segunda-feira, 30 de março de 2026

JIMMY LAFAVE - BLUE NIGHTFALL (2005)

 



JIMMY LAFAVE
''BLUE NIGHTFALL''
MARCH 8 2005
43:31
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1 /Revival
Gretchen Peters/4:23
2 /Sweet Sweet Love/3:01
3 /River Road/4:06
4 /Music from the Motor Court/2:49
5 /Blue Nightfall/5:03
6 /Shining On Through/3:10
7 /Rain Falling Down/3:19
8 /Bohemian Cowboy Blues/3:39
9 /It's Gone/3:35
10 /I Wish for You/3:42
11 /When You Were Mine/4:07
12 /Gotta Ramble/2:37
Tracks By LaFave, Except 1
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Wally Doggett /Drums, Percussion
Warren Hood /Fiddle, Mandolin
Jimmy LaFave /Guitar (Acoustic), Guitar (Baritone), Guitar (Electric), Guitar (Electric Resonator), Vocals
Will Landin /Bass (Acoustic), Double Bass, Guitar (Bass)
Radoslav Lorkovic /Accordion, Organ, Piano
Scott Martin /Dobro
Gurf Morlix /Guitar (Electric)
Bryan Peterson /Piano
Gabe Rhodes /Guitar (Electric)
Larry Wilson /Guitar (Acoustic), Guitar (Baritone), Guitar (Electric), Slide Guitar







Neil Young - Time Fades Away (1973) [Canada, Country Rock/Folk Rock]

 


Artist: Neil Young
Location: Canada
Album: Time Fades Away
Year: 15 October 1973
Genre: Country Rock, Folk Rock
Duration: 34:20
Tracks:
1 Time Fades Away
2 Journey Through The Past
3 Yonder Stands The Sinner
4 L.A.
5 Love In Mind
6 Don't Be Denied
7 The Bridge
8 Last Dance


Burning Spear - Studio One Presents Burning Spear (1973) [Jamaica, Reggae]

 


Artist: Burning Spear
Location: Jamaica
Album: Studio One Presents Burning Spear
Year: 1973
Genre: Reggae
Duration: 40:40

Tracks:
1 Ethiopian Live Out
2 We Are Free
3 Fire Down Below
4 Creation
5 Don't Mess With Jill
6 Down By The Riverside
7 Door Peep Shall Not Enter
8 Pick Up The Pieces
9 Get Ready
10 Journey
11 Them A Come
12 He Prayed


Bang - Music (1973) [USA, Soft Rock/Hard Rock]

 


Artist: Bang
Location: USA
Album: Music
Year: June 1973
Genre: Soft Rock, Hard Rock
Duration: 32:27

Tracks:
1 Windfair
2 Glad You're Home
3 Don't Need Nobody
4 Page Of My Life
5 Love Sonnet
6 Must Be Love
7 Exactly Who I Am
8 Pearl And Her Ladies
9 Little Boy Blue
10 Brightness
11 Another Town



Roberto Mazza - Cyprea (1999)

 




TRACKLIST:

01. Il battito del cuore
02. Le cicogne volano a Nord
03. Beau Jeu
04. Solo in Tin Tal
05. Esperidi
06. Souvenirs et Carillon
07. Acrostici indolenti
08. Leo's Lullaby
09. Come la pioggia
10. L'Elfo di Pian Bernardo
11. Rose di ghiaccio


 "Cyprea" é o segundo álbum solo de Roberto Mazza, um excelente multi-instrumentista e compositor. Quanto aos instrumentos que Roberto toca, a lista seria longa: vou citar os principais: harpa, oboé, saxofone e sintetizador. Roberto não é uma figura muito conhecida, embora alguns de vocês certamente se lembrem dele do Telaio Magnetico , um dos conjuntos de música experimental mais ousados, um grupo que fez uma pequena turnê em 1975 e lançou um álbum intitulado "Live 75" em 1995. O supergrupo era liderado por Franco Battiato, que contava com músicos como Juri Camisasca, Giacomo Di Martino, Lino Capra Vaccina, Terra Di Benedetto e, claro, Roberto Mazza. A estreia de Roberto como solista aconteceu em 1991 com o álbum "Scoprire le orme", lançado pela ADN 


"Cyprea", lançado pela gravadora Ripamonti em 1999, estava ausente do nosso catálogo, pelo menos até agora. Consiste em 11 faixas, todas instrumentais, caracterizadas por um som particularmente doce e fluido, onde os protagonistas são a harpa, o violino, o oboé, a percussão e outros instrumentos. Infelizmente, não tenho uma lista dos outros músicos que acompanham Roberto nesta aventura sonora. O único defeito, mas esta é a minha opinião pessoal, é uma repetição excessiva que corre o risco de tornar a audição do álbum na íntegra um pouco monótona (perdoem a expressão). Um enorme agradecimento novamente à Adix (que, entre outras coisas, me enviou um segundo álbum incluído na minha lista de desejos e que será lançado em breve). Desejo a todos uma boa audição . Até a próxima nos comentários. 






Weather Report - Weather Report (1971)



Aqui temos os primórdios abstratos e flutuantes do Weather Report, que definiriam o estado da arte do jazz/rock eletrônico desde a primeira nota até quase a última. Seu primeiro álbum é uma extensão direta do período de Miles Davis, como em In a Silent Way/Bitches Brew, mais fluido em sonoridade e mais volátil em interação. Joe Zawinul reflete de maneira delicada e fluida no piano elétrico Rhodes; nessa fase inicial, ele usava um modulador de anel para criar efeitos estranhos, semelhantes aos de um sintetizador. O sax soprano de Wayne Shorter brilha como um farol em meio ao trabalho conjunto efervescente do baixista e cofundador Miroslav Vitous, do percussionista Airto Moreira e do baterista Alphonse Mouzon. O tema mais memorável de Zawinul é "Orange Lady" (gravado anteriormente, embora sem créditos, por Davis em Big Fun), enquanto Shorter se destaca em "Tears" e "Eurydice". Uma das estreias mais impressionantes de todos os tempos por um grupo de jazz.


Estilos:

Fusion.

Faixas:
01 Milky Way
02 Umbrellas
03 Seventh Arrow
04 Orange Lady
05 Morning Lake
06 Waterfall
07 Tears
08 Eurydice.
 Formação: Joe Zawinul - piano elétrico / teclados; Wayne Shorter - saxofone soprano; Miroslav Vitous - baixo / baixo elétrico; Alphonse Mouzon - bateria; Airto Moreira - percussão.


McCoy Tyner - Enlightenment (1973)



Esta é uma das grandes gravações de McCoy Tyner. O pianista poderoso, percussivo e extremamente influente demonstra grande inspiração durante toda a sua apresentação no Festival de Jazz de Montreux de 1973. Azar Lawrence (no saxofone tenor e soprano) também merece destaque, e há muita interação com o baixista Juney Booth e o baterista Alphonse Mouzon. Mas Tyner é a estrela principal, seja em sua "Enlightenment Suite" em três partes, "Presence", "Nebula" ou na faixa de 25 minutos "Walk Spirit, Talk Spirit".


Estilos:
Jazz Progressivo
Modal
Pós-Bop

Faixas:
01 - Apresentando o Quarteto McCoy Tyner (01:19)
02 - Suíte da Iluminação, Parte 1: Gênesis (10:02)
03 - Suíte da Iluminação, Parte 2: A Oferenda (04:00)
04 - Suíte da Iluminação, Parte 3: Visão Interior (10:04)
05 - Presença (10:35)
06 - Nebulosa (09:39)
07 - Caminhe com o Espírito, Fale com o Espírito (24:04)

Formação:
McCoy Tyner - piano, percussão
Azar Lawrence - saxofone soprano e tenor
Joony Booth - baixo
Alphonse Mouzon - bateria


Norman Connors - Dance of Magic (1972)



Gravado com um verdadeiro time de titãs do fusion, incluindo o trompetista Eddie Henderson, o baixista Stanley Clarke e o tecladista Herbie Hancock, Dance of Magic canaliza as lições que o baterista Norman Connors aprendeu trabalhando com Pharoah Sanders, Sam Rivers e Sun Ra, reunindo ritmos latinos, texturas eletrônicas e misticismo cósmico para criar um funk-jazz não-denominacional, porém profundamente espiritual. A extensa faixa-título de 21 minutos ocupa toda a primeira metade do disco, capturando uma jam session monumental que explora os limites da improvisação livre, mas nunca ultrapassa o ponto de não retorno. A bateria furiosa de Connors é como um rastro de migalhas de pão que guia seus colaboradores de volta para casa. As três faixas restantes são menores em escala, mas não menos épicas em escopo, culminando com a explosiva "Give the Drummer Some".

os Estilos Musicais:
Fusion,
Crossover
, Funk-Jazz,
Avant-Garde.

Faixas:
01 - Dance Of Magic (21:00)
02 - Morning Change (06:29)
03 - Blue (10:20)
04 - Give The Drummer Some (02:22)

Formação:
Norman Connors - Bateria
Stanley Clarke - Baixo
Cecil McBee - Baixo
Herbie Hancock - Piano, Fender Rhodes, Piano Elétrico
Gary Bartz - Saxofones Alto e Soprano
Carlos Garnett - Saxofones Tenor e Soprano
Art Webb - Flauta
Eddie Henderson - Trompete
Anthony Wiles - Balifone
Airto Moreira - Percussão
Alphonse Mouzon - Percussão
Anthony Wiles - Percussão
Billy Hart - Percussão



Black Star Riders: crítica de All Hell Breaks Loose (2013)

 



Adoro Thin Lizzy. O grupo do falecido vocalista e baixista Phil Lynott é uma das trilhas da minha vida. Ouvi muito, e ainda ouço. Considero as guitarras gêmeas da banda o ápice no assunto. Ninguém jamais chegou perto dos caras nesse quesito, o que, aliado à forma de cantar única de Lynott, que parecia conversar com o ouvinte enquanto narrava as letras, transformou o Thin Lizzy em uma banda única. Pra fechar, julgo o grupo injustiçado e pouco reconhecido. Na minha opinião, o Thin Lizzy deveria ser uma banda gigante, reconhecida como um dos mais importantes nomes da história do hard rock, com a sua influência sendo sentida de maneira profunda em todo o gênero. Potencial comercial para isso nunca faltou, porém, o problema crônico dos músicos com drogas - motivo da morte de Phil - foi decisivo para que o Lizzy não alçasse vôos maiores.

Parceiro de Lynott desde os primeiros anos de banda, e companheiro do vocalista no mergulho profundo em heroína e outros entorpecentes, Scott Gorham é um sobrevivente. Exímio guitarrista, dono de grande bom gosto e uma capacidade impressionante para criar belas melodias, Gorham é também o único remanescente e a ponte que liga o Thin Lizzy de Lynott ao Black Star Riders, nome que a atual formação da banda adotou quando decidiu gravar um novo álbum com canções inéditas. Decisão acertada, diga-se de passagem, já que Lynott era o centro do grupo, e ele não faria sentido sem ele.

Ao lado de Scott Gorham no Black Star Riders estão Ricky Warwick (vocal e guitarra), Damon Johnson (guitarra), Marco Mendonza (baixo) e Jimmy DeGrasso (bateria) - um time que impõe inegável respeito. Na produção de All Hell Breaks Loose, primeiro disco do quinteto, o mais do que rodado Kevin Shirley, com trabalhos para nomes como Iron Maiden, Dream Theater, Joe Bonamassa e Black Country Communion. E por trás de tudo, a gigante Nuclear Blast, hoje a principal gravadora de heavy metal do planeta.

All Hell Breaks Loose foi gravado em janeiro em Los Angeles e traz onze músicas. A sensação ao colocar a bolacha para tocar é a de se estar ouvindo um novo álbum do Thin Lizzy, principalmente pela semelhança incrível entre os vocais de Warwick e de Lynott. Longe de ser um trabalho oportunista, All Hell Breaks Loose soa honesto aos ouvidos, é um álbum gostoso de escutar e, como cereja do bolo, entrega algumas canções muito acima da média.

Os grandes momentos do trabalho são a ótima “Bound for Glory”, primeiro single, que resgata com precisão a tradição do Thin Lizzy e reapresenta a sonoridade da banda irlandesa para a nova geração. Grande faixa! O nível segue bom com “Kingdom of Lost”, cheia de influências celtas (outra característica do Lizzy), que empolga principalmente pela interpretação de Ricky Warwick, apesar de perder pontos pelo refrão meio bobo. “Hoodoo Voodoo” tem cara de futuro single, e é daquelas faixas que, ao começar a rodar, você aumenta o volume instantaneamente e de maneira instintiva.

O restante do tracklist apresenta força, alternando acertos (“Valley of the Stones”, “Before the War”, “Someday Salvation”, "Blues Ain't So Bad")) com outros onde a inspiração deixou a desejar (caso da fraca faixa-título). Porém, em todos os momentos, o que se percebe é uma leveza, um bom astral saindo das caixas de som, fruto do prazer que levou os músicos a se arriscarem largando os shows puramente saudosistas compostos por canções escritas há mais de trinta anos e entrarem no estúdio para escrever novas composições que, a princípio, não teriam nada a agregar às suas carreiras.

All Hell Breaks Loose está longe de ser uma obra de arte, porém é um disco muito agradável e simpático, divertido e perfeito para escutar com os amigos, batendo um papo e tomando algumas cervejas geladas. E ainda, de quebra, traz de volta uma das mais cativantes sonoridades que o rock já viu nascer.

Phil Lynott aprovaria.






Faixas:
1 All Hell Breaks Loose
2 Bound for Glory
3 Kingdom of the Lost
4 Bloodshot
5 Kissin’ the Ground
6 Hey Judas
7 Hoodoo Voodoo
8 Valley of the Stones
9 Someday Salvation
10 Before the War
11 Blues Ain’t So Bad







Evile: crítica de Skull (2013)

 



Vou ser bem sincero com vocês: este é um disco complicado de avaliar. Escrever sobre Skull, quarto CD da banda inglesa Evile, não é tarefa das mais fáceis. O motivo são as sensações conflitantes que o álbum provoca. Se por um lado trata-se de um trabalho absolutamente empolgante, na mesma medida revela-se um disco que joga baldes de água fria sobre o ouvinte em diversos momentos. A razão: a extrema semelhança que o Evile apresenta com os três primeiros discos de uma certa banda norte-americana chamada Metallica. Do timbre vocal de Matt Drake, passando pela estrutura das faixas e até mesmo a produção, a sensação é que estamos ouvindo, novamente, o sucessor de Master of Puppets (1986) - novamente porque já era possível ter essa sensação com o último trabalho do grupo, Five Serpent’s Teeth (2011).

Essa dualidade de sentimentos faz com que Skull seja um disco controverso. Quem procura algo original ou com personalidade própria deve passar longe. Já quem não se importa com isso, venha bem pra pertinho. Aqui, vale um parênteses: não defendo a ideia de que uma banda deva reinventar a roda, fazer o que nunca foi feito antes. Afinal, já temos mais de cinco décadas de rock nas costas, e é realmente difícil ser original, criar algo novo. Entretanto, é necessário caminhar com as próprias pernas e não apenas seguir o caminho aberto por outros grupos.

Produzido por Russ Russell (Dimmu Borgir, Napalm Death, Amorphis), Skull foi gravado em fevereiro no Parlour Studios, localizado na cidade inglesa de Kettering, e traz nove faixas. Completam a banda, além de Matt Drake no vocal e guitarra, o guitarrista Ol Drake, o baixista Joel Graham e o baterista Ben Carter.

Volto lá para o primeiro parágrafo. Skull é difícil de ser avaliado porque está longe de ser um disco ruim, muito pelo contrário. As músicas que compõe o disco são thrash metal puro e eficiente, capazes de entortar pescoços e causar torcicolos persistentes. É um bom trabalho, isso é inegável, mas é também inegável que não há nada de original aqui. Ainda que a banda possua talento - todos são instrumentistas excelentes -, seria muito bem-vindo um distanciamento maior da sonoridade que consagrou o Metallica. É claro que, pelo passado afetivo que grande parte dos fãs de metal possui com os primeiros anos do grupo de James Hetfield e Lars Ulrich, e pelo abandono por parte do quarteto norte-americano dessa sonoridade a partir da morte de Cliff Burton, é reconfortante ouvir alguém retomar o caminho abortado pelo Metallica em 1986 - e, acima de tudo, fazer isso com competência. Mas é incômodo, por exemplo, ouvir uma  música como “Head of the Demon” e identificar sem grande esforço um trecho idêntico a “For Whom the Bell Tolls”. Essa sensação se repete várias vezes durante a audição, o que, evidentemente, não conta pontos para o Evile.

Me parece que a avaliação de um disco como Skull passa por uma escolha que o ouvinte deve fazer não só ao escutar esse álbum, mas na forma como consome música de maneira geral. Quem procura algo com personalidade própria, uma sonoridade construída de forma singular, não ouvirá isso não só em Skull, mas em toda a discografia do Evile. Entretanto, quem não coloca esse quesito como essencial e quer apenas ouvir um bom disco - e repito mais uma vez, Skull é um bom disco -, certamente irá gostar bastante. Há ótimos riffs, as músicas são bem feitas, mudanças de andamento são constantes, a performance é contagiante, transformando a audição em um ato de bater cabeça de forma incessante.

Eu estou confuso, muito confuso. Esse disco mexeu com a minha cabeça. Há vezes que o coloco para rodar e fico empolgadíssimo com faixas como “Underworld”, “Skull” e “Words of the Dead”. Em outros momentos, me incomoda demais a semelhança e a falta de originalidade citadas durante todo esse review. Poderia dar uma nota alta ou baixa para Skull devido aos sentimentos opostos que ele me fez sentir, e foi muito difícil me decidir sobre qual seria a decisão correta.

No final das contas, a paixão pelo metal, o histórico de anos de fã do gênero, acabam pesando mais alto que o lado crítico. Skull me empolgou tremendamente em diversos momentos, independente de soar original ou não. Por essa razão, recomendo e dou a nota que dou. Mas que no próximo álbum o Evile poderia se afastar um pouquinho do universo do Metallica, ah isso podia ...




Faixas:
1 Underworld
2 Skull
3 The Naked Sun
4 Head of the Demon
5 Tomb
6 Words of the Dead
7 Outsider
8 What You Become
9 New Truths, Old Lies






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