sábado, 8 de abril de 2023

DISCOGRAFIA - ADVENT Eclectic Prog • United States


ADVENT

Eclectic Prog • United States

Biografia do Advent
Fundada em New Jersey, EUA em 1989 - Ainda ativa em 2019,

ADVENT é uma banda de rock moderno de New Jersey que prova como a imaginação, algumas influências e uma boa entrega podem levar a uma bela música e um estilo de rock muito forte. O grupo prima por combinar temas contemporâneos (com um som contemporâneo, claro), mostrando uma paixão genuína e fresca pelo prog. Enquanto eles sempre se esforçam para tocar com ecletismo, tendo em mente suas várias influências, sua música não é excessivamente complexa, mas atinge melodias e ritmos poderosos e bonitos.

A banda nasceu em 1989, muito antes do lançamento de seu primeiro álbum. O guitarrista Alan Benjamin e o tecladista Henry Ptak primeiro uniram forças como uma dupla progressiva, então o irmão de Henry, Mark, foi convidado para um som mais profundo e composições mais fortes; a banda tomou sua forma definitiva em 1996 com o lançamento de um álbum de estreia autointitulado. Se Alan Benjamin se mostra o multi-instrumentista mais talentoso, sendo bem versado tanto no jazz quanto no rock clássico, os irmãos Ptak nos teclados facilmente abrem caminho através de um estilo humorístico-clássico e do gênero eletrônico; eles também fornecem alguma percussão. Quase 9 anos após o lançamento deste primeiro álbum, foi contratado o baterista Drew Siciliano - uma forte força criativa - assim como o guitarrista Greg Kantona cujas influências são tão ecléticas quanto as de A. Benjamin, variando do rock moderno ao clássico e ao avant-garde. Por fim, o baixista Benjamin Rose se juntou enquanto a banda se preparava para shows ao vivo.

Estilisticamente, o ADVENT conta com sua própria visão, bem como com várias influências: a música renascentista inglesa e italiana vem à mente, com contrapontos vocais sendo uma forte faceta de sua arte. A sua progressividade assenta em melodias de influência ocidental, boas composições líricas e fortes (ainda que mínimos) experimentos instrumentais.

A maior parte da música do ADVENT tem o som contemporâneo dos anos 90 e do prog do novo milênio, embora outros sons às vezes apareçam em suas músicas, como retro, trilha sonora de filmes e outros estilos incomuns. Eles combinam folk cativante, pop ou avant-garde, nada muito óbvio, mas definitivamente presente em seu som. Os fãs do progressivo ficarão felizes em saber que a banda compôs covers para GENTLE GIANT e PROCOL HARUM, peças que aparecem em álbuns de tributos bastante conhecidos. Sua marca de prog é mais semelhante a GENTLE GIANT e PROCOL HARUM, com algumas dicas de YES, GENESIS e Anthony PHILLIPS.

ADVENT é uma boa, embora desconhecida, banda de rock progressivo. O importante é que sua produção seja sólida, consistente e bastante interessante.

ADVENT discografia



ADVENT top albums (CD, LP,)

2.99 | 31 ratings
Advent
1997
3.42 | 78 ratings
Cantus Firmus
2006
3.77 | 109 ratings
Silent Sentinel
2015

ADVENT Live Albums (CD, LP, )

ADVENT Official Singles, EPs, Fan Club & Promo (CD, EP/LP, )

2.50 | 2 ratings
Canto XXVI
2018


DISCOGRAFIA - THE ADVANCEMENT Crossover Prog • United States

 

THE ADVANCEMENT

Crossover Prog • United States

A biografia do Advancement
A banda norte-americana THE ADVANCEMENT foi montada por Rudy Onderwyzer, gerente do popular local Shelly's Manne-Hole, que ele dirigia ao lado do baterista de jazz Shelly Manne. Onderwyzer viu a viabilidade artística e possível comercial de formar uma nova banda em torno de Lou Kabok, Hal Gordon e Colin Bailey, que formavam a seção rítmica do Quinteto Gabor Szabo na época. Adicionando Lynn Blessing (Bill Plummer's Cosmic Brotherhood), o tecladista Thompson e o robusto músico Art Johnson, a banda foi formada no início de 1969, com Gordon e Kaboki como líderes da banda.

Seu primeiro e único álbum foi lançado pela Philips no mesmo ano e, embora seja geralmente considerado um sucesso artístico nos últimos anos, essa curiosa mistura de rock psicodélico e fusão falhou em chamar a atenção do público na época do lançamento do álbum. O álbum falhou em causar impacto comercial e o The Advancement posteriormente se desfez.

THE ADVANCEMENT discografia



THE ADVANCEMENT top albums (CD, LP, )

3.13 | 15 ratings
The Advancement
1969

Weyes Blood – Titanic Rising (2019)


 

Em Titanic Rising, Weyes Blood mergulha completamente nas suas emoções e convida-nos a submergir também, ao som de sintetizadores e coros angelicais.

No seu quarto álbum, Natalie Mering leva-nos com ela para o quarto debaixo de água que faz a capa. O nosso quarto é o lugar mais seguro do mundo, é onde crescemos e nos criamos e é à volta do seu que Mering viaja, convidando-nos para irmos também, submersos nos seus pensamentos.

Natalie surge nostálgica e regressa à simplicidade da infância, em “A Lot’s Gonna Change”, oferecendo-nos uma ode aos tempos em que tinha o mundo aos seus pés, uma altura em que não pensava na vida a fugir antes que a pudesse apreciar. Com o crescimento vem a noção de que o mundo está doente – tudo muda muito depressa e é fácil cairmos numa espiral de tristeza e medo pelo futuro. Porque se já vimos este sofrimento todo e ainda somos tão novos, o que vem a seguir? A música em si é poderosa e mantém a serenidade e o apelo à resiliência perante o incerto, com a simplicidade inicial de um piano e de uma guitarra, que dão espaço para a sua voz quente. Para o quadro de elevação transcendental contribuem os violinos e os coros sentidos, numa música que tem tanto de aconselhamento como de amor-próprio – na realidade, ela canta para quem precisar.

Se a primeira música tinha um quê de grandiosidade, em “Andromeda” a guitarra acústica contrasta com o sintetizador. Na mitologia grega, Andrómeda foi oferecida como sacrifício a um monstro marinho, mas acabou por ser salva por Perseu. Andrómeda é também o nome da galáxia espiral mais próxima da Via Láctea. Natalie navega pela introspeção em busca de si mesma, uma vez que com o tempo e com a vida se foi quebrando e perdendo. Está magoada e precisa de ajuda para voltar a ser, mas recusa a esperança de ser salva, porque parte de nós reencontrarmo-nos e ninguém nos deve nada. No fundo, Mering pede asilo no colo de quem a queira receber e, acima de tudo, pede paciência (Let me in if I break/And be quiet if I shatter”). A fragilidade da nossa força, daquilo que nos mantém de pé, às vezes é exposta pelos abalos da nossa própria realidade e precisamos de ajuda para nos levantarmos.

Seremos assim tão estoicamente independentes hoje em dia que deixámos de conseguir dar-nos ao amor como as gerações passadas faziam? “Everyday” chega-nos alegre e graciosa, com ironia (“True love is making a comeback”) para nos relembrar de que todos precisamos de amor. Com ela, dançamos ao ritmo da perplexidade perante o rumo do mundo e ao som dos arranjos despreocupados da banda. Já a musicalidade divertida de “Something to Believe” esconde a incapacidade de Mering de se desapegar da falta de sentido que sente na sua vida. A míngua de crença em algo superior e maior do que nós tira-nos perspetiva e motivação para continuar (“Give me something I can see/Something bigger and louder than the voices in me”), diz-nos a sua voz etérea enquanto brinca com as guitarras e paira com os coros.

“Titanic Rising” é o interlúdio em que podemos andar à deriva sem termos de nos justificar. Boiamos com Weyes Blood na aceitação das coisas, perdidos na imensidão da mente. O seu instrumental misterioso evolui para  loops de sintetizadores que fazem lembrar Philip Glass e que dão início a “Movies”, o pico das crises existenciais do álbum. Até se encontrar, Mering idolatrará as personagens com finais felizes que vê nos filmes, porque o confronto com a realidade é demasiado doloroso.

O ambiente soturno mantém-se em “Mirror Forever”, mas em “Wild Time”, os instrumentos dão uma festa. Os coros entrelaçam-se com violoncelos, guitarras e sintetizadores para se criar um ambiente aparentemente leve. A voz angelical de Natalie acrescenta à musicalidade que é casa de uma letra que celebra a vida num mundo doente, porque “it’s a wild time to be alive”! O mundo pode estar a acabar, mas o que é que isso interessa quando podemos ouvir esta bonita composição? “Picture Me Better” chora o tempo que não volta atrás e que não traz de volta quem se perdeu. Uma voz pesarosa aparece acompanhada de uma guitarra suave e de violinos, para cantar uma ode à amizade e à falta que nos fazemos uns aos outros, com uma intensidade crescente.

Chegamos ao fim do álbum destroçados, mas podemos colar de volta as peças enquanto ouvimos “Nearer to Thee”, instrumental dedicado à última música tocada pela banda do Titanic antes de este se afundar completamente. Assim, violinos cantam em homenagem a todos nós, que não sabemos o que fazer a seguir, mas que olhamos a destruição em volta, à espera de salvação.

Natalie sente todas as emoções humanamente possíveis e deposita-as num álbum para nos ajudar a sentir também. Este atravessa estilos musicais diferentes de música para música, indo do folk ao psicadélico, sem deixar para trás bonitos solos de violino. Vai ao passado e ao futuro e ainda passa pelos sonhos. No fundo, se tudo correr mal, devemos sorrir. Mering apenas nos mostra que o realismo dá conforto e que a cura está no acolhimento da inquietação, elevando-nos e deitando-nos abaixo numa questão de segundos, sem termos tempo para processar. Titanic Rising é um manifesto da beleza de sermos humanos e celebra a alegria de se existir misturada com a dor de se ser. Músicas leves para reflexões pesadas porque só assim se superam os sentimentos que temos a mais, porque só assim se sobrevive ao apocalipse.


Perfume Genius – Set My Heart on Fire Immediately (2020)

Set My Heart on Fire Immediately, de Perfume Genius, não é um álbum que procure ou consiga cativar-nos imediatamente. É o oposto. Todos os seus labirintos e camadas aproximam este disco daquilo que se espera de um bom vinho, por isso, só depois de maturar e de ser revisitado e saboreado com a devida calma e atenção, pode ser apreciado como merece.

Quando o tema é Mike Hadreas a.k.a. Perfume Genius uma coisa é inegável: o compositor norte-americano tem tido um percurso ascendente brutal e o mais recente álbum é a prova desse mesmo amadurecimento pessoal e artístico.  Se, em 2014, com Too Bright, Perfume Genius atingiu o cume da montanha no que toca a um aumento de popularidade e de sucesso no meio musical, três anos depois com No Shape, Hadreas arriscou-se num claro experimentalismo, que em nada desiludiu.

Agora parece justo dizer que este quinto disco se situa a meio desta montanha russa discográfica. O experimentalismo continua presente, ainda que de forma menos acentuada, mas para além disso não só existe de forma equilibrada com as faixas mais melódicas ou viradas para o pop “catchy”, como torna clara a genialidade deste sempre fiel a si próprio, mas fresco, Perfume Genius.

Artistas que podem juntar-se a uma playlist onde figure o nome de Perfume Genius, podem muito bem ser as experimentalistas Arca e Fka Twigs ou até mais dentro do pop, por exemplo, Christine and the Queens. Depois entrando nos “clássicos”, é possível que nos cruzemos também com os universos de Kate Bush ou até de Bjork.

Todos os discos de Hadreas surgem como uma necessidade que o próprio deve sentir em expressar todo o universo próprio e complexo que lhe corre nas veias, já que “quem canta seus males espanta”. Estas dores que atingem Hadreas mantêm-se relativamente constantes em todos os seus trabalhos. Temos portanto as questões relacionada com a homossexualidade e os perigos que lhe estão associados na sociedade atual, ao amor e à perda, às violências de que foi sendo alvo ao longo da sua vida, à doença de Crohn que o afeta (“Just my stomach rumbling”) ou ainda por exemplo à efemeridade da vida e das relações interpessoais, no epicentro deste vulcão prestes ora a implodir ora a explodir.

Os antecessores trabalhos de Perfume Genius eram um grito de socorro de um corpo aprisionado e condicionado pelos seus próprios limites, já este afigura-se como um  suspiro libertário que parece soltá-lo dessas amarras físicas, e que parece trazer a esta obra uma paz quase etérea. Este novo disco está mergulhado algures entre o sonho e o real. O título deste álbum não é um pedido, é uma exigência e para que se cumpra esta desejada evasão, Perfume Genius oferece ou o caminho da pop como nos é proposto em “On The Floor”  ou o caminho do  sonho, já que este disco está povoado de melodias incorpóreas, tal como nos mostra o tema “Some Dream” que começa como uma balada capaz de embalar miúdos e graúdos num doce e ternurento sono, mas Genius desperta-nos de súbito com um instrumental mais eletrónico, tal qual realidade e pesadelo que invadem até os mais belos sonhos.

Talvez seja em “Leave” que encontramos a sonoridade mais desconcertante deste novo disco do músico, a voz surge-nos processada digitalmente, sussurrada e arrepiante, mas o instrumental confunde-nos por ser inesperado. Em vez dos sons eletrónicos distorcidos que podíamos esperar, deparamo-nos com a harmoniosa harpa ocasionalmente acompanhada por uivos caninos, que oferecem a este tema uma nova dimensão.

A destacar temos a “Nothing at All”, talvez a música mais diferente do alinhamento neste disco. Juntamente com a “Without You” são as que mais nos atiram de imediato para o Perfume Genius que já nos havia sido apresentado. Aqui temos quase todas as marcas distintivas do músico: os agudos, a voz que falha quer por intenção quer por sentimento, a sobreposição cativante de várias partes da letra e a própria sonoridade que lhe associamos. E, é claro, não podiam faltar, os seus tão característicos “Yeah, yeah, yeah”.

Em “Jason” encontramos uma espécie de fio condutor de uma narrativa a que Hadreas já nos tinha introduzido em No Shape com o tema “Alan”. Esta ligação parece clara pelo recurso aos nomes próprios Alan/Jason, é lógico, mas não fica por aqui. Em “Alan” tínhamos um dos temas mais tristemente bonitos de Perfume Genius em que o amor e a fragilidade presentes na sua voz eram suficientes para nos desconcertar e ferir, já em “Jason” o contexto é outro. Nesta “continuação”, o tema fala mais de desejo e luxúria do que necessariamente de amor, fazendo também alusão à temática da homossexualidade. Mais do que isso, parece relatar o decorrer de um primeiro encontro entre dois homens, fortemente marcado por todos os medos que lhe costumam estar associados:

“Clumsy, shakily/He ran his hands up me/He was afraid/Tears streaming down his face”

É curioso se pensarmos na ordem cronológica em que surgem ambos os temas, porque é clara a inversão. Em “Alan”, Hadreas descrevia um amor sólido e maduro, enquanto que em “Jason”, relata um encontro amoroso jovial e furtivo, sem grande carga emocional, que termina de forma quase cómica, com Hadreas a dizer que tirou a esse tal de Jason, o parceiro da noite anterior, vinte dólares das calças.

Este álbum apresenta-se mais despido de camadas instrumentais do que os trabalhos anteriores, sobretudo porque na maioria dos temas deste disco é dado o destaque à voz de Perfume Genius, com o instrumental a surgir mais secundarizado ou quase como som de fundo, se assim quisermos, em oposição aos álbuns anteriores, cujos instrumentais eram parte central da narrativa musical que Hadreas nos oferecia. Aqui, a palavra de ordem parece ser simplicidade e talvez o amadurecimento do músico se reveja fundamentalmente no princípio de que “menos é mais”. Sendo que este “menos” continua a ser oriundo de um artista que já disse tanto e que continua com um outro tanto por dizer.

Esta aparente simplicidade parece pôr em evidência, como nenhum outro disco de Perfume Genius, o incrível aparelho vocal de Hadreas, que nos surge aqui natural e cru como não vimos em mais nenhum dos seus trabalhos. Nunca a sua voz ou as suas palavras ecoaram nos nossos ouvidos de forma tão limpa ou orgânica.

Este não é um álbum que procure ou consiga cativar-nos imediatamente, contrariamente ao que se podia sentir com única visita ao antecessor. É o oposto. Todos os seus labirintos e camadas aproximam este disco daquilo que se espera de um bom vinho. Estamos perante um disco sólido, menos exuberante do que os anteriores, e que por isso só depois de maturar e de ser revisitado e saboreado com a devida calma e atenção, pode ser apreciado como merece.


“Madonna”(1983), Madonna

 

Em 1983, o mundo vivia "chapado" com o mega sucesso do álbum Thriller, de Michael Jackson, lançado no final de 1982. Enquanto isso, em jjulho de 1983, chegava às lojas o primeiro álbum de uma jovem cantora loirinha, de descendência italiana, e que se tornaria a maior cantora pop de todos os tempos: Madonna.

O primeiro disco de Madonna, que leva simplesmente o nome da cantora - também chamado de Firts Album - era o resultado da vivência musical dela, uma combinação de rock, pop e referências da disco music. Já ali, no primeiro disco, através de faixas como "Everybody" e "Physical Attraction", Madonna já era provocativa e mostrava em pequenas doses, a estrela com forte apelo sexual que viria a ser mais à frente. O disco também mostra o propósito de Madonna, o de ser uma cantora especialista em músicas dançantes, uma clara herança dos tempos em que fizera balé e frequentava as discotecas de Nova York no final dos anos 1970, onde conheceu vários DJ’s que seriam de grande valia para o seu início de carreira como cantora.

Acho esse primeiro álbum de Madonna um "discaço". Além de trazer o primeiro hit dela, “Everybody”, tem também outros hits certeiros como “Lucky Star”, Burning Up”, "Boderline" (a minha preferida do álbum) e o mega hit arrasa quarteirão "Holiday". Depois deste bom começo discográfico, Madonna fez uma belíssima sequência de álbuns significativos e muito bons: Like A Virgin (1984), True Blue (1986) e Like A Prayer (1989).

Se no começo, houve quem dissesse que ela não duraria um ano, que ela era uma cantora pop "descartável", o tempo mostrou o contrário. Madonna serviu de modelo padrão de cantora pop bem sucedida, dona do próprio nariz, com completo domínio na condução da sua carreira. Se cantoras como Britney Spears, Jennifer Lopez, Kate Perry, Rihanna, Lady Gaga, Beyoncé e até as nossas Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Claudia Leitte são exemplos de estrelas pop bem sucedidas, não tenha dúvidas de que direta ou indiretamente se espelharam em Madonna.

Faixas:
1."Lucky Star"  
2."Borderline"                 
3."Burning Up" 
4."I Know It"       
5."Holiday"        
6."Think of Me"                                              
7."Physical Attraction"                 
8."Everybody"               
          
Todas as faixas foram composta por Madonna exceto 2 e 7 (Reggie Lucas) e 5 (Curtis Hudson e Lisa Stevens). 


"Everybody"



"Holiday"


"Boderline"



"Lucky Star"

CRONICA - ANN PEEBLES | This Is Ann Peebles (1969)

Uma das figuras do soul americano cuja notoriedade escapou.

Originalmente de Saint Louis, Missouri, Ann Peebles nasceu em 27 de abril de 1947. A 7ª filha de onze filhos, ela começou a cantar aos 9 anos no coro da família chamado Choir Peebles e dirigido por seu pai. Quando adolescente, ela descobriu Otis Redding e Sam Cooke no rádio e começou a cantar blues.

Uma noite, ela assiste a um show do trompetista / líder de banda Gene Miller. Este último, com sua orquestra que está em turnê há anos, gravou vários singles, acompanhado de Otis Redding e Wilson Pickett. Não desanimada, Ann Peebles pede para subir ao palco para apresentar “Steal Away” de Jimmy Hughes. Não é uma música fácil. A jovem cantora faz uma excelente interpretação. Gene Miller, impressionado, se apressa em apresentar Willie Mitchell, que não é outro senão o diretor artístico da gravadora Hi Records com sede em Memphis e em busca de um novo sopro de vida.

A Hi Records tentou e Ann Peebles lançou um single na primavera de 69, "Walk Away", uma canção escrita por Oliver Sain. O título teve algum sucesso, permitindo que a afro-americana imprimisse seu primeiro LP intitulado This Is Ann Peebles logo depois Para a ocasião, ela está cercada pelos bateristas Howard Grimes e Al Jackson, o baixista Leroy Hodges, o guitarrista Teenie Hodges, o organista Charles Hodges, bem como os saxofonistas Wayne Jackson e Andrew Love.

Composto por 12 faixas, esta primeira tentativa é um belo álbum de soul music de Memphis. Ela abre com "Give Me Some Credit" composta por Carl Smith, uma bela balada mid-tempo contra um fundo funky psique através de um órgão. Pysché que encontramos na próxima faixa graças ao wah wah da guitarra, "Crazy About You Baby" um cover de Sonny Boy Williamson muito mais formidável que o de Tina Turner com seu marido Ike gravado no ano anterior porque pode ser melhor controlado . Encontramos esta estranha guitarra no cover "Chain of Fools" popularizado por Aretha Franklin para uma versão menos gospel, mas mais rock. Seguindo os passos de Lady Soul, muitos teriam quebrado os dentes para cair no ridículo. Aqui Ann Peebles com sua voz encantadora, comprometida, quase rochosa, uma aparência nervosa sai dela com louvor. Certamente é difícil superar a rainha do soul, mas a versão de "Respect" na conclusão é mais direta, provavelmente ligada a metais menos onipresentes.

Na verdade este disco é feito principalmente de covers onde Ann Peebles dá uma boa interpretação. Encontramos "Make Me Yours" (Bettye Swann), "It' Your Thing" (Isley Brothers), "My Man-He's A Lovin' Man" (Bettie Lavette) e, claro, a balada celestial "Steal Away". O resto é composto por singles lançados anteriormente, o despreocupado 'Solid Foundation' e 'Walk Away'.

Um bom prenúncio de 33 rpm de coisas bonitas.

Títulos:
1. Give Me Some Credit       
2. Crazy About You Baby
3. Make Me Yours
4. My Man-He’s A Lovin’ Man
5. Solid Foundation
6. Chain Of Fools
8. It’s Your Thing
9. Walk Away
10. Rescue Me
11. Won’t You Try Me
12. Steal Away
13. Respect

Músicos:
Ann Peebles: vocal
Howard Grimes: bateria
Al Jackson: bateria
Leroy Hodges: baixo
Teenie Hodges: guitarra
Charles Hodges: órgão
Wayne Jackson: saxofone
Andrew Love: saxofone

Produtor: Gene Miller


CRONICA - THE TEMPTATIONS | With A Lot O’ Soul (1967)

Norman Whitfield conseguiu destronar Smokey Robinson como produtor e compositor principal dos Temptations após a 'guerra dos singles' ("Ain't To Proud To Beg" vs. "Get Ready"). Ao mesmo tempo, a ascensão de David Ruffin como vocalista da banda continuou, o que logo começou a mexer com seu ego. Com A Lot O' Soul , seu quinto álbum, ainda deixa um pouco de espaço para Smokey e outros compositores mais (Holland-Dozier-Holland) ou menos (Frank Wilson e Ivy Jo Hunter).

Muito logicamente, o álbum começa com o mais recente sucesso até hoje produzido e composto por Whitfield, "(I Know) I'm Losing You", um Soul enérgico onde é óbvio que o compositor quer fazer os seus filhos saírem do Soul Pop. único para a Motown para navegar pelos territórios mais agressivos de Stax ou James Brown. Levado pela voz quente e rouca de Ruffin, o título também coloca as guitarras e os metais à frente, oferecendo um novo top 10 ao grupo. Menos conhecida, a enérgica "Ain't No Sun Since You've Been Gone" também faz sucesso e tem as mesmas características (ritmo dançante, instrumentalização muscular, vocal viril de Ruffin), provando que a era das baladas ingênuas e dos começos é quase sobre. Pequeno retrocesso, "All I Need", que marca a estreia de Frank Wilson na equipe da Motown, é fortemente modelado nos títulos de dança que Holland-Dozier-Holland ofereceu às Supremes de Diana Ross. Após os dois títulos de abertura, não podemos deixar de achá-lo um pouco datado, apesar de seu lado simpático.

Felizmente Whitefield retorna com "(Loneliness Made Me Realize) It's You That I Need" que está de acordo com as canções de amor que ganharam o sucesso dos Temptations, mas com um som um pouco mais áspero, apesar dos discretos violinos por trás do plano. Smokey Robinson permite que o subestimado Paul Williams substitua Ruffin nos vocais principais por um Soul incisivo que se encaixa com o resto do álbum, "No More Water In The Well". Em seguida, é a vez de Eddie Kendricks pegar o microfone para "Save My Love For A Rainy Day", título saltitante composto por Whitfield com Roger Penzabene, o letrista mais romântico (no primeiro sentido do termo) da Motown, que combina perfeitamente com o falsete do cantor. "Just One Last Look" é uma das raras ocasiões em que Holland-Dozier-Holland trabalhou com os Temptations.

O título composto e produzido por Ivy Jo Hunter ("Sorry Is A Sorry World") não é muito memorável, e leva a balada "You're My Everything" (novamente obra de Whitefield e Penzabene, com mais Cornelius Grant, outro colaborador frequente do grupo) para reconquistar um título de alto nível. Cantada por Kendricks com algumas intervenções de Ruffin, está na pura tradição das doces baladas do grupo, mesmo que a guitarra nunca desapareça por completo atrás das cordas. Pena, porém, continuar com uma sucessão de baladas para encerrar o álbum. “Now That You’ve Won Me”, cantada por Ruffin e produzida e composta por Robinson, soa muito datada para 1967. Soa como uma balada doo-wop da virada da década. "Two Sides To Love", cantada por Kendricks, prova que Whitfield também podia ser doce quando queria (e felizmente não queria). Quanto a "Don't Send Me Away", vamos lembrar acima de tudo que é uma das raras vezes que Otis Williams (o verdadeiro líder do grupo, e o único membro importante a ainda fazer parte do grupo hoje 'hui ) vai brilhar como vocalista principal.

Com três singles no top 10 ("(You Know) I'm Losing You", "All I Need", "You're My Everything") e um quarto single no top 20 ("(Loneliness Made Me Realize) It's You That I Need”) With A Lot O' Soul será o maior sucesso em álbum dos Temptations com David Ruffin, período conhecido como Classic Five. Ao mesmo tempo em que confirma o status de primeiro grupo da Motown com as Supremes, o álbum também mostra um grupo em plena transição musical para se ater às novas sonoridades da época. Mas o melhor ainda estava para vir.

Títulos:
1. (I Know) I’m Losing You
2. Ain’t No Sun Since You’ve Been Gone
3. All I Need
4. (Loneliness Made Me Realize) It’s You That I Need
5. No More Water In The Well
6. Save My Love For A Rainy Day
7. Just One Last Look
8. Sorry Is A Sorry Word
9. You’re My Everything
10. Now That You’ve Won Me
11. Two Sides To Love
12. Don’t Send Me Away

Músicos:
David Ruffin: Vocal
Eddie Kendricks: Vocal
Paul Williams: Vocal
Melvin Franklin: Vocal
Otis Williams: Vocal
+
The Funk Brothers: Instrumentos

Produtor: Norman Whitfield, Smokey Robinson, Brian Holland, Lamont Dozier, Frank Wilson e Ivy Jo Hunter


Destaque

ROCK ART