Há 55 anos, em 4 de novembro de 1970, David Bowie lançava The Man Who Sold The World, terceiro álbum de estúdio do artista britânico. 
Definido pela NME Magazine como o disco "onde a história realmente começa", o trabalho apresenta Bowie afastando-se da ambientação predominantemente acústica do álbum anterior, adotando uma abordagem mais próxima do glam rock que o consagrou -- por diversos momentos flertando com elementos do rock progressivo e do heavy metal. As letras em geral tratam de temas obscuros, como a loucura, a violência, a condição humana ou a relação com entidades sobrenaturais. Mick Ronson dá vida às guitarras enquanto o baixo, bastante alto na mixagem, é creditado ao produtor do disco, Tony Visconti.
A faixa "All The Madmen", cuja letra remete ao delírio e à insanidade, foi lançada como single nos Estados Unidos em 1970 e na Europa somente em 1973, bem como "The Width Of A Circle", um épico de oito minutos descrevendo uma relação sexual com uma entidade. Ambas falharam em atingir as paradas musicais, porém. Percebendo o pouco potencial comercial das canções de The Man Who Sold The World, Bowie entrou em estúdio após o lançamento do álbum para gravar "Holy Holy", lançada como single em 1971 trazendo "Black Country Rock" no lado B, mas que também fracassou.
A faixa-título de The Man Who Sold The World havia sido lançada como lado B de um single americano de "Space Oddity" (do álbum anterior) em 1973, mas foi responsável por apresentar David Bowie a um novo público em 1994, quando o Nirvana exibiu uma versão da canção em seu MTV Unplugged -- a música apareceu com uma maior frequência no repertório do músico inglês desde então.
A tradicional imagem de Bowie em um vestido de mulher foi utilizada como capa apenas na versão britânica do álbum, lançada em abril de 1971. A tiragem original de The Man Who Sold The World, nos Estados Unidos, exibia o desenho de um caubói feito por Michael J. Weller, amigo de Bowie, em estilo pop art. Foi somente depois que, descontente, o músico solicitou uma capa alternativa para o disco à Philips Records, que viria a recrutar Keith MacMillan para fotografar Bowie deitado em uma espreguiçadeira com vestido azul e creme -- uma indicação precoce de seu interesse em explorar sua aparência andrógina. A capa da edição britânica se tornou a oficial do álbum a partir de 1990.
The Man Who Sold The World foi bastante elogiado pela crítica na ocasião de seu lançamento, mas atingiu apenas o #105 nas paradas dos Estados Unidos e o #24 no Reino Unido.

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