domingo, 19 de junho de 2022

20 Nomes da música Portuguesa que precisa conhecer

 

B Fachada (Crédito: Mané Pacheco)
B Fachada (Crédito: Mané Pacheco)

Como grande admirador da lusofonia, conjunto de algumas identidades culturais existentes em países de língua portuguesa, pedi ajuda para o querido André Gomes, editor do conceituado site bodyspace.net, para elaborar uma lista com 20 nomes da música portuguesa, que os brasileiros precisam conhecer.

Após escutar uma quantidade imensa de cantores e bandas talentosas, achei melhor excluir os artistas já conhecidos do público, casos de Carminho, Rui Veloso, Moonspell, Xutos & Pontapés, Orelha Negra, Buraka Som Sistema, entre outros, e ficar apenas com os nomes de destaque dos últimos anos.

Para agradar o maior número possível de seguidores, selecionei para o Tramp artistas de diversos gêneros, como rap, pop, folk, rock, psicodelia e música tradicional de Portugal. Confira abaixo os trabalhos de Allen Halloween, B Fachada, Benjamim, Capitão Fausto, Coelho Radioactivo, Deolinda, Éme, Filho da Mãe, Filipe Sambado, GUMe, JP Simões, Luís Severo, Márcia, MEDEIROS/LUCAS, Modernos, Norberto Lobo, Os Capitães da Areia, Pega Monstro, Salto e Sensible Soccers.

ALLEN HALLOWEEN




O rapper Allen Halloween é um sucesso do gênero no país lusófono. Nascido na Guiné-Bissau, o artista vive na cidade de Odivelas (Lisboa) e já lançou três ótimos discos, com destaque especial para o mais recente, Híbrido, de 2015, que conta com grandes sucessos, como “Bandido Velho”, “Zé Maluco”, “Youth”, “Marmita Boy”, “Rap de Rua” e “Mr. Bullying”. Clique aqui e ouça mais.

B FACHADA



B Fachada é o nome artístico de Bernardo Cruz Fachada, um compositor e multi-instrumentista português nascido em Cascais (Lisboa). Com um talento indescritível, o artista ganhou notoriedade nacional após o lançamento de seu primeiro álbum, Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado, de 2009. De lá pra cá, o cantor coleciona uma discografia com 14 trabalhos oficiais, entre álbuns, singles e EPs, com destaques para B Fachada É Pra Meninos, de 2010; Criôlo, de 2012; e o homônimo, que saiu em 2014. Clique aqui e ouça mais.

BENJAMIM


Benjamim, também conhecido como Walter Benjamim, quando compõem canções em inglês, é o nome artístico de Luís Nunes, um jovem talentoso que canta sobre as histórias de Portugal, do Porto, da crise e do amor. Inspirado em grandes artistas, como Duo Ouro Negro, Lena d’Água, Chico Buarque, Zeca Afonso, Bob Dylan, The Beatles e Beach Boys, ele lançou o seu primeiro álbum, intitulado Auto Rádio, em 2015. Clique aqui e ouça mais.

CAPITÃO FAUSTO


Formada em 2009, na cidade de Lisboa, por Manuel Palha (guitarra), Domingos Coimbra (baixo), Francisco Ferreira (teclado), Tomás Wallenstein (voz e guitarra) e Salvador Seabra (bateria), a banda de rock Capitão Fausto é uma das mais legais e interessantes da cena portuguesa. Com uma mistura rítmica, que vai do pop a psicodelia dos anos 60, o grupo já lançou três discos: o Gazela, de 2011; o Pesar O Sol, de 2014; e o Grelhados Ao Vivo, também em 2014. Clique aqui e ouça mais.

COELHO RADIOACTIVO




Direto da cidade de Aveiro, a Veneza Portuguesa, o compositor Coelho Radioactivo é um especialista na arte de fazer canções maduras e melancólicas. Com dois discos na bagagem, Estendal, de 2012; e Canções Mortas, de 2014, o talentoso João Sarnadas, nome de batismo, também participa de um projeto incrível ao lado do seu amigo Luís Severo, chamado os Flamingos. Clique aqui e ouça mais.

DEOLINDA




Conhecida do público brasileiro, a banda Deolinda, formada por Ana Bacalhau (voz), Pedro da Silva Martins (guitarra), Luís José Martins (guitarra) e Zé Pedro Leitão (contrabaixo), representa como poucas o atual poder da música portuguesa. Desde 2006, a banda já lançou cinco álbuns, com destaque especial para o mais recente deles, Outras Histórias, de 2016. Clique aqui e ouça mais.

ÉME




João Marcelo, ou Éme, é um cantor e compositor que consegue misturar pop com groove e folk. O artista já lançou dois ótimos álbuns, o Gancia, de 2012; e o elogiado Último Siso, de 2014, trabalho que contou com a produção de B Fachada e saiu pelo selo Cafetra Records. Clique aqui e ouça mais.

FILHO DA MÃE




Filho da Mãe é o projeto do exímio guitarrista Rui Carvalho, que mistura clássico, rock e blues com música portuguesa. O artista já lançou três discos, o Palácio, de 2011; o Cabeça, de 2013; e o mais recente, Mergulho, que saiu em março deste ano. O disco foi produzido por João Brandão e é fruto de uma residência proporcionada pela associação Encontrarte-Amares. Clique aqui e ouça mais.

FILIPE SAMBADO




Vocalista e guitarrista na banda Cochaise e baterista na Chibazqui, o cantor Filipe Sambado é natural de Lisboa e tem um talento único para fazer canções amigáveis com métrica, ritmo e rima. Depois de três EPs, Isto É Coisa Para Não Voltar a Acontecer; e 1234, ambos de 2012; e Ups?.?.?. Fiz Isto Outra Vez, de 2014, o cantor lançou o seu primeiro disco solo, Vida Salgada, em março deste ano pela Spring Toast Records. Clique aqui e ouça mais.

GUME




Criado por Yaw Tembe (trompete e voz), Pedro Monteiro (baixo e contrabaixo), Guilherme Parreira (bateria), André David (guitarra) e Tiago Fernandes (saxofone), o GUME é um grupo novo, com apenas um ano e meio de existência, que tem no groove a sua principal essência. Inspirados por obras dos Last Poets, Ornette Coleman, Steve Coleman, Itamar Assumpção, Big Youth e Linton Kwesi Johnson, eles lançarão o primeiro EP em breve. Clique aqui e ouça mais.

JP SIMÕES




Nascido em Coimbra, JP Simões é o típico artista multifacetado, pois é um ótimo músico, escritor e jornalista. Além de ter feito parte dos grupos Pop dell’Arte, Belle Chase Hotel e Quinteto Tati, o cantor lançou quatro excelentes álbuns em carreira solo, são eles: o 1970, de 2006; o Boato, de 2009; o Onde Mora o Mundo, de 2011; e o Roma, de 2013. Clique aqui e ouça mais.

LUÍS SEVERO



O cantor Luís Severo, também conhecido como Cão da Morte, projeto com o qual lançou quatro álbuns, entre eles os elogiados Odissipo e Fim de Verão, é um artista único e faz um pop hipster lusitano de muita qualidade. Em 2015, Luís lançou o disco Cara d’Anjo, trabalho que figurou nas principais listas de melhores álbuns de Portugal, e conta com os sucessos “Cara d’Anjo”, “Ainda é Cedo”, “Santo António”, “Canto Diferente” e “Lábios de Vinho”.  Clique aqui e ouça mais.

MÁRCIA



A cantora de indie, pop, rock e folk Márcia surgiu para o público português em 2009, com um EP homônimo. Depois do sucesso inicial, a cantora lançou mais três álbuns: o , de 2010; o Casulo, de 2013; e o mais recente, Quarto Crescente, de 2015, trabalho produzido por Filipe C. Monteiro, que conta com as participações dos artistas brasileiros Dadi Carvalho, Criolo e Vinicius Cantuária. Clique aqui e ouça mais.

MEDEIROS/LUCAS



A dupla açoriana, formada por Carlos Medeiros e Pedro Lucas, faz um som pop que cruza o folk, como eles mesmos descrevem. Com um talento de raiz, os músicos lançaram o disco de estreia, Mar Aberto, em 2015, pelo selo conjunto Lovers & Lollypops/Musicbox – CTL. Entre as canções do trabalho, destaques para “Canção do Mar Aberto”, “Sede”, “Navio”, “Búzio”, “Rema”, “Fado do Regresso” e “Safra de Gente”.. Clique aqui e ouça mais.

MODERNOS



O trio formado por Salvador Seabra (bateria), Tomás Wallenstein (guitarra e voz) e Manuel Palha (baixo) representa muito bem a nova geração da música portuguesa. Com um som contemporâneo, que retrata o rock à moda portuguesa, o grupo conta com um repertório pequeno, são basicamente dois EPs, o #1, de 2014; e o #2, de 2015, mas com canções capazes de levantar o público. Clique aqui e ouça mais.

NORBERTO LOBO



Nascido em Lisboa no ano de 1982, Norberto Lobo é uma das principais figuras da música portuguesa neste século. Ótimo guitarrista, violonista e compositor, Norberto já se apresentou com gente de peso da cena internacional, como Lhasa de Sela, Devendra Banhart, Larkin Grimm e o lendário Naná Vasconcelos. Ele lançou o seu primeiro álbum solo, Mudar de Bina, em 2007 e até o momento coleciona mais de oito trabalhos autorais, entre os quais, vale destacar o conceitual Mel Azul, de 2012. Clique aqui e ouça mais.

OS CAPITÃES DA AREIA





Os Capitães da Areia, formado por Pedro de Tróia, Tiago Brito, António Moura, Vasco Ramalho e Inês Franco, é o tipo de grupo que algumas pessoas demoram para começar a gostar, mas quando gostam viram fãs. Com letras divertidas e um instrumental que circula entre o indie, o pop e a psicodelia, eles já lançaram dois discos, O Verão Eterno d’Os Capitães da Areia, de 2011; e A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70, de 2015. Clique aqui e ouça mais.

PEGA MONSTRO


O duo formado pelas irmãs Júlia (bateria e voz) e Maria Reis (guitarra e voz) é uma das melhores surpresas de Portugal. Com canções punk-pop cheias de riffs, gírias e refrões, elas conquistaram os jovens do país com o hit “Paredes de Coura”, presente no EP O Juno-60 Nunca Teve Fita, de 2011. Depois do EP, elas mantiveram o sucesso com dois discos muito legais, o homônimo, de 2012, e Alfarroba, de 2014. Clique aqui e ouça mais.

SALTO



O quarteto portuense Salto é formado pelos primos Gui Tomé Ribeiro e Luís Montenegro, além dos amigos Tito Romão e Filipe Louro. Na estrada desde 2007, o grupo faz um som que mistura pop com eletrônica e toques de psicodelia. Após um grande sucesso com o single “Deixar Cair”, presente no disco homônimo, de 2012, o grupo lançou o álbum mais recente, Passeio das Virtudes, de 2015. Clique aqui e ouça mais.

SENSIBLE SOCCERS



Criado em 2009, em Vila do Conde (perto do Porto), o trio Sensible Soccers faz uma música lúdica e cerebral. Formado por Filipe Azevedo, Hugo Alfredo Gomes e Manuel Justo, o grupo ganhou fama nacional com o single “Sofrendo Por Você”, de 2013, e também lançou dois discos, o 8, de 2014; e o mais recente, Villa Soledade, de 2016. Clique aqui e ouça mais.



Conheça os 5 fados portugueses mais famosos da história

 


Conheça os 5 fados portugueses mais famosos da história



Tragam as guitarras, os xailes e a saudade que hoje vamos ouvir fado!

Na verdade, não há Portugal sem fado. Lá fora, conhecem-na pela música da saudade – aquela palavra tão portuguesa que nem tem tradução em inglês. Já por cá, basta pronunciar a palavra fado para relembrar nomes como Amália RodriguesCarlos do Carmo e Alfredo Marceneiro, ou ainda os fados tristes dos estudantes de Coimbra.

Nos tempos modernos, destacam-se outros nomes que devolveram a glória ao fado, como MarizaCarminhoAna MouraCamanéAntónio ZambujoGisela João, sem esquecer Mário Pacheco e o trabalho notável desenvolvido pelo seu Clube do Fado.

As origens deste género musical estão envolvidas em mistério. A palavra por si só não nos diz grande coisa. Vem do latim, isso é certo, mais propriamente da palavra “fatum”, ou seja, destino.

Encaixa-se bem nos temas cantados pelos fadistas. Porém, não explica muito como surgiu. Especialistas apontam que o fado de Lisboa é uma herança deixada pelos cânticos dos mouros que permaneceram pelo bairro da Mouraria, após a reconquista cristã.

Normalmente cantado a uma única voz é acompanhado de guitarras e com uma dolência e melancolia que nem a todos agrada mas que, em 2011, lhe valeu a condecoração de Património Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Por essa mesma razão, neste artigo apontamos 5 dos fados portugueses mais famosos de sempre e contamos um bocadinho da história de cada um deles e dos seus intérpretes

Confere 5 fados portugueses intemporais

Amália Rodrigues – “Povo que lavas no rio”

A diva do fado português, Amália Rodrigues, deu voz a um poema de Pedro Homem de Mello corria então o ano de 1961. E a verdade é que “Povo que lavas no rio” não só se tornou um clássico do fado português como se transformou rapidamente numa das canções mais polémicas da ditadura portuguesa. Considerado um hino aos presos de Peniche, foi proibido pelo governo pouco após o seu lançamento.

Alfredo Marceneiro – “Cabelo Branco” ou “Mais uma Noite de Fado”

Não há voz que represente melhor o fado nacional do que de Alfredo Marceneiro. Embora o seu nome verdadeiro fosse Alfredo Rodrigo Duarte, foi o trabalho entre a madeira que lhe deu o nome artístico pelo qual é hoje recordado. O fado “Cabelo Branco”, também conhecido como “Mais uma noite de Fado” é um dos maiores hinos á saudade, melancolia e passagem inexorável do tempo.

Carlos do Carmo – “Canoas do Tejo”

Um nome mais contemporâneo do fado nacional é o de Carlos do Carmo. Com uma vasta discografia dedicada ao fado português, destaca-se especialmente em “Canoas do Tejo”, honrando a cidade lisboeta onde cresceu e onde o género musical tem as suas raízes mais profundas. 

Mariza – “Ó gente da minha terra”

Mariza, a fadista que levou o fado pelo mundo fora e que é quase tão conhecida no estrangeiro como em Portugal. Com uma discografia pontuada por êxitos do fado, não há canção que melhor se destaque do que “Ó gente da minha terra”, o êxito pelo qual ficou conhecida. O mais curioso é o pequeno detalhe por detrás da música (que é desconhecido pela maior parte dos fãs deste clássico): a letra da música é um poema da própria Amália Rodrigues.



Camané – “Sei de um Rio”

Pedro Homem de Mello pode não ter cantado o fado mas não que não fique dúvidas de que foi uma importante influência neste género musical. O fadista Camané, natural de Lisboa, deu voz a “Sei de um Rio”, cantando sobre a sua cidade natal e o rio que a atravessa. O vídeo, a preto e branco, encaixa perfeitamente com a música.

 

Os 10 melhores músicos portugueses



Depois deste texto sobre o estado actual da música portuguesa fazia sentido eu escrever sobre quais os meus músicos portugueses favoritos, ou os que mais me marcaram, só para verem que eu tenho realmente muito bom gosto e não estou a falar de sabor.

Esta lista vale o que vale, estarão outros de fora com igual ou maior valor, mas para agora são os que me lembrei e alguns dos grandes cantores, letristas, compositores e artistas que temos no nosso país, e que na sua maioria não dão o rabinho às editoras, rádios e televisões.

Pedro Abrunhosa
A A prova que para ser um grande cantor não é preciso uma boa voz. É preciso saber as limitações que se tem, e no caso do Pedro Abrunhosa isso é feito compondo letras e melodias de se lhe tirar o chapéu.

Delfins
Na altura do Levanta-te e Ri virou a banda de chacota nacional mas não podemos esquecer os seus tempos áureos em que para mim, eram uma das melhores bandas portuguesas. Estavam sempre nas minhas cassetes do walkman.

B Fachada
Um novo valor que já não é assim tão novo, dado a quantidade industrial de álbuns que conseguiu produzir em poucos anos. Voltou agora depois de um ano sabático e continua a inovar e a fazer músicas fantásticas. Para mim é o melhor novo valor da música portuguesa e se continuar a este ritmo, poderá ser um dos melhores de sempre. Mais um que compensa a falta de uma voz poderosa com um timbre e carisma único.

Sérgio Godinho
A A prova que as drogas também têm coisas boas. Um mago da língua portuguesa que consegue reunir fãs de todas as idades e que conseguiu envelhecer sem perder a graça. Já rappava antes de haver rap.

Manuel Cruz
Este senhor é um génio da composição e da escrita. Os Ornatos Violeta foram provavelmente uma das melhores bandas de sempre, poucas tiveram tanto impacto e tanta música brutal com apenas dois álbuns. Continua a solo ou com outras bandas, sempre com a brindar-nos com música de qualidade.

Jorge Palma
O Jorge Palma alcoólico é o mais genial cantor, compositor e letrista que este país já viu, na minha opinião. O Jorge Palma sóbrio é também muito bom mas falta-lhe qualquer coisa.

Sam the Kid
Se não tivesse nascido na geração do Hip Hop provavelmente seria um poeta que iria ser estudado nas escolas. Se tivesse nascido nos Estados Unidos era provavelmente um dos produtores e compositores mais aclamados da indústria musical.  

Valete
Hip Hop consciente ao mais alto nível. Este senhor sabe do que escreve e sabe como escrever. A par do Sam é o melhor rapper que Portugal já viu, com letras mais inteligentes e cuidadas do que 99% de todas as que passam nas rádios e TV. Além desse talento todo é um gajo porreiro.

António Variações
Um visionário à frente do seu tempo. Morreu aos 40 e conseguiu marcar a música portuguesa para sempre. Destes não há muitos em cada século. Era cabeleireiro e homossexual, aí não foi muito irreverente que é um bocado cliché.

Zeca Afonso
Com a simplicidade de acordes e de rimas consegui fazer da cantiga uma arma. Na voz carregava o peso de um povo oprimido pela ditadura. Termos tido um Zeca Afonso é das poucas coisas boas que devemos agradecer ao Salazar.

O baterista dos Mötley Crüe, Tommy Lee, é substituído após 5 músicas do Stadium Tour Opener


 O baterista dos Mötley Crüe, Tommy Lee, teve que desistir de apenas cinco músicas na noite de abertura da banda em sua turnê pelo estádio há muito adiada. Os headliners, em turnê com Def Leppard, Poison e Joan Jett, estavam no palco no Truist Park de Atlanta quando Lee disse à multidão que não poderia continuar, explicando que havia quebrado várias costelas duas semanas antes.

Lee tinha acabado com isso quando a banda abriu com "Wild Side", "Shout at the Devil", "Too Fast For Love", "Don't Go Away Mad (Just Go Away)" e "Saints of Los Angeles". Assista-o se apresentar abaixo.

Mas cinco músicas depois, ele teve o suficiente. Lee aparentemente estava se apresentando contra as ordens do médico. Foi o primeiro show da banda desde 31 de dezembro de 2015.

"Conseguimos!" Lee gritou para a multidão. "Você fez isso!" Depois de lançar algumas bombas F, Lee continuou. “De qualquer forma, cerca de quatorze dias atrás, eu quebrei não uma, nem duas, nem três, mas quatro costelas. De qualquer forma, espero que vocês se divirtam muito com meu garoto Tommy Clufetos aqui atrás. Ele vai me ajudar a superar isso, porque os médicos me disseram: 'Não brinque, mano'. E eu fiquei tipo, 'Você está chapado, mano? Nós temos uma porra de uma turnê para fazer. Vejo vocês mais tarde... com o maldito show. E com isso, ele saiu do palco enquanto o público aplaudia.

Assista ao discurso de Lee

Como Lee observou, ele foi substituído na bateria por Tommy Clufetos enquanto a banda tocava “Live Wire”. Ele continuou pelo restante do set. Clufetos é um colega de banda de Nikki Sixx do Crüe em um supergrupo de heavy metal chamado LA Rats que também inclui Rob Zombie. Lee também foi o baterista da banda recente de Ozzy Osbourne.

Assista a banda abrir o show com “Wild Side” com Lee por trás do kit

O set de Crüe incluía favoritos como “Home Sweet Home”, “Dr. Feelgood” e “Girls Girls Girls”, bem como um medley com “Rock and Roll, Pt. de Gary Glitter”. 2", "Smokin' in the Boys Room" do Brownsville Station, "White Punks on Dope" do The Tubes, "Helter Skelter" dos Beatles e "Anarchy in the UK" do Sex Pistols

Assista -os fechar o show com “Kickstart My Heart”

A grande turnê estava originalmente programada para começar em 18 de junho de 2020, mas em 1º de junho daquele ano foi adiada para 2021. Em 14 de maio de 2021, o grupo anunciou que estava mudando para 2022.

O próximo show está marcado para sábado, 18 de junho, no Hard Rock Stadium em Miami Gardens.

Os ingressos para o passeio estão disponíveis aqui  e aqui .

Após 35 anos juntos no palco, e 30 anos desde o lançamento de Dr. Feelgood , os membros do Mötley Crüe se separaram sem falar um com o outro após seu último show em 31 de dezembro de 2015. Vince Neil, Nikki Sixx, Mick Mars e Tommy Lee não se reuniu novamente até 2018

Assista ao trailer oficial original da turnê


Artistas de Rock Progressivo Italiano

 

Lette e Miele

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Biografia

  • Anos de atividade

    1971 – 1976 (5 anos)

  • Local de fundação

    Genoa, Genova, Liguria, Itália

  • Membros

    • Alfio Vitanza
    • Luciano Poltini (1976 – até o momento)
    • Marcello Giancarlo Dellacasa
    • Massimo Gori (1974 – até o momento)
    • Mimmo Damiani (1976 – até o momento)
    • Oliviero Lacagnina

Outro grupo de Gênova, este jovem trio foi uma das bandas italianas com mais fortes influências clássicas.
Eles foram formados em 1971 pelo guitarrista Dellacasa, que havia colaborado com I Giganti em seu Terra in bocca, com o baterista Vitanza de apenas 16 anos! Um trio de teclados no mesmo estilo do ELP ou Le Orme na Itália, seu primeiro álbum foi Passio secundum Mattheum, com música inspirada em Bach e letras no Evangelho. Um trabalho ambicioso, tem seus momentos, mas às vezes pode ser chato.
Os membros da banda tinham uma boa técnica, mas sua fórmula teclado/baixo/bateria era repetitiva e misturada com uma voz melódica com um resultado não muito convincente.

Um segundo álbum, Papillon, veio no ano seguinte em estilo semelhante, mas a produção foi muito melhor. O álbum contém duas faixas paralelas com a Patetica derivada de Beethoven na maior parte do lado dois sendo um bom exemplo de seu estilo. Uma versão em inglês também foi gravada, mas só viu a luz em 1992 em CD.

A banda teve uma boa atividade ao vivo, e até apoiou o Van der Graaf Generator em uma de suas turnês italianas. Uma boa gravação ao vivo de 1974 foi disponibilizada pela Mellow com seu Latte e Miele Live CD.

Depois de alguns singles em 1974, o último dos quais era melódico e longe do nível dos álbuns, o grupo se desfez e foi reformado em 1976 pelo baterista Vitanza com três novos recrutas.
A nova formação lançou um álbum para Magma, Aquile e scoiattoli, um álbum muito bom, talvez o seu melhor e mais original trabalho, contendo uma interpretação de Beethoven na Ópera 21 e a bela Pavana de 23 minutos, composta com a ajuda de membro da banda Lacagnina e também lançado em forma editada em single (mas curiosamente isso apareceu no selo Grog).

A banda continuou tocando até o início dos anos 80 com um som sempre mais comercial mas os singles lançados não fizeram sucesso. Seu último single de 1980, Ritagli di luce, até os levou ao concurso de canções italianas de Sanremo. O grupo incluiu em seus últimos dias o baixista Dario Carlevaro e o baterista Enzo Barbieri.

Um álbum gravado em 1979 não foi lançado até que foi lançado em CD por Mellow em 1992. Chamado de Vampyrs, e tocado pela formação de três peças de Gori, Poltini e Vitanza, é principalmente pop-rock e não comparável com o da banda. trabalhos anteriores.

O baterista Alfio Vitanza colaborou com Vittorio De Scalzi em uma formação revisada dos New Trolls no final dos anos 90 e ainda toca hoje com a recente encarnação dos New Trolls de De Scalzi chamada La Storia dei New Trolls. Ele está planejando reformar a formação original de três peças Latte e Miele para um CD único.

Um single comercial lançado no Grog em 1976 pela LM Special era na verdade por Latte e Miele disfarçado.

Latte e Miele reuniram-se em 2008 para uma série de concertos em quarteto, com Oliviero Lacagnina, Marcello Dellacasa e Alfio Vitanza do grupo original e Massimo Gori, que tocou na segunda formação. De um desses shows, realizado no Canadá, foi tirado um belo CD ao vivo, intitulado Degustação ao vivo.


Festa Mobile


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Festa Mobile foi um grupo italiano de rock progressivo dos anos 1970.

História

O grupo foi formado pelos irmãos Boccuzzi, originários de Monopoli (BA) e já componentes do Della Venis, autores de um único single Vanni/Sogno, lançado por uma pequena etiqueta de Modena intitulada RCM. O single saiu entre o fim dos anos 1960 e início dos 1970 com um som dominado pelo órgão, influenciado por Brian Auger e Procol Harum.

À procura de novas oportunidades musicais, os dois irmãos se transferiram para Roma e se juntaram ao novo grupo juntamente com o guitarrista Alessio Alba, também da Puglia, o cantor Renato Baldassarri e o baterista Maurizio Cobianchi.

Contratados pela RCA, tiveram a possibilidade de tomar junto a vários artistas da música popular italiana. Entre as várias experiências, a do musical Jacopone, com Gianni Morandi e Paolo Pitagora, cuja base rítmica foi aproveitada pelo grupo Festa Mobile.

Pela RCA foi lançado o único álbum Diario di viaggio della Festa Mobile, um disco conceitual de argumento fantástico, com grande espaço para os teclados e a voz um pouco sufocada da base musical. O álbum contém alguns bons momentos, ainda que não esteja entre os melhores do gênero progressivo sinfônico, mas é possível revisar algumas influências jazz-rock.

Os irmãos Boccuzzi formaram depois Il Baricentro com dois LPs publicados, em 1976 e 1978, pela EMI. Giovanni Boccuzzi teve uma intensa atividade de compositor, professor e escritor até os dias atuais. Já Alessio Alba é especializado em música indiana e hoje é um dos maiores nomes no uso de instrumentos étnicos como o sarod.

Formação

  • Renato Baldassarri (voz)
  • Giovanni Boccuzzi (teclado)
  • Alessio Alba (guitarra)
  • Francesco Boccuzzi (baixo, teclado)
  • Maurizio Cobianchi (bateria)

Discografia

LP

  • 1973 - Diario di viaggio della Festa Mobile (RCA, DPSL 10605)

CD

  • 1989 - Diario di viaggio della Festa Mobile (RCA (ND 74120)

Semiramis

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Biografia

  • Anos de atividade

    1970 – 1974 (4 anos)

  • Membros

    • Maurizio Zarrillo (1970-1974)
    • Michele Zarrilo (1972 - 1974)

Poucos de seus fãs sabem que Michele Zarrillo, um cantor muito popular na Itália nos anos 80 e ainda ativo, gravou seu primeiro álbum com sua banda Semiramis em 1973, quando tinha apenas 16 anos.
Semiramis era um quinteto de adolescentes de Roma baseado principalmente no violão de Michele Zarrillo e teclados gêmeos de Giampiero Artegiani e do irmão de Michele, Maurizio Zarrillo.

O núcleo básico havia sido formado por volta de 1970 por Maurizio Zarrillo e primos Reddavide e Pulvano, todos com 15 anos, e seu primeiro cantor foi Maurizio Macos (nome real Macioce). Em 1972 juntou-se a eles Michele Zarrillo, irmão mais novo do tecladista Maurizio, que já havia tocado com I Piccoli Lord e considerado um guitarrista talentoso.
O nome Semiramis foi escolhido, de uma rainha da Babilônia, e o grupo até tocou no histórico festival Villa Pamphili de Roma em 1972, mas o baterista original Pulvano teve que deixar a carreira musical por ser o único com um emprego regular.

Ele foi substituído por um amigo de longa data do grupo, Paolo Faenza, que levou consigo outro tecladista, Giampiero Artegiani, para enriquecer o som do grupo.

Lançado pela gravadora Trident, o álbum Dedicato a Frazz tinha uma bela capa gatefold desenhada por Gordon Faggetter, um pintor inglês radicado em Roma e trabalhando com a RCA.
Mudanças complexas de ritmo e uma boa interação guitarra/teclado são os principais ingredientes deste álbum, não perfeitamente produzido, mas ainda considerado por muitos como um dos melhores LPs italianos de prog.

A banda teve uma intensa atividade ao vivo na maioria dos grandes festivais ao ar livre da época, e continuou tocando mesmo após o lançamento do álbum até 1974, com algumas mudanças de formação, preparando um segundo álbum nunca lançado.

Após o fim da banda, Michele Zarrillo esteve brevemente em uma encarnação posterior de Rovescio della Medaglia, e depois de alguns anos, por volta de 1980, iniciou uma carreira de sucesso como artista pop melódico, seguido por Giampiero Artegiani que teve uma série de lançamentos solo na mesma linha juntamente com um trabalho de produção.
O baterista original Memmo Pulvano ainda toca na banda cover de Bowie, The Allad Insane.



Destaque

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