domingo, 26 de abril de 2026

Inimigos Do Rei - Inimigos Do Rei (1989)

 

Artista: Inimigos Do Rei
Disco: Inimigos Do Rei
Ano: 1989
Esta edição: 1999 (Re-edição em CD na série "Autêntico")
Gravadora: Epic (Edição original) / Sony Music (Esta Re-edição)
Estilo: Pop Rock
Tempo total: 35:51

Faixas:
01. Uma Barata Chamada Kafka - 3:12
02. Jesse James - 3:59
03. Garotinha Do Front - 3:54
04. Mamãe Viajandona - 3:17
05. Apocalipse Joe - 4:04
06. Adelaide (You Be Illin) - 3:14
07. Suzy Inflável - 3:20
08. Miss Goodbar - 4:15
09. Crime - 3:05
10. São Business - 3:26



Senha: br320


Tom Zé - Tom Zé (1970)

 

Artista: Tom Zé
Disco: Tom Zé
Ano: 1970
Esta edição: 2015 (Re-edição em CD)
Gravadora: RGE (Edição original) / Mr. Bongo (Esta Re-edição)
Estilo: MPB
Tempo total: 39:00

Faixas:
01. Lá Vem A Onda - 3:05
02. Guindaste À Rigor - 2:46
03. Distância - 3:06
04. Dulcineia, Popular Brasileira - 2:24
05. Qualquer Bobagem (com Os Mutantes) - 2:52
06. O Riso E A Faca - 4:27
07. Jimmy, Renda-se - 3:41
08. Me Dá, Me Dê, Me Diz - 3:12
09. Passageiro - 3:09
10. Escolinhas De Robô - 2:33
11. Jeitinho Dela - 3:57
12. A Gravata - 3:43





Senha: br320


RUDI TCHAIKOVSKY ● The Castle's Equivalent ● 1975

 

Artista: RUDI TCHAIKOVSKY 
País: Reino Unido
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: The Castle's Equivalent 
Ano: 1975/2021
Duração: 55:30

Banda com curta duração, de 1972 a 1975, que não lançou nenhum disco de estúdio. Eles só têm esse registro, tirado de uma fita cassete gravada em um show. Embora entre 1973 e 1975 tenham feito, segundo seu site, 95 shows (o ano de 1974 foi particularmente corrido para eles, pois viajaram por muitas cidades país afora), e estivessem ganhando grande maturidade, não foi o suficiente para terem feito algum registro mais bem produzido.
As músicas que constam nesse disco carecem de uma adequada masterização e mixagem. Bem, ele inclusive foi lançado por um selo russo que também só existiu em algum período entre 2021 a 2022. Especializado em bootlegs, e que lançou somente 4 discos (incluindo esse), todos não-oficiais. A(s) fita(s) de onde foram tiradas essas músicas foram de um show em 26 de março de 1975. Foram na época registradas em 2 canais. E essa fita foi achada 38 anos depois dessa gravação. Segundo vi num comentário no discogs, parte das músicas desse trabalho já circulava nas redes virtuais antes de seu lançamento, mas com uma sonoridade bem pior do que a que consta no disco. Que eu adquiri, e não fez quase diferença nenhuma com relação a escutar no streaming, já que no encarte constam somente as letras das músicas.

Começa viajante, mas logo vira um blues-rock progressivo envolvente, com um baixo poderoso. O fraseado da guitarra é maravilhoso que vem a seguir é maravilhoso! O vocalista combina muito bem os fonemas longos com os curtos. Os teclados, que inicialmente estavam bem melodiosos, agora estão bem rítmicos e inventivos. A combinação de pratos e bumbos está excelente. Pena que a gravação está muito ruim, como aliás em todo o disco; do contrário, as partes com as espetaculares harmonias vocais com 2 ou mais vocalistas ficariam de tirar o fôlego, mais do que já o fazem nesse lançamento. Mais para o meio há uns psicodelismos nos teclados, ao mesmo tempo em que isso dialoga com o blues-rock progressivo. Várias camadas musicais para deleite do ouvinte. Pouco depois tem um interlúdio um pouco mais pesado. Daí voltam para a primeira proposta de blues-rock, mas com algumas nuances diferentes nos compassos e harmonias. Felizmente, retomando também aquelas fabulosas harmonias vocais. Na última quinta parte, a guitarra faz uns solos. Que compositores fenomenais!

Marcações aceleradas nos pratos, e um teclado robusto abrem a próxima faixa. Algumas notas psicodélicas são entregues pelo sintetizador. A guitarra completa a harmonia, enquanto o baixo ressalta a seção rítmica. Dão uma desacelerada, mas logo retomam aquela energia inicial. Há uma transição onde o baterista e baixista assumem maior liberdade. Até chegar num ponto em que somente o baterista fica em cena, seguindo assim ao ponto do baixista entrar com um looping tenebroso - e fantástico! A guitarra segue o clima, com umas notas psych-doom. A música vai crescendo tanto em densidade quanto na criatividade. O guitarrista dessa vez mostra inúmeros recursos. Cara, que lindo! Como é que uma banda dessa não conseguiu fazer um registro de estúdio?! Antes de chegar na metade ficam excepcionalmente apoteóticos. Daí voltam para um clima tenebroso mas nem tanto, se acalmando aos poucos. O vocalista enfim entra, com uma interpretação moderada, mas maviosa e precisa. De repente mudam para uns tons mais altos: que mudança inspirada! O fraseado da guitarra está ótimo, e outra coisa que me encanta neles é de como sabem dar espaço uns aos outros. Nossa, que composição rica. Passam para tons mais "solares", fazendo portanto um contraponto às partes anteriores que estavam sombrias. Tem um brevíssimo momento que parecem perder um pouco a mão, mas retomam com grandeza, e a partir daí o vocalista mostra muito alcance e firmeza. A integração entre os músicos é absurda. Incrível como se conhecem e como combinam muito bem todas as sutilezas de suas execuções. No último quinto dessa música fazem combinações esplêndidas entre as duas propostas - a solar e a tenebrosa. Todas as músicas desse disco são muito boas, mas essa se destaca ainda mais.

Uma marcação poli-rítmica abre a 3a faixa. É uma música bem alto-astral, sem muitas camadas sonoras, e em que dão bastante espaço ao vocalista, em sua primeira quarta parte. A partir daí a execução ganha mais densidade e consistência, o baixo, a bateria e os teclados crescem. Melhor dizendo, vão crescendo, mas ficam um ou dois passos prévios a uma abordagem mais intensa. Vez ou outra retomam o espírito alto-astral, mas aí ficam meio soft-fusion, com dois vocalista cantando juntos num tom mais aveludado, antes de um deles assumir uma postura mais roqueira. Que é quando voltam para o progressivo, com a guitarra quase enlouquecida, entregando várias idéias muito boas. Aos 7min, entram harmonias poli-vocais complexas, para emendar com aquela proposta inicial menos complexa. Vai se dando uma alternância entre partes mais complexas, com partes mais alto-astral. No final, sem pressa, dão uma amarrada bem feita nos vocais.

O início da próxima traz um swing gostoso. Está mais para um art-rock, com levadas blues, principalmente nos teclados e bateria. Que vez ou outra é assumido pelo vocalista. Mas não fique com isso achando, leitor(a), que a execução é pobre. Nada disso, eles vão alternando com algumas propostas sinfônicas sutis, e um pouco de jazz-fusion também. A guitarra faz alguns solos. Fica claro, nessa música, que o vocalista assume parte da seção rítmica, pelo modo como vai marcando as palavras e fonemas. Em parte do final tem umas pegadas meio hard-rock, e o vocalista (diga-se de passagem, com uma versatilidade impressionante) está de acordo.

E agora chegamos na última faixa, que é introduzida com um heavy-prog. Onde todos os músicos estão firmes. Pouco depois um teclado levemente psicodélico, com uma guitarra bem interessante, entregando notas meio aleatórias, muit bem por sinal. Essa música tem umas vocalizações, algo que não apareceu nas outras faixas. Voltam para o heavy-prog, mas mesclando-o com progressivo sinfônico, e até um pouco de blues em algumas curtas partes. O guitarrista consegue encontrar espaço para umas invenções tanto divertidas quanto estelares. A música em alguns momentos quase chega a ficar repetitiva, pois não há muita diversidade nos detalhes dos vocais e das seções rítmicas. De qualquer modo, alguns arranjos muito bacanas nos sintetizadores e guitarra garantem uma boa diversão. Entre 9 e 12min tem um solo de bateria; até que é bem realizado, mas eu tenho muitas restrições pessoais com solos desse instrumento, pois acho muito difícil diferenciar onde está(ão) o(s) ritmo(s), e onde está(ão) a(s) melodia(s). No final há uma apresentação dos músicos. O baixo está matador nessa ocasião.

Faixas:
01 Yachting On The Niagara (9:14)
02 Comet By Day (16:14)
03 The Castle's Equivalent (10:01)
04 Xanadu D'Ath (6:13)
05 Smokescreen (13:46)

Músicos (houveram algumas mudanças no line-up do grupo, em todos os poucos anos de sua duração. essa formação abaixo é a última, e suponho que tenha sido aquela que realizou o show de onde essas músicas foram gravadas):
- Mike Norton: guitarra
- Terry Cooke: vocais
- Mo Bacon: bateria
- Paul Lilly: baixo e vocais
- Joe Jacobs: teclados e vocais


DALTON ● Argitary ● 1975

 

Artista: DALTON
País: Itália
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Argitary
Ano: 1975
Duração: 35:09

Músicos:
● Aronne Cereda: violão, guitarra elétricae voz principal
● Giancarlo Brambilla: órgão, piano, moog e mellotron
● Tati Locatelli: bateria e percussão
● Rino Lamonta: baixo elétrico

Com:
● Alex Chiesa: flauta e segunda voz
● Massimo Moretti: segunda voz

Bem diferente de seu álbum de estréia, o DALTON apresenta em "Argitary" apresenta um novo som, com apenas duas músicas de Prog Sinfônico e o resto do álbum indo mais para o lado Folk Rock. É um bom álbum com ótimos vocais, violões, flautas, teclados e seção rítmica descontraída. A maioria das faixas são suaves com apenas alguns Rocks. As músicas mais pesadas têm quase uma sensação de JETHRO TULL. Existe até um cover de "Blowin in the Wind" de Dylan aqui com letras diferentes escritas por Mogol.

Uma observação importante: este álbum foi feito enquanto a banda estava se desfazendo e o flautista já havia saído. Assim, a versão original em vinil do álbum estava aparentemente faltando algumas das partes da flauta, uma parte muito importante deste álbum, e também havia outros problemas sérios relacionados à produção/mixagem. Assim, o álbum original foi um desastre e foi criticado de acordo. A nova reedição do CD corrigiu os problemas de produção, e o flautista original completou as partes da flauta que faltavam e as adicionou a este lançamento. Portanto, a nova versão é a música do jeito que originalmente deveria ser ouvida.

A reedição do Vinyl Magic é uma beleza como sempre, com uma capa de mini-LP gatefold bem pesada e linda, bom som e um excelente encarte com fotos, letras e uma história da banda. É um álbum muito interessante e único que vale a pena para os fãs de Prog italiano e para os fãs de bandas de Folk Rock. Quatro faixas bônus também estão incluídas.

Faixas:
01. L'Impossibile è Possibile (3:00)
02. Hai Visto Il Sole? (3:37)
03. Ho Ritrovato La Mia Donna (3:37)
04. Argitari (3:36)
05. La Risposta (4:17)
06. Visione Di Una Notte D'Estate (4:45)
07. Odiarti No (4:28)
08. La Forza Di Dio (4:07)
09. Il Vuoto (3:47)



DELIRED CAMELEON FAMILY ● Delired Cameleon Family [Visa De Censure N°X (OST)] ● 1975

 

Artista: DELIRED CHAMELON FAMILY
País: França
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Delired Cameleon Family [Visa De Censure N°X (OST)]
Ano: 1975
Duração: 48:06

Músicos:
● Cyrille Verdeaux: piano de cauda, ​​piano eletrônico, órgão, harpa, glockenspiel e percussão

Com:
● Jean-Claude d'Agostini: guitarra solo e baixo
● Ivan Coaquette: guitarra e piano eletrônico
● Christian Boulé: guitarra
● Tim Blake: Tambura
● Antoine Duvernet: sax alto e percussão
● François Jeanneau: sax soprano e sintetizador ARP 2600
● Ariel Kalma: sax tenor
● Joël Dugrenot: baixo e coro vocal
● Jano Padovani: bateria e tabla, percussão
● Gilbert Artman: percussão e vibrações
● Valérie Lagrange: vocal
● Olivier Pamela: coro vocal
● Aude Cornillac: voz

Pouco antes de "Forever Blowing Bbubbles", o CLEARLIGHT provou que estava no curso "cósmico" lançando "Delired Cameleon Family". um álbum de Rock sinfônico que na verdade é  trilha sonora para o filme "Visa de Censure" de Pierre Clementi. A música é a síntese da técnica do piano, com escalas épicas, sons psicodélicos de guitarra wha wha, ritmos eletrônicos cósmicos e arranjos de máquinas moleculares. 

A faixa de abertura é uma jornada "oriental", começando com uma atmosfera trance rítmica profunda, incluindo tabla/cítara combinada com solos de guitarra de Rock espacial, vozes eletrônicas e manipulações. "Weird Caravan" é uma peça triste e melancólica para piano com vozes humanas atmosféricas. Muito lindo e etéreo. Infelizmente, a música maravilhosa que deu início ao álbum desaparece imediatamente com o pop desleixado, ridículo e pseudo-romântico "la fin du début". "Le bouf" é uma melodia jazzística dinâmica com duetos técnicos de guitarra/sax soprano. Há um bom sabor "ácido" nesta composição. "Ananta" representa a melhor melodia com a abertura. Uma dança psicodélica estranha e louca misturando solos de piano/sax/guitarra. Essa melodia cresce lentamente em você até o final do álbum.

Faixas:
01. Raganesh (6:45)
02. Weird Ceremony (4:21)
03. La Fin Du Debut (5:05)
04. Le Boeuf (8:37)
05. Novavanna (13:36)
06. Ananta (9:42)


DRUGI NAČIN ● Drugi Način ● 1975

 

Artista: DRUGI NAČIN
País: Iugoslávia
Gêneros: Eclectic Prog, Heavy Prog
Álbum: Drugi Način
Ano: 1975
Duração: 34:18

Músicos:
● Ismet Kurtović: Flauta, violão, violão acústico e vocais
● Halil Mekić: Guitarra e vocal
● Branko Požgajec: Vocal, órgão, flauta e piano
● Željko Mikulčić: Baixo e vocal
● Boris Turina: Bateria, percussão e vocais

DRUGI NAčIN é um dos pesos pesados ​​da cena Yugo-Rock dos anos 1970. Muitas vezes descritos como uma sonoridade mesclada de JETHRO TULL e DEEP PURPLE, possuem um estilo mais voltado para o Rock e nem tanto Prog. Seguem uma veia com teclados/guitarras obscuras e uma flauta selvagem, respectivamente, porém são mais Hard Rock do que Progressivo, não indo tão longe em experimentações quanto TULL ou PURPLE faziam. Este álbum foi gravado em 22 horas, uma prova de como as bandas de Rock costumavam trabalhar.

O álbum começa com "Opet" e "Carstvo Samoce", que soam como um par de demos do FOGHAT. Mas a terceira faixa "Na Mom Dlanu" chega a quase 12 minutos e é aqui que DRUGI NAčIN ganha vida na uma perspectiva do fã de Prog Rock. Começando lentamente com um humor sombrio e reflexivo. O ritmo se mantém lento até que os solos da guitarra comecem e depois aumentem um pouco na sutileza. O clima das notas e curvas sugere tristeza e saudade. Eles tocam com muito sentimento. "Lile Su Kise" começa com uma tempestade e música acústica com flauta. A bateria e o órgão muito leves complementam o vocal melancólico e a flauta nesta faixa suave, um dos melhores momentos do álbum. "Zuti List" começa com flauta e baixo criando uma bela melodia com uma batida simples de bateria. "Stari Grad" é ​​a última faixa com sinos tocando e uma bela linha de baixo e flauta. O disco é uma experiência decente de Hard Rock trazendo os sabores do Yugo-Rock.

Faixas:
01. Opet
02. Carstvo samoce
03. Na Mom Dlanu
04. Lile Su Kise
05. Zuti list
06. Stari Grad




DRUID ● Toward The Sun ● 1975

 

Artista: DRUID
País: Reino Unido
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Toward the Sun
Ano: 1975
Duração: 47:32

Músicos:
● Neil Brewer: baixo
● Dane: guitarra e vocais
● Andrew McCrorie-Shand: teclados
● Cedric Sharpley: bateria e percussão

DRUID foi uma banda que surgiu de um trio chamado MAGGOT, de 1970, que incorporou um tecladista e tornou-se DRUID, gravando "Toward the Sun" em 1975 e "Fluid" em 1976.

disco é um progressivo sinfônico muito bem feito com influencias de YES GENESIS, utilizando instrumentação analógica de sintetizadores; (Moogs, e Hammond) e mesmo ouvindo o formato digital é possível identificar claramente o timbre peculiar do baixo Rickenbaker e a influencia de Cris Squire no baixista. As melodias são muito bonitas e as vozes em falsete são excelentes assim como o vocal doce e com timbragem lembrando Jon Anderson.

Todas as faixas do disco são boas, destacando-se "Red Carpet for an Autumn", cujo final parece muito com o GENESIS (a identificação é instantânea!) enquanto que "Shangri-la" parece muito YES. Ambas têm influencias Folk marcantes e o disco não têm pegadas hard ou mais pesadas e os músicos são excelentes. Um detalhe interessante. É um disco onde predominam harmonias e não solos.

Faixas:
01. Voices (8:14)
02. Remembering (5:24)
03. Theme (5:26)
04. Toward the Sun (5:08)
05. Red Carpet for an Autumn (3:09)
06. Dawn of Evening (10:03)
07. Shangri-La (10:08)



Mayra Andrade – Navegar (2006)

 

Mayra Andrade personifica uma mistura de culturas que se tornou um estilo de vida: nascida em Cuba, filha de pais cabo-verdianos, cresceu no Senegal, Angola, Alemanha e Cabo Verde, e vive em Paris desde 2002. Seu álbum de estreia, Navega (2006), foi disco de ouro em Portugal, ganhou o Prêmio da Crítica Alemã na Alemanha e foi nomeada Artista Revelação no prêmio BBC Radio 3 de Música do Mundo em 2008.
Com Navega , ela se consolidou como um dos talentos musicais mais promissores de Cabo Verde, dando continuidade ao legado de grandes vozes como a de Cesária Évora. Sua voz calorosa e rica permite que ela transite sem esforço da morna ao funaná e da coladeira ao batuque, sempre adicionando seu toque pessoal de jazz. O álbum de estreia de sucesso de Mayra Andrade incorpora quatro canções de Orlando Pantera (compositor que modernizou os ritmos africanos de Cabo Verde antes de seu falecimento precoce em 2001) e também a apresenta como uma compositora em ascensão.

Produzido por Jacques Ehrhart, Mayra conta com a participação de diversos artistas radicados em Paris: o baixista camaronês Etienne Mbappé, o percussionista brasileiro Zé Luis Nascimento, o guitarrista compatriota Kim Alves, o virtuoso brasileiro do bandolim Hamilton de Holanda, o acordeonista malgaxe Régis Gizavo, o violoncelista Vincent Segal e os guitarristas brasileiros Tarcisio Gondim e Nelson Ferreira. Uma
cultura afro-americana reconectando-se com suas origens, sua música soa como uma declaração de amor às suas raízes insulares, explorando a ampla gama de estilos nativos de Cabo Verde.


track list :
01. Dimokránsa
02. Lapidu na bo
03. Mana
04. Tunuka
05. Comme s´il en pleuvait
06. Nha sibitchi
07. Lua
08. Navega
09. Poc li denté é tcheu
10. Dispidida
11. Nha Nobréza
12. Regasu





Taksim Trio - Taksim Trio (2007)

 

O Taksim Trio é um exemplo sublime do que acontece quando três dos mais admirados mestres instrumentistas da Turquia se unem e se fundem. O Taksim Trio é composto por Hüsnü Şenlendirici no clarinete e duduk, Ismail Tunçbilek no bağlama e Aytaç Doğan no kanun.
Aytaç Doğan possui um estilo musical único e profundamente visceral ao tocar kanun. Doğan adquiriu uma experiência incomparável na indústria musical, trabalhando como músico de estúdio para alguns dos artistas mais famosos da Turquia, incluindo Ibrahim Tatlıses, um ícone da música turca. Ao contrário de seus colegas, que tocam o kanun em um estilo clássico turco tradicional, as influências do jazz, blues, música latina e cigana moldam a abordagem de Doğan ao instrumento.
Por sua vez, o virtuoso do clarinete Mustafa Kandıralı já apontou Hüsnü Şenlendirici como seu sucessor e embaixador do clarinete turco. Şenlendirici tocou com quase todas as lendas da história da música popular turca. No final da década de 1990, fundou sua própria banda, Laço Tayfa, que, juntamente com o The Brooklyn Funk Essentials, gravou um álbum com interpretações de melodias tradicionais turcas com uma abordagem funk e acid jazz. Em 2005, Hüsnü Şenlendirici lançou seu primeiro álbum solo, Hüsn-Ü Klarnet (A Alegria do Clarinete), uma joia que instantaneamente se tornou um clássico, um disco instrumental de primeira linha.
Elogiado por sua personalidade cativante, habilidade técnica e criatividade, Ismail Tunçbilek é a espinha dorsal do Taksim Trio. Em 1998, acompanhou Aytaç Doğan e Mısırlı Ahmet em turnê pelo Cairo, onde teve a oportunidade de se conectar com renomados compositores do Oriente Médio, como Ömer Hayrat, Emir Abdul Megect e Tarik Akif Yahya, e de se apresentar em concertos em parceria com a Orquestra Filarmônica Egípcia. Em 2000, viajou de Israel para a Espanha para explorar novos sons, e suas apresentações solo o ajudaram a ganhar reconhecimento e convites para acompanhar mestres como o guitarrista Paco de Lucía, o saxofonista Jorge Pardo e o baixista Carles Benavent.
Talvez sejam esses os motivos pelos quais o Taksim Trio seja o veículo perfeito para esses virtuosos demonstrarem sua maior força: uma compreensão inata de seus instrumentos, que se revela por meio de suas improvisações inventivas, ou "taksims". Sua música carrega uma marca distintiva, mesclando diversos estilos musicais (arabesco, jazz e música clássica otomana). Com o Taksim TrioAs personalidades fortes dos seus membros e as suas incríveis improvisações transportam o ouvinte para o coração de Istambul. Para o Taksim Trio a música é sagrada e isso fica bem evidente neste álbum, destinado a se tornar um clássico atemporal.

Aytaç Doğan: cordas (kanun)
Ismail Tunçbilek: bağlama (acústico e elétrico)
Hüsnü Şenlendirici: clarinete, sopros (duduk)

Lista de faixas :
01. Biçare.
02. Gozüm.
03. Baglama solo.
04. Derdin ne.
05. Güle yel değdi.
06. Solo de clarinete.
07. Gitti de giti.
08. Kanun sozinho.
09. Belalim.
10. Use oyun havasi.
11. Muhayyer kürdi saz semaisi.





Destaque

Guess Who - American Woman 1970

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