terça-feira, 21 de abril de 2026

Edensong - Years In The Garden Of Years (2016)

 

Um álbum fantástico, mais uma obra-prima que se junta à nossa lista de discos menos conhecidos, mas altamente recomendados. Um álbum especial para te despertar (e certamente te surpreender, se depois de todas as maravilhas apresentadas no blog você ainda tiver capacidade para surpresas). Um folk metal sinfônico progressivo arrebatador e criativo, uma mistura perfeita de Jethro Tull e Dream Theater em um álbum orquestral complexo, épico e grandioso — um turbilhão de musicalidade onde riffs pesados ​​e compassos intrincados se alternam com melodias bucólicas e orquestrações magistrais. Um álbum verdadeiramente grandioso para te apresentar a uma das grandes maravilhas sonoras do nosso tempo. E garanto que existem muitas outras joias como esta que continuaremos a resgatar (seja do esquecimento ou da ignomínia das tendências comerciais atuais). De qualquer forma, não perca e dê um pouco de alegria aos seus ouvidos e corações.

Artista: Edensong
Álbum: Years In The Garden Of Years
Ano: 2016
Gênero: Progressivo Eclético / Heavy Prog
Duração: 71:02
Nacionalidade: EUA



Após o maravilhoso álbum de estreia de 2008, "The Fruit Fallen", o Edensong retornou com novo material de estúdio intitulado "Years In The Garden Of Years". Nós o resenhamos na época porque tínhamos ouvido algo diferente da banda, e este álbum confirma que estávamos certos. Para reforçar essa impressão, compartilho esta resenha, que considero perfeita:
Após sua estreia em 2008 com "The Fruit Fallen", a banda americana Edensong finalmente lançou seu segundo álbum de estúdio, "Years In The Garden Of Years".
O álbum de estreia apresentou um som de rock/metal progressivo sombrio com influências folk, e este lançamento leva isso um passo adiante, elevando tudo ao seu mais alto nível. Agora, o vocalista, guitarrista e fundador James Byron Schoen deu à banda a liberdade de criar este novo álbum, e o alcance musical do grupo parece muito mais amplo.
A faixa de abertura, "Cold City", é um turbilhão de folk metal progressivo. Se você achava que Jethro Tull e Dream Theater não podiam ser combinados, precisa ouvir esta música, onde a flauta evoca imediatamente o adorado Ian Anderson e as passagens instrumentais lembram a banda de John Petrucci, tudo com uma sensação avassaladora de grandiosidade. Há momentos mais calmos, como em "In The Longest Days", "The Hollowed" e "Regenerations", onde a banda se inclina para o lado clássico do rock sinfônico dos anos 70, com orquestrações perfeitamente adequadas, além de arranjos delicados em que teclados e violões desempenham um papel proeminente. Há espaço para faixas instrumentais como "End Times In Retrospect", com algumas passagens "emprestadas" do Dream Theater, e "Chronos", que se desenrola ao longo de nove minutos, levando-nos por diversas paisagens musicais. Menção especial para uma das minhas duas músicas favoritas: "Down The Hours", uma das composições mais agressivas e frenéticas do novo álbum, e a complexa e épica "The Atman Apocalypse", difícil de descrever em palavras; você precisa ouvi-la.
Em resumo, um retorno interessante do Edensong. Se você se identifica com bandas como Opeth ou Big Elf, ou o que alguns chamam de prog retrô, acho que você deveria dar uma chance a esses caras de Nova York; eles lançaram mais um álbum muito interessante.
Nota: 8,5/10
Diego Gonzalez:


É impossível não comparar Edensong com Jethro Tull , dado o uso da flauta e a atmosfera acústica e folk da música. Mas não para por aí; eles adicionam orquestrações e uma pegada metal, com riffs pesados ​​alternando com melodias bucólicas. Este novo Jethro Tull tem um som atemporal que poderia ter sido lançado nos gloriosos anos 70 ou ontem mesmo.
 
 
 

De qualquer forma, é uma prova do talento incrível dessa banda. Eles nos permitem ouvir o álbum na íntegra , mas certamente nada se compara à edição de luxo, que inclui ilustrações especiais no encarte feitas pelo ilustrador Dan May.

É um álbum verdadeiramente luxuoso; deixo aqui para vocês apreciarem, ou não, mas pelo menos para que possam ouvir algo com uma sonoridade diferente. Pessoalmente, é um álbum que eu recomendo muito. 




Aproveite! Você pode ouvir o álbum completo no Bandcamp:
https://lasersedge.bandcamp.com/album/years-in-the-garden-of-years-24-96-hi-res-version
 
 

Lista de faixas:
01. Cold City
02. End Times In Retrospect
03. In The Longest Of Days
04. The Hollowed
05. Down The Hours
06. Chronos
07. Generations
08. The Atman Apocalypse
09. Regenerations
10. Yawn Of A Blink

Formação:
- James Byron Schoen / Guitarras e vocais
- Tony Waldman / Bateria, percussão, vocais de apoio
- Stefan Paolini / Teclados, vocais de apoio
- TD Towers / Baixo, vocais de apoio
- Barry Seroff / Flauta

EL RELOJ ● El Reloj ● 1975

 

Artista: EL RELOJ
País: Argetina
Gênero: Eclectic Prog
Álbum: El Reloj
Ano: 1975
Duração: 35:55

Músicos:
● Eduardo Frezza: Baixo e vocais
● Willy Gardi: Guitarras e vocais
● Osvaldo Zabala: Guitarras
● Luis Alberto Valenti: Teclados e vocais
● Juan Esposito: Bateria, vocais e congas (faixa 3)

EL RELOJ, é considerada por muitos estudiosos a banda que abriu as portas para o prolífico movimento Progressivo da Argentina, apesar de não ser exatamente uma banda sinfônica. Inspirada principalmente no DEEP PURPLE com uma estrutura semi-sinfônica, a banda foi originalmente formada em uma pequena cidade chamada Rosario, por Eduardo Frezza e Willy Gardi em 1970, das cinzas de duas outras bandas, a LAGRIMA e LOS ANGELES SALVAJES

EL RELOJ fez sua estréia em um cinema chamado "El Monumental" com o recorde de 1.100 lugares e muita gente na rua que não conseguiu um ingresso. A formação original era Luis Valenti (teclados e vocais), Willy Gardi (guitarra), Osvaldo Zabala (guitarra), Eduardo Freza (baixo e vocal) e Juan Espósito (bateria), logo se junta a Eduardo "Tucata" Suarez como segundo guitarrista que deixa a banda e é substituído por Gregório Felipes. Antes de um show importantíssimo no Teatro Olímpia, Gregório Felipes é morto em um acidente de carro por um policial bêbado que foge, apesar do luto, a banda ainda faz o show em homenagem ao companheiro diante de 1.500 almas e abandona o palco para um longo período de tempo. Somente em 1973 eles lançaram seu primeiro single "El Mandato" (O Mandamento) e "Vuelve el Día a Reinar" (O Dia Reina Novamente), que foi um sucesso moderado. No ano seguinte, eles lançam seu maior sucesso "Alguien en Quien Confiar" (Alguém mais para confiar) e "Blues del Atardecer" (Sunset Blues) que venderam mais de 100.000 cópias, um recorde para uma banda de Rock nativa naqueles dias.

Abrindo esse seu primeiro disco "Obertura/El Viejo Serafin" inicia com uma certa atmosfera meio assombrosa, especialmente quando os sons assustadores da água entram. Ela começa brevemente após 2 minutos, mas depois se torna uma boa faixa de Hard Rock "Mas Furte Que El Hombre" tem algumas seções instrumentais excelentes. Em "Hijo Del Sol Y La Tierra" há um ótimo vocal e guitarras rasgando antes de 3 minutos praticamente o fim.

"Alguien Mas En Quien Confiar" abre com órgão e depois entra em um som completo com vocais após um minuto. Seguem-se muitas guitarras proeminentes. "Blues De A Tardecer" é conduzido por órgão e vocal com algumas mudanças de andamento, mas no geral é uma faixa mais lenta. Um solo de bateria antes de 5 minutos também. "Haciendo Blues Y Jazz" traz de volta os vocais agudos, uma boa faixa.

Faixas:
01. Obertura / El Viejo Serafín (8:20)
02. Más Fuerte Que El Hombre (3:11)
03. Hijo Del Sol Y De La Tierra (5:54)
04. Alguien Más En Quien Confiar (5:25)
05. Blues Del Atardecer (8:55)
06. Haciendo Blues Y Jazz (4:10)






ELECTROMAGNETS ● Electromagnects ● 1975

 

Artista: ELECTROMAGNETS
País: Estados Unidos
Gênero: Jazz-Rock/Fusion
Álbum: Electromagnects
Ano: 1975

Músicos:
● Eric Johnson: Guitarra, violão
● Steve Barber: Piano elétrico, piano, clavinete, sintetizador, vocais
● Kyle Brock: Baixo
● Bill Maddox: Bateria, percussão
Com:
● Tomas Ramirez: Saxofone (6)
● John Treanor: Percussão (6)
● Chris Geppert (Christopher Cross): Vocais (faixa 2)

Esse grupo do Texas teve uma vida consideravelmente curta, de 1973 a 1977. Embora tenham lançado somente um álbum, gravaram as músicas do disco seguinte em dezembro de 1975, mas esses registros só foram lançado em 2006, segundo o site Discogs. De acordo com um amigo meu, grande conhecedor de rock e rock progressivo, em particular dos anos 70 e parte dos 80, as pessoas que não conhecem esse disco costumam ficar com um pé atrás a respeito dele se, antes da audição, souberem que o guitarrista e líder dele é o Eric Johnson. De fato, ele é mais conhecido pelas colaborações com importantes artistas do pop ou do soft-rock, tais como Cat StevensCarole King, e Christopher Cross, antes de partir em carreira solo a partir de 1986.

Stephen Barber, o tecladista, após a dissolução da banda, colaborou com inúmeros artistas, entre eles David ByrneKeith RichardsJohn LegendNatalie MerchantT Bone BurnettRosanne Cash, a London Symphony OrchestraChristopher CrossBonnie Raitt e Indigo Girls, inclusive como compositor e arranjador.

O baixista colaborou, depois do ELECTROMAGNETS, em outros cinco álbuns da carreira solo do ERIC JOHNSON. Bem como durante um curto período no G3, entre outros projetos e trabalhos.

Agora vamos ao disco. A primeira informação é de que o LP tem uma capa horrível, e a edição em CD, outra, muito melhor. Que foi, aliás, a que escolhi de ilustração.

A guitarra cristalina de Johnson, com as complexas harmonias executadas por todos os músicos em combinações inventivas de compassos, abrem o disco. E essa é uma tônica em praticamente toda essa obra. Em dado momento partem, sem mudar de estilo, para outra proposta. Quem dá início a esse novo momento é o baixo, bem saliente, e um pouco mais acelerado. Se no início os tons eram puxados mais para os agudos, agora estão equilibrados. Chega um instante em que param, mas logo retomam. O tecladista faz uns pequenos solos meio psicodélicos, meio viajantes. Compassos quebrados, inusitados, bem instigantes, fecham essa sensacional faixa.

A seguinte abre com um violão bem metálico, acompanhado pelos teclados, incluindo piano. O baixo está bem lírico, uma característica bem presente nessa parte. A música vai crescendo, e chega a esplêndidas frases na guitarra. Antes de voltar para a abordagem mais lírica, que dessa vez conta com um pouco de groove também. Doravante incluem um pouco de jazz. A técnica e versatilidade do baterista é impressionante, que combinam majestosamente com as entonações mais altas do guitarrista.

Que abertura fabulosa na bateria para a 3ª faixa! Guitarra, baixo e sintetizador entram rasgando, é de tirar o fôlego. Vão nesse passo mais acelerado e um pouco mais pesado, mudando harmonias, mas sem perder o ritmo e a firmeza. Vem um interlúdio feroz, para uma guitarra furiosa e um baixo destruidor. Uma das melhores músicas de jazz-rock fusion que conheço. Mais para o final uma explosão de notas enlouquecidas antes de fecharem.

Depois da corrida frenética que acabou de ocorrer, sobrevém uma faixa mais tranquila. Bela entrada do baixo, parecendo quase um contra-baixo. As marcações são bem cheias (muitas notas), mas sem pesar ou acelerar a mão. Bem interessante. Mas os caras têm tantas idéias e querem coloca-las em prática, que com um minuto a música cresce muito. Como o Eric consegue criar tantos acordes maravilhosos? O tecladista apresenta ótimos solos, e o baixista arrasador, acompanhando. As entonações da guitarra voltam exponenciais, com uns psicodelismos aqui e ali dos teclados. E o baixo não arreda, mantendo a vibração e o pulso, quando todos os músicos dão um sprint incrível, para um encerramento apoteótico.

Assim se encerra o maravilhoso lado A.

O outro lado começa com proposta parecida com o que foi apresentado até o momento. Belas entonações na guitarra, mudanças de cadências e harmonias, etc. Mas eis que os instrumentos ficam mais calmos, e entram vocais. Uma diferença para as outras músicas, que são todas instrumentais (embora hajam algumas vocalizações ao fundo, numa faixa do primeiro lado). Enquanto no lado A o clima é de um MAHAVISHNU ORCHESTRA mais complexo e versátil, nessa música está mais para o alemão PASSPORT.

A 6ª faixa subtrai considerável parte do fusion, ficando mais jazz-rock. O saxofone, presente somente aqui, é meloso e tranquilo. Com um minuto Eric deixa sua marca, mas logo volta para a mesma proposta mais “soft”, que seria um cruzamento de MILES DAVIES com PASSPORT. Mais para o final voltam a ser o ELECTROMAGNETS.

A penúltima faixa começa bem, e a partir de certo momento fica esplêndido: um belo e surpreendente piano vai costurando as harmonias, enquanto as mesmas crescem. Algumas criativas batidas em instrumentos de percussão surpreendem. Essa composição é quase tão boa quanto as do lado A.

A faixa que finaliza o LP (tem uma edição em CD com duas bônus) apresenta notas um pouco mais longas em praticamente todos os instrumentos. A banda certamente queria encerrar com uma apresentação mais lírica. Mais para o final, aumentam um pouco o passo, e vira quase uma jam-session, com a bateria e baixo fazendo a base. É uma boa composição, e Eric é o que melhor consegue desempenhar essa abordagem mais lírica.


Faixas:
01. Hawaiian Punch (6:00)
02. Motion (4:45)
03. Dry Ice (5:05)
04. Blackhole (6:51)
07. Novia Scotia (3:38)



ELOY ● Power and the Passion ● 1975

 

Artista: ELOY
País: Alemanha
Gêneros: Space Prog, Symphonic Prog
Álbum: Power and the Passion
Ano: 1975
Lançamento: Outubro
Gravadora: Harvest / EMI Electrola
Duração: 48:49

Músicos:
● Frank Bornemann: Guitarras e vocais
● Fritz Randow: Bateria, percussão, guitarra acústica e flauta
● Detlef Schwaar: Guitarras
● Luitjen Janssen: Baixo 
● Manfred Wieczorke: Teclados

Com:
● Mary Davis-Smith: Voz (faixa 3)

Apresentamos aqui o quarto disco de estúdio da banda ELOY, "Power and the Passion", um álbum conceitual que surgiu no auge do domínio Prog Rock na primeira metade dos anos 70. O conceito é  baseado na busca de uma resposta e uma viagem para uma terra mística ou o futuro, para encontrar as respostas, através de uma experiência alucinatória induzida por drogas.

A história começa com  "Introduction" que é um instrumental com órgão de catedral e flui para a proxima faixa "Journey into 1358", começando suavemente e, em seguida, o ritmo acelera com frases de órgãos rápidas e Bornemann cantando sobre ritmo de baixo.

O próximo movimento deste conjunto de músicas é "Love over Six Centuries", com acústica e vocais suaves. A faixa tem 10 minutos e uma variedade de direções/estilos; uma linha de baixo se funde com um sintetizador solando. Um diálogo  surge com uma voz feminina: "... Meu nome é Jamie e a minha história é estranha, que ainda não entendo completamente, meu pai é um cientista e ele está experimentando o tempo ...". Em seguida, o futuro, Jeanne começa a contar a sua história, sobre um homem que governa com mão de ferro e um casamento arranjado por seu pai. " ... Bem, eu vejo que nós dois temos os nossos problemas ...", observa Jamie. Em seguida, tomam alguns medicamentos juntos e Jeanne vê um pôr do sol com cores psicodélicas, e ela deixa de se preocupar. Emula uma experiência com LSD  bastante evidente.

Em  seguida vem "Mutiny", outra longa trilha de 9 minutos, com camadas de sintetizadores. Baseia-se na percussão de uma marcha e frases de órgãos maravilhosos ao longo de algumas melodias assombrosas. A música é poderosa, arrebatadora e emocional, agravado por quebras de guitarra. O ritmo muda em um tempo mais rápido - teclados impressionantes e uma guitarra estridente dominam tudo. Jamie promete proteger Jeanne sua amada, "contra as mãos de ferro que ela odiava. São apoiados por todos na cidade. Para lutar contra as leis, eles prometem defender o seu pai até o fim da luta".

Agora é a vez de "Imprisonment", uma balada triste, onde Jeanne grita de sua cela na prisão depois de ser presa. As letras são simples levando a história através das faixas mais elaboradas: ... ser preso por nenhum crime, Deus, por favor me tire daqui, você é minha única esperança neste momento. Os guardas vêm para libertá-lo e ele e começa..." "Daylight". Agora, o protagonista Jamie é libertado de seus cativos, o ritmo torna-se mais rápido novamente e a musicalidade mais brilhante, especialmente no trabalho de guitarra excepcional que intersecta solos junto ao órgão. "Thoughts Of Home" começa com Clavinet e um vocal suave expressa que ele irá mergulhar em mágica para encontrar o caminho de casa. "The Zany Magician", a dramatização de um homem mágico desagradável maníaco: "... Esqueça o que você já viu, você não vai sentir nada, você só tomará essa bebida, o seu coração vai bater, Vejo você por aí ...". Assim, o protagonista está sob o feitiço e passamos para "Back into the Present". Os sintetizadores representam a viagem de volta, em seguida um Rock brilhante vem no clímax.

Sinos badalando iniciam a peça final do quebra-cabeça, "The Bells of Notre Dame" seguem-se sintetizadores em clima onírico, suaves e tranquilos. Os vocais delicados interpretam letras enigmáticas: " ... O mundo parece começar do lado de fora do meu corpo, eu não sei o que eu sinto, nestas quatro paredes sagradas, o toque dos sinos me lembram da minha viagem através do tempo ...".

No geral, este é um álbum muito muito bom que dá dicas da direção que a banda seguiria, e o último antes que as convulsões provocassem uma nova formação altamente promissora. As composições de Bornemann podem não ganhar prêmios de originalidade, mas ele adotou, adaptou, desenvolveu e aperfeiçoou seus estilos escolhidos ao longo do tempo. "Power and Passion" está em um estágio inicial do processo de mudança e deve ser abordado com cautela por qualquer pessoa que esteja esperando viagens espaciais completas.

Faixas:
01. Introduction (1:10)
02. Jouney Into 1358 (2:56)
03. Love Over Six Centuries (10:05)
04. Mutiny (9:07)
05. Imprisonment (3:12)
06. Daylight (2:38)
07. Thoughts Of Home (1:04)
08. The Zany Magician (2:38)
09. Back Into The Present (3:07)
10. The Bells Of Notre-Dame (6:26)
Bonus track:
11. The Bells Of Notre Dame (Remix 1999) (6:26)





ESPIRITU ● Crisalida ● 1975

 

Artista: ESPIRITU
País: Argentina
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Crisalida
Ano: 1975
Duração: 41:14

Músicos:
● Fernando Bergé: vocais
● Osvaldo Favrot: guitarras acústicas de 6 e 12 cordas, guitarra elétrica e vocais
● Gustavo Fedel: piano de cauda, ​​Hammond, MiniMoog e ARP String Solina
● Claudio Martinez: baixo
● Carlos Goler: bateria e percussão

Ótimo exemplo do Prog-Rock argentino, a banda ESPIRITU "nasceu" em 1969, quando o cantor Fernando Bergé e o guitarrista Osvaldo Favrot fundaram o ONDA CORTA. Depois de muitas mudanças na formação, a banda contava com Carlos Goler na bateria, Claudio Martinez no baixo e, claro, os músicos Fernando e Osvaldo em 1972. Com seu novo nome ESPIRITU, fizeram uma série de shows em 73 e lançou um single intitulado "Soy la Noche". Foram bem recebidos e começaeam a ensaiar para o álbum de estreia e adicionaram um tecladista, primeiro David Lebon, e depois Gustavo Fedel substituindo-o. Nesta formação o ESPIRITU lançou seu primeiro álbum intitulado "Crisalida" em 1975, um belo disco de Rock sinfônico com ecos de GENESIS e YES. A banda estava no auge: boa resposta dos fãs e da imprensa e shows ao vivo espetaculares. Infelizmente Fedel decidiu deixar a banda, foi substituído por Ciro Fogliatta e estes músicos lançaram o segundo álbum intitulado "Libre y Natural". Por falta de apoio da gravadora, disputas musicais e muito estresse o ESPIRITU se desfez em 1976.

Esse seu primeiro álbum "Crisalida" é o seu melhor trabalho, que contém belas e alternadas composições com muitos ambientes mutáveis ​​(suave com o violão ao up-tempo com guitarra elétrica pesada), teclados exuberantes e algumas harmonias vocais.

A música alterna entre o mais acústico do Prog, como PFM e CELESTE, e o mais pesado e agressivo como SEMIRAMIS. "La Casa de la Mente" começa bastante eletrônica, com doses pesadas de sintetizadores de cordas e moog, até que a música comece com aquela vibração PFM. "Polijas Virtudes del Olvido" é uma peça curta com mais daquele toque italiano. Gustavo Fedel fecha a música com o mini moog antes de seguir para "Sueños Blancos, Ideas Negras". Aqui está um trabalho de guitarra realmente incrível e descontraído. Então a música fica pesada no estilo BIGLIETTO PER L'INFERNOSEMIRAMIS ou IL BALLETTO, até os vocais tendem mais para o espectro do Hard Rock aqui, não muito diferente de IL BALLETTO. "Sabios de Vida" é uma peça que alterna entre passagens mais suaves dominadas por sintetizadores de cordas e passagens de Rock. "Eterna Evidencia" é uma peça instrumental com solo de moog. "Tiempo de Ideas" continua naquele estilo italiano de Prog com um uso mais intenso dos vocais. "Hay un Mundo Cerrado Dentro Tuyo" às vezes traz à mente "And You and I" do YES, principalmente o trabalho do baixo. A versão final, "Hay un Mundo Luminoso" é basicamente duas músicas diferentes. A primeira é dominada pelo órgão hammond, com um toque quase jazzístico, enquanto a segunda metade é basicamente um tema repetido, primeiro com piano, depois sintetizador.

ESPIRITU prova que artistas Prog vindos da Argentina podem se igualar a muitos de seus colegas europeus em termos de qualidade musical e produção. Este álbum é realmente uma das melhores obras produzidas na América Latina, provando a todos que há muito mais na Argentina do que tango.

Faixas:
01. La Casa De La Mente (6:58)
02. Prolijas Virtudes Del Olivido  (2:52)
03. Suenos Blancos Ideas Negras (6:10)
04. Sabois De Vida (6:10)
05. Eterna Evidencia (Eternal Evidence) (2:59)
06. Tiempo De Ideas (Idea Of Time) (3:38)
07. Hay Un Mundo Cerrado Dentro Tuyo (4:20)
08. Hay Un Mundo Luminoso (8:07)



Antonio Carlos Jobim - Orfeu Da Conceição (1956)



Artista: Antonio Carlos Jobim
Disco: Orfeu Da Conceição
Ano: 1956
Esta edição: 2001 (Re-edição em CD no box "Como Dizia O Poeta Vinicius De Moraes")
Gravadora: Odeon (Edição original) / Universal Music (Esta re-edição)
Estilo: Música Clássica, MPB, Samba
Tempo total: 21:14

Faixas:
01. Overture - 6:47
02. Monólogo De Orfeu - 2:54
03. Um Nome De Mulher - 2:07
04. Se Todos Fossem Iguais A Você - 3:33
05. Mulher, Sempre Mulher - 1:58
06. Eu E Meu Amor - 1:43
07. Lamento No Morro - 2:09



Senha: br320


Gérson Werlang - Sistema Solar (2015)



Artista: Gérson Werlang
Disco: Sistema Solar
Ano: 2015
Esta edição: 2015 (edição original em CD)
Gravadora: Rock Symphony/Musea/Progressive Dreamland (Edição original)
Estilo: Rock Progressivo
Tempo total: 46:04

Faixas:
01. Mercúrio - 1:22
02. Netuno - 8:58
03. Marte - 0:54
04. Noites De Inverno - 3:45
05. Jupiter's Ghosts (Future News) - 0:54
06. Os Anéis De Saturno - 3:55
07. O Último Tango Em Plutão - 2:57
08. O Sol - 1:10
09. Passeio Na Serra - 3:39
10. Vênus - 3:27
11. Você Ainda Vai Precisar De Urano - 1:36
12. Transilvana (Canção Lunar) - 4:34
13. Sistema Solar - 8:49



Senha: br320

Seu Jorge - Samba Esporte Fino (2001)

 

Artista: Seu Jorge
Disco: Samba Esporte Fino
Ano: 2001
Esta edição: 2001 (Edição original em CD)
Gravadora: Regata/Universal (Edição original)
Estilo: MPB
Tempo total: 53:57


Faixas:
01. Carolina - 5:53
02. Chega No Suingue - 3:44
03. Mangueira - 4:26
04. Pequinês E Pitbull - 3:51
05. Te Queria - 4:15
06. O Samba Taí - 4:53
07. Hágua - 4:03
08. Samba Que Nem Rita À Dora - 5:06
09. Madá - 4:31
10. Funk Baby - 4:24
11. Em Nagoya Eu Vi Eriko - 4:45
12. De Alegria Raiou O Dia - 4:00



Senha: br320


HÆLOS - Full Circle (2016)

 


Falando em listas de melhores: aqui está um álbum que definitivamente estaria na minha se eu tivesse feito uma (para discos que não são de black metal) em 2016. Houve um certo revival do trip-hop naquele ano, e na minha opinião, HÆLOS foi o melhor do grupo. Canções sinceras e melancólicas com vocais duplos masculino e feminino e um som grandioso, quase pronto para arenas. Não tenho ideia de quão popular esse disco foi/é, mas sei que  Full Circle está tocando bastante por aqui desde que foi lançado, então quero garantir que todos que deveriam ouvi-lo, o façam.

Track listing:
1. Intro/Spectrum
2. Pray
3. Dust
4. Full Circle
5. Earth Not Above
6. Oracle
7. Alone
8. Separate Lives
9. Sacred
10. Cloud Nine
11. Pale





Nina Nastasia - The Blackened Air (2002)

 


Folk rock/chamber folk belíssimo e peculiar, do início dos anos 2000, época do auge do sad bastard. O álbum "The Blackened Air"  causou impacto quando foi lançado — a loja de discos onde eu trabalhava tinha várias cópias usadas —, mas não ouvia falar dele desde então. Para ser sincero, eu nem o ouvia há uns 15 anos, até outro dia, quando coloquei um CD antigo de coletâneas no carro e tocou "Ocean". Muito bom, aliás. Gravado por Steve Albini.

Track listing:
1. Run, All of You...
2. I Go with Him
3. This Is What It Is
4. Oh My Stars
5. All for You
6. So Little
7. Desert Fly
8. Ugly Face
9. In the Graveyard
10. Ocean
11. Rosemary
12. The Same Day
13. Been So Long
14. The Very Next Day
15. Little Angel
16. That's All There Is





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