domingo, 29 de março de 2026

Buttercup - Baby Love Affair (LP South Africa 1975)





Buttercup - Baby Love Affair (LP Emi / Brigadiers LSS 42 - 1975) 

Members: 

Lefty Damelis – vocals 
Stephen Swann – Lead Guitar 
Philip Colyn – Bass 
John (Fluffy) de Kock – drums 
Boet Spies – organ 

Personnel: 

Engineer: Glen Pearce 
Arranged and Produced by: R. Schroder 

Pretoria group who sprung ou tonto the hit parade (Springbok Charts) with a Kenny Levine/Ernest Schoder song: “Baby Love Affair” in 1975. Realeased on EMI. Theu recorded a follow-up…”Sha La La La” the same year and faded just as quickly as they had come up. Stephen Swann did, however, resurface in 1979 with Joe Arthur as Arthur and Swann. 

Track List: 

01 - Baby Love Affair 
02 - Bye Bye Baby 
03 - Twinkle Toes 
04 - She Came In Through The Bathroom Window 
05 - Will You Still Love Me Tomorrow 
06 - Fox On The Run 
07 - Ride My See-Saw 
08 - Your Love (Is the only love) 
09 - Mandy 
10 - Don't Let My Baby Say Goodbye 
11 - I Remember The Sunshine 
12 - Down Down 

BONUS: 

13 - Sha La La La 
14 - Love Power 

L.P. tracks were kindly provided by our South African friend, John Lyle, whom we thank.
Unfortunately we don’t have the complete album covers. The graphics / Cover by João Romão 






Buddy Merrill His Guitars and Strings ‎– Sounds Of Love (LP 1968)






Buddy Merril - His Guitars and Strings ‎– Sounds Of Love (LP Accent ‎– ACS 5024, Jan. 1968)

Produtor – Buddy Merrill, Scott Seely
Género: Jazz, Pop, Easy Listening


Compinche Merrill, mais conhecido por Buddy Merrill (16 de julho de 1936) é um músico e guitarrista que ficou conhecido por participar regularmente no The Lawrence Welk Show. O seu estilo de tocar la guitarra é conhecido como multi-tracking.
Buddy Merrill nasceu em Leslie Merrill Behunin, Jr., considerado um excelente guitarrista americano e de guitarra Steel” (steel guitar).
Apelidado de "Buddy", aos oito anos, foi nessa altura que conseguiu a sua primeira guitarra e pouco depois começou a tocar ao vivo com a banda do seu pai, The Fremont River Rangers. Três anos mais tarde, ele participou com o seu pai num programa ao vivo, na estação de televisão local KDYL em Salt Lake City. Quando a família se mudou para Los Angeles, Califórnia, no início dos anos 50, ele continuou a aperfeiçoar as suas habilidades musicais, tocando tanto guitarra acústica como eléctrica. Começou também a fazer as suas próprias gravações caseiras com as suas performances.
"Sounds of Love / Buddy Merril - His Guitars and Strings", poderá ser considerado um dos seus melhores discos instrumentais. O repertório é maravilhoso, e o áudio, embora ripado do vinil, está óptimo. 


Faixas/Tracklist:

A1 Love For Sale (Cole Porter) 2:46
A2 Laura (Raksin-Mercer) 3:13
A3 A Man And A Woman (Lia-Barouk-Keller) 2:32
A4 Sophisticated Lady (Ellington, Mills, Parish) 2:27
A5 Night And Day (Cole Porter) 2:49
B1 I Will Wait For You (Michel Le Grand) 2:31
B2 Misty (Garner-Burke) 2:24
B3 Temptation (Brown-Freed) 2:14
B4 My Secret Love (Webster, Fain) 2:55
B5 Without My Lover (loch-Guitton-Michel-Engwick) 3:02





Buddy Knox & Jimmy Bowen (1957 / 1958)





Buddy Knox and Jimmy Bowen - 23 Original Classics (Buddy Knox, 1957) / Buddy Knox and Jimmy Bowen, 1958).

O actual Produtor Jimmy Bowen, na verdade, teve o seu início de carreira a tocar na banda de Buddy Knox “The Rhythm Orchids”, e juntos gravaram clássicos do rockabilly para a editora Roulette, incluindo os famosos Party Doll, Rock Your Little Baby to Sleep, Hula Love, Somebody Touched Me, Teasable, Pleasable You e muitos outros, entre 1957 e 1958.
Esta excelente compilação reúne faixas dos primeiros álbuns de Buddy Knox a solo e outras em parceria com Jimmy Bowen, baixista do grupo que os acompanhava, The Rhythm Orchids.

Buddy Knox

Buddy Wayne Knox (20 de julho de 1933 - 14 fevereiro de 1999), mais conhecido apenas por Buddy Knox,  foi um cantor e compositor americano de rock e rockabilly, tendo ficado famoso pelo seu sucesso rock de 1957, "Party Doll".
Ao longo das décadas seguintes, Buddy Knox conseguiu ainda vários outros hits que atingiram as paradas Top 40, mas nenhum como o sucesso de 1957. Fazendo permanentemente digressões, Buddy fez muita estrada, viajando quase onze meses por ano, tendo ainda participado em diversos filmes. No dia 14 de fevereiro de 1999, Buddy entrou para o Rockabilly Hall of Fame e para Rock ‘n Roll legend Buddy Knox .
Knox morreu em Bremerton, Washington, após ter lutado contra um cancro.

Jimmy" Bowen

James Albert "Jimmy" Bowen, produtor musical americano, músico de rockabilly e compositor, nasceu em 30 de novembro de 1937 em Santa Rita, Novo México. Bowen vive actualmente com a sua esposa Ginger em Phoenix, Arizona.
Jimmy é responsável por ter unido Nancy Sinatra e Lee Hazlewood, assim como ter juntado Nancy com Mel Tillis para o seu álbum, Mel and Nancy.

Faixas/Track Listings:

01. Party Doll (Bowen, Knox) - Buddy Knox
02. Don't Make Me Cry (Lanier, Knox) - Buddy Knox
03. Rock House (Orbison, Jenkins) - Buddy Knox
04. Rock-A-Billy Walk (Instrumental, Aldred, Lanier) - Buddy Knox
05. Devil Woman (B. Knox) - Buddy Knox
06. Rock Your Little Baby To Sleep (Knox) - Buddy Knox
07. Hula Love (B. Knox) - Buddy Knox
08. Mary Lou (Jesse, Bihari) - Buddy Knox
09. Maybelline (Berry, Fratto, Freed) - Buddy Knox
10. I'm In Love With You (Kirshner, Rogers) - Buddy Knox
11. Rock Around The Clock (DeKnight, Freedman) - Buddy Knox
12. That's Why I Cry (J. Dixon) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
13. Teasable, Pleasable You (J. Dixon) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
14. Somebody Touched Me (A. Ertegun) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
15. All For You (Norman Petty) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
16. Come On Baby (B. Knox) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
17. The Girl With The Golden Hair (B. Knox) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
18. By The Light Of The Silvery Moon (Madden, Edwards) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
19. My Kind Of Woman (Unknown) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
20. Blue Moon (Rodgers, Hart) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
21. Stick With Me (Jimmy Bowen) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
22. Whenever I'm Lonely (Knox, Lanier, Bowen) - Buddy Knox/Jimmy Bowen
23. The Two Step (E. Hickey) - Buddy Knox/Jimmy Bowen

Músicos Intervenientes:

Buddy Knox – voz e guitarra
The Rhythm Orchids: 
Don Lanier, Sonny Curtis (guitarra),
Jimmy Bowen (baixo e voz), 
Dave Alldred (bateria),
The Roses (vozes de apoio/backing vocals), entre outros.





Buddy Knox ‎– Buddy Knox (LP 1957)





Buddy Knox ‎– Buddy Knox (LP Roulette ‎– R-25003, Junho de 1957), acompanhado pela banda The Rhythm Orchids.
Género: Rock ‘n’ Roll, Rockabilly.

Em 1957, Buddy Knox gravou o seu primeiro grande sucesso, "Party Doll" que foi lançado em disco pela editora Roulette, conseguindo atingir a posição nº 1 na tabela da Cash Box, nesse ano. Knox vendeu mais de um milhão de cópias e recebeu um disco de ouro pela RIAA. Este êxito foi seguido por "Rock Your Little Baby To Sleep", um êxito que conseguiu a posição nº 17, e "Hula Love", outro sucesso que chegou ao nº 9. Embora ele nunca tenha alcançado o mesmo nível de sucesso artístico que Buddy Holly ou Roy Orbison, Knox teve uma longa carreira na música. Pela sua contribuição pioneira, Knox foi eleito para o Hall of Fame Rockabilly. A canção "Party Doll" foi eleita uma das 500 canções do The Rock and Roll Hall of Fame's Shaped Rock and Roll.


Buddy Knox (20 de julho de 1933 / 14 fevereiro de 1999) foi um cantor e compositor americano de rock, iniciando a sua carreira nos anos 50.
Ainda muito jovem aprendeu a tocar guitarra. Na sua adolescência, Knox e alguns amigos da escola formaram uma banda chamada "The Rhythm Orchids". 
Knox gravou algumas músicas nos estúdios de gravação em Clovis, Novo Mexico, com destaque para “Party Doll”. No início dos anos 60, Knox assinou contrato com a Liberty Records e lançou uma série de discos mais pop, com arranjos de cordas e vozes de apoio. "Dovey" e "Ling-Ting-Tong" foram as gravações mais notáveis dessa época. 
Em 1968, Knox já se encontrava meio retirado da vida artística, tendo-se mudado para Nashville, onde assinou um novo contrato de gravação com a United Artists Records. Trabalhando com o produtor Bob Montgomery, Knox aperfeiçoou o seu estilo rockabilly tradicional para outro mais moderno, com um som também mais actualizado.
Vários singles foram gravados por Knox, entre 1968 e 1974, tendo sido notável o facto dele ter experimentado uma variedade de sons e estilos e, do ponto de vista crítico e criativo, pode ter sido a sua época mais produtiva. 
Knox morreu de cancro do pulmão em 1999, em Bremerton, Washington.


Faixas/Tracklist: 

A1 Party Doll (Knox, Bowen) 2:12
A2 Don't Make Me Cry (Knox, Lanier) 2:23
A3 Rock House (Jenkins, Orbison) 1:51
A4 Rock-A-Billy Walk (Instrumental) (Alldred, Lanier) 2:15
A5 Devil Woman (Knox) 2:08
A6 Rock Your Little Baby To Sleep (Knox) 2:15
B1 Hula Love (Knox) 2:18
B2 Mary Lou (Buddy Knox) 2:20
B3 Maybelline (Freed, Berry, Fratto) 1:50
B4 'Cause I'm In Love (Kirshner, Rogers) 1:50
B5 Rock Around The Clock (DeKnight, Freedman) 1:55

Banda de acompanhamento: The Rhythm Orchids.





death's dynamic shroud.wmv and galen tipton - Mobile Suit Gym Rat (2026)

 

death's dynamic shroud.wmv and galen tipton
Após trabalharem em projetos solo e outros em 2025, Keith Rankin, do death's dynamic shroud, e galen tipton se uniram mais uma vez para um lançamento quase surpresa com o energético "Mobile Suit Gym Rat" . Em vez de continuarem com o caos de " You Like Music" ou se aventurarem no trabalho mais atmosférico que Keith Rankin vem compondo recentemente, a dupla se vê sintonizando uma nova estação com um disco vibrante que comprova ainda mais seu domínio no cenário da música eletrônica dançante.

Combinando elementos de exercícios aeróbicos dos anos 80, lutas e uma estética aerodinâmica que lembra o filme "Frutiger", Rankin e Tipton criam um disco divertido e eclético, onde exploram diversos estilos eletrônicos com pegada de clube, mantendo e aprimorando seus sons característicos. Enquanto as músicas de " Decadent Stress Chamber" pareciam construídas em torno de samples, estas faixas se concentram na variedade de padrões de bateria que a dupla utiliza. “Dark Empath” é impactante e estrondosa, “Seething Chud” tem batidas crocantes, quase roucas, “Slop Merchant” usa uma bateria com inspiração pós-industrial, enquanto “Don't Cry It's Only Music” evolui e complexifica o modelo ocasionalmente repetitivo do drum and bass atmosférico. Até mesmo faixas que parecem “básicas” para a dupla são magistralmente elaboradas, como “Rip Swan”, uma vitrine cativante e tecnicamente impressionante. Minha percussão favorita está em “Gungan Motion”, já que tanta textura é criada apenas com a profundidade e o contraste de diferentes tambores. Isso sem mencionar a pseudo-percussão, como vários efeitos sonoros estrondosos que você associaria a aeróbica ou a um jogo de luta. Há até um momento interessante em “Junk Band” onde Diana Starshine consegue harmonizar com os hi-hats brilhantes de uma forma que eu nunca ouvi antes.

Agora, preciso mencionar o trabalho com samples. Não há mais o tradicional glitch pop ou as amostras vaporwave de Rankin, nem o trabalho totalmente insano de DJ Galen em The Death of Music , mas sim uma espécie de meio-termo... se é que podemos chamar assim. Ambos ainda mantêm seus estilos característicos, mas também evoluem a partir deles. Ainda temos samples hipercortados que funcionam quase como a própria batida em músicas como "Gungan Motion", e também os cortes de Rankin em "Angel Crap", onde samples de diferentes tons são sobrepostos, mas agora há mais. Há um trabalho interessante com samples que soa como spammar um golpe em Super Smash Bros. Ultimate.Em "Slop Merchant", linhas de voz agressivas e repetidas são gritadas. Depois, há uma espécie de sample alienígena e robótico em "Seething Chud", que ainda conta com um icônico discurso de T-Pain sampleado e distorcido... "faça música diferente!". Minha faixa favorita, que também tem meu trabalho de sample favorito, é "Trauma John", onde cânticos indistinguíveis sobre "fitness" são sampleados sobre batidas extremamente ásperas e texturizadas. Em seguida, temos o que soa como uma inversão cômica de um sample de Keith Rankin, com vocais pop tão agudos e nasais que se tornam maravilhosamente ininteligíveis. Para mim, "Trauma John" representa a dupla no auge de sua criatividade e prova por que Keith Rankin e Galen Tipton são duas das vozes mais inventivas da música eletrônica.

Embora Rankin e Tipton se afastem da profusão de glitches e experimentações que caracterizaram seus trabalhos recentes, ainda há espaço para que as expectativas sejam desafiadas, já que "Avant-Teen Star" apresenta um final glitchy nada convencional e "Sip Flavored Air" tem uma quebra insana no meio da faixa. Não tenho muitas queixas aqui, talvez uma seja que algumas faixas não exploram totalmente o potencial da dupla, mas faixas como "Trauma John" e o final compensam isso, especialmente com uma estética interessante que permeia o álbum.

No geral, estou extremamente satisfeito com este lançamento quase surpresa da minha dupla favorita ultimamente, Galen Tipton e Keith Rankin. Eles continuam a demolir as fronteiras da música eletrônica para clubes, focando em um álbum que seria perfeito para tocar na academia (bem, se você for meio excêntrico... mas de um jeito bom). Baterias impactantes e intensas, efeitos sonoros estrondosos, sintetizadores vibrantes e samples criativos definem este álbum inspirado na aeróbica dos anos 80, enquanto a dupla continua consistente e criativa. Um forte candidato a álbum do ano para mim, e já me conquistou desde a primeira audição. Agradeço às mentes inovadoras de Keith Rankin (também conhecido como Giant Claw ) e Galen Tipton por mais um álbum incrível.




Slayyyter - Wor$t Girl in America (2026)

O álbum "WOR$T GIRL IN AMERICA" de Slayyyter é uma história autobiográfica sobre sua infância em St. Louis, Missouri. Slayyyter é natural de St. Louis, onde "praticamente viveu a vida toda". Ela descreve a maior parte da sua juventude como uma espécie de excluída. Com o tempo, Slayyyter descobriu e desenvolveu uma apreciação pela cultura do início dos anos 2000. Os sons deste álbum foram baseados nas músicas que ela ouvia no seu iPod durante a adolescência, como Soulwax, Justice, MIA, Britney Spears, Lady Gaga, etc. Com todos esses elementos combinados, ela produziu, sem dúvida, um dos melhores álbuns da década.

Os singles foram todos fenomenais e uma amostra perfeita do que esperar do resto do álbum. 'CRANK' e 'OLD TECHNOLOGY' insinuaram a sonoridade industrial e estridente que apareceria mais tarde, 'DANCE…' nos deu uma amostra do synth-house francês que estava por vir, e 'CANNIBALISM' mostrou sua versatilidade tanto em sons quanto em letras.

A segunda metade do álbum estava repleta de sintetizadores viciantes, linhas de baixo pesadas, vocais estelares, refrões cativantes, gritos ensurdecedores e as letras mais vulneráveis ​​que já ouvimos de Slayyyter. Já a vimos vulnerável em outras músicas, como 'Out Of Time' e 'Troubled Paradise'. No entanto, uma música como 'BRITTANY MURPHY.' mostra Slayyyter sob uma luz que nunca vimos antes, onde ela relata a realidade de planejar tirar a própria vida e imaginar seu próprio funeral. Essa me tocou profundamente.

Ela lançou a primeira metade do álbum com singles e videoclipes, uma escolha ousada, considerando a falta de relevância cultural que os videoclipes têm hoje em dia. É cristalino que o aspecto visual de sua música é extremamente vital, especialmente para este álbum. Cada videoclipe parece um pequeno trecho de um filme e, se você os assistir em uma determinada ordem, a experiência se desenrola como um curta-metragem. Eles são repletos de referências e homenageiam filmes de terror, clássicos cult como Donnie Darko (especialmente com o simbolismo do coelho) e o cinema em geral. Ela consegue retratar todos os elementos icônicos desses filmes de uma forma que parece muito específica da persona Slayyyter.

É raro um álbum pop ser ambicioso como 'WOR$T GIRL IN AMERICA'. É fácil se perder no simbolismo e na mitologia e acabar criando um álbum sem graça. Este álbum é um exemplo perfeito de fazer exatamente o oposto. Slayyyter entregou uma história coesa e de alta qualidade através de suas letras e de seus visuais, tudo isso com o apoio de uma produção excepcional.



Bill Callahan - My Days of 58 (2026)

 

My Days of 58 é um típico disco de Bill Callahan (anteriormente conhecido como Smog): agora no 30º ano de uma carreira de compositor de nível divino, Callahan entrega mais uma obra profunda, repleta de histórias. My Days of 58, seu 20º álbum de estúdio, abre com “Why Do Men Sing”, uma faixa que encapsula perfeitamente o tom sereno do álbum: Callahan, pensativo como sempre, questiona a interseção entre moralidade e mortalidade, com o apoio de sua banda de músicos “hobo stew”. “Computer” apresenta um lamento neoludita sobre o estado atual do mundo cibernético, com Callahan encenando uma história de homem versus máquina semelhante a “John Henry”, de Guthrie, na qual ele desmonta o fetiche do nosso oligarca da tecnologia por autotune e inteligência artificial com pérolas como “Qualquer que fosse o sonho original / Esta máquina se tornou a guilhotina da aldeia” e “Eu não sou um robô e nunca serei”. “Highway Born” é um pôr do sol saudável, de um laranja profundo, que tematicamente lembra uma versão modernizada de “On The Road Again”, cantada com a leveza descontraída de uma música do Jimmy Buffett. Eu poderia continuar assim por toda a lista de faixas, mas basta dizer que Callahan continua abrindo um caminho imenso para seus contemporâneos em My Days of 58, rindo na cara da morte o tempo todo (“Hee hee!”).



ROCK ART


 

ASYLUM ROAD – Cerca Trova EP

 

Misturando elementos de groove metal e hardcore melódico, com influências de Machine Head e Sevendust, a banda irlandesa Asylum Road entregou riffs absolutamente incríveis em seu brilhante EP 'The Fear', lançado em 2024. Alguns vocais podem ter dividido opiniões com sua abordagem genuinamente agressiva, mas do ponto de vista musical – e considerando o material em termos de metal clássico executado com precisão, sem soar datado – o lançamento foi de primeira qualidade.

As quatro faixas que compõem 'Cerca Trova', de 2026, são tão grandiosas quanto... se não mais. A faixa-título reintroduz a banda com um riff de groove metal perfeitamente afinado, que coloca o guitarrista Paul Sandy em destaque, e, juntamente com a bateria sólida de Eithan Murray, formam uma dupla brilhantemente poderosa. Conforme a música avança, a solidez do som supera a originalidade: à medida que o riff se impõe por trás do vocal profundo de Darryn McCartney, a influência de 'Ashes of the Wake' e da era 'Sacrament' do Lamb of God fica mais do que óbvia para a maioria. Dito isso, eles reciclam essa influência com maestria; quando a faixa de abertura realmente engata, ela se torna uma obra-prima do metal, que demonstra o talento de todos os envolvidos de forma genuinamente eficaz. Com um breve interlúdio acústico no meio da música, há também um indício de que esses caras têm alguns truques na manga.

'Mask of Oblivion' é bem mais pesada em alguns momentos, mas, de muitas maneiras, revela uma banda ainda mais interessante. Antes que seu som pesado característico entre em cena, porém, uma longa introdução apresenta uma forte mistura de atmosfera e melodia. Um drone lento surge, sobre o qual uma guitarra solo harmônica dupla toca uma melodia lenta e melancólica. Há uma sensação de algo sombrio em seu âmago, e uma pressentimento de que algo mais pesado está prestes a emergir, mas é uma maneira fantástica de abrir a faixa. O riff pesado esperado traz consigo uma abordagem mais staccato, e as guitarras afiadas misturam thrash clássico e hardcore de forma impecável, antes que um vocal potente e rouco complete o quadro em grande estilo. Apesar da música forte, uma harmonia estranha aplicada ao refrão ameaça descarrilar o som agradavelmente pesado que se estabelece rapidamente no verso impactante. Falta melodia e um tom realmente dissonante torna a audição difícil, mas pode-se dizer que é certamente distinta e quase diferente de tudo o que já se ouviu. Felizmente, os elementos construídos em torno disso oferecem ótimas melodias pesadas, que variam da mistura usual de metal e hardcore da banda a um solo de guitarra cortante que traz sons surpreendentemente old school para a vasta paleta musical do Asylum Road, e até mesmo uma coda de piano suave que soa mais como uma trilha sonora de filme, o que confere uma sensação ainda maior de grandiosidade à faixa. Nem tudo funciona, mas quando funciona, tem o potencial de te deixar de queixo caído.

'Cut To The Bone' é um pouco mais acessível em alguns trechos, mas certamente não menos pesado. O riff de abertura é imenso: em vez de partir direto para o groove metalcore esperado, a banda opta por esmagar o público com um grindcore lento e profundo, colocando as partes de guitarra e baixo em primeiro plano. A transição para o verso traz mais da potência esperada, fazendo com que o baterista Eithan soe ocasionalmente como uma verdadeira força da natureza, mas ainda há um forte foco em um som groove metal. Isso não só se encaixa perfeitamente aos músicos, como também cria um pano de fundo muito natural para o vocal gutural de McCartney, com sua pegada hardcore. Some a isso um refrão grandioso e, para a maioria das bandas, isso seria mais do que suficiente para sustentar quatro minutos de peso intenso, mas esses caras têm um pouco mais de peso técnico na manga. Primeiramente, por volta da metade de uma faixa soberba, o groove pesado acelera um pouco e demonstra a facilidade com que Paul consegue encaixar um riff clássico de thrash metal. No final da música, o Asylum Road ainda reserva um espaço para um riff de doom metal intenso, combinando uma extrema intensidade e um ritmo fúnebre com um rugido gutural, trazendo uma pitada de death metal. Se você nunca ouviu Asylum Road antes, ouça esta música primeiro; ela demonstra todas as suas melhores habilidades.

Para finalizar o EP, "Death Starts" pega o groove metal característico da banda e o aplica a algo um pouco mais thrash, criando uma introdução cativante onde os timbres de guitarra brilhantemente abrasivos de Paul são sublinhados por um som de baixo poderoso de Brian Smyth, antes da faixa explodir em um mundo de hardcore onde uma agressividade ainda maior assume o protagonismo. Após alguns compassos, parece que o Asylum Road atingiu o ápice da intensidade, e é um alívio quando tudo se acalma para dar espaço ao vocal. Mas isso também assume uma abordagem ligeiramente diferente, com Darryn apresentando um timbre mais voltado para o hardcore/metalcore. Isso obviamente funciona para a banda – parece que não há muito que eles não consigam lidar bem quando se trata de riffs intensos e/ou pesados ​​– mas há uma sensação de que eles soam muito melhor quando exploram um groove mais presente. No entanto, essa faixa compensa isso com uma brilhante seção instrumental intermediária, onde duas guitarras solo remetem a um som mais old school e um ótimo solo de Paul traz melodias orientais/árabes à tona. No geral, 'Death Starts' é uma impressionante dose de hardcore, mas em termos de "música", parece ser o elo mais fraco deste lançamento. Por outro lado, está competindo com artistas de peso...

Com três faixas absolutamente matadoras e uma oferta intensa que demonstra potencial, 'Cerca Trova' é um EP mais do que sólido, apresentando material que deve agradar à maioria dos fãs de um som de metal mais extremo. Apresentando arranjos que soam agradavelmente complexos sem serem pretensiosos, e com uma natureza tonalmente variável, as melhores faixas exigirão algumas audições, mas uma vez que isso aconteça, fica muito claro que o Asylum Road tem todo o talento necessário para se firmar na cena underground do metal. Uma audição recomendada.



THE ROCKERATI – Having Fun With…

 

Ao longo de 2025, a banda The Rockerati, de Brighton, sustentou o cenário underground do rock britânico com alguns singles agradáveis ​​e um EP, todos com um som agradavelmente natural e inspirado no analógico. Priorizando a energia em detrimento da originalidade, o volume em detrimento da sutileza, as melhores faixas da banda tinham um toque nostálgico, mas, ao mesmo tempo, nunca demonstraram que a abordagem do The Rockerati estivesse cansada.

Os singles retornam em grande estilo para apresentar os destaques do lançamento de 2026, 'Having Fun With…', o primeiro álbum completo do Rockerati desde 'Waterloo Sunrise', lançado lá nos tempos pré-Covid de 2018. 'Analogue Again', como o título sugere, é uma homenagem ao passado, mas da melhor maneira possível. Após alguns acordes poderosos, a banda desliza sem esforço para um rock and roll com toques de R&B, onde a essência do Flamin' Groovies encontra a pegada crua e direta do Dr. Feelgood. Com um vocal que faz tudo parecer um Dave Edmunds turbinado, é definitivamente uma música com alma antiga que vai agradar aos fãs com um gosto retrô. Com apenas dois minutos de duração, 'Having Fun With…' abre o álbum com uma explosão absoluta, mostrando o líder David McCarthy dando tudo de si.

Em "Big Dog", o The Rockerati ainda exibe um vocal que lembra o auge de Edmunds, e a performance apresenta uma ótima melodia de pub rock, mas em termos de riffs, a banda optou por um rock pesado e cru. Com os amplificadores no máximo, a banda adiciona elementos do clássico do Quo, "Caroline", à mistura, juntamente com algumas outras referências à poderosa dupla Rossi/Parfitt de meados dos anos 70, e por trás das guitarras distorcidas, uma linha de baixo marcante ajuda a dar a este grupo britânico uma força considerável. Com muita distorção e um refrão que pede para cantar junto a plenos pulmões, este é um exercício old school feito para proporcionar ao ouvinte uma ótima experiência. É legal? Claro que não. Isso importa? Absolutamente não. Apenas aumente o volume e curta; assim você experimentará esta banda no seu melhor.

Aprofundando-nos no material do álbum, "That Elusive Sound" começa com uma enorme virada de bateria de Justin Welch, antes de fazer um desvio inesperado para um riff de pub rock cheio de atitude, com a confiança típica do glam rock clássico. Como era de se esperar, isso permite que um som de guitarra enorme e levemente distorcido assuma o protagonismo, e entre uma ótima base rítmica e um solo bluesy, a música por si só sustenta a faixa. Talvez seja melhor assim, já que o som muito alto e ao vivo da gravação às vezes faz com que os vocais soem como um mero detalhe. Não que isso estrague a música; pelo contrário, reforça a sensação de que as melhores faixas da banda soam como se tivessem sido criadas no calor do momento. Em uma direção mais melódica, "Long Lost Hooklines" mistura um riff com forte inspiração nos anos 70 com um vocal harmonioso e um tanto cru, antes de dar espaço para alguns solos irreverentes que não se preocupam com a perfeição. Isso demonstra com muita facilidade o amor de David pelo rock de meados ao final dos anos 70, e embora a originalidade não seja realmente importante, a energia e o senso de diversão permeiam quase todas as notas.

Guitarras mais cruas são o coração de 'Right End of The Wrong Stick', proporcionando uma companhia perfeita para um vocal com eco que, em alguns momentos, transmite uma melodia que soa como se estivesse canalizando o country rock. Avançando na música, a abordagem de chamada e resposta entre voz e guitarra oferece um gancho bem-vindo, ainda que simples, e o refrão em destaque ocasionalmente lembra um parente distante de John Hiatt, só que se ele tivesse um espírito festivo e uma performance um pouco mais estridente. Oferecendo mais destaque ao ótimo timbre da guitarra solo, 'Lonesome Side of Town' mistura algumas melodias de country rock cruas com um ritmo bluesy, o que, novamente, não soaria necessariamente errado nas mãos de John Hiatt ou Nick Lowe, mas para aqueles que já conhecem o The Rockerati, a mistura de harmonias rústicas e valores de produção pouco refinados garantirá que não haja dúvidas sobre o artista responsável.

Com uma introdução primorosa, repleta de guitarras cristalinas, 'Little Black Book' apresenta uma sonoridade completamente diferente da banda. Aqui, um arranjo com influências de uma ou duas faixas antigas do Merseybeat faz com que o The Rockerati soe mais como The Scruffs, o que, por sua vez, torna ainda mais evidente o motivo pelo qual alguns de seus trabalhos anteriores receberam uma resposta entusiasmada de algumas rádios americanas. O andamento moderado, as harmonias grandiosas e o som dominante da guitarra se unem para criar algo com uma sonoridade clássica desde o início, e mesmo com um vocal principal um pouco instável, a combinação de melodia familiar e refrão simples coloca o EP em seu melhor momento. Apesar de ter nascido na costa sul da Inglaterra, este EP soa como algo destinado ao Little Steven's Underground Garage, pronto para receber o carinho do lendário Michael des Barres e seus amigos. Em outra faixa, "The Brightest Light Comes From A Burning Bridge" deixa de lado a maioria dos climas típicos do The Rockerati para uma música acústica reflexiva, onde o ótimo uso de harmonias e uma melodia à moda antiga acentuam o amor pelo som característico da música americana. Tendo já demonstrado com que facilidade o The Rockerati domina riffs e refrões com toda a sua potência, é ótimo ouvir David deixando suas habilidades de composição brilharem sem a pretensão de se esconder atrás delas.

Um dos destaques do álbum, "Oneway Ticket To Funtown" mergulha a banda de cabeça em um mundo de riffs sujos, onde uma estética rock 'n' roll colore mais um pub rock energético. Mais uma vez, é fácil comparar a banda com Rockpile e Ian Gomm, mas as guitarras distorcidas, os ritmos sólidos e – principalmente – o solo de guitarra que atravessa o centro de uma música já eletrizante com alguns toques furiosos e cortantes, criam algo que é puro rock. É uma ótima música antes do clímax, mas os gritos repetidos do título encerram a faixa com, possivelmente, o seu refrão mais grudento. Com apenas dois minutos de duração, a música não deixa nada ao acaso, e sua combinação de riffs pesados ​​e linhas de baixo frenéticas realmente ajuda a revigorar a banda. [ O espírito desta música torna muito óbvio por que uma versão igualmente poderosa de "Leave My Kitten Alone", de Nick Lowe, pode ser encontrada na versão em CD de "Having Fun With…" como faixa bônus, e ainda soa como algo que o The Rockerati criou do zero em 2025 ].

Com onze faixas repletas de riffs familiares, mas repaginados com uma energia contemporânea, há pouquíssimas músicas dispensáveis ​​neste disco. Naturalmente, algumas funcionam melhor que outras, mas praticamente todas soam bem com o volume no máximo. Quem busca canções de protesto, introspecção contemplativa, letras que revelam demônios pessoais ou expõem podres da vida pública achará este álbum frívolo demais, mas essa é justamente a proposta: trata-se de puro e genuíno rock 'n' roll para quem estiver disposto a embarcar nessa jornada.


Destaque

And Then Came Fall • And Then Came Fall 2018

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