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| Martinho da Vila |
A Carne é Fraca
Martinho da Vila
Eu não quero esta mulher, ai, ai
Não quero
Mais qualquer coisa
Me obriga a ir lhe procurar
Eu não sei se foram os seus beijos
Esses malditos desejos a me atormentar
Para esquecê-la me esforço
Mais não posso
Para esquecê-la me esforço
Mais não posso
Sua silhueta é uma sedução
Vivo com seu nome na imaginação
A carne é fraca
Tentação é desumana
Um mal destino me indicou essa mundana
E um anjo bom me diz
Esta mulher vai lhe jogar na lama
A Felicidade
Martinho da Vila
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do Carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Adeus Mariana
Martinho da Vila
Saí lá da cidade e fui morar na serra
Com a linda Mariana moça lá de fora
Um dia estranhei o carinho dela
E disse adeus Mariana que eu já vou embora
Gaúcha de verdade, de Quatro Costados
Usa chapéu grande, bombacha, espora
Mas eu que estava vendo um caso complicado
Disse adeus Mariana eu já vou embora
Nem bem rompeu o dia me tirou da cama
Encilhou o tordilho saiu campo à fora
Eu fiquei danado e corri gritando
Volta Mariana que eu não vou embora
Ela não disse nada mas ficou cismando
Que era desta vez que eu daria o fora
Agarrou solteira, veio contra mim
Eu disse larga Mariana que eu não vou embora
Mas ela de zangada foi quebrando tudo
E eu aí peguei a trouxa e saí dizendo
Adeus Mariana que eu já vou embora
Água do Rio
Martinho da Vila
Tudo ficou diferente
Depois que você me deixou
Dos nossos beijos ardentes
Hoje resta o amargo sabor
Até a água do rio
Que a sua pele banhou
Também secou com a saudade
Que a sua ausência deixou
A lua não tem mais brilho
O sol não tem mais calor
O pomar não dá mais fruto
O jardim não dá mais flor
Daquelas noites tão lindas
Que nos inspiravam o amor
Hoje só resta saudade
Muito sofrimento e dor

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