domingo, 12 de março de 2023
Pepper Tree - Rock (Canada)
The Silence - Psych Prog (Japan)
Sven Grünberg - Electronic Progressive Rock (Estonia)
Na década de 1970, Grünberg era o líder da banda de rock progressivo Mess, fundada por ele em janeiro de 1974 junto com Härmo Härm. Apesar dos anos de existência da banda e muitas apresentações ao vivo, o Mess não lançou um único álbum de estúdio por causa das contradições de seu estilo musical com a ideologia soviética. somente em 1996 Grünberg lançou uma compilação de várias gravações sobreviventes do Mess e um álbum remasterizado completo em 2004.
Grünberg também é o presidente do conselho do Instituto Estoniano de Budismo.
Resenha Frank Zappa – Freak Out!

Disco: Freak Out!
Ano: 1966
Selo: Verve
Faixas:
Disco 1
1. Hungry Freaks, Daddy? – 3’27
2. I Ain’t Got No Heart – 2’30
3. Who Are The Brain Police? – 3’22
4. Go Cry On Somebody Else’s Shoulder – 3’31
5. Motherly Love – 2’45
6. How Could I Be Such A Fool – 2’12
7. Wowie Zowie – 2’45
8. You Didn’t Try To Call Me – 3’17
9. Any Way The Wind Blows – 2’52
10. I’m Not Satisfied – 2’37
11. You’re Probably Wondering Why I’m Here – 3’37
Disco 2
1. Trouble Every Day – 6’16
2. Help I’m A Rock (Suite In Three Movements) – 8’37
– 1st Movement: Okay To Tap Dance
– 2nd Movement: In Memoriam, Edgar Varese’
– 3rd Movement: It Can’t Happen Here
3. The Return Of The Son Of Monster Magnet – 12’17
– Ritual Dance Of The Child-Killers
– Nullis Pretii (No Commercial Potential)
Integrantes:
Frank Zappa voz/guitarra/harmônica/arranjos/composições/condutor/percussão e orquestra
Plas Johnson – saxofone
Jimmy Carl Black – bateria e percussão
Ray Collins – guitarra/harmônica/percussão/efeitos e vocais
Gene Estes – percussão
Roy Estrada – baixo/guitarron e vocais
Elliot Ingber – guitarras
Carol Kaye – baixo
Ruth Komanofff – percussão
John Rotella – percussão
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
Resenha:
Disco 1
1. Hungry Freaks, Daddy
Primeiro disco de Zappa, é considerado o primeiro álbum conceitual e o segundo duplo da história (só perdeu para Blonde On Blonde (1966), de Bob Dylan). E, para iniciar sua carreira com o pé direito, temos a excelente ‘Hungry Freaks, Daddy’, que começa com um belo riff, mais voltado para o baixo, seguido pela entrada de Zappa, tocando um riff que lembra bastante os sons havaianos.
A linha vocal, com vozes sobrepostas, já mostra o estilo que se tornaria clássico de Zappa. Possui, em 1:16 uma espécie de apito de pato, que é seguido por um solo bem executado de guitarra, e depois do qual a música repete, com algumas diferenças.
2. I Ain’t Got No Heart
Uma das minhas preferidas do disco, traz um som com mais ênfase nos metais da banda, tendo riffs bem interessantes, e uma linha vocal viciante. Tem momentos mais sérios, como nas estrofes, e outros mais “loucos”, como em 2:20, no fim da música, quando o refrão termina em uma série de gritos que lembram porcos (clara ridicularização aos EUA).
3. Who Are The Brain Police?
Começa com um lick de baixo, acompanhado em seguida por uma vocalização sem letra bastante estranha, que engata em um vocal cadenciado. O instrumental ao fundo é bem suave, com mais ênfase ao baixo, com alguns momentos de exceção. Em 1:24 gritos bem agudos surgem rapidamente, e um instrumental confuso, com vozes sem nexo, efeitos e microfonias toma conta da faixa. Só em 2:11 a música volta “ao normal” com o refrão. Realmente demora-se um pouco até gostar-se dela.
4. Go Cry On Somebody Else’s Shoulder
Sempre que ouço essa música lembro-me de strip-tease pelo seu clima cadenciado e marcado. Possui linhas vocais bem interessantes, com vocalizações que ficam no fundo a música toda. É bastante suave, e tem linhas de piano muito bonitas.
5. Mothery Love
Bastante dançante, é um dos pontos altos do disco, com instrumental e vocalização excelente. É interessante notar que mesmo sem distorção o som conseguia ser pesado, mérito de Zappa.
6. How Could I Be Such A Fool
Mais romântica, possui clima suave, com um refrão que lembra bastante o ritmo oriental. Na parte final um trompete faz uma bela linha ao fundo, que valoriza bastante a composição.
7. Wowie Zowie
Com um ritmo dançante, me lembra bastante a Jovem Guarda, possuindo uma linha de guitarra incrível, e linhas daquele instrumento parecido com uma lira bastante interessantes. Possui vários momentos, com linhas vocais bastante loucas em certos momentos.
8. You Didn’t Try To Call Me
Bastante bonita, possui momentos com dedilhados entre algumas estrofes, e linhas dos instrumentos de sopros bastante interessante, além das vocalizações estranhas clássicas de Zappa.
9. Any Way The Wind Blows
Bem dançante, possui baixo e percussão marcadas, aliadas a uma linha vocal de qualidade, menos louca que a das anteriores. Possui um solo de guitarra simples mas bem interessante.
10. I’m Not Satisfied
Possui no início um riff de guitarra mais pesado, que engata em uma música com belos arranjos de piano e dos metais da banda.
11. You’re Probably Wondering Why I’m Here
Uma das melhores do disco, possui um ritmo baseado na guitarra de Zappa, que lembra bastante a guitarra havaiana. Com vários momentos vocais (vários bem loucos) possui o “bico de pato” fazendo linhas depois dos refrões.
Disco 2
1. Trouble Every Day
Sem dúvida nenhuma a melhor do disco, é um baaaita blues com gaita, e ritmo dançante. Possui arranjos de guitarra bem interessantes, com uma linha vocal longa e mais tradicional.
2. Help, I’m A Rock!
– 1st Movement: Okay To Tap Dance
Começa com um riff de guitarra interessante, que engata emu ma linha vocal bastante louca, com letras e vocalizações sem muito nexo. Uma linha instrumental hipnótica fica ao fundo, sem ênfase para nenhum instrumento em especial.
– 2nd Movement: In Memoriam, Edgar Varese’
Em 4:01 a banda para de tocar, e vozes estranhas começam a imitar sons de animais da floresta, com batidas de tambores ao fundo.
– 3rd Movement: It Can’t Happen Here
Em 4:45 Zappa começa a cantar, mas sem banda, uma linha estranha, com o ritmo sendo marcado pelos vocais ao fundo. A banda volta a tocar em 5:58, com ritmos hipnóticos mais voltados para pianos e bateria. A loucura vocal sem banda volta em 6:39, e segue até o fim da composição.
3. The Return f The Monster Magnet
– Ritual Dance Of The Child-Killers
Se você achou a música anterior louca, prepare-se para mais! Começando com um diálogo entre Suzy Creamchease e “sua consciência”, segue em seguida para vocais estranhos e sem nexo, que dão espaço para uma melodia hipnótica (coisa que Zappa era bom em desenvolver), com sons de microfonias (lembram bastante os sons de R2D2 do Star Wars). Vai evoluindo, e tem a velocidade ampliada em 2:53, com a adição de vozes gritando ao fundo. Vai intercalando partes mais rápidas com outras mais lentas, com a adição de vozes em certas partes.
– Nullis Pretii (No Commercial Potential)
Começa em 8:50, e o nome já diz tudo, é uma parte sem nada de comercial, pois se resume quase exclusivamente a vozes falando frases e coisas sem nexo, muitas vozes distorcidas e nada de instrumental, a não ser ritmos de teclado em alguns momentos. Não recomendo pra quem ainda não é integrado no som de Zappa, pois realmente a primeira audição não é nada agradável. Mesmo assim um ótimo final para o primeiro álbum do pai do Freak Rock…
BIOGRAFIA DOS Christmas
Em 1970, lançam seu primeiro álbum, pela Paragon Records, fazendo um rock psicodélico mais calmo, na linha de Gandalf e H.P. Lovecraft.
Chamam a atenção das gravadoras e assinam com Daffodil Records. Após 6 meses do seu primeiro álbum, lançam seu segundo, já pelo novo selo.
Trata-se do álbum Heritage, uma obra bastante original, fazendo um hard psicodélico mais vigoroso que seu primeiro álbum.
Porém, apesar dos elogios dos críticos, não vendeu bem, pois como foi bem comum nos anos 60 e 70, devido a grande explosão musical do período e os constantes nascimentos de novos estilos, a psicodelia já estava em declínio, e estavam em voga o hard rock e o rock progressivo.
Fora do Canadá alcançou certo reconhecimento, mas apesar disso acabou no final de 1971 devido a problemas com a direção do próximo disco.
Mas já em 1972, retornam como The Spirit Of Christmas, lançando mais um álbum em 1974.
No final dos anos 80, o álbum Heritage virou objeto de procura de colecionadores, sendo uma preciosidade até hoje. O selo Remember The Alamo lança um álbum com gravações ao vivo da banda, em 1989.
Tyler Raizenne (Baixo)
Rich Richter (Bateria)
Robert Bulger (Guitarra)
Preston Wynn (Vocais, Guitarra, Piano, em The Spirit Of Christmas)
02. Your Humble Suitor
03. Sorry I Bore You Victoria
04. Oasis
05. Jungle Fabulous
GURU GURU - Wiesbaden - 1973
Percursora do movimento Krautrock, foi formada nos anos 60 pelo baterista Mani Neumeier e pelo baixista Uli Trepte com o nome de Guru Guru Groove como uma banda voltada para o Jazz que tocava ao vivo músicas de Coltraine, Monk e Roach.
Em 1968 a banda passa a integrar a cena alemã com um show avassalador na cidade de Heidelberg chocando o público com um som bem diferente do que de costume e sem o Groove no nome.
Já com um grande número de fãs que os acompanhavam pelos festivais da Alemanha, a banda lança no começo de 1970 seu primeiro e excelente trabalho de estúdio intitulado por UFO e já com o virtuoso e excelente guitarrista Ax Genrich dando um toque mais ácido e fazendo com que a banda sustentasse ainda mais uma originalidade única em termos de Krautrock.
A título de curiosidade, Ax ou Axel Genrich é um exímio guitarrista alemão fortemente influenciado por Hendrix e foi membro fundador do Agitation Free em 1970 mas deixou a banda antes mesmo do lançamento do primeiro disco Malesch de 1972.
Genrich também gravou um excelente disco após sua saída do Guru Guru intitulado como Highdelberg Supersession de 1975 que trazia grandiosos nomes da cena alemã, tais como, Helmut Latter, Jan Fride e Peter Wollbrant (todos do Kraan), acompanhados por Dieter Moebius e Hans Joachim Roedelius ambos fundadores do Harmonia e finalizando, Mani Neumeier fiel companheiro de estrada no Guru Guru.
Creio que esse disco não seja tão raro de achar pela internet, uma vez que o prog alemão se tornou figurinha carimbada em muitos blogs por aí.
Voltando ao que realmente interessa...
Esse registro ao vivo do Guru Guru gravado em 17 de Setembro de 1973 na cidade alemã de Wiesbaden não se trata de um bootleg mas sim de uma gravação feita por um amigo da banda que engavetou as fitas da apresentação por décadas, sendo resgatado pelo salvador selo Garden Of Delights e lançado oficialmente em 2010.
O disco contém apenas três faixas, a primeira delas Ooga Booga do álbum Känguru de 1972 que possui uma versão estendida de quase 38 minutos regada por improvisações alucinantes!!! As restantes são belas versões de Round Race e Das Zwickmaschinchen do Don´t Call Us We Call You, disco em evidência na época.
A qualidade é boa, nota-se que as fitas foram bem conservadas com o passar do tempo e o Garden Of The Delights fez o possível para que a qualidade se tornasse ainda melhor.
TRACKS:
1. Ooga Booga
2. Round Dance
3. Das Zwickmaschinchen
Percursora do movimento Krautrock, foi formada nos anos 60 pelo baterista Mani Neumeier e pelo baixista Uli Trepte com o nome de Guru Guru Groove como uma banda voltada para o Jazz que tocava ao vivo músicas de Coltraine, Monk e Roach.
Em 1968 a banda passa a integrar a cena alemã com um show avassalador na cidade de Heidelberg chocando o público com um som bem diferente do que de costume e sem o Groove no nome.
Já com um grande número de fãs que os acompanhavam pelos festivais da Alemanha, a banda lança no começo de 1970 seu primeiro e excelente trabalho de estúdio intitulado por UFO e já com o virtuoso e excelente guitarrista Ax Genrich dando um toque mais ácido e fazendo com que a banda sustentasse ainda mais uma originalidade única em termos de Krautrock.
A título de curiosidade, Ax ou Axel Genrich é um exímio guitarrista alemão fortemente influenciado por Hendrix e foi membro fundador do Agitation Free em 1970 mas deixou a banda antes mesmo do lançamento do primeiro disco Malesch de 1972.
Genrich também gravou um excelente disco após sua saída do Guru Guru intitulado como Highdelberg Supersession de 1975 que trazia grandiosos nomes da cena alemã, tais como, Helmut Latter, Jan Fride e Peter Wollbrant (todos do Kraan), acompanhados por Dieter Moebius e Hans Joachim Roedelius ambos fundadores do Harmonia e finalizando, Mani Neumeier fiel companheiro de estrada no Guru Guru.
Creio que esse disco não seja tão raro de achar pela internet, uma vez que o prog alemão se tornou figurinha carimbada em muitos blogs por aí.
Voltando ao que realmente interessa...
Esse registro ao vivo do Guru Guru gravado em 17 de Setembro de 1973 na cidade alemã de Wiesbaden não se trata de um bootleg mas sim de uma gravação feita por um amigo da banda que engavetou as fitas da apresentação por décadas, sendo resgatado pelo salvador selo Garden Of Delights e lançado oficialmente em 2010.
O disco contém apenas três faixas, a primeira delas Ooga Booga do álbum Känguru de 1972 que possui uma versão estendida de quase 38 minutos regada por improvisações alucinantes!!! As restantes são belas versões de Round Race e Das Zwickmaschinchen do Don´t Call Us We Call You, disco em evidência na época.
A qualidade é boa, nota-se que as fitas foram bem conservadas com o passar do tempo e o Garden Of The Delights fez o possível para que a qualidade se tornasse ainda melhor.
TRACKS:
1. Ooga Booga
2. Round Dance
3. Das Zwickmaschinchen
Destaque
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