sábado, 9 de maio de 2026

POEMAS CANTADOS DE JOSÉ MÁRIO BRANCO


As Canseiras Desta Vida
José Mário Branco

As canseiras desta vida
Tanta mãe envelhecida
A escovar
A escovar
A jaqueta carcomida
Fica um farrapo a brilhar

Cozinheira que se esmera
Faz a sopa de miséria
A contar
A contar
Os tostões da minha féria
E a panela a protestar

Dás as voltas ao suor
Fim do mês é dia 30
E a sexta é depois da quinta
Sempre de mal a pior

E cada um se lamenta
Que isto assim não pode ser
Que esta vida não se aguenta
-o que é que se há-de fazer?

Corta a carne, corta o peixe
Não há pão que o preço deixe
A poupar
A poupar
A notinha que se queixa
Tão difícil de ganhar

Anda a mãe do passarinho
A acartar o pão pró ninho
A cansar
A cansar
Com a lama do caminho
Só se sabe lamentar

É mentira, é verdade
Vai o tempo, vem a idade
A esticar
A esticar
A ilusão de liberdade
Pra morrer sem acordar

É na morte ou é na vida
Que está a chave escondida
Do portão
Do portão
Deste beco sem saída
-qual será a solução?


Cantiga da Velha Mãe e Dos Seus Dois Filhos
José Mário Branco

Ai o meu pobre filho, que rico que é
Ai o meu rico filho, que pobre que é
Nascidos do mesmo ventre
Um vive de joelhos pró outro passar à frente
E esta velha mãe para aqui já no sol poente

Um dia há muito tempo, vi-os partir
Levando cada um do outro o porvir
Seguiram pela estrada fora
Um voltou-se para trás, disse adeus que me vou embora
Voltaremos trazendo connosco a vitória

De que vitória falas, disse eu então
Da que faz um escravo do teu irmão?
Ou duma outra que rebenta
Como um rio de fúria no peito feito tormenta
Quando não há nada a perder no que se tenta?

Passaram muitos anos sem mais saber
Nem por onde passavam, nem se por ter
Criado os dois no mesmo chão
Eram ainda irmãos, partilhavam ainda o pão
E o silêncio enchia de morte o meu coração

Depois vieram novas que o que vivia
Da miséria do outro, se enriquecia
Não foi para isto que andei
Dias que foram longos e noites que não contei
A lutar pra ter a justiça como lei

Às vezes rogo pragas de os ver assim
Sinto assim uma faca dentro de mim
Sei que estou velha e doente
Mas para ver o mundo girar de modo diferente
Ainda sei gritar, e arreganhar o dente

Estou quase a ir embora, mas deixo aqui
Duas palavras pra um filho que perdi
Não quero dar-te conselhos
Mas se é teu próprio irmão que te faz viver de joelhos
Doa a quem doer, faz o que tens a fazer



Claudio Rios – Chamego bom 1993

 

Capa p

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB

Selo A pSelo B p

Participações especiais de Dora e Alcymar Monteiro.

Verso p

Direção artística de João Silva.

Claudio Rios – Chamego bom
1993 – Seleto

01. Chamego bom (Claudio Rios)
02. Bom dia amor (João Silva – J. Freitas)
03. Ponta no boi (Claudio Rios – Dolla do Acordeon)
04. No galope só (Claudio Rios)
05. São João é São Miguel (Claudio Rios – Francisco Hélio)
06. Meu dengo (Dolla do Acordeon)
07. De amor e paixão (Dolla do Acordeon)
08. Só faltava você (João Silva – Tácio Carvalho)
09. O que será estrela (Dolla do Acordeon – Claudio Rios)
10. É amor de mais (Eliezer Setton)
11. louco de paixão (Dolla do Acordeon – Claudio Rios)

MUSICA&SOM ☝



Julinho e seu Acordeon – Brasileirinho 1965

 

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O áudio é uma colaboração do poeta Léo Medeiros;e as capas foram cedidas pelo Seu Eugênio, foram fotografadas e enviadas pelo Érico Sátiro, ambos de João Pessoa – PB.

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Mais um lindo disco do Julinho.

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Destaque para “Brasileirinho” de Waldir Azevedo; e para “Tico-Tico No Fubá” de Zequinha de Abreu.

Julinho e seu Acordeon – Brasileirinho
1965 – Fantasia

01. Quadrilha do Quixadá (Julinho – Xinoca)
02. Baião da Meruoca (Julinho)
03. Soluços de Pistom (Russinho)
04. De Fortaleza a Sobral (Julinho)
05. Brasileirinho (Waldir Azevedo)
06. Serra Branca (Julinho)
07. Toque de Pife (João Silva – K.Boclinho)
08. Forró Em Jaboatão (Julinho – Zé Dendi)
09. Tico-Tico No Fubá (Zequinha de Abreu)
10. Gauchinha de Copacabana (Humberto Teixeira)
11. Um Chorinho Pra Você (Severino Araújo)
12. Quebrando a Barra (Julinho – João Silva)

MUSICA&SOM ☝



Raimundinho – Festança Equipe – 1967

 

capa

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O áudio é uma colaboração do Rômulo Nóbrega, de Campina Grande – PB, o disco faz parte do acervo do colecionador Francisco Lima da Costa, de Fortaleza – CE; As capas foram cedidas pelo João Gabriel, de Niterói – RJ.

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Informa o amigo Djalma Mota, que a data de lançamento do disco é 1967.

verso

O disco é todo solado, a curiosidade fica por conta de algumas músicas terem a autoria de Jackson do Pandeiro.

Raimundinho – Festança
Equipe – 1967

01- Rio Largo (Raimundo Alves da Silva)
02- Chorinho em lá menor (Garcia Santos – Antonio Lima)
03- Pé Duro (Jackson do Pandeiro)
04- Pajussara (Oliveira Batista)
05- Natal em minha terra (Raimundo Alves da Silva)
06- Boa vida (José Guimarães)
07- Forró no sertão (José Guimarães – Eraldo de Oliveira)
08- Aniversário da Constança (Oswaldo de Oliverira – A. Bezerra)
09- Zé do Padre (Jackson do Pandeiro)
10- Mata Grande (José Guimarães – Raimundo Alves da Silva)
11- Quebra Dedo (José Guimarães – Fogo Cerrado)
12- Cidade da Garoa (Pereirinha)

MUSICA&SOM ☝


Zé Cupido – Entre na nossa quadrilha 1976

 

Capa

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB.

Selo BSelo A

O lado A é composto de uma única faixa que é a quadrilha “Entre na nossa quadrilha”, de Zé Cupido com acompanhamento de conjunto regional.

Verso

Coordenação artística e técnica de J. Martins; música e arranjos de Zé Cupido.

Zé Cupido – Entre na nossa quadrilha
1976 – EPD

01. Entre na nossa quadrilha (Zé Cupido)
02. Bailinho da roça (Zé Cupido)
03. O sorriso da gaúcha (Zé Cupido)
04. Risca fogo (Zé Cupido)
05. Essa não (Zé Cupido)
06. Linda donzela (Zé Cupido)
07. No arraiá do Zé Cupido (Zé Cupido)

MUSICA&SOM ☝



Roy Haynes - Hip Ensemble 1970

 

Após sete anos de ausência, o baterista Roy Haynes retornou à liderança   e assinou com a Boplicity, lançando  "Hip Ensemble"  em 1971. Batizado em homenagem ao grupo  que Haynes  liderava na época — composto por  George Adams  no saxofone e flauta,  Marvin Peterson  no trompete,  Mervin Bronson  no baixo e  Carl Schroeder  nos teclados — o título  "Hip Ensemble"  já entrega um pouco do que se trata: música contemporânea, situada entre o futurismo experimental que era  a especialidade de Haynes quando tocava com  Archie Shepp ,  Jackie McLean ,  Chick Corea e  Jack DeJohnette ,  e a fusão que começava a se infiltrar nos aspectos mais ousados ​​do jazz dos anos 70. Ainda há elementos de contenção delicada e lírica, mas os polirritmos dinâmicos, nos quais  Haynes  se entrelaça com os percussionistas  Elwood Johnson  e  Lawrence Killian,  fornecem uma base vibrante para as explosões de metais, coloridas pelo piano elétrico suave. Tudo culmina na faixa de nove minutos dividida em duas partes "You Name It/Lift Ev'ry Voice and Sing", um hino dos direitos civis que evoca sua época, mas a inquietude do  Hip Ensemble  garante uma apresentação envolvente em qualquer ano. 





Grin - Gone Crazy 1973

 

Antes de ser apadrinhado por  Neil Young  e antes de lançar uma série de álbuns solo subestimados, o guitarrista  Nils Lofgren  formou  o Grin , um trio dedicado ao rock and roll simples e direto, em 1969. Nenhum dos  álbuns do Grin obteve sucesso comercial — receberam apenas boas críticas, não vendas —, mas cada um deles demonstrava um grupo promissor e dinâmico. Infelizmente, o grupo nunca atingiu todo o seu potencial, mas os melhores álbuns contam com solos de guitarra concisos e brilhantes de  Lofgren  , que se equiparam aos melhores trabalhos posteriores, compilados na retrospectiva de 1999,  The Very Best of Grin Featuring Nils Lofgren .

















Tim Buckley - Tim Buckley 1966

 

O álbum de estreia de Buckley , de 1966, foi o mais direto e voltado para o folk-rock de sua carreira. O material apresenta uma sofisticação lírica e melódica surpreendente para um jovem de 19 anos. As canções, belas e quase delicadas, são complementadas por uma produção barroca e com toques psicodélicos. Se houve um disco que exemplificou o som folk-rock da Elektra dos anos 60, este pode ter sido o escolhido, com produção de  Jac Holzman, dono da Elektra,  e  Paul Rothchild ,   produtor  do The Doors , Bruce Botnick ,  engenheiro de  som do Love  and  Doors , e arranjos de cordas de  Jack Nitzsche . Isso não diminui a contribuição da banda, que incluía seu guitarrista solo de longa data,  Lee Underwood  , e  Van Dyke Parks  nos teclados.  Buckley  ainda se mantinha firmemente no estilo cantor-compositor neste álbum, mostrando apenas breves lampejos dos voos vocais experimentais, letras angustiadas e influências soul que caracterizariam grande parte de seus trabalhos posteriores. Não é o seu trabalho mais ousado, mas é um dos mais acessíveis e conserva uma beleza delicada. 








Jimi Hendrix - Electric Ladyland 1968

 

O terceiro e último álbum de  Jimi Hendrix com a formação original da Experience  o levou ao limite absoluto de seus sons funk e psicodélicos. O resultado foi não apenas um dos melhores álbuns de rock da época, mas também  a visão musical original de Hendrix em seu ápice. Quando críticos de rock revisionistas se referem a ele como o criador da música mais poderosa e psicodélica de uma geração, é a este álbum que eles se referem. Mas  Electric Ladyland  é muito mais do que apenas música de fundo para o uso de drogas. Méritos ao engenheiro de som  Eddie Kramer  (que supervisionou a remasterização das fitas master estéreo originais de duas pistas para este relançamento de 1997 pela MCA) por pegar  as visões de Hendrix sobre a paisagem sonora por trás de sua música e dar-lhes contexto, experimentando com técnicas de microfonação inusitadas, eco, fita invertida, flanger e chorus, todas técnicas novas na época, pelo menos da forma como são usadas aqui. O que  Hendrix  alcançou sonoramente neste disco expandiu o conceito do que poderia ser obtido de um estúdio de gravação moderno, de maneira muito semelhante ao que  Phil Spector  fizera uma década antes com seu "Wall of Sound". Como um álbum tão influente (e, no que diz respeito à influência sobre uma geração de músicos e além, este foi seu trabalho definitivo para muitos), os destaques falam por si: "Crosstown Traffic", sua releitura de  "All Along the Watchtower" de Bob Dylan , "Burning of the Midnight Lamp", a espacial "1983...(A Merman I Should Turn to Be)" e "Voodoo Child (Slight Return)", um marco na  carreira de  Hendrix . Com este álbum duplo (agora em um único CD), Hendrix  mais uma vez levou o conceito de álbum conceitual a novos horizontes.




PEROLAS DO ROCK N´ROLL - ACID / JAZZ FUNK - PROYECTO "A" - Same - 1971



Artista / Banda: Proyecto "A"
Álbum: Proyecto "A"
Ano: 1971
Gênero: Jazz Funk / Psychedelic / Prog Rock
País: Espanha

Comentário: Projeto formado a partir do apresentador, músico e produtor Frank Dubé na cidade de Barcelona em 1969, contando com a colaboração de vários músicos de estúdio (desconhecidos, por serem usados pseudônimos). Lançaram um único LP na época, chegando a gravar outro, porém que acabou não saindo.
O material consiste em 8 curtas faixas, cuja ideia é um álbum conceitual sobre a Via Láctea (cada música sobre um planeta). Musicalmente, há uma mistura exótica de jazz-funk, psicodelia e library music, incluindo passagens viajantes de Hammond, flauta, forte seção de metais, guitarra fuzz e variados efeitos espaciais/ eletrônicos, dando ares ora macabros ora cômicos ao som. Os vocais seguem essa mesma linha 'diferente' dos padrões, sendo todas as letras em espanhol. Um disco muito original e ousado para o país e época, ouçam e tirem suas conclusões!


Músicos:
Frank David (vocal)
Aaron (baixo)
 Rooby Dayand (bateria)
 Georges I (guitarra)
Kisgay (órgão)
 Jean Marc (percussão)
Ortex (saxofone)
Louis R. Nator (trombone)

Faixas:
01 A Marte 3:50
02 A Neptuno 4:47
03 A Jupiter 5:56
04 A Mercurio 3:23
05 A Saturno 4:10
06 A Venus 4:30
07 A Urano 3:25
08 A Pluton 4:50



Destaque

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