Dave Grohl é um dos músicos mais completos que a cena grunge da década de 1990 presenteou ao mundo. É um multi-instrumentista habilidoso, compositor talentoso e frontman carismático, além de incansável a ponto de ter registrado mais de 20 álbuns e muitas outras participações em 42 anos de vida. Após o fim do Nirvana, Dave, que quase deixou o mundo da música após o suicídio de Kurt Cobain, encarou o desafio de liderar uma nova banda. Nasce daí o Foo Fighters, que consegue explorar diversas influências e, ainda assim, continuar constante e linear.
Porém, por mais que um grupo se apresente constante e linear, há sempre um momento de superação em sua discografia. E, ao que tudo indica, o mais recente lançamento do Foo Fighters deve representar essa superação para muitos – inclusive para quem vos escreve. Não apenas por mostrar um conjunto mais criativo e poderoso do que nunca, mas também por ser o mais pesado de toda essa trajetória.
“Wasting Light” é o primeiro do Foo Fighters a contar com três guitarristas. Além de Grohl e Chris Shiflett, este na formação desde 1999, o velho conhecido Pat Smear, dos primórdios do FF e guitarrista de turnê do Nirvana, voltou a ser um integrante oficial. O lendário Butch Vig, produtor do clássico “Nevermind”, assumiu a produção. As gravações foram realizadas no estúdio caseiro de Dave, apenas com equipamentos analógicos. Influências mais pesadas foram exploradas nas composições. Tudo isso e outros fatores direcionaram o álbum para que fosse o mais pesado da discografia, combinando muito bem com o quinteto.
Apesar disso, não compensa conferir “Wasting Light” na espera de encontrar algo drasticamente diferente do que o conjunto já tenha apresentado anteriormente. A essência continua a mesma – e ainda bem que não mudou. Os riffs de guitarra matadores, as linhas de bateria criativas, os refrães grudentos e muitas outras características que consagraram a trupe continuam firmes por aqui. Mas tem-se aquele clima sofisticado e até mesmo romântico do som tocado de forma descompromissada, exigência de um bom Rock de garagem.
Vale lembrar que, mesmo descompromissado, há muita qualidade e até mesmo potencial de vendas. Não foi à toa que o álbum conquistou disco de ouro em países como Estados Unidos e Austrália e chegou à primeira posição das concorridas paradas norte-americanas e britânicas, além da turnê de divulgação estar lotando arenas pelo globo. Os críticos de todo o mundo estão amando o play, diga-se de passagem.
Entre os destaques da tracklist, estão os singles Rope e Walk, a grudenta A Matter Of Time, a dramática I Should Have Known – com Krist Novoselic (Nirvana) no baixo e acordeão – e as pauladas Bridge Burning e White Limo, esta com a participação do lendário Lemmy Kilmister (Motörhead) em seu videoclipe. “Wasting Light” promete cativar até aqueles que nunca apreciaram algo tocado ou produzido por Dave Grohl, o que é raro ao se tratar de fãs de Rock n’ Roll.
01. Bridge Burning
02. Rope
03. Dear Rosemary
04. White Limo
05. Arlandria
06. These Days
07. Back & Forth
08. A Matter Of Time
09. Miss The Misery
10. I Should Have Known
11. Walk
Dave Grohl - vocal, guitarra
Chris Shiflett - guitarra, backing vocals
Pat Smear - guitarra
Nate Mendel - baixo
Taylor Hawkins - bateria, backing vocals
Músicos adicionais:
Bob Mould - guitarra e backing vocals em 3
Krist Novoselic - baixo e acordeão em 10
Rami Jaffee - teclados em 1, 2 e 11
Jessy Greene - violino em 10
Fee Waybill - backing vocals em 9
Butch Vig - percussão em 7
Drew Hester - percussão em 5

Porém, por mais que um grupo se apresente constante e linear, há sempre um momento de superação em sua discografia. E, ao que tudo indica, o mais recente lançamento do Foo Fighters deve representar essa superação para muitos – inclusive para quem vos escreve. Não apenas por mostrar um conjunto mais criativo e poderoso do que nunca, mas também por ser o mais pesado de toda essa trajetória.
“Wasting Light” é o primeiro do Foo Fighters a contar com três guitarristas. Além de Grohl e Chris Shiflett, este na formação desde 1999, o velho conhecido Pat Smear, dos primórdios do FF e guitarrista de turnê do Nirvana, voltou a ser um integrante oficial. O lendário Butch Vig, produtor do clássico “Nevermind”, assumiu a produção. As gravações foram realizadas no estúdio caseiro de Dave, apenas com equipamentos analógicos. Influências mais pesadas foram exploradas nas composições. Tudo isso e outros fatores direcionaram o álbum para que fosse o mais pesado da discografia, combinando muito bem com o quinteto.
Apesar disso, não compensa conferir “Wasting Light” na espera de encontrar algo drasticamente diferente do que o conjunto já tenha apresentado anteriormente. A essência continua a mesma – e ainda bem que não mudou. Os riffs de guitarra matadores, as linhas de bateria criativas, os refrães grudentos e muitas outras características que consagraram a trupe continuam firmes por aqui. Mas tem-se aquele clima sofisticado e até mesmo romântico do som tocado de forma descompromissada, exigência de um bom Rock de garagem.
Vale lembrar que, mesmo descompromissado, há muita qualidade e até mesmo potencial de vendas. Não foi à toa que o álbum conquistou disco de ouro em países como Estados Unidos e Austrália e chegou à primeira posição das concorridas paradas norte-americanas e britânicas, além da turnê de divulgação estar lotando arenas pelo globo. Os críticos de todo o mundo estão amando o play, diga-se de passagem.
Entre os destaques da tracklist, estão os singles Rope e Walk, a grudenta A Matter Of Time, a dramática I Should Have Known – com Krist Novoselic (Nirvana) no baixo e acordeão – e as pauladas Bridge Burning e White Limo, esta com a participação do lendário Lemmy Kilmister (Motörhead) em seu videoclipe. “Wasting Light” promete cativar até aqueles que nunca apreciaram algo tocado ou produzido por Dave Grohl, o que é raro ao se tratar de fãs de Rock n’ Roll.
01. Bridge Burning
02. Rope
03. Dear Rosemary
04. White Limo
05. Arlandria
06. These Days
07. Back & Forth
08. A Matter Of Time
09. Miss The Misery
10. I Should Have Known
11. Walk
Dave Grohl - vocal, guitarra
Chris Shiflett - guitarra, backing vocals
Pat Smear - guitarra
Nate Mendel - baixo
Taylor Hawkins - bateria, backing vocals
Músicos adicionais:
Bob Mould - guitarra e backing vocals em 3
Krist Novoselic - baixo e acordeão em 10
Rami Jaffee - teclados em 1, 2 e 11
Jessy Greene - violino em 10
Fee Waybill - backing vocals em 9
Butch Vig - percussão em 7
Drew Hester - percussão em 5


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