sexta-feira, 10 de março de 2023

Magma Velvo lança a canção-reverência ao poder do povo afrobrasileiro "Aquilombados Exusiásticos"

 

Magma Velvo lança a canção-reverência ao poder do povo afrobrasileiro "Aquilombados Exusiásticos"

"Aquilombados Exusiásticos" é uma canção-reverência ao poder do povo afrobrasileiro através, sobretudo, do feminino, do corpo e do seu movimento com o universo, do ritmo e da memória das conquistas gloriosas e das dores incessantes. É a celebração da conexão entre o som e a alma. O sonho de liberdade e a luta contra a intolerância que veio desde Zumbi à Abdias, de Dandara à Marielle. 

O contemporâneo e o ancestral amalgamados no Axé dos Orixás propagados nas notas etéreas do mais novo lançamento do Magma Velvo. Ouça Aquilombados Exusiásticos: 

Sobre Magma Velvo
Nós somos o Magma Velvo! Nós quem? Todo o mundo e nenhum mundo. Eu e tu. O pai e o filho. O santo e o profano. É o preenchimento e o vazio. A unidade e o devir. O “in” e o “iângue”. O sublime e a baixaria. É a castidade e a sacanagem. O Magma Velvo é tudo e não é nada. O Magma foi, é, e será. Esteve presente nas primitivas manifestações do “Om”. 

O Velvo foi o monólito inspirador dos primeiros batuques feitos com ossos; esteve presente no antigo Iraque, na concepção do Hino Hurrita; está nas cantigas das crianças e nas lamentações dos adultos; Magma Velvo é a Marselhesa dos Jacobinos, o banzo sonoro dos pretos catadores de algodão do Mississipi, é a tradição de Donga e Cartola, a guitarra punk, distorcida e “desafinada”. O Élan magmático hoje, no século 21 da era comum, está em Jorge Magalha e “Araquem?”, e pode ser apropriado e encarnado em qualquer coisa ou qualquer um. 

Ficha técnica:
Participação Especial: Ju Santana (@jusantanamusic)
Direção e Produção: Jorge Magalha
Assistente de Direção e Coreografia: Macário (@cinemacario)
Direção de Arte e Figurino: Fernanda Luiz (@luizfernanda102)
Câmera: Tiago Nascimento: (@cineasta021)
Maquiagem: Carol Jaya (@carol.jaya)
Edição e Montagem: Belarmino (@elbelarmino)
Elenco: Ju Santana, Macário e Fernanda Luiz Still: Araquem?.

50 anos de “Tim Maia”: Uma grande pérola da carreira de Tim Maia (1972).

 Tim é Tim. Com certeza, o meu artista brasileiro de todos os tempos, um dos grandes nomes da história da música, ele foi responsável por desenvolver a música top no Brasil. Hoje comemoramos os 50 anos do disco que para mim é o melhor de sua carreira, o maravilhoso “Tim Maia (1972)”! Vamos trocar uma ideia sobre ele!

Tim Maia havia lançado apenas 2 discos na sua carreira até então, o “Tim Maia 1970”, “Tim Maia 1971″e por ai ele já estava com uma identidade sonora quase 100% definida para a essa primeira metade da década de 70. Para o terceiro disco de carreira, Tim continuou progredindo em termos de composição e um auge de composição. Este terceiro trabalho seria com uma sonoridade bem parecida com os anteriores, intitulado como “Tim Maia 1972”!

Este disco não contaria com nenhum grande hit da carreira de Tim, por isso ele acaba sendo considerado um dos menores de sua carreira, infelizmente. pois pra mim, esse é um dos grandes trabalhos dele! E falando um pouco sobre os destaques do disco, “Where Is My Other Half”, “Pelo Amor de Deus” e “These Are The Songs”, essas com certeza fazem desse disco, das pérolas mais sensíveis e inspiradas da música brasileira.

De considerações finais, o disco “Tim Maia 1972” é um dos melhores trabalhos da carreira do síndico, vou na contramão da crítica que considera o disco menos inspirado dele e sugiro a todos, uma nova audição mais cuidadosa para que se possa extrair o melhor desse grande disco! Fica a homenagem e recomendação!

quinta-feira, 9 de março de 2023

45 anos de “CHIC””: A estreia do CHIC.

 A sonoridade de Disco Music é das mais divertidas e emblemáticas que a indústria já viu. Essa onda começou a surgir na segunda metade da década de 70 e uma das bandas que se estabeleceram como expoentes desse movimento, sem dúvida é o CHIC. Hoje comemoramos os exatos 45 anos de seu disco de estreia! Vamos trocar uma ideia sobre ele!

Estamos falando de uma banda muito autoral, inovadora e que conseguiu encontrar uma necessidade à frente do tempo. Boa parte desse mérito, vai para Nile Rodgers, guitarrista e produtor do disco que prova desde esse trabalho o motivo de ser considerado um revolucionário e gênio!

Eu curto muito a abertura do disco com “Dance, Dance, Dance”, que marca o disco como uma abertura carregada com toda essa representação sobre o que é Disco Music. Gosto também de “São Paulo” mas com certeza o grande destaque desse disco vai para “Everybody Dance”, grande composição, a mais conhecida do disco, excepcional que ajudou muito o disco ter esse reconhecimento.

De considerações finais, a estreia do CHIC não está entre as mais marcantes, ou melhores de todos os tempos, e também não é o melhor trabalho da banda, mas sem dúvida é um disco maravilhoso, com uma produção bacana, boas músicas e uma identidade sonora pronta! É necessário lembrar e celebrar essa banda que respeito muito e aproveitar o embalos dos 45 anos dessa estreia!



CHRISTINE AND THE QUEENS ANUNCIA NOVO ÁLBUM “PARANOÏA, ANGELS, TRUE LOVE”

 

ANA MARIANO REVELA NOVO SINGLE… “ENQUANTO VOAS”

Enquanto Voas” é o novo single de Ana Mariano, que sucede aos já revelados “Poeta” e “Girassóis à Beira-Mar”, três das faixas que farão parte do álbum de estreia da artista de Aveiro, “Nuvem”, que será editado ainda este ano.

O novo tema de avanço volta a provar o poder das palavras de Ana Mariano. Nunca abdicando da guitarra, a artista envolve a lírica da canção numa voz profunda e com um timbre vibrante que já deixou a sua marca nas rádios nacionais. Foi também ao vivo que a artista elevou a curiosidade à volta deste primeiro registos de originais, depois de se destacar em 2022 no MEO Kalorama, no MEO Sons do Mar, no Super Bock em Stock e ainda no seu concerto em nome próprio, realizado em Lisboa no passado dia  22 de fevereiro. 

NILE VALLEY LANÇAM ÁLBUM DE ESTREIA… “FLOATING LINES”

 

YES - “From a Page – Studio Tracks Plus” - “In the presente Live From Lyon” - 2021














Tracklist:
From a Page – Studio Tracks Plus
01. To The Moment (6:13)
02. Words On A Page (6:21)
03. From The Turn Of A Card (3:27)
04. The Gift Of Love (9:57)





PINK FLOYD - "The Heart Of The Moon" - 1972

 



Neste bootleg, “The Heart Of The Moon”, temos um PINK FLOYD, recém-saído da fase psicodélica, mergulhando no mais intenso rock progressivo que a Europa estava oferendo a todos, no início dos anos 70.

De começo de conversa, o que viria a ser o álbum The Dark The Side Of The Moon, aparece de forma ainda embrionária, mas já mostrava ao que vinha e o que viria a ser em um futuro muito próximo, tornando-se um álbum mais que fundamental para qualquer pessoa que goste de música e, principalmente os amantes do rock progressivo. 


Estamos em outro século e o álbum continua atual, atraindo jovens, encantado diversas gerações que não se cansam de escutá-lo, com a mesma vibração a época de suas primeiras audições.

A concepção de “TDSOTM” é simplesmente hipnótica, não dá para fugir de seus encantos, como se fosse os “cantos das sereias”, ou seja, não tem como escapar ao seu poder de atração e fidelidade.

Apesar de todos os conflitos internos que a banda passou desde a era Sid Barrett até a saída de Roger Waters, sempre houve uma sinergia muito grande entre os músicos, principalmente quando os egos de cada um estavam de lado e o objetivo principal estava no foco de todos, o resultado já sabemos bem qual era.


em dúvidas, o Pink Floyd é um ponto fora da curva da normalidade musical, tanto que até hoje, David Gilmour de forma individual ou junto a banda, assim como Roger Waters, arrastam multidões em seus shows performáticos, atraindo gente de tudo quanto é tipo e idade.

O fato de estarem com suas idades avançadas, algo em torno dos setenta anos, não influi absolutamente em nada em relação as suas carreiras, pois mesmo com todo esse tempo, suas performances continuam perfeitas, talvez mais serenas, mas sempre perfeitas e para quem fica diante deles, só Deus sabe!

Voltando ao bootleg, além da integra parcial de “TDSOTM” (faltou The Great Gig In Sky), outras perolas foram inseridas para completar o show gravado em 28 de abril de 1972, no Auditorium Theater em Chigago, Illinois, USA, como “One Of The Days”“Echoes""Carefull With That Axe, Eugene” e “Set The Controls For The Heart Of The Sun”, fechando o set list.

PINK FLOYD
David Gimour;
Nick Mason;
Roger Waters;
Rick Wrigth

SET LIST
CD1
01. Speak To Me
02. Breathe
03. The Traveler's Sequence
04. Time
05. Breathe (reprise)
06. The Mortality Sequence
07. Money
08. Us & Them
09. Dave's Scat Section
10. Brain Damage
11. Eclipse

CD2
01. One of these Days
02. Careful what Axe, Eugene
03. Echoes
04. Set The Controls for the Heart of the Sun





BIOGRAFIA DOS Chocolate Watchband

 

Chocolate Watchband 

Os anos 60 foram pródigos em produzir bandas obscuras, que poucos lembramos e que faziam o mais delicioso e rebelde rock de garagem. Grupos que poucos se lembram, mas que abusavam da distorção nas guitarras, fazendo o rock mais livre e descompromissado já ouvido, mais de 10 anos antes do punk surgir. 

Foi dessa forma que surgiu em San Jose (Califórnia), o Chocolate Watchband. Não, você provavelmente não os conhece, a não ser que tenha a caixa Nuggets, compilação espetacular montada pelo guitarrista Lenny Kaye. 

A América dos anos 60 via os jovens serem enviados para uma guerra sem sentido do outro lado do planeta, enquanto os conservadores ditavam as leis do país. Uma época em que nascia o amor livre e o consumo de drogas, enquanto a repressão era violenta. 

Foi nessa época que cinco meninos entre 16 e 22 anos formaram o Chocolate Watchband: Mark Loomis (guitarra solo e teclados, 18 anos ), Gary Andrijasevich (bateria, 16 anos), Sean Tolby (guitarra base, 22 anos), Bill 'Flo' Flores (baixo, 18 anos) e Dave Aguilar (vocais e gaita, 17 anos). 

Essa era, na verdade, a formação clássica do grupo, já que a primeira que tinha Ned Torney (guitarra), Mark Loomis, Rick Young (baixo), Jo Kemling (órgão) e Danny Phay, pouco durou; Rich Young foi convocado pelo exército, Danny Pahy, Ned Torney e Jo Kemling foram convidados para entrarem no grupo The Topsiders. Pouco tempo depois, Torney, Phay, Kemling, assim como Ken Matthew e Tom Antone deixaram o Topside para formarem o Other Side. 

Com isso, Loomis saiu atrás de músicos, fixando a formação com o quinteto acima. O quinteto logo começou a ensaiar na garagem de Mark, desenvolvendo um som particular, até se sentirem confiantes para dar os primeiros passos. Começam a fazer shows na região e conquistando uma pequena legião de fãs. Em um desses shows abriram para o The Seeds, que já tinham gravado "Pushin' Too Hard". 

Em seguida, a banda ruma até San Francisco para tocarem em um dos palcos mais famosos da época, o Fillmore, cujo dono era Bill Graham. O Fillmore era quase a "casa" do Grateful Dead, Jefferson Airplane, Frank Zappa, etc. 

O primeiro show do grupo no Fillmore quase não aconteceu por uma razão inacreditável: eles não tinham o cartão do sindicato de músicos e foram proibidos de subirem ao palco. Bill Graham ficou furioso, mas encontrou uma maneira mais estranha para resolver o problema: convocou um tocador de tuba! devidamente licenciado pelo sindicato para subir ao palco com o Chocolate, apesar de não ter tocado uma nota sequer. 

Bill gostou tanto dos garotos que se ofereceu para empresariá-los. Ele queria abrir um outro Fillmore, no lado Oeste do país e queria fazer que o Watchband partisse em turnê junto com o Grateful Dead e o Jefferson Airplane.

Infelizmente, a banda tinha assinado um contrato com o empresário Ron Roupe, quatro dias antes, e já tinha apresentações agendadas no San Jose Civic Auditorium. A banda até quis romper com Roupe, pensando nas possibilidades de ter alguém como Graham por trás, mas acabaram ficando no contrato assinado. 

Ron Roupe também conseguiu um contrato com a Green Grass Productions, que tinham como produtores Ed Cobb e Ray Harris. 

Os dois haviam assinado também com outra banda importante da época, The Standells e, uma vez em estúdio, Ed começou a oferecer algumas canções para os dois grupos, que ironicamente, jamais tocaram juntos nesse período. O primeiro shows deles, em conjunto, aconteceu mais de 30 anos depois, em 1999. 

Em 1966 lançam o primeiro compacto Sweet Young Thing / Baby Blue. "Baby Blue" era, na verdade, "It's All Over Now, Baby Blue", de Bob Dylan e o Chocolate fez a melhor regravação da música até hoje, apesar de ser o lado B do compacto. A outra composição era de Ed Cobb. 

No ano seguinte, lançam mais dois compactos, Misty Lane / She Weaves A Tender Trap e Are You Gonna Be There (At The Love-In) / No Way Out. 

A banda seguia uma rotina estafante de shows tocando várias covers nas apresentações, coisas de Kinks, Yardbirds, Pretty Things, Bo Diddley, com algumas composições próprias. 

No mesmo ano são incluídos na trilha sonora de Riot on Sunset Strip, ao lado dos Standells, Mugwumps e Mom's Boys. 

No mesmo ano lançam, finalmente, o primeiro LP, No Way Out. Com músicas próprias e várias versões para outros artistas, o disco mostrava um pouco das tensões entre a banda e Ed Cobb, que queria fazê-los em disco mais psicodélicos do que eram em shows. 

O disco marca a saída de Mark Loomis, que montou o The Tingle Guild, banda mais psicodélica e que teria Danny Phay como cantor. Além dele, saíram Gary Andrijasevich, além do frontman David Aguillar. 

Sean Tolby e Bill 'Flo' Flores resolvem continuar com o grupo e convocam Tim Abbott, (guitarrista), Mark Whittaker, (bateria) e Chris Flinders (Vocais). 

A banda abre alguns shows dos Doors, mas logo recomeçam os problemas com Ron Roupe, que é acusado de roubar dinheiro. A banda novamente se desfaz e só retorna meses depois, em 1968 com outra formação: Sean Tolby (guitarra); Bill "Flo" Flores (baixo), Mark Loomis (guitarra); Gary Andrijasevich (bateria); Ned Torney (guitarra); Danny Phay (Vocais). Após a volta, lançam o segundo disco, Inner Mystique, com as seguintes faixas: 

Em 1969, lançam um terceiro disco, One Step Beyond, talvez o único disco realmente autoral do grupo, que passeia mais pelo psicodelismo. 

Seria o último lançamento oficial do grupo, que se separou ao longo dos anos. 

A banda acabaria voltando mais de 30 anos depois para algumas apresentações, mantendo - se ativa até hoje, quando tocam pelo mais puro sentimento de nostalgia. 

Ao longo dos anos saíram alguns bons discos como ao vivo 44. Hoje você pode encontrar alguns CDs como a série 2 em 1 que reúne Inner Mystique e No Way Out.



One Step Beyond (1969)

01. Uncle Morris
02. How Ya Been
03. Devil´s Motorcycle
04. I Don´t Need No Doctor
05. Flowers
06. Fireface
07. And She´s Lonely
Bonus Tracks.
08. Don't Need Your Lovin'
09. Sitting There Standing
10. Blues Theme
11. Loose Lip Sync Ship


Resenha: Focus – 3 (1972)

 

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