sábado, 9 de maio de 2026

Degreed - Curtain Calls (2026) Suécia

 

Os suecos dos Degreed chegam ao seu oitavo álbum de estúdio com uma confiança que beira a insolência. Em Curtain Calls (2026), a banda — composta por Robin Eriksson, Mats Eriksson, Mikael Blanc e Daniel Johansson — continua a ser o pesadelo dos críticos que precisam de rótulos para dormir à noite.

É AOR? É Hard Rock moderno? É Metal melódico? A resposta curta é: sim. A resposta longa é que o Degreed é como um boxeador veterano: ágil, preciso e perfeitamente consciente de quando deve desferir o golpe de misericórdia.


Avaliação: Degreed – Curtain Calls (2026)

A Produção e a Identidade "Fora da Caixa"

Produzido pelo baterista Mats Eriksson no seu estúdio Boombridge, em Kopparberg, o álbum possui uma sonoridade cristalina e vigorosa. O Degreed já nos tinha conquistado com o "rock urbano" do EP The Leftovers (2025), mas em Curtain Calls eles elevam a ambição. Eles transitam entre a agressividade contemporânea e a suavidade melódica com uma naturalidade que faz outras bandas parecerem estar a tentar demasiado.


O Alinhamento: Entre o Inferno e a Luz

Faixa(s)

Estilo Dominante

O que esperar

"One Helluva Ride" / "Holding On To Yesterday"

Modern Hard Rock

Riffs de alta octanagem, ritmos graves e vocais explosivos.

"Believe" / "Matter Of The Heart"

AOR Puro

Mergulhos profundos na melodia, com refrões cativantes.

"Guiding Light"

Hard Rock Equilibrado

O caminho do meio; a essência clássica da banda.

"Broken Dreams"

Rock Sinfónico

Uma linha envolvente e grandiosa que foge ao óbvio.

"My Blood" / "Curtain Calls"

Melodic Hard Rock

O ponto de encontro entre o brio escandinavo e os canadianos do Harem Scarem.


O Elemento Destoante: "The Rambler"

Se o álbum tem um coração excêntrico, ele bate em "The Rambler". A faixa começa de forma despida, com um refrão acústico repetitivo, apenas para explodir num drama rock monumental. Com referências líricas a lendas como Kansas e Led Zeppelin, a música constrói um clímax épico que a separa de tudo o resto no disco. É, talvez, a única que carrega o peso de um clássico instantâneo.

"Degreed não desperdiça energia. Cada nota em Curtain Calls parece calibrada para atingir o alvo, quer seja através de um riff metálico ou de uma harmonia que remete para os anos 80."


O Veredito Final

Curtain Calls não é um álbum de "amor à primeira audição" para quem espera apenas ganchos fáceis. Ele exige tempo. É um disco que se insinua lentamente, revelando camadas de rock contemporâneo de arestas afiadas por baixo de uma superfície melódica.

À exceção de "The Rambler", o álbum funciona melhor como um corpo de trabalho sólido do que como uma coleção de singles. É o som de uma banda que parou de seguir regras para começar a ditar as suas próprias.

Nota: 8.4/10

Destaques: "The Rambler", "One Helluva Ride" e a cadência de "Broken Dreams".

Recomendado para: Fãs de H.E.A.T., Harem Scarem, Work of Art e de quem gosta de rock que desafia definições fáceis.


Temas:

1. One Helluva Ride
2. Holding On To Yesterday
3. Believe
4. Guiding Light
5. My Blood
6. Curtain Calls
7. The Rambler
8. Matter Of The Heart
9. Broken Dreams
10. Promise Me

Banda:

Robin Eriksson - Bass/Vocals
Mats Eriksson - Drums
Mikael Blanc - Keyboards
Daniel Johansson – Guitars



Catalano - Perfect Storm (2026) Austrália

 

Se o objetivo de Roxxi Catalano era capturar o espírito indomável do Sunset Strip de 1986 e transportá-lo diretamente para a Austrália de 2026, então missão cumprida. Perfect Storm não é apenas um título de álbum; é uma descrição precisa do que acontece quando o Glam Metal tradicional é executado com convicção, produção de elite e uma atitude que ignora solenemente qualquer tendência moderna.

Aqui está a nossa análise sobre este lançamento que promete colocar o Hard Rock australiano novamente no mapa do Melodic Rock mundial.


Avaliação: Catalano – Perfect Storm (2026)

A Filosofia de Roxxi: Sem Reinventar a Roda

Roxxi Catalano (ex-De La Cruz) foi muito honesto ao dizer que não pretendia inventar nada de novo. Em vez disso, ele focou-se em aperfeiçoar a fórmula. Onde muitas bandas de "revival" falham por soar a paródia, os Catalano triunfam pela autenticidade. É música feita de fã para fã, com o coração em 1980 e as mãos nos instrumentos de 2026.

O Poder do Quarteto

A química entre os membros é o que sustenta esta tempestade:

  • Roxxi Catalano (Vocais): Traz a garra e o carisma necessários para liderar hinos de arena.

  • Danny Ritz (Guitarra): O verdadeiro "motor" do disco, entregando riffs que são autênticos ganchos e solos que brilham sem serem excessivamente técnicos.

  • Jackson Van Den Bosch e Arthur Cassin: Uma seção rítmica sólida que garante o balanço (groove) indispensável ao Hard Rock.


Mapeamento da Experiência

Atributo

Impacto em Perfect Storm

Energia

Contagiante do início ao fim; não há baladas para "quebrar o gelo".

Produção

Cristalina e potente, dando o destaque merecido às camadas de guitarra.

Composição

8 faixas, 8 hinos. Nenhuma música é desperdiçada (all killer, no filler).

Refrões

Desenhados especificamente para serem berrados a plenos pulmões.

Destaques Sonoros

O álbum é curto (apenas 8 faixas), o que é uma escolha inteligente: ele bate forte, deixa a sua marca e sai de cena antes de se tornar repetitivo. As guitarras de Danny Ritz são o fio condutor, criando uma "parede de som" que suporta as melodias vocais extremamente orelhudas. Se gostas de coros grandiosos e ritmos que te fazem bater o pé instantaneamente, este disco foi feito para ti.


O Veredito Final

Perfect Storm é uma celebração gloriosa do Hard Rock melódico. Pode não reinventar a roda, mas dá-lhe um acabamento cromado e coloca-a a rolar a 200 km/h numa autoestrada em direção ao sol. É um disco revigorante, honesto e, acima de tudo, divertido — algo que o Rock às vezes esquece de ser.

Nota: 8.8/10

"Roxxi Catalano provou que a 'roda' dos anos 80 ainda tem muita estrada pela frente. Perfect Storm é um hino à persistência do Glam Metal, servido com sotaque australiano e uma produção de fazer inveja."


Destaques: A performance de Danny Ritz nas guitarras e a consistência das 8 faixas.

Recomendado para: Fãs de De La Cruz, Danger Danger, Skid Row e qualquer pessoa que ainda acredite que a felicidade se encontra num bom riff de guitarra e muita laca no cabelo.


Temas:

01. City Lights
02. Perfect Storm
03. I Need To Rock
04. Lovin' You Is Hard (But Leavin' Isn't Easy)
05. Comin' In Hot
06. Can't Change Me
07. Unrequited
08. Foolish Hearts

Banda:

Roxxi Catalano - Vocals
Danny Ritz - Guitars
Jackson Van Den Bosch - Bass
Arthur Cassin - Drums




Destaque

Genocide Association

Genocide Association  ! Banda? Não! Projeto? Não! Piada? Sim! Resumindo, tudo aconteceu em 1983 em Nottingham. Digby "Dig" Pearson...