terça-feira, 11 de abril de 2023

Resenha Lateralus Álbum de Tool 2001


Resenha

Lateralus

Álbum de Tool

2001

CD/LP

TOOL sempre foi uma banda que não conseguíamos (ainda hoje, isso acontece) o seu gênero pertencente. É um rock alternativo com bastante influencia de progressivo, o hardcore, principalmente o californiano e até mesmo a fase do rock no final dos anos 1980 e inicio dos anos 1990, o grunge. TOOL começou realmente em 1993 com lançamento do enigmático "Undertow" e logo em seguida tivemos "Ænima" de 1996. A banda deu uma parada pois o vocalista do quarteto de Los Angeles, Maynard James Keenan formou em 1996 a banda A Perfect Circle, que conta até hoje com James Iha, guitarrista do Smashing Pumpkins, que fez um grande sucesso com seu primeiro álbum, lançado em 2000. Maynard em boa fase, decidiu fazer um novo álbum com TOOL, que seria o maior e melhor álbum do quarteto. O famoso "passo maior que a perna". E que seria um álbum que você não conseguiria pular de uma musica A para a musica B. Seria um álbum no estilo do "Sgts Peppers Lonely Hearts Club Bnad" (futuramente ganhará uma resenha). Será que "Lateralus" é a comprovação de que o TOOL é uma das maiores bandas de rock alternativo de todos os tempos? Venha ler e descobrir na minha perspectiva.

O disco abre com "The Grudge". Um baixo que meus amigos... Simplesmente poderosíssimo. Uma bateria também poderosa e técnica e ao mesmo tempo, selvagem e agressiva. Uma guitarra bem rasgada e até mesmo, levemente distorcida, assim como o seu solo. O vocal é rasgado. Uma faixa bem impactante. "Eon Blue Apocalyse" é apenas um riff bem esquisito de guitarra de pouco mais de 1 minuto. Faixa esquisita. "The Patient" começa com um riff de guitarra bem "jazzificada" com elementos de eletrônica, mas depois só fica um riff de guitarra que logo em seguida, vem uma bateria mais contida e um baixo bem contido. Mas o andamento fica mais acelerado e a guitarra fica mais agressiva, assim como a bateria e o baixo. O vocal é mais melódico que a primeira faixa, sendo bem menos rasgado. Depois a bateria fica bem mais solista, se ousando a fazer "mini viradas". O solo de guitarra é distorcido e o baixo, mais técnico. Uma faixa surpreendente. "Mantra" é simplesmente sons e efeitos de escuridão. Provavelmente um clima antes da próxima faixa. "Schism" é a faixa de maior sucesso do TOOL. Começa com um senhor riff de baixo federalmente distorcido. Uma bateria "mais calma", mas técnica". A guitarra começa apagada, mas ganha seu espaço sendo mais uniforme e atingindo agudos que o baixo que não consegue atingir. O vocal é mais calmo. No meio da faixa, temos um sintetizador acompanhando a guitarra, que faz um trabalho extremamente fiel ao que Tom Morello faria na sua carreira solo, no Rage Against The Machine ou no Audioslave. "Parabol" com um acorde de guitarra bem experimental e lento ao mesmo, enquanto o vocal é lento e baixo e calmo. A bateria só aparece com pratos e o baixo... O baixo... Ele não aparece, mas é substituído por algum efeito sonoro que não identifiquei. Faixa estranha. Diferentemente de sua musica gêmea, "Parabola" tem um andamento mais energética e temos um solo de guitarra estridente e poderoso logo no inicio da faixa. Uma bateria fazendo uma virada sensacional. Baixo levemente destacado e que ajuda no poder do final da musica. O vocal é que nem no inicio, mas um pouco mais forte. Faixa estranhamente boa. "Ticks & Leeches" começa com uma virada de bateria simplesmente sensacional. A guitarra e com distorção quase imperceptível. Baixo bem groovado e o vocal rápido e mais rasgado. Uma faixa surpreendente, no bom sentido. "Lateralus" é a faixa que dá nome ao álbum. Começa com um riff lento e calmo de guitarra, mas chega o baixo que segue a risca o que a guitarra faz. Mas sabemos que haverá uma explosão de bateria e a musica fica pesada e impactante. Bateria bem técnica e precisa. Baixo bem groovado. Vocal calmo e explosivo na medida certa. Uma excelente faixa. Seguimos para "Disposition" que começa com um excepcional riff de baixo lento e ao mesmo tempo, bem marcante, com efeitos de sintetizador no fundo. A guitarra chega para ser acompanhante do baixo, tendo papel de coadjuvante. A bateria é substituída por um tambor africano e o vocal, bem imperceptível, mas que só aparece no meio para o final da faixa. "Reflection" é a faixa com mais duração do álbum, tendo um pouco mais de11 minutos. e é uma continuação da faixa anterior. Mas sendo mais agressiva e emocionante. A bateria é bastante agressiva e técnica. O baixo é deveras ousado em tentar ser agressivo e melódico e que funcionou bem a musica. A guitarra é novamente agressiva e distorcida para um caramba, especialmente no seu solo. "Triad" é como qualquer musica "normal" do quarteto californiano. Bateria técnica, calculada estranhamente precisa. Guitarra eletri8zante e um baixo bem groovado. Uma musica com a cara do TOOL. Faixa esplendida. Por fim, temos "Faaip De Odiad" que começa com efeitos de TV desentronizada do ar, grilos e bastante reverberação. Mas a faixa começa realmente ao fundo de um grandioso solo de bateria e o som fica mais alto e aparentemente, militares falam sobre algum incidente que ocorreu na Área 51. E acaba a faixa e um álbum fenomenal "Latreralus" é um álbum que faz com clareza o que o TOOL fez. Um metal alternativo com bastante influencia de rock e metal progressivo com bastante técnica e letras incrivelmente filosóficas e reflexivas. "Lateralus" pode ser resumido como a definição o que é o TOOL.

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