domingo, 19 de junho de 2022

Biografia de Cristiano Araújo

Cristiano Araújo




 Cristiano de Melo Araújo (Goiânia, 24 de janeiro de 1986 — Goiânia, 24 de junho de 2015) foi um cantor, instrumentista e compositor brasileiro de música sertaneja.

Tornou-se conhecido por canções como "Efeitos" (2011), "Você Mudou" (2012), "Maus Bocados" (2013), "Cê Que Sabe" (2014), "É Com Ela Que Eu Estou" (2014) e "Hoje Eu Tô Terrível" (2015), entre outras. Seu cachê era um dos mais altos do Brasil, ao lado de artistas como AnittaFernando & SorocabaLuan Santana e Cláudia Leitte.[1]

Biografia e carreira

Nascido em Goiânia,[2] Cristiano de Melo Araújo teve desde criança a influência da música sertaneja. Era cantor por natureza, pois a música estava no sangue, e tinha uma voz muito grave, vinda de família, desde seus bisavós, avós, pais e tios, que sempre estiveram no meio da música, uma tradição que já dura quatro gerações. Logo aos três anos, já mostrava sua aptidão na música, que fez com que seu pai percebesse que Cristiano teria um futuro artístico, pois mesmo sem falar direito, já era afinado, e conseguia cantar no compasso da melodia.

Aos 6 anos de idade, ganhou dos seus pais, João Reis de Araújo e Zenaide Silva Melo, seu primeiro violão, no qual fez seus primeiros acordes, e aos 9 anos, começou a fazer apresentações em público, participando de festivais, apresentando-se em festas e comemorações. Começou a compor muito cedo, e aos 10 anos fez sua primeira composição. Daí em diante, foi-se aperfeiçoando a cada dia escrevendo músicas, e assim passou a ser procurado por artistas interessados em suas composições. Aos 13 anos, gravou seu primeiro CD com 5 músicas para participar do Festival do Faustão, onde ficou entre os 6 melhores da Região Centro-Oeste, ganhando o direito de gravar uma faixa no CD Jovens Talentos. Isso tudo fez com que as portas se abrissem para uma carreira promissora, fazendo shows em campanhas políticas, se apresentando em programas de televisão e participando de grandes eventos. Continuou com sua carreira solo até os 17 anos, quando resolveu cantar em duplas. Nesse período, formou a dupla Cristiano & Gabriel, que durou aproximadamente 6 anos, gravou alguns trabalhos em vídeos e CDs, não conseguindo o êxito esperado, mas amadurecendo como artista a cada dia.

2010 – 2011: Desempenho nacional e Efeitos

Em 2010, com 24 anos, resolveu seguir novamente carreira solo com um projeto mais ousado e diversificado, preparando a gravação de um CD e DVD com participações de grandes artistas de renome nacional. Em 2011, o projeto foi concretizado, intitulado Efeitos Tour 2011, com participações de grandes cantores, como Jorge (da dupla Jorge & Mateus), Gusttavo Lima e Humberto & Ronaldo, dentre outros. A partir daí, as coisas começaram a acontecer, com a explosão da música "Efeitos", de sua autoria, gravada com o amigo e companheiro de longa data Jorge, e já na primeira semana de divulgação na internet, as visualizações foram incontáveis, totalizando em pouco tempo mais de 5 milhões de acessos (nos vários vídeos postados). Com isso, a procura de contratantes pelo Brasil aumentou, proporcionando a média de mais de 20 shows por mês em todo o território nacional.

Google divulgou uma série de listas, chamada de "Zeitgeist", com os termos mais buscados em seu site durante o ano de 2011. Na categoria das letras de músicas mais procuradas no Brasil, ao lado de artistas consagrados como Paula Fernandes e Luan Santana, estava o "quase desconhecido" Cristiano Araújo na terceira posição, com a canção "Efeitos".

Sem nenhum trabalho de divulgação que se comparou ao dos artistas sertanejos do primeiro escalão, a canção não figurou na lista de mais tocadas nas rádios em 2011, mas não ficou de fora do repertório das boates e festas sertanejas. Nem mesmo Cristiano, que também foi compositor da música, sabia explicar ao certo o sucesso da canção, mas apostou na questão da linguagem.

Depois, o fruto desse trabalho foi a participação de Cristiano no programa Domingão do Faustão, no qual foi premiado por votação direta do público e garantiu a sua participação em um dos maiores festivais sertanejos do Brasil, o Sertanejo Pop Festival 2012, realizado em São Paulo.

2012 – 2013: Ao Vivo em Goiânia e Continua

Capa do Dvd Ao Vivo em Goiânia, de 2012.

Em 2012, lançou seu segundo álbum ao vivo, intitulado Ao Vivo em Goiânia, com participações de Bruno & MarroneFernando & SorocabaIsrael & RodolffoZé Ricardo & ThiagoHugo Henrique, seu pai João Reis, entre outros. O show, gravado no dia 8 de fevereiro no Atlanta Music Hall, contou com uma superprodução e um dos pontos altos do espetáculo foi o painel de LED de última geração, com efeitos incríveis. O cantor fez sucesso com a regravação do hit "Bará Berê" (que foi tema da novela Salve Jorge, da Rede Globo) e com a música "Você Mudou", uma versão sertaneja de "Making Love Out of Nothing at All", do Air Supply.[4] Nesse DVD, também foi lançada nas rádios a canção "Mente Pra Mim", que tornou-se um hit em todo o país, pontuando principalmente no primeiro semestre de 2013.

Em 2013, o cantor fez uma participação na novela Salve Jorge, cantando a música "Bará Berê" na última Festa da Estudantina. Entre os atores que participaram da gravação, estavam Roberta Rodrigues (Vanúbia), Solange Badim (Delzuite), Nando Cunha (Pescoço) e Dira Paes (Lucimar).[5] No mesmo ano, Cristiano lançou seu primeiro álbum de estúdio, Continua, com 20 novas músicas, entre elas: "Maus Bocados", "Caso Indefinido", "Ei, Olha o Som (Empinadinha)" e outras, e começou a fazer o tour Continua Pelo Brasil. A canção "Maus Bocados", lançada em setembro de 2013, onde a gravação do clipe foi na histórica Cidade de Goiás, configurou-se entre as mais tocadas nas rádios em 2014, ficando em 11ª lugar na parada anual segundo a Billboard Brasil.[6] "Caso Indefinido" (lançada em junho de 2013) foi o primeiro single do álbum, e esteve entre as 50 mais executadas do ano de 2013.[7] O álbum fez um enorme sucesso, e foi certificado com disco de platina duplo pela ABPD,[8] e vendeu cerca de 200.000 cópias.

2014 – 2015: In The Cities - Ao Vivo em Cuiabá

Em 2014, lançou o seu último DVD, intitulado In The Cities (o nome, traduzido para o português "Nas Cidades", foi dado por conta do projeto visual). O cenário trouxe diversas novas imagens de cidades a cada mudança de música, sendo este realizado na cidade de Várzea Grande na Região Metropolitana de Cuiabá (Mato Grosso). O projeto contou com a direção geral da Hit Music e a produção musical de Dudu Borges, um dos maiores produtores do Brasil. Com padrões internacionais, o DVD contou com uma estrutura de mais de 40 toneladas de equipamentos, trazendo o que havia de mais moderno em tecnologia. Uma das grandes novidades reveladas foi um aplicativo lançado com exclusividade — parceria entre a CIA americana e Hit Music — e proporcionou uma interatividade direta com o público presente.

Uma das grandes surpresas no registro deste mega-espetáculo foi a participação especial do artista internacional Ian Thomas, de apenas 17 anos. O cantor belga chamou muita atenção devido ao seu talento, carisma e um "algo" a mais que encantou nomes consagrados como Debby Rowe (ex-mulher de Michael Jackson) e o produtor Marc Shaffel, que cuidou das obras da carreira do rei do pop.

Após gravar seu último DVD, o cantor se preparou para fortalecer sua carreira internacional com a realização de mais uma turnê nos Estados Unidos no mês seguinte. O brasileiro fez apresentações em três cidades dos Estados Unidos: Atlanta (na Geórgia) no dia 3 de outubroNewark (em Nova Jersey) no dia 4 e Boston (em Massachusetts) no dia 5.[10] Ainda no mesmo ano, o cantor embarcou para a sua primeira turnê europeia no Velho Mundo e passou por três cidades: Zurique (na Suíça), Bruxelas (na Bélgica) e Londres (na Inglaterra).[11]

Morte

Na madrugada do dia 24 de junho de 2015, Cristiano Araújo e sua namorada, Allana Moraes, de 19 anos, voltavam de um show em Itumbiara, quando o carro em que estavam, na BR-153, saiu da pista e capotou. O acidente envolveu mais duas pessoas, o motorista Ronaldo Miranda e o empresário Vitor Leonardo. Allana faleceu no local do acidente, enquanto Cristiano e os outros dois foram levados ao Hospital Municipal de Morrinhos. Devido à gravidade, o cantor teve que ser transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). No entanto, durante a transferência de helicóptero, o cantor teve uma hemorragia interna na região do abdômen e morreu. Sua morte gerou uma grande comoção nacional.[12]

Ao que tudo indicava, eles estavam sem o cinto de segurança no banco de trás do carro, o que fez com que fossem arremessados do carro no momento do choque. As pessoas que estavam nos bancos da frente tiveram somente ferimentos leves. O velório aconteceu às 17 horas, no Palácio da Música, localizado no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, sendo aberto aos parentes e amigos até às 19 horas, quando foi aberto ao público. O corpo do cantor e da namorada foram sepultados no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia, no dia 25 de junho de 2015.[13][14][15][16]

Músicas inéditas

Após a sua morte, foram divulgadas duas músicas inéditas na internet (porém não lançadas oficialmente pela Som Livre). Uma foi "Balada Prime" (regravação de Calcinha Preta), que seria o próximo single do cantor, a qual ele apresentou em seu último show em Itumbiara. Era a principal aposta entre as músicas que Cristiano Araújo tinha prontas, e seria lançada oficialmente pela gravadora no dia 29 de junho e o clipe seria trabalhado em julho. A outra música foi "Mais Uma Vez", gravada dois meses antes de sua morte, a pedido de um dos diretores do Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo, que sugeriu ao cantor que gravasse uma música usando apenas o piano para destacar sua voz, e Cristiano aceitou a sugestão. No dia seguinte, mandou a música para o amigo em uma mensagem de celular.[17]

No dia 26 de junho de 2016, dois dias depois de completar um ano de sua morte, a Rede Globo divulgou no Fantástico outras duas das 15 canções inéditas gravadas pelo cantor antes do acidente. As canções foram "Vai Doer" e "As Lágrimas Vão Te Afogar". [18]

No dia 24 de janeiro de 2021, dia em que Cristiano completaria 35 anos, foi divulgado nas redes sociais oficiais do cantor o lançamento de um trabalho inédito em parceria com a gravadora Som Livre e a agência Cubo Music. O projeto vai incluir músicas inéditas, participações de artistas convidados e um documentário. A previsão de lançamento é para o segundo semestre de 2021.[19]

Vida pessoal

Família e relacionamentos

Filho de João Reis de Araújo e Zenaide Silva Melo (primos de primeiro grau), ele tinha quatro irmãos: Ana Cristina Melo Araújo (irmã gêmea), Felipe Araújo, João Vitor e Nelson Faleiro. Ele namorava a estudante Allana Moraes, de 19 anos, havia 1 ano e dois meses. O cantor deixou dois filhos: João Gabriel, nascido em 9 de fevereiro de 2009 fruto do seu relacionamento de dez anos com Luana Rodrigues, e Bernardo, nascido em 23 de janeiro de 2013 fruto de um breve relacionamento com Elisa Leite.[20]

Turnês

  • 2011–2012: Efeitos Tour
  • 2013–2014: Continua Tour
  • 2014: In The USA Tour
  • 2014: Europe Tour
  • 2014–2015: In The Cities Tour

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Cristiano Araújo

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

DVDs

Filmografia

Televisão

AnoTítuloPapelNotas
2013Salve JorgeEle mesmoParticipação especial





Biografia dos Carpenters

Carpenters

 Carpenters foi um duo musical estadunidense composto pelos irmãos Karen (1950–1983) e Richard Carpenter (n. 1946). Com seu estilo melódico, venderam mais de 90 milhões de álbuns e singles mundialmente,[3] tornando-se representantes do soft rock e se incluindo entre os artistas mais representativos da década de 1970.[4] Embora fossem referidos como "The Carpenters", o nome oficial do duo era simplesmente «Carpenters».[5] Durante a década de 1970, quando bandas de rock pesado faziam muito sucesso, Richard e Karen produziram uma música suave, e bem distinta, que os alçou entre os artistas que mais venderam discos em todos os tempos.[4][6]

Durante a carreira de aproximadamente 14 anos, os Carpenters gravaram onze álbuns, que produziram diversos singles bem-sucedidos, como "We've Only Just Begun", "(They Long to Be) Close to You", e a regravação de "Please Mr. Postman". As turnês do duo passaram por diversos países, incluindo Estados UnidosReino UnidoJapãoAustráliaPaíses BaixosBrasil,[7] e Bélgica. A carreira da dupla chegou ao fim com a morte de Karen, em fevereiro de 1983, devido a uma parada cardíaca em função de complicações da anorexia nervosa. A cobertura jornalística dada ao fato na época aumentou a consciência da opinião pública sobre as consequências das disfunções alimentares.[8][9]

Biografia

Antes dos Carpenters

Nascidos em New HavenConnecticutEstados Unidos, (Richard Lynn Carpenter em 15 de outubro de 1946, e Karen Anne Carpenter em 2 de março de 1950[10]), os irmãos Carpenter mudaram-se com seus pais —Harold (1908-1988) e Agnes (1915-1996)— para a Califórnia no verão de 1963, e se estabeleceram em Los Angeles, no subúrbio de Downey. Richard desenvolveu seu interesse pela música desde criança, tornando-se um prodígio do piano (ele próprio declararia mais tarde que gostava muito de ouvir a coleção de discos de 78 RPM de seu pai[11]). A mudança para o Sul da Califórnia foi feita com vistas ao favorecimento de sua carreira. Karen, enquanto isso, não manifestou seus talentos musicais, e até a escola secundária seus interesses estavam nos esportes, tais como o softball, embora passasse muito tempo ouvindo música.[11]A partir de uma fase posterior da adolescência, Karen juntou-se à banda e logo assumiu a bateria, após ter tentado, infrutiferamente, tocar outros instrumentos musicais.

Década de 1960

Durante a metade dos anos 1960, Richard e Karen tentaram lançar uma carreira musical, mas não obtiveram sucesso até o final dessa década. Em maio de 1966 Karen se juntou a Richard em uma sessão musical noturna no estúdio de garagem do baixista Joe Osborn, onde Richard estava para acompanhar o teste de uma vocalista. Quando lhe pediram que cantasse, Karen o fez e ganhou um contrato de curta duração como artista-solo no selo de Osborn, o Magic Lamp. O single produzido incluiu duas das composições de Richard, "Looking for Love" e "I'll Be Yours", mas o selo logo acabou. Durante este período a dupla, com o baixista Wes Jacobs, formou o Richard Carpenter Trio em trio de jazz instrumental, que ganhou a Batalha das Bandas no Hollywood Bowl em 1966, mas foi recusado pela RCA, que duvidou do potencial comercial da banda.

Os irmãos logo se juntaram a quatro estudantes de Música da Universidade do Estado da Califórnia em Long Beach e formaram o sexteto Spectrum.[12] Embora fizessem apresentações,[13] não fecharam contrato com nenhuma gravadora. Mas a experiência se mostrou produtiva: Richard encontrou em seu colega John Bettis um letrista para suas composições.

Após o fim do Spectrum, os Carpenters decidiram continuar como dupla com Richard no piano, Karen na bateria e ambos como vocalistas. Contratados para tocar em uma festa no lançamento de um filme em 1969, a estrela desse filme, Petula Clark, apresentou-os ao músico e dono da A&M RecordsHerb Alpert, com quem a dupla assinou um contrato pela gravadora em 22 de abril de 1969. À época Karen ainda não tinha idade legal (estava com dezenove anos) para assinar o contrato: os pais tiveram de assinar conjuntamente[14] com ela.

Seu primeiro disco, Offering, tinha várias composições de Richard no tempo Spectrum e uma canção de muito sucesso dos BeatlesTicket to Ride, que se transformou em um sucesso dos Carpenters a ponto de se tornar o título do álbum outrora denominado Offering, o que aumentou as vendas.

Década de 1970

Os Carpenters estouraram nas paradas de sucesso em 1970 com a canção de Burt Bacharach e Hal David(They Long to Be) Close to You, do disco de mesmo nome, que atingiu o topo e nele permaneceu por quatro semanas.[15] A gravação seguinte, "We've Only Just Begun", atingiu o segundo lugar e se tornou o maior sucesso da dupla no final de 1970.

Vários sucessos mantiveram a dupla nas paradas no início da década, como "For All We Know",[16] "Rainy Days and Mondays",[17] "Superstar", Hurting Each Other", "It's Going to take some time" e "Goodbye to Love", "Sing" Yesterday Once More", dos álbuns Carpenters (1971), A Song for You (1972) e Now and Then (1973). "Top of the World" atingiu o topo das paradas em 1973. O álbum com os melhores sucessos entre 1969 e 1973 se tornou um dos mais vendidos da década, com mais de 7 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos.

Durante a primeira metade dos anos 1970, a música dos Carpenters foi um elemento principal das paradas Top 40. O duo produzia um som diferente com a voz de contralto de Karen no vocal principal, e ambos os irmãos nos vocais de fundo com harmonias densas. Ao seu papel como vocalista, pianista, tecladista e arranjador, Richard adicionou o de compositor em várias canções. Progressivamente, Karen deixou de ser a baterista do grupo, função desempenhada por outros bateristas, tais como Hal Blaine.

Para promover suas canções, a dupla manteve uma inacreditável agenda de apresentações e aparições na televisão. Em 1973, aceitaram um convite para se apresentar na Casa Branca para o presidente Richard Nixon e o chanceler da Alemanha Ocidental Willy Brandt.

A popularidade dos Carpenters frequentemente confundia os críticos. Com suas baladas doces e suaves, muitos diziam que o som do duo era meigo, piegas e meloso, enquanto a indústria fonográfica os premiava com Grammys (foram três).

Entre 1973 e 1974 não houve muito tempo para lançar material novo. Como resultado, os Carpenters não lançaram disco em 1974. No início de 1975 fizeram uma versão de um sucesso das Marvelettes, "Please Mr. Postman", que atingiu o primeiro lugar das paradas mas foi o último a atingir essa posição. No mesmo ano "Only Yesterday" foi lançada, e entre 1975 e 1976, foram lançados os discos Horizon e A Kind of Hush. Mas a essa altura as canções não faziam mais o sucesso de antes, tanto que "Goofus" nem chegou ao Top 40.

O álbum mais experimental, Passage, lançado em 1977, representou uma tentativa de se aventurar por outros gêneros musicais com canções como "Don't Cry for me Argentina" da "ópera rockEvita, "All You Get Form love is a Love Song", uma mistura de rock latino, com calipso e pop, além da intergaláctica "Calling Occupants of Interplanetary Craft", com acompanhamento de coral e orquestra.

Mesmo com os insucessos, a dupla continuou a ser popular. Em 1978, foi lançado o álbum natalino A Christmas Portrait, o qual se tornou um clássico de natal (houve um outro disco natalino, denominado An Old-Fashioned Christmas, lançado em 1984, após a morte de Karen). Os Carpenters também fizeram três especiais de televisão, dos quais participaram outros artistas como Ella Fitzgerald e John Denver.

No meio da década de 1970, o excesso de turnês e as longas sessões de gravação começaram a cobrar caro da dupla o esforço e contribuíram para as dificuldades profissionais enfrentadas no final dessa década. Karen fazia dietas obsessivamente e desenvolveu anorexia nervosa, a qual se manifestou pela primeira vez em 1975, quando uma exausta e enfraquecida Karen foi forçada a cancelar apresentações no Reino Unido e no Japão. Richard, enquanto isso, desenvolveu dependência de soníferos, que começaram a afetar seu desempenho no final dos anos 1970 e levaram ao fim das apresentações ao vivo da dupla em 1978 e à sua internação em uma clínica.

No início de 1979, Karen, não desejando permanecer parada enquanto seu irmão se recuperava na clínica, decidiu gravar e lançar um álbum solo com o produtor Phil Ramone em Nova York. Seu disco (Karen Carpenter) tinha um estilo mais adulto e disco, em um esforço para mudar sua imagem. O resultado do projeto teve uma recepção morna de Richard e dos executivos da A&M Records. No início de 1980 Karen primeiramente hesitou, abandonando por fim seu disco solo, que seria lançado apenas em 1996, 16 anos depois e 13 após sua morte. Karen preferiu lançar outro disco com Richard (já recuperado da dependência de soníferos), que se transformou no álbum Made in America, lançado em 1981.

Os problemas pessoais, entretanto, diminuíram as possibilidades de um retorno às paradas e Karen teve um casamento que não deu certo com Thomas Burris, a separação ocorreu um ano depois. Em 1982, Karen foi a Nova York procurar tratamento com o psicoterapeuta Steven Levenkrom para suas desordens alimentares decorrentes da anorexia nervosa, voltando naquele mesmo ano disposta a refazer sua carreira. Ela rapidamente ganhou 5 quilos em uma semana, o que aumentou os danos a seu coração, resultado de anos de dieta e abusos (especialmente - conforme se diz - com o uso do xarope de Ipecac, um forte emético - para induzir vômito). Em 4 de fevereiro de 1983, Karen sofreu uma parada cardíaca na casa de seus pais em Downey e teve sua morte declarada no Hospital Memorial de Downey aos 32 anos. Karen, vestida de rosa, foi posta em um caixão aberto. Entre os que foram ao seu funeral estavam suas melhores amigas, Olivia Newton-John e Dionne Warwick.

Depois dos Carpenters

A estrela da dupla na Calçada da Fama

Após a morte de Karen, Richard continuou a produzir canções da dupla, incluindo vários álbuns de material inédito e inúmeras compilações. O póstumo Voice of the Heart foi lançado no final de 1983 e incluía algumas faixas de Made in America e álbuns anteriores.[18] Ele atingiu o número 46 e obteve a certificação ouro.[19] Dois singles foram lançados: Make Believe It's Your First Time, uma segunda versão de uma canção que Karen gravou para seu álbum solo, e Your Baby Doesn't Love You Anymore.[19][20]

Para a segunda temporada de Natal após a morte de Karen, Richard construiu um novo álbum de Natal dos Carpenters intitulado An Old-Fashioned Christmas, usando outtakes de Christmas Portrait e gravando novo material em torno dele.[19] Richard lançou seu primeiro álbum solo, Time, em 1987, compartilhando os vocais entre ele, Dionne Warwick e Dusty Springfield. A faixa When Time Was All We Had foi uma homenagem a Karen.[18] No mesmo ano, Todd Haynes lançou o curta Superstar: The Karen Carpenter Story, que trazia bonecas Barbie como elenco principal. Richard se opôs ao uso de música no filme sem seu consentimento e obteve uma liminar em 1990 que impediu a exibição do filme.[21] Em 1.º de janeiro de 1989, o especial de televisão The Karen Carpenter Story estreou na CBS[desambiguação necessária], liderando as classificações daquela semana.[22] Incluía os inéditos You're the One e Where Do I Go from Here em sua trilha sonora, que foi lançada no álbum Lovelines no final daquele ano.[23]

Richard casou-se com sua prima (adotada), Mary Rudolph, em 19 de maio de 1984.[24] Juntos, eles têm quatro filhas e um filho e moram em Thousand Oaks, Califórnia, onde o casal é adepto das artes.[25] Em 2004, Richard e sua esposa prometeram um presente de 3 milhões de dólares para a Thousand Oaks Civic Arts Plaza Foundation em memória de Karen. Richard apoiou ativamente o Carpenter Performing Arts Center em sua alma mater, Long Beach State. Ele continua a fazer apresentações em shows, incluindo esforços de arrecadação de fundos para o Carpenter Center.[26]

Em 2007 e 2009, os atuais proprietários da antiga casa da família Carpenter em Newville Avenue, Downey, obtiveram autorização municipal para demolir os edifícios existentes para abrir espaço para estruturas novas e maiores, apesar dos protestos dos fãs. Em fevereiro de 2008, a campanha foi publicada no Los Angeles Times. Naquela época, uma casa adjacente que outrora servia de sede e estúdio de gravação da banda já havia sido demolida e a casa principal estava prestes a ser demolida. A casa original foi capa de Now & Then e foi onde Karen morreu. Nas palavras de um fã, "esta era a nossa versão de Graceland".[27]

Em 25 de junho de 2019, a revista The New York Times listou os Carpenters (como uma dupla e separadamente) entre centenas de artistas cujo material foi supostamente destruído no incêndio da Universal em 2008. Richard disse ao Times que havia sido informado sobre a destruição das fitas master por um funcionário da Universal Music Enterprises enquanto ele estava trabalhando em uma reedição para a gravadora, e somente depois de ter feito investigações múltiplas e persistentes sobre o paradeiro delas.[28]

Em 1971, o departamento de artes gráficas da A&M Records contratou a empresa Craig Braun and Associates para criar a capa do terceiro álbum da dupla, intitulado Carpenters.[29] "Reconheci que seria um grande logo tão logo o vi", diz Richard.[29] Consequentemente, o logo passou a ser utilizado em cada capa dos álbuns dos Carpenters conforme dito por Richard, "para manter as coisas coerentes, dessa forma, cada álbum dos Carpenters desde a criação do logo apresenta-o."[30] O logo não aparece na capa do álbum Passage; entretanto, uma versão reduzida aparece na contracapa.

Discografia

Álbuns de estúdio

Lançamentos de material inédito




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