segunda-feira, 2 de março de 2026

1984 um ano incrível de uma década fantástica

 



Falar sobre a década de 1980 quando o assunto é heavy metal e hard rock é algo corriqueiro e em todo lugar a qualquer hora, momento podemos ler sobre, mas não dá para deixar passar em branco e não publicar nada sobre. É impossível ficar de bico fechado e não listar pelo menos dez discos essenciais e por isso mesmo resolvi soltar uma lista de discos fundamentais que agitaram esse ano e já se vão três décadas e os novos trintões ainda tem muito para dizer.



Os gigantes de ontem ainda caminham sobre a terra e continuam atormentando, arrebatando corações como se o tempo permanecesse imóvel. Os anos se passaram o mundo hoje não é mais como foi naqueles tempos e voltar neles infelizmente também não é mais possível, mas nas lojas, na internet, na mente e nos corações estão à herança de 1984 e só escolher o formato para matar a saudade ou para conhecer o que foram o aqueles dias. 

Judas Priest - Defenders of the Faith 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: Inglaterra 
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: Rob Halford (v), K.K Downing (g), Glenn Typton (G), Ian Hill (bx) e Dave Holland (bt).
Premiação: Disco de platina (RIAA).  


Depois de impressionar o mundo com a violência de Screaming for Vengeance, o Judas Priest volta a atacar com Defenders of the Faith e assim manter-se na liderança do gênero. Turnês concorridas e shows noite a após noite sold out serviram para confirmar os britânicos como gigantes da nova onda que assolava o planeta, o heavy metal. 

Aqui o som emana agressividade e violência no último volume com uma postura imbatível e sons como Jawbreaker, Freewheel Burning, The Sentinel, Eat me Alive e Love Bites eram a expressão máxima do que é o heavy metal em todos os seus sentidos elevados a última potência. 

Iron Maiden - Powerslave    
Ano de lançamento: 1984
País de origem: Inglaterra 
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: Bruce Dickinson (v), Adrian Smith (g), Dave Murray (g), Steve Harris (bx) e Nicko McBrain (bt). 
Premiação: Disco de platina (RIAA), Disco duplo de platina (MC).
Produção: Martin Birch


O Iron Maiden é uma banda que nasceu para o sucesso e Steve Harris e seus comparsas sabiam muito bem o que faziam e o onde queriam chegar com a donzela de ferro. Álbuns seminais como Iron Maiden (1980) e Killers (1981) eram apenas uma prévia do futuro, a troca de vocalistas se justifica quando você pega The Number of the Beast e Piece of Mind e põe para rodar.

Depois de uma sequência de discos de tirar o fôlego, os britânicos colocam a disposição dos fãs a oitava maravilha em termos sonoros, ou seja, Powerslave era a mais nova fronteira a ser burlada pelo quinteto e através do sucesso do estouro promovido por este álbum eles puderam cruzar os oceanos, os ares e apresentar-se nos cantos mais obscuros do planeta. Faixas como: 2 Minutes to Midnight, Aces High tornaram-se obrigatórias em todos os shows assim como a faixa título que abria uma nova fase para o grupo que explorava sem pudores todas as possibilidades que os levaram ao topo máximo. 

Metallica - Ride the Lightning 
Ano de lançamento: 1984
País de origem: EUA 
Estilo: Thrash Metal 
Line-up: James Hetfield (g,v), Kirk Hammet (g), Cliff Burton (bx) e Lars Ulrich (bt). 
Premiação: Seis discos de platina (RIAA) e Disco de platina (MC). 
Produção: Metallica & Fleming Rasmussen.


O Metallica arrebentou na sua estreia com Kill ‘Em All deixando o público de cabelo em pé e assustado também e embasbacado tentando entender pelo que tinham sido atropelados. Quatro jovens furiosos de guitarras, baixo e bateria na mão faziam uma síntese perfeita do que o Iron Maiden, Diamond Head, Motörhead faziam e jogaram no meio o hardcore e o resultado estava prontinho para apedrejar, ensurdecer e insultar.

Um som rápido, pesado, veloz e tão urgente que ultrapassava barreiras e quebrava todas as regras dizendo aquele foda-se monstruoso para os detratores era um novo gênero surgindo e que foi levado a outro nível no segundo álbum e este apresentava-se ainda mais radical, mais extremo e mais pesado e ainda mais transgressor representado por letras agressivas nada felizes é im possível escutar Ride the Lightning e ficar parado e achar o mundo maravilhoso na sua imperfeição. Hinos como: Fight Fire With Fire, Ride the Lightning, For Whon the Bell Tools, Escape, Fade to Black, Creeping Death arrebentavam cabeças e guiavam para um caminho sem volta.       

Dio - The Last in Line 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: EUA
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: Ronnie James Dio (v), Vivian Campbell (g), Jimmy Bain (bx) e Vinny Appice (bt)
Premiação: Disco de platina (RIAA)
Produção: Ronnie James Dio


Em 1982, Ronnie James Dio caiu fora do Black Sabbath e levou consigo o Vinny Appice e juntos criaram uma nova força do heavy metal, a banda Dio. Além dos dois a banda ainda contava com o guitarrista prodígio Vivian Campbell e com o Jimmy Bain. A estréia desse super time foi com Holy Diver um clássico de nascença recheado de faixas clássicas, épicas. A segunda parte dessa saga aconteceu com The Last in Line e o mesmo sucesso de um ano atrás se renovou e aumentou a legião de fãs do baixinho. 

O disco é uma aula de heavy metal completa e junto com o seu antecessor formou uma dupla de peso e de referências definitivas do que o gênero precisar ter para ser o que ele é. O set list é formidável e desde começo com We Rock, The Last in Line, Breathless, One Night in the City e Egypt (The Chains Are One), que fecha com chave de ouro este clássico que marcou época e ainda continua batendo um bolão. 


Scorpions - Love at First Sting 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: Alemanha 
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Klaus Maine (v), Matthias Jabs (g), Rudolf Schenker (g), Francis Buchholz (bx) e Herman Harebell (bt).
Premiação: Três discos de platina (RIAA). 
Produção: Dieter Dierks


O Scorpions na década de 1980 abandonou os cacoetes setentistas e assumiu uma sonoridade mais refinada, melódica com maior apelo comercial, mas nunca deixou de ser quem é. Nessa altura a banda já tinha mais de meia de dezenas de discos que oscilavam entre clássicos e ótimos álbuns e já eram conhecidos no mundo ocidental, mas sucesso ainda não tinham e o lançamento de Blackout (1982) tratou de mudar isso fazendo a banda estourar. 

Poucos anos mais tarde os alemães que já eram idolatrados para além de seus domínios naturais entrariam de vez para o panteão do rock com o lançamento de Love at First Sting, a sua magna opera. Se com Blackout a banda já tinha uma excelente coleção de faixas homéricas neste álbum o banda tinha faixas históricas e que marcaram a banda para sempre. A lista de faixas de disco é impressionante, pois não existe faixas medianas todas estão no mesmo nível só que Bad Boys Running Wild, Rock You Like Hurricane, Coming Home, Big City Nights e Stil Loving You se sobre saem e mostra como é que se faz hard rock. 


W.A.S.P - W.A.S.P 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: EUA
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Blackie Lawless (bx,v), Jack Holmes (g), Randy Piper (g) e Tony Richards (bt).
Premiação: Disco de ouro (RIAA).
Produção:Blackie Lawless & Mike Varney
   

O Hard Rock oitentista não era tocado apenas por caras vestidos e maquiados como mulheres. Este gênero possuía bandas até mais cavernosas e igualmente emblemáticas e uma destas é o W.A.S.P com uma postura e visual chocantes, os shows eram o que podemos chamar de verdadeiro teatro do horror de fazer inveja a Alice Cooper. Músicas barulhentas, pesadas e agressivas que se aproximavam do heavy metal eram uma declaração de liberdade de expressão dos blasfemos. 

Não tardou para a banda ser perseguida não só pelas desocupadas do PMRC, pois até shows foram desmarcados por causa da postura do grupo. Quebrar barreiras e avançar sem dó sobre os valores morais foram partes de um caminho natural para uma banda de rock que expressava através de I Wanna be Somebody, Animal (Fuck Like a Beast), Sleeping (in the Fire), School Daze, Hellion e Tormentor os desejos, as chateações de uma geração. 


Bathory - Bathory 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: Suécia 
Estilo: Death/Black Metal 
Line-up: Quorton (v, g), Rickard "Ribban" Bergman (bx), Johan "Jolle" Elvén (bt) 
Premiação: Não consta. 
Produção: Quorton &The Boss 


O Bathory chegou entrando com os dois pés no peito da sociedade sueca da década de 1980. Som horripilante mostrando uma outra face e força do oculto através de um som demolidor, agressivo e arrebatador e original não demorou para conquistar o seu lugar no inferno e caminhar sobre a terra em todas as direções dando o seu recado blasfemo para os seus novos discípulos que se agrupam em torno do culto prestando as suas homenagens as hordas demoníacas. 

Missas negras esse é o nome correto para definir este álbum resumido a nove faixas ensurdecedoras e ensandecedoras que conduzem as profundezas do abismo o mais carola do pedaço. Faixas como: Hades, Necromancer, Reaper, In Conspiracy With Satan e Raise the Dead irão te colocar em contato direto com as artes obscuras e depois disso você jamais será o mesmo assim como o mundo não o foi mais depois do estardalhaço que este álbum promoveu nas estruturas do novo gênero que nascia naquele momento mágico e infernal.  


Venom - At War With Satan 
Ano de Lançamento: 1984 
País de origem: Inglaterra 
Estilo: Black Metal 
Line-up: Cronos (v,bx), Mantas (g) e Abaddon (bt)
Premiação: Não consta 
Produção: Venom


Para este power trio das trevas ainda faltava gravar o terceiro ato de sua blasfêmia sonora e para invadir a última fronteira o jeito foi declarar guerra e juntar-se a satan para vencer. Os dois primeiros álbuns cujo som agressivo, pesado e demolidor mostravam ao mundo uma nova forma de fazer música e com o forte apelo aquele lá debaixo nas letras e representado por uma postura de palco horripilante não foi difícil conquistar hordas e mais hordas de fãs, pois apenas os carolas e bundas moles é que pediram para sair. 

Com um disco incomum e a épica faixa título travavam a batalha final entre o céu o inferno em pouco mais de vinte minutos. As demais faixas eram apenas peças soltas num quebra cabeças na fácil de montar, porém permitiam recobrar o fôlego para a próxima batalha que aparentemente estaria ganha.


Twisted Sister - Stay Hungry
Ano de lançamento: 1984
País de origem: EUA
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Dee Snider (v), Eddie Ojeda (g), Jay Jay French (g), Mark Mendonza (bx) e A.J Pero (bt) 
Premiação: Três discos de platina (RIAA) 
Produção: Tom Werman 


Todo garoto em idade escolar sempre sonhou em fugir da escola e vê-la em ruínas, mas o que muitos não sabem é que as irmãs retorcidas são a trilha sonora para isso, os vídeo clipes, os discos e as músicas festeiras e super animadas recheadas de mensagens convidativas a abandonar a ordem estabelecida eram muito bem vindos naqueles tempos que apesar de aparentarem liberdade na verdade escondiam tempos de repressão da velharia para cima da molecada, a terra da liberdade na verdade era uma teocracia promotora de guerras e hipocrisia. 

Stay Hungry cumpre um papel fundamental no ano de 1984, o grupo vinha de dois ótimos álbuns e que se tornaram referências assim como este que tornou-se referência máxima e emplacou hits indefectíveis como I Wanna Rock, We´re Not Gonna Take It, Burn in Hell e hoje espera por você de braços abertos prontos para fazer as mais sórdidas bagunças não só pela escola afinal de contas não é só ela que deve ser demolida, mas a cidade toda deve ser incendiada e o combustível para começar esse desvario esta bem aqui. 


Metal Church - Metal Church 
Ano de lançamento: 1984 
País de origem: EUA 
Estilo: Heavy Metal 
Line-up: David Wayne (v), Kurdt Vanderhoof (g), Craig Wells (g), Duke Ericson (bx) e Kirk Arrington (bt) 
Premiação: Desconhecida
Produção: Terry Date & Metal Church. 


Os norte americanos já tinham o thrash, o heavy e o hard rock muito bem definido em relação aos seus representantes e eis aqui mais um deles e trata-se de uma banda bem calibrada em velocidade, peso e agressividade é para ninguém reclamar, botar defeito é só deixar rolar e os tímpanos que salvem como puderem desta aula de heavy/thrash muito bem ministrada pelo professores do Metal Church.   

Este álbum não poderia estar em outro lugar que não fosse este afinal de contas mesmo que não seja multiplatinado é um clássico referência de gênero musical que assombrou uma década e continua assombrando. A capa é a expressão do heavy metal e as faixas Beyond the Black, Gods of Wrath e Metal Church são a leitura perfeita do que foi 1984.  




Os 30 maiores álbuns ao vivo de todos os tempos.

 


Como todo colecionador, eu também tenho a minha lista de disco preferidos tanto de estúdio quanto ao vivo e me perco para fazer uma lista do tamanho quer que ela seja. Discos para rechea-las é o que não falta, mas decidir quais é que terão o privilégio de ir ao público é realmente um mistério. A pedido do Colecionador meu amigo de longa data elaborei uma lista com trinta álbuns ao vivo que considero os melhores de todos os tempos para ser postada neste blog.



Espero que vocês leitores gostem e debatam sobre a importância dos álbuns e o mais importante corram atrás ouçam e tirem as vossas prórpias conclusões, pois não há nada mais sádio do que isso. Recomenda-se aos leitores ler este texto e ouvir os discos ao mesmo sem moderações e em doses cavalares e mesmo que hoje seja segunda feira não se preocupe vá até a sua geladeira pegue uma gelada ascenda um cigarro e acomode-se na sua cadeira e deixe que os seus olhos e coração o conduzam e boa sorte! 

  1. Deep Purple – Made in Japan (1972)
  2. The Who – Live at Leeds (1970)
  3. UFO – Strangers in the Night (1979)
  4. Thin Lizzy – Live & Dangerous (1978)
  5. Uriah Heep – Live (1973)
  6. Judas Priest – Unleashed in the East (1979)
  7. Allman Brothers Band – At Filmore East (1971)
  8. Rainbow – On Stage (1977)
  9. Motörhead – No Sleep ´Till Hammermith (1981)
  10. Cream – Live Cream Vol.1 (1970)  
  11. Grand Funk Railroad – Caught in the Act (1975)
  12. Rush – Exit...Stage Left (1981)
  13. AC/DC – If You Want Blood, You´ve Got It (1978)
  14. Iron Maiden – Live After Death (1985)
  15. Jimi Hendrix – Live at Woodstock (1999)
  16. Kiss – Alive! (1975)
  17. Yes – Yessongs (1973)
  18. MC5 – Kick Out the Jams (1969)
  19. Queen – Live Killers (1979)
  20. Jethro Tull – Bursting Out (1978)
  21. Status Quo – Live (1977)
  22. Wishbone Ash – Live Dates (1973)
  23. Led Zeppelin – The Songs Remains the Same (1976)
  24. Lynyrd Skynyrd – One More From the Road (1976)
  25. Rolling Stones - Get Yer Ya-Yo Ya’s Out!: The Rolling Stones in Concert (1970)
  26. Crosby, Stills, Nash & Young – 4way Street (1971)
  27. Grave Digger – 25 to Live (2005)
  28. Slayer – Decade of Aggression (1991)
  29. Ozzy Osbourne – Live & Loud (1993)  
  30. Heaven and Hell – Live From Radio City Music Hall (2007)



The Naked Sun – Mirror in the Hallway (2026)

 

Essa banda da Filadélfia é visceral, com guitarras vibrantes, letras narrativas e uma pitada de psicodelia. Ótimos contrastes. O novo álbum foi produzido por Brian McTear (guitarra elétrica/vocal de apoio) e Amy Morrissey (vocal de apoio) no Minor Street Recordings, na Filadélfia. Dez músicas compõem o álbum, fruto do esforço coletivo da banda, com composições originais e letras de Drew Harris (vocal principal/guitarras elétrica e acústica/gaita).
Este segundo álbum independente levou três anos para ser concluído, pois a banda queria que fosse ambicioso e perfeito. Além dos diversos temas abordados, trata-se basicamente de uma autoanálise através de uma mistura refinada de roots rock, notas e ritmos brilhantes, um toque folk e uma fluidez que mescla nostalgia e novos começos.

320 ** FLAC

A quem eles se assemelham ou de quem me lembram? China Crisis. Embora esta banda não seja tão ambiciosa quanto o China Crisis, o The Naked Sun possui um som marcante, bons arranjos e durabilidade. Enquanto o China Crisis se aproximava um pouco do Steely Dan, eles tinham um som e uma abordagem mais nítidos. O The Naked Sun mistura elementos semelhantes, como afirmam em "Witches", que, embora tenha a beleza do China Crisis ("Arizona Sky"), também exibe uma atmosfera etérea, talvez um pouco exagerada no final — ainda que um pouco mais breve, um pouco mais memorável. Divagar não é o caminho certo para uma música tão encantadora.

“…Of Persephone” tem uma melodia mais envolvente e, embora haja um falsete vocal proeminente na música, o que realmente brilha é a guitarra, enquanto a melodia vocal também é forte. Os vocais são esplêndidos, numa interpretação moderna e cheia de alma. No entanto, perto do final, os compassos finais são repetitivos demais, o que, na verdade, é uma boa ideia. Por favor, mantenham a música breve em vez de prolongada. O China Crisis faz isso na conclusão impressionante de “Arizona Sky”. Breve, poderosa e memorável.

O que a banda oferece é uma pequena amostra de como seria o som do Steely Dan se eles fossem mais voltados para o soul do que para o jazz. "Make Believe" é uma balada graciosa com uma interação instrumental precisa e uma guitarra solo texturizada que contrasta com a voz calorosa de Drew. A conclusão tem um toque de prato constante e uma única batida, sem firulas elaboradas. Elegante. Concisa.

“Broken Spectre” veste-se com elegância ao estilo do China Crisis, e isso já é um elogio. Só isso já justifica explorar o repertório desta excelente banda. Os contrastes musicais estão em plena evidência e fluem com naturalidade. Todas as músicas são executadas com maestria e, muitas vezes, com criatividade.

Lucky Came to Town – The River Knows My Name (2025)

Ao pensar na Bélgica, você provavelmente não a consideraria imediatamente um berço da música americana. Provavelmente pensaria em seus excelentes jogadores de futebol, chocolates e até mesmo em um detetive fictício. Lucky Came to Town é uma banda de seis integrantes das colinas ao redor de Leuven, na Bélgica, e seu álbum de estreia, The River Knows My Name , desfaz qualquer preconceito que você possa ter. A compositora Kim Van Weyenbergh e o baixista Joost Buttiens se conheceram em 2015, movidos pelo respeito mútuo pela música country, e começaram a tocar juntos. Embora esta coletânea tenha bastante influência country, ela se distancia do country tradicional, e os fãs de American Aquarium encontrarão semelhanças entre este trabalho e a música da banda. Formada no coração das colinas de Hageland,…

 320 ** FLAC

…que são considerados os Montes Apalaches belgas, não é difícil perceber a influência transatlântica.

A voz de Weyenbergh está em destaque e, liricamente, este é um conjunto forte de canções que abrange todos os aspectos da vida. Produzido por Dirk Lekenne e a banda no estúdio de nome maravilhoso, Studio Fandango, é um disco vibrante que explode em energia desde o primeiro acorde. Começando direto com a música "Ain't No Blues", escrita durante a pandemia, é uma canção de término de relacionamento com uma melancolia subjacente, com a esperança de que tudo ficará bem. Há alguns solos de piano maravilhosos de Dimitri Laes que remetem ao rio do título do álbum. Um afluente cintilante do tempo, sempre em movimento, às vezes rápido, às vezes lento, nada permanece estático.

"Come Dance" tem sido presença constante nos shows da banda há algum tempo, então é ótimo saber que ela entrou para o álbum. Weyenbergh a chama de "canção feminista", com a letra inteligentemente escrita que adverte: "Se você me causar sofrimento / Você terá que escolher sua cova no cemitério", um aviso para tratar bem o seu parceiro. A melodia é naturalmente seguida por "Oh, Loretta", uma mulher que precisa desesperadamente do rio para lavar suas preocupações, problemas e, no fim, o pecado do assassinato. O mesmo rio em que ela foi batizada. É uma balada tradicional dos Apalaches sobre um assassinato, com imagens tão marcantes e maravilhosas que você ficará preso a cada palavra.

Há uma energia contagiante em "Hands on the Wheel", com uma linha de baixo que mantém a música em movimento. O solo de guitarra no meio eleva a música, para depois a banda desacelerá-la com teclados brilhantes — uma canção sobre fazer o melhor possível e manter a cabeça acima da água.

'Coal Blues' foi inspirada pelas brilhantes 'Dark Black Coal', de Logan Halstead, e 'Coal Mining Blues', de Matt Anderson. A mineração de carvão tem sido um tema recorrente no cenário da música americana, e essas duas canções inspiraram a banda a compor esta música sobre o desastre na mina de Marcinelle, em 1956. A melodia tem um ritmo mais lento e é escrita sob a perspectiva de um italiano que se muda para Marcinelle em busca de trabalho. É uma canção melancólica, com a sensação de que, embora os personagens estejam deixando sua terra natal por causa da pobreza, as coisas podem piorar ainda mais. Um incêndio na mina causou a morte de 262 mineiros, incluindo muitos trabalhadores migrantes da Itália. O local agora é preservado como patrimônio industrial. A música captura o desespero e é uma homenagem apropriada a todos que perderam suas vidas.

A faixa final, "New York City Nights", alivia o clima e é um relato autobiográfico de uma viagem despreocupada à Big Apple na juventude de Weyenbergh, tocando em noites de microfone aberto pela cidade. Os Beatles tiveram Hamburgo; ele teve sua aventura em Nova York. O clima otimista proporciona um final agradável para um ótimo álbum.

Esta coletânea levou um tempo para ser produzida, e novas músicas foram adicionadas às que já existiam e faziam parte dos shows ao vivo há algum tempo, tornando-a um conjunto abrangente. O Lucky Came To Town nos presenteia com uma visão instigante de seu universo musical. "The River Knows My Name" borbulha, espuma e, por vezes, mergulha fundo. Ouça com atenção; há muito o que aprender e aprecia

Lääz Rockit - City's Gonna Burn (1984)

 




Style: Thrash Metal/Heavy Metal
Origin: USA

Tracklist:
1.  - City's Gonna Burn (4:18)
2.  - Caught in the Act (3:09)
3.  - Take No Prisoners (3:57)
4.  - Dead Man's Eyes (3:36)
5.  - Forced to Fight (3:47)
6.  - Silent Scream (3:56)
7.  - Prelude (4:03)
8.  - Something More (2:55)






M.O.D. - USA For M.O.D. (1987)

 



Style: Crossover/Thrash Metal/Hardcore
Origin: USA (NY, TX)

Tracklist:
1. - Aren't You Hungry (3:26)
2. - Get A Real Job (2:10)
3. - I Executioner (2:31)
4. - Don't Feed The Bears (1:03)
5. - Ballad Of Dio (0:12)
6. - Thrash Or Be Thrashed (0:52)
7. - Let Me Out (1:40)
8. - Bubble Butt (0:43)
9. - You're Beat (2:16)
10. - Bushwackateas (0:20)
11. - Man Of Your Dreams (3:40)
12. - That Noise (0:13)
13. - Dead Men - Most - Captain Cru (3:30)
14. - Jim Gordon (2:40)
15. - Imported Society (1:46)
16. - Spandex Enormity (5:28)
17. - Short But Sweet (0:07)
18. - Parents (1:40)
19. - Confusion (2:49)
20. - A.I.D.S (2:00)
21. - Ruptured Nuptuals (0:14)
22. - Ode To Harry (1:32)
23. - Hate Tank (2:20)






GENESIS - Cleveland - 1976

 



Sempre relutei em postar registros do Genesis sem o Gabriel mas hoje garimpando meu acervo, achei esse belo bootleg gravado durante a tour do disco A Thrick Of The Tail

A qualidade sonora encontra-se impecável e contamos com versões interessantes da "mutilada" Firth of Fifth sem a linda introdução de piano de Banks e Supper´s Ready na voz de Phil Collins. 


Particularmente, não sou fã desse disco e muito menos dessa "nova" fase do Genesis mas tenho que concordar que faixas como Los Endos e Entangled são de tirar o fôlego. Sem esquecer que esse registro conta com a participação de Bill Bruford (recém saído do Crimson) nas baquetas. 

Esse bootleg foi gravado durante a passagem da tour pelos EUA, na cidade de Cleveland no dia 15 de Abril de 1976. As faixas Entangled e Squonk foram gravadas em Pittsburgh no dia 13 de Abril de 1976.

Trata-se de um registro muito interessante mas um tanto incompleto pela ausência de Gabriel. 

Os fãs mais enérgicos da banda que me perdoem mas já fiz todos os esforços possíveis e impossíveis para entender o Genesis pós 1975 mas não desce...

DISCO 1:

1. Dance On A Volcano
2. The Lamb Lies Down On Broadway
3. Fly On A Windshield
4. Carpet Crawlers
5. Cinema Show
6. Robbery, Assault & Battery
7. White Mountain
8. Firth Of Fifth
9. Entangled
10. Squonk

DISCO 2:

1. Supper´s Ready
2. I Know What I Like
3. Los Endos
4. It/Watcher Of The Skies




YES - Open The Gates - 1976

 



 Gravado durante a extensa tour do Relayer, esse talvez seja um dos bootlegs mais populares do YES espalhados por aí. Também conhecido pelo nome de The Story of Relayer Live, esse registro foi gravado e transmitido ao vivo por uma rádio americana em 17 de Junho de 1976 na cidade americana de Jersey e posteriormente, remasterizado por um fã. Até hoje, não achei um bootleg de melhor qualidade sonora com um áudio que chega até a impressionar. 

Destaque absoluto para a impecável atuação do tecladista Patrick Moraz que dá um show a parte em todo o decorrer da apresentação. Criticado por muitos mas idolatrado por essa que vos fala, Moraz executa com maestria a melhor versão ao vivo de "Gates Of Delirium", dentre os registros não-oficiais do YES.  

Quando se trata de um registro mais popular como este, surgem certos boatos em algumas críticas, dizendo que Squire e Anderson teriam retirado as faixas "And You And "I e "Close To The Edge" do set list da tour alegando incapacidade de Moraz para executar as músicas em questão. 

Particularmente, acho isso um verdadeiro absurdo. Moraz é dono de uma técnica inigualável e não deixa a desejar em tempo algum. O sucesso do Relayer se deve a ele que, elevou a banda a uma atmosfera altamente obscura e um pouco diferente dos trabalhos anteriores, fazendo com que o Yes ganhasse ainda mais notoriedade pelo mundo.

Não poderia deixar de destacar também a linda versão de "Long Distance Runaround" que traz arranjos diversificados em versão acústica.

A penúltima faixa "I’m Down" traz um cover dos Beatles do álbum Help-B Sides lançado em 1965.


 TRACKS:

DISCO 1:

01. WNEW/WMMB DJ’s Introduction
02. Intro/Apocalypse
03. Siberian Khatru
04. Sound Chaser
05. I’ve Seen All Good People
06. Gates Of Delirium

DISCO 2:

01. Long Distance Runaround
02. Patrick Moraz Solo
03. Steve Howe Solo – Clap
04. Jon Anderson Solo – Excerpt From Olias
05. Heart Of The Sunrise
06. Ritual
07. DJ Chatter #1
08. Roundabout
09. DJ Chatter #2
10. I’m Down
11. DJ Outro




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