sábado, 1 de abril de 2023

DISCOS QUE DEVE OUVIR



                                       Vardis - Vigilante 1986 (UK, NWOBHM, Hard Rock)




Artista: Vardis
Local: Inglaterra
Álbum: Vigilante
Ano de lançamento: 1986
Gênero: NWOBHM, Hard Rock
Duração: 39:04 (com bônus)
Formato: MP3 CBR 320
Tamanho do arquivo: 92 MB (com 3% de recuperação)



Tracks:
Songs written by Steve Zodiac.
01. Don't Mess With The Best ('Cos The Best Don't Mess) - 3:34
02. Radio Rockers - 3:00
03. Learn How To Shoot Straight - 3:58
04. All The Worlds Eyes - 3:29
05. I Wanna Be A Guitar Hero (Just For You) - 3:38
06. Bad Company - 3:34
07. I Must Be Mad - 3:12
08. Wild Sound - 3:14
09. Radio Active - 2:53
10. Running (Beyond The Threshold Of Pain) - 5:38
Bonus:
11. Who Loves Ya Baby (EP B-side,1984) - 2:54

Personnel:
- Steve Zodiac (Stephen John Hepworth) - lead vocals, guitars
- Terry Horbury - bass, vocals
- Gary Pearson - drums
+
- Phil Chilton - producer




Pee Wee Bluesgang - A Soft Suicide 1987 (Germany, Blues Rock)



Artista: Pee Wee Bluesgang
Local: Alemanha
Álbum: A Soft Suicide
Ano de lançamento: 1987
Gênero: Blues Rock
Duração: 45:29
Formato: MP3 CBR 320
Tamanho do arquivo: 107 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
Recorded live at the Jovel Cinema in Münster, Germany on August 1st, 1987.
Songs written by Thomas Hesse except where noted.
01. Harley Davidson - 4:47
02. Christine - 3:43
03. Love Is Changing All The Time - 3:59
04. Point Blank: Mr. Jones - 3:30
05. Sweet Blue Angel - 6:15
06. Turn It On Like Solomon - 4:07
07. The Gambler - 4:44
08. Soft Suicide, Part I - 1:48
09. Hey Joe (Billy Roberts) - 9:05
10. Soft Suicide, Part II - 3:31

Personnel:
- Richard Hagel - lead vocals
- Thomas Hesse - lead guitar, vocals
- Werner Melzig - synthesizers, keyboards
- Heribert Grothe - bass
- Friedbert Falke - drums, percussion
+
- Pee Wee Bluesgang - producers






Let the snakes crinkle their heads to death - Felt (1986)

 



Quem não sabe da existência dos FELT, vale dizer que é uma banda oitentista de Birmingham (UK) e que teve seu centro na figura de Lawrence (na foto p&b), seu líder, guitarrista e compositor. A banda lançou 10 álbuns e 10 singles ao longo da década com muita rotatividade em sua formação, destacando-se o EXCEPCIONAL guitarrista Maurice Deebank, responsável por texturas únicas com suas semi-acústicas. Lawrence foi influenciado – até no nome da banda – pelos americanos do Television de Tom Verlaine e gravaram os trabalhos por três independentes inglesas nesta ordem: Cherry Red, Creation e ÉL. Não vale a pena falar de letras ou melodias, visto que o vocal preguiçoso presente mais como acompanhamento nas canções não é digno de nota. Mas as harmonias...aí sim, é onde a banda deixou seu legado e influenciou bandas como o Belle & Sebastian nos anos 90. A banda também primava pelas excepcionais capas de seus álbuns – principalmente nos trabalhos com a Cherry Red Records.

Este álbum é de 1986 – primeiro pela Creation records – e retrata canções curtas, bem estruturadas em sua concepção de singeleza e simplicidade. Não é considerada uma obra de extrema importância, pois sua obra-prima se daria no álbum seguinte (Forever breathes the lonely word) segundo uma própria fonte da Creation Records. Claro, isso sem falar dos 4 primeiros trabalhos maravilhosos com o já citado Deebank. Let the snakes... é um de seus dois álbuns instrumentais e...dura APENAS 19 minutos! Evoca para mim, acima de tudo, espiritualidade, infância, utopias, momentos, desejos, bem-estar...imagens, imagens e...imagens! É o que a banda nos brinda com este trabalho. Lawrence pela primeira vez tocou todas as guitarras num álbum e as faixas foram compostas depois de Ignite the seven cannons. Vale a pena mencionar que este disco figura em listas de melhores álbuns de audiófilos como o do colega do Reino Unido Adrian Denning (http://www.adriandenning.co.uk/extra/top100.html). O que achei interessante ao escrever esta resenha foi escutar as canções e não falar muito de estruturas de composição, deixando o imaginário funcionar e compartilhar o que algumas delas me remetem. Vamos lá...

Song for William S. Harvey lembra um destes filmes engraçados do diretor francês Jacques Tati (Meu tio, As férias do Sr. Hullot) ou bem poderiam ilustar cenas de filmes de Chaplin. Ou um carro rodando numa estrada numa tarde ensolarada de verão. Uma delícia e grande trabalho dos teclados. Ancient city where I lived parece ter sido retirada da atmosfera dos sons de uma cidade litorânea, inclusive com sons de pássaros. E que guitarra matadora! The Seventeenth century traz um maravilhoso entrelace de teclados e guitarra que fica densa do nada e te faz gravitar entre lembranças boas do passado. Uma das mais sublimes da banda. The Palace remete a uma era vitoriana com camadas sonoras que se sobrepõem. Jewel sky parece mais uma vinheta – imagine estar num agradável café em Paris ou Buenos Aires com aquela confusão de transeuntes para cá e para lá na avenida...vc escolhe... Viking dress é de um teclado marcante e me lembra a infância e toda a sua magia, profunda de sentimentos e pureza. A utopia das amizades. Sapphire mansions remete ao clima do início do disco - prá cima, com arranjo cheio e o clima da cidade grande e seu vai-e-vem interminável. E cada um que conte o que lhe vem à mente!



O FELT não teve grande sucesso fora da Europa, apesar de ser cultuada e de ter colocado um número 1 nas paradas britânicas com a brilhante “Primitive Painters” de 1985 ( do único álbum lançado no Brasil). Aos que querem conhecer a banda melhor, comece pelos 2 primeiros discos, um estrondo. Por exemplo, em minha opinião eles conseguiram compor o melhor tema instrumental da década, com “Serpent Shade”. Foi praticamente a única banda da qual não tive coragem de me desfazer de nenhum item em 2011 quando dei uma “limpa” em minha coleção. Uma banda (ao lado dos Smiths) que me influenciou no foco em composições simples. Boa viagem e um viva à mágica da música com esta pequena obra-prima...


Night people - Classix Nouveaux (1981)


Este é um grupo inglês formado em 1979 (UK) e que teve relativo sucesso na Europa, tendo inclusive feito vários shows no Leste Europeu ainda na época em que poucos se aventuravam para além da cortina de ferro comunista. Inclusive tiveram algumas músicas no topo da lista de alguns destes países como Polônia e a antiga Iugoslávia. Tendo como destaques e como dupla de compositores seu líder e vocal Sal Solo e o baixista Mick Sweeney. O grupo foi inserido no movimento NEW-ROMANTIC do início dos anos 80 junto a grupos como Duran Duran, Spandau Ballet e Flock of Seagulls, sendo, porém, mais dark, denso e explorando muito bem o visual de vampiro de boutique de Sal Solo junto à onda fashion que acompanhou todo o movimento e foi um dos chamativos da banda.


“Night People” é o debut da banda, de 1981, tendo alcançado a posição 66 na parada inglesa. Foreward abre instrumentalmente o disco, climática e dark. Guilty é o hit radiofônico e presença certa em pistas de dança dos anos 80, com o falsete característico do vocal, baixo marcante e o riff de guitarra super bem manjado. Segue com Run Away que é agitada e demonstra toda a capacidade vocal de Solo - abusando de agudos - e com os backings precisos de seus membros, porém, sem estar entre as mais fortes deste trabalho. A Guerra Fria entre a então URSS e os EUA à época é tema muito interessante de duas músicas: A) Every home should have one, onde a letra discursa sobre o grampo em telefones nos lares de indivíduos, a espionagem e a falta de individualidade. B) Tokyo foi lançada como single e cita as 2 grandes potências como nações impotentes para deter o avanço tecnológico e mercadológico da indústria nipônica. 623 é um instrumental breve em que Solo utiliza uma pianola de mão e teve um clipe interessante valendo-se de um filme de terror em preto-e-branco. Or a movie explora o tema da solidão nos tempos modernos com grande arranjo coletivo e traz um som de relógio num tic-tac em seu início e fim. Inside outside foi o terceiro single do trabalho e tem ótimos vocais de apoio e parece também remeter à liberdade dos sonhos numa dura fase da sociedade. No violins, no sympathy tem um refrão muito bom e excepcional harmonia. Dois grandes petardos são Soldier com seu refrão de guerra, grande apoio vocal (de novo) e trabalho de bateria. A curiosidade fica por conta da introdução via teclado cuja harmonia lembra o tema de 2001 
Tranquilamente poderia ser o tema de abertura da série “Salem”, ao invés da proposta pelo xarope Marilyn Manson.de Kubrick...A melhor do disco é justamente a última: Protector of night é dark, com excelente arranjo, retratando algo como um pesadelo e Solo em uma interpretação gutural, digna de nota

A banda durou apenas 3 discos (até 1985) e vários singles, tendo destaque em países como Portugal, Israel...e alguma presença na parada do Reino Unido através da já citada Guilty, Is it a dream (top 20) e Never again. Uma banda que poderia tranquilamente ter avançado mais década adentro, não ficando a dever nada a seus compatriotas de movimento. Teve pelos menos os dois primeiros álbuns lançados por aqui. Indico este álbum a quem curte bandas como o The Mission, Sisters of mercy e afins... 






SOM VIAJANTE (In Spe "In Spe" (1983)

 


Vamos começar pelo óbvio: art rock é uma grande arte. E (como, de fato, os clássicos) deve ser capaz de jogar. Na vasta extensão da URSS, os grupos estonianos eram famosos principalmente por tais habilidades, entre as quais o conjunto In Spe criado em 1979 pode ser considerado com segurança o mais importante A espinha dorsal da formação era a juventude intelectual em ascensão. E o inspirador, diretor artístico e compositor principal de In Spe foi o tecladista e flautista Erkki-Sven Tüir , que agora é uma lenda viva na cena acadêmica do Báltico. Ele organizou sua primeira banda de rock Ezra dentro das paredes do Georg Ots Tallinn Music CollegePosteriormente, alguns dos integrantes desse artel sonoro migraram para as fileiras do In Spe . Segundo o mestre, o grupo era percebido por ele como um laboratório exemplar para testar novas ideias. Originalidade criativa, ambição saudável e verdadeiro artesanato rapidamente levaram os caras ao posto de profissionais. No início dos anos 1980, a equipe se apresentou com sucesso em Moscou e, em 1982, fez uma declaração brilhante no festival de rock de Tartu. E um ano depois, depois que Tuir foi admitido no Union of Estonian Composers, o All-Union Recording Studio convidou os recém-formados progressores para começar a preparar o material para o disco. E logo a companhia "Melody" na série "Variety Music" (!) replicou o programa de estreia sem nome In Spe , que incluía aqueles compostos em 1979-1981. peças experimentais de Erkki-Sven.
O álbum abre com uma enorme obra de três passos "Sümfoonia Seitsmele Esitajale / Symphony For Seven Performers". Uma espécie de introdução aqui é o estudo filosófico "Ostium", baseado no som dos sintetizadores de Tuir e Mart Metsala , nas passagens técnicas de guitarra de Riho Sibula , nas sutis manobras do piano elétrico executadas por Anne Tuir (esposa do compositor) e as ações nórdicas de sangue frio da seção rítmica ( Toivo Kopli - baixo, Arvo Urb - percussão). O movimento dois, "Illuminatio", é uma obra de câmara enigmática, cujo tom é definido pela flauta doce e tenor Peeter BratPelos momentos de pathos cavalheiresco da alta sociedade no contexto da história, os teclados são os responsáveis, erguendo uma parede sonora de fundo do tipo castelo-fortaleza. O elemento final do tríptico, "Mare Vitreum", é muito interessante não só do ponto de vista do desenvolvimento do enredo (uma combinação filigrana de questões estéticas polares opostas), mas também do ponto de vista do desenho da paleta: apesar da abundância de ferramentas, o esboço é caracterizado pela transparência, graça e nobreza. O único número vocal, "Antidolorosum", é baseado em um poema do poeta estoniano Artur Alliksaar(1923-1966). Uma característica distintiva desta peça é a guitarra dura explosiva de Sibula, rodeada de teclados, enfatizando a alta tragédia das vicissitudes semânticas. O anti-bolero "Päikesevene / The Sunboat" em termos de condição ao mesmo tempo parece música para um balé e trilha sonora para uma performance inexistente. Uma construção mística passou pelo crivo de um arranjo de rock progressivo. À direita do final está o arejado afresco "Sfääride Võitlus / A Luta das Esferas", cuja sutil estrutura elegíaca em prol da intriga é temperada com inserções polifônicas inesperadamente pesadas.
Para resumir: um aplicativo sério e poderoso para os clássicos da arte dos anos 1980; um dos melhores lançamentos progressivos da época. Não recomendo pular.

SOM VIAJANTE (ExCubus "Lagauchetière" (2011)

 


O retorno da inexistência do grupo canadense Incubus , talvez, não tenha se tornado fatal para os músicos, mas de certa forma corrigiu seus planos futuros. Forçados a mudar seu nome para ExCubus (para evitar confusão com a sensacional brigada alternativa da Califórnia), os veteranos começaram um retorno completo. Michel Faneuf (órgão, sintetizador, vocal), Marc Delage (vocal, baixo, guitarra) e Leo England (bateria) auditaram as lixeiras criativas. Eles encontraram várias obras dignas que não venderam na década de 1970. E para completar o quadro, crianças, amigos e pessoas afins estiveram envolvidos na cooperação. André Barrière (guitarra, baixo) e Claude Faneuf deram uma contribuição viável para a causa comum(guitarra), uma vez composta em conjunto e separadamente uma série de peças interessantes para sua própria equipe Coenobium ; essas experiências artísticas ganharam a aprovação da geração mais velha e foram adicionadas às trilhas básicas. Em alguns casos, o inveterado amante dos beatles John Christman , que também não foi esquecido de ser citado como autor, ajudou na melodia . As letras dos episódios das músicas foram fornecidas pelo folclorista Jacques BoulrisNo entanto, a parte mais importante do trabalho recaiu sobre os ombros de uma trindade de idosos quebequenses. Por quase dois anos eles se trancaram periodicamente no estúdio Red Tube (Saint-Jean-sur-Richelieu) e deram brilho ao material já ensaiado. Em julho de 2011, o processo foi concluído. E o futuro disco ganhou o nome de "Lagauchetière" - em memória da rua onde os fundadores do Incubus / ExCubus alugaram uma casa há muitas décadas .
O número de abertura "Lefthanded Street" é um filme de ação nas melhores tradições progressistas da velha escola. Um prólogo reflexivo, um desenvolvimento assertivo e um clímax com citações de Beethoven no final. O pathos classicista é exacerbado por um estudo da herança do violonista e compositor italiano Matteo Carcassi(1792-1863), sem rodeios intitulado "Carcassi" por uma questão de formalidade. A lacônica "Introdução", que cativa com sua atmosfera barroca, também serve para fortalecer a linha acadêmica. A obra essencialmente eclética "Earthwalk" é transformada em uma construção monolítica por esforços coletivos - original e progressiva ao máximo (exceto que os vocais evocam associações com Richard Sinclair ). A calma melancolia do tema "Les orgies du turf" é gradualmente obscurecida por partes de coral e xingamentos puramente de guitarra, terminando, no entanto, em uma nota comovente. O esboço de fusão de "Pensées métalliques" foi inspirado no baixista de blues canadense Mike Wattymotivo, mas segue o esquema ideológico do inteligente Delage. A narrativa de meio minuto "Souvent dans les maisons", dublada por Monsieur Boulris, flui para a canção de rock "La radio joue" (a filha do baterista, Marie England , canta aqui ). O inventivo afresco "Trépanation" é um prog sinfônico elaborado de acordo com os cânones do gênero Rock in Opposition. Ele está sendo substituído por uma bela peça de arte pop orquestral "Anniversaire". E a ação é repetida pela coisa titular - um análogo instrumental da "abertura" "Lefthanded Street", mais uma vez demonstrando o excepcional profissionalismo e riqueza de imaginação dos membros do ExCubus .
Resumindo: um prog-act poderoso e bonito, capaz de surpreender com pensamentos nada convencionais e agradar com um excelente jogo complexo. Eu recomendo.



VALE A PENA OUVIR DE NOVO


    Mikis Theodorakis - "Zorba the Greek (Original        soundtrack)" [1965]

Bandas Raras de um só Disco

                                                   Fat Water (1969)


Excelente banda americana de Chicago, que produziu apenas um belíssimo disco, infelizmente.

Não há muitas informações da banda, e nem no encarte do CD não há nada. O álbum possui belas canções e baladas, com destaque para a voz potente de Vicki Hubley (que remete claramente a Janis Joplin e Lynn Carey), e ainda bons backing vocais.

Apesar disso, alguns criticam bastante o álbum. O que posso imaginar é que as pessoas encontram no disco algo diferente do que esperavam, mas não que seja ruim.

A banda lembra bastante o que era feito em São Francisco na época, na linha de Jefferson Airplane. Dadas a devidas proporções, é um excelente álbum. Lançado em 1969, a banda não durou muito após isso.

Teve apenas um relançamento, em CD, pela Radioactive e deve ser apreciado. 

Integrantes.

Boris Schneider (Baixo, Vocais)
Eve (Teclados)
Lance Massey (Guitarra, Vocais)
Pete Millio (Bateria, vocais)
Vicki Hubley (Vocais)

01. I Can Be Happy (2:58)
02. Joshua (4:18)
03. Amalynda Guinevere (2:03)
04. Gimme Your Sweet (2:20)
05. Guitar Store Song (0:56)
06. Only For The Moment (3:11)
07. It’s Not The Same (3:10)
08. Wayback (1:31)
09. Waiting For Mary (4:10)
10. Mistress De Charmaign (3:05)
11. Santa Anna Speed Queen (2:07)
12. Gotta Get Together (3:19)



FADOS do FADO...letras de fado

 



Boémio poeta

Letra de Manuel de Andrade
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível

Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado 

Boémio, poeta louco
Cantou arrastado e rouco
Com palavras mal rimadas
Esses teus versos sem brilho
São como passos sem trilho
Como rosas desfolhadas

Vagueias pelas tabernas / A cantar quadras eterna
Cantar arrastado e rouco
Ó meu triste vagabundo / Pelas ruelas do mundo
Boémio, poeta louco

Choras nas noites de farra / Ante o trinar da guitarra
Mas não tens medo da fome
És famoso pelas tascas / Pelas tabernas mais rascas
Mas ninguém sabe o teu nome

Guardas no teu coração / A ébria recordação
Dum sorriso de mulher
E a cantar de improviso / Enquadras esse sorriso
Numa outra cara qualquer

Não serve, fica-lhe mal / Nunca houve outra igual
Dizes já chorando rouco
E mergulhado no tinto / Tornas-te um vulto indistinto
Boémio, poeta louco

As coisas são o que são

Letra de Linhares Barbosa
Publicada no jornal “Guitarra de Portugal” em Maio de 1939
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível

Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado


Sabes lá quanta tristeza
Eu tenho em gostar assim
De ti e ter a certeza
Que tu não gostas de mim

Há grande desigualdade / Entre nós, e não parece
Eu gosto por amizade / Tu gostas por interesse

Afinal, tu tens razão / Eu é que a não qu’ria ver
As coisas são o que são / Não o que deviam ser

É justo que tu me queiras / Somente por ambição
Temos muitas algibeiras / E apenas um coração

É preciso saber porque se é triste

Manuel Alegre / Carminho
Repertório de Carminho


É preciso saber porque se é triste
É preciso dizer esta tristeza
Que nós calamos tantas vezes, mas existe
Tão inútil em nós, tão portuguesa

É preciso dizê-la é preciso despi-la
É preciso matá-la perguntando
Porquê esta tristeza como e quando
E porquê tão submissa tão tranquila

Esta tristeza que nos prende em sua teia
Esta tristeza aranha esta negra tristeza
Que não nos mata nem nos incendeia

Antes em nós semeia esta vileza
E envenena o nascer de qualquer ideia
É preciso matar esta tristeza



RARIDADES

 

Timeshift - Paranoid Fears in a Concrete World (1985)



don't hang around, enjoy good music!

DISCOS DE ÊXITOS


                                                    Amethystium - Odonata 2001


Tracklist:

01 Opaque – 4:45
02 Ilona – 4:44
03 Enchantement – 6:02
04 Dreamdance – 4:18
05 Tinuviel – 3:04
06 Avalon – 5:32
07 Calantha – 4:14
08 Odyssey – 4:42
09 Fairyland – 2:46
10 Paean – 4:46
11 Arcane Voices – 4:03
12 Ascension – 4:41
13 Ethereal – 4:20


Metallica - The Best Ballads 2CD (2005)






Traklist:

CD1:

01. Nothing Else Matters
02. The Unforgiven
03. Thorn Within
04. Fade To Black
05. Astronomy
06. Low Man's Lyric
07. Where The Wild Things Are
08. Hero Of The Day
09. My Freind Of Misery
10. Bleeding Me
11. Enter Sandman

CD2:

01. The Unforgiven II
02. Tuesday's Gone
03. Welcome Home (Sanitarium)
04. Mama Said
05. One
06. Loverman
07. To Live Is To Die
08. Turn The Page
09. Orion (Instrumental)




Destaque

Linda Ronstadt - 1996-07-19 - Homdel, NJ

  Linda Ronstadt 1996-07-19 Garden State Arts Center Holmdel, NJ 01. Orchestra 02. What's New 03. Bewitched, Bothered And Bewildered 04....