
Quarto álbum do Almah, Unfold será lançado dia 25 de novembro no Brasil pela Substancial Music e no mesmo dia na Europa pela Scarlet Records. Produzido pelo próprio Edu Falaschi, o trabalho é, facilmente, o melhor registro da banda do ex-vocalista do Angra. E, analisando toda a carreira de Falaschi, só fica atrás de Temple of Shadows, o fenomenal álbum lançado pelo Angra em 2004 e na minha opinião um dos melhores discos de power metal de todos os tempos.
Deixar o Angra de lado fez bem para Edu Falaschi. Longe do grupo desde maio de 2012, Eduardo agora tem tempo e energia para focar todos os seus esforços em sua própria banda. E isso, somado ao fato de estar cercado por excelentes instrumentistas, reflete em uma música moderna e com qualidade inegável.
Unfold traz vários gêneros em suas doze faixas. O Almah passeia pelo power metal, pelo prog e até mesmo pelo hard rock e pelo pop - vide “Wings of Revolution”. E faz tudo isso desenvolvendo uma sonoridade atual, que pega elementos do passado mas não fica presa a eles. Pelo contrário: todas essas influências são relidas, reprocessadas e apresentadas com uma cara contemporânea, característica que fica ainda mais evidente devido à produção certeira do trabalho, também a cargo de Falaschi.
Os riffs da dupla de guitarristas Marcelo Barbosa e Gustavo Di Pádua, mesmo em composições que trazem influência do power metal que levou Eduardo à fama, não repetem clichês do estilo - algo, diga-se de passagem, extremamente difícil em se tratando do metal melódico. O baixista Raphael Dafras é o destaque principal do disco, com linhas criativas e que fazem o seu instrumento se sobressair em todas as faixas. E o baterista Marcelo Moreira mostra, mais uma vez, ser dono de uma técnica diferenciada.
Em relação à performance vocal de Edu Falaschi, ela merece até um novo parágrafo. Não ouvimos em praticamente nenhum momento de Unfold os registros mais agudos do cantor. E isso é um dos principais acertos do trabalho. Cantando de forma mais grave e, porque não fizer, contida e sem exageros, Eduardo conseguiu alcançar um resultado final muito bom, que comprova o quão acertada foi a decisão de deixar a sua ex-banda.
Entre as doze faixas, destaques para “In My Sleep” (que abre o play e é uma das melhores do álbum), “The Hostage” (com ótimos riffs), “Raise of the Sun” (com um clima meio Edguy e Avantasia, fato evidenciado pela presença do teclado tocando a melodia principal), “Cannibals in Suits” (pesadíssima e com um equilíbrio interessante entre riffs mais atuais e boas melodias), “Wings of Revolution” (um hard rock grudento e com cara de sucesso fácil nas rádios rock da vida - deve ser lançada como single no futuro devido ao seu enorme potencial radiofônico) e “Treasure of the Gods” (com direito até a passagens com vocais guturais), na tradição das longas composições repletas de mudança de andamento e que vão do prog ao power metal sem cerimônias.
Eu não gosto das atitudes de Edu Falaschi. Basta fazer uma rápida pesquisa e você encontrará comentários ásperos meus em relação à sua postura como artista - e a recíproca é verdadeira, com o troco sendo dado na mesma moeda no outro lado. No entanto, seria hipocrisia minha levar isso para o lado pessoal e não reconhecer a qualidade de um disco como Unfold. Forte e consistente, o álbum marca uma nova fase na carreira de Eduardo e do Almah, comprovando que a banda tem potencial para alçar vôos altos não só no Brasil, mas também lá fora.
Ouça, você também irá curtir.
Faixas:
1 In My Sleep
2 Beware the Stroke
3 The Hostage
4 Warm Wind
5 Raise of the Sun
6 Cannibals in Suits
7 Wings of Revolution
8 Believer
9 I Do
10 You Gotta Sand
11 Treasure of the Gods
12 Farewell
Deixar o Angra de lado fez bem para Edu Falaschi. Longe do grupo desde maio de 2012, Eduardo agora tem tempo e energia para focar todos os seus esforços em sua própria banda. E isso, somado ao fato de estar cercado por excelentes instrumentistas, reflete em uma música moderna e com qualidade inegável.
Unfold traz vários gêneros em suas doze faixas. O Almah passeia pelo power metal, pelo prog e até mesmo pelo hard rock e pelo pop - vide “Wings of Revolution”. E faz tudo isso desenvolvendo uma sonoridade atual, que pega elementos do passado mas não fica presa a eles. Pelo contrário: todas essas influências são relidas, reprocessadas e apresentadas com uma cara contemporânea, característica que fica ainda mais evidente devido à produção certeira do trabalho, também a cargo de Falaschi.
Os riffs da dupla de guitarristas Marcelo Barbosa e Gustavo Di Pádua, mesmo em composições que trazem influência do power metal que levou Eduardo à fama, não repetem clichês do estilo - algo, diga-se de passagem, extremamente difícil em se tratando do metal melódico. O baixista Raphael Dafras é o destaque principal do disco, com linhas criativas e que fazem o seu instrumento se sobressair em todas as faixas. E o baterista Marcelo Moreira mostra, mais uma vez, ser dono de uma técnica diferenciada.
Em relação à performance vocal de Edu Falaschi, ela merece até um novo parágrafo. Não ouvimos em praticamente nenhum momento de Unfold os registros mais agudos do cantor. E isso é um dos principais acertos do trabalho. Cantando de forma mais grave e, porque não fizer, contida e sem exageros, Eduardo conseguiu alcançar um resultado final muito bom, que comprova o quão acertada foi a decisão de deixar a sua ex-banda.
Entre as doze faixas, destaques para “In My Sleep” (que abre o play e é uma das melhores do álbum), “The Hostage” (com ótimos riffs), “Raise of the Sun” (com um clima meio Edguy e Avantasia, fato evidenciado pela presença do teclado tocando a melodia principal), “Cannibals in Suits” (pesadíssima e com um equilíbrio interessante entre riffs mais atuais e boas melodias), “Wings of Revolution” (um hard rock grudento e com cara de sucesso fácil nas rádios rock da vida - deve ser lançada como single no futuro devido ao seu enorme potencial radiofônico) e “Treasure of the Gods” (com direito até a passagens com vocais guturais), na tradição das longas composições repletas de mudança de andamento e que vão do prog ao power metal sem cerimônias.
Eu não gosto das atitudes de Edu Falaschi. Basta fazer uma rápida pesquisa e você encontrará comentários ásperos meus em relação à sua postura como artista - e a recíproca é verdadeira, com o troco sendo dado na mesma moeda no outro lado. No entanto, seria hipocrisia minha levar isso para o lado pessoal e não reconhecer a qualidade de um disco como Unfold. Forte e consistente, o álbum marca uma nova fase na carreira de Eduardo e do Almah, comprovando que a banda tem potencial para alçar vôos altos não só no Brasil, mas também lá fora.
Ouça, você também irá curtir.
Faixas:
1 In My Sleep
2 Beware the Stroke
3 The Hostage
4 Warm Wind
5 Raise of the Sun
6 Cannibals in Suits
7 Wings of Revolution
8 Believer
9 I Do
10 You Gotta Sand
11 Treasure of the Gods
12 Farewell
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