Há 38 anos, em 30 de novembro de 1987, a Legião Urbana lançava Que País É Este (1978/1987), terceiro álbum de estúdio da banda brasiliense. 
A proposta original do projeto que resultou em Que País É Este era um álbum duplo nomeado Mitologia e Intuição (também chamado de Disciplina e Virtude) que reunia os materiais deste disco e do álbum anterior, Dois (1986). No entanto, a ideia foi rejeitada pela gravadora, que lançou Dois como um disco simples, enquanto a banda passou a ser pressionada pelo lançamento do restante das canções em um novo álbum, embora o material não fosse suficiente para um repertório completo.
Desse modo, das nove faixas de Que País É Este (1978/1987), apenas duas foram compostas depois de Dois, "Angra Dos Reis" e "Mais do Mesmo", enquanto as demais se originam da fase do vocalista e letrista Renato Russo como Trovador Solitário, em 1978, e de enquanto esteve à frente da banda Aborto Elétrico antes da fundação da Legião Urbana, no início dos anos 1980. As sessões de gravação ocorreram nos estúdios da EMI-Odeon no Rio de Janeiro, sob produção de Mayrton Bahia, enquanto as canções "Que País É Este", "Angra Dos Reis", "Faroeste Caboclo" e "Eu Sei" foram escolhidas para lançamentos como singles. A capa do disco exibe uma foto da Legião Urbana, então um quarteto (da esquerda para a direita: Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Renato Russo e Renato Rocha).
Que País É Este (1978/1987) foi lançado pela EMI em 30 de novembro de 1987 e rapidamente tornou-se um sucesso comercial, vendendo mais de um milhão de cópias no Brasil -- e, permanecendo, até hoje, como o terceiro álbum mais vendido da Legião Urbana até hoje. As canções "Faroeste Caboclo", "Que País É Este" e "Eu Sei" se tornaram algumas das mais icônicas da banda, sendo reconhecidas pelo grande público.
Também foi o último álbum da Legião com o baixista Renato Rocha, cujos constantes atrasos nos compromissos e incapacidade de tocar como solicitado minaram sua relação com os demais integrantes. A turnê promocional de Que País É Este inclui um fatídico show em 1988 no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde diversas pessoas do público foram pisoteadas e precisaram de atendimento médico -- episódio esse que acabou aumentando a fobia de palco de Russo e tornando o trabalho da banda mais introspectivo, o que refletiria no álbum seguinte, As Quatro Estações (1989).

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