Depois de uma longa espera em lume brando, “Dói-Dói Proibido” é finalmente servido ao mundo. O primeiro álbum de estúdio de Femme Falafel, lançado pela Revolve, reúne dez canções que confirmam a artista como uma das vozes mais irreverentes da nova música portuguesa.
Após os singles de antecipação “Depressão”, “Romance Feudal” e “Electrocardiodrama”, o disco chega como um universo onde a dor é desarmada com fantasia, humor e ironia. Cada faixa encontra no absurdo um refúgio poético — um antídoto para o marasmo existencial e para as maleitas do espírito contemporâneo.
Entre mansos senhoriais, crises climáticas, problemas cardiovasculares, mitras intelectualizados e depressões amazónicas, Femme Falafel constrói um retrato tragicómico do seu universo sentimental, temperado com um humor que ora consola, ora provoca.
Musicalmente, “Dói-Dói Proibido” navega sem âncora entre géneros — hip-hop, jazz, disco, house e MPB — guiado por uma bússola que “aponta para onde lhe convém”. O fio condutor está nos arranjos meticulosos, harmonias caprichosas e letras de afiado engenho, marca autoral de Raquel Pimpão, a mulher por detrás do alter ego Femme Falafel.
“Talvez um dia o dói-dói seja permitido – para já, fica o resultado de uma dedicada alienação criativa, ingenuamente jocosa e genuína nos seus delírios”, lê-se na apresentação do álbum.
O lançamento é acompanhado por um short film realizado por André Abrantes, que apresenta excertos de cada faixa e já está disponível no YouTube.
“Dói-Dói Proibido” pode ser ouvido no Bandcamp e, em breve, chegará às restantes plataformas digitais.
O concerto de apresentação acontece no B.Leza (Lisboa), a 19 de novembro.

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