quinta-feira, 26 de maio de 2022

As melhores capas de discos Brasileiros

 As melhores capas de discos brassileiros de todos os tempos!

Um passeio pelas belas artes que eternizaram grandes (ou não) discos brasileiros.


Milton Nascimento e Lô Borges - Clube da Esquina (1972)

Esta bela capa, escolhida pelo próprio Milton Nascimento, dos dois meninos Cacau e Tonho - Que parece ser uma alusão aos artistas do disco, Milton Nascimento e Lô Borges - trás uma atmosfera que permeia o clássico disco. Dois meninos, fazendo música com uma sonoridade inovadora, livre, cheia de esperança. Quando você verifica os comentários do site gringo da Amazon de quem comprou este disco, é normal ver comentários como: "Este disco salvou a minha vida". É uma daquelas capas que dá vontade de emoldurar e ter em casa, olhando ela na parede e ouvindo este disco sensacional.Reprodução

Esta bela capa, escolhida pelo próprio Milton Nascimento, dos dois meninos Cacau e Tonho - Que parece ser uma alusão aos artistas do disco, Milton Nascimento e Lô Borges - trás uma atmosfera que permeia o clássico disco. Dois meninos, fazendo música com uma sonoridade inovadora, livre, cheia de esperança. Quando você verifica os comentários do site gringo da Amazon de quem comprou este disco, é normal ver comentários como: "Este disco salvou a minha vida".
É uma daquelas capas que dá vontade de emoldurar e ter em casa, olhando ela na parede e ouvindo este disco sensacional.

Secos & Molhados - Secos & Molhados (1973)

Essa sem dúvida é uma das grandes capas nacionais - E que também aparece, injustamente, em listas de "piores" capas. Imortalizada por Ney Matogrosso & cia na foto de Antônio Carlos Rodrigues, é interpretada por muitos como “o deleite gastronômico servido aos ouvintes”. Premiada e presente em exposições mundo afora, marca a nova fase da música brasileira, executada de maneira mais pesada e mesclada à diversos ritmos como o rock progressivo e psicodélico - fora a vibe Glam Rock de Matogrosso. Um clássico dos tempos da ditadura!!Reprodução

Essa sem dúvida é uma das grandes capas nacionais - E que também aparece, injustamente, em listas de "piores" capas. Imortalizada por Ney Matogrosso & cia na foto de Antônio Carlos Rodrigues, é interpretada por muitos como “o deleite gastronômico servido aos ouvintes”. Premiada e presente em exposições mundo afora, marca a nova fase da música brasileira, executada de maneira mais pesada e mesclada à diversos ritmos como o rock progressivo e psicodélico - fora a vibe Glam Rock de Matogrosso. Um clássico dos tempos da ditadura!!

Tom Zé – Todos os Olhos (1973)

Sem dúvidas a capa mais polêmica da história do nosso país e que gera conversa - e controvérsia - até hoje. É uma das capas mais premiadas também. O motivo?! A capa driblou a ditadura, porque mostra uma bola de gude no cu de uma prostituta. Fazendo a expressão "olho do cu" ganhar status de arte. Por um tempo, pensou-se que era uma boca, no entanto, o próprio fotógrafo Chico Andrade, em seu blog, decidiu contar de vez que realmente tratava-se de um cu e ainda conta a história da capa - Apesar de o próprio Tom Zé ter dito que se tratava de uma boca mesmo - Vale a pena passar em seu blog e conferir a história toda: https://chicoandrade.wordpress.com/2011/11/15/inedito-foto-original-da-capa-do-disco-de-tomze/chicoandrade.files.wordpress.com

Sem dúvidas a capa mais polêmica da história do nosso país e que gera conversa - e controvérsia - até hoje. É uma das capas mais premiadas também. O motivo?! A capa driblou a ditadura, porque mostra uma bola de gude no cu de uma prostituta. Fazendo a expressão "olho do cu" ganhar status de arte. Por um tempo, pensou-se que era uma boca, no entanto, o próprio fotógrafo Chico Andrade, em seu blog, decidiu contar de vez que realmente tratava-se de um cu e ainda conta a história da capa - Apesar de o próprio Tom Zé ter dito que se tratava de uma boca mesmo - Vale a pena passar em seu blog e conferir a história toda: https://chicoandrade.wordpress.com/2011/11/15/inedito-foto-original-da-capa-do-disco-de-tomze/

Cartola - Cartola (1976)

Clássico imortal do mestre da mangueira. Cartola teve seus altos e baixos. Cantou o amor e a dor como poucos. Infelizmente não teve tempo de ver o quanto este seu segundo disco entraria para a história do país. A capa, com a sua ilustre Dona Zica, transmite uma serenidade de quem viu muita coisa da vida passando por esta janela e felizmente, tudo isso virou música neste álbum obrigatório aos amantes de música.Reprodução

Clássico imortal do mestre da mangueira. Cartola teve seus altos e baixos. Cantou o amor e a dor como poucos. Infelizmente não teve tempo de ver o quanto este seu segundo disco entraria para a história do país. A capa, com a sua ilustre Dona Zica, transmite uma serenidade de quem viu muita coisa da vida passando por esta janela e felizmente, tudo isso virou música neste álbum obrigatório aos amantes de música.

Barão Vermelho – Maior Abandonado (1984)

Barão Vermelho sempre teve capas fodas, vide "Carne Crua" (1994), "Declare Guerra" (1986) e "Supermercados da Vida" (1992). Mas eu escolhi essa aqui pela vibe de rock band oitentista, a lá The Smiths (Mesmo com o colorido brasileiro) além de ela parecer um mash-up de "Purple Rain" do Prince, com "Ziggy Stardust" de David Bowie. Na foto, a banda foi clicada por Frederico Mendes, em frente ao Hotel Love's House, na Lapa, Rio de Janeiro.Reprodução

Barão Vermelho sempre teve capas fodas, vide "Carne Crua" (1994), "Declare Guerra" (1986) e "Supermercados da Vida" (1992). Mas eu escolhi essa aqui pela vibe de rock band oitentista, a lá The Smiths (Mesmo com o colorido brasileiro) além de ela parecer um mash-up de "Purple Rain" do Prince, com "Ziggy Stardust" de David Bowie. Na foto, a banda foi clicada por Frederico Mendes, em frente ao Hotel Love's House, na Lapa, Rio de Janeiro.

Jorge Ben - A tábua de esmeralda (1974)

Alquimia pura! Surrealismo, psicodelia, samba-rock do mais puro, de um Jorge Ben inspiradíssimo. O disco começa com "Os Alquimistas estão chegando" e chegam te pegando pelos ouvidos e levando-o numa viagem sem volta. Tudo isso transmitido por essa bela capa criada pelo artista carioca Aldo Luiz, remetendo a mistérios da alquimia, menções aos deuses astronautas, Paracelso e a própria Tábua de Esmeralda. Clássica!Reprodução

Alquimia pura! Surrealismo, psicodelia, samba-rock do mais puro, de um Jorge Ben inspiradíssimo. O disco começa com "Os Alquimistas estão chegando" e chegam te pegando pelos ouvidos e levando-o numa viagem sem volta. Tudo isso transmitido por essa bela capa criada pelo artista carioca Aldo Luiz, remetendo a mistérios da alquimia, menções aos deuses astronautas, Paracelso e a própria Tábua de Esmeralda. Clássica!

Bezerra da Silva – Eu não sou Santo (1990)

Bicho, o que falar dessa capa animal?! A capa mais periferia de todas, com certeza! O engraçado é que Bezerra da SIlva, após chegar ao Rio de Janeiro e passar fome como mendigo nas ruas da cidade e ser resgatado por um pai de santo da Umbanda, foi para a Igreja Evangélica. Passou a fazer música para não passar fome, e é lembrado como o embaixador do morro - apesar de ser desprezado pela crítica. Um verdadeiro marginal, malandro do Rio. A capa exala isso. Mais carioca e malandra impossível.Em contradição a tudo isso, a família de Bezerra da Silva, resolveu processar a gravadora EMI, por conta da foto do álbum "Marcelo D2 canta Bezerra da Silva", que reproduz a imagem da capa. No entanto, o processo é por "uso indevido da imagem do cantor" que aparece na TATUAGEM DO BRAÇO ESQUERDO de D2, fã confesso de Bezerra da Silva. Absurdo né?! Pois é, a família do falecido sambista ganhou o processo.Reprodução

Bicho, o que falar dessa capa animal?! A capa mais periferia de todas, com certeza! O engraçado é que Bezerra da SIlva, após chegar ao Rio de Janeiro e passar fome como mendigo nas ruas da cidade e ser resgatado por um pai de santo da Umbanda, foi para a Igreja Evangélica. Passou a fazer música para não passar fome, e é lembrado como o embaixador do morro - apesar de ser desprezado pela crítica. Um verdadeiro marginal, malandro do Rio. A capa exala isso. Mais carioca e malandra impossível.
Em contradição a tudo isso, a família de Bezerra da Silva, resolveu processar a gravadora EMI, por conta da foto do álbum "Marcelo D2 canta Bezerra da Silva", que reproduz a imagem da capa. No entanto, o processo é por "uso indevido da imagem do cantor" que aparece na TATUAGEM DO BRAÇO ESQUERDO de D2, fã confesso de Bezerra da Silva. Absurdo né?! Pois é, a família do falecido sambista ganhou o processo.

Titãs - Cabeça Dinossauro (1986)

Considerado por muitos o disco mais punk da banda - após o disco "Televisão" não ter sido muito bem recebido pelo público e pela prisão de dois integrantes da banda - músicas como "Polícia", "Bichos Escrotos", "Igreja", "AA UU", são pedradas que ao vivo, no duplo "84-94" ganham vida e fazem imaginar a platéia gritando enlouquecidamente como na capa deste disco. A ilustração da capa, foi tirada de um livro de Leonardo da Vinci. E a banda achava que este disco seria um fracasso...Reprodução

Considerado por muitos o disco mais punk da banda - após o disco "Televisão" não ter sido muito bem recebido pelo público e pela prisão de dois integrantes da banda - músicas como "Polícia", "Bichos Escrotos", "Igreja", "AA UU", são pedradas que ao vivo, no duplo "84-94" ganham vida e fazem imaginar a platéia gritando enlouquecidamente como na capa deste disco. A ilustração da capa, foi tirada de um livro de Leonardo da Vinci. E a banda achava que este disco seria um fracasso...

Karina Buhr - Selvática (2015)

Vamos dar uma atualizada na lista. Entre as novas caras da música brasileira, Karina Buhr surgiu em 2015 com essa capa matadora, com os seios a mostra e deu o que falar pela censura no facebook, o que gerou polêmica e uma onda de protestos nas redes sociais em apoio a cantora - e muito mimimi da turma do politicamente correto. No fim, é uma belíssima foto. Os seios a mostra nada mais é do que uma abordagem da expressão agressiva e intimidadora da capa e arte gráfica criada pelo designer Mozart Fernandes.Reprodução

Vamos dar uma atualizada na lista. Entre as novas caras da música brasileira, Karina Buhr surgiu em 2015 com essa capa matadora, com os seios a mostra e deu o que falar pela censura no facebook, o que gerou polêmica e uma onda de protestos nas redes sociais em apoio a cantora - e muito mimimi da turma do politicamente correto. No fim, é uma belíssima foto. Os seios a mostra nada mais é do que uma abordagem da expressão agressiva e intimidadora da capa e arte gráfica criada pelo designer Mozart Fernandes.

Nação Zumbi - Fome de Tudo (2007)

A capa do disco da banda Nação Zumbi, realizada por Valentina Trajano e Jorge du Peixe (vocalista da banda) representa a mudança de ritmo que a banda seguiria, deixando um pouco de lado os instrumentos regionais e incorporando estilos como o Funk e o Rap. A produção de Mario Cadalto Jr. (Beastie Boys) diz muito sobre o som. A capa ainda transmite a miscelânea de ritmos e enfoques que o disco trás. Com músicas que falam sobre cultura, o endeusamento de celebridades, o carnaval, o dia a dia das pessoas.Reprodução

A capa do disco da banda Nação Zumbi, realizada por Valentina Trajano e Jorge du Peixe (vocalista da banda) representa a mudança de ritmo que a banda seguiria, deixando um pouco de lado os instrumentos regionais e incorporando estilos como o Funk e o Rap. A produção de Mario Cadalto Jr. (Beastie Boys) diz muito sobre o som. A capa ainda transmite a miscelânea de ritmos e enfoques que o disco trás. Com músicas que falam sobre cultura, o endeusamento de celebridades, o carnaval, o dia a dia das pessoas.

Sepultura - Roots (1996)

Nunca nome de disco, capa e sonoridade fizeram tanto sentido quanto em 1996 quando o Sepultura mudou o mundo do Metal com este álbum que remete as raízes da banda e se tornou uma banda aclamada no mundo todo. Com a foto de um índio xavante (tribo que participou da faixa “Itsari”) o disco se tornou um clássico com seu projeto gráfico de Michael R. Whelan, baseado na ilustração da nota de mil cruzeiros. Belíssima capa!!!Reprodução

Nunca nome de disco, capa e sonoridade fizeram tanto sentido quanto em 1996 quando o Sepultura mudou o mundo do Metal com este álbum que remete as raízes da banda e se tornou uma banda aclamada no mundo todo. Com a foto de um índio xavante (tribo que participou da faixa “Itsari”) o disco se tornou um clássico com seu projeto gráfico de Michael R. Whelan, baseado na ilustração da nota de mil cruzeiros. Belíssima capa!!!

Selvagens à Procura da Lei – Praieiro (2016)

Ilustração belíssima essa da arte do terceiro disco da banda de Rock cearense Selvagens a Procura da lei. Banda independente que está ganhando nome e força na divulgação das redes sociais e o disco foi bancado por uma campanha no Catarse. Mostrando que vale demais o confere no som da banda. Ilustração por Amandine Levy.Reprodução

Ilustração belíssima essa da arte do terceiro disco da banda de Rock cearense Selvagens a Procura da lei. Banda independente que está ganhando nome e força na divulgação das redes sociais e o disco foi bancado por uma campanha no Catarse. Mostrando que vale demais o confere no som da banda. Ilustração por Amandine Levy.

Rashid – A Coragem da Luz

Depois de duas mixtapes bem recebidas pelo público, além de ser nome presente nos principais lançamentos pelo país, a espera pelo primeiro álbum de fato, do Mc Rashid era grande e trazia muita responsabilidade. O disco começa com a frase "Cê já teve um sonho?" e a foto da capa sintetiza o primeiro passo onde esse sonho começou a ser buscado. Não à toa, Rashid voltou ao local com o fotógrafo Eric Ruiz Garcia para fazer a imagem da capa do álbum. Lá foi onde o sonho começou e essa jornada é narrada ao longo de "A Coragem da Luz". Como é informado no próprio site do Mc. Uma bela foto em que o chão de terra amarela encontra os pés do Mc contrasta com o céu cinza no horizonte que podemos entender como a cinzenta e incerta carreira de Mc no Brasil, repleta de desafios e incertezas.Reprodução

Depois de duas mixtapes bem recebidas pelo público, além de ser nome presente nos principais lançamentos pelo país, a espera pelo primeiro álbum de fato, do Mc Rashid era grande e trazia muita responsabilidade. O disco começa com a frase "Cê já teve um sonho?" e a foto da capa sintetiza o primeiro passo onde esse sonho começou a ser buscado. Não à toa, Rashid voltou ao local com o fotógrafo Eric Ruiz Garcia para fazer a imagem da capa do álbum. Lá foi onde o sonho começou e essa jornada é narrada ao longo de "A Coragem da Luz". Como é informado no próprio site do Mc. Uma bela foto em que o chão de terra amarela encontra os pés do Mc contrasta com o céu cinza no horizonte que podemos entender como a cinzenta e incerta carreira de Mc no Brasil, repleta de desafios e incertezas.

Jota Quest - Pancadélico (2015)

Por mais que eu não seja muito fã do pseudo-funk que a banda faz, algo mais para um pop meio descolado, sei lá. Não podemos negar que eles tem talento para capas dos seus discos. Anteriormente com "Oxigênio" (2000) eles já tinham apresentado uma capa bacana com um homem em chamas, num tom meio minimalista. Aqui, porra, Os Gêmeos assinam o trampo, impossível de ser ruim. Os caras da banda queriam algo "Old School psicodélico" e o grafitti dos caras retratou bem isso.Reprodução

Por mais que eu não seja muito fã do pseudo-funk que a banda faz, algo mais para um pop meio descolado, sei lá. Não podemos negar que eles tem talento para capas dos seus discos. Anteriormente com "Oxigênio" (2000) eles já tinham apresentado uma capa bacana com um homem em chamas, num tom meio minimalista. Aqui, porra, Os Gêmeos assinam o trampo, impossível de ser ruim. Os caras da banda queriam algo "Old School psicodélico" e o grafitti dos caras retratou bem isso.

Tom Jobim – Wave

O peso do nome Tom Jobim, em qualquer lista que seja, tem um caráter gigantesco por sua importância história. Mas aqui, a capa aparentemente simples e tranquila, como é o tom do disco, gravado em Los Angeles enquanto esperava para gravar um dueto com Frank Sinatra, Jobim estava em apartamento alugado e as músicas foram surgindo conforme a saudade do Rio ia batendo. Daí então surgiu esse encontro entre a bossa-nova e o Jazz. Será que a girafa meio desengonçada e solitária na capa do disco remete a um Tom Jobim solitário nos EUA, pensando em como as coisas estariam acontecendo no Brasil?Reprodução

O peso do nome Tom Jobim, em qualquer lista que seja, tem um caráter gigantesco por sua importância história. Mas aqui, a capa aparentemente simples e tranquila, como é o tom do disco, gravado em Los Angeles enquanto esperava para gravar um dueto com Frank Sinatra, Jobim estava em apartamento alugado e as músicas foram surgindo conforme a saudade do Rio ia batendo. Daí então surgiu esse encontro entre a bossa-nova e o Jazz. Será que a girafa meio desengonçada e solitária na capa do disco remete a um Tom Jobim solitário nos EUA, pensando em como as coisas estariam acontecendo no Brasil?

Curumin – Arrocha (2012)

É difícil de acreditar que este disco tenha sido gravado num estúdio improvisado na casa de Luciano Nakata, o Curumim. A explosão de cores na capa do disco, remete ao caleidoscópio de sons e texturas que compõem este excelente disco. É como se o músico mergulhasse na amazônia e se fundisse com a natureza local. No entanto, a ausência da cor verde deixa claro o tom sintético do disco, e em faixas como "Afoxoque". Dub, Reggae, Axé, Brega, Rap, sintetizadores e batuques tribais completam a obra que resulta numa miscelânea irresistível.Reprodução

É difícil de acreditar que este disco tenha sido gravado num estúdio improvisado na casa de Luciano Nakata, o Curumim. A explosão de cores na capa do disco, remete ao caleidoscópio de sons e texturas que compõem este excelente disco. É como se o músico mergulhasse na amazônia e se fundisse com a natureza local. No entanto, a ausência da cor verde deixa claro o tom sintético do disco, e em faixas como "Afoxoque". Dub, Reggae, Axé, Brega, Rap, sintetizadores e batuques tribais completam a obra que resulta numa miscelânea irresistível.

Biografia de Angela Ro Ro

 Angela Maria Diniz Gonsalves, mais conhecida como Angela Ro Ro (Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1949) é uma cantora, compositora e pianista brasileira.[1]Angela Ro Ro, foi considerada pela revista Rolling Stone, a trigésima terceira maior voz da música brasileira[2].

O apelido "Ro Ro" foi dado na infância por meninos do seu bairro devido a sua voz rouca.[3]         

 Trajetória artística

Compositora competente, foi gravada por vários artistas como Maria BethâniaNey Matogrosso e Marina Lima;[4] Simone e Zélia Duncan gravaram "Agito e Uso", (CD Amigo É Casa, 2008). Começou a estudar piano clássico aos cinco anos, influenciada por ícones como Elis ReginaMaysaJacques Brel e Ella Fitzgerald, a quem elegeria posteriormente como ídolos musicais.

Década de 1970

Durante a década de 1970 (entre 1971 e 1974), no auge da ditadura militar brasileira, foi para a Europa após o pai pagá-la uma passagem de ida - a de volta, ela não sabe se não ganhou por falta de dinheiro ou porque ele simplesmente não queria mais vê-la.[5] Foi primeiro para a Itália, onde conheceu Glauber Rocha. Depois, mudou-se para Londres. Lá, foi faxineira num hospitalgarçonete e foi lavadora de pratos num restaurante. Nessa época, já compunha e se apresentava em pubs[5] e andava com hippies e squatters.[4]

Ao voltar para o Rio de Janeiro, apresentou-se em casas noturnas de espetáculos em Ipanema até ser contratada pela gravadora Polygram - Polydor (atual Universal Music). O primeiro Long-Play - Tape, lançado em 1979 exclusivamente com composições da cantora e intitulado simplesmente Angela Ro Ro, tornou-se um clássico da Música Popular Brasileira,[4] ao abrigar numa mesma safra canções como "Gota de Sangue", "Balada da Arrasada", "Agito e Uso", "Tola Foi Você" e "Amor, Meu Grande Amor" (que voltou à tona com a regravação da banda Barão Vermelho, em 1996).

O disco seguinte, Só Nos Resta Viver, trouxe a faixa-título e a regravação de "Bárbara", (Chico Buarque e Ruy Guerra), presente na peça de teatro Calabar, além de "Meu Mal é a Birita", na qual a cantora fala sobre a fama de alcoólatra.

Década de 1980

O trabalho seguinte, Escândalo! (1981), apresentou uma capa em formato de jornal, com o título como manchete, fazendo alusão à grande exposição de Ro Ro na imprensa por ter sido acusada de agressão pela então namorada, a cantora Zizi Possi. A canção "Escândalo" dá título ao álbum e foi composta por Caetano Veloso.

Duas características aliadas da persona pública de Angela Ro Ro são o temperamento forte[3] e a tendência a escândalos. Numa das entrevistas, a cantora foi levada a abandonar a apresentadora Cidinha Campos durante o programa, devido às sucessivas perguntas pessoais, desviando o centro de atenção da entrevista. Ro Ro defendeu-se da entrevistadora argumentando que estaria "abusando" ao acusá-la de ser uma pessoa violenta e ao fazer alusões nada lisonjeiras sobre uso de drogas e comportamento errático.

Década de 1990

Entre o fim da década de 1980 e todos os anos 1990, Ro Ro gravou apenas dois discos: Prova de Amor em 1988, e Ao Vivo - Nosso Amor ao Armagedon em 1993. Também participou de alguns songbooks produzidos por Almir Chediak.

Anos 2000

Pouco tempo depois, Rô Rô decide largar as drogas, a bebida e o cigarro, e a fazer ginástica (perde cerca de 35 quilos) e lança o disco Acertei no Milênio em 2000.

Entre 2004 e 2005, Angela foi convidada à apresentar o talk-show Escândalo, na emissora de TV a cabo Canal Brasil recebendo dezenas de colegas da MPB. Em 2006, assinou contrato com a independente ndie Records, pertencente a Líber Gadelha (ex-marido da ex-namorada Zizi Possi e pai da cantora Luiza Possi), para a gravação do álbum de estúdio Compasso e o álbum e vídeo ao vivo Ao Vivo, gravado em um espetáculo no Circo Voador, na Lapa (bairro do Rio de Janeiro), em 20 de setembro de 2006. Em 2008 participa do projeto "Loucos por música", no qual dividiu palco com Ivete SangaloElba Ramalho e Ana Carolina.

Em dezembro de 2009 a Descobertas e o Canal Brasil resgatam os áudios de canções gravadas no programa Escândalo com uma proposta intimista de voz e piano, apresentações pelo país, e em alguns deles, convidados especiais, como Sandra de Sá e Ana Carolina.

Anos 2010

Angela assinou contrato com a gravadora Biscoito Fino no ano de 2013, com seu primeiro trabalho pela gravadora sendo o lançamento do CD e DVD ao vivo Feliz da Vida!.

No mesmo ano, é lançado o álbum Coitadinha Bem Feito: As Canções de Angela Ro Ro, álbum de tributo a Ro Ro com regravações de suas canções com vozes masculinas.

Em 2017, lança Selvagem.

Discografia

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

Outros álbuns

Videoálbuns





Biografia Joe Dassin

Joe Dassin, nome artístico de Joseph Ira[nota 1] Dassin, (Nova Iorque5 de novembro de 1938 — Papeete20 de agosto de 1980) foi um cantor franco-estadunidense de música pop e chanson. Em sua carreira de dezesseis anos (1964-1980), teve muitos sucessos na França, no mundo francófono, mas também em outros lugares,[nota 2] notadamente na RússiaFinlândiaGrécia e Alemanha.[1] Joe Dassin vendeu mais de 50 milhões de discos em todo o mundo,[2] incluindo quase 17 milhões na França, com 10 milhões de singles e 7 milhões de álbuns.

Biografia

Joe Dassin é filho de Jules Dassin (1911-2008), diretor de cinema, e de Béatrice Launer (1913-1994), violinista virtuosa, ambos de nacionalidade americana.[4] Ele tem duas irmãs, Richelle (apelidada de "Ricky") e Julie (apelidada de "a Pequena") nascidas em 1945. Seu avô, Samuel Dassin, era um imigrante judeu russo de Odessa. Quando ele chegou à América, sem falar inglês, ele simplesmente disse que tinha vindo de Odessa para os serviços de imigração. Este último o registrou com o nome de "Dassin".[5]

Morte

Sepultura de Joe Dassin no Hollywood Forever Cemetery (seção 14), (2011)

Depois de ter feito uma grande viagem pela Europa da qual saiu muito cansado, sem obedecer ao médico que o aconselhou a descansar, partiu para o Taiti para quinze dias de férias e descanso.

Em 20 de agosto de 1980, ele morreu aos 41 anos após um infarto[6] do miocárdio em Papeete (Taiti). Ele estava almoçando com sua família e amigos, incluindo o cantor Carlos, no restaurante Chez Michel et Éliane,[7] quando de repente, às 12h30, teve um infarto e caiu na cadeira. Joe Dassin morreu na hora, apesar de uma massagem cardíaca realizada por um médico que estava lá e da intervenção desesperada de seus amigos. A única ambulância de Papeete não estava disponível e não chegou ao local até cerca de 40 minutos após o ataque cardíaco.

Posteridade

Em 2010, Joe Dassin ocupava a décima quarta posição no ranking dos cantores que mais venderam discos na França,[8] e seu filho mais novo Julien Dassin consagrou, em outubro de 2010, um musical em memória de seu pai.[9]

Em 2013, a cantora Hélène Ségara homenageou Joe Dassin com o lançamento do álbum Et si tu n'existais pas, com doze duetos virtuais envolvendo seus maiores sucessos. O álbum foi promovido a platina em poucas semanas.

Discografia

  • 1966: Joe Dassin à New York (CBS)
  • 1967: Les Deux Mondes de Joe Dassin (CBS)
  • 1969: Les Champs-Élysées (CBS)
  • 1970: L'Amérique (CBS)
  • 1971: Elle était oh…! (CBS)
  • 1972: Joe (CBS)
  • 1973: 13 nouvelles chansons (CBS)
  • 1974: Si tu t'appelles mélancolie (CBS)
  • 1974: À l'Olympia (live) (CBS)
  • 1975: Le Costume blanc (CBS)










  • 1976: Le Jardin du Luxembourg (CBS)
  • 1978: Les Femmes de ma vie (CBS)
  • 1979: 15 ans déjà (CBS)
  • 1979: Blue Country (CBS)
  • 1982: Little Italy (CBS)


















































Biografia Michael Oldfield

 Michael Gordon Oldfield (Reading, Berkshire, 15 de maio de 1953), é um músico e compositor inglês, cuja música abrange um vasto leque de influências desde rock progressivo, folk, música étnica, clássica e electrónica, new age e dance. A sua música caracteriza-se pela sua complexidade na composição. Um dos seus trabalhos mais conhecidos é o álbum Tubular Bells, de 1973.


Biografia

Autodidata, logo aprendeu a tocar uma diversidade de instrumentos. Foi reconhecido por fazer solos de guitarra melódicos e, com vinte anos, lançou o álbum Tubular Bells, composto por dois longos instrumentais de 20 minutos, vendendo mais de 18 milhões de cópias.

Em 1975 lançou Ommadawn, onde em algumas partes da suíte se ouvem trechos de world music.

Continuou com suas inovações e fez diversos álbuns dos mais variados estilos. Entre esses podemos destacar Amarok (1990), onde Mike mostrou seu extremo senso de composição e melodia, compondo uma música de 60 minutos, onde toca mais de 60 instrumentos, e mostrando vários estilos musicais, como a música portuguesa, flamencocelta, africana, minimal, folk, progressiva entre outras. Em 2005 lançou o álbum duplo Light & Shade. Cada CD desta obra mostra um lado na personalidade do Mike. De um lado há influências de música eletrônica, de outro músicas mais introspectivas, com climas obscuros e solos de guitarra.

Discografia

Álbuns principais

AnoTítuloposição na
UK Albums Chart
1973Tubular Bells1
1974Hergest Ridge1
1975The Orchestral Tubular Bells17
1975Ommadawn4
1978Incantations14
1979Exposed16
1979Platinum24
1980QE227
1982Five Miles Out7
1983Crises6
1984Discovery15
1984The Killing Fields98
1987Islands29
1989Earth Moving30
1990Amarok47
1991Heaven's Open
1992Tubular Bells II1
1994The Songs of Distant Earth24
1996Voyager12
1997The Essential Mike Oldfield4
1998Tubular Bells III4
1999Guitars40
1999The Millennium Bell133
2002Trɜs Lunɑs
2003Tubular Bells 200351
2005Light & Shade175
2008Music of the Spheres9
2014Man on the Rocks12
2017Return to Ommadawn

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