sábado, 7 de fevereiro de 2026

Heir Apparent ~ USA ~ Seattle, Washington

 

Graceful Inheritance (1986)

Heir Apparent era uma das muitas bandas excelentes escondidas no selo cult francês Black Dragon, um selo que eu acompanhava de perto, já que era lá que a Manilla Road estava. Apesar disso, eu havia me esquecido completamente do nome Heir Apparent até recentemente, se é que eu os conhecia. Não me lembro de ter visto o álbum deles nas prateleiras das lojas de discos da faculdade, nem de ter lido resenhas nas revistas de metal que eu acompanhava na época. Mesmo que eu tivesse virado o disco em algum momento, duvido que teria dado muita atenção, vendo 13 (?!) faixas e durações curtas. A música mais longa tem 5:06, então não parece que eles estavam expandindo os limites do heavy metal, que é o que eu estaria procurando.

E agora que estou ouvindo o álbum pela primeira vez, posso confirmar essa última afirmação. Nada inovador. Dito isso, acho a música do álbum de estreia do Heir Apparent muito agradável. Não demora muito para perceber que a banda tem uma forte semelhança com o Queensrÿche da mesma época. Isso não é coincidência, visto que eles interagiram bastante e ambos eram de Seattle. Muito antes do movimento grunge niilista dominar, bandas por todos os EUA eram mais influenciadas pelos grupos fantasiosos da NWOBHM da época. Logo de cara, você é recebido pela voz aguda, porém suave, de Paul Davidson. Soa exatamente como Geoff Tate em seu auge, sem o histrionismo. O guitarrista Terry Gorle traz muito da década de 70 consigo, especialmente no uso do pedal wah-wah em seus solos. Seu timbre não é particularmente pesado para a época, então a banda se apoia no melodismo. E é aqui que o Heir Apparent brilha mais, pois é evidente (tive que fazer essa piada) que eles dedicaram bastante tempo tanto à composição quanto aos arranjos dessas músicas, incluindo as instrumentais.

A melhor parte de descobrir álbuns como Graceful Inheritance é perceber que perdi muitos álbuns excelentes de metal do final dos anos 80 e início dos 90. Eu não tinha muito dinheiro na faculdade, e quando me formei (haha - sim, me formei) passei a gastar meu salário em álbuns de prog metal de todo o mundo.



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