitos ornamentos, contrastes de timbres instrumentais e sonoridades fortes com suaves.

Orfeu, do compositor Claudio Giovanni Antonio Montiverdi (1567-1643) escrita no ano de 1607 é a primeira grande ópera. Ópera é uma peça teatral em que os papéis são cantados ao invés de falados. A ópera de Montiverdi possuía uma orquestra formada de 40 instrumentos variados, inclusive com violinos, que começavam a tomar lugar das violas.

Alessandro Scarlatti (1660-1725) foi o mais popular compositor italiano de óperas. Na França os principais compositores de óperas foram Jean Baptiste Lully (1632-1687) e Jean Phillipe Rameau ( 1683-1764).
Nascido na mesma época da ópera, o Oratório é outra importante forma de música vocal barroca. O oratório é um tipo de ópera com histórias tiradas da Bíblia. Com o passar do tempo os oratórios deixaram de ser representados e passaram a ser apenas cantados. Os mais famosos oratórios são os do compositor alemão Georg Friedrich Haendel (1685-1759), do início do século XVIII: Israel no Egito, Sansão e o famoso Messias .

Na partitura trecho de:
 For unto us a child is born
As Cantatas são oratórios em miniaturas e eram apresentados nas missas.
Durante o período barroco, a música instrumental passou a ter importância igual à da música vocal. A orquestra passou a tomar forma. No início a palavra ‘orquestra’ era usada para designar um conjunto formado ao acaso, com os instrumentos disponíveis no momento. Mas no século XVII, o aperfeiçoamento dos instrumentos de cordas, principalmente os violinos, fez com que a seção de cordas se tornasse uma unidade independente. Os violinos passaram a ser o centro da orquestra, ali os compositores acrescentavam outros instrumentos: flautas, fagotes, trompas, trompetes e tímpanos.
Um traço constante nas orquestras barrocas, porém, era a presença do cravo ou órgão como contínuo, fazendo o baixo e preenchendo a harmonia. Novas formas de composição foram criadas, como a fuga, a sonata, a suíte e o concerto.
Além dos já citados, eis outros compositores de destaque do período:
Antonio Vivaldi, Arcangelo Corelli, Domenico Scarlatti, Francesco Saverio Geminiani,
 Georg Philipp Telemann, Henry Purcell,  Johann Joachim Quantz,
 Johann Sebastian Bach, Pietro Locatelli e Tomaso Giovanni Albinoni.

Alessandro Stradella
Um termo bastante recorrente nas peças do período Barroco é o Concerto Grosso, uma forma exclusivamente instrumental, que nada mais é do que um concerto em que um grupo de solistas geralmente dois violinos e um violoncelo “dialoga” com o resto da orquestra. Esta nomenclatura foi utilizada pela primeira por Alessandro Stradella em uma cantata proximamente ao ano 1670. Bastante divulgado e praticado, principalmente na Itália, Inglaterra e alguns países germânicos, o gênero tem sua origem na música veneziana. O concerto grosso é habitualmente dividido em quatro partes, alternando-se entre movimentos lentos e rápidos. Essa forma musical desapareceu no fim do período Barroco.







DE Under Review Copy (ESTALADA TOTAL)

 


ESTALADA TOTAL


Banda lisboeta de Campo de Ourique formada em finais de 1990 por Carlos (voz), Pedro Mutcha (guitarra), Nuno Pêgas (guitarra), Marco (baixo) e Magangas (bateria). Em 1991, gravaram a demo "1ª Estalada" e participam no 1º Concurso de Música Moderna da Câmara Municipal de Lisboa. No ano seguinte, com três dos elementos da banda incorporados, por força do então serviço militar obrigatório, a banda passou a ensaiar e tocar ao vivo com muito menos regularidade pelo que, só em 1993, voltaria a gravar uma nova demo, "2ª Estalada, trabalho que nunca chegará a ser editado. Nesse ano, com mais um elemento incorporado na tropa, a actividade do projecto voltou a não atingir os níveis que o ano de 1991 prometia. Em 1994, os Estalada Total acabariam mesmo por cessar actividades sendo de realçar que o line-up da banda nunca sofreu quaisquer alterações durante a sua existência. O grupo, muito influenciado por nomes como Censurados, Peste & Sida ou Mata-Ratos, praticou, como alguém um dia se atreveu a escrever, um rock rústico-juvenil dominado pelo punk com influências hard, tentando criticar tudo e todos com um humor corrosivo e letras transgressivas.

DISCOGRAFIA


ESTALADA TOTAL [Tape, Edição de Autor, 1991]




DE Under Review Copy (ESTADO SÓNICO)

 


ESTADO SÓNICO


Nascidos em 1989 na Marinha Granda, os Estado Sónico começaram por fazer um tipo de sonoridade que assimilava as influências a que os seus membros estavam na altura sujeitos: Bau­haus, Teenage Fanclub ou Sonic Youth. Formados por José Polido (voz), Tiago Granja (guitarra, irmão de Pedro Granja dos Ode Filípica), Garry Vicente (guitarra), Mário Nicolau (baixo), Nuno Lopes (bateria) e Luís Guerreiro (trompete), praticavam um pop-rock com pretensões alternativas numa altura genericamente muito pobre da música urbana portuguesa. Apresentavam algum potencial que nunca conseguiram explorar devidamente em nenhuma das edições lançadas na altura em cassete. "O Eléctrico Sónico" foi o título da primeira maqueta que lançaram, sendo esta mostra algo inconsistente e que denotava muita vontade mas pouca capacidade técnica e até de composição. O facto de na banda constar um trompetista dava ao som do grupo um som algo próprio mas nem assim suficientemente diferenciador. Mesmo assim venceram o Primeiro Concurso de Música Moderna de Alcobaça, suplantando na final os Ex-Votos de Zé Leonel. Almejaram a edição em 1995 de um CD pela Fábrica de Sons, disco que não beneficiou de devida distribuição e acabou por hipotecar o seu futuro enquanto banda. O grupo voltou a reunir-se e recentemente, em 2008, e até acabaram por gravar novo disco, de seu título "Ouvir o Silêncio", registado nos Marduc Studios e produzido pelo norte-americano Marc Jung. A nova formação é a seguinte: José Polido, Luís Guerreiro, Nuno Lopes, Sérgio Alves e Donato Filipe.


DISCOGRAFIA


O ELÉCTRICO SÓNICO [Tape, Edição de Autor, 1990]


DEITA-ME FOGO [Tape, Ritual de Sombras, 1993]

 
ESTADO SÓNICO [CD, Fábrica de Sons, 1995]

 
MERGULHA CADA VEZ MAIS [CD Single, Super Jovem 4, 1995]

 
OUVIR O SILÊNCIO [CD, Edição de Autor, 2008]

COMPILAÇÕES

 
COLECÇÃO MOVIEPLAY [CD, Movieplay, 2004]

As 10 melhores músicas de Cane Hill de todos os tempos

 

Cane Hill

A banda Cane Hill foi fundada em 2011 em Nova Orleans, Louisiana, por Elijah Witt (vocal), James Barnett (guitarra e backing vocals) e Beno Barnett (guitarra). Também em 2011, recrutaram Colt Domingo como baterista. O grupo escolheu esse nome em homenagem ao hospital psiquiátrico abandonado localizado no Reino Unido. Em 2012, Ryan Henriquez juntou-se à banda como baixista. E, em 2014, Devon Clark substituiu Colt Domingo na bateria. Em 2015, a banda assinou seu primeiro contrato com a gravadora Rise Records e lançou seu primeiro EP, intitulado "Cane Hill". Ainda em 2015, Beno Barnett deixou a banda como guitarrista. Desde 2016, Mattie Hood faz turnês com o Cane Hill como guitarrista.

Classificado como nu-metal , metal industrial, metalcore e metal alternativo, o Cane Hill lançou até o momento três EPs, dois álbuns de estúdio e um álbum ao vivo. Em entrevista à revista Rock Revolt , o vocalista Elijah Witt comentou que o estilo musical da banda apresenta influências de Alice In Chains , Megadeth , Pantera , Slipknot e também de indie hip-hop. A gravação do primeiro álbum de estúdio do Cane Hill (Smile) começou em janeiro de 2016 em Los Angeles e levou pouco mais de quatro semanas para ser concluída. A banda contou com a parceria da WZRD BLD, que auxiliou na produção do álbum. O segundo álbum de estúdio (Too Far Gone) foi lançado em 19 de janeiro de 2018 e marcou a última vez que o Cane Hill trabalhou com a Rise Records. Desde então, a banda produz sua música de forma independente.

10. Kill the Sun


Do álbum de 2018 (Too Far Gone), o Cane Hill lançou a música (Kill the Sun), que rapidamente se tornou um clássico entre os fãs de metalcore. Apelidada de single sombrio, porém belo, a maioria dos fãs do Cane Hill concorda que, se esse fosse o estilo musical que a banda escolhesse para o resto de sua carreira, não se importariam.

9. You’re So Wonderful

O comentário mais comum entre a maioria dos fãs e críticos do Cane Hill é o consenso de que o talento vocal de Elijah Witt está entre os mais limpos e performáticos do gênero metal, especialmente metalcore e nu-metal. A música (You're So Wonderful) faz parte do álbum Smile, lançado em 2016.

8. Too Far Gone

Lançada como single em 2017, a música "Too Far Gone" faz parte do álbum "Smile" da banda Cane Hill, lançado em 2016. Ela causa um forte impacto nos fãs de metal, demonstrando que a banda é capaz de muito mais do que apenas um sucesso passageiro. Para muitos fãs do Cane Hill, "Too Far Gone" é considerada a favorita de todos os tempos. Muitos críticos musicais também compartilham dessa opinião.

7. Power of the High, Part One

Essa música (Power of the High, Part One) representa a contribuição da Cane Hill para o metalcore em 2020, consolidando-se como uma das favoritas entre os fãs do gênero. Lançada do EP (Krewe De La Morte Volume 1), a banda viu sua popularidade crescer consideravelmente entre os fãs de diversos subgêneros do metal, e todos esperam ser contratados em breve por uma gravadora de maior renome que a Rise.

6. Blood & Honey, Part One

A primeira parte da música "Blood & Honey", extraída do EP independente "Krewe De La Mort Volume 1", foi lançada online em 14 de maio de 2020 e rapidamente se tornou um sucesso entre os fãs mais dedicados do Cane Hill. Alguns fãs não apenas consideram o Cane Hill como salvadores do metal, mas também reconhecem o impacto da música em si.

5. The Fat of the Land

Os fãs do Cane Hill destacam a música "The Fat of the Land" como uma excelente demonstração da habilidade técnica da banda. Entre o riff de guitarra inicial e a narrativa de um carro velho que por acaso dá carona ao próprio diabo, que se sente enojado por isso. Essa música faz parte do EP homônimo da banda, lançado em 2015.

4. French75

Os vocais femininos ao fundo na interpretação de "French 75" pela banda Cane Hill são notáveis ​​por sua influência melancólica, que remete a uma faixa muito mais lenta do EP homônimo de 2015, também intitulado "Cane Hill". Considerada uma das melhores da banda por seus fãs, "French 75" é vista por muitos como o destaque que despertou seu interesse e a tornou uma de suas favoritas.

3. Sunday School

(Sunday School) é o primeiro single lançado do álbum de estreia da banda, (Smile). A música serviu como uma apresentação do Cane Hill, que entrou na cena do metal com um estilo ousado e provocativo. Desde sua primeira execução em 8 de outubro de 2014, a canção rapidamente conquistou fãs do Cane Hill, que ainda a consideram uma de suas favoritas.

2. (The New) Jesus

Essa música altamente controversa ("The New Jesus") faz parte do álbum "Smile" da banda Cane Hill, lançado em 2016. Fãs da banda e de muitos fãs de metal a adoram. Entre aqueles que a consideram uma de suas favoritas, a descrição mais comum é a de uma abordagem mais leve e peculiar dentro do universo do metal.

1. Time Bomb

Do álbum de estreia da banda (Smile), vem a música (Time Bomb), lançada em 2015, antes do próprio álbum, em 2016. A maioria dos fãs do Cane Hill considera essa música a sua favorita de todos os tempos. De acordo com um artigo sobre a banda, a Alternative Press lista esse single entre os cinco essenciais para conhecer o Cane Hill e o estilo musical que eles costumam tocar. Com sua distorção marcante e bases digitais, Time Bomb está entre as faixas mais agressivas da discografia do Cane Hill.

Sarah - Thin Lizzy

 


Sarah - Thin Lizzy

A canção " Sarah " do Thin Lizzy , incluída no álbum Black Rose: A Rock Legend (1979), revela um lado bem diferente da banda irlandesa liderada por Phil Lynott. Bem distante do som mais pesado e elétrico que os catapultou para a fama como figuras de destaque do hard rock dos anos 70, essa faixa oferece um refúgio íntimo, quase confessional, onde a delicadeza substitui a força habitual de suas guitarras gêmeas.

Composta por Lynott em homenagem à sua filha recém-nascida, a canção é um exemplo perfeito de como o rock pode se tornar um veículo para a ternura e o afeto pessoal. A escolha de um título tão direto, usando o nome da bebê, já indica a natureza profundamente pessoal da música. O timbre vocal de Lynott é caloroso, melódico e repleto de emoção, um contraste marcante com seu estilo habitual, mais grave e agressivo. Aqui, sua voz assume uma intimidade quase paternal, transmitindo amor e vulnerabilidade.

Musicalmente, “ Sarah ” destaca-se pela sua simplicidade. A instrumentação centra-se em guitarras limpas e um acompanhamento suave que permite que os vocais e a letra brilhem acima de tudo. O ritmo tranquilo e a estrutura simples conferem-lhe o ambiente de uma balada de rock clássica, mas com um toque inconfundível de Thin Lizzy . Gary Moore, que fazia parte da banda na época, contribui com arranjos de guitarra sensíveis e contidos, reforçando a atmosfera intimista da música.

A letra é direta e comovente. Phil Lynott não recorre a metáforas complicadas ou floreios poéticos grandiosos: ele fala com a sinceridade de um pai contemplando a chegada de uma nova vida. A canção transmite ternura, orgulho e esperança, com um sentimento universal que ressoa além de qualquer estilo musical. Essa honestidade lírica reforça a autenticidade da música, fazendo com que " Sarah " se destaque não apenas na discografia do Thin Lizzy , mas também no cenário do rock do final dos anos setenta.

Dentro do contexto do álbum Black Rose: A Rock Legend, uma obra repleta de riffs poderosos e canções imbuídas da energia característica da banda, " Sarah " serve como um interlúdio emocional. Sua inclusão demonstra a versatilidade do Thin Lizzy e a capacidade de Lynott de transcender os clichês do hard rock, criando espaço para sensibilidade em um disco que, de outra forma, seria muito mais intenso e agressivo.

Com o tempo, " Sarah " tornou-se uma das joias escondidas do Thin Lizzy , menos lembrada do que hinos como "The Boys Are Back in Town" ou "Whiskey in the Jar", mas igualmente significativa pelo que revela sobre seu autor. É uma canção que humaniza o roqueiro, mostrando que por trás do carismático vocalista também havia um pai amoroso e carinhoso.

“ Sarah ” é uma lembrança da dimensão emocional do rock e do talento de Phil Lynott para transformar sua vida pessoal em arte sincera e atemporal.


In the Navy - Village People

 


"In the Navy", do grupo americano  Village People, foi um sucesso internacional em 1979, ano de seu lançamento como single, alcançando o Top 10 em diversos países e desempenhando um papel importante na consolidação da música disco que dominou as pistas de dança no final da década de setenta.

Composta por Henri Belolo, Jacques Morali e Victor Willis , "In the Navy" é um verdadeiro hino da disco music, com refrões vibrantes, arranjos exuberantes e um ritmo incrivelmente contagiante que beira o marcial, em perfeita sintonia com a letra que transita entre a sátira e uma mensagem de recrutamento militar. O toque paródico é ainda mais reforçado pela imagem singular dos integrantes da banda, cada um personificando um estereótipo americano: o policial, o cowboy, o nativo americano... todos dançando e ansiosos para se alistar na Marinha.

"In the Navy" reflete brilhantemente o espírito dos anos 70, uma década associada à liberdade, à autoexpressão e ao desafio às normas sociais impostas pelos governantes da geração anterior. Numa época em que homens gays não podiam servir abertamente nas forças armadas, a música do Village People era uma forma de protesto e denúncia em forma de um ritmo disco contagiante, que se tornou um hino atemporal da música dance e continua sendo presença constante em qualquer pista de dança.


Destaque

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Em 12/03/1986: Queen lança a canção "Princes of the Universe" Princes of the Universe é uma canção escrita por Freddie Mercury e i...