Minha mãe, quando te vejo
Sinto a vida que me déste
Renascer num terno beijo
Teus cabelos tão branquinhos
Ficam ainda mais belos
Ao sabor dos meus carinhos
Nos olhos teus
Que me falam de distância
Vejo as duas sentinelas
Que guardaram minha infância
E nos teus lábios
Sinto o calor que existia
Nos beijos que tu me davas
Quando em teu colo dormia
Minha mãe, o teu leve andar
Continua a ser a força
Que me obriga a caminhar
O teu rosto d´oiro fino
É qual espelho em que me vejo
E onde sou sempre menino
Darei amor
A quem meu amor merece
E desse amor eu farei
Uma chama que me aquece
Mas minha vida
Minha vida é bem diferente
Não a dou a mais ninguém
Será tua eternamente
Sinto a vida que me déste
Renascer num terno beijo
Teus cabelos tão branquinhos
Ficam ainda mais belos
Ao sabor dos meus carinhos
Nos olhos teus
Que me falam de distância
Vejo as duas sentinelas
Que guardaram minha infância
E nos teus lábios
Sinto o calor que existia
Nos beijos que tu me davas
Quando em teu colo dormia
Minha mãe, o teu leve andar
Continua a ser a força
Que me obriga a caminhar
O teu rosto d´oiro fino
É qual espelho em que me vejo
E onde sou sempre menino
Darei amor
A quem meu amor merece
E desse amor eu farei
Uma chama que me aquece
Mas minha vida
Minha vida é bem diferente
Não a dou a mais ninguém
Será tua eternamente
Contraste
Carlos Conde / Joaquim Campos da Silva *fado estela*
Repertório de Frutuoso França
É longo e triste o calvário
De quem com arte e preceito
Gasta a vida a trabalhar
Olha p`raquele operário
Que tantas casas tem feito
E sem ter onde morar
E tantos no ano inteiro / Muitas vezes sem ter pão
Nem o calor de uma brasa
Repara nesse mineiro / Que enche o mundo de carvão
E mal tem carvão em casa
Esta sonha a paz fagueira / Numa vida calma e leda
Por ser pobre e ser bonita
Eis aqui a costureira / Que faz vestidos de seda
E veste saia de chita
Ele há quem ande engatado / Entre varais, feito lixo
Lamentando a sorte sua
Ele há tanto desgraçado / A morder o pó do lixo
Que os outros lançam à rua
Neste contraste profundo / Que se vê a cada passo
Onde a crença anda perdida
É que as riquezas do mundo / Caminham de par e passo
Com as misérias da vida
Repertório de Frutuoso França
É longo e triste o calvário
De quem com arte e preceito
Gasta a vida a trabalhar
Olha p`raquele operário
Que tantas casas tem feito
E sem ter onde morar
E tantos no ano inteiro / Muitas vezes sem ter pão
Nem o calor de uma brasa
Repara nesse mineiro / Que enche o mundo de carvão
E mal tem carvão em casa
Esta sonha a paz fagueira / Numa vida calma e leda
Por ser pobre e ser bonita
Eis aqui a costureira / Que faz vestidos de seda
E veste saia de chita
Ele há quem ande engatado / Entre varais, feito lixo
Lamentando a sorte sua
Ele há tanto desgraçado / A morder o pó do lixo
Que os outros lançam à rua
Neste contraste profundo / Que se vê a cada passo
Onde a crença anda perdida
É que as riquezas do mundo / Caminham de par e passo
Com as misérias da vida
A voz do meu silêncio
António Calém / Miguel Ramos *fado margarida*
Repertório de João Braga
E um dia a tua ausência há-de ficar
Mistério do que te amei ou não amei
Será apenas réstia dum luar
Na noite que jamais esquecerei
Talvez que seja o nada já distante
O prémio desses dias que perdi
Talvez que eu viva ainda nesse instante
Do dia em que me viste e eu te vi
E dessa hora é todo o mundo feito
Do nada que era apenas um olhar
O resto é tudo sombra no meu peito
Silêncio desta voz p’ra te cantar
Repertório de João Braga
E um dia a tua ausência há-de ficar
Mistério do que te amei ou não amei
Será apenas réstia dum luar
Na noite que jamais esquecerei
Talvez que seja o nada já distante
O prémio desses dias que perdi
Talvez que eu viva ainda nesse instante
Do dia em que me viste e eu te vi
E dessa hora é todo o mundo feito
Do nada que era apenas um olhar
O resto é tudo sombra no meu peito
Silêncio desta voz p’ra te cantar
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