segunda-feira, 27 de abril de 2026

The Bells – Stay Awhile (LP 1971)



 


The Bells – Stay Awhile (LP Polydor – 24-4510, 1971).
Produtor: Cliff Edwards.
Género: Pop/Rock, Soft Rock.


"Stay Awhile" é uma canção escrita por Ken Tobias, que foi um single de sucesso internacional para a banda The Bells em 1971, tendo dado o título ao álbum que aqui apresentamos. A canção é um dueto de Jackie Ralph com Cliff Edwards, vendeu quatro milhões de cópias e alcançou o primeiro lugar no Canadá no Top Singles Chart RPM 100, em 10 de abril de 1971 e aí permaneceu durante duas semanas. Também foi o seu único sucesso no Top 40 nos Estados Unidos, alcançando a 7ª posição na Billboard Hot 100. O sucesso levou o grupo a ser convidado apresentar-se no The Tonight Show em junho de 1971 e no The Merv Griffin Show.


The Bells foi uma banda de pop/rock canadiana em actividade desde 1964 a 1973, formada em Montreal, Quebec/Canadá, em 1964, como The Five Bells. Os membros originais eram os irmãos sul-africanos Anne e Jackie Ralph, bem como Cliff Edwards, Doug Gravelle e Gordon McLeod.
Cliff Edwards e Anne Ralph casaram em 1967. O grupo desfez-se em 1969, mas Cliff Edwards reorganizou-o sob o novo nome de The Bells, em 1970, com Jacki Ralph, Gravelle, Frank Mills (teclados), Charlie Clark (guitarra) e Michael Waye (baixo). A banda separou-se definitivamente quando Cliff Edwards partiu para uma carreira solo, em 1973.


Faixas/Tracklist:

A1 - Fly Little White Dove, Fly (Butler, Bilyk) 5:08
A2 - Moody Manitoba Morning (Rick Neufeld) 2:50
A3 - Yesterday Will Never Come Again (Butler, Bilyk) 3:20
A4 - I Can Make It With You (Chip Taylor) 2:40
A5 - I'm Gonna Get Out (Butler, Bilyk) 3:04
B1 - Proud Mary (Fogerty) 4:25
B2 - Stay Awhile (K. Tobias) 3:15
B3 - Maxwell's Silver Hammer (Lennon, McCartney) 3:32
B4 – Rain (J. Feliciano, H. Feliciano) 2:55
B5 - Sing a Song of Freedom (Darin) 3:46

Músicos/Personnel:

Jackie “Jacki” Ralph – Vocalista
Cliff Edwards – Vocalista, Harmónica
Charlie Clark – Guitarra
Mike Waye – Baixo
Frank Mills – Piano
Doug Gravelle – Bateria
The Bells – Arranjos.





The Guess Who – Wheatfield Soul (LP 1969)



 



The Guess Who – Wheatfield Soul (LP RCA Victor – LSP-4141, Março de 1969).
Produtor: Jack Richardson.
Género: Pop Rock, Rock Psicadélico.


Wheatfield Soul” é o quarto álbum de estúdio da banda de rock canadiana The Guess Who, gravado em Setembro de 1968 nos A & R Studios, New York/EUA e lançado em Março de 1969, através do selo RCA Victor. O LP é notável por ser o primeiro álbum completo dos Guess Who a apresentar Burton Cummings exclusivamente na voz principal, sem o vocalista original Chad Allan. O disco inclui o sucesso top 10 dos EUA "These Eyes", que marcou o início do êxito internacional da banda. “Wheatfield Soul” é o primeiro LP psicadélico do grupo que também nos mostra a influência do pop/rock britânico. The Guess Who é uma banda de rock do Canadá, formada em 1962 em Winnipeg. Foi o primeiro grupo canadiano a ter uma canção no topo da parada musical dos Estados Unidos, obtendo vários sucessos no final da década de 60, como "American Woman", "These Eyes" e "Share the Land". A banda está em actividade desde 1965 a 1975, e de 1977 até ao presente. Mais informação sobre esta banda, já se encontra inserida neste blog.


Faixas/Tracklist:

A1 These Eyes (Bachman, Cummings) 3:45
A2 Pink Wine Sparkles In The Glass (Bachman, Cummings) 2:13
A3 I Found Her In a Star (Cummings) 2:36
A4 Friends Of Mine (Bachman, Cummings) 10:03
B1 When You Touch Me (Bachman, Cummings, Matheson) 3:38
B2 A Wednesday In Your Garden (Bachman) 3:20
B3 Lightfoot (Bachman, Cummings, Matheson) 3:07
B4 Love and a Yellow Rose (Bachman, Cummings) 5:05
B5 Maple Fudge (Bachman, Cummings) 1:52
B6 We're Coming To Dinner (Bachman, Cummings) 2:43

Músicos / Musicians:

Vocalista, Teclados, Guitarra Ritmo, Flauta - Burton Cummings
Guitarra Solo, Cítara – Randy Bachman
Guitarra Baixo, Segunda Voz - Jim Kale
Bateria, Percussão, Tabla – Garry Peterson






Buffy Sainte-Marie – Illuminations (LP 1969)


 


Buffy Sainte-Marie – Illuminations (LP Vanguard – VSD-79300, 1969).
Produção: Maynard Solomon, Mark Roth.
Género: Rock Psicadélico, Freak Folk, Country, Experimental.


Illuminations” é o sexto álbum de estúdio da cantora e compositora canadiana Buffy Sainte-Marie, gravado em 1969 nos Electronic Music Studios da Universidade Estadual de Nova York, Albany, Nova York e lançado no mesmo ano através do selo Vanguard Records. É considerado o melhor álbum da cantora e o mais experimental. Buffy apresenta neste LP um trabalho mais ambicioso, o primeiro com a voz processada através de um sintetizador Buchla 100, bem como o primeiro álbum gravado usando tecnologia quadrifónica, “Illuminations” é uma obra-prima “folk cósmica” inovadora, que mais tarde influenciaria os géneros gótico e psicadélico. “God is Alive, Magic is Afoot”, canção escrita por Leonard Cohen, abre o álbum e apresenta perfeitamente o mundo místico de Saint-Marie. “Illuminations” tem um som completamente diferente de tudo o que a cantora havia feito anteriormente. A partir da voz (destacar o trémulo) e da guitarra, Sainte-Marie e o produtor Maynard Solomon usaram sintetizadores eletrónicos para criar uma sonoridade que era muito mais música experimental do que folk. A publicação Pitchfork classificou o disco como o 66º melhor álbum da década de 60.
Buffy Sainte-Marie, nome artístico de Beverly Sainte-Marie, nascida na reserva indígena Cree Piapot no Qu'Appelle Valley, Saskatchewan, Canadá, em 20 de fevereiro de 1941, é uma cantora canadiana, musicista, artista visual, pacifista, educadora, activista social e filantropa. Sendo autodidata, as suas canções de protesto, geralmente são centradas no tema dos direitos dos índios. A sua música geralmente pode ser categorizada como folk e tradicional, embora ela tenha gravado um álbum predominantemente country, “I'm Gonna Be a Country Girl Again”, em Nashville. Buffy ganhou um Oscar por co-escrever a canção "Up Where We Belong" para o filme "Officer and a Gentleman". Em 1999 recebeu uma estrela na Calçada da Fama do Canadá em Toronto. Buffy encontra-se em actividade desde 1953 até ao presente.


Faixas/Tracklist:

A1 - God Is Alive, Magic Is Afoot (Buffy Sainte-Marie, Leonard Cohen) 4:40
A2 – Mary (Buffy Sainte-Marie) 1:26
A3 - Better To Find Out For Yourself (Buffy Sainte-Marie) 2:12
A4 - The Vampire (Buffy Sainte-Marie) 2:05
A5 – Adam (Richie Havens) 4:50
A6 - The Dream Tree (Buffy Sainte-Marie) 2:35
B1 - Suffer The Little Children (Buffy Sainte-Marie) 3:15
B2 - The Angel (Ed Freeman) 3:30
B3 - With You, Honey (Buffy Sainte-Marie) 1:45
B4 - Guess Who I Saw In Paris (Buffy Sainte-Marie) 2:25
B5 - He's a Keeper of the Fire (Buffy Sainte-Marie) 3:20
B6 – Poppies (Buffy Sainte-Marie) 3:10

Músicos / Musicians:

Buffy Sainte Marie – Voz, Guitarra
John Craviotto - Bateria
Bob Bozina – Guitarra Solo
Rick Oxendine – Baixo
Peter Schickele – Arranjos





Sweeney Todd – Sweeney Todd (LP 1975 / Canada)





Sweeney Todd – Sweeney Todd (LP London Records – PS. 664, 1975 / Canada).
Produtor – Martin Shaer.
Género: Hard Rock, Glam Rock.



Sweeney Todd” é o álbum de estúdio de estreia da banda de glam rock canadiana Sweeney Todd, gravado nos Timbre One Sound Studios Ltd. e lançado através do selo London Records, em 1975. O single "Roxy Roller" alcançou o primeiro lugar na tabela nacional de singles da RPM em 26 de junho de 1976, e manteve essa posição durante três semanas.
Sweeney Todd é uma banda canadiana, formada em Vancouver, British Columbia/Canada, originalmente composta pelo vocalista Nick Gilder, o guitarrista James McCulloch, o baixista Budd Marr, o teclista Dan Gaudin e o baterista John Booth. O single, "Roxy Roller venceu o prémio Juno para a banda. Gilder e McCulloch abandonaram posteriormente o grupo para seguir uma carreira a solo. Mais tarde, ambos regressaram ao conjunto. Clark Perry foi contratado para substituir Gilder na voz, e Skip Prest substituiu McCulloch na guitarra. Perry não resultou, e foi substituído em poucos meses por Bryan Adams, então com 15 anos. A nova formação gravou o segundo álbum de Sweeney Todd, "If Wishes Were Horses”. Adams abandonou a banda passado menos de um ano. O grupo tentou continuar com Chris Booth na voz (e Grant Gislason substituindo Prest em 1978), mas separou-se antes de gravar qualquer outro álbum. A banda reuniu-se em 2000. Está em actividade de 1975 a 1978 e de 2000 até ao presente


Faixas / Tracklist:

A1 - Roxy Roller (J. McCulloch, N. Gilder)  3:49
A2 - Broadway Boogie (J. McCulloch, N. Gilder)  2:58
A3 - Juicy Loose (J. McCulloch, N. Gilder)  2:56
A4 - Short Distance Long Journey (J. McCulloch, N. Gilder)  2:48
A5 - The Kilt (Instrumental) (J. McCulloch, D. Gaudin)  4:26
B1 - Rock 'N' Roll Story (J. McCulloch, N. Gilder)  3:57
B2 - Sweeney Todd Folder (J. McCulloch, N. Gilder)  3:29
B3 - See What We're Doing Now (J. McCulloch, N. Gilder)  3:21
B4 - Day Dreams (J. McCulloch, N. Gilder)  2:29
B5 - Rue De Chance (J. McCulloch, N. Gilder)  3:07
B6 - Let's All Do It Again (J. McCulloch, N. Gilder)  4:24

Músicos / Musicians:

Nick Gilder: vocalista
James “Jim” McCulloch: guitarra
Dan Gaudin: teclados, sintetizador
Budd Marr: baixo
John Booth: bateria





Friko - Something Worth Waiting For (2026)

Como descrever Friko para alguém que nunca os ouviu? Hmm. Eles são uma banda de indie rock que soa como sucessora dos grandes nomes do indie dos anos 90 e 2000, como Modest Mouse e Arcade Fire. Suas influências são evidentes, mas são variadas o suficiente para ser difícil defini-las com precisão. O segredo está no vocalista Niko Kapetan, cuja voz eu descreveria como uma versão moderna dos trejeitos vocais de Conor Oberst ou Isaac Brock.

Quando ouvi seu álbum de estreia de 2023, Where We've Been, Where We Go From Here, percebi que eles tinham um grande potencial. O álbum tinha algumas faixas fantásticas, mas, na época, sua fiel recriação do indie rock clássico não era tão interessante quanto a de outras bandas modernas com abordagens mais ousadas para o gênero, como Black Country, New Road ou até mesmo Geese, mais recentemente.

Mesmo assim, todos os elementos para uma banda de primeira linha estavam lá. Eu esperava que eles crescessem e melhorassem a cada álbum. Para minha surpresa, parece que eles pularam tudo isso e simplesmente avançaram para o lançamento casual de um dos álbuns de indie rock mais impressionantes que já ouvi.

Something Worth Waiting For definitivamente ainda existe no mesmo universo de Where We've Been . Mas é uma melhoria astronômica em quase todos os aspectos. Niko está significativamente mais confiante e enérgico desta vez, arriscando muito mais com seus vocais. Ele tem alcance vocal suficiente para soar fofo com os latidos de cachorrinho em "Still Around" e consegue gritos poderosos na faixa-título. Na minimalista faixa de abertura "Guess", ele prende sua atenção com a gravidade de um Jeff Mangum.

Desta vez, embora as influências musicais ainda sejam claramente identificáveis, elas são muito mais coloridas. O tema principal que percebo é o estilo de rock alternativo de Radiohead e Modest Mouse, com apenas um toque da sonoridade e composição dos cantores e compositores dos anos 70.

O álbum também flui incrivelmente bem e parece muito mais coeso do que o álbum de estreia. Normalmente não costumo analisar faixa por faixa, mas aqui parece errado não fazer isso.

Guess" abre o álbum de forma intimista, apenas com violão e uma performance vocal impressionante que transmite a mensagem principal. Não me faça escolher entre rir ou chorar, otimismo e cinismo, porque o mundo está tão sombrio que escolher a felicidade parece errado. São as duas forças te dilacerando por todos os lados, e Niko canta com um desespero incrivelmente honesto.

A banda te recompensa por aguentar a intensidade da faixa de abertura com o pop eufórico e vibrante de " Still Around ". Ouço um pouco de The Killers aqui e um pouco de britpop ali, com letras que buscam, otimistas, um lado positivo. Tem um refrão muito cativante e uma ponte e coda para cantar junto, que com certeza vão bombar nas apresentações ao vivo.

Considero " Choo Choo " a peça central do álbum, e talvez sua melhor faixa. As letras de Niko sempre expressaram uma inquietação que, a meu ver, é exemplificada da melhor forma aqui. Estar preso em um lugar e querer fugir. Pegar o trem o mais longe possível. O refrão "choo choo" soa místico, usando esse jogo de palavras infantil como um encantamento mágico. Eu particularmente adoro a performance incrivelmente precisa e elástica. A banda brinca com o ritmo, culminando em um final grandioso onde quase consigo visualizar o trem desgovernado em alta velocidade, com seu ritmo crescente e guitarras ruidosas e caóticas.

Alice " oferece um respiro do rock pesado das duas faixas anteriores com uma balada pop rock emocionante. Friko fez algo semelhante com a sequência das faixas em seu primeiro álbum, e esses momentos mais contidos eram as partes menos interessantes daquele disco. Mas esta faixa quebra essa tendência com uma excelente construção instrumental que culmina em um clímax espetacular. Eles simplesmente usam pianos e "na-na-nahs" em vez de guitarras estridentes e gritos. A referência a Alice no País das Maravilhas também cria uma atmosfera realmente encantadora.

Certainty " mostra o Friko se entregando a outra balada, desta vez uma canção pop de câmara barroca peculiar com um arranjo orquestral exuberante. Pense em "She's Leaving Home" dos Beatles. Parece uma mudança estranha na sequência do disco, mas a execução é tão boa que é difícil criticá-la muito, e funciona bem como um interlúdio no meio do álbum.

Hot Air Balloon " reinicia as coisas com uma faixa de jangle pop mais urgente. Retornamos aos temas de inquietação e desejo de fuga, vendo um balão de ar quente como a fuga dos problemas do mundo. Tem um refrão muito cativante para cantar junto que, tenho certeza, fará desta uma das favoritas do público.

Seven Degrees " surpreende novamente, começando apenas com voz e violão. Mas logo, mais vocais são adicionados, e então a banda entra para dar um final satisfatório. Esta é uma canção emocionante para cantar junto, que explora o tema dos seis graus de separação, adicionando apenas mais um grau representando a única pessoa que eles não conseguem encontrar. Sua alma despedaçada. A melodia pop realmente esconde a devastação em sua letra, agarrando-se desesperadamente à esperança de encontrar aquela pessoa, aquela coisa que te fará feliz.

O clímax do álbum chega em " Something Worth Waiting For"."que começa novamente apenas com violão e voz, e tem dois crescendos notáveis. Primeiro explode em um solo de guitarra estrondoso e cacofônico antes de recuar e começar sua construção uma segunda vez. Mas na segunda vez, explode em uma seção ainda mais alta, tão esmagadoramente alta e abrasiva que se aproxima do noise rock. É ótimo. Liricamente, faz referência a vários temas do primeiro álbum deles, de músicas como "Statues" e "Where We've Been".

Dear Bicycle " encerra o álbum com uma balada slowcore noturna. Pode parecer uma escolha surpreendente na primeira audição, mas tematicamente é uma ótima maneira de terminar. É como o brilho residual após o crescendo intenso da faixa anterior. Eles criam uma textura bela e suave que te conduz para fora do álbum. A música usa a imagem de uma bicicleta velha e enferrujada escondida no fundo de um galpão como uma representação de uma pessoa, clamando por renovação e renascimento. As palavras finais também são impactantes. Friko já passou dois ciclos de álbuns refletindo sobre temas espaciais, "onde estamos" e "onde estivemos". Mas "Dear Bicycle" aponta para frente, implorando para que você não se esqueça de "onde você ainda vai chegar". É um final incrivelmente esperançoso, satisfatório e que fecha o ciclo.

Muitas bandas tentam alcançar esse som. Mas Friko está realmente em outro nível. A composição e o lirismo transcendentes, as performances cruas e energéticas, tudo é excelente. Eles não escondem sua essência. Sem dúvida, eles têm influências, mas certamente canalizam o melhor das bandas do passado que inspiram sua música. Se isso é o que o Friko consegue alcançar tão cedo na carreira, estou ansioso para ver aonde eles chegarão.


TOMORA - Come Closer (2026)

Come Closer (2026)
Colaborações musicais improváveis ​​podem, por vezes, ser as surpresas mais agradáveis, e no caso do supergrupo de música eletrónica “TOMORA”, dois artistas de mundos completamente diferentes unem-se para criar música de dança envolvente. Depois de se apresentarem em vários festivais, as identidades do “TOMORA” permaneceram um mistério até ao anúncio oficial do grupo no final de 2025. A dupla é formada por Tom Rowlands, do icónico duo de música eletrónica “The Chemical Brothers”, e pela cantora e compositora norueguesa Aurora Aksnes. Juntos, lançaram o seu álbum de estreia “COME CLOSER”, que contém faixas irresistíveis. A fusão dos estilos distintos da dupla funciona muito bem. A contribuição de Tom Rowlands é notória, incorporando elementos de Big Beat, Techno e Breakbeat, géneros frequentemente associados ao “The Chemical Brothers”, e combina-se de forma inteligente com o Art-Pop etéreo de Aurora, criando uma atmosfera cinematográfica e dramaticamente bela que nos faz dançar até cansar. No entanto, com 55 minutos de duração, este álbum poderia ter sido um lançamento mais sólido se tivesse sido mais conciso. Nem todas as músicas funcionam. O álbum atinge seu ápice quando as faixas mais energéticas e animadas chegam. “RING THE ALARM” é um hino estrondoso que ataca o ouvinte sem piedade com uma intensidade irritante, porém bastante cativante; “SOMEWHERE ELSE” é uma música dançante e eufórica que gruda na cabeça; e “I DRINK THE LIGHT” é uma canção onírica que soa como se tivesse saído diretamente do final dos anos 90 ou início dos anos 2000. Mas as faixas mais lentas são um pouco monótonas e sem imaginação, e quando a empolgação passa, a decepção é grande. O que é frustrante, porque a dupla é capaz de criar uma boa música mais lenta. “A BOY LIKE YOU” é uma faixa de trip-hop assombrosa e melancólica que definitivamente precisa estar em um filme ou trailer, mas a maioria das faixas mais lentas do álbum carece desse estilo envolvente. Este álbum não é perfeito, mas tem mais pontos positivos do que negativos, e é sempre uma experiência agradável quando dois mundos se encontram de uma forma que funciona.


Good Tiger - The Most Negative Day of the Year (2026)

Considerações: Sim, estou muito feliz com o retorno do Good Tiger. Elliot Coleman continua com uma voz aguda única e essa banda combina perfeitamente com ele. Ele já foi vocalista do Tesseract em um EP, e foi bom, mas esse som de prog rock melódico o faz se destacar ainda mais. Os lançamentos anteriores tinham uma pegada mais técnica de guitarra do que este, mas adorei a direção mais melancólica que eles seguiram aqui. As guitarras continuam absolutamente fantásticas, o que não é nenhuma surpresa, já que são os ex-guitarristas do The Safety Fire (foda-se o The Safety Fire <- esse era, na verdade, um apelido carinhoso que eles usavam e que fazia a plateia gritar, até o Peter Capaldi apareceu em um vídeo dizendo isso). Eles criam riffs de forma tão inventiva e fluida, "Pink Clouds Pink Trees" teve ótimos momentos em particular. Matt Halpern, do Periphery, também está na bateria e, como sempre, seu talento é inegável. A voz de Elliot aqui é linda mais uma vez, "Square Breath" e "Decades on My Feet" são músicas que grudam na cabeça, com uma performance poderosa e vulnerável ao mesmo tempo. O álbum desacelera e se torna mais tranquilo à medida que evolui para um prog ambiente melancólico em alguns momentos. "Maybe Hope" foi uma ótima adição nesse sentido. Acho que daria notas mais altas para outros álbuns deles, mas este é uma abordagem tão original do som da banda que eu ainda adoro e acho único pela forma como eles criam uma atmosfera cativante e envolvente.


domingo, 26 de abril de 2026

ROCK ART


 

BIOGRAFIA DOS Ange

 

Ange

Ange é uma banda francesa de rock progressivo formada em 1969 pelos irmãos Francis (tecladista), Christian Décamps (vocalista) e Jean-Michel Brézovar.

História

Eles eram inicialmente influenciados pelo Genesis e pelo King Crimson, e a música da banda é bem teatral e poética. O primeiro sucesso deles foi uma versão da canção Ces gens-là de Jacques Brel, presente no disco Le Cimetière des Arlequins.

Os outros três membros da banda, nos primeiros anos (comumente considerados os melhores anos do Ange) eram Jean-Michel Brézovar na guitarraGérard Jelsch na bateria e Daniel Haas no baixo e na guitarra acústica.

Em 1995, eles fizeram uma turnê de despedida. Christian Décamps lançou alguns discos como Chistian Décamps et Fils ("Christian Décamps e Filho"), antes de retomar o nome "Ange" em 1999 (usando a banda de seus discos solo, incluindo seu filho Tristan), com o disco La voiture à eau.

Discografia

Fase Christian e Francis Décamps

Fase Christian e Tristan Décamps

Christian Decamps & Fils

Cd e dvd editados pela comunidade de fãs: Un pied dans la marge (UPDLM)

  • 1970 La fantastique épopée du Général Machin
  • 1971 le vieux de la Montagne (45tours?)
  • 1997: Les Mots d'Emile
  • 1998 Plouc
  • 1999 Grands Crus
  • 2000 Instantanés
  • 2001 Pêle-Mêle
  • 2002 Brocantes
  • 2003 En Vrac
  • 2004 Bonus
  • 2005: Collages

Destaque

DISCOS QUE DEVE OUVIR - The Jets - 100% Cotton 1982 (UK, Rockabilly)

  Artista:  The Jets Origem:  Inglaterra Álbum:  100% Cotton Ano de lançamento:  1982 Gênero:  Rockabilly Duração:  34:07 Tracks: 01. Love M...