Em 1970, uma banda chamada "Noir" ("Preto" em francês) passou um tempão gravando esse milagre indiscutível para a "Dawn" (que era também a gravadora de Mungo Jerry). Como eles chegaram lá, e de onde vieram, ninguém sabe. Os integrantes eram: Barry Ford - vocal principal em metade das músicas, bateria e percussão; Tony Cole - vocal principal na outra metade, órgão, piano e teclados em geral; Roy Williams - baixo e vocal; e Gordon Hunt - guitarra e vocal. A banda se separou antes de terminar o álbum e desapareceu do estúdio - todas as tentativas de descobrir seu paradeiro falharam. Barry Ford ressurgiu mais tarde com o "Clancy", que gravou dois álbuns para a Warner e tinha algum público nos pubs de Londres, e depois disso tocou com outra banda obscura, o "Merger".
De qualquer forma, é difícil identificar a música, e isso é ingrato e absolutamente desnecessário: várias baladas lentas que lembram (de alguma forma) Ken Hensley – como o lamento fatalista homônimo de "Rain", com um canto comovente; o sermão filosófico "In Memory Of Lady X"; o hino de batalha tribal de "Beggar Man" e a canção inspirada em spirituals "How Long"; o prog sólido de "The System". Adicione harmonias vocais polifônicas, guitarra virtuosa e um piano jazzístico e cool – entrega total e deleite! A música era boa demais para ficar guardada em uma prateleira, e o álbum foi lançado pela "Dawn" em 1971, sendo relançado em CD pela "Arcangelo" no Japão. Um dos melhores álbuns dos anos 70.

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