iolanda apresenta o seu terceiro single, “Juro Já Nem Paro”. Com produção de Luar, a cantora e compositora assina a co-produção deste tema ao lado de miguele. Continuando a história de amor que nos tem vindo a contar com os seus singles “Cura” e “Lugar Certo”, este é um tema que explora um outro momento da relação.
A masterização deste single ficou a cargo de Charlie Beats, e é numa balada carregada de intensidade, com violinos e violoncelos a embalar a dor, que iolanda nos apresenta mais uma das suas belíssimas canções.
A ideia de que a outra pessoa talvez não chegue a tempo e de que ela mesma talvez já não pare para ficar à espera, transporta-nos para um cenário de uma história de princesas. Mas, neste caso, a princesa promete seguir em frente, mesmo que sozinha, apesar da dor que isso possa causar.
Os acordes e melodias levam-nos para um universo de melancolia e tristeza, no qual percebemos que a cantora reconhece a inevitável sentença desta relação, nunca largando a réstia de esperança que tem naquele amor – “Já perdi todo o medo e agora só falta chamar-te. Será que vens mais cedo?”
Originalmente lançado em 2000 exclusivamente em CD, o álbum de estreia homónimo da banda de rock instrumental de Boston Lynx (com Dave Konopka, ex-Battles), vai ser agora relançado e disponibilizado pela primeira vez em vinil e formato digital.
Este disco, visionário, sendo precursor da música matemática do novo milênio, combina habilmente as guitarras despojadas e repetitivas com padrões angulares e minimalistas da bateria.
Esta nova edição é complementada por um segundo disco em vinil intitulado “Human Speech”, um EP com três faixas inéditas gravadas em 2021 mas escritas há mais de 20 anos.
“Mrs. Lynx” é a segunda canção do álbum homónimo dos Lynx. A faixa é uma peça central do trabalho da banda e contém a maioria das características da sonoridade da banda: padrões de guitarra repetitivos e assustadores misturados com batidas de bateria hipnóticas e minimalistas, criando uma progressão épica e imprevisível.
Durante dois anos, Felipe Puperi, a identidade por trás de Tagua Tagua, mergulhou num processo de produção intenso: daí nasceram as canções de Tanto, segundo disco do compositor e produtor, editado esta sexta-feira, 3 de Março, pela gravadora norte-americana, Wonderwheel Recordings e com divulgação nos Estados Unidos e Europa, além do Brasil.
Os singles divulgados até o lançamento foram “Tanto”, “Colors” e “Pra Trás” e, desde o primeiro trabalho revelado ao público, ficou evidente a linha neo soul que se encontraria ao longo das dez faixas do disco. “O álbum fala por si, o estilo dominante acredito ser o neo soul, mas tem um pouco de RnB, dream pop e indie rock. Acredito que o fato de tudo ser cantado em português ajuda a quebrar os ritmos e deixar as coisas mais fluidas e soltas dentro desses estilos”, comenta Felipe.
Também como produtor musical da obra, Felipe comenta o conceito do álbum: “É sobre se apaixonar por se apaixonar. Uma mistura de diferentes sensações e sentimentos. Gosto de pensar que você flutua pelas letras e pode imaginar esses muitos encontros e como eles mudam as coisas todas”.
“Não Vejo a Hora de Ir” é o primeiro single de Motor, a nova banda criada por Budda Guedes (Voz e Guitarra) e João Cabeleira (Guitarra) que antecedeu o primeiro disco da banda.
O disco homónimo é composto por 10 canções da autoria de Budda Guedes e João Cabeleira, foi gravado nos estúdios dos Xutos e Pontapés em setembro. Com a banda junta na mesma sala, sem overdubs e sem auscultadores, com os amplificadores a debitar para mesma sala este disco foi feito da forma ancestral do Rock. 4 músicos na mesma sala a fazer música ao mesmo tempo.
Produzido, gravado e misturado pelo próprio Budda Guedes, esta foi a fórmula encontrada para fazer rock em 2022, com a energia dos clássicos. Sem recurso às edições e manipulações que têm vindo a transformar a música num pronto a vestir infinito.
O que se ouve é o que foi tocado naqueles 4 dias de estúdio. 10 canções rock mostram duas gerações de músicos a conviver e a cooperar.
A experiência e sabedoria de João Cabeleira que vem da época da criação do Rock Português, com a visão de Budda Guedes muito marcada pela geração do grunge e dos anos 90, traz uma banda nova que se quer fresca e contemporânea, orgulhosa de ser portuguesa e com uma atitude assumidamente Rock.
Voz, duas guitarras, baixo e bateria, marcam um ansiado regresso de Rock em Português, acabado de fazer. A junção destas duas gerações de músicos contribui em muito para um som novo com raízes sólidas.
Diretamente para todas as listas, principalmente as de reprodução, Maudito e Lil Noon são os nomes que não podem faltar.
Desta vez, os artistas do Porto juntaram-se para mostrar como Jersey Club é já um estilo a ganhar popularidade a nível nacional e, de como é possível fluir melodicamente num instrumental com batidas tão vincadas como este produzido por Lil Noon.
02Como costume o vídeo ficou a cargo de Gustavo Sousa – Maudito – que insiste em acompanhar cada single com visuais fortes e surpreendentes para o meio. O lançamento, que conta com carimbo da Warner Music e CRVVO Records, tem data de estreia esta quinta feira 2 de março no YouTube.
Matayregressa esta sexta feira, 3 de março, com “Eu Espero”, o seu mais recente single.
O single sucessor de “BYE BYE” (2021) tem música, letra e produção de AGIR e retrata uma dor “poeticamente dilacerante, que nos fere as entranhas”, segundo Matay. A letra gira em torno da descoberta de que só é possível ser “casa” para outra pessoa quando aprendemos a cuidar.
Matay chegou à final do Festival RTP da Canção em 2019, onde interpretou “Perfeito”, tema com letra de Boss AC e música de Tiago Machado. Em 2015 foi editado “Dizer Que Não”, no qual o cantor colabora com Dengaz e em 2017 Matay edita o seu primeiro single, “O Que Tu Dás”, que tem mais de 20 milhões de visualizações no Youtube
Depois do lançamento do single “Paper” em 2021, o estado do mundo abriu espaço para introspeção e tempo para observação do que rodeava Afonso.
Tendo deixado de viver em Londres e retornado a Portugal, a forma como tinha lançado música até então teve de se reinventar, já que a banda que na altura integrava o projeto permaneceria no Reino Unido e em outras partes do mundo.
Afonso, utilizou este tempo para aprimorar as suas habilidades de produção e deixou para trás as inseguranças que o impediam de lançar música 100% feita pelo próprio.
Ao voltar a Portugal, o artista repensa o seu estilo sonoro. Até então, afirmava-se um artista estrito de Jazz e Soul, mas devido às várias influências, de consumo e vivências, adapta-se agora a uma forma mais abrangente de produção. Sonoramente, “Tenho De Ir” aborda a onda afro-pop com um toque de modernismo e inovação – com synths metálicos, e batidas experimentais, delays e guitarras distorcidas, e linhas vocais soulful.
Sugar Bear foi uma obscura banda americana, formada na Flórida no fim dos anos 1960 e que só lançou um álbum em 1970. O álbum homônimo traz dez faixas que, na sua maioria são de Southern rock, ao melhor estilo "rural" influenciado por bandas importantes do estilo como Outlaws e Allman Brothers Band. Toques de blues e atmosfera psicodélica aparecem em vários momentos, destaque para a guitarra e boas passagens de gaita e vocal. Pérola Recomendada!
John McLaughlin (vocal, guitarra, harmônica) Ivan Bailey (vocal, baixo, harmônica) H.C. Perryman (vocal, guitarra rítmica) Trent Slemmer (bateria, percussão)
01 Playing Music 2:14 02 Honey Love 4:34 03 Moccasin Mona 5:03 04 Sweetest One Around 3:31 05 Play Me a Song 3:18 06 Let It Roll 3:12 07 Seasons for Love 4:39 08 Garden 3:19 09 Move out in the Country 4:06 10 Hip! Hip! Hooray for Today 1:58
Mais um daqueles combos obscuros que te dão um bom álbum no mais completo anonimato e desaparecem tão rapidamente.
Henry Tree é um trio de Cleveland, Ohio, surgido no final dos anos 60 e reunindo a baterista Carmen Castaldi, o baixista Charles McLaughlin e o guitarrista/vocalista Leroy Markish. O grupo assina com a gravadora Mainstream e publica um LP em 1969 sob o nome de Electric Holy Man com produção de Bob Shad (Janis Joplin, Amboy Dukes, Roy Haynes, Blue Mitchell, Curtis Fuller…).
Composto por seis faixas, Henry Tree nos oferece um belo álbum psicodélico com aromas progressivos que mexe muito com as emoções como podemos ouvir nos 5 minutos de "Country Son" logo na abertura. É uma música country pop entusiástica, mas no meio coloca uma melodia nostálgica no piano (sem créditos) e no violão para melhor recomeçar. “Mr Fear” que se segue começa com um piano escuro acompanhado por ruidos de bateria perturbadores. Em seguida, o grupo faz uma viagem tribal jazzística apresentando uma balada desencantada onde a guitarra e o piano se harmonizam. O lado A termina com o título homônimo ultrapassando 8 minutos com uma introdução pesada liderada por uma guitarra fuzz doentia e um órgão gótico. Mas o combo acelera o ritmo para nos tirar desse pesadelo para terminar num vicioso blues pesado sob ácido com soli de seis loucas cordas elétricas que se entrelaçam. Provavelmente a faixa mais rock.
O lado B abre com um cover de Traffic, "Dear Mr. Fantasy" ultrapassando os 7 minutos num registo acid rock onde o trio alterna tempos e atmosferas. Chega o momento fraco desse disco, a balada acústica “Lady Of Day”. Se o violão é tranquilo, a música luta para convencer. O disco termina com o country rock "Penfield Town" com gaita.
O sucesso não estando no encontro, virá o tempo das desilusões e separações. Apenas Carmen Castaldi será mencionada ao prestar seus serviços ao saxofonista de jazz Joe Levano.
Títulos: 1. Country Son 2. Mr. Fear 3. Electric Holy Man 4. Dear Mr. Fantasy 5. Lady Of Day 6. Penfield Town
Músicos: Charles McLaughlin: Baixo Carmen Castaldi: Bateria Leroy Markish: Guitarra, Vocais
Com Há O Rub, Wishbone Ash provou que poderia se recuperar da saída do guitarrista Ted Turner, seu substituto Laurie Wisefield provando ser o homem ideal. Para seu sexto álbum, o grupo se encontra sob a liderança de Tom Dowd, um renomado produtor que trabalhou notavelmente para Eric Clapton, Rod Stewart e Lynyrd Skynyrd. Infelizmente, você pode ser um bom produtor e inadequado para a banda que tem em mãos. Nesse caso, Dowd parece ter querido (a pedido da gravadora?) suavizar o som da banda para atingir o maior número de pessoas possível. As guitarras ficam abafadas, a distorção volta à mixagem quando presente. Toda a culpa não seria atribuída apenas ao produtor, porém, porque certas composições mostram claramente que o grupo queria jogar o jogo de um Rock mais mainstream e, portanto, menos original.
No entanto, seria uma pena colocar Locked In completamente de ladoao esquecimento, pois apesar de sua produção higienizada, contém coisas muito boas. Como por exemplo esta "Rest In Peace" que abre a bola e que, quando ganha toda a sua dimensão em concerto, pode ser considerada uma das melhores peças do período Wisefield. Um riff imparável que responde aos arpejos, depois esse talk box que dialoga com os vocais. E, claro, solos de ponta. A balada "No Water In The Well" tem um toque dos Eagles, embora seja óbvio que Laurie Wisefield não tem a voz de Don Henley ou Glenn Frey. "Moonshine" também navega em direção ao rock californiano da época (Stephen Stills, por exemplo), mas em um estilo mais emocionante. Nada desagradável e até francamente agradável em estilo, mas provavelmente não é o que se esperaria de Wishbone Ash, mesmo que sejamos mimados no nível solo. E quando vem a balada "She Was My Best Friend", parece queArgus e companhia são história antiga, o piano prevalecendo sobre os arpejos cristalinos que fizeram o sucesso de suas baladas passadas para uma americanização pura e dura (como mostra o desenho de Nova York atrás do grupo na capa).
"It Started In Heaven" sacode um pouco o coqueiro, mas as guitarras ficam muito atrás dos vocais e esse Rock animado com leves influências Country parece ter sido ouvido muitas vezes em bandas ricanas, do Eagles ao Lynyrd Skynyrd (há até backing vocals femininos à la Honkettes). A funky "Half Past Lovin'", onde a caixa de diálogo é lançada novamente, é muito legal, talvez mais original, mas novamente a anos-luz do estilo usual da banda. No entanto, continua sendo um dos melhores momentos do álbum. Em "Trust In You" encontramos mais do Wishbone Ash que conhecemos, ainda que mais uma vez a agressividade das guitarras se encontre temporizada pela mistura. Terminamos de forma bastante lógica com “Say Goodbye”, uma balada na pura tradição do grupo onde encontramos os arpejos cristalinos, os riffs robustos e os solos melancólicos. Ufa! Pena ter esperado tanto tempo para chegar a isso.
This Locked In é, portanto, um álbum decepcionante . Decepcionante porque a produção de Tom Dowd torna excelentes títulos como "Rest In Peace", "Half Past Loin'" e em menor grau (porque é uma balada) "Say Goodbye" muito suave. Decepcionante porque o grupo privilegia demais o estilo Rock californiano para um resultado correto mas sem brilho, não conseguindo atingir nem os melhores artistas do estilo, nem o nível de seus trabalhos anteriores. Ironia ou justiça, este álbum destinado a fazer do Wishbone Ash um grupo mais público em geral será seu maior fracasso até então, inclusive na América. Felizmente, o quarteto vai reagir com o excelente New England, mas já era tarde...
Títulos: 1. Rest In Peace 2. No Water In The Well 3. Moonshine 4. She Was My Best Friend 5. It Started In Heaven 6. Half Past Lovin’ 7. Trust In You 8. Say Goodbye
Músicos: Andy Powell: Guitarra, vocais Laurie Wisefield: Guitarra, vocais Martin Turner: Baixo, vocais Steve Upton: Bateria + Pete Wood: Teclados