O quarto álbum de Billy Bond y La Pesada apareceu em 1973, quando o grupo estava quase inativo. Ele já havia parado de se apresentar ao vivo, devido à forte repressão que existia na época e aos graves incidentes ocorridos no Estádio Luna Park, no ano anterior, juntamente com o lançamento do terceiro álbum intitulado "Tontos (Ópera)".
Este álbum marcaria o fim da banda, sendo um trabalho que combina hard rock com blues rock, de forma mais ou menos ortodoxa, substancialmente diferente do experimental e catártico Tontos. Porém, mais uma vez, detalhes extravagantes são incluídos, como o som pré-gravado de animais domésticos ou selvagens emitindo suas onomatopeias características, que eram usadas como separação entre cada uma das músicas. A sarcástica e jovial "Gracias al Cielo" (com um jovem Charly García ao piano) ganhou notoriedade nos anos 2000, quando foi escolhida como música tema do programa de televisão de Roberto Pettinato, Duro de domar. Da mesma forma, o álbum inclui uma versão curta do famoso bolero "Perfidia" de Alberto Domínguez, cantada por Billy Bond.
"Neste LP, canto nove músicas de rock bem simples e básicas, com introdução, meio, solo e final, com trilhas sonoras entre cada música, com sons de animais da selva rugindo entre elas. Ganhamos o "prêmio" de melhor álbum de rock do ano...!!!"
Então deixei o país quando as coisas ficaram realmente difíceis. Eu quase fui descartado: eu estava na lista negra do exército (segundo na lista em ordem alfabética). Minha música foi proibida no rádio... Luna... a Marcha de San Lorenzo... Os tolos... Os roqueiros que não gostavam de rock, as farsas, a repressão. Eles estavam matando meus amigos aos milhares, Tanguito...o negro Carlos...el Rulo. Eu estava na mira deles e então... Tchau!!! Até mais, querida...Eu escapei como refugiada."
Então deixei o país quando as coisas ficaram realmente difíceis. Eu quase fui descartado: eu estava na lista negra do exército (segundo na lista em ordem alfabética). Minha música foi proibida no rádio... Luna... a Marcha de San Lorenzo... Os tolos... Os roqueiros que não gostavam de rock, as farsas, a repressão. Eles estavam matando meus amigos aos milhares, Tanguito...o negro Carlos...el Rulo. Eu estava na mira deles e então... Tchau!!! Até mais, querida...Eu escapei como refugiada."
Billy Bond
Para seu quarto álbum, Billy Bond recorreu mais uma vez ao grupo ocasional La Pesada, que, depois de alguns anos, apesar de manter sua eventualidade e variabilidade, parece ter consolidado um estilo musical e — o que parece mais importante — um exercício incansável de zombaria e ideologia devastadora. Billy Bond é (goste-se ou não) uma espécie de sintetizador dessas ideias em termos musicais. O outro mentor (talvez já no âmbito ideológico) é Jorge Alvarez. Neste álbum, a dupla Alvarez-Bond trabalha em quase todas as faixas e alguns músicos itinerantes por La Pesada colaboram ocasionalmente na composição. E isso não é coincidência, pois, aparentemente, a dupla Alvarez-Bond quis enfatizar mais a mensagem oral do que a musical. Este longa é talvez uma das primeiras tentativas — a sério — de rock ideológico (não necessariamente político) feito na Argentina. Quando não se dedicam a fazer rock de natureza comum, inclinam-se à zombaria e à destruição. É uma tentativa anterior (Tolos), eles aspiravam à mesma coisa tentando massacrar as formas. Desta vez, eles estão atacando o espírito deste reino e da organização proletária. Os resultados, desta vez, são mais saudáveis e divertidos. Billy Bond é um músico curioso: ele tem mais detratores do que admiradores. Vamos admitir. Ele é repreendido por muitas coisas. Todo mundo tem algo a dizer. Mas neste álbum, além da música, ele está abrindo caminho para que mais pessoas entendam o que ele quer fazer. Bond não é um criador musical, mas sim um artesão habilidoso. Com a colaboração de Alvarez e dos músicos já consagrados, ele produziu uma obra que derruba as normas e moldes estabelecidos, erguidos e valorizados pela pequena burguesia, sempre inclinada à complacência. Cantar o bolero "Perfídia" e transformar essa obra em algo mais que uma demo é destruir. Enjoe também do blues estilo anos 40. Obviamente, então, diante de dúvidas sobre uma criação importante, Bond opta pela destruição de certos valores, o que também é uma forma de luta. E afinal: quem nos garante que destruição não é criação?
Cobrir:. Gatti se deu ao luxo de fazer uma colagem de tudo o que ama: a turgidez e a qualidade infantil dos anos 1940.
Resumo: No trabalho anterior, Bond queria atacar as formas ("Fools") sem resultados; Desta vez ele destrói valores, ridiculariza, zomba, ri (talvez também do rock) e consegue seu melhor long play."
Cobrir:. Gatti se deu ao luxo de fazer uma colagem de tudo o que ama: a turgidez e a qualidade infantil dos anos 1940.
Resumo: No trabalho anterior, Bond queria atacar as formas ("Fools") sem resultados; Desta vez ele destrói valores, ridiculariza, zomba, ri (talvez também do rock) e consegue seu melhor long play."
Integrantes:
Billy Bond: Vocal
Kubero Díaz: Guitarra
Claudio Gabis:
Guitarra Alejandro Medina : Baixo
Jorge Pinchevsky: Violino
Isa Portugheis: Bateria
Billy Bond: Vocal
Kubero Díaz: Guitarra
Claudio Gabis:
Guitarra Alejandro Medina : Baixo
Jorge Pinchevsky: Violino
Isa Portugheis: Bateria
Temas:
01- No nos paran mas
02- Hacia algun lugar
03- Pinchevsky rock
04- Gracias al cielo
05- Estamos hartos
06- Que sepa volar
07- Perfidia
08- Concientemente todo lo podras lograr
09- Algo está por suceder
01- No nos paran mas
02- Hacia algun lugar
03- Pinchevsky rock
04- Gracias al cielo
05- Estamos hartos
06- Que sepa volar
07- Perfidia
08- Concientemente todo lo podras lograr
09- Algo está por suceder
pass: naveargenta.blogspot


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