Estamos de volta com o melhor do rock brasileiro, e desta vez é a vez de Alceu Valença. Seu rock psicodélico, salpicado com ritmos do Nordeste brasileiro, cria um estilo único. Com um som que lembra Ian Anderson, do Jethro Tull (de fato, ele se inspirou bastante no flautista para desenvolver seu próprio estilo), este foi o quarto álbum de Alceu. Gravado ao vivo no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, o disco apresenta o show "Vou Danado para Catende". Na época, o músico teve que ir às ruas com o flautista Zé da Flauta para promover o espetáculo. Quase 35 anos depois, o músico apresentou novamente as músicas do álbum em um show especial. Desta vez, os ingressos para as três noites se esgotaram rapidamente, sem nenhuma grande campanha publicitária. Artista: Alceu Valença
Álbum: Vivo!
Año: 1976
Género: Rock psicodélico / Folk rock
Duración: 40:45
Nacionalidad: Brasil
Álbum: Vivo!
Año: 1976
Género: Rock psicodélico / Folk rock
Duración: 40:45
Nacionalidad: Brasil
Venho oferecer meu coração.Martín Pérez
Em uma temporada repleta de ofertas musicais internacionais e diversas visitas de artistas brasileiros, um ato de justiça há muito aguardado finalmente se faz presente: a estreia em Buenos Aires de Alceu Valença, o músico que ajudou a romper o eixo musical Rio-São Paulo ao defender os ritmos do Nordeste e criar um rock que abraçava uma pluralidade de sons. Revolucionário nos anos 70, popular nos anos 80 e em conflito com as gravadoras nos anos 90, seus shows ao vivo continuam entre os mais populares da cena brasileira. Esta noite, ele refutará mais uma vez seus antigos detratores: nem ruim nem falso.
"Ruim demais para os falsos e falso demais para os ruins." De sua casa em Olinda, Alceu Valença ri de sua própria narrativa sobre seus primórdios na música e, logo em seguida, se preocupa em garantir que todos entendam o que ele quis dizer. "Careta", ele é tranquilizado do outro lado da linha, é uma palavra que se traduz perfeitamente para o espanhol. E "maluco" (que significa "desconcertante" ou "inusitado") era a aparência de Alceu em seus primeiros tempos, com seus cabelos longos, roupas largas e seus constantes pulos no palco. "Eu não diria que ele tem cara de hippie. Muito menos de astro do rock", tenta a jornalista Ana Maria Bahiana descrevê-lo no artigo dedicado a Valença, compilado em sua obra seminal, *Nada será como antes*, um volume que explora a música popular brasileira dos anos 1970. "Há algo tão improvisado em sua persona, em seu figurino de palco, que nem mesmo botas de cano alto conseguem fazê-lo vibrar. Eu diria que ele é mais um traumatúrgico maluco do Nordeste."
O "maluco nordestino" se refere aos dois campos em que a música brasileira parecia estar dividida no final dos anos 1960 e início dos anos 1970. De um lado, aqueles que defendiam a música de raiz, os tradicionalistas. E do outro lado estavam aqueles que estavam ligados, primeiro, à Joven Guardia, a banda de rock de Roberto Carlos. E depois ao Tropicalismo. "Foi Luiz Gonzaga quem me disse: a vossa é uma banda de pífano elétrico", recorda Alceu, explicando que o pífano é um instrumento típico da música nordestina, com duas flautas que soam em uníssono. "Algo que nos surpreendeu, porque até então pensávamos que o que fazíamos era rock."
Segundo José Teles em *Do frevo ao manguebeat*, volume que traça a história da música do Nordeste brasileiro, de Gonzaga e Jackson do Pandeiro a Chico Science e Mangue Beat, Valença permanece o artista pernambucano que alcançou maior reconhecimento nacional no Brasil nos últimos trinta anos. Sua carreira começou na década de 1970, no cenário do rock nordestino, com artistas como Raimindo Fagner e Zé Ramalho (conhecidos como Os Violétricos, como Belchior e o jornalista José Neumanne os resumiram) tentando romper com a divisão musical Rio-São Paulo com seu som eletrizante. Mas o grande sucesso de Valença veio em 1980 com *Coração bobo*, sua homenagem a Jackson do Pandeiro. A este se seguiu *Cavalo de pau* (1982), o álbum mais vendido de sua carreira, contendo hinos admiráveis ainda presentes em seus shows ao vivo, como "Tropicana" e "Como dois animais".
Em conflito com a indústria desde o final daquela década e dedicado principalmente a shows ao vivo desde então, Alceu continua sendo "maluco" demais para alguns e poser demais para outros. Defensor ferrenho dos ritmos tropicais do Nordeste, ele acredita que o excesso de canibalismo musical pode destruir as tradições culturais. "Não entendo como, vivendo em um país tão culturalmente diverso quanto o Brasil, existem pessoas que sempre precisam buscar referências estrangeiras", reclama Valença, e afirma com orgulho que o show que apresenta esta noite — seu primeiro show em Buenos Aires — se chama justamente isso: Múltiplo. Porque sua música é multifacetada e tem mais de uma face. Como tem sido ao longo de uma carreira repleta de canções imortais.
MALUCO BELEZA
Um dos momentos mais memoráveis de sua carreira aconteceu no primeiro festival Rock in Rio, em 1985. A ditadura militar brasileira estava chegando ao fim, e o músico vinha se apresentando em todos os comícios das eleições diretas desde o ano anterior com uma canção imortal como “Anunciação”, cujo refrão repete: Você vem/ Já consigo ouvir seus sinais. “Por acaso, subi ao palco na véspera das eleições, e o que aconteceu foi incrível”, ele relembra. “Quem vinha, claro, era o Tancredo Neves.” O fato de o respeitado Tancredo, que viria a vencer aquelas eleições, nunca ter assumido o cargo, pois morreu antes da transição de poder, torna a lembrança daquela noite de fevereiro ainda mais comovente — algo que ninguém esperava, quando 300 mil pessoas continuaram cantando o refrão da música mesmo depois do fim do show. “Até hoje me lembro e me arrepio”, diz Valença sobre aquela noite em que deixou o palco com todos os seus músicos, em lágrimas de emoção. Seis anos depois, ele repetiu o feito no Rock in Rio 2, quando seu show no Maracanã ofuscou os de Santana e Prince. “Como é ter que tocar depois do Prince?”, perguntaram jornalistas locais. “Que eu também sou um príncipe”, respondeu o improvisador Alceu, que sempre eleva o nível. E geralmente corresponde às expectativas.
Essas demonstrações de aclamação popular são fruto de uma carreira construída passo a passo, com a música sempre em primeiro plano. Embora antes disso, ele tenha se formado em Direito. “Minha mãe me deu meu primeiro violão quando eu tinha quinze anos, e é como sutiã para as mulheres: você nunca esquece o primeiro”, brinca Alceu da Paiva Valença, que nasceu em 1946 e cresceu até os seis anos em São Bento do Una, uma pequena cidade agreste de apenas 5.000 habitantes. “Todos ali eram meus parentes, do mais rico ao mais pobre”, conta Alceu, parente de um político constitucional (“de uma época em que ser político era motivo de orgulho, não como agora”) e que foi exposto à cultura popular desde cedo. Como contou a José Teles, quando se mudou para Recife no início da adolescência, teve que esconder essa cultura rural. E como o pai queria que ele fosse advogado, ele o apoiou e se formou. “Mas meu primeiro trabalho foi cobrar uma dívida de um pobre coitado que não podia pagar, a quem acabei aconselhando a ir embora sem pagar nada”, ri Alceu. Livre das responsabilidades, tentou a sorte no jornalismo. Mas quando a ditadura resolveu regulamentar a profissão e exigir diploma universitário, não teve escolha a não ser ir para o Rio tentar a sorte na música.
A primeira fase de sua carreira começou com um álbum em duo com Geraldo Azevedo, o seminal Quadrafónico (1972). “Geraldo tocava com Nana Vasconcellos, enquanto eu ainda não era artista, nem queria ser”, lembra Alceu. Graças ao apoio do compatriota — a quem também ajudou a retornar à música, já que Azevedo, perseguido e até torturado pela ditadura militar, trabalhava com design gráfico — Alceu começou a acreditar no que fazia e, eventualmente, deslumbrou com uma estreia propriamente dita, cujo espírito ele ocasionalmente tenta recapturar, Molhado de suor (1974). Em seguida, reuniu os melhores músicos de rock de Recife para a banda com a qual gravaria Vivo (1976), o inesquecível álbum com o qual inventou o forrock. Mas a boa repercussão não se traduziu em sucesso, e Valença acabou sem gravadora. Ele foi, como de costume, simplesmente azarado demais. Somente após retornar da experiência europeia obrigatória para os músicos brasileiros daquela época, Alceu iniciou seu período de maior popularidade, que coincidiu com a ascensão do pop brasileiro nos anos 80. Embora sua música fosse claramente algo completamente diferente. No final da década, porém, a indústria ainda tentava interferir em sua música, e assim começou uma longa batalha com as gravadoras que continua até hoje. "Havia quem quisesse que eu gravasse uma 'Coração Besta', tentando repetir o sucesso de 'Coração Bobo'", relembrou certa vez. "Acho que foi a partir daí que os empresários tomaram o lugar dos mestres no mundo da música. Eu sei que tudo é negócio, mas existem muitas maneiras de ganhar dinheiro. Podiam deixar a arte em paz."
MADURO, MAS SEM PRETENSÃO
Sempre ao telefone de sua casa, Alceu nos garante que está feliz por finalmente poder tocar na Argentina. E ele diz isso, explica, sabendo que tais declarações são um clichê, que o mundo do entretenimento está cheio de artistas que exibem a bandeira do país que estão visitando no palco, apenas para jogá-la fora assim que o show termina. Mas ele fala sério, garante. "Porque meu avô materno gostava de ouvir tangos", diz ele. "Eu o via tocar violão quando era pequeno, mas ele nunca teve paciência para me ensinar."
Quando se empolga com suas lembranças, a fala de Alceu se acelera e seu sotaque nordestino se torna quase indecifrável. "Quando eu era criança, dava para ouvir música argentina no rádio, assim como brasileira ou espanhola. Depois, começou a ser só música em inglês, principalmente americana. Não tenho nada contra os americanos, mas não gosto de ser obrigado a ouvir só isso. Ultimamente, também é pop descartável, parte da indústria do entretenimento."
Aos 65 anos e com quase quatro décadas no mundo da música, Alceu acaba de concluir seu primeiro filme como diretor, um projeto antigo que acalentava há anos. Chama-se A luneta do tempo (A Janela do Tempo ao Luar), uma espécie de ópera popular, cantada ou em verso, na qual Alceu interpreta mais de um papel. Antes disso, seu último álbum foi o maravilhoso Ciranda mourisca (2009), onde reuniu faixas inéditas de toda a sua carreira e as regravou no ritmo que dá nome ao álbum. Essa talvez seja a melhor maneira de se aproximar de sua música. "Minha esposa me ajudou a escolher as canções e, felizmente, ela não tem ciúmes, porque há muitas canções dedicadas a outras mulheres da minha vida", brinca Alceu, mencionando uma joia lisérgica como "Iris" e "Maracajá", dedicada a Ana de Amsterdam, uma inesquecível dançarina holandesa que passou por Olinda nos anos 70. “É um álbum transparente, hipnótico e, claro, psicodélico.” Várias faixas do álbum serão apresentadas em Múltiplo, o show com o qual ele revisitará sua carreira e a música de sua terra natal na boate Groove, em Palermo. “Mas, acima de tudo, tocarei música de carnaval, frevo, samba, algumas canções com influência do rock, todas melodias do norte e até algumas faixas de Luiz Gonzaga”, enumera o lendário Alceu, maduro, mas ainda no auge. E esse auge finalmente está chegando; os sinais já se fazem ouvir.
Os solos de flauta e guitarra eram constantes em sua música, assim como os versos que emolduravam e descreviam sua região natal, o Nordeste do Brasil; algumas dessas canções permaneceram vivas naquela região, ainda relevantes hoje, apesar da passagem do tempo.
Que tipo de música faz Alceu Valença?? Pergunta difícil essa...Talvez a"mistura de várias coisas...Pop nordestino? Música carnavalesca de Pernambuco? Um mix de sons diversos? Complicado colocar um compositor do cacife de Alceu Valença dentro de uma definição preestabelecida.
Mas isso na verdade não tem a mínima importância. O que na verdade importa é o que Alceu consegue fazer através de sua música híbrida...encanta, alegra, fascina...É uma bandeira sonora e colorida cantando pelos caminhos deste Brasil. Percorrendo os sentidos adormecidos, sua música é um banho de luz multicolorida. É pulsante, é marcante, é loucamente arrebatadora...E Alceu, não satisfeito em ser som, se transforma em ator de suas próprias músicas. Assume a força dramática de sua terra e se cobre de fitas e adornos, se transveste com as cores de suas origens e transforma sua presença em show além do som. Usa seu corpo como outro instrumento. E essa mistura inusitada é um deleite para a alma.
Para exemplificar a sua característica performática, vale lembrar um episódio do começo de sua carreira. Estava no Rio para mostrar o show “Vou danado pra Catente”, mas as coisas não iam bem...Os primeiros dias de apresentação foram um fiasco. Para reverter este quadro, Alceu subiu em pernas de paus e, vestido de bobo da corte, saiu pelas ruas do Rio, com seus músicos atras em cortejo musical, tocando e chamando para seu espetáculo - foi um sucesso! A partir daí a imprensa começou a dar atenção a este pernambucano de São Bento de Una...A consagração veio com a capa do Pasquim com o lançamento do disco Alceu-Valença-Vivo de 1976 que é o melhor registro desta sua primeira fase artística.
Alceu também pode ser responsabilizado por colocar a sonoridade do carnaval de Pernambuco nos ouvidos nacionais. Na segunda metade dos anos 70 começou a gravar frevos e conseguiu manter a mesma qualidade de outros compositores carnavalescos pernambucanos como Capiba e Nelson Ferreira. Hoje é sinônimo do carnaval de Olinda, liderando inclusive um bloco que, sempre que pode, sai na Quarta-feira de Cinzas...
Alceu Valença seria isso então um compositor que mistura os ritmos nordestinos como forró, maracatu, frevo, coco com outros sons mundiais? Seria um intérprete que veste suas músicas? Um carnavalesco? Um poeta do som? Meio bobo da corte, meio visionário louco? Quem sabe?
Ele mesmo se autodenominava o “ porta-voz da incoerência”, então que se deixe para lá essas definições... Alceu Valença é som e isso basta.
Nem pense em Morena Tropicana, La Belle de Jour ou Bicho Maluco Beleza! Nem precisa se preocupar por conta da radiola que há muito tempo não funciona mais: trata-se de uma obra prima do maior representante da música pernambucana em CD com som remasterizado. Mesmo que você não queira, quem escuta Vivo é obrigado a mergulhar no sotaque, na regionalidade e na interpretação maluca de Alceu Valença. O vinil foi gravado no Teatro Teresa Rachel, na cidade do Rio de Janeiro, durante o show “Vou Danado Pra Catende” no ano de 1976. Além de clássicos como “Descida da Ladeira” e “Sol e Chuva”, é recheado de músicas contagiantes que poucos tiveram o prazer de conhecer, até então (porque agora você tem a Vitrola Gozada). São elas: “Casamento Da Raposa Com O Rouxinol”, “Edipiana Nº 1” (esse nome deve-se ao motivo de ser a primeira música que Alceu compôs para a sua mãe), “Você Pensa”, entre outras.
Depois que escutei esse CD pela primeira vez, não me restou dúvidas de que Alceu Valença é um porra louca do cacete! Mas diferentemente do que vocês possam pensar ao ler essa última frase, é esse o principal motivo de escutá-lo.
Um dos mais versáteis artistas do país, Alceu Valença é outro grande nome confirmado para o Psicodália 2013 – Especial de Ano Novo.Gustavo Zielonka – Assessoria de Imprensa Psicodália
O festival, que acontece de 28 de dezembro de 2012 a 02 de janeiro de 2013, em Rio Negrinho, Santa Catarina, tem o show VIVO! programado para a noite do dia 29, segundo dia desse festival multicultural que chega à sua 16ª edição.
Nele serão tocadas as músicas do álbum de mesmo nome, de 1976, além de canções mais contemporâneas da carreira de Alceu. Não estão descartadas, por exemplo, apresentações de sucessos como (Morena) Tropicana.
O álbum VIVO! foi o quarto da carreira do pernambucano Alceu Valença, que o enxerga como o que o consagrou como artista. Ele é fruto do aclamado show “Vou danado pra Catende”, realizado no Teatro Tereza Rachel, Rio de Janeiro, em 1976, e indispensável para quem tem como referência de Alceu músicas como Tropicana, Manga Rosa ou Como Dois Animais.
Suas letras, cheias de metáforas contra a ditadura, trazem a grandeza temática dos tradicionais violeiros nordestinos com suas visões míticas e alertas apocalípticos, como em Punhal de Prata: “Mas eu não quero viver cruzando os braços / Nem ser cristo na tela de um cinema / Nem ser pasto de feras numa arena / Nesse circo eu prefiro ser palhaço / Eu só quero uma cama pro cansaço / Não me causa temor o pesadelo / Tenho mapas e rotas e novelos / Para sair de profundos labirintos / Sou de ferro, de aço de granito / Grito aflito na rua do sossego”.
Interessados em participar do evento devem ficar atentos para a data de venda dos ingressos. O terceiro lote, com mil ingressos, será aberto no dia 08 de novembro, às 11h. E ao término deste, será liberado automaticamente o quarto e último lote, com mais novecentos ingressos. Com isso, a organização terá preenchido o total de quatro mil ingressos prometidos para essa edição.
Também, cadastrar-se antecipadamente no site (www.psicodalia.mus.br) mostra-se como uma opção importante para evitar impasses na hora da compra e tentar garantir uma das entradas, haja vista que os primeiros lotes esgotaram-se quase que instantaneamente, com picos de acesso ao site que chegaram aos duzentos por segundo.
Hau artistas que demoram a estabelecer sintonia com o publico. Para Alceu Valencia, por exemplo, o sucesso no veio rapido. Quando o coco Corazao Bobo projetou seu nome e sua obra, em 1980, o compositor pernambucano jo contabilizava oito anos de carreira - iniciada de forma individual em 1974 com este interessante Molhado de Suor, disco ora reeditado na sirie Som Livre Masters, produzida pelo tito Charles Gavin com a primorosa remasterizao de 25 titulos garimpados nos bas das gravadoras Som Livre, Som Maior e RGE.Mauro Ferreira
Alceu Valenca estreou em disco em 1972, com LP dividido com Geraldo Azevedo. Molhado de Suor foi seu primeiro trabalho solo e jtrazia a mistura efervescente de ritmos nordestinos com linguagem pop. Era algo novo na epoca e o disco acabaria passando despercebido pelo publico. Alceu ainda gravaria outros albuns na Som Livre - como Vivo! (1976, um dos mais vigorosos registros de shows editados no Brasil) e Espelho Cristalino (album de 1977, ja relanado em CD em 1994) - antes de se exilar na Franca e, na volta ao Brasil, ganhar enfim a merecida projeto com o LP Corazao Bobo.
Por isso mesmo, seu primeiro disco solo merece segunda chance. I coeso, magistralmente arranjado e traz musicas como Papagaio do Futuro (ainda recorrente nos shows do cantor) e Punhal de Prata. O repertorio tambem destaca Dia Branco, que, apesar do titulo homonimo, nao se trata da cancio de Geraldo Azevedo que faria sucesso a partir dos anos 80, mas de tema autoral do proprio Alceu Valenca.
Este foi o terceiro lp gravado por Alceu. O primeiro foi em parceria com Geraldo Azevedo, o "Quadrifônico". O segundo, "Molhado de suor", ainda não havia pegado o público de jeito. Foi só a partir de "Vivo" que o cara começou a ganhar popularidade. Depois de ter classificado sua canção “Vou danado pra Catente” no Festival Abertura. A música deu nome ao show que deu origem ao disco "Vivo". Sem dúvida, um dos seus melhores trabalhos, num registro histórico onde participam artistas como Zé Ramalho, ainda pouco conhecido do público.Telhados do Mundo fenícios Avolta
"Live!" respira el ambiente de la época, cuando el planeta fue ahorcado en la crisis del petróleo, en una mezcla de rock y la esencia de los sonidos y lírica poética propia de su Pernambuco natal. Sus letras trazan la grandeza temática de las tradicionales canciones nordestinas con sus visiones míticas y sus alertas apocalípticas, como podemos en "Punhal de Prata": "Mas eu não quero viver cruzando os braços / Nem ser cristo na tela de um cinema / Nem ser pasto de feras numa arena / Nesse circo eu prefiro ser palhaço / Eu só quero uma cama pro cansaço / Não me causa temor o pesadelo / Tenho mapas e rotas e novelos / Para sair de profundos labirintos / Sou de ferro, de aço de granito / Grito aflito na rua do sossego".
Você pode ouvir no Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/3WEkiDt9RUX12U07JCs0hx
www.alceuvalenca.com.br
Lista de Temas:
1- Casamento da Raposa Com o Rouxinol
2- Descida Da Ladeira
3- Edipiana Nº 1/Emboladas
4- Você Pensa
5- Punhal de Prata
6- Pontos Cardeais
7- Papagaio do Futuro
8- Sol e Chuva
1- Casamento da Raposa Com o Rouxinol
2- Descida Da Ladeira
3- Edipiana Nº 1/Emboladas
4- Você Pensa
5- Punhal de Prata
6- Pontos Cardeais
7- Papagaio do Futuro
8- Sol e Chuva
Alinhamento:
- Zé da Flauta / Flauta
- Paulo Lampião Rafael Ukulele / Violão
- Zé Ramalho da Paraíba / Cordas
- Israel / Bateria e Percussão
- Agricio Noya / Percussão
- Dicinho / Baixo
- Alceu Valença / Viola e Violino
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