O cabelo do cachorro. Mas o que quer dizer isso?
É uma gíria para definir a ressaca ou métodos para curá-la. Segundo o folclore inglês (alguns dizem se tratar de um costume húngaro), colocar pelo do cachorro pode amenizar os efeitos da mordida do bicho (You may cure the dog's bite with its fur). Assim, para curar a ressaca, bota mais birita em cima.
Foi nesse clima que um Nazareth então já cheio de grana lançou, em 1975, o petardo que posto hoje. Sexto álbum de estúdio dos caras, veio na sequência das pedradas Razamanaz, Loud n’ Proud e Rampant, chamando-lhes a obrigatoriedade de, depois desse, lançar um Greatest Hits para tirar umas férias. A química entre os músicos não podia ser melhor. Os mesmos produziram o play, desfazendo uma sequência de produções dos álbuns anteriores, que estava a cargo de Roger Glover.

Depois de Hair Of The Dog vieram outros discos muito bons, mas não mais com a mesma inspiração dessa primeira fase a qual o post de hoje encerra com maestria. Os caras são escoceses, e o Scotch ajudou demais no declínio.
Hair Of The Dog abre o play como um soco na cara. Bem no meio. O riff da música, intercalado com o bom e velho cowbell bagaceira, fez tanta escola que ela foi regravada por Deep Purple, Guns n’ Roses, Warrant e Britny Fox. Now you’re messing with the son a bitch é a frase que fez escola. O solo de guitarra pode ser considerado medíocre por alguns, mas faz o papel de uma bela ponte que cria a tensão necessária para a volta do riff, que é a verdadeira estrela da música.
Miss Misery tem uma letra melancólica ao extremo, e dá-lhe riff violento de guitarra. A voz de Dan McCafferty está no auge. Ele canta como se fosse a última coisa que faria na vida. É de uma urgência fantástica. Solo de slide fecha a conta.
Na versão européia vem na sequência a música Guilty. A versão americana (da postagem) traz um dos maiores sucessos da banda: Love Hurts. Até Cher já gravou essa. Changin’ Times mostra que a banda fez escola e tanto aprendeu como ensinou com o grande Deep Purple. Não fossem os vocais, daria pra dizer que se trata de um riff de Blackmore da fase In Rock ou Fireball. Mas se engana o passageiro que acha que estou falando de plágio. Aqui a crueza domina. Não temos a sutileza de Jon Lord segurando as camas. É na base do tudo ou nada. E o resultado é o tudo, obviamente
Beggars Day/ Rose In The Heater mostra de onde o Cinderella tirou inspiração para os seus dois primeiros discos. Whisky Drinking Woman é blues. Mas que blues! E Please Don’t Judas Me encerra o play com um chute na bunda. Sim, pois se a entrada é com um soco, a saída é na base do chute mesmo. Experimental, psicodélica e, ao mesmo tempo, depressiva e melancólica, tem o poder de segurar o ouvinte até o final.
Estamos diante de um clássico absoluto. Trate-o como tal.
Track List
1. Hair Of The Dog
2. Miss Misery
3. Love Hurts
4. Changin’ Times
5. Beggars Day/ Rose In Heater
6. Rose In The Heater
7. Whisky Drinkin’ Woman
8. Please Don’t Judas Me
Dan McCafferty (vocais)
Manny Charlton (guitarras)
Pete Agnew (baixo e vocais)
Darrel Sweet (bateria)
O cabelo do cachorro. Mas o que quer dizer isso?
É uma gíria para definir a ressaca ou métodos para curá-la. Segundo o folclore inglês (alguns dizem se tratar de um costume húngaro), colocar pelo do cachorro pode amenizar os efeitos da mordida do bicho (You may cure the dog's bite with its fur). Assim, para curar a ressaca, bota mais birita em cima.
Foi nesse clima que um Nazareth então já cheio de grana lançou, em 1975, o petardo que posto hoje. Sexto álbum de estúdio dos caras, veio na sequência das pedradas Razamanaz, Loud n’ Proud e Rampant, chamando-lhes a obrigatoriedade de, depois desse, lançar um Greatest Hits para tirar umas férias. A química entre os músicos não podia ser melhor. Os mesmos produziram o play, desfazendo uma sequência de produções dos álbuns anteriores, que estava a cargo de Roger Glover.
É uma gíria para definir a ressaca ou métodos para curá-la. Segundo o folclore inglês (alguns dizem se tratar de um costume húngaro), colocar pelo do cachorro pode amenizar os efeitos da mordida do bicho (You may cure the dog's bite with its fur). Assim, para curar a ressaca, bota mais birita em cima.
Foi nesse clima que um Nazareth então já cheio de grana lançou, em 1975, o petardo que posto hoje. Sexto álbum de estúdio dos caras, veio na sequência das pedradas Razamanaz, Loud n’ Proud e Rampant, chamando-lhes a obrigatoriedade de, depois desse, lançar um Greatest Hits para tirar umas férias. A química entre os músicos não podia ser melhor. Os mesmos produziram o play, desfazendo uma sequência de produções dos álbuns anteriores, que estava a cargo de Roger Glover.

Depois de Hair Of The Dog vieram outros discos muito bons, mas não mais com a mesma inspiração dessa primeira fase a qual o post de hoje encerra com maestria. Os caras são escoceses, e o Scotch ajudou demais no declínio.
Hair Of The Dog abre o play como um soco na cara. Bem no meio. O riff da música, intercalado com o bom e velho cowbell bagaceira, fez tanta escola que ela foi regravada por Deep Purple, Guns n’ Roses, Warrant e Britny Fox. Now you’re messing with the son a bitch é a frase que fez escola. O solo de guitarra pode ser considerado medíocre por alguns, mas faz o papel de uma bela ponte que cria a tensão necessária para a volta do riff, que é a verdadeira estrela da música.
Hair Of The Dog abre o play como um soco na cara. Bem no meio. O riff da música, intercalado com o bom e velho cowbell bagaceira, fez tanta escola que ela foi regravada por Deep Purple, Guns n’ Roses, Warrant e Britny Fox. Now you’re messing with the son a bitch é a frase que fez escola. O solo de guitarra pode ser considerado medíocre por alguns, mas faz o papel de uma bela ponte que cria a tensão necessária para a volta do riff, que é a verdadeira estrela da música.
Miss Misery tem uma letra melancólica ao extremo, e dá-lhe riff violento de guitarra. A voz de Dan McCafferty está no auge. Ele canta como se fosse a última coisa que faria na vida. É de uma urgência fantástica. Solo de slide fecha a conta.
Na versão européia vem na sequência a música Guilty. A versão americana (da postagem) traz um dos maiores sucessos da banda: Love Hurts. Até Cher já gravou essa. Changin’ Times mostra que a banda fez escola e tanto aprendeu como ensinou com o grande Deep Purple. Não fossem os vocais, daria pra dizer que se trata de um riff de Blackmore da fase In Rock ou Fireball. Mas se engana o passageiro que acha que estou falando de plágio. Aqui a crueza domina. Não temos a sutileza de Jon Lord segurando as camas. É na base do tudo ou nada. E o resultado é o tudo, obviamente
Na versão européia vem na sequência a música Guilty. A versão americana (da postagem) traz um dos maiores sucessos da banda: Love Hurts. Até Cher já gravou essa. Changin’ Times mostra que a banda fez escola e tanto aprendeu como ensinou com o grande Deep Purple. Não fossem os vocais, daria pra dizer que se trata de um riff de Blackmore da fase In Rock ou Fireball. Mas se engana o passageiro que acha que estou falando de plágio. Aqui a crueza domina. Não temos a sutileza de Jon Lord segurando as camas. É na base do tudo ou nada. E o resultado é o tudo, obviamente
Beggars Day/ Rose In The Heater mostra de onde o Cinderella tirou inspiração para os seus dois primeiros discos. Whisky Drinking Woman é blues. Mas que blues! E Please Don’t Judas Me encerra o play com um chute na bunda. Sim, pois se a entrada é com um soco, a saída é na base do chute mesmo. Experimental, psicodélica e, ao mesmo tempo, depressiva e melancólica, tem o poder de segurar o ouvinte até o final.
Estamos diante de um clássico absoluto. Trate-o como tal.
Estamos diante de um clássico absoluto. Trate-o como tal.
Track List
1. Hair Of The Dog
2. Miss Misery
3. Love Hurts
4. Changin’ Times
5. Beggars Day/ Rose In Heater
6. Rose In The Heater
7. Whisky Drinkin’ Woman
8. Please Don’t Judas Me
Dan McCafferty (vocais)
Manny Charlton (guitarras)
Pete Agnew (baixo e vocais)
Darrel Sweet (bateria)

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