terça-feira, 17 de março de 2026

Bad Marriage - Match Made In Hell (2026) USA

 

Se o objetivo dos Bad Marriage era garantir que os vizinhos de meio mundo não conseguissem dormir, então Match Made in Hell (2026) é um sucesso absoluto. A banda regressa com um disco que é uma bofetada de adrenalina, fundindo o perigo do Sleaze Rock com uma estrutura de Heavy Rock que parece ter sido forjada no fogo.

Aqui está a nossa análise a este lançamento que promete ser um dos "hinos" de 2026:

A Voz de Johnny P e a Atitude Sleaze

Logo nos primeiros acordes de "Head Trip", percebemos ao que viemos. É Rock de rua, sujo e melódico, com aquele refrão "grudento" que nos obriga a cantar junto. Mas a verdadeira revelação é o vocalista Johnny P. Com uma voz que nos faz questionar "de onde é que este tipo apareceu?", ele entrega uma performance que soa tão poderosa e autêntica no disco como soaria num palco de arena.

Destaques das Faixas: Entre o Peso e o Hino

Faixa

Estilo

O que a torna especial

"Match Made in Hell"

Hard Rock Pesado

A faixa-título abre o disco com uma introdução que exige air guitar. É pesada, alta e define o tom do álbum.

"Heartache (Hard to Overcome)"

Heavy Rock

Letras relacionáveis apoiadas por guitarras "monstruosas". É o lado emocional da banda, mas sem perder a agressividade.

"I Love Rock and Roll, Man!"

Hino de Estádio

O título diz tudo. É o tipo de canção que define uma carreira e que rapidamente se tornará a favorita dos fãs.

"The Pennyman"

Dark Rock

Uma faixa mais sombria onde a secção rítmica brilha, mostrando uma banda em perfeita sintonia e controlo.

O "Número da Sorte" 13

Numa era em que muitas bandas se contentam em lançar EPs curtos, os Bad Marriage entregam generosas 13 faixas. O facto de o álbum ter sido lançado numa Sexta-feira 13 (com 13 músicas) pode ser superstição ou puro marketing, mas o resultado é inegável: não há "enchimento" aqui. Cada faixa merece o seu tempo de antena.


O Veredito Final

Match Made in Hell é um álbum para ser ouvido no volume máximo, de preferência com uma bebida na mão e sem preocupações com o que os vizinhos pensam. É um testemunho de que o Rock 'n' Roll puro e duro não só está vivo, como ainda tem dentes bem afiados.

A produção é impecável, mas mantém aquela crueza necessária para que o som não pareça "fabricado". Se gostas de guitarras pesadas, vozes viscerais e músicas que te fazem querer ver a banda ao vivo imediatamente, este é o teu disco de 2026.

Nota: 9.0/10

"Aqueçam as válvulas dos amplificadores e preparem o pescoço. Os Bad Marriage não vieram para pedir licença; vieram para ocupar o trono do Sleaze moderno."


Destaques: "I Love Rock and Roll, Man!", "Match Made in Hell", "The Pennyman".

Recomendado para: Fãs de Guns N' Roses, Mötley Crüe, Skid Row e qualquer pessoa que ache que o Rock deve ser perigoso e barulhento.


Temas:

01 – Head Trip
02 – Match Made In Hell
03 – Ashamed To Be Human
04 – Heaven’s a Bitch
05 – Heartache (Hard To Break)
06 – Rock n’ Roll ALIEN
07 – Rock n’ Roll MOFO
08 – Chokin’
09 – The Pennyman
10 – Dangerous
11 – Nowhere Fast
12 – House of Cards [CD Bonus Track]
13 – Victims

Banda:

Jonny Paquin – Lead Vocals
Tommy Skeoch – Lead Guitar, Rhythm Guitar
Mike Fitz – Lead Guitar, Rhythm Guitar
Todd Boisvert – Bass
Michael Delaney – Drums



Wishing Well - Playing With Fire (2026) Finlândia

 

Os finlandeses Wishing Well parecem ter uma missão clara: manter acesa a chama do Hard Rock clássico num mundo cada vez mais digitalizado. Com o lançamento de Playing With Fire (2026), o seu quinto álbum de estúdio pela Inverse Records, a banda consolida-se como a guardiã das sonoridades que outrora pertenceram a gigantes como Deep Purple e Rainbow.

Aqui está a nossa análise sobre este mergulho profundo no Rock de "velha guarda":

O Espírito do Hammond e o Virtuosismo Nórdico

Onde muitas bandas falham ao tentar soar "retro", os Wishing Well triunfam devido à química genuína entre os seus músicos. Não se trata apenas de copiar o passado, mas de o respeitar com uma execução técnica de alto nível.

  • O Duelo Hammond/Guitarra: Arto Teppo faz um trabalho magistral no órgão Hammond, canalizando a energia de Jon Lord e Don Airey. A sua interação com as guitarras de Anssi Korkiakoski em faixas como "Peace and Love and Rock 'n Roll" cria texturas que são puro deleite para os puristas.

  • A Cozinha Virtuosa: O baixo de Matti Kotkavuori é, possivelmente, a arma secreta deste disco. Em vez de se limitar a marcar o tempo, ele eleva composições como "Train of Thoughts" com linhas melódicas e complexas.

Destaques das Faixas

Faixa

Estilo

Observação

"March In the Dark"

Hard Rock Celta

Uma das mais envolventes, com uma pegada folk que refresca o álbum.

"War Cry"

Mid-tempo Pulsante

Onde o Hammond de Arto Teppo realmente brilha com autoridade.

"Peace and Love..."

Atmosférico/Retro

Anssi Korkiakoski usa pedais de efeito com mestria para criar uma aura melancólica.

O Ponto Sensível: Os Vocais

Se há um "calcanhar de Aquiles" neste registo, é a prestação de Pepe Tamminen. Embora seja um músico rítmico competente, a sua voz soa por vezes "morna" para a intensidade que as composições exigem. Ao levar o seu registo agudo ao limite em faixas como "Valley of Darkness" e "Light of Love", a audição torna-se menos apelativa do que o instrumental sugeriria. Falta-lhe aquele "punch" visceral que tornaria estas canções verdadeiros hinos.


O Veredito Final

Playing With Fire é um álbum de nicho, feito por fãs de Rock para fãs de Rock. É o disco perfeito para quem cresceu nas décadas de 70 e 80 e sente falta de composições focadas em melodias sólidas e solos orgânicos.

Embora não seja o álbum que vai levar os Wishing Well ao topo das tabelas mundiais ou conquistar a Geração Z, é uma adição digna e respeitável à sua discografia. É rock honesto, sem artifícios, feito por quem sabe o que faz.

Nota: 7.5/10

"É música para quem sabe que um órgão Hammond bem tocado vale mais do que mil sintetizadores modernos. Uma viagem nostálgica, ainda que os vocais por vezes percam o fôlego pelo caminho."


Destaques: "March In the Dark", "War Cry", "Train of Thoughts".

Recomendado para: Fãs de Deep Purple, Uriah Heep, Rainbow e entusiastas do Hard Rock finlandês.

Temas:

01. Valley Of Darkness
02. Rise And Shine
03. Train Of Thoughts
04. Let Me See The Light
05. March In The Dark
06. War Cry
07. Light Of Love
08. Peace And Love And Rock’n’Roll
09. When The Money Starts Rollin‘ In

Banda:

Juha Kivikanto – Drums
Anssi Korkiakoski – Guitars
Matti Kotkavuori – Bass
Pepe Tamminen – Vocals
Arto Teppo – Hammond



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