sexta-feira, 24 de junho de 2022

POEMAS CANTADOS DE MARTINHO DA VILA


Martinho da Vila

 A Carne é Fraca

Martinho da Vila


Eu não quero esta mulher, ai, ai

Não quero

Mais qualquer coisa

Me obriga a ir lhe procurar

Eu não sei se foram os seus beijos

Esses malditos desejos a me atormentar

Para esquecê-la me esforço

Mais não posso

Para esquecê-la me esforço

Mais não posso

Sua silhueta é uma sedução

Vivo com seu nome na imaginação

A carne é fraca

Tentação é desumana

Um mal destino me indicou essa mundana

E um anjo bom me diz

Esta mulher vai lhe jogar na lama



A Felicidade

Martinho da Vila


Tristeza não tem fim

Felicidade sim


A felicidade é como a gota

De orvalho numa pétala de flor

Brilha tranqüila

Depois de leve oscila

E cai como uma lágrima de amor


A felicidade do pobre parece

A grande ilusão do Carnaval

A gente trabalha o ano inteiro

Por um momento de sonho

Pra fazer a fantasia

De rei ou de pirata ou jardineira

Pra tudo se acabar na quarta feira


Tristeza não tem fim

Felicidade sim


A felicidade é como a pluma

Que o vento vai levando pelo ar

Voa tão leve

Mas tem a vida breve

Precisa que haja vento sem parar


A minha felicidade está sonhando

Nos olhos da minha namorada

É como esta noite

Passando, passando

Em busca da madrugada

Falem baixo, por favor

Pra que ela acorde alegre como o dia

Oferecendo beijos de amor


Tristeza não tem fim



Adeus Mariana

Martinho da Vila


Saí lá da cidade e fui morar na serra

Com a linda Mariana moça lá de fora

Um dia estranhei o carinho dela

E disse adeus Mariana que eu já vou embora

Gaúcha de verdade, de Quatro Costados

Usa chapéu grande, bombacha, espora

Mas eu que estava vendo um caso complicado

Disse adeus Mariana eu já vou embora

Nem bem rompeu o dia me tirou da cama

Encilhou o tordilho saiu campo à fora


Eu fiquei danado e corri gritando

Volta Mariana que eu não vou embora

Ela não disse nada mas ficou cismando

Que era desta vez que eu daria o fora

Agarrou solteira, veio contra mim

Eu disse larga Mariana que eu não vou embora

Mas ela de zangada foi quebrando tudo

E eu aí peguei a trouxa e saí dizendo

Adeus Mariana que eu já vou embora



Água do Rio

Martinho da Vila


Tudo ficou diferente

Depois que você me deixou

Dos nossos beijos ardentes

Hoje resta o amargo sabor

Até a água do rio

Que a sua pele banhou

Também secou com a saudade

Que a sua ausência deixou

A lua não tem mais brilho

O sol não tem mais calor

O pomar não dá mais fruto

O jardim não dá mais flor

Daquelas noites tão lindas

Que nos inspiravam o amor

Hoje só resta saudade

Muito sofrimento e dor




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