terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

André Rio - Fervo - Andre Rio 20 Anos de Frevo (2012)

Instagram Story Lançamento Música Moderno Roxo - 1

 

 álbum "Fervo - Andre Rio 20 Anos de Frevo" é uma coletânea lançada pelo cantor e compositor pernambucano André Rio em 2012 para comemorar suas duas décadas de carreira dedicada ao frevo

Faixas do álbum:
02. Queimando A Massa
03. Sou Teu Amor
04. Ultimo Regresso / Frevo N.1 Do Recife / Frevo N.3 / Evocacao N.1
05. Eu Sou O Frevo
06. Hino Da Troca
08. Bairro Dos Meus Amores
09. De Chapeu de Sol Aberto / Juventude Dourada / Cala Boca Menino / Oh Bella
10. O Bicho Vai Pegar
11. Valores Do Passado
12. Me Leva
13. Seducao
15. Anos Dourados
16. Praga Do Galo
17. Meu Frevo
18. Te Amo Tanto
19. Acendedor de Lampioes
20. Cem Carnavais




Spok Frevo Orquestra - Passo De Anjo Ao Vivo (2007)

Instagram Story Lançamento Música Moderno Roxo - 1

 

Gravado no Teatro de Santa Isabel, em 2007, com a participação de convidados ilustres: Leo Gandelman (saxofone), Armadinho ( guitarra baiana) e Genaro (sanfona). Outro ponto alto do projeto é o momento em que Spok explica e demonstra junto com a Orquestra as três modalidades de Frevo

Faixas do  álbum:
01. Passo de Anjo (Ao Vivo)
02. Nino, O Pernambuquinho (Ao Vivo)
03. Ponta de Lança (Ao Vivo)
04. Ela Me Disse (Ao Vivo)
05. Frevo Sanfonado (Ao Vivo)
06. Folião Ausente (Ao Vivo)
07. Mexe Com Tudo (Ao Vivo)
08. Último Dia (Ao Vivo)
09. Frevo Aberto (Ao Vivo)
10. Três da Tarde (Ao Vivo)
11. Lágrima de Folião (Ao Vivo)
12. Vassourinhas (Ao Vivo)
13. Relembrando o Norte / Mexe Com Tudo / Cabelo de Fogo




Medusa - Calling You (1977)

 

Nessa minha saga desbravando os “escombros” empoeirados do rock n’ roll, por intermédio deste reles e humilde blog que você, caríssimo leitor, tem lido e que eu eternamente agradecerei pela audiência e credibilidade, tenho feito algumas loucas, estranhas e doces descobertas.

Porque a minha atual realidade, ou melhor, a minha realidade há anos nas minhas audições é exatamente trazer algo mais arrojado e pouco usual para a minha vida “sonora”. Não é tão somente a complexidade sonora que me cativa mais, mas a loucura despretensiosa e nitidamente suja. Sabe aquelas produções “artesanais” repletas de defeitos? É isso!

E mesmo diante disso tudo, ainda consigo ouvir e apresentar, em meu blog, as sonoridades de que sempre apreciei e “degustei”, como prog rock, hard rock, psych, stoner rock, entre tantos outros. É possível “harmonizar” todas essas vertentes ao que estou desbravando? Sim, caros leitores! E consegue com um prog rock, por exemplo, tido como uma sonoridade tão sofisticada? Sim, porém com nuances mais, digamos, underground, garageira mesmo.

E hoje eu gostaria de apresentar a todos os amigos leitores algo totalmente inusitado, louco e pouco, pouquíssimo normal para a realidade pasteurizada e previsível do rock, logo raro, muito rara, afinal, como que uma sonoridade como essa pode ser encarada como algo potencialmente “consumível” para um público ortodoxo do rock, de um mercado conservador. Falo da banda alemã MEDUSA.

Essa obscura banda germânica eu descobri recentemente e que, como disse, me trouxe uma doce loucura calcada na liberdade criativa e totalmente desprendida de uma projeção mercadológica. E é mais uma “Medusa”, diante de tantas outras que surgiram na mesma condição que esta banda: obscura e que, diante desse cenário, pereceram todas precocemente. Por aqui neste blog há algumas “Medusas”, como a norte americana e mexicana que valem a pena conferir.

E como tantas outras bandas raras e obscuras, o Medusa alemão percorreu um caminho no ostracismo, na escuridão e com uma caminhada efêmera e um fim esquecido e triste, mas são essas histórias fracassadas, comercialmente falando, que entregam os melhores e mais pitorescos episódios.

E como tal poucas são as informações disponíveis sobre as suas origens e sua história, mas tentarei arduamente trazer o máximo que posso sobre o Medusa. A banda, formada na segunda metade dos anos 1970, surgiu em Nordrhein-Westfalen; Parte dos músicos vieram de Wuppertal e de outras cidades mais próximas, como Velbert.

E falando nos músicos a sua formação original trazia Peter Bolling, no baixo, Detlev Orthey, na bateria e percussão, Nobert Labgensiepen, na guitarra, Ingo Klich nos teclados e Volker Kappelmann nos vocais e guitarra.

Em janeiro de 1977 o Medusa lançaria o seu primeiro e único trabalho chamado “Calling You” em uma prensagem privada e extremamente limitada, pelo selo Schnecke Records.

“Calling You” traz uma miscelânea sonora extremamente incomum e arrojada, com influências, pasmem, de punk rock e krautrock e rock progressivo, além de elementos claros de hard rock com discretas pitadas de blues rock. Um tecido psicodélico cobre toda essa sopa sonora com guitarras lisérgicas e batidas beat e pesadas.

Talvez estejam, bons e estimados leitores, se perguntando como pode ser provável ter o rock progressivo e punk rock juntos em um mesmo álbum? Bem não negarei a loucura disso, mas não nego também que é no mínimo atraente ter ouvido “Calling You”!

Claro, o ano de lançamento, 1977, era o período emergente do punk e, como toda banda alemã que se preze, tem de ter um “tempero” prog rock e krautrock e esses caras tiveram a audácia de fundir essas vertentes sonoras e fazer desse álbum estranho, louco e incomum. O prog rock não traz aquela complexidade e sofisticação, mas o que importa? É muito bom ter descoberto e feito a audição dessa sopa bem nutrida de sons arrojados e sem nenhum tipo de carimbo ou rótulo.

Então já que trouxe um pouco do que significa o álbum do Medusa, “Calling You”, vamos trazer um pouco do que cada música oferece? Vamos a elas! E começa com a faixa “Go Kids Go” que já começa com a louca mistura entre punk ou até diria um pré-punk, proto punk com um psych, bem veloz e sujo. O peso se entrelaça com o órgão, com a gaita, com a guitarra eletrificada e vocal meio gritado. O que dizer da gaita no meio do peso, do frenesi da música, dando uma cadência...?

"Go Kids Go"

Mas tudo muda um pouco, ou diria muito, com a faixa seguinte: “The Change”. A música mais longa do álbum, que conta com pouco mais de onze minutos de duração, traz um rock psicodélico, com discretas passagens de krautrock e que mostra algo mais bem elaborado, musicalmente falando, com uma introdução, embora breve, bem linda de guitarra com um solo bem viajante, mas que logo fica pesado com uma bateria marcada e agressiva com um órgão enérgico. Mas logo fica tudo mais introspectivo, trazendo também as variâncias rítmicas do rock progressivo. Há um toque épico nessa música e faz dela o destaque do álbum. É lírico, é vibrante, é viajante.

"The Change"

A sequência traz a faixa “Hey Rock 'n Roll”, já traz, até o fim do álbum, em um total de três músicas, uma pegada mais voltada para o hard rock e blues rock, além do inusitado punk rock também. E nessa música começa com o órgão dando uma camada mais sombria que logo fica mais sinfônico e depois surgem os riffs de guitarra e a bateria pesada e marcada e tudo se funde em uma psicodelia lisérgica e pesada, um hard psych cheio de voluptuosidade. E quando surge o vocal, este traz uma pegada mais proto punk. É espetacular essa faixa, porque mostra arrojo e a vocação dessa banda contra o estereótipo!

"Hey Rock and Roll"

Medusa´s Calling You” começa com dedilhados de guitarra que me remete a uma balada de heavy metal, algo sombrio, soturno, mas, no decorrer da música, vai ganhando corpo e assumindo seu “lado hard rock”, com a bateria mais agressiva, o órgão mais energético, o baixo mais pulsante...Aqui o hard rock é mais heavy e punk, mas também progressivo, é também repleto de variâncias rítmicas, mostrando um Medusa mais encorpado, mais contundente, musicalmente falando. Mesmo com um álbum despretensioso e por vezes inocente em sua sonoridade, revelou-se complexo e arrojado. As teclas, de uma energia cativante, vão mostrando seu lado mais kraut, com alguma introspecção. O que dizer dessa faixa? Louca e vibrante!

"Medusa's Calling You"

E fecha com “QQ 10” que traz a introdução, cheia de ruídos, ao estilo hawkwind, meio psicodélico, meio space rock, que logo se mistura ao peso lisérgico, com bateria marcada e pesada, com riffs de guitarra mais sujos e viscerais e um baixo mais rasgados e potentes. Mas o peso dá lugar também a viagem progressiva do teclado mais pastoral e contemplativo, mas logo retorna ao peso que alia hard, punk e lisergia. Loucura sonora!

"QQ 10"

O Medusa, ainda em 1977, mais precisamente falando na segunda metade daquele ano lançaria um single, em maio, no Horst Burghardt – Tonstudio - Engelsmann & Burghardt em Castrop-Rauxel, com as faixas “Ocean Dream” e “Freedom”, pelo selo Life Records, da Alemanha, mas muito difícil de achar para audição.


E com essa nova gravação a banda traria também uma nova formação, trazendo a vocalista Njoschi Weber, o baterista Gerd Elsner, o guitarrista base e vocalista Peter Eckert, o baixista Pi Klein e o único membro da formação original Volker Kappelmann. A intenção era trazer novos tempos para o Medusa e gravar um novo álbum, mas não conseguiram seguir e pereceram de forma precoce.

Não se sabe se tiveram relançamentos, pouco consegui apurar a respeito dessa obscura banda, mas é informação de que a prensagem original de 1977 é disputado a tapas pelos colecionadores de vinis raros e que reza a lenda de que alguns foram colocados à venda na bagatela dos 600 euros, pasmem! O fato é que a sua sonoridade é arrojada, inusitada e louca, um doce e original loucura que é digna de audição.




A banda:

Peter Bölling no baixo

Detlev Orthey na bateria e percussão e sinos tubulares

Norbert Langensiepen na guitarra

Ingo Klich nos teclados

Volker Kappelmann na guitarra solo, vocais e gaita

 

Faixas:

1 - Go Kids Go

2 - The Change

3 - Hey Rock 'n Roll

4 – Medusa’ s Calling You

5 - QQ 10 



"Calling You" (1977)


THE BEATLES - SAVOY TRUFFLE - 1968

 


Quase que, como meio perdida lá no meio do lado 4 do álbum branco, depois de "Honey Pie" e antes de "Cry Baby Cry"Savoy Truffle, de Harrison (sem referências indianas), até que é um rock bem animado. Foi a última composta para o disco.

Harrison escreveu "SavoyTruffle" em homenagem a seu amigo Eric Claptonque, na época, além de drogas, também era viciado em doces e bombons. Em “I Me Mine”, Harrison diz que teve a inspiração em uma caixa de chocolates da Mackintosh Good NewsMuitas das linhas são baseadas em doces dessa caixa, embora “Cherry Cream” e “Coconut Fudge” sejam invenções do próprio GeorgeA letra é construída com os nomes exóticos dados a cada chocolate do sortimento da Mackintosh Good News, como Creme Tangerine, Mon-telimar, Ginger-Sling e Coffee Dessert"SavoyTruffle" era um dos nomes originaisDerek Taylor tentou contribuir em um trecho sugerindo o título de um filme que tinha acabado de ver, You Are What You Eat, feito por dois de seus amigos americanos, Alan Pariser e Barry FeinsteinNão deu certo, então Harrison mudou para "you know that what you eat you are"
.
Os Beatlesexceto John Lennon que não participou da faixa, começaram a gravar “Savoy Truffle” em 3 de outubro de 1968 no Trident Studios em LondresFoi gravada a base de guitarra, baixo e bateria em 1 take, embora vários ensaios tenham sido previamente gravados. Dois dias depois ainda no Trident, Harrison gravou os vocais e em 11 de outubro, os overdubs de saxofone foram gravados em Abbey. Os metais foram arranjados e conduzidos por Chris Thomasque também toca órgão e piano elétrico. Houve discordância no processo de gravação dos metais, de acordo com Brian Gibson, engenheiro de som: "A sessão de metais estava indo bem, não há nada como uma sessão de metais para levantar os ânimos e soou realmente fantástico. Mas depois de ouvir esse ótimo som, George se virou para Ken Scott e disse, 'Legal, agora eu quero distorce-lo’. Então eu tive que ligar dois amplificadores de alto ganho, que estava sobrecarregado e introduzir muita distorção, cortando completamente o som e deixando-o sujo”. Ainda segundo Gibsonos seis saxofonistas (três barítonos e três tenores), não gostaram da mudança: “Os músicos vieram a sala de controle para ouvir e antes de tocar George foi dizendo, ‘Antes de vocês escutarem, eu preciso me desculpar pelo que eu fiz com esse lindo som, por favor, me perdoem, mas é do jeito que eu quero!’. Eu não acho que particularmente eles tenham gostado do que ouviram, mas perceberam que era aquilo que George queria, e que foi o trabalho deles que o providenciou”. “Savoy Truffle” foi completada em 14 de outubro. Uma segunda guitarra, órgão e o tamborim foram adicionados. Ringo Starr não estava presente, pois partira com a família para Sardenha para férias de duas semanas. George Harrison – vocal principal, guitarra rítmica, guitarra solo, órgão Hammond e violão; Paul McCartney – baixo, tamborim, bongos e backing vocals; Ringo Starr – bateria; Chris Thomas – órgão e piano elétrico; Derek CollinsArt Ellefson e Danny Moss – saxofones tenor; Bernard GeorgeHarry Klein Ronnie Ross – saxofones barítono.

Destaque

André Rio - Fervo - Andre Rio 20 Anos de Frevo (2012)

  O    álbum  "Fervo - Andre Rio 20 Anos de Frevo" é uma coletânea lançada pelo cantor e compositor pernambucano André Rio em 201...