Em uma enquete realizada a um tempo, deu na liderança Deep Purple e Aerosmith, ambos sendo a preferência do pessoal. Então hoje vamos começar nossa lista ao som do Deep Purple.
O Deep Purple foi sem dúvidas um expoente do Hard Rock e do Rock N Roll. Além de incorporar em outros elementos, o Purple nasceu na Inglaterra e ao contrário do que muitos pensam, não teve seu ínicio com Ian Gillan e cia.
De uma tragetória de respeito que incluiu em sua bagagem nomes como David Coverdale e Glenn Hughes o Purple é o Rock Clássico em sua mais pura forma. Como um roxo profundo, o Deep Purple é fiel so seu nome e aprofunda a cada medida do nosso bom Rock.
Então vamos começar !.
Obs : Lembrando que a ordem dos discos estão de acordo com sua data de lançamento.
Shades Of Deep Purple - 1968
Álbum de estreia dos caras é Shades Of Deep Purple. Rod Evans segura bem os vocais, e ao contrário do que muitos pensam, o disco é atraente. Naquele mesmo ano de 1968 junto com a banda, nascia Zeppelin e o Sabbath. Ia ficar feio a banda começar com um disco fraco, não é ? Mas é claro que essa não é a questão, o álbum conta com dois covers, Help dos Beatles e Hey Joe do maestro Jimi Hendrix, além do sucesso de Hush.
In Rock - 1970
O disco que fez a ruptura entre o Purple e Rock foi In Rock. Rod Evans e Nick Simper abandonaram o barco para uma substituição implacável que fazia o auge do conjunto. Ian Gillan entre para ferver na bela Child In Time, e Roger Glover para incendiar o single Black Night ao lado de Blackmore, sendo que o clássico não foi lançado no disco e sim como um Single. Uma pérola da banda que resultaria em Fireball.
Fireball - 1971
Parece que Blackmore atingiu seus objetivos tentanto fazer o Purple em uma Máquina de guerra, conseguiu e logo em seguida saiu Fireball, outro grande resgitro em que a banda detonava.
A faixa título é cantada e tocada com louvor e qualidade pela banda. Minha música preferida do Purple.
Machine Head - 1972
Machine Head é sem dúvidas o disco mais famoso da banda, pois quando se fala nele, vem a frente os dois maiores clássicos do Deep Purple, Smoke On The Water e Highway Star. Além de outras músicas de qualidade o álbum viria a calhar no sensacional Made In Japan, que foi registrado na turnê. Um disco indispensável que os amantes de Rock N Roll nunca esquecerão
Stormbringer - 1974
Que os fãs de Burn me desculpem mas Stormbringer merece encerrar com chave de ouro. Burn é um grande álbum, mas Stormbringer é mais maduro, com uma sonoridade mais conceitual e conta com a maestria de Coverdale e cia.
É um disco muito injustiçado, mas ótimo. Stormbringer, Holy Man, The Gypsy e entre outras mostram e marcam outra bela fase do grupo.
Menção Honrosa :
Agora sim, Burn aparece. Uma das coisas que temos que entender é que não devemos fazer uma lista só por seus melhores discos, temos que entender cada fase da banda. Burn é recomendável para ver os passos que resultariam no primeiro disco com Coverdale e Glenn Hughes. Mas, mesmo assim, indispensável.
Tem muitos outros discos do Purple que podemos ressalvar, mas como manda o figurino temos que reduzir. Vamos destacar Slaves And Masters, o único disco do vocalista Lynn Turner na banda, e apesar de ser muito pouco reconhecido, vale a pena ouvir.
Discografia :
Shades of Deep Purple, The Book of Taliesyn Deep Purple In Rock Fireball Machine Head Who Do We Think We Are Burn Stormbringer Come Taste the Band Perfect Strangers The House of Blue Light Slaves and Masters The Battle Rages On Purpendicular Abandon Bananas Rapture of the Deep
O Deep Purple foi muito importante para a história do Rock. Vale a pena ver todos seus discos porque a banda tem muita história a contar.
Depois da saída de Syd Barrett e seus dois bons discos piscodélicos, a banda se adentrou no universo progressivo. David Gilmour assumiu a guitarra do grupo e elevou a qualidade técnica. Saiu então um grande disco, o lindo More. Em seguida o conjunto lançou Ummagumma.
Chegamos então a Atom Heart Mother, aquele mesmo disco que tem aquela famosa vaca em sua capa. O primeiro lado do álbum é dividia em seis partes. É uma viagem sonora grandiosa onde apreciamos uma orquestra competente, além da dedicação dos integrantes, que se preoucuparam em deixar tudo muito bem feito.
O segundo lado já entra as composições. " If " é uma bonita canção cantada por Roger Waters, apresentando também um baita de um solo de Gilmour. Há alegre e dançante " Summer´68 " vem adiante com a boa e subestimada voz de Richard Wright. Apostando em belas canções o Pink Floyd foi levando essa fase da carreira a sério. O maior exemplo disso é " Fat Old Sun " cantada suavemente por David Gilmour. Após estas três faixas, a sequência instrumental volta com a intensa " Alan´s Psychedelic Breakfast ".
Lançado em 1970, Atom Heart Mother é um disco muito bom, chegando aos pés de More, lançado em um ano antes, em 1969. Já em 1971 a banda estava se preparando para um novo disco. Mais um que seria decisivo para a carreira do Pink Floyd.
" David Gilmour e Roger Waters "
Meddle pois um pouco de lado a fase doce de Waters e Gilmour e colocou a prova a potência da banda. Logo de cara já percebemos o que o compacto seria, a instrumental " One Of These Days " é um Rock potente, que certamente deixou muita gente babando na época. " A Pillow Of Winds " foi uma das primeiras que trouxe a dupla Waters/Gilmour nos vocais juntos. " Fearless " é um boa faixa, trazendo uma participação especial da torcida do Liverpool ( Famoso clube do futebol Inglês ). " San Tropez " é bem bonitinha, e para fechar o primeiro lado, " Seamus " de apenas dois minutos é um blues bem tocado pela banda, apoiado por um cachorro que não para de latir sequer um minuto.
O segundo lado é a famosa " Echoes ". Muitos já ouviram falar dessa música de 23 minutos, mas nunca ouviram. Eu diria que é um álbum a parte, pela duração e complexidade que a música passa a você. Se você notar, " Echoes " lembra bastante em alguns momentos, partes do aclamado Dark Side Of The Moon. Para David Gilmour, Meddle é um dos seus álbum preferidos.
No próximo post dedicamos o espaço especialmente para Dark Side Of The Moon, e com uma pequena parte ao seu antecessor Obscured By Clouds.
Dino D’Santiago foi o grande vencedor da primeira edição dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, arrebatando 3 troféus: Melhor Artista Solo, Melhor Álbum com Mundu Nôbu e Prémio da Crítica, este último da responsabilidade de um painel com cerca de uma dezena de críticos portugueses de música.
Quanto ao Artista Revelação, talvez sem surpresa, Conan Osíris ficou à frente de Selma Uamusse, Papillon e Sara Correia, deixando uma mensagem de respeito: “Aceitem-se todos como me aceitaram a mim”.
Amor em tempo de Muros de Pedro Abrunhosa foi galardoado com Melhor Videoclipe. O vídeoclipe oficial da canção é um dueto com a conceituada cantora mexicana Lila Downs e o primeiro single do disco Espiritual, o mais recente álbum de originais de Pedro Abrunhosa.
O vídeo, realizado por Filipe Correia dos Santos e com a direção de fotografia de Arlindo Camacho, foi filmado no México, com pessoas reais, engrandecendo uma canção que por si só já retrata uma realidade que a todos toca.
Prémios PLAY 2019: uma festa da música portuguesa
A cerimónia foi apresentada por Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves, contando com atuações dos nomeados para o prémio de Melhor Canção (que é votado pelo público), foi uma verdadeira celebração da música portuguesa.
O evento foi transmitido em direto na RTP 1, sendo de realçar que os vencedores de cada categoria foram apresentados por duplas que incluíram cantores (como Sónia Tavares e Ana Bacalhau), actrizes (como Oceana Basílio e Isabel Valadeiro), escritores (como José Luís Peixoto), youtubers e até políticos (como a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, o ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, e a ministra da Cultura portuguesa, Graça Fonseca).
Assim, pisaram o palco Blaya, ProfJam, Wet Bed Gang e Valas com Raquel Tavares, dupla que se sagraria vencedora com o tema Estradas no Céu na categoria de Melhor Canção, como escolha do público. O single foi produzido por SuaveYouKnow e Diogo Piçarra e é mais um dos temas que faz parte do novo álbum de Valas, intitulado “Check-In”.
De referir ainda a presença carismática de Jorge Palma e Sérgio Godinho, que cantaram em dueto os temas Portugal, Portugal e O Primeiro Dia.
Mesmo no fim da cerimónia foi a vez do fadista Ricardo Ribeiro homenagear Carlos do Carmo, vencedor do Prémio Carreira (entregue pela Ministra da Cultura, Graça Fonseca, ao filho do fadista), interpretando a música No Teu Poema. Esta distinção foi recebida no ano em que o fadista celebra o seu 80.º aniversário e anunciou o seu adeus aos palcos.
Amor Electro, Expensive Soul e Virgul, que revelou o novo single, intitulado Difícil Demais, também atuaram numa cerimónia que premiou ainda os Dead Combo como Melhor Grupo, Matias Damásio com o Prémio Lusofonia.
Destaque ainda para Kendrick Lamar, que venceu nas duas categorias dedicadas a música internacional, para “Melhor Artista Internacional” e “Melhor Canção Internacional” com All The Stars feat. SZA, da banda sonora “Black Panther The Album Music From And Inspired By”.
Os PLAY – Prémios da Música Portuguesa, uma iniciativa da associação PassMúsica, formada pela Audiogest e pela GDA, cujo objetivo é reconhecer o mérito do trabalho dos artistas portugueses, regressam em 2020.
Confira a lista completa dos vencedores dos Prémios PLAY 2019
São raras as figuras da música clássica a tornarem-se artistas de referência no universo da música popular. Em Portugal, são mais raras ainda – e, hoje em dia, resumem-se a um único nome: Rui Massena.
Divulgador incansável da música erudita, premiado internacionalmente, maestro convidado da Sinfónica de Roma – mas também músico de enorme sucesso popular, com dois álbuns (nomeadamente Solo e Ensemble) que chegaram ao primeiro lugar dos tops, Rui Massena não faz distinções entre géneros musicais. E o seu último álbum, simplesmente intitulado III, é a melhor prova disso.
Este novo trabalho, editado em novembro de 2018, mereceu selo internacional da prestigiada Deutsche Grammophon, talvez a mais importante marca do universo da música erudita.
Com o seu piano, eletrónica elegante e subtil, novas composições e a já muito rodada Band com que Rui Massena possui uma relação quase telepática, este disco é, sem dúvida, o mais ambicioso da carreira do aplaudido compositor.
Lançado a 3 de Novembro de 2018 pela Universal Music, III é, nas palavras do seu autor, “um disco de grande avanço para mim” e também “um resumo do que fiz até agora em palco”.
Produzido pelo próprio Rui Massena e pelo cúmplice Mário Barreiros, um dos melhores produtores portugueses, III foi gravado em duas cidades.
Em Berlim, Rui Massena trabalhou com o produtor e técnico de captação e mistura Tobias Lehman. “A ideia foi escolher um estúdio com grande acústica, com um piano que está constantemente em uso, como um carro de fórmula 1 que está sempre a ser afinado”, no caso um piano Steinway usado habitualmente pela Filarmónica de Berlim.
No Porto, as gravações decorreram com a Band de cinco elementos que tem acompanhado Rui Massena em palco ao longo dos últimos doze meses. “Mas esta não é a Band que se ouviu em palco”, explica o maestro.
“Em palco, a Band era um projecto muito mais de ruptura, enquanto neste disco procurei encontrar um certo equilíbrio entre coisas que aprecio muito, juntar à minha formação clássica algo do som electrónico que se faz hoje em dia. Procurei manter a emotividade do meu segundo álbum e acrescentar um processo de fusão, electrónica e acústica. Abordei uma linguagem que desconhecia até pegar nela desta maneira e a organizar”.
A música clássica de Rui Massena em III
No essencial, III é, contudo, um disco inconfundivelmente de Rui Massena.
“Continua a ser a minha música: promove a tranquilidade que eu considero fundamental, com algo se quiser de terapêutico. Contém a emotividade que me faz vibrar e acrescenta-lhe um novo vocabulário, sons organizados de maneira desafiadora. O desafio com a Band foi descobrir novos sons, aumentar o meu léxico, tentando criar conjugações sonoras originais. E, no fim deste processo, reconheci para onde quero ir. III é um avanço na minha identidade como compositor.”
Com sete novos temas instrumentais compostos por Rui Massena e produzidos por Massena e Mário Barreiros, IIIfoi masterizado em Nova Iorque pelo engenheiro vencedor de um Grammy Joe Laporta.