Rio Grande
Dia de Passeio
(letra)
Pinta os lábios de vermelho
Passa meia hora ao espelho
Mostra-me do que és capaz
Hoje é dia de passeio
E enquanto eu me barbeio
Passa o pente no rapaz
A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita
À saída da portagem
E mais tarde pela ‘linha’
Bebe-se a brisa marinha
E aprecia-se a paisagem
Quando acaba o casario
Onde não chega o Bugio
Vem a Boca-do-Inferno
O mar em contestação
Se isto é assim no Verão
O que fará no Inverno
Mandei vir o que pedias
Isto um dia são dias
Na esplanada das muralhas
Para nós são limonadas
O rapaz pediu queijadas
– Cuidado com as migalhas!
O Sol já se quer deitar
Está na hora de abalar
Arrepia-me esta aragem
Fui onde Deus pôs a mão
Volto à minha condição
De regresso à outra margem
(Joao Manuel Gil Lopes / Joao Daniel Pereira Nunes Monge)
Humanos
Muda de Vida
(letra)
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens… que ser assim
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens… que ser assim
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar
António Variações
Lisboa Menina e Moça
Carlos do Carmo
No Castelo ponho um cotovelo
Em Alfama descanso o olhar
E assim desfaço o novelo de azul e mar
Á Ribeira encosto a cabeça
Almofada da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
na cambraia dum beijo
Lisboa menina e moça menina
Da luz que os meus olhos vêm tão pura
Teus seios são as colinas varina
Pregão que me traz à porta ternura
Cidade a ponto-luz bordada
Toalha á beira-mar estendida
Lisboa menina e moça amada
Cidade mulher da minha vida
No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri,
és mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho um fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho,
que me faz cantar
Lisboa menina e moça menina
Da luz que os meus olhos vêm tão pura
Teus seios são as colinas varina
Pregão que me traz à porta ternura
Cidade a ponto-luz bordada
Toalha á beira-mar estendida
Lisboa menina e moça amada
Cidade mulher da minha vida
Lisboa no meu amor deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça amada
Cidade mulher da minha vida
(Fernando Tordo / Joaquim Pessoa / José Carlos Ary Dos Santos / Paulo de Carvalho)
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