O sucesso que o The Darkness atingiu com seu primeiro disco, "Permission To Land", foi espantoso. Qualquer fã de Hard Rock tirou chapéu pra façanha que os caras conquistaram ao colocá-lo no primeiro lugar das paradas britânicas, além de ótimas posições por toda a Europa e boa repercussão pela América. O single I Believe In A Thing Called Love elevou o nome do conjunto a ponto de ficarem conhecidos até mesmo no Brasil, quando a canção foi parar na trilha sonora de novela global!
Durante tempos sem surgimento de novos rockstars, eis que o The Darkness nasceu e chutou a bunda de todo mundo. A ansiedade aumentava quando se pensava que poderiam produzir mais coisa boa. Mas, após quase dois anos na estrada, o grupo demonstrou um sinal de fraqueza com a saída do baixista Frankie Poullain, aparentemente por diferenças musicais - no fim do texto, o real motivo de sua saída virá à tona.
O segundo álbum da banda começou a ser feito ainda com Poullain, que co-escreveu quatro canções do mesmo. O guitarrista Dan Hawkins gravou grande parte das linhas de baixo até que o novo baixista foi anunciado para terminar as gravações: o técnico de guitarra de Dan, Richie Edwards.
"One Way Ticket To Hell... And Back" foi finalmente lançado em novembro de 2005, cerca de cinco meses após o previsto. Para os cegos que aguardavam um novo "Permission To Land", foi uma grande decepção. O The Darkness voltou com a corda toda, com a mesma sonoridade que o consagrou anteriormente, mas um pouco menos irreverente e um pouco mais sério.
Claro que a irreverência não foi deixada de lado. Os clipes, muito bem elaborados e que prendem a atenção do telespectador, são a maior prova disso. Trata-se, todavia, de um disco mais complexo em certos pontos. O grande fio condutor é o Hard Rock direto e reto com influências diretas de bandas como AC/DC e Slade, mas há nuances mais elaboradas no conjunto da obra, com direito a inserções discretas de gaita de foles, sitar, flauta, piano, sintetizadores e outros instrumentos pouco usuais no Rock. Como o líder Justin Hawkins definiu: "o The Darkness é o elo perdido entre um AC/DC gay e um Queen heterossexual".
Creio que a grande "culpa" disso seja do produtor Roy Thomas Baker, famoso principalmente por produzir grandes clássicos do Queen. Entre aspas porque só enriqueceu o som. "One Way Ticket To Hell... And Back" não é um disco descartável, que o ouvinte dedica apenas uma hora de sua vida a ele. A maioria, com certeza, vai repetir esses 35 minutos por várias vezes, pois são atraentes e bem estruturados.
O frontman Justin Hawkins adotou uma verdadeira postura de líder por aqui. Seus vocais, menos exagerados dessa vez, são destacados nas composições e na produção. Além disso, cuida da grande maioria dos solos de guitarra, que estão animais - basta conferir os de Is It Just Me? e Hazel Eyes. Seu irmão Dan faz um bom trabalho tanto na guitarra rítmica quanto no baixo, complementado por Richie Edwards. Ed Graham faz o básico muito bem, no maior estilo Phil Rudd.
No ano seguinte ao lançamento do álbum, o The Darkness encerrou suas atividades por desavenças entre Justin, sua esposa-empresária e os outros integrantes. Enquanto estes montaram o incrível Stone Gods, aquele embarcou no mediano Hot Leg após sessões de desintoxicação. Mas, felizmente, neste ano eles retornaram com a banda que os consagraram - com Frankie Poullain.
Entre os destaques dessa pérola, estão a abertura One Way Ticket (que fala sobre cocaína), a arrasa-quarteirão Is It Just Me? e seu clipe genial, a balada Hazel Eyes e a quase-Mercuryana English Country Garden. Pode não ser tão descompromissado quanto seu antecessor, mas "One Way Ticket To Hell... And Back" tem muita qualidade e vale muito a pena ser ouvido.
01. One Way Ticket
02. Knockers
03. Is It Just Me?
04. Dinner Lady Arms
05. Seemed Like A Good Idea At The Time
06. Hazel Eyes
07. Bald
08. Girlfriend
09. English Country Garden
10. Blind Man
Justin Hawkins - vocal, guitarra, piano, órgão, sintetizador, sitar, mini-Moog
Dan Hawkins - guitarra, baixo, carrilhão de orquestra, pandeireta, triângulo, percussão, backing vocals
Richie Edwards - baixo, backing vocals
Ed Graham - bateria

O sucesso que o The Darkness atingiu com seu primeiro disco, "Permission To Land", foi espantoso. Qualquer fã de Hard Rock tirou chapéu pra façanha que os caras conquistaram ao colocá-lo no primeiro lugar das paradas britânicas, além de ótimas posições por toda a Europa e boa repercussão pela América. O single I Believe In A Thing Called Love elevou o nome do conjunto a ponto de ficarem conhecidos até mesmo no Brasil, quando a canção foi parar na trilha sonora de novela global!
Durante tempos sem surgimento de novos rockstars, eis que o The Darkness nasceu e chutou a bunda de todo mundo. A ansiedade aumentava quando se pensava que poderiam produzir mais coisa boa. Mas, após quase dois anos na estrada, o grupo demonstrou um sinal de fraqueza com a saída do baixista Frankie Poullain, aparentemente por diferenças musicais - no fim do texto, o real motivo de sua saída virá à tona.
O segundo álbum da banda começou a ser feito ainda com Poullain, que co-escreveu quatro canções do mesmo. O guitarrista Dan Hawkins gravou grande parte das linhas de baixo até que o novo baixista foi anunciado para terminar as gravações: o técnico de guitarra de Dan, Richie Edwards.
Durante tempos sem surgimento de novos rockstars, eis que o The Darkness nasceu e chutou a bunda de todo mundo. A ansiedade aumentava quando se pensava que poderiam produzir mais coisa boa. Mas, após quase dois anos na estrada, o grupo demonstrou um sinal de fraqueza com a saída do baixista Frankie Poullain, aparentemente por diferenças musicais - no fim do texto, o real motivo de sua saída virá à tona.
O segundo álbum da banda começou a ser feito ainda com Poullain, que co-escreveu quatro canções do mesmo. O guitarrista Dan Hawkins gravou grande parte das linhas de baixo até que o novo baixista foi anunciado para terminar as gravações: o técnico de guitarra de Dan, Richie Edwards.
"One Way Ticket To Hell... And Back" foi finalmente lançado em novembro de 2005, cerca de cinco meses após o previsto. Para os cegos que aguardavam um novo "Permission To Land", foi uma grande decepção. O The Darkness voltou com a corda toda, com a mesma sonoridade que o consagrou anteriormente, mas um pouco menos irreverente e um pouco mais sério.
Claro que a irreverência não foi deixada de lado. Os clipes, muito bem elaborados e que prendem a atenção do telespectador, são a maior prova disso. Trata-se, todavia, de um disco mais complexo em certos pontos. O grande fio condutor é o Hard Rock direto e reto com influências diretas de bandas como AC/DC e Slade, mas há nuances mais elaboradas no conjunto da obra, com direito a inserções discretas de gaita de foles, sitar, flauta, piano, sintetizadores e outros instrumentos pouco usuais no Rock. Como o líder Justin Hawkins definiu: "o The Darkness é o elo perdido entre um AC/DC gay e um Queen heterossexual".
Creio que a grande "culpa" disso seja do produtor Roy Thomas Baker, famoso principalmente por produzir grandes clássicos do Queen. Entre aspas porque só enriqueceu o som. "One Way Ticket To Hell... And Back" não é um disco descartável, que o ouvinte dedica apenas uma hora de sua vida a ele. A maioria, com certeza, vai repetir esses 35 minutos por várias vezes, pois são atraentes e bem estruturados.
O frontman Justin Hawkins adotou uma verdadeira postura de líder por aqui. Seus vocais, menos exagerados dessa vez, são destacados nas composições e na produção. Além disso, cuida da grande maioria dos solos de guitarra, que estão animais - basta conferir os de Is It Just Me? e Hazel Eyes. Seu irmão Dan faz um bom trabalho tanto na guitarra rítmica quanto no baixo, complementado por Richie Edwards. Ed Graham faz o básico muito bem, no maior estilo Phil Rudd.
No ano seguinte ao lançamento do álbum, o The Darkness encerrou suas atividades por desavenças entre Justin, sua esposa-empresária e os outros integrantes. Enquanto estes montaram o incrível Stone Gods, aquele embarcou no mediano Hot Leg após sessões de desintoxicação. Mas, felizmente, neste ano eles retornaram com a banda que os consagraram - com Frankie Poullain.
Entre os destaques dessa pérola, estão a abertura One Way Ticket (que fala sobre cocaína), a arrasa-quarteirão Is It Just Me? e seu clipe genial, a balada Hazel Eyes e a quase-Mercuryana English Country Garden. Pode não ser tão descompromissado quanto seu antecessor, mas "One Way Ticket To Hell... And Back" tem muita qualidade e vale muito a pena ser ouvido.
No ano seguinte ao lançamento do álbum, o The Darkness encerrou suas atividades por desavenças entre Justin, sua esposa-empresária e os outros integrantes. Enquanto estes montaram o incrível Stone Gods, aquele embarcou no mediano Hot Leg após sessões de desintoxicação. Mas, felizmente, neste ano eles retornaram com a banda que os consagraram - com Frankie Poullain.
Entre os destaques dessa pérola, estão a abertura One Way Ticket (que fala sobre cocaína), a arrasa-quarteirão Is It Just Me? e seu clipe genial, a balada Hazel Eyes e a quase-Mercuryana English Country Garden. Pode não ser tão descompromissado quanto seu antecessor, mas "One Way Ticket To Hell... And Back" tem muita qualidade e vale muito a pena ser ouvido.
01. One Way Ticket
02. Knockers
03. Is It Just Me?
04. Dinner Lady Arms
05. Seemed Like A Good Idea At The Time
06. Hazel Eyes
07. Bald
08. Girlfriend
09. English Country Garden
10. Blind Man

02. Knockers
03. Is It Just Me?
04. Dinner Lady Arms
05. Seemed Like A Good Idea At The Time
06. Hazel Eyes
07. Bald
08. Girlfriend
09. English Country Garden
10. Blind Man
Justin Hawkins - vocal, guitarra, piano, órgão, sintetizador, sitar, mini-Moog
Dan Hawkins - guitarra, baixo, carrilhão de orquestra, pandeireta, triângulo, percussão, backing vocals
Richie Edwards - baixo, backing vocals
Ed Graham - bateria
Dan Hawkins - guitarra, baixo, carrilhão de orquestra, pandeireta, triângulo, percussão, backing vocals
Richie Edwards - baixo, backing vocals
Ed Graham - bateria



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