quarta-feira, 5 de junho de 2024
Humberto Gessinger - Canções de Amor, Filmes de Guerra [2018]
DRAGON - Dragon (1976/ Acorn)
Como no caso do Legend há alguns dias , também surgiram muitas bandas com o nome "Dragon". Em questões progressivas, os da Nova Zelândia são mais conhecidos. Houve até alguns colegas de Saragoça. Mas as pessoas de hoje eram belgas. Eles se formaram por volta de 1970 como Burning Light e mudaram para Dragon em meados da década. O seu único álbum na sua vida activa é considerado um dos melhores, não só da Bélgica, mas também um dos tops do prog da Europa Central em meados dos anos 70.
Bernard Tullvert (guitarra, voz), Christian Duponcheel (Hammond, piano, Mellotron, Clavioline, sintetizador ARP, máquina de cordas), Jean-Pierre Houx (baixo, sintetizador ARP, voz, piano, trombone), Georges Vanaise (bateria, flauta) e Jean Vanaise (guitarra solo, voz, máquina de cordas). Como se pode observar, forte envolvimento de teclados, duas guitarras e sopro (embora muito moderado). Multicromatismo que explora/explora até à perfeição.
Como não demora a chegar na "Introdução", com órgão sombrio Floydiano, entrada de grupo estilo Novalis/Hoelderlin/Grobschnitt/Granada e guitarras-sintetizadores oficiando um excelente e habitual prog europeu de meados dos anos 70. Entre o space rock, a psicologia alemã e o sympho prog. São três longas músicas de cada lado, com muitos recantos curiosos para explorar. Um dos destaques é “Lúcifer”, onde a atmosfera perturbadora típica do gênero é capturada com a sagacidade de músicos que sabem extrair magia de suas ferramentas. Dragon me lembra em mais de uma ocasião grandes espanhóis da época, como os já citados Granada, Eduardo Bort, Block ou Azahar. Cantavam em inglês (não era comum na Bélgica), e a sua bombástica teatral também os aproximava de Ange ou Mona Lisa devido à proximidade. Há uma flauta deliciosa. E os fundos abundantes da máquina de cordas (Solina? Logan?) dão aquela sonoridade a que aludi no prog espanhol, que o torna charmoso e identificável. Às vezes, explosões fortes surgem não muito longe de Uriah Heep, com uma voz morrisoniana mais rica em registros.
"Leave Me with Tears" começa quase com uma sensação de Laurel Canyon, com vocais, Rhodes e acústica combinados. Seu desenvolvimento nos leva aos territórios de inteligência elétrica de propriedade do Atol. O piano nervoso sobrevoa a música, e cadências descontraídas trazem à tona as guitarras, novamente com Eduardo Bort em mente.
Viramos e "Gone on the Wind" captura o prog com temperos psicológicos antigos, com Mellotron dominante e semelhanças com England, Spring ou Paladín...O equilíbrio com o hard rock é milimétrico.
“In the Blue” poderia passar por Amon Duul II ou Ash Ra Tempel, numa linha experimental sem ruído e muito musical. O trombone atua como mais um sintetizador, os ventos contribuem, eles nunca “apoiam uns aos outros”. Com sintetizadores kosmische e símiles gerais com o primeiro Agitation Free. É um dos grandes, na minha opinião, de um álbum sem desperdício.
Terminam com "Crystal Ball", outra peça esplêndida e esotérica das tendências germano-floydianas. Tem mistério, tensão e suspense instrumental construídos com engenhosidade muito avançada. Outro a destacar.
Postumamente, "Kalahen" será publicado em 1977. Álbum feito de sobras, demos e ensaios, que sem ser ruim, não chega ao auge de sua estreia inesquecível. Para sempre reivindicar.
Baby Grandmothers - Baby Grandmothers (1967- 1968)
Baby Grandmothers foi uma banda sueca de curta vida, sendo considerada como um dos power - trios mais prolíficos e experimentais da cena psicodélica de seu país.
Saudando a partir de Estocolmo que se formaram por membros remanescentes da banda T-beat boones por volta de 1965, teve sucesso com a produção de alguns singles e derivou para o som mais psicodélico. A primeira formação consistia em Pelle Ekman (bateria), Kenny Håkansson (guitarra), e, Göran Malmberg (baixo), mas foi logo substituído por Bengt 'Bella' Linnarsson.
Em agosto de 1967 lançou o single "I Want You", que foi definitivamente, a primeira gravação hard-rock feito na Suécia. A banda foi então rebatizada de Baby Grandmothers pelo co-fundador do recém-inaugurado clube Filips, um terreno fértil para novas bandas experimentais na época.
Em março de 1968, o grupo dirigiu-se à Finlândia para alguns concertos e, entre eles conseguiram gravar seu primeiro e único single 'Somebody keeps calling my name / Being is more than life'. As duas canções fazem parte da compilação de 2007, bem como uma faixa ao vivo da tour na Finlândia.
Mas tarde os músicos se juntariam ao tecladista Mecki Bodemark e formariam o Mecki Mark Men, lançando o álbum “Running in the Summer Night” pela mercury no ano de 196. Com o fim do grupo os membros originais formaram o Kebnekajse, uma banda de psych /folk ...
01 - Somebody Keeps Calling Me
02 - Being Is More Than Life
03 - Bergakungen
04 - Being Is More Than Life 2
05 - St Georges Dragon
06 - St Geoges Dragon 2
07 - Raw Diamond
Pelle Ekman (drums)
Göran Malmberg (bass)
Kenny Håkansson (guitar) and then Malmberg was soon replaced by Bengt 'Bella' Linnarsson.
Saudando a partir de Estocolmo que se formaram por membros remanescentes da banda T-beat boones por volta de 1965, teve sucesso com a produção de alguns singles e derivou para o som mais psicodélico. A primeira formação consistia em Pelle Ekman (bateria), Kenny Håkansson (guitarra), e, Göran Malmberg (baixo), mas foi logo substituído por Bengt 'Bella' Linnarsson.
Em agosto de 1967 lançou o single "I Want You", que foi definitivamente, a primeira gravação hard-rock feito na Suécia. A banda foi então rebatizada de Baby Grandmothers pelo co-fundador do recém-inaugurado clube Filips, um terreno fértil para novas bandas experimentais na época.
Em março de 1968, o grupo dirigiu-se à Finlândia para alguns concertos e, entre eles conseguiram gravar seu primeiro e único single 'Somebody keeps calling my name / Being is more than life'. As duas canções fazem parte da compilação de 2007, bem como uma faixa ao vivo da tour na Finlândia.
Mas tarde os músicos se juntariam ao tecladista Mecki Bodemark e formariam o Mecki Mark Men, lançando o álbum “Running in the Summer Night” pela mercury no ano de 196. Com o fim do grupo os membros originais formaram o Kebnekajse, uma banda de psych /folk ...
01 - Somebody Keeps Calling Me
02 - Being Is More Than Life
03 - Bergakungen
04 - Being Is More Than Life 2
05 - St Georges Dragon
06 - St Geoges Dragon 2
07 - Raw Diamond
Pelle Ekman (drums)
Göran Malmberg (bass)
Kenny Håkansson (guitar) and then Malmberg was soon replaced by Bengt 'Bella' Linnarsson.
Atoll - Musiciens-magiciens (1974) France - Symphonic Prog
- Luc Serra - guitars, synthesizer, percussion
- Jan-Luc Thillot - bass
- Michel Taillet - keyboards, percussion
- Alain Gozzo - drums, percussion
+
- Laurent Gianez - flute, saxophone
- Jacques Chabiron - producer
All tracks written by Atoll except where noted.
01. L'hymne médiéval - 3:13
02. Le baladin du temps (J. Noribacci, Atoll) - 11:09
03. Musiciens-magiciens(J. Noribacci, Atoll) - 3:42
04. Au-delà des écrans de cristal - 5:27
05. Le secret du mage (J. Noribacci, Atoll) - 2:55
06. Le berger - 3:47
07. Je suis d'ailleurs - 7:57
Bonus (live 1973):
08. Au-delà des écrans de cristal - 4:29
09. Fille de neige - 6:46
10. Je fais un rêve - 3:33
11. Musiciens-magiciens (J. Noribacci, Atoll)- 4:39
Jan Garbarek - Places (1978) Norway - Contemporary Jazz
01. Reflections - 15:01
02. Entering - 7:49
03. Going Places - 14:08
04. Passing - 11:15
Personnel:
- Jan Garbarek - saxophones
- Bill Connors - guitar
- John Taylor - organ, piano
- Jack DeJohnette - drums
- Manfred Eicher - producer
BIOGRAFIA DE Dee Dee Ramone
Douglas Glen Colvin, mais conhecido por Dee Dee Ramone (Fort Lee, 18 de setembro de 1951 — Los Angeles, 5 de junho de 2002), foi um baixista e compositor de uma das bandas mais influentes da história do punk rock, a banda americano Ramones, além de ter gravado um disco de rap. Dee Dee passou sua infância na Alemanha devastada pela Segunda Guerra Mundial, tendo se mudado para Nova Iorque com 14 anos de idade, acompanhado de sua irmã e sua mãe quando a última se separou do seu pai, um militar americano que trabalhava na fronteira com a Alemanha Oriental.
Já em Nova Iorque conheceu Joey Ramone, Tommy Ramone e Johnny Ramone, juntos eles formaram os Ramones. Dee Dee tinha dificuldade para tocar e cantar ao mesmo tempo, por isso quase não cantava, mas contribuía na banda com muitas letras. No meio da turnê do álbum Brain Drain, Dee Dee saiu da banda, alegando estar cansado das turnês exaustivas (anos depois ele admitiu estar abusando de heroína e outras drogas), e embarcou em uma curta carreira solo como rapper, quando adotou o nome artístico de Dee Dee King. O álbum de rap lançado por Dee Dee foi rejeitado pela crítica e pelo público, fazendo-o logo retornar ao punk rock. Dee Dee continuou a gravitar ao redor dos Ramones, contribuindo com letras e músicas para os discos seguintes.
Foi encontrado morto em sua casa em Hollywood em 5 de junho de 2002, devido a uma overdose de heroína.
Biografia.
“ Cresci basicamente na Alemanha, onde a gente se mudou de uma cidade de merda para outra. Morei em Bad Tölz, na Bavária, bem perto do Hitler's Eagle's Nest. Morei em Munique, depois a gente se mudou para Pirmasens, uma cidadezinha na fronteira francesa. O lado alemão de Pirmasens era chamado de Linha Siegfried, o lado francês era a Linha Magnot. Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, o interior tinha sido fortificado com obstáculos contra tanques e blindados, artilharia pesada, bunkers e ninhos de metralhadoras. Eu pegava carona até os arredores da cidade, vagueava pelos velhos bunkers e encontrava metralhadoras chamuscadas e enferrujadas, capacetes alemães de aço, máscaras de gás, baionetas e fitas de metralhadora. Todos os garotos do meu bloco residencial colecionavam e negociavam relíquias de guerra. E consegui tantas que comecei a negociá-las. Eu era fascinado pelos símbolos názis. Adorava encontrá-los nos entulhos da Alemanha. Eram tão glamourosos. Eram tão bonitos. Meus pais ficaram muito injuriados com aquilo. Uma vez fiz uma verdadeira descoberta, uma espada da Luftwaffe, que achei numa loja. Comprei-a por oitenta marcos. Eu sabia que poderia ficar com ela ou vendê-la por uma pequena fortuna. Mas quando a levei para casa, meu pai ficou completamente de cara. Ele disse: "Você não tem ideia de quantos dos nossos morreram por causa desta espada!" E pensei: "Esse cara é um babaca se realmente se importa", porque o meu pai não tinha opinião sobre nada. ”
Infância.
Douglas Colvin, era filho de uma cidadã alemã e um oficial americano que trabalhava na fronteira com a Alemanha Oriental. Douglas e alguns amigos seus colecionavam e vendiam artefatos da Segunda Guerra Mundial, como cartuchos de balas, capacetes, cintos, pinos de granada, etc.
Certa vez Douglas, aos 11 anos, encontrou alguns tubos de morfina no lixo. A morfina é a mesma heroína vinda da Tailândia que se consumia em Nova York, só que em estado diretamente pastoso e, geralmente, injetada na coxa, graças à agulha avantajada. Ele não sabia o que era aquilo e mostrou a seu pai, que tinha horror à drogas (com exceção do álcool), e rapidamente tomou dele os tubos velhos e os jogou no lixo. Douglas encontrou mais daquelas, ele as mostrava aos seus amigos, recebendo, pelo menos, esse prestígio. Todos seus amigos tinham medo daquela agulha enorme contida no tubo.
Aos 12 anos, Douglas viu um anúncio do jornal, sobre um lutador famoso que iria a Berlim. Não se sabe como, mas desse anúncio tirou o codinome Dee Dee. Com o dinheiro arrecadado das vendas dos artefatos antigos, Douglas comprou sua primeira guitarra. Ele aprendeu a tocar com um amigo de escola. O seu "professor de guitarra" era aquele tipo de garoto forte, que bate nas criancinhas e rouba seus lanches. Certa vez, Douglas fez algum tipo de brincadeira de mau gosto com esse amigo, até que levou um soco no rosto. Doug nunca foi de brigar, mas ali tinha percebido que realmente fez besteira. No local onde eles moravam, havia uma regra: se ocorrer algum tipo de pequeno conflito, essa deve ser travada realmente algumas horas depois. Quando eles chegaram no local, rodeados por outros garotos, Douglas sabia que só podia apanhar, pois não era tão forte quanto o outro garoto. Quanto o garoto forte avançou em cima dele, ele puxou sua navalha e a cravou na barriga do garoto. Doug havia ganhado a luta, mas havia perdido o "professor de guitarra". Foi nessa época, que Doug conheceu os Beatles. Lendo uma matéria numa revista de música, ele viu a informação que Paul McCartney, usara, para hospedar-se em hotéis com o Beatles, o nome "Paul Ramon". Foi daí que tirou a ideia que foi a chave de tudo. Dee Dee Ramone. Soava original, mas eram nome meio que copiados. Ele morou lá até 1965 com sua família, quando seus pais, psor problemas de alcoolismo, se separaram. Dalí, Douglas, sua mãe, sua irmã e sua cadela Kessie, foram para Forest Hills, bairro de classe média de Nova York.
Adolescência e o Rock'n'Roll.
Ao chegar em Nova York, a primeira coisa que pensou foi que as coisas ficariam melhores com seu pai por longe, mas estava enganado. Ele não conseguia se adaptar à seu novo bairro, pois por serem alemães, precisavam ficar sempre alerta. Sua cadela, Kessie, que viera de Berlim com eles, foi de muita ajuda. Ela conseguia avisar quando havia policiais por perto. Com o tempo se passando, Dee Dee, aos 15 anos, conheceu pela primeira vez as drogas. Nessa época ele lembrou-se muito de seu pai, quando disse que as drogas eram coisas ruins, mas... quem ligava para ele se ele estava nas drogas ou não?
Algumas semanas depois, Dee Dee conheceu John William Cummings. John trabalhava como pedreiro numa construção perto de seu apartamento. Conta-se que John tinha um cabelo muito comprido que ia até a cintura. John tinha um violão, ficou super feliz que tinha um amigo que sabia tocar guitarra, Dee Dee. Ele sempre ia até a casa de John, e sempre foi muito bem recebido pelos seus pais. Até que Dee Dee conheceu Jeffrey Ross Hyman em seu novo bairro. Jeff era um cara alto, magro e meio esquisito, porém com um grande coração. Nessa época, Jeff usava um cabelo meio afro, avermelhado, estilo Jimi Hendrix. Jeff conhecia Tomas Erdélyi, que veio da Hungria quando mais novo e foi morar em Forest Hills. Thomas tinha também algumas noções de guitarra.
Dee Dee e sua mãe nunca se deram muito bem. Dee Dee certa vez, quando entrou em casa, foi recebido por uma panela de espaguete velho atirada contra sua cabeça. "Pára com isso, retardada!", ele dizia. "Isso aí podia ser meu cérebro no lugar de espaguete." Era a resposta que ela precisava para alucinar completamente. "Canalha! Voltando para casa drogado! Eu vou te matar!" A sua mão pegou a guitarra Echo (praticamente de estimação de Dee Dee) pelo braço, a ergueu e destruiu tudo, quebrando móveis, lâmpadas, discos, a vitrola, etc. Durante toda a demolição. Ela berrava e disse que ele era como o pai. Ele não gostou nada disso, até que resolveu agir como seu pai, avançou em cima dela e devolveu os xingamentos. "Sua bruxa velha alemã! Sai daqui, sua retardada." Depois do episódio, Dee Dee pegou suas coisas e foi morar num apartamento junto com Thomas. Eles eram bem diferentes. Thomas era bem gentil, honesto, estudioso e esforçado. Dee Dee parou de estudar aos 17 anos, e sempre se sentiu um fracassado.
Os Ramones.
Em 1973, abria-se o projeto original de uma banda. Jeff era vocalista da banda Snipers, mas pouco tempo depois foi dispensado, pois era muito feio para eles. Dee Dee era um grande amigo dele, então o chamou para o projeto original da banda. Eles achavam o nome Dee Dee Ramone muito bom, então foi decidido que seriam os Ramones. A banda sofreu muitas alterações desde sua primeira formação. Primeiramente, era Jeff na bateria, John em uma guitarra, Dee Dee na outra guitarra e no vocal, e Ritchie Stern no baixo. Muita coisa mudou até conseguiram a primeira formação oficial. Jeff, agora Joey Ramone no vocal; John, agora Johnny Ramone na guitarra; Doug, agora Dee Dee Ramone no baixo; e Thomas, agora Tommy Ramone na bateria. Eles começaram a fazer shows pouco sucedidos no CBGB, um bar musical sujo na Bowery. Apesar de ser um lugar feio e que cheirava a urina, foi o berço de muitas bandas Novaiorquinas.
Estrada para a ruína.
Em meados de 1987, Dee Dee comprou algumas roupas, semelhante a de Rappers de Nova York. Os Ramones não gostaram nada disso. Nessa época Dee Dee era muito solitário na banda, ele sentava sozinho lá atrás na van de turnê dos Ramones. O único que interagia ainda com ele era Richie, mas era o mínimo. Esses e muitos outros fatores fizeram ele começar a produzir, ainda em 1987, seu primeiro álbum de Rap, o Funky Man. Dee Dee achou que era a oportunidade perfeita para sair dos Ramones, eles agora eram sua família e ele não tinha para onde ir.
Em 1989, na turnê do álbum Brain Drain, na Califórnia, Dee Dee pegou suas coisas, e foi embora para Nova York. Lá alugou um apartamento e se deparou com um velho amigo, Johnny Thunders, dos Heartbreakers. Na mesma época reencontrou também Stiv Bators. Eles três tiveram vários projetos de montar uma banda. Há gravações de um álbum de Stiv Bators que, muitas fontes dizem que fora tocada com Dee Dee e Johnny Thunders, mas os fãs de Stiv dizem que eles nunca tocaram no álbum. Nesse álbum há a gravação da música Poison Heart, na voz de Stiv Bators. Dee Dee alegou que nunca ouviu a gravação de sua música na voz de Stiv, pois era muito forte para ele. Principalmente após o falecimento de seu grande amigo.
Anos 90: Uma nova fase.
No início dessa década Dee Dee passou pela banda de apoio de G.G. Allin, a Murder Junkies. Também suportou projetos como Chinese Dragons, Terrorgrupe e Spikey Tops. Porém todos foram fracassos comerciais, fazendo dos discos desses projetos raros atualmente, e tendo um alto valor financeiro e sentimental para colecionadores de Dee Dee Ramone.
Em 1992, Dee Dee foi preso por porte de maconha. Ele mesmo disse que achou legal a foto dele que saiu com a manchete no jornal. Estava com uma cara de louco, psicopata. Para sair da cadeia, vendeu os direitos autorais das músicas "Poison Heart", "Strength To Endure" e "Main Man" para poder pagar a fiança. As músicas foram vendidas aos empresários dos Ramones, que aproveitaram para gravá-las. Parecia que nos anos 90 os Ramones estavam seguindo Dee Dee. Quando ele veio ao Brasil, os Ramones também vieram; Quanto estava na Argentina, os Ramones também estavam; quando morou algum tempo na Europa, os Ramones foram fazer turnê lá. Era incrível.
Em 1996, no último show dos Ramones na América do Sul, na Argentina, coincidentemente Dee Dee estava lá. Ele estava querendo falar com Johnny. Marky estava com óculos escuros e dando autógrafos para uma multidão de pessoas. Dee Dee alegou sentir que Marky o tinha visto, mas fez de conta que não viu e virou-se. Marky negou. Ainda em 1996, Dee Dee participaria do último show da banda, no festival Lollapalooza, em Los Angeles, cantando a faixa Love Kills. Nessa apresentação, Dee Dee esquece parte da letra da música, e finaliza: "it's me, that's the way I am!"
Em 1997, depois da separação dos Ramones, com Veronica Kofman como colaboradora, lança sua autobiografia: "Coração Envenenado - Minha Vida Com Os Ramones" (título original: "Poison Heart. Surviving The Ramones").
Morte.
Os Ramones entraram para o Salão da Fama do Rock and Roll em Abril de 2002. Dee Dee pronunciou com as seguintes palavras: "Eu gostaria de me parabenizar, agradecer a mim mesmo e dar um tapinha nas minhas próprias costas. Obrigado Dee Dee, você é realmente maravilhoso, eu te amo." Onze semanas depois, Dee Dee foi encontrado morto atrás do sofá de sua casa em Hollywood, por volta das 21 horas, por sua esposa Bárbara Zampini. Alega-se que foi causada por uma overdose acidental de heroína, companheiros de Dee Dee dizem que fazia oito anos que ele não usava heroína e seu corpo tinha se despreparado para sempre para recebê-la de volta.
Dee Dee é lembrado até hoje por milhares de Fãs, assim como Joey e Johnny. Dee Dee talvez seja o Ramone mais querido depois de Joey, o vocalista e frontman da banda. Dee Dee foi o principal idealista e compositor dos Ramones, e além. Dee Dee era a personificação do Punk.
Já em Nova Iorque conheceu Joey Ramone, Tommy Ramone e Johnny Ramone, juntos eles formaram os Ramones. Dee Dee tinha dificuldade para tocar e cantar ao mesmo tempo, por isso quase não cantava, mas contribuía na banda com muitas letras. No meio da turnê do álbum Brain Drain, Dee Dee saiu da banda, alegando estar cansado das turnês exaustivas (anos depois ele admitiu estar abusando de heroína e outras drogas), e embarcou em uma curta carreira solo como rapper, quando adotou o nome artístico de Dee Dee King. O álbum de rap lançado por Dee Dee foi rejeitado pela crítica e pelo público, fazendo-o logo retornar ao punk rock. Dee Dee continuou a gravitar ao redor dos Ramones, contribuindo com letras e músicas para os discos seguintes.
Foi encontrado morto em sua casa em Hollywood em 5 de junho de 2002, devido a uma overdose de heroína.
“ Cresci basicamente na Alemanha, onde a gente se mudou de uma cidade de merda para outra. Morei em Bad Tölz, na Bavária, bem perto do Hitler's Eagle's Nest. Morei em Munique, depois a gente se mudou para Pirmasens, uma cidadezinha na fronteira francesa. O lado alemão de Pirmasens era chamado de Linha Siegfried, o lado francês era a Linha Magnot. Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, o interior tinha sido fortificado com obstáculos contra tanques e blindados, artilharia pesada, bunkers e ninhos de metralhadoras. Eu pegava carona até os arredores da cidade, vagueava pelos velhos bunkers e encontrava metralhadoras chamuscadas e enferrujadas, capacetes alemães de aço, máscaras de gás, baionetas e fitas de metralhadora. Todos os garotos do meu bloco residencial colecionavam e negociavam relíquias de guerra. E consegui tantas que comecei a negociá-las. Eu era fascinado pelos símbolos názis. Adorava encontrá-los nos entulhos da Alemanha. Eram tão glamourosos. Eram tão bonitos. Meus pais ficaram muito injuriados com aquilo. Uma vez fiz uma verdadeira descoberta, uma espada da Luftwaffe, que achei numa loja. Comprei-a por oitenta marcos. Eu sabia que poderia ficar com ela ou vendê-la por uma pequena fortuna. Mas quando a levei para casa, meu pai ficou completamente de cara. Ele disse: "Você não tem ideia de quantos dos nossos morreram por causa desta espada!" E pensei: "Esse cara é um babaca se realmente se importa", porque o meu pai não tinha opinião sobre nada. ”
Douglas Colvin, era filho de uma cidadã alemã e um oficial americano que trabalhava na fronteira com a Alemanha Oriental. Douglas e alguns amigos seus colecionavam e vendiam artefatos da Segunda Guerra Mundial, como cartuchos de balas, capacetes, cintos, pinos de granada, etc.
Certa vez Douglas, aos 11 anos, encontrou alguns tubos de morfina no lixo. A morfina é a mesma heroína vinda da Tailândia que se consumia em Nova York, só que em estado diretamente pastoso e, geralmente, injetada na coxa, graças à agulha avantajada. Ele não sabia o que era aquilo e mostrou a seu pai, que tinha horror à drogas (com exceção do álcool), e rapidamente tomou dele os tubos velhos e os jogou no lixo. Douglas encontrou mais daquelas, ele as mostrava aos seus amigos, recebendo, pelo menos, esse prestígio. Todos seus amigos tinham medo daquela agulha enorme contida no tubo.
Aos 12 anos, Douglas viu um anúncio do jornal, sobre um lutador famoso que iria a Berlim. Não se sabe como, mas desse anúncio tirou o codinome Dee Dee. Com o dinheiro arrecadado das vendas dos artefatos antigos, Douglas comprou sua primeira guitarra. Ele aprendeu a tocar com um amigo de escola. O seu "professor de guitarra" era aquele tipo de garoto forte, que bate nas criancinhas e rouba seus lanches. Certa vez, Douglas fez algum tipo de brincadeira de mau gosto com esse amigo, até que levou um soco no rosto. Doug nunca foi de brigar, mas ali tinha percebido que realmente fez besteira. No local onde eles moravam, havia uma regra: se ocorrer algum tipo de pequeno conflito, essa deve ser travada realmente algumas horas depois. Quando eles chegaram no local, rodeados por outros garotos, Douglas sabia que só podia apanhar, pois não era tão forte quanto o outro garoto. Quanto o garoto forte avançou em cima dele, ele puxou sua navalha e a cravou na barriga do garoto. Doug havia ganhado a luta, mas havia perdido o "professor de guitarra". Foi nessa época, que Doug conheceu os Beatles. Lendo uma matéria numa revista de música, ele viu a informação que Paul McCartney, usara, para hospedar-se em hotéis com o Beatles, o nome "Paul Ramon". Foi daí que tirou a ideia que foi a chave de tudo. Dee Dee Ramone. Soava original, mas eram nome meio que copiados. Ele morou lá até 1965 com sua família, quando seus pais, psor problemas de alcoolismo, se separaram. Dalí, Douglas, sua mãe, sua irmã e sua cadela Kessie, foram para Forest Hills, bairro de classe média de Nova York.
Ao chegar em Nova York, a primeira coisa que pensou foi que as coisas ficariam melhores com seu pai por longe, mas estava enganado. Ele não conseguia se adaptar à seu novo bairro, pois por serem alemães, precisavam ficar sempre alerta. Sua cadela, Kessie, que viera de Berlim com eles, foi de muita ajuda. Ela conseguia avisar quando havia policiais por perto. Com o tempo se passando, Dee Dee, aos 15 anos, conheceu pela primeira vez as drogas. Nessa época ele lembrou-se muito de seu pai, quando disse que as drogas eram coisas ruins, mas... quem ligava para ele se ele estava nas drogas ou não?
Algumas semanas depois, Dee Dee conheceu John William Cummings. John trabalhava como pedreiro numa construção perto de seu apartamento. Conta-se que John tinha um cabelo muito comprido que ia até a cintura. John tinha um violão, ficou super feliz que tinha um amigo que sabia tocar guitarra, Dee Dee. Ele sempre ia até a casa de John, e sempre foi muito bem recebido pelos seus pais. Até que Dee Dee conheceu Jeffrey Ross Hyman em seu novo bairro. Jeff era um cara alto, magro e meio esquisito, porém com um grande coração. Nessa época, Jeff usava um cabelo meio afro, avermelhado, estilo Jimi Hendrix. Jeff conhecia Tomas Erdélyi, que veio da Hungria quando mais novo e foi morar em Forest Hills. Thomas tinha também algumas noções de guitarra.
Dee Dee e sua mãe nunca se deram muito bem. Dee Dee certa vez, quando entrou em casa, foi recebido por uma panela de espaguete velho atirada contra sua cabeça. "Pára com isso, retardada!", ele dizia. "Isso aí podia ser meu cérebro no lugar de espaguete." Era a resposta que ela precisava para alucinar completamente. "Canalha! Voltando para casa drogado! Eu vou te matar!" A sua mão pegou a guitarra Echo (praticamente de estimação de Dee Dee) pelo braço, a ergueu e destruiu tudo, quebrando móveis, lâmpadas, discos, a vitrola, etc. Durante toda a demolição. Ela berrava e disse que ele era como o pai. Ele não gostou nada disso, até que resolveu agir como seu pai, avançou em cima dela e devolveu os xingamentos. "Sua bruxa velha alemã! Sai daqui, sua retardada." Depois do episódio, Dee Dee pegou suas coisas e foi morar num apartamento junto com Thomas. Eles eram bem diferentes. Thomas era bem gentil, honesto, estudioso e esforçado. Dee Dee parou de estudar aos 17 anos, e sempre se sentiu um fracassado.
Em 1973, abria-se o projeto original de uma banda. Jeff era vocalista da banda Snipers, mas pouco tempo depois foi dispensado, pois era muito feio para eles. Dee Dee era um grande amigo dele, então o chamou para o projeto original da banda. Eles achavam o nome Dee Dee Ramone muito bom, então foi decidido que seriam os Ramones. A banda sofreu muitas alterações desde sua primeira formação. Primeiramente, era Jeff na bateria, John em uma guitarra, Dee Dee na outra guitarra e no vocal, e Ritchie Stern no baixo. Muita coisa mudou até conseguiram a primeira formação oficial. Jeff, agora Joey Ramone no vocal; John, agora Johnny Ramone na guitarra; Doug, agora Dee Dee Ramone no baixo; e Thomas, agora Tommy Ramone na bateria. Eles começaram a fazer shows pouco sucedidos no CBGB, um bar musical sujo na Bowery. Apesar de ser um lugar feio e que cheirava a urina, foi o berço de muitas bandas Novaiorquinas.
Em meados de 1987, Dee Dee comprou algumas roupas, semelhante a de Rappers de Nova York. Os Ramones não gostaram nada disso. Nessa época Dee Dee era muito solitário na banda, ele sentava sozinho lá atrás na van de turnê dos Ramones. O único que interagia ainda com ele era Richie, mas era o mínimo. Esses e muitos outros fatores fizeram ele começar a produzir, ainda em 1987, seu primeiro álbum de Rap, o Funky Man. Dee Dee achou que era a oportunidade perfeita para sair dos Ramones, eles agora eram sua família e ele não tinha para onde ir.
Em 1989, na turnê do álbum Brain Drain, na Califórnia, Dee Dee pegou suas coisas, e foi embora para Nova York. Lá alugou um apartamento e se deparou com um velho amigo, Johnny Thunders, dos Heartbreakers. Na mesma época reencontrou também Stiv Bators. Eles três tiveram vários projetos de montar uma banda. Há gravações de um álbum de Stiv Bators que, muitas fontes dizem que fora tocada com Dee Dee e Johnny Thunders, mas os fãs de Stiv dizem que eles nunca tocaram no álbum. Nesse álbum há a gravação da música Poison Heart, na voz de Stiv Bators. Dee Dee alegou que nunca ouviu a gravação de sua música na voz de Stiv, pois era muito forte para ele. Principalmente após o falecimento de seu grande amigo.
No início dessa década Dee Dee passou pela banda de apoio de G.G. Allin, a Murder Junkies. Também suportou projetos como Chinese Dragons, Terrorgrupe e Spikey Tops. Porém todos foram fracassos comerciais, fazendo dos discos desses projetos raros atualmente, e tendo um alto valor financeiro e sentimental para colecionadores de Dee Dee Ramone.
Em 1992, Dee Dee foi preso por porte de maconha. Ele mesmo disse que achou legal a foto dele que saiu com a manchete no jornal. Estava com uma cara de louco, psicopata. Para sair da cadeia, vendeu os direitos autorais das músicas "Poison Heart", "Strength To Endure" e "Main Man" para poder pagar a fiança. As músicas foram vendidas aos empresários dos Ramones, que aproveitaram para gravá-las. Parecia que nos anos 90 os Ramones estavam seguindo Dee Dee. Quando ele veio ao Brasil, os Ramones também vieram; Quanto estava na Argentina, os Ramones também estavam; quando morou algum tempo na Europa, os Ramones foram fazer turnê lá. Era incrível.
Em 1996, no último show dos Ramones na América do Sul, na Argentina, coincidentemente Dee Dee estava lá. Ele estava querendo falar com Johnny. Marky estava com óculos escuros e dando autógrafos para uma multidão de pessoas. Dee Dee alegou sentir que Marky o tinha visto, mas fez de conta que não viu e virou-se. Marky negou. Ainda em 1996, Dee Dee participaria do último show da banda, no festival Lollapalooza, em Los Angeles, cantando a faixa Love Kills. Nessa apresentação, Dee Dee esquece parte da letra da música, e finaliza: "it's me, that's the way I am!"
Em 1997, depois da separação dos Ramones, com Veronica Kofman como colaboradora, lança sua autobiografia: "Coração Envenenado - Minha Vida Com Os Ramones" (título original: "Poison Heart. Surviving The Ramones").
Os Ramones entraram para o Salão da Fama do Rock and Roll em Abril de 2002. Dee Dee pronunciou com as seguintes palavras: "Eu gostaria de me parabenizar, agradecer a mim mesmo e dar um tapinha nas minhas próprias costas. Obrigado Dee Dee, você é realmente maravilhoso, eu te amo." Onze semanas depois, Dee Dee foi encontrado morto atrás do sofá de sua casa em Hollywood, por volta das 21 horas, por sua esposa Bárbara Zampini. Alega-se que foi causada por uma overdose acidental de heroína, companheiros de Dee Dee dizem que fazia oito anos que ele não usava heroína e seu corpo tinha se despreparado para sempre para recebê-la de volta.
Dee Dee é lembrado até hoje por milhares de Fãs, assim como Joey e Johnny. Dee Dee talvez seja o Ramone mais querido depois de Joey, o vocalista e frontman da banda. Dee Dee foi o principal idealista e compositor dos Ramones, e além. Dee Dee era a personificação do Punk.
Anthony Phillips – Private Parts & Pieces XII: The Golden Hour (2024)
Anthony Phillips, compositor e membro fundador do Genesis, apresenta o último capítulo de sua série 'Private Parts and Pieces' com The Golden Hour – Private Parts & Pieces XII .
Imagine-se envolvido em uma coleção de peças de violão que variam de melodias deliciosamente pacíficas e sonhadoras a melodias pastorais e, em seguida, aumente o volume com alguns dedilhados otimistas. Anthony Phillips não é apenas um guitarrista comum. Esse cara é um mago multi-instrumental que faz transições sem esforço para o piano, entregando composições exuberantes profundamente enraizadas nas vibrações clássicas ocidentais.
Phillips não se limita apenas à guitarra e ao piano. Ele cria essas paisagens sonoras cativantes com sintetizadores e camadas de overdubs…
…instrumentos, evocando lindas criações. É o tipo de instrumental intrincado e hipnotizante que você esperaria das melhores bandas de rock progressivo, estejam elas aninhadas entre suítes épicas ou integradas nas próprias suítes. É pura magia musical.
Este volume é o primeiro lançamento da série desde City of Dreams em 2012. A coleção inclui peças notáveis como “Wynchmore Hill Suite” em quatro partes e uma versão vocal de “Roads in Between”.
Outro destaque é a memorável e adorável dupla de violões entre Phillips e o violonista argentino-espanhol radicado em Madri, Quique Berro García, no violão clássico.
Phillips descreve The Golden Hour como “um álbum tradicional de Private Parts & Pieces de antigamente, uma coleção de peças de origens díspares, esperançosamente constituindo um todo coeso”. Na verdade, este álbum oferece uma coleção notável de composições evocativas.
Músicos: Anthony Phillips nas guitarras, piano, sintetizadores, vocais; Quique Berro García no violão clássico em “Sarabande Noir” e “Soliloquy for Sylvie”; James Collins em sintetizadores adicionais em “High Flight” e “New World”.
Soft Machine – Høvikodden 1971 (2024)
Em 2009, a Reel Recordings lançou o show ao vivo At Henie Onstad Art Center 1971, retirado da mesa de mixagem de um local norueguês no final de fevereiro, no domingo; foi a segunda noite consecutiva que Soft Machine se apresentou lá. É sem dúvida a melhor gravação de concerto da formação clássica do grupo (reedista Elton Dean, tecladista Mike Ratledge, baixista Hugh Hopper e baterista/vocalista Robert Wyatt) sonora e musicalmente. Essa formação se desfez poucos meses depois. Graças ao Cuneiform, ambas as noites, sábado e domingo, estão oficialmente disponíveis pela primeira vez no disco de quatro Høvikodden 1971 . As gravações são embaladas em caixas de luxo (LP e CD) com som remasterizado, excelentes notas de capa e fotos raras em um pacote bonito…
…oferecendo quatro conjuntos em duas noites. Se este documento prova alguma coisa é que o Soft Machine foi capaz de levar sua música em direções totalmente diferentes de uma noite para outra sem sacrificar o poder ou o foco. Ouvir esses shows – cada um oferecendo o mesmo material – ressalta a noção daquela abordagem de fluxo livre e atual, antes de encarnações posteriores da SM buscarem formalmente o prog e a fusão. A maior parte do material aqui é retirado do Third e Fourth, mas também inclui “Neo-Caliban Grides” (do álbum solo homônimo de Dean de 1971), enquanto “Pigling Bland” e “All White” apareceram no Fifth. Ao longo dessas apresentações a banda é confusa, agressiva, enérgica, motivada e livre de convenções.
Verifique ambas as versões de “Facelift”. Cada um abre com improvisação em grupo, mas Saturday Night's vai além, só chegando ao seu estilo rock angular e funky mais tarde. No domingo, a SM estabelece o ritmo - impressionistamente - apenas um minuto depois, mas dá corda ao redor da música. “Virtually” de sábado passa quase 12 minutos desdobrando vários temas, motivos e vampiros enquanto equilibra drama e dinâmica. A leitura de domingo vai direto para o vampiro e o explora, parecendo King Crimson tocando ao lado da banda Bitches Brew de Miles Davis. “Out-Bloody-Rageous” da última noite é centrado em um baixo e piano Rhodes; quando Dean começa a solo, ele persegue a seção rítmica antes que Hohner Pianet de Ratledge venha gritando à tona. “Reis e Rainhas” de sábado é mais especulativo que o de domingo. Mais imponente e deliberada na exploração de tons e cores, a versão de domingo é mais orientada para o groove; quase balança em alguns lugares. As duas versões de “Out-Bloody-Rageous” são entregues em andamentos diferentes. O sábado explora espaços na introdução e fica estridente depois que o tema é estabelecido. Rhodes de Ratledge empurra Wyatt e Hopper, que criam um fluxo ondulante sob Dean. A apresentação de “Teeth” de sábado funde uma introdução assustadora e curiosa que se desenvolve motivicamente em vanguarda agressiva, jazz fusion, enquanto a de domingo se desenvolve de uma abstração tranquila e investigativa para uma improvisação distorcida com frases pulsantes, teclados suaves e conversas de confronto entre o baixista e o saxofonista. Høvikodden 1971 está prendendo por toda a sua duração de mais de três horas. São tantas as surpresas e os contrastes entre as performances que levará algum tempo para descobrir todas elas. Este é o novo padrão para arquivamento de gravações ao vivo do Soft Machine e será muito difícil de superar.
1. [February 27, 1971 – first set] Facelift (11:58)
2. Virtually (11:48)
3. Slightly All The Time (09:26)
4. Fletcher’s Blemish (06:43)
5. [February 27, 1971 – second set] intro (00:37)
6. Neo-Caliban Grides (09:06)
7. Out-Bloody-Rageous (09:57)
8. Vocal Improvisation (04:18)
9. Eamonn Andrews (01:12)
10. All White (02:41)
11. Kings and Queens (06:18)
12. Teeth (09:00)
13. Pigling Bland (04:31)
14. [February 28, 1971 – first set] Facelift (10:07)
15. Virtually (10:11)
16. Slightly All The Time (09:44)
17. Fletcher’s Blemish (08:00)
18. [February 28, 1971 – second set] Neo-Caliban Grides (08:03)
19. Out-Bloody-Rageous (08:44)
20. Vocal Improvisation (04:56)
21. Eamonn Andrews (01:09)
22. All White (02:38)
23. Kings and Queens (06:08)
24. Teeth (11:09)
25. Pigling Bland (04:38)
26. Slightly All The Time [encore] (06:54)
Ginger Baker on Drums
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