segunda-feira, 10 de julho de 2023

Som Nosso de Cada Dia – Discografia completa


Em homenagem ao grande mestre e amigo Pedrão Baldanza

som nosso de cada dia 1

 

Som Nosso de Cada Dia é um grupo musical brasileiro de rock progressivo – apesar de ter algumas músicas compostas nos gêneros funk e soul – formado em 1971 na cidade de São Paulo. É conhecida por ter lançado dois álbuns de estúdio nos anos 1970 com êxito em círculos específicos, Snegs – de 1974 – e Som Nosso – de 1977. Após o seu término em 1978, a banda retornou aos palcos em diversas oportunidades, tendo sua última volta ocorrido em 2017 e durado até outubro 2019 pouco depois de lançarem seu último álbum de estúdio e terem feito um shoe de lançamento inclusive, ai  pouco tempo depois Pedrão Baldanza faleceu em 28/10/2019.

História

Formação e primeiro término

Formado originalmente por Manito (tecladossaxofone e flauta), Pedro Baldanza, o “Pedrão” (guitarra e baixo) e Pedrinho Batera (bateria e vocais) na cidade de São Paulo em 1971.  Era uma banda diferente das outras que existiam por não contarem com um guitarrista solando, mas apenas um baixista que tocava guitarra eventualmente em algum trecho de alguma música. O grupo era centrado na figura de Manito que já havia feito sucesso com o grupo de rock da Jovem Guarda Os Incríveis. As coisas começaram lentamente até a banda passar a participar de festivais. Em uma dessas apresentações, foram vistos por olheiros da gravadora GEL que recomendaram a contratação da banda para o lançamento de um álbum de estúdio. Com a contratação, no ano de 1973, enfrentaram problemas com a gravadora, principalmente tempo escasso de estúdio para realizar as gravações e problemas com os equipamentos do estúdio. Assim, acabaram tendo que realizar as gravações e mixagem de seu álbum de estreia em apenas uma semana em um estúdio que estava com problemas na mesa-de-som.

Após a gravação, passaram a enfrentar outro problema: a gravadora não se animou com o material e colocou o disco na geladeira, adiando o seu lançamento indefinidamente. O grupo continuou fazendo shows e isto rendeu um convite para abrirem os shows que o cantor estadunidense Alice Cooper faria no Rio de Janeiro e em São Paulo. Foram cinco shows em julho que levaram a uma exposição gigante da banda que agradou o público: o maior show no Anhembi, em São Paulo, teve público de mais de 130 mil pessoas (estimativas chegaram até a falar em 158 mil pessoas. Com a boa repercussão – especialmente dos teclados de Manito na canção “Massavilha”, a gravadora resolve lançar o disco e, assim, após quase um ano da sua gravação, Snegs é lançado em 1974. Com o lançamento do disco, o grupo passa a se apresentar como atração principal em diversos festivais, como o primeiro Festival de Águas Claras e o festival Rock da Garoa, ambos em 1975.

Nesta época, gravam um segundo disco contendo uma suíte intitulada “Amazônia”, que passam a tocar em apresentações ao vivo. O disco acabaria não sendo lançado pela gravadora e, em novembro de 1975, Manito anuncia sua saída da banda.  Os membros remanescentes decidem continuar e a banda passa por diversas formações nos anos seguintes. Em 1976, assinam contrato com a gravadora Discos CBS e lançam, no ano seguinte, Som Nosso, contando com: Dino Vicente, Paulinho Esteves e Tuca Camargo (teclados); Egídio Conde (guitarra); Rangel e Marçalzinho (percussão); e Marcinha e Tony Osanah (vocais). Neste disco, a banda também gravou temas influenciados pela música negra e pelo funk de James Brown, com dois lados bem delimitados: um com música dançante; e outro com música progressiva.  Após passar por dificuldades para se manter fazendo shows, o grupo acaba em 1978.

Retorno da banda nos anos subsequentes

Em junho de 1993, o grupo volta com a formação original para gravar uma faixa bônus – “O Guarani” – para o relançamento em CD de Snegs, em comemoração aos seus 20 anos de lançamento. Esta volta rende, ainda, duas apresentações em outubro de 1994 – acompanhados por Jean Trad, na guitarra, e Homero Lotito, nos teclados – que resultariam na gravação de um álbum ao vivoLive ’94, lançado pelo selo Progressive Rock Worlwide no mesmo ano. No ano seguinte, morre Pedrinho Batera, levando a banda a novo hiato.

Em 2004, foi lançado mais um registro fonográfico de apresentações da banda. Desta vez, os membros remanescentes escolheram faixas de diversas fitas cassete existentes com apresentações do grupo entre os anos de 1975 e 1976 e lançaram A Procura da Essência – Ao Vivo 1975-1976, pela gravadora Editio Princeps. O disco conta com os músicos Pedrão Baldanza (baixo), Pedrinho Batera (bateria), Egidio Conde (guitarra), Dino Vicente e Tuca Camargo (teclados) e Rangel (percussão).

Em 24 de abril de 2008, o Som Nosso retornou mais uma vez para apresentações na Virada Cultural Paulista. O show ocorreu em um Teatro Municipal lotado e a banda tocou o primeiro álbum na íntegra. Além de Manito e Pedro Baldanza, participaram como músicos de apoio: Thiago Furlan e Jorge Canti (vocais), Marcelo Schevano (guitarra e flauta), Fernando Cardoso (teclados) e Edson Guilardi (bateria). O sucesso da apresentação levou a banda a realizar novas apresentações, como no festival Psicodália de 2009 e na mesma Virada Cultural Paulista de 2009, desta vez na Praça da República para uma plateia estimada em 35 mil pessoas. Entretanto, O novo regresso é forçado a uma nova pausa em 2010, quando Manito passa a ter problemas de saúde devido a um câncer de laringe, o que o levaria à morte no ano seguinte.

Em 2011, novo registro ao vivo é lançado pela banda, Ao Vivo no Aquarius, pelo selo Museu do Disco. Dessa vez, uma performance realizada em 1976 no Teatro Aquarius (atualmente, Teatro Zaccaro) com os músicos Pedrão Baldanza (baixo e vocais) Egídio Conde (guitarra), Dino Vicente (teclados), Pedrinho Batera (bateria e vocais) e Rangel (percussão e vocais).

Em 2012, a Rede Globo usou a canção funk “Pra Swingar”, faixa de abertura do segundo álbum da banda, na abertura da minissérie Suburbia.

A partir de 2017, com novo relançamento do Snegs em CD, a banda retorna e passa a tocar em festivais e shows pelo país.

Em 2019 lançam seu último álbum de estúdio chamado Mais um dia e pouco tempo depois do show de lançamento Pedro Baldanza falece devido a um câncer e a banda acaba provavelmente pra sempre porque ele era o único remanescente da formação original.

 

Discografia

Discografia dada pelo IMMUB e pelo Discogs.

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

  • 1994 – Live ’94 (Progressive Rock Worlwide)
  • 2004 – A Procura da Essência – Ao Vivo 1975-1976 (Editio Princeps)
  • 2011 – Ao Vivo no Aquarius (Museu do Disco)

Singles

  • 1978 – Black Rio / Identificação (Discos CBS)

 

Snegs – 1974 – Continental

Áudio da versão remaster de 2018, alta qualidade

Som nosso lp 1

A1Sinal Da Paranoia

Written-By – CimaraPedrão*

6:00
A2Bicho Do Mato

Written-By – Gastão Lamounier Neto*

3:52
A3O Som Nosso De Cada Dia

Written-By – Paulinho*, Pedrão*

5:10
A4Snegs De Biufrais

Written-By – Paulinho*, Pedrão*

2:20
B1Massavilha

Written-By – Paulinho*, Pedrão*

6:00
B2Direccion De Aquarius

Written-By – Paulinho*, Pedrão*

5:37
B3A Outra Face

Written-By – Pedrinho*, Pedrão*

7:54

Faixa Bônus:

8 – O Guarani (Carlos Gomes)

Companhias, etc.

Créditos

MUSICA&SOM 

Som Nosso (Sábado/Domingo) – 1977 – CBS

capa_som noss

Sábado
A1 Pra Swingar
Written-By – Pedrinho*, Pedrão*
2:29
A2 Levante A Cabeça
Written-By – Pedrão*
2:04
A3 François
Written-By – Frankie*
2:58
A4 Pra Segurar
Written-By – Pedrão*
2:34
A5 Estação Da Luz
Written-By – Tony Osanah
3:17
A6 Vida De Artista
Written-By – Tony Osanah
3:06
Domingo
B1 Bem No Fim
Written-By – Frankie*
3:22
B2 Montanhas
Written-By – Tuca*
5:29
B3 Neblina
Written-By – Egidio Conde*
3:35
B4 Água Limpa
Written-By – Paulinho Foguete*, Pedrão*
3:33
B5 Rara Confluência
Written-By – Paulinho Foguete*, Tuca*
6:11

Faixas bônus – compacto CBS 1978

12 – Black Rio
13 – Identificação

Nessas faixas do compacto tem o guitarrista Luciano Souza na guitarra.
Companhias, etc.
Recorded At – CBS Studios, Rio de Janeiro
Recorded At – Estúdio Vice Versa
Créditos
Arranged By – Som Nosso*
Artwork – Laci Miranda
Bass, Vocals – Pedrão*
Directed By [Artistic Direction] – Jairo Pires
Directed By, Mixed By, Producer – Tony Bizarro
Drums, Vocals – Pedrinho*
Featuring – Armando*, Egídio*, Marcinha, T. Osanah*, Tuca*
Keyboards – Dino*, Paulinho*
Percussion, Vocals – Rangel
Photography By – Carlos Henrique Hyra
Technician – Marcus Vinicius

Som Nosso contra capa 1977

MUSICA&SOM

Live 94 – 1994 – Progressive Rock Worldwide

front jr

Lista de faixas

1Intro / O Guarani03:10
2Som Nosso de Cada Dia06:17
3Nada Prá Lembrar07:07
4Bixo do Mato04:20
5Tinta Preta Fosca06:58
6Docas04:19
7Doce Gente Má03:29
8O Amor05:05
9Prá Swingar04:39
10Sinal Da Paranóia07:11

Créditos

Notas

Recorded in 16h. AAD at CENTRO CULTURAL – SÃO PAULO in Oct. 01 & 02/1994

 MUSICA&SOM

Procura da Essência – (Ao Vivo 1975-1976) –  Editio Princeps

Som Nosso lp 5

Lançado em 2004

Lista de faixas

O Barulho Aterroriza79:23
1-1Introdução / Sinal Da Paranóia10:50
1-2Fragmentações12:04
1-3Neblina15:14
1-4Tema Da Batera3:34
1-5Rara Confluência11:09
1-6Bote Salva Vidas13:22
1-7Tinta Preta Fosca (Bem No Fim)8:09
Bonus / Soundcheck
1-8Blues Da Gaita3:11
1-9Improviso1:38
Cuidado Com O Verdi79:39
2-1Bote Salva Vidas12:10
2-2Sonhas Paulinho9:04
2-3Tinta Preta Fosca (Bem No Fim)6:01
2-4Água Limpa7:34
2-5Fragmento Instrumental2:15
2-6Tema Da Batera5:35
2-7Blues Do Verdi / Voando A 10.000 Por Hora17:20
2-8Rajada Runaway10:50
2-9Sinal Da Paranóia8:45

Créditos

  • Bass [Fender Jazz Bass 64], Vocals – Pedrão Baldanza
  • Drums, Vocals – Pedrinho Batera
  • Executive Producer – Marcelo Spindola Bacha
  • Guitar [Fender Stratocaster, Gibson ES-335] – Egidio Conde*
  • Keyboards, Organ [Hammond B3], Electric Piano [Fender Rhodes], Synth [ARP Odyssey, Moog 15] – Dino Vicente
  • Keyboards, Synth [ARP Odyssey, Moog 15], Electric Piano [Fender Rhodes] – Tuca Camargo
  • Percussion – Rangel

Notas

Live 1975-1976.

Cover notes:

“This double CD presents, for the very first time, live recordings from Som Nosso de Cada Dia at their most progressive – during their 70s heyday – carefully selected by the musicians themselves amongst the best sounding tapes available. Besides plenty of improvisation and extended versions of the old classics, the material also includes live readings of unreleased tracks from the legendary “Amazônia” suite, recorded in 1975 and never released on its entirety.”

MUSICA&SOM

Disco 1 

Disco 2

 MUSICA&SOM

Ao vivo no Aquarius – 2011 (show de 1976) – Museu do disco

Som Nosso lp 4

Lista de faixas

1Sinal Da Paranóia
2Bote Salva Vidas
3Samba Prog Experimental (Instrumental)
4Tinta Preta
5Samba Prog Experimental 2 (Instrumental)
6Sonhas Paulinho

Créditos

Notas

Live recording from 1976.

MUSICA&SOM

Mais um dia – 2019

Som Nosso Lp 6

Lista de faixas

1Homem Víbora

Written-By – Pedro CalassoPedro Baldanza*

2Ficou No Ar

Written-By – Pedro Baldanza*

3Tempos Difíceis

Written-By – Pedro Calasso

4Black Rio

Written-By – Pedrinho BateraPedro Baldanza*

5Mais Um Dia

Written-By – Pedro CalassoPedro Baldanza*

6Firmeza Total

Written-By – Pedro Calasso

7Lixo Per Capita

Written-By – Capitão Foguete*, Pedro Baldanza*

Companhias, etc.

Créditos

MUSICA&SOM

Fotos:

Som nosso de cada dia 2

Manito, Marcinha, Pedrão e Pedrinho

Som Nosso

Som-Nosso-de-Cada-Dia 5

Som nosso 11

Trio Original: Pedrão, Manito e Pedrinho batera

Som Nosso de Cada Dia

som nosso 94

Trio original na primeira volta em 1994

som nosso 12

Última formação de 2019

Trecho do documentário História do rock nacional que fala do Som Nosso com imagens raras e depoimentos emocionantes

MUSICA AFRICANA

 Zikiri Solo - Chérifoula (2019)



Warrant B - Perfil Adequado  [2003]



UM GRUPO DE HIP HOP ANGOLANO FORMADO EM 1993 KENNYBUS, MEIV D,EDDY TUSSA. CONTEM TREZ ALBUNS NO MERCADO DENOMINADOS :1.BATALHA EM 1999.PERFIL ADQUADO EM 2003 E PREÇO DA FAMA EM 2007 JA PARTICIPOU EM VARIOS ESPETACULOS INTERNACIONAIS COMO FESTIVAL DA MUSICA NO JAPÃO PREMIO DE MELHOR VIDEO E MUSICA DA AFRICA NO CHANEL O ONDE ARECADOU O O PREMIO DE MELHOR PERFOMANCE EM PALCO ,PREMIO DE MELHOR GRUPO DE RAP NO FESTIVAL DE CARACAS VENEZUELA EM 2006 ,DUAS VEZES MELHOR VIDEO ANGOLANO E MELHOR GRUPO TAMBEM ,TEVE A REPRESENTAR ANGOLA EM VARIOS PAISES COMO MOZAMBIQUE, AFRICA DO SUL, PORTUGAL, ESPANHA,VENEZUELA.JAPÃO,NIGERIA,E CUBA. E UM DOS MAIORES GRUPO DE RENOME NACIONAL SENDO O SEGUNDO GRUPO A NIVEL DESTE MERCADO A GRAVAR UM DISCO E O PRIMEIRO A PASSAR NA MTV.TEM FEITO VARIOS ESPETACULOS A NIVEL NACIONAL POR TODO PAIS ATE OS DIAS DE HOJE

Eu não sou dois - 1981 - Teca Calazans e Ricardo Vilas

 


1 - Gabriel 
Teca Calazans - Ricardo Vilas
2 - Doce planeta 
Mauro Sá Rego Costa - Ricardo Vilas
3 - A cidade de Jota e Gê 
Teca Calazans - Ricardo Vilas
4 - Desencontro 
Luiz Alves - Teca Calazans
5 - Na mata 
Teca Calazans
6 - O errado somos eu [Choro] 
Gonzaguinha - Leonardo Ribeiro
7 - Limoeiro 
Teca Calazans - Ricardo Vilas
8 - Raiz 
Ricardo Vilas
9 - Pássaro sem asa 
Ricardo Vilas
10 - Eu não sou dois 
Teca Calazans - Ricardo Vilas
11 - Tempo instável 
Ricardo Vilas
12 - A última vez 
Novelli - Ricardo Vilas

Músicos
Ricardo Vilas - Teca Calazans - Leonardo Ribeiro - Luiz Alves - Nelson Ângelo - Wagner Tiso - Celso Mendes - Helvius Vilela - Rubinho Moreira - Lizzie Bravo - Nivaldo Ornelas - Danilo Caymmi - Paulo Guimarães - Pareschi - Alves - Penteado - Arlind - Nilton Rodrigues - Juarez - Rita - Clara - Ana - Marya

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Este é o sétimo e último disco da dupla Teca e Ricardo, de uma trajetória iniciada na França no início dos anos 1970, tendo cinco LPs lançados por lá e dois por aqui. No contexto do exílio, do olhar do emigrante em relação à sua terra natal e sobre o local em que se encontra é mote presente nas letras. A musicalidade é brasileiríssima, com a contribuição de instrumentistas e arranjadores de peso indubitável. 




Crítica ao disco de Cheeto's Magazine - 'Amazingous' (2019)

 Cheeto's Magazine - 'Amazingous' (2019)

(15 fevereiro2019, Autoproducido)

Revista Chetoos - Incrível

Hoje temos o prazer de apresentar o novo álbum da banda espanhola CHEETO'S MAGAZINE, que se intitula “Amazingous” e foi publicado em meados de fevereiro passado com a séria ameaça de se tornar um dos itens mais esplêndidos da cena progressiva da Península Ibérica para o corrente ano de 2019. É o seu terceiro item depois de “Boiling Fowls” (2014) e “Tasty Old Snacks” (2017). Este vigoroso e caleidoscópico grupo radicado em Barcelona regressa à carga com a formação de Esteban Navarro [vocais e teclados], Matías Lizana [teclados], Manel Orella [guitarras e cítara], Alex Marqués [baixo] e Gerard Sala [bateria]. O quinteto contou com as colaborações pontuais do trompetista Pep Tarradas, do saxofonista Pau Vidal, do trombonista Albert Costa e da cantora Paula Ribó. Às sessões de gravação do álbum que agora temos em mãos seguiram-se as já conhecidas sessões de mistura no Abuelita Studios e sessões de masterização no Impact Mastering. Como nota emotiva, “Amazingous” é dedicado à memória de Manel Orella Sr., e bem, que melhor homenagem musical se pode fazer a um ente querido que já faleceu do que fazer um álbum tão magnífico como este. Agora vamos ver os detalhes de seu repertório, certo?

Com quase 6 ¾ minutos de duração, 'Chili Guillermo' abre o repertório com uma exibição genuína de expressividade colorida encapsulada em um clima extrovertido e apoiada por uma engenharia rítmica bastante ágil, muito ao estilo de SPOCK'S BEARD e com muitos acenos ao que THE fez. FLOWER KINGS na virada do milênio, bem como o padrão neo-progressista de QI desde o final dos anos 90. As meticulosas e graciosas harmonizações de violão e teclado em diversas frases essenciais dentro do esquema melódico e as alternâncias em seus respectivos solos formam a base para a preservação do gancho no desenvolvimento temático. Quando, a meio do caminho, chega a hora de um momento de serenidade ao piano, o lirismo passa para um plano mais intimista, deixando assim as coisas se acalmarem até a chegada de uma nova seção feliz que incorpora leves nuances de jazz-rock em seu groove; assim, prepara-se o terreno para o retorno definitivo ao motivo central. Após este cativante início de álbum, segue-se 'Cheese Cheater', uma canção um pouco menos extensa que a anterior, e tem como foco central ativar um aumento de energia expressiva, algo que o grupo maneja com a habitual boa pulsação. A inserção de truques cerimoniosamente zappianos em algumas partes cantadas e o enquadramento de importantes variantes rítmicas que distorcem o suingue básico em algumas passagens estratégicas vão longe para reforçar a sensação de que estamos envolvidos em uma folia progressiva marcada por uma joie de vivre de surreal tenor. Esta canção tem, ao mesmo tempo, mais gancho do que o primeiro e um senso mais agudo de aventura musical. Eis o primeiro apogeu decisivo do álbum e encontramos o mesmo em 'Outflow', uma canção que se caracteriza por desenvolver uma ligação altamente complexa de centros temáticos dentro de um corpo musical multiforme organizado. Desde o ponto de partida, temos um belo e contundente prelúdio. Como sempre, as referências de SPOCK'S BEARD e THE FLOWER KINGS (e podemos ainda acrescentar THIEVES' KITCHEN) servem de guia inspirador para traçar o caminho através das mudanças de atmosferas e ritmos que se sucedem. Como dissemos, é um zênite que segue o outro e faz com que o álbum fique em um pico criativo por vários minutos. canção que se caracteriza por desenvolver uma ligação muito complexa de centros temáticos dentro de um corpo musical multiforme organizado. Desde o ponto de partida, temos um belo e contundente prelúdio. Como sempre, as referências de SPOCK'S BEARD e THE FLOWER KINGS (e podemos ainda acrescentar THIEVES' KITCHEN) servem de guia inspirador para traçar o caminho através das mudanças de atmosferas e ritmos que se sucedem. Como dissemos, é um zênite que segue o outro e faz com que o álbum fique em um pico criativo por vários minutos. canção que se caracteriza por desenvolver uma ligação muito complexa de centros temáticos dentro de um corpo musical multiforme organizado. Desde o ponto de partida, temos um belo e contundente prelúdio. Como sempre, as referências de SPOCK'S BEARD e THE FLOWER KINGS (e podemos ainda acrescentar THIEVES' KITCHEN) servem de guia inspirador para traçar o caminho através das mudanças de atmosferas e ritmos que se sucedem. Como dissemos, é um zênite que segue o outro e faz com que o álbum fique em um pico criativo por vários minutos. as referências de SPOCK'S BEARD e THE FLOWER KINGS (e podemos ainda acrescentar THIEVES' KITCHEN) servem de guia inspirador para traçar o caminho através das mudanças de atmosferas e ritmos que se sucedem. Como dissemos, é um zênite que segue o outro e faz com que o álbum fique em um pico criativo por vários minutos. as referências de SPOCK'S BEARD e THE FLOWER KINGS (e podemos ainda acrescentar THIEVES' KITCHEN) servem de guia inspirador para traçar o caminho através das mudanças de atmosferas e ritmos que se sucedem. Como dissemos, é um zênite que segue o outro e faz com que o álbum fique em um pico criativo por vários minutos.

'Ready To Rumble' começa guiada para uma bengala mais rock nos moldes de uma música que o KANSAS poderia ter feito nos anos 80 mas com arranjos de Yessian nos teclados e alguns flertes diretos com o prog-metal melódico em termos de alguns arranjos rítmicos. entrar para esculpir lá fora. Tudo muda no terço final quando surge um epílogo solene e imponente, algo que nos surpreende de uma forma muito, muito simpática. A dupla de 'Close Your Eyes' e 'Scum' permite ao grupo alargar a sua paleta sonora, pelo que a primeira destas canções começa com um prólogo no tom de uma balada bucólica e depois revela um corpo central mais ostensivamente festivo, com um esquema bem ritmado da Motown com uma dose extra de atitude frenética. O comemorativo está aí para ser elaborado e decorado com uma vitalidade graciosa e resoluta, dando mais uma vez a surpresa final sob o disfarce de um lento epílogo aristocrático típico da magnificência do GÊNESIS de sua inesquecível era 72-77. Por sua vez, a instrumental 'Scum' encaminha-se para um exercício de hibridação do jazz-pog e nu-jazz na sua passagem prólogo e depois deriva para um exercício muscular em heavy prog onde convergem os mundos de EMERSON, LAKE & PALMER e DEEP .PURPLE através do filtro KARMACÂNICO. Uma ponte marcada por uma atmosfera modernista com uma orientação electrónica abre as portas a um segundo exercício em heavy prog que nos oferece um retoque dinâmico do paradigma DREAM THEATER mas com um tratamento mais contido do potencial alarido ao nível dos solos sucessivos. e guitarra. As duas últimas músicas do álbum são, respectivamente, a mais curta e a mais longa do mesmo: 'AWKWARD' dura pouco menos de 4 minutos enquanto 'Big Boy' dura até 25 minutos ou mais. No caso de 'AWKWARD' temos um novo exercício de revitalizar o discurso do SPOCK'S BEARD com nuances burlescas e um manejo bem neo-estilo dos teclados, enquanto os guitarristas continuam mantendo uma garra muito particular. o mais curto e o mais longo do mesmo: 'AWKWARD' dura pouco menos de 4 minutos enquanto 'Big Boy' dura até 25 minutos ou mais. No caso de 'AWKWARD' temos um novo exercício de revitalizar o discurso do SPOCK'S BEARD com nuances burlescas e um manejo bem neo-estilo dos teclados, enquanto os guitarristas continuam mantendo uma garra muito particular. o mais curto e o mais longo do mesmo: 'AWKWARD' dura pouco menos de 4 minutos enquanto 'Big Boy' dura até 25 minutos ou mais. No caso de 'AWKWARD' temos um novo exercício de revitalizar o discurso do SPOCK'S BEARD com nuances burlescas e um manejo bem neo-estilo dos teclados, enquanto os guitarristas continuam mantendo uma garra muito particular.

Revista do Cheeto

Chegada a vez de 'Big Boy', dada a sua duração e a sua localização no repertório, parece óbvio que a sua função é rematar em grande estilo o repertório de “Amazingous” e o que parece é o que, de facto, tem : uma conclusão grandiosa e imponente para um disco que marcou e construiu recantos musicais muito estimulantes para o ouvinte. Pois bem, a primeira exibição de suntuoso enquadramento instrumental surge após o último burburinho dadaísta de 'AWKWARD', pelo que se pode dizer que 'Big Boy' começa com a clara intenção de motivar uma espiritualidade alegre após as perturbações maliciosas em torno das quais o referido penúltimo música tinha focado. Composto por cinco secções que respondem aos títulos autónomos de 'Overture/Discovering', 'Time For Man', 'Surrender', 'Breakdown / Dying' e 'Brand New Life', a suíte 'Big Boy' pode ser definida como uma síntese sistemática dos ambientes, desenvolvimentos melódicos e vibrações rítmicas que marcaram as três primeiras canções do álbum. Por volta da linha dos 4 ¾ minutos, pouco antes de cruzar a fronteira do décimo primeiro minuto e pouco antes de chegar à fronteira do décimo quinto minuto, aparecem as passagens mais descontraídas da suíte, as mesmas que não se concentram exclusivamente em suas respectivas ideias iniciais, mas eles empurram a maquinaria do som para que deles sejam promovidas direções melódicas meticulosas e perspicazes. A passagem instrumental entre 12:41 e 14:40 é exaltada em sua intensa magnificência, e a outra entre 18:20 e 19:45 também não fica atrás. São exemplos concretos da formidável clareza de ideias que a CHEETO'S MAGAZINE tem sobre uma musicalidade maliciosa de carácter progressivo. Tudo isto foi “Amazingous”, um agradável e belo álbum que mais uma vez confirma a CHEETO'S MAGAZINE como uma personalidade forte e muito peculiar dentro da atual cena do rock progressivo made in Spain. Neste momento somos encorajados a confirmar que este álbum nos parece o mais completo deste quinteto até à data e, em todo o caso, é um item altamente recomendado numa biblioteca musical focada no género.

- Amostras de 'Amazingous':


Crítica ao disco de Flor de Loto - 'The Lost Tapes: Live In Brasil 2006' (2019)

 Flor de Loto - 'The Lost Tapes: Live In Brasil 2006' (2019)

(5 julho 2019, Rock Symphony/Melodic Revolution Records)

Nesta ocasião temos que voltar nossos ouvidos e mentes para FLOR DE LOTUSe seu prolífico mundo musical, desde muito recentemente este grupo essencial para as cenas progressivas no Peru e na América Latina em geral lançou o CD “The Lost Tapes: Live In Brasil 2006”. Trata-se de um documento único que testemunha o momento muito significativo e emocionante em que FLOR DE LOTO se apresentou pela primeira vez fora do Peru: foi no contexto do festival ART ROCK RIO, em novembro de 2006, no Teatro AMF. , Niterói, no Rio de Janeiro, claro. O evento aconteceu nos dias 10 e 11 de novembro, sendo o primeiro dia reservado para as chilenas EXSIMIO e FLOR DE LOTO, enquanto a banda brasileira SPIN e a argentina AMAGRAMA ocuparam o segundo. A formação do FLOR DE LOTO era composta por Alonso Herrera [guitarras e vocais], Alejandro Jarrín [baixo], Johnny Pérez [flautas transversa e dulce, sopros andinos, percussão e voz] e Jorge Puccini [bateria e percussão], completando a logística do grupo com Gustavo Valverde, tecladista que então estava deixando as fileiras do SUPAY. Com ele a bordo, eles já haviam se apresentado como banda de abertura para a lendária banda chilena CONGRESO no Auditório Parque de la Exposición, e agora era hora de mostrar sua arte para um público estrangeiro. É uma ótima notícia que depois de todos esses anos tenha sido possível resgatar as fitas que registraram esse evento, embora nem todas as músicas apresentadas naquela ocasião apareçam em "The Lost Tapes: Live In Brasil 2006", já que sua presença sonora foi muito irregular. Aqui estão as seis músicas que puderam ser resgatadas com o trabalho altamente exigido de engenharia de som:

Foi precisamente a peça que abriu e deu título a esse segundo álbum que ainda não existe que se encarregou de abrir o evento, e é aquela nota grave sustentada do sintetizador, seguida de alguns ornamentos percussivos e subtis eflúvios de música andina. ventos, que antecipa e semeia a aura cerimoniosa que impera nos primeiros minutos da canção. Já com o corpo central instalado, o grupo acrescenta uma boa dose de polenta rock à sua progressiva remodelação de ares e cadências andinas com as quais se monta o núcleo essencial da peça. A presença de Valverde serve não apenas para preencher as bases harmônicas, mas também para adicionar um breve solo durante a intensa seção do epílogo. Aliás, a Valveverse foi uma presença importante para o levantamento de um tear sonoro mais completo para o grupo, e quando não estava tocando teclado, acrescentava percussão básica nos momentos mais quentes do show. A seguir, com a sequência de 'El Errante' e 'Negativos De Una Memoria Inexistente', a banda revê duas das facetas predominantes de seu primeiro álbum: o distinto e o musculoso. Estas facetas estão bem expostas apesar de ambos os temas serem apenas executados nas respetivas primeiras partes. 'O Charango Perdido'aparece aqui com seu arranjo original que incluía uma canção de entrada sobre um timbre percussivo evocativo bem enraizado no folclore andino do sul: talvez isso o torne a pérola mais valiosa deste tesouro fonográfico. 'Ayahuasca' permite ao grupo reforçar sua faceta lírica com uma excelência imponente muito focada: até hoje se destaca como uma de suas composições de fusão mais marcantes em todo o seu catálogo. O que na música 'Madre Tierra' era uma manipulação cerimoniosa e sublime de prog-folk de raízes andinas, aqui em 'El Charango Perdido' torna-se mais ágil e lúdico, embora haja alguns interlúdios sóbrios; Também vale a pena notar o uso de certos dispositivos psicodélicos que esculpem um groove comemorativo enquanto preparam o terreno para o estupendo clímax final. Herrera faz de seu violão o complemento ígneo das linhas etéreas expressionistas de sua flauta de Pã. A propósito, esta peça composta por Pérez tomando como inspiração o fato embaraçoso de ter perdido o charango de um de seus companheiros de um conjunto de folclore andino onde estava antes de ingressar nas fileiras de FLOR DE LOTO (que era enquanto os últimos detalhes do gravação de seu álbum de estreia autointitulado no início de 2005). A poderosa 'Medusa' é a peça encarregada de fechar o disco com tambores e címbalos em meio a uma parafernália de choques elétricos implacáveis: foi também a música que fechou o disco “Madre Tierra”. Sua ostentação pesada e sofisticada pisca onde os universos do IRON MAIDEN, JETHRO TULL e RUSH com as adições ocasionais de fatores celtas e andinos durante seus vários segmentos temáticos fazem desta peça um exemplo perfeito da fusão do feroz com o mágico. As ovações do público que se ouvem não podem deixar de ser raivosamente entusiásticas.

O repertório do álbum termina com três faixas bônus: versões 2012 das canções 'Antares', 'Desapareciendo' e 'Medusa', todas originalmente de “Madre Tierra”, mas com as novas versões que foram incluídas no álbum. "Volver A Nacer", editado em Dezembro de 2012. A sua função é sobretudo completar a retrospectiva daqueles tempos, realçando o facto de, desde há dez anos, o estilo do grupo apontar para uma abordagem mais robusta. Quanto ao factor rock. Focando naquele tempo do preâmbulo da "Mãe Terra", o significado de "As Fitas Perdidas:

- Amostras de 'The Lost Tapes: Live In Brasil 2006':

O Charango Perdido:




DE Under Review Copy (ANDREW THORN)

 

ANDREW THORN

Por detrás do projecto Andrew Thorn está João Pedro Coimbra, mentor dos Mesa, músico multifacetado e multi-instumentista que, para além dos seus próprios grupos, trabalhou ou tem trabalhado com nomes como os Bandemónio, Três Tristes Tigres ou Coldfinger. As variadas influências e aproximações estilísticas revelam-se em estado de maturidade consistente em "Andrew Thorn" e criam uma base sonora que não olha a meios para atingir os fins a que se propõe - ouça-se a versão de "Overcome", um original de Tricky. Canções apanhadas desprevenidas e gravadas de um trago. Para além da voz e teclas de João Pedro Coimbra, fazem parte de Andrew Thorn, Jorge Coelho (guitarra, ex_Cosmic City Blues, Tenaz, Zen, Cães aos Círculos, Torto), Miguel Ramos (baixo, membro de bandas como os Insert Coin, Mosh, Torto e Supernada) e Jorge Queijo (bateria, actual membro dos Torto). O EP de estreia tem como título "Brutes on The Quiet" e é uma edição Klang Technik com distribuição nacional da Compact Records e distribuição digital mundial garantida pela Esther Creative Group. A maior semelhança que se encontra entre Andrew Thorn e Mesa consiste no facto das canções deste seu projecto terem todas elas um gosto mais acentuado pelo rock e porque o idioma escolhido para o compositor se expressar foi o inglês. Andrew Thorn é um projecto em que o formato canção volta a imperar, ainda que os temas denotem o prazer num certo experimentalismo. Os teclados comandam esta musica, quase sempre seguidos por um baixo bastante encorpado. O trabalho da guitarra, manejada por Jorge Coelho, é superior, oferecendo-nos discretos, mas sublimes, rasgos de inteligência. Na bateria Jorge Queijo faz um trabalho limpo, provando ser um músico de múltiplos talentos e estilos de música. "Brutes On The Quiet" apresenta-nos quatro originais e uma versão. Termina de forma brilhante com a recriação de “Overcome” de Tricky. No restante do EP, temos sons inspirados numa estética sonora que deve muito a uma vontade enorme de querer quebrar com uma certa monotonia. E aqui, temos de o afirmar, a alma de Tricky sobrevoa este registo, daí que seja lógica a escolha desta canção para encerrar o disco.

DISCOGRAFIA

 
BRUTES ON THE QUIET [CD, Edição de Autor, 2009]

COMPILAÇÕES

 
NOVOS TALENTOS FNAC 2008 [2xCD, FNAC, 2008]



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