segunda-feira, 20 de junho de 2022

História do Pagode

 HISTÓRIA DO PAGODE

História do pagode. Arlindo Cruz, Almir Guineto e Zeca Pagodinho

História do Pagode: O pagode é um gênero musical nascido do samba. A História do Pagode tem suas origens no Rio de Janeiro entre o final da década de 1970 e início da década de 1980, a partir da tradição das rodas de samba feitas nos “fundos de quintal”.

O termo “pagode” está presente na linguagem musical brasileira desde, pelo menos, o século XIX. Inicialmente, era associado às festas que aconteciam nas senzalas e, mais tarde, se tornou sinônimo de qualquer festa regada a alegria, bebida e cantoria.

História do Pagode

História do Pagode
Instrumentos típicos do gênero. foto: Aline Torino

Com o passar do tempo, o termo “pagode” começou a ser usado como sinônimo de samba, por causa de sambistas que se valiam deste nome pra suas festas, ou, seus pagodes.

Como vertente musical, o pagode nasceria exatamente dessa manifestação popular completamente marginal aos acontecimentos musicais dos grandes meios de comunicação brasileira. A partir do surgimento de nova geração de sambistas no Rio de Janeiro nos anos oitenta, oriunda desses pagodes e que inovaria a forma de se fazer samba, o termo “pagode” batizar espontaneamente o novo estilo musical derivado do samba.

Antigamente, pagode era considerado como festa de escravos nas senzalas de escravos negros e quilombos. Em meados do século XIX, o termo passou a designar reuniões para se compartilhar amizades, música, comida e bebida.

Com a abolição da escravatura e fixação dos negros libertos no Rio de Janeiro, que têm uma relação intrínseca com o sincretismo de religiões de origem africana, como o candomblé umbanda, o pagode se consolidou a partir do século XX como uma necessidade de compartilhar e construir identidade de um povo recém liberto, e que precisa dar outra função ao corpo que até então é somente instrumento de trabalho. Por isso a relação estreita entre música e dança na cultura de origem africana, além do fato de ter a síncopa como principal característica da construção técnica-musical, derivada da percussão marcadora do ritmo. 

A malandragem e os morros cariocas deram aos pagodes, e na década de 1970, o termo estava muito associado a festas em casas, geralmente nos fundos de quintais, e quadras dos subúrbios cariocas e de favelas e nos calçadões de bares do Centro do Rio, regadas a bebida e com muito samba.

História do pagode. Arlindo Cruz, Almir Guineto e Zeca Pagodinho
Arlindo Cruz, Almir Guineto e Zeca Pagodinho durante o 25º Prêmio da Música BrasileiraFoto: Reginaldo Teixeira

O pagode, como manifestação cultural, apareceu nos meios de comunicação somente em 1978, quando os cantores Tim Maia e Beth Carvalho foram visitar a quadra do Cacique de Ramos, um bloco carnavalesco do bairro de Ramos, no subúrbio carioca.

O bloco era uma popular reduto de sambistas anônimos e jogadores de futebol, que se reuniam aos finais de semana para comer, beber e cantar. A convite do ex-jogador de futebol Alcir Portela, Beth Carvalho foi conhecer um grupo de sambistas conhecidos como Fundo de Quintal, um grupo que tinha entre um de seus vocalistas Almir Guineto, ex-diretor de bateria da escola de samba Unidos do Salgueiro.

O Fundo de Quintal fazia um samba diferente, misturado com outros ritmos africanos não tão difundidos e que tinha uma sonoridade nova, com a introdução de instrumentos como banjo com braço de cavaquinho (criado por Almir Guineto) e o repique de mão (criado pelo músico Ubirany) e a substituição do surdo pelo tantã (criado pelo músico e compositor Sereno).

Beth gostou daquele samba feito no Cacique de Ramos e começou a gravar composições desses novos sambistas, ajudando a revelar nomes como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Almir Guineto e o Fundo de Quintal.

História do Pagode: florescia mais um ‘filho’ do samba

Com boa aceitação de público aos “pagodes” gravados por Beth Carvalho, outros começaram a ser gravados no início da década de 1980, e os próprios sambistas revelados pela cantora passaram a ser lançados e difundidos nas emissoras de rádio e canais de televisão pela indústria fonográfica. Desta forma, se consolidava um novo estilo musical dentro do samba.

Almir Guineto. História do Pagode
Almir Guineto. História do Pagode

No final daquela década, nasceria uma nova vertente dentro do pagode, que se popularizaria na década seguinte. Estimuladas por necessidades comerciais, a indústria fonográfica avalizou a gravação de pagodes com uma roupagem mais “adocicada” tanto na letra, mas principalmente na harmonia, que ficou bastante modificada pelos constantes acordes sintetizados dos teclados eletrônicos, os quais resultam em um som com uma roupagem muito mais pop. Foi o caso do sucesso “Parabéns Pra Você”, do Grupo Fundo de Quintal.

Conclusão: História do Pagode

Ao mesmo tempo, determinados grupos, oriundos principalmente dos subúrbios paulistanos, começaram a adaptar coreografias e roupas de conjuntos vocais estadunidenses (como The Temptations, The Stylistics, Take 6) sob uma base rítmica próxima ao pagode como se conhecia até então, mas completamente diferentemente dos trabalhos de cantores como Bezerra da Silva e Zeca Pagodinho.

As gravadoras apostaram com força nessa vertente mais “açucarada” de pagode injetada por letras românticas e instrumentos eletrônicos (até então praticamente alheios ao samba), pois viam nesse novo pagode um grande potencial para ser tocado em grandes concertos e competir com os artistas sertanejos populares daquele momento. A partir dessas modificações, nasceu o pagode romântico, um estilo de pagode muito distante de suas originais feições, embora tenha se tornado tão ou mais popular do que o pagode original.



As melhores letras de canções da música Portuguesa Parte 28


 

Letra

Rui Veloso

Regras da Sensatez

 

Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz

Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão

Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado

São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez

Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade

Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós

São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez

…só mais uma vez

…só mais uma vez

(Rui Veloso / Carlos Te)






Lisboa à noite

Amália Rodrigues

(letra)

Lisboa andou de lado em lado
Foi ver uma toirada, depois bailou, bebeu.
Lisboa ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada quando ela adormeceu.
Lisboa não parou a noite inteira
Boêmia, estabanada, mas bairrista
Foi à sardinha assada lá na feira
E à segunda sessão de uma revista
Dali pro Bairro Alto enfim galgou
No céu a lua cheia refulgia
Ouviu cantar o fado, então sonhou
Que era saudade aquela voz que ouvia

(Santos / Dias)







Bairro Alto

Carlos do Carmo

Fado

 

Bairro Alto aos seus amores tão dedicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr’a fazer suas conquistas

Tangem as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas, Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa, Vai cantar o Bairro Alto

Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras, em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão

Por isso é que mereceu fama de boémio
Por seu condão fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prémio
Por ser nobre e ser fadista

Hoje saudoso e velhinho,
Recordando com carinho seus amores suas paixões
Pr’a cumprir a sina sua
Ainda veio pr’o meio da rua, cantar as suas canções

Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras, em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão

(…)

 

Carlos Simões Neves e Nuno Aguiar
(letra de 1970)





Poemas cantados de Chico Buarque

Chico Buarque

 O Filho Que Eu Quero Ter

Chico Buarque

É comum a gente sonhar, eu sei

Quando vem o entardecer

Pois eu também dei de sonhar

Um sonho lindo de morrer.


Vejo um berço e nele eu me debruçar

Com o pranto a me correr.

E assim chorando acalentar

O filho que eu quero ter.


Dorme meu pequenininho,

Dorme que a noite já vem.

Teu pai está muito sozinho

De tanto amor que ele tem.


De repente o vejo se transformar

Num menino igual a mim

Que vem correndo me beijar,

Quando eu chegar lá de onde vim.


Um menino sempre a me perguntar

Um porquê que não tem fim.

Um filho a quem só queira bem

E a quem só diga que sim.


Dorme menino levado,

Dorme que a vida já vem.

Teu pai está muito cansado

De tanta dor que ele tem.


Quando a vida enfim me quiser levar

Pelo tanto que me deu

Sentir-lhe a barba me roçar

No derradeiro beijo seu.


E ao sentir também sua mão vedar

Meu olhar dos olhos seus

Ouvir-lhe a voz e me embalar

Num acalanto de adeus...


Dorme meu pai, sem cuidado.

Dorme que ao entardecer

Teu filho sonha acordado

Com o filho que ele quer ter...



O Meu Amor

Chico Buarque

O meu amor tem um jeito manso que é só seu

E que me deixa louca quando me beija a boca

A minha pele toda fica arrepiada

E me beija com calma e fundo

Até minh'alma se sentir beijada


O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos

Com tantos segredos lindos e indecentes

Depois brinca comigo, ri do meu umbigo

E me crava os dentes


Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz


O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que me deixa maluca, quando me roça a nuca

E quase me machuca com a barba mal feita

E de pousar as coxas entre as minhas coxas

Quando ele se deita


O meu amor tem um jeito manso que é só seu

De me fazer rodeios, de me beijar os seios

Me beijar o ventre e me deixar em brasa

Desfruta do meu corpo como se o meu corpo

Fosse a sua casa


Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz



O Que Será (À Flor da Pele)

Chico Buarque

O que será que me dá

Que me bole por dentro, será que me dá

Que brota à flor da pele, será que me dá

E que me sobe às faces e me faz corar

E que me salta aos olhos a me atraiçoar

E que me aperta o peito e me faz confessar

O que não tem mais jeito de dissimular

E que nem é direito ninguém recusar

E que me faz mendigo, me faz suplicar

O que não tem medida, nem nunca terá

O que não tem remédio, nem nunca terá

O que não tem receita


O que será que será

Que dá dentro da gente e que não devia

Que desacata a gente, que é revelia

Que é feito uma aguardente que não sacia

Que é feito estar doente de uma folia

Que nem dez mandamentos vão conciliar

Nem todos os unguentos vão aliviar

Nem todos os quebrantos, toda alquimia

E nem todos os santos, será que será

O que não tem descanso, nem nunca terá

O que não tem cansaço, nem nunca terá

O que não tem limite


O que será que me dá

Que me queima por dentro, será que me dá

Que me perturba o sono, será que me dá

Que todos os tremores me vêm agitar

Que todos os ardores me vêm atiçar

Que todos os suores me vêm encharcar

Que todos os meus nervos estão a rogar

Que todos os meus órgãos estão a clamar

E uma aflição medonha me faz implorar

O que não tem vergonha, nem nunca terá

O que não tem governo, nem nunca terá

O que não tem juízo



Olhos Nos Olhos

Chico Buarque

Quando você me deixou, meu bem

Me disse pra ser feliz e passar bem

Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci

Mas depois, como era de costume, obedeci


Quando você me quiser rever

Já vai me encontrar refeita, pode crer

Olhos nos olhos, quero ver o que você faz

Ao sentir que sem você eu passo bem demais


E que venho até remoçando

Me pego cantando

Sem mais nem porquê

E tantas águas rolaram

Quantos homens me amaram

Bem mais e melhor que você


Quando talvez precisar de mim

Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim

Olhos nos olhos, quero ver o que você diz

Quero ver como suporta me ver tão feliz




O melhor do Rock Progressivo


ELOY - COLOURS



Este e o decimo album do Eloy, lançado em 1980, como sempre com uma nova formação, mas isso não importa, pois todos os musicos que passaram pela banda são de excelente qualidade.


ASIA - ALPHA

ASIA - ALPHA -
alpha é o segundo disco de estudio da banda britanica de rock progressivo Asia, formada por ex integrates de Yes, E.L.P e King Crimsson, lançado em 1983, foi o ultimo disco com a formação original até phoenix em 2008 . 




Os melhores musicais de todos os tempos

 

Lagaan: Era uma Vez na Índia (2001)

Lagaanconta a história da aldeia indiana Champaner, assolada pela seca e pelo colonialismo britânico no ano de 1893. Sem uma gota de chuva em meses, os preocupados moradores de Champaner pedem as autoridades locais uma revogação temporária dos impostos - o odiado lagaan. Liderados pelo heróico Bhuvan (Aamir Khan), levam a situação ao governador militar, o capitão Russell (Paul Blackthorne). Mas o sádico Russell ameaça aumentar o lagaan três vezes, a menos que os aldeões derrotem seus homens em um jogo de críquete. Bhuvan aceita o desafio, mas há um problema - ninguém em Champaner sabe jogar críquete.


O Retorno de Mary Poppins (2018)

Devido a alguns problemas financeiros, Michael Banks perderá sua casa e a única esperança de salvá-la é encontrando uma pequena fortuna deixada por seu pai após a morte. No momento mais desesperador, a conhecida babá Mary Poppins (Emily Blunt) retorna para ajudá-lo a encontrar o caminho certo. Com muito trabalho duro e um pouco de magia, a babá favorita de Michael pode salvar o dia.



Um Dia em Nova York (1949)

Os divertidos marinheiros Gabey (Gene Kelly), Chip (Frank Sinatra) e Ozzie (Jules Munshin) têm 24 horas de folga na costa de Nova York e desejam aproveitar cada segundo. Enquanto Chip namora a barulhenta taxista Brunhilde (Betty Garrett) e Ozzie idolatra a antropóloga Claire (Ann Miller), Gabey apaixona-se pela atriz de um anúncio, Ivy Smith (Vera-Ellen).



Funny Girl: A Garota Genial (1968)

Cinebiografia da artista dos anos 1930 Fanny Brice, interpretado por Barbra Streisand, a trama retrata desde os primeiros dias de Fanny nas favelas judias de Nova York, até o auge de sua carreira com as produções teatrais Ziegfeld Follies.



No Hotel da Fuzarca (1929)

Os irmãos Marx - Groucho, Harpo, Chico e Zeppo - administram um hotel falido na Flórida, EUA, onde o gerente Sr. Hammer (Groucho Marx) luta para impedir que o estabelecimento fracasse. A única hóspede pagante de Hammer é Sra. Potter (Margaret Dumont), cuja filha Polly (Mary Eaton) está apaixonada pelo aspirante a arquiteto Bob (Oscar Shaw). Já a Sra. Potter prefere que Polly se case com o respeitável Harvey Yates (Cyril Ring), sem saber que Yates é um ladrão de joias, em conluio com a furtiva Penelope (Kay Francis).



De Recortes&Retalhos

  

Jornal Musicalissimo Nº 27 - Rory Gallagher "O Diabo Irlandês" / António Lima 1981

Sobre a lendária frase que terá sido proferida por Jimi Hendrix sobre Rory Gallagher
Quando perguntado como era ser o maior guitarrista do mundo, HENDRIX terá respondido:
“Vá perguntar ao RORY GALLAGHER”





Rock em Portugal Nº 8 - Paulo Alexandre, Verde Vinho / Rock em Portugal 1978

Capa e Verso do nº 8 Rock em Portugal.

Um êxito estrondoso no final dos anos 70.O que é que isto tem haver com Rock ?


Jornal Blitz Nº 1 - Sade "A Jovem Dama Cool" / António Sérgio 1984

Em Novembro de 1984, António Sérgio escrevia então no Nº 1 do BLITZ a propósito da edição do 1º disco de SADE!


Esta era uma das grandes canções do disco !!!

Jornal Se7e - Roteiro_Discos #21-04-82 / António Duarte, Luis Peixoto 1982

Neste recorte destaco a edição de mais um disco de Pedro Barroso, um musico que de algum modo continua a ser ignorado, e é pena porque tem uma excelente Discografia !!!


Uma linda canção deste excelente disco !


Vendas de discos em Portugal 2002

 

Vendas de discos 2002

Laundry Service - Shakira
Álbuns em destaque:

Greatest Hits: Chapter One - Backstreet Boys (3#1)
Echoes - Pink Floyd (1#1) [ver também em 2001]
There You'll Be    - Faith Hill - #3
É Por Amor - Alexandre Pires - #5
Now 5 - Vários -
O Clone - Banda Sonora -
Sucessos Portugueses em Gregoriano I - Divinus (4#1)
Swing When You Are Winning - Robbie Williams - #3/
Dreams Come True - Gabrielle - #4/
Love Sensuality Devotion - Enigma - #2 -
Câmara Lenta - GNR (2#1)
Under Rug Swept Alanis Morissette - #3
Laundry Service - Shakira (22#1)
The Best Of MTV - Vários
Filha do Mar - Banda Sonora - #3 
Freak Of Nature - Anastacia - #2
Uma Guitarra Com Gente Dentro - Carlos Paredes - #5/
A New Day Has Come - Celine Dion - #2
Só Eu Sei… - Juventude Leonina (5#1)
O Clone Internacional - Banda Sonora -
Slow Motion - Supertramp - #4/
18 - Moby - #4/
Sei Onde Tu Estás! Ao Vivo - Xutos & Pontapés - #3
Green Eyed Soul - Sarah Connor - #5/
Come Away With Me - Norah Jones (1#1)
Lenny - Lenny Kravitz - #5/
The Eminem Show - Eminem - #4/
Only A Woman Like You - Michael Bolton - #5/
Electronico - Madredeus - #5/
By The Way - Red Hot Chilli Peppers - #2
Sandy & Junior - Sandy & Junior -
Getting Away With It... Live - James - #3
Best Of Dance 2002 - Vários (Som Livre) -
Caribe Mix 2002 - Vários (Vidisco) -
Now 6 - Vários -
Martinho Definitivo - Martinho da Vila - #2
A Rush Of Blood To The Head - Coldplay - #3
Stars: Best Of 1992-2002 - Cranberries (1#1)
Forty Licks - Rolling Stones (2#1)
Hijas del Tomate - Las Ketchup (2#1) [ver também em 2003]
Euforia - Madredeus - #3
Live In Paris - Diana Krall - #4/
The Best Of 1990/2000 - U2 (4#1)
Momento - Pedro Abrunhosa (5#1) [ver também em 2003]
Las Vegas - Divas - #4/
Cabeças No Ar - Cabeças No Ar - #3
+

Balanço do Top nacional de álbuns

Shakira foi a rainha do top português em 2002. A cantora colombiana foi quem mais tempo passou no primeiro lugar do top nacional de vendas de álbuns ao longo do ano passado. Ao todo, Shakira foi durante 22 semanas a artista que mais vendeu em Portugal, com o álbum "Laundry Service".

Segundo o jornal Blitz, Shakira chegou ao lugar cimeiro do top a 19 de Março e só saiu definitivamente a 24 de Setembro. Isto porque o reinado foi interrompido por duas vezes - em Abril, pelo disco da Juventude Leonina (que foi número um durante cinco semanas), e em Junho, por Norah Jones (só durante uma semana).

A seguir a Shakira vem a Juventude Leonina e Pedro Abrunhosa com cinco semanas em primeiro (Abrunhosa é o actual número um). Depois vêm os U2 e os Divinus (quatro semanas no primeiro lugar do top), os Backstreet Boys (com três semanas), os GNR, os Rolling Stones e Las Ketchup (duas semanas) e, finalmente, Norah Jones, Cranberries e os Pink Floyd (que só foram primeiro durante uma semana). Segundo a AFP, terão sido este os discos mais vendidos em Portugal em 2002.

Site Antena 3, 24/02/2003


Discos mais vendidos - 2002

1 - Laundry Service - Shakira
2 - O Clone - Banda Sonora
3 - O Clone Internacional - Banda Sonora
4 - Now 6 - Vários
5 - Come Away With Me - Norah Jones
6 - A New Day Has Come - Celine Dion
7 - Sucessos Portugueses Em Gregoriano I - Divinus
8 - Freak Of Nature - Anastacia
9 - Câmara Lenta - GNR
10 - Best Of Dance 2002 - Vários (Som Livre)
11 - The Eminem Show - Eminem
12 - Só Eu Sei Porque Não Fico Em Casa - Juventude Leonina
13 - Escape - Enrique Iglésias
14 - Morango do Nordeste - Canta Bahia
15 - Martinho Definitivo - Martinho da Vila
16 - Caribe Mix 2002 - Vários (Vidisco)
17 - Greatest Hits Chapter One - Backstreet Boys
18 - Only A Woman Like You - Michael Bolton
19 - Sei Onde Tu Estás! Ao Vivo - Xutos & Pontapés
20 - Now 5 - Vários
21 - Getting Away With It… Live - James
22 - Swing When You Are Winning - Robbie Williams
23 - By The Way - Red Hot Chilli Peppers
24 - Filha do Mar - Banda Sonora
25 - Love Sensuality Devotion - Enigma
26 - Hijas del Tomate - Las Ketchup
27 - The Best Of MTV Unplugged - Vários (Universal)
28 - Lenny - Lenny Kravitz
29 - Sandy & Junior - Sandy & Junior
30 - Green Eyed Soul - Sarah Connor

Fonte: AFP

Disco A Recuperar, Mais Ainda em Crise

2002 correu melhor para a música portuguesa do que o ano anterior. Mas a ligeira retoma ainda é insuficiente para afastar o cenário de crise

Crise, crise e mais crise. Há ano e meio que não se fala de outra coisa. Na música, também. Tal como para outras áreas do entretenimento, a época de Natal também funcionou como balão de oxigénio para as editoras que viram os seus artistas portugueses venderem finalmente. Abrunhosa destacou-se com cinco semanas consecutivas no primeiro lugar do top de vendas de discos em Portugal, mas esse facto não elimina o essencial, como alguns responsáveis por editoras contactados pelo PÚBLICO reconhecem. A saber: as vendas de Natal evidenciam uma ligeira retoma, mas a crise está longe de ter sido debelada.

Durante anos, o advento do CD, e a consequente possibilidade de vender o mesmo, outra vez, sem grandes custos de produção, tinham contribuído para criar uma sensação de progresso. Depois de esgotados os fundos de catálogo, o decréscimo era inevitável. Em parte, por isso, gerou-se a ideia de crise. Uma ideia que conheceu, no ano passado, mais sintomas: quebra no número de discos vendidos, pirataria, despedimento de artistas e funcionários em editoras, lojas que encerraram (como a Valentim de Carvalho do Chiado) e o grosso das apostas discográficas a concentrar-se em edições que exigem pouco investimento - compilações, antologias e reedições. Nos catálogos nacionais a quase ausência de investimento em nomes novos constituiu mais um indício de que nem tudo ia bem.

No princípio de 2002, os Da Weasel (mais de 30 mil discos vendidos) e os GNR com a antologia "Câmara Lenta" (mais de 40 mil) foram os únicos que conseguiram aproximar-se dos números de outrora. Nesta conjuntura gerou-se desconforto entre os músicos portugueses, que pressentiram o divórcio do público. Formaram-se grupos de pressão - como a Associação Venham Mais Cinco - para que a lei de quotas da rádio (40 por cento de música portuguesa) fosse cumprida.

O efeito Natal

Os catálogos nacionais são essenciais para debelar a ideia de crise. Não é por acaso que os territórios que melhor lhe sobrevivem são aqueles cujo reportório local detém maior peso em facturação global. Em Portugal a relevância do reportório local é apenas de 13 por cento. É neste contexto que a época de Natal parece surgir como bóia de salvação para as editoras portuguesas.

No Natal, lançaram-se os discos dos consagrados na tentativa de se gerarem lucros mas, em simultâneo, correu-se o risco de, pela concentração de edições, alguns saírem lesados. Tozé Brito, responsável da multinacional Universal, fala dos resultados obtidos: "Houve uma concentração atípica nesta época, o que até pode ser suicidário, mas três discos nossos ficaram acima das expectativas: o Abrunhosa, que estava parado há três anos, esteve cinco semanas em 1º lugar do top [71 mil discos vendidos]; o Carlos do Carmo, que estava há quatro anos sem discos de originais, vai chegar ao ouro até final de Janeiro [15 mil discos vendidos e o seu primeiro álbum a alcançar o top 20 de vendas em Portugal]; e a Maria João & Mário Laginha, que são ouro. Em termos globais, 2002 foi melhor que 2001. Em vendas e resultados. Tivemos um resultado operacional 15 por cento superior, o que é bom."

A outra editora que tem um catálogo nacional de peso, a EMI-VC, também juntou uma série de lançamentos portugueses no Natal. Entre eles, os Cabeças no Ar (40 mil discos vendidos), Amália (10 mil), GNR (16 mil), Madredeus (36 mil) e Vitorino (10 mil). David Ferreira, responsável pela editora, é claro em relação a 2002: "Ficou aquém das expectativas." Os principais problemas, diz, são a rádio passar pouca música portuguesa e a pirataria.

De qualquer forma, em relação à música portuguesa, a EMI-VC vendeu mais 10 por cento em 2002 face a 2001. "Crescemos em facturação líquida absoluta 9,8 por cento. Mas as vendas globais desceram 1,9 por cento. O crescimento na música portuguesa não significa uma tendência de retoma. Tendo em conta os investimentos, estamos aquém do que desejávamos."

Os números conhecidos revelam que, afinal, o divórcio entre consumidores e música portuguesa poderá estar longe de ser um facto consumado (aos dados dos artistas mencionados acrescentam-se os 10 mil discos vendidos pelos Delfins na editora BMG).

Mas é necessário ter em conta que estes são números razoáveis num contexto de crise, mas muito inferiores aos melhores tempos da música portuguesa. Diz David Ferreira: "O mercado desceu tanto em 2001 que deveríamos subir o suficiente para que os portugueses representassem 16 por cento do total. De qualquer maneira subimos 10 por cento no mercado, o que não é mau."

Eduardo Simões, director da Associação Fonográfica Portuguesa, também fala de uma ligeira retoma no final de 2002, mas adverte que é preciso ter em atenção um factor. "Por um lado, estamos a comparar um ano mau com um ano péssimo - 2001. É natural que a partir de um ano de crise comecemos a ter evoluções percentuais que parecem animadoras." Isto é, adverte Simões, o cenário continua a ser preocupante: "É arrepiante a reduzida expressão que a música portuguesa tem."

O mais certo é que a indústria viva no espectro de crise enquanto não encontrar um novo suporte para substituir o clássico CD - o próximo passo pode ser oferecer CD com extras, DVD ou outro tipo de materiais. Mas a crise poderá ser atenuada antes. Quando os índices de consumo voltarem a normalizar, a formação de catálogos nacionais voltar a ser incrementada, a música conseguir competir ou integrar outro tipo de ofertas e, provavelmente, quando o preço dos CD baixar.

Vítor Belanciano, Público, 15/01/2003











Destaque

Dr. Dopo Jam ~ Denmark

  Entree (1973) Este álbum é tão insano quanto Fat Dogs and Danishmen, mas talvez não  tão  maluco. Eles tendem a ter uma fusão mais leve e ...