segunda-feira, 6 de março de 2023
domingo, 5 de março de 2023
Bandas Raras de um só Disco
Eric Clapton & Duane Allman - Studio Jams (1970)
A culpa foi de Tom Dowd, o lendário produtor norte-americano que tinha sido engenheiro de som do Cream e que no início da década de 70 produzia bandas em seu estúdio favorito, o Criteria Studios, na Flórida. Dowd era uma espécie de homem de confiança de Clapton e foi escalado para produzir o projeto Derek And The Dominos, uma banda fictícia que o guitarrista inglês estava usando para afogar suas amarguras (dentre elas, as mais daninhas eram as drogas pesadas e Patti Boyd, então esposa de George Harrison).
Dowd era também muito amigo de Duane, inclusive produzia também os discos do Allman Brothers. Num bate papo, Dowd contou para Duane que Clapton havia agendado uma gravação no Criteria e que estaria chegando dentro de alguns dias. Duane ficou empolgadíssimo, pois era devoto do Deus desde a época dos Yardbirds. O mestre do slide pediu para Dowd entrar em contato com Clapton e perguntar se ele poderia pintar no estúdio para conhecê-lo pessoalmente. Clapton adorou a ideia e confessou para Dowd que fundo estava louco de vontade de ver Duane tocar, pois tinha se amarrado no solo de guitarra de Duane na versão que Wilson Pickett fez para “Hey Jude”, dos Beatles.
Clapton aportou na cidade e se instalou confortavelmente com sua banda num hotel na beira do Atlântico. De dia o pessoal curtia o sol e o mar e a noite davam os primeiros passos nas gravações, sem nenhuma pressão por parte da gravadora. Coincidentemente, logo no primeiro fim de semana de Clapton em Miami, o Allman Brothers estava escalado para encerrar um grande festival beneficente na cidade. O guitarrista inglês cancelou as sessões do fim de semana e se mandou com Dowd para finalmente conferir a performance de Duane.
“Eu só lembro de dirigir na direção daquele parque, e quando estávamos estacionando o carro a uns 800 metros do concerto ao ar livre, ouvi uma guitarra uivando no ar, bem mais alta do que o restante. Ouvíamos a banda de fundo e por cima de tudo aquele som que parecia o de uma sirene. Foi fantástico. Fomos até lá, sentamos perto do palco e lá estavam os Allman Brothers”.
Clapton e Dowd não tinham ingressos mas foram facilmente reconhecidos pelos pessoal dos bastidores que colocou a dupla bem na frente do palco, no famoso ‘chiqueirinho’, aquele local onde os fotógrafos costumam trabalhar, na verdade o pequeno espaço entre o palco e a grade de segurança que ‘segura’ o povão. Eles sentaram no chão, bem na frente de Duane, que estava no meio de um solo de guitarra. Quando o guitarrista dos Allmans reconheceu Clapton, uma tensão absurda pairou sobre sua pessoa. O solo foi bruscamente interrompido, o suor começou a escorrer gelado por suas costeletas e a banda, desesperada, se apressava e fazia de tudo para tapar os ‘buracos’ deixados pela guitarra de Duane, que ficou imóvel, completamente atordoado com a presença de Clapton.
Após o show, Dowd apresentou Clapton a todo o grupo, que foi imediatamente convidado a comparecer no Criteria para uma jam session que durou uma noite inteira (trechos desse marco da história pode ser conferido no box set do Derek and The Dominoes). Interessante o fato de Duane e Clapton terem se dado tão bem. É comum em reuniões de guitarristas o ego falar mais alto. Clapton insistiu para Duane ficar em definitivo com os Dominos, mas o ‘Skydog’ disse que teria de ser leal a sua família acima de tudo e voltou para o seio materno dos Allmans...
Dowd era também muito amigo de Duane, inclusive produzia também os discos do Allman Brothers. Num bate papo, Dowd contou para Duane que Clapton havia agendado uma gravação no Criteria e que estaria chegando dentro de alguns dias. Duane ficou empolgadíssimo, pois era devoto do Deus desde a época dos Yardbirds. O mestre do slide pediu para Dowd entrar em contato com Clapton e perguntar se ele poderia pintar no estúdio para conhecê-lo pessoalmente. Clapton adorou a ideia e confessou para Dowd que fundo estava louco de vontade de ver Duane tocar, pois tinha se amarrado no solo de guitarra de Duane na versão que Wilson Pickett fez para “Hey Jude”, dos Beatles.
Clapton aportou na cidade e se instalou confortavelmente com sua banda num hotel na beira do Atlântico. De dia o pessoal curtia o sol e o mar e a noite davam os primeiros passos nas gravações, sem nenhuma pressão por parte da gravadora. Coincidentemente, logo no primeiro fim de semana de Clapton em Miami, o Allman Brothers estava escalado para encerrar um grande festival beneficente na cidade. O guitarrista inglês cancelou as sessões do fim de semana e se mandou com Dowd para finalmente conferir a performance de Duane.
“Eu só lembro de dirigir na direção daquele parque, e quando estávamos estacionando o carro a uns 800 metros do concerto ao ar livre, ouvi uma guitarra uivando no ar, bem mais alta do que o restante. Ouvíamos a banda de fundo e por cima de tudo aquele som que parecia o de uma sirene. Foi fantástico. Fomos até lá, sentamos perto do palco e lá estavam os Allman Brothers”.
Clapton e Dowd não tinham ingressos mas foram facilmente reconhecidos pelos pessoal dos bastidores que colocou a dupla bem na frente do palco, no famoso ‘chiqueirinho’, aquele local onde os fotógrafos costumam trabalhar, na verdade o pequeno espaço entre o palco e a grade de segurança que ‘segura’ o povão. Eles sentaram no chão, bem na frente de Duane, que estava no meio de um solo de guitarra. Quando o guitarrista dos Allmans reconheceu Clapton, uma tensão absurda pairou sobre sua pessoa. O solo foi bruscamente interrompido, o suor começou a escorrer gelado por suas costeletas e a banda, desesperada, se apressava e fazia de tudo para tapar os ‘buracos’ deixados pela guitarra de Duane, que ficou imóvel, completamente atordoado com a presença de Clapton.
Após o show, Dowd apresentou Clapton a todo o grupo, que foi imediatamente convidado a comparecer no Criteria para uma jam session que durou uma noite inteira (trechos desse marco da história pode ser conferido no box set do Derek and The Dominoes). Interessante o fato de Duane e Clapton terem se dado tão bem. É comum em reuniões de guitarristas o ego falar mais alto. Clapton insistiu para Duane ficar em definitivo com os Dominos, mas o ‘Skydog’ disse que teria de ser leal a sua família acima de tudo e voltou para o seio materno dos Allmans...
CD 1.
01. Jam 1
02. Jam 2
03. Jam 3
04. Jam 4
05. Jam 5
06. Jam 6
CD 2.
01. Tell Me the Truth
02. Mean Old World
03. Mean Old World (Duet)
04. It's Too Late
05. Jam 7
02. Jam 2
03. Jam 3
04. Jam 4
05. Jam 5
06. Jam 6
CD 2.
01. Tell Me the Truth
02. Mean Old World
03. Mean Old World (Duet)
04. It's Too Late
05. Jam 7
GRAVETOS & BERLOQUES (GOODBYE JUNE-SECRTS IN THE SUNSET(EP/2018)
Mais um discaço dessa galera de Nashville, lamentavelmente, ainda ilustres desconhecidos por aqui. Estou fazendo a minha parte em sua divulgação, desde seu surgimento na cena independente. Em tempos de exaltações a cópias escancaradas de bandas lendárias, que tal experimentar uma que liquidifica todas as suas influências setentistas, de Led Zeppelin e Hendrix a Lynyrd Skynyrd e Allman Bros., para, em um mix com a forte cena alternativa de Kings Of Leon a Black Keys, criar uma ponte muito bem estruturada com sua geração?
Mais um discaço dessa galera de Nashville, lamentavelmente, ainda ilustres desconhecidos por aqui. Estou fazendo a minha parte em sua divulgação, desde seu surgimento na cena independente. Em tempos de exaltações a cópias escancaradas de bandas lendárias, que tal experimentar uma que liquidifica todas as suas influências setentistas, de Led Zeppelin e Hendrix a Lynyrd Skynyrd e Allman Bros., para, em um mix com a forte cena alternativa de Kings Of Leon a Black Keys, criar uma ponte muito bem estruturada com sua geração?
Whores of Tijuana - Hard Rock (USA)
Whores of Tijuana é uma banda de stoner metal/rock de Orange County, Califórnia. Ativo desde 1992, este power trio toca música stoner fortemente inspirada em sexo, amor e vida com suas mídias sociais, muitas vezes apresentando memes humorísticos baseados em sexo.
O Whores of Tijuana foi fundado em 1992, quando Jason McGrath respondeu a um anúncio da Recycler de Stacy Mobley e Trent Ramseyer, ambos procurando um guitarrista para KISS, Oingo Boingo e Rush. Os membros se deram bem por causa da conexão com o KISS e mais tarde um interesse mútuo em basquete. O grupo tocaria na década de 1990 e escreveria uma série de canções para shows esporádicos ao vivo, mas nenhum lançamento de estúdio viria no início da banda.
Stacy Mobley deixaria a banda em 2004 para criar uma família e Simon Austin assumiria o baixo. No início de 2005, a banda consultaria Scott Reeder para produzir um álbum, o primeiro do Bird e o primeiro álbum gravado em seu novo Sanctuary Studio. Nesse mesmo ano a banda lançaria seu primeiro álbum autointitulado com o popular "Trip Manhattan". Simon Austin deixaria a banda dois anos depois e deixaria a banda em um hiato.
Scott Williams se juntou à banda em 2010 no baixo quando o grupo voltou a Scott Reeder para gravar e lançar seu segundo álbum, Psycholongevity, lançado para coincidir com o Hell Ride Festival em Yucaipa, Califórnia. A banda continua ativa, principalmente se apresentando ao vivo na Califórnia.
KRAMER - Neo-Prog • Holanda
O KRAMER começou como a banda LORIAN em 2001. Várias mudanças na formação ocorreram na banda entre 2001 e 2004, quando a banda mudou de nome. Marc Besselink começou a escrever a música para um álbum conceitual intitulado "Life Cycle". O álbum contaria a história de duas crianças em busca de seu pai perdido. Em 2006, a banda lançou um EP autointitulado de três canções contendo duas canções do próximo "Life Cycle" e outra canção de um projeto Kramer separado. Em 2007, a banda começou a gravar o álbum e terminaria o álbum em novembro daquele ano. A banda lançou o álbum de produção própria em dezembro.
A banda já fez turnês com nomes do rock progressivo como GALAHAD, CLIVE NOLAN'S CAAMORA, IT BITES, GOLDEN EARRING e PAVLOV'S DOG. A banda cita entre suas influências MARILLION, GENESIS, PORCUPINE TREE, PINK FLOYD e GENTLE GIANT, entre outros, além de bandas não progressivas como VAN HALEN.
Jack Sheldon - Jazz (Trumpet)
Um dos grandes piadistas do jazz (cujos monólogos espontâneos são tão hilários quanto insossos), a personalidade de Jack Sheldon às vezes ofuscou seu excelente trompete e vocais eficazes. Sheldon começou a tocar profissionalmente aos 13 anos. Ele se mudou para Los Angeles em 1947, ingressou na Força Aérea e tocou em bandas militares. Após sua dispensa, Sheldon se tornou uma figura popular na Costa Oeste, tocando e gravando com muitos músicos importantes, incluindo Jimmy Giuffre, Herb Geller, Wardell Gray, Stan Kenton, Benny Goodman, Curtis Counce e Art Pepper. Ele trabalhou como ator na década de 1960 (incluindo estrelando a curta série de televisão Run Buddy Run), foi visto todas as noites no The Merv Griffin Show, e nas décadas de 1970 e 80 ele se apresentou com Benny Goodman, a big band de Bill Berry, nos estúdios, e com seus próprios grupos. Ele também deixou sua marca em milhões de crianças americanas por ser o vocalista de "Conjuction Junction" e "I'm Just a Bill" do Schoolhouse Rocks! Series. Em meados dos anos 90, Jack Sheldon (que frequentemente usa uma big band arranjada por Tom Kubis) permaneceu bastante ativo na área de Los Angeles, gravando regularmente para Concord e seu selo Butterfly.
Há muita música neste CD de 1998 que tem os dois primeiros LPs do trompetista Jack Sheldon como líder, além de três seleções originalmente lançadas em vários samplers. Embora não fosse um solista tão distinto quanto se tornaria, neste estágio inicial Sheldon já era um solista de bop tecnicamente habilidoso e criativo. Sheldon é bem apresentado em três canções em um quinteto com altoist Joe Maini, em oito números com um quarteto que co-estrelou o pianista Walter Norris e nas oito músicas restantes em um quinteto com tenor-saxofonista Zoot Sims e pianista Norris. A música é puramente direta e bastante espontânea, mas geralmente concisa e serve como um excelente exemplo tanto do início de Jack Sheldon quanto do bop de LA de meados dos anos 50.
Ray Anderson Lapis Lazuli Band - Jazz, Funk / Soul, Blues
O trombonista Anderson montou um quinteto e tanto para esta homenagem ao blues, batizada de Lapis Lazuli Band. A tecladista Amina Claudine Myers, principalmente no órgão, o guitarrista elétrico Jerome Harris, o baixista elétrico Lonnie Plaxico e o baterista Tommy Campbell são os funkificadores. Anderson e Myers cantam em vários cortes, às vezes kitsch ou jive, mas principalmente em um espírito de diversão. A execução do trombone de Anderson é sempre interessante de ouvir, pois ele é capaz de explorar todas as técnicas de mancha, mergulho e lamento de um 'osso em pleno efeito. Também é um prazer ouvir Myers e Harris entrando nesse contexto. Jackie Raven contribuiu com as letras de quatro das nove faixas, com todas as músicas escritas por Anderson. Dos cortes vocais, "I'm Not a Spy Blues" é suplicante, mas convincente e muito fofa. "Conversa de Macaco" é o mais selvagem, Anderson maluca espalhando uma tempestade em um swing forte onde Myers é ouvido no piano. Menos agradável é o pop-funk aberto de "Mirror Mirror" com alguns bons cantos de chamada e resposta de Anderson e Myers, enquanto "Damaged But Good", uma brincadeira com "bens danificados" é um lento, furtivo, tarde da noite groove de blues, com Anderson e Myers admitindo suas falhas em meio a uma ponte wah-wah, e trombone e guitarra observando as confissões sob a lua cheia. As peças instrumentais são extra modernas. "Runnin' Round" é um hard swinger onde linhas de trombone correm atrás da barra e contrariando as pulsações do órgão e a patinação da guitarra. Uma longa introdução de baixo de Plaxico estabelece linhas loping com Harris na guitarra slide evocando mais do que apenas uma colher de graxa durante "Willie & Muddy". O groove mais legal, "Hammond Eggs" tem a banda toda fervendo em uma panela, combinando uníssono e melodias contrárias, enquanto "Pheromonical" é o suingue mais blues com sombreamentos sutis de órgão, e a faixa-título é um amálgama de funk, blues e swing que é uma verdadeira vitrine para os talentos multifacetados de Myers, ficando religiosa como ela costuma fazer. Embora não seja tão fantástico, "Funkorific" é bastante agradável, uma brincadeira divertida e amorosa através de várias fases do expressionismo blues-cum-jazz por músicos que o sentem em seus ossos. Não tenho certeza se Lapis Lazuli é uma chance - espero que não, porque esta banda tem um poço profundo para o meu. e a faixa-título é um amálgama de funk, blues e swing que é uma verdadeira vitrine para os talentos multifacetados de Myers, ficando religiosa como ela costuma fazer. Embora não seja tão fantástico, "Funkorific" é bastante agradável, uma brincadeira divertida e amorosa através de várias fases do expressionismo blues-cum-jazz por músicos que o sentem em seus ossos. Não tenho certeza se Lapis Lazuli é uma chance - espero que não, porque esta banda tem um poço profundo para o meu. e a faixa-título é um amálgama de funk, blues e swing que é uma verdadeira vitrine para os talentos multifacetados de Myers, ficando religiosa como ela costuma fazer. Embora não seja tão fantástico, "Funkorific" é bastante agradável, uma brincadeira divertida e amorosa através de várias fases do expressionismo blues-cum-jazz por músicos que o sentem em seus ossos. Não tenho certeza se Lapis Lazuli é uma chance - espero que não, porque esta banda tem um poço profundo para o meu.
A música pop perfeita : EBTG - Baby, the stars shine bright (1986).
Depois de longo hiato, eis me aqui de novo para falar sobre um dos álbuns pop perfeitos em minha modesta opinião. Mesmo quem não entende inglês, ou não curte tanto o estilo vai render-se a este disco. Impossível não sentir uma ponta de nostalgia, uma saudade de um lugar, de alguém, de momentos, refletir sobre a complexidade do amor ouvindo esta dádiva sonora...
A dupla Everything But The Girl (formada pelo casal Ben Watt e Tracey Thorn) estava em seu terceiro trabalho, após ter iniciado o movimento “new bossa” junto a outros nomes como Sade e Matt Bianco em seu primeiro álbum e depois do rock-pop do segundo disco. Aqui estamos. Influenciados por gênios como Burt Bacharach, decidiram pegar suas composições e, com arranjos belíssimos de Ben para orquestra, direcionaram este álbum de 1986. Ah, ele foi gravado no mítico Abbey Road de Londres.
Tracey – cuja voz é bastante peculiar e bem superior à contemporâneas suas como Debbie Harry ou Chrissie Hynde - está no seu auge como cantora. E Ben, um guitarrista econômicamente genial e de voz bem colocada, idem como composer. As composições têm em sua maioria temas machistas de casal, desilusão amorosa...mas super bem costurados pelos refrões ganchudos de ambos como letristas. “Dont leave me behind” é – apesar do título – bem alegre e o videoclipe/música tocou muito à época nas danceterias do Rio de Janeiro com Tracey apresentando um visual comportado - ao contrário do visual punk do ano anterior com "When all´s well"... O tema remete ao estrelato e como isso pode destruir uma relação - o mesmo tema da letra de ”A country mile”.
“Come on home” também foi lançada em single, é arrebatadora do ponto de vista harmônico e com a figura feminina implorando a volta do homem ao lar...algo bem recorrente como tema geral desta obra. ”A Country Mile” (de novo esta) e “Careless” surgem magníficas aos ouvidos, tratando de entrega total ao ser amado. “Little Hitler” fala de pessoas comuns com personalidades fortes e que tendem a se tornar monstros, sem apontar ninguém em particular, apesar do crítico musical William Ruhlmann ter notado conotações realmente político-anti-fascistas na letra. Bem atual, digamos assim - ou não poderia se aplicar a Donald Trump e seu discurso equivocado?
“Come on home” também foi lançada em single, é arrebatadora do ponto de vista harmônico e com a figura feminina implorando a volta do homem ao lar...algo bem recorrente como tema geral desta obra. ”A Country Mile” (de novo esta) e “Careless” surgem magníficas aos ouvidos, tratando de entrega total ao ser amado. “Little Hitler” fala de pessoas comuns com personalidades fortes e que tendem a se tornar monstros, sem apontar ninguém em particular, apesar do crítico musical William Ruhlmann ter notado conotações realmente político-anti-fascistas na letra. Bem atual, digamos assim - ou não poderia se aplicar a Donald Trump e seu discurso equivocado?
"Don't Let the Teardrops Rust Your Shining Heart" segue a tradição de baladas americanas e "Come Hell or High Water" traz um arranjo no estilo country. “Sugar Finney” é um dos pontos altos, rezando a lenda ter sido escrita com um olhar em Marilyn Monroe (“...a América é livre, barata e fácil...”) e todas as tentações que levaram à destruição do mito platinado. Um refrão matador e um arranjo de sopros à la banda Vitória Régia de Tim Maia e...pronto! Já cola nos ouvidos. Outra canção de outro mundo é “Cross my heart”, uma ode à entrega cega a um grande amor – mesmo que este te faça sofrer e te paralise as vontades. Uma canção super bem construída, sem palavras.
O site de música Pitchfork.com considerou este álbum o melhor dentre os 4 primeiros da banda, dando uma nota de 7.2 por ocasião do relançamento de seu catálogo no mercado. Críticas do público normalmente abraçam este álbum com no mínimo 4 estrelas...
Um disco que ouço há 30 anos (!) desde que o comprei logo após ter saído no Brasil e que até hoje considero uma obra-prima – visto que todas as canções são da dupla. Para quem só conhecia o duo pelo mega-sucesso “Missing” – onde eles flertaram em cheio com as pistas de dança – fica a dica de um dos mais belos trabalhos feitos na música pop inglesa no período pós punk. Delicie-se.
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