
Mais exemplos de ótimo rock brasileiro, para que o soft rock psicodélico (com forte influência glam) do Pholhas possa ser apresentado neste blog. Deixe-me apresentá-los: Pholhas é uma banda psicodélica do Brasil, com músicas em inglês muito no estilo dos Beatles, algumas baladas bem doces e boas melodias. Eles são um dos maiores fenômenos musicais brasileiros até hoje, com altas vendas de discos e inúmeras apresentações, o que os levou ao reconhecimento em muitas partes do mundo. O que mais posso dizer? O álbum é muito bom... agora você só precisa conferir.
Artista: Pholhas
Álbum: Hojas
Ano: 1975
Gênero: Soft rock psicodélico
Duração: 39:11
Nacionalidade: Brasil
Artista: Pholhas
Álbum: Hojas
Ano: 1975
Gênero: Soft rock psicodélico
Duração: 39:11
Nacionalidade: Brasil
Tenho certeza de que vocês não os conhecem, então estou compartilhando uma foto, embora, sejamos sinceros, eles pareçam bem ridículos.
Aqui vai um pouco da história da banda: eles se formaram no final de 1968 em São Paulo, como membros do que era conhecido como a Jovem Guarda brasileira. Três rapazes — Paulo Fernandes, Oswaldo Malagutti e Hélio Santisteban — tinham acabado de sair da banda "Wander Mass Group" e queriam formar um novo grupo que refletisse melhor suas personalidades musicais. Eles convidaram o amigo Wagner "Bitão" Benatti, um guitarrista e vocalista experiente (que também compôs a música "Tijolinho", um dos maiores sucessos da Jovem Guarda), que aceitou prontamente. No início de 1969, mais precisamente em 18 de fevereiro, os quatro fizeram o primeiro ensaio oficial da nova banda, que ainda não tinha nome. Pouco tempo depois, um grande amigo dos rapazes, sempre presente nos ensaios, Marco Aurélio, o “Lelo”, sugeriu o nome Pholhas, que escrito com “PH” soava bastante original e foi logo aceito com entusiasmo por todos, sem restrições.
Bom, aqui está uma foto da banda, bem mais tarde: melhor, né? Eles estarão mais velhos, mas menos ridículos.
Mas vamos continuar com a história deles. Em maio daquele mesmo ano, a banda estreou tocando em bailes e rapidamente se estabeleceu como uma das melhores bandas de São Paulo, conquistando um público cada vez maior e fiel em suas apresentações. Quando dois executivos da gravadora RCA Victor assistiram a um dos ensaios da banda, ficaram impressionados com a qualidade instrumental e vocal, bem como com as composições originais. Eles optaram por cantar e compor em inglês, em parte porque, na época, a maioria da programação de rádio e TV era composta por sucessos internacionais, e a MPB (Música Popular Brasileira) não tinha a mesma popularidade que tem hoje. Rádio e TV só tocavam música em inglês, e essa foi a principal razão pela qual começaram a compor nesse idioma, e também (obviamente) para internacionalizar seu trabalho. Tanto que muitas pessoas pensavam que o Pholhas era um grupo europeu. Em setembro de 1972, lançaram "Dead Faces", que alcançou o primeiro lugar nas paradas apenas três meses após o lançamento, vendendo impressionantes 450 mil cópias. Isso lhes rendeu seu primeiro disco de ouro, tornando-os um dos maiores fenômenos da música brasileira. Esse sucesso levou a RCA a lançar "Dead Faces" na Espanha e em toda a América do Sul em 1975 com o título "Hojas", que também rendeu ao grupo outro disco de ouro. Algumas de suas músicas alcançaram o primeiro lugar nas paradas musicais desses países apenas três meses após o lançamento do álbum.
Em 1977, após cinco anos de sucesso da banda, a música disco chegou às rádios e televisões. Os integrantes não estavam dispostos a fazer esse tipo de música, pois não tinha nada a ver com o estilo deles, e preferiram montar seu próprio estúdio de gravação. Devido a obrigações contratuais, tiveram que gravar um CD de covers de disco para a gravadora, cedendo à forte pressão. No final de 1977, o álbum "Pholhas" marcou uma nova etapa na evolução do grupo rumo ao rock progressivo com toques de rock 'n' roll tradicional, e agora incluindo canções em português, algo que eles desejavam fazer há algum tempo. O álbum não alcançou o mesmo nível de sucesso dos trabalhos anteriores, mas com o tempo se tornou um clássico cult e ainda é muito procurado por colecionadores do mundo todo.
A partir de 1978, a banda passou por uma grande reformulação de músicos...
A partir de 1978, a banda passou por uma grande reformulação de músicos...Eles então prepararam novos trabalhos, revisitando o estilo que os consagrou: cantando e compondo em inglês, com uma sonoridade próxima ao rock progressivo e toques psicodélicos. Continuaram lançando álbuns, compondo e produzindo bastante; e sua agenda de shows nunca parou. Em 2009, completaram 40 anos ininterruptos de ótima música, acumulando vasta experiência musical, conquistando diversos discos de ouro, angariando legiões de fãs e se consolidando definitivamente como um dos maiores nomes da cena pop brasileira. Isso se comprovou tanto em suas gravações quanto em suas apresentações por todo o Brasil e América do Sul, tocando suas próprias músicas ou fazendo covers de sucessos dos Bee Gees , Creedence Clearwater Revival , Elvis Presley , Rolling Stones e, claro, prestando belíssimas homenagens à banda mais importante de sua carreira: os Beatles . O que veio depois disso? Não sei... O próximo comentário diz que a banda gravou seu último álbum em 2009...
Ficou claro? Bem, é melhor você ouvir o álbum...Vamos ver um comentário em português... é assim mesmo.
No final de 1968, na cidade de São Paulo, três raptores: Paulo Fernandes, Oswaldo Malagutti e Hélio Santisteban, acabavam de deixar a banda “Wander Mass Group” e pretendiam formar um novo grupo que refletisse mais sua personalidade musical. Um amigo, Wagner “Bitão” Benatti, guitarrista e vocalista experiente (inclusive autor da música “Tijolinho” – um dos maiores sucessos da Young Guarda), os convidou prontamente no início de 1969. Mas foi justamente no dia 18 de fevereiro que os quatro predadores fizeram o primeiro ensaio oficial da nova banda, que permanece ativa até hoje. Ela ainda não tinha nome. Pouco tempo depois, um grande amigo de dois predadores, sempre presente nos ensaios – Marco Aurélio, ou “Lelo” – sugeriu o nome PHOLHAS, escrito com “PH”, original e logo aprovado com entusiasmo por todos, sem restrições.Lembrar é bom
Em maio deste ano, a banda se apresentava em bailes e rapidamente se consolidou como uma das melhores bandas paulistanas, conquistando cada vez mais fãs em suas apresentações.
Com essa crescente popularidade, era inevitável que o caminho natural levasse à gravação do primeiro álbum, ou melhor, que se concretizou em 1972, quando dois diretores da gravadora RCA Victor fizeram um teste com dois jovens músicos, ficando impressionados com a qualidade instrumental e vocal e com as composições da própria banda, que havia sido escolhida para cantar e interpretar em inglês, já que na época a maioria da programação de rádio e TV era sobre eventos internacionais e a MPB não tinha a mesma força que tem hoje.
Em setembro de 1972, o PHOLHAS lançou seu primeiro LP: Dead Faces, que foi extraído em um compacto duplo com as músicas My Mistake, Pope, Shadow of Love e My First Girl, e alcançou o primeiro lugar em apenas 3 meses após o lançamento, vendendo incríveis 450.000 cópias! Este é o primeiro disco da nossa carreira. O grande público foi levado a pensar que o PHOLHAS era um grupo estrangeiro, mas eles sempre tinham que explicar que eram apenas quatro músicos brasileiros cantando em inglês com o objetivo de internacionalizar seu trabalho. Em seguida, veremos as canções "She Made Me Cry", "I Never Did Before" e "Forever", todas com vendas superiores a 300.000 cópias, consagrando o PHOLHAS como um dos dois maiores fenômenos da música brasileira, o que levou a RCA, em 1975, a lançar o LP "Dead Faces" na Espanha e em toda a América do Sul com o título "Leaves", dando ao grupo um verdadeiro álbum de ouro.
Em 1977, após 5 anos consecutivos de sucessos, a banda (como a maioria dos artistas da época) viu surgir uma pequena onda da nova onda global que emergia e conquistava o cenário musical: a música discoteca, um tipo de música "mecanizada" que reinou suprema em todas as casas de espetáculos, rádios e televisões por um longo tempo. Os ambiciosos dois integrantes do PHOLHAS não estavam dispostos a fazer esse tipo de música, não tinham nada a ver com ela, preferindo se dedicar mais especificamente à produção de seu próprio estúdio de gravação. Assim, por meio de contratos e cedendo às fortes pressões da gravadora, gravaram o LP "O SOM DAS DISCOTHEQUES", contendo covers de dois grandes sucessos do gênero, com expectativa de vender mais de 150.000 cópias. Nessa ocasião, Hélio Santisteban decidiu seguir carreira apenas na banda. Em seu lugar, entra o tecladista Marinho Testoni, ex-integrante da "Casa das Máquinas". Resolvemos experimentar uma mudança radical no trabalho lançando o último álbum, “PHOLHAS”, em 1977, de rock progressivo com pitadas de bom e velho rock'n'roll, tudo cantado em português, como eu quero tocar em algum ritmo. O disco não teve a mesma pegada dos anos anteriores, mas acabou se tornando cult e ainda é muito disputado entre colecionadores.
Em 1978, Oswaldo Malagutti deixou a banda para se dedicar exclusivamente ao seu estúdio de gravação, que logo se tornaria um dos dois maiores e melhores da América Latina, o MOSH STUDIOS. Em seu lugar, entrou o excelente baixista João Alberto, que vinha de um vasto currículo em diversas bandas e, naquele momento, estava no comando da banda “Casa das Máquinas”.
No final de 1979, Hélio Santisteban abandonou sua carreira solo com a banda e retornou ao grupo.
A preparação para um novo trabalho voltou-se para o estilo que lhe foi consagrado: cantar e compor em inglês, lançando “Memories” no início de 1980.
Em 1981, Marinho Testoni deixou a banda e, desde o primeiro dia do PHOLHAS, trabalhou incessantemente compondo e produzindo muito, e a agenda de shows voltou a crescer. Nos anos seguintes, lançamos os álbuns:• “PHOLHAS”, de 1982, o último álbum gravado pela RCA.No final de 2007, Hélio Santisteban deixou definitivamente a banda. A partir daí, Bitão, Paulinho e João Alberto decidiram não ter mais um tecladista fixo, mas sim um tecladista convidado especialmente para cada apresentação. Essa fórmula se mostrou tão eficaz que acabou se tornando atraente para mais de dois shows!
• “WINGS”, de 1985, gravadora Lupsom, cujo título se refere a uma versão em inglês do clássico Asa Branca, do mestre Luís Gonzaga.
• “THE NIGHT BEFORE”, 1987, gravadora Lupsom.
• “CÔRTE SEM LEI”, de 1988, gravadora Ecosom. Foi o segundo álbum gravado em português.
• “DISCO DE OURO”, CD de 1995, gravadora BMG/RCA, relançamento de dois grandes sucessos da carreira do grupo.
• “PHOLHAS, 25 ANOS”, de 1996, gravador a laser, CD comemorativo dos 25 anos de carreira da banda, reunindo 8 covers de grandes sucessos internacionais das décadas de 60 e 70, duas músicas inéditas: “TRUE LOVE” e “WHEN YOU SAID GOODBYE”, além das regravações de “My Mistake” e “She Made Me Cry”.
• “PHOLHAS Forever, 26 years”, de 1998, gravador a laser, reunindo 12 sucessos das décadas de 60 e 70, mas com novas perspectivas.
• “DEAD FACES”, CD de 1999, gravador BMG, relançamento remasterizado do primeiro LP.
• “HITS BRASIL”, CD duplo lançado pela Globo Music no início dos anos 2000, reunindo os principais artistas brasileiros da década de 70 que gravaram exclusivamente em inglês. Neste CD, os PHOLHAS participam com "My Mistake" e "She Made Me Cry".
· "PHOLHAS – Ao Vivo no Brasil!", CD gravado ao vivo entre 2000 e 2001 em diversas cidades brasileiras. A primeira gravação é independente da banda.
· "PHOLHAS, 70's GREATEST HITS", de 2003, gravadora BMG, considerado um dos melhores trabalhos vocais e instrumentais da banda, reunindo 14 grandes sucessos dos anos 70, recriados com novos começos. Como curiosidade, este CD conta com a participação especial de dois músicos convidados: Oswaldo Malagutti, primeiro baixista da banda, nas músicas "My Mistake" e "Stormy", e Marinho Testoni nos teclados.
• “PHOLHAS”, CD de 2005, gravado em gravador SONY MAXXIMUM, reunindo 17 músicas que são grandes sucessos da banda, sendo que algumas delas existiam apenas em vinil:
• “PHOLHAS FOREVER”, 2009. Este é o segundo CD independente e um exemplar do primeiro foi comercializado apenas em shows.
Em 2009, completando 40 anos ininterruptos de boa música, o PHOLHAS acumulou uma vasta experiência musical, colecionando diversos álbuns de ouro, conquistando cada vez mais uma legião incrível de admiradores e se consolidando definitivamente como um dos dois maiores nomes da cena pop, comprovado tanto em gravações quanto em música. As apresentações que acontecem por todo o Brasil e América do Sul, para comemorar o lançamento do CD independente “PHOLHAS – Forever” (atualmente disponível apenas nas apresentações) e o novo show “PHOLHAS – 40 Years”, aclamado pela crítica como um dos melhores do gênero, têm como destaques canções autorais alemãs, grandes sucessos dos Bee Gees, Creedence Clearwater Revival, Elvis Presley, Rolling Stones e, claro, uma bela homenagem à banda mais importante na carreira do PHOLHAS: os Beatles.
Em resumo, minha impressão é que o álbum não é incrível, mas as músicas são muito agradáveis e bonitas, com um ótimo trabalho vocal, canções "suaves" com boas baladas sem serem especialmente açucaradas ou enjoativas.
Você pode ouvi-lo aqui:
https://www.letras.com/pholhas/discografia/hojas-1975/
Lista de faixas:
01. The Other One
02. She Made Me Cry
03. The World's Truth
04. The Beauty Of Your Soul
05. My Mistake
06. Dead Faces
07. In My Way
08. I Never Did Before
09. It's Gonna Be Hard
10. Your Mother Really Doesn't Appreciate Our Friendship But I Don't Mind
11. Angel's Spring
12. The King's Walk
01. The Other One
02. She Made Me Cry
03. The World's Truth
04. The Beauty Of Your Soul
05. My Mistake
06. Dead Faces
07. In My Way
08. I Never Did Before
09. It's Gonna Be Hard
10. Your Mother Really Doesn't Appreciate Our Friendship But I Don't Mind
11. Angel's Spring
12. The King's Walk
Formação:
- H. Santisteban / Vibrafone, Piano Elétrico, Órgão, Sintetizador, Vocal
- Benatti / Guitarras
- Malagutti, Jr / Baixo, Vocal
- Fernandes / Bateria, Vocal


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