quarta-feira, 3 de julho de 2024

Casa Das Máquinas - Casa Das Máquinas (1974)

 


 Álbum de estreia da banda , lançado pela gravadora Som Livre, em julho de 1974, e gravado no primeiro semestre do mesmo ano. Neste disco, o grupo ainda procura uma direção sonora e, por isso, o  álbum é bem diversificado musicalmente, com o estilo indo desde rocks ingênuos à moda da Jovem Guarda, hard rock e rock psicodélico, até baladas e músicas próximas à MPB. Na parte lírica, as canções abordam temas como religiosidade e espiritualidade, bem como temas contraculturais, como o desejo de libertação.

Faixas do Album
01. A Natureza
02. Tudo Porque Eu Te Amo
03. Mundo de Paz
04. Quero Que Você Me Diga
05. Canto Livre
06. Trem de Verdade
07. Preciso Lhe Ouvir
08. Cantem Este Som Com a Gente
09. Domingo à Tarde
10. Sanduiche de Queijo




Ritchie - E a Vida Continua (1984)

 


E A Vida Continua" é o segundo álbum do cantor e compositor inglês não-naturalizado brasileiro Ritchie, lançado em outubro de 1984 pelo selo Epic/CBS. Gravado nos modernos estúdios Transamérica em São Paulo, o disco tem como destaques: "A Mulher Invisível", "Bons Amigos", "Insônia", "Bad Boy" (parceria de Ritchie e seu "comparsa" Lobão), "Só Pra O Vento" (um dos hits do disco, incluída na trilha sonora da novela das 7 "A Gata Comeu" em 1985) e a faixa-título. 

Faixas do álbum:
01. A mulher invisível
02. Bons Amigos
03. Insônia
04. Bad Boy
05. Gisella
06. Trabalhar é de Lei
07. Mulheres!
08. Só Prá O Vento
09. ...E A Vida Continua...
10. O Homem e a Nuvem





Luiz Gonzaga - Aboios e Vaquejadas (1956)

 


Um disco belíssimo, com as gravações originais de músicas que se tornaram muito famosas, como “O chêro da Carolina” de Zé Gonzaga e Amorim Roxo e “Derramaro gai” de Luiz Gonzaga e ZéDantas. (Forró em Vinil)

Faixas do álbum:
01. Tacacá
02. Vassouras
03. Aboio Apaixonado
04. Chorão
05. Braia Dengosa
06. O Cheiro Da Carolina
07. Derramaro o Gai
08. Tesouro e Meio




Luiz Gonzaga - O Reino do Baião (1957)

 


Disco lançado em 1957 pela RCA, destaque para as canções "Forró no escuro" e "O delegado do coco''.

Faixas do álbum:
01. Forrô No Escuro
02. Moça De Feira
03. Sertão Sofredor
04. Xote das Moças
05. O Delegado No Coco
06. Gibão de Couro
07. Comício de Mato
08. Meu Pajeú




Review: Baroness - Yellow & Green (2012)

 


Yellow & Green é o melhor e mais importante álbum do Baroness. A virada de chave da banda norte-americana. Pretencioso até a alma e bom até dizer chega, o terceiro trabalho do grupo - um CD duplo com 18 faixas - mostra o quarteto investindo em uma sonoridade mais ampla, muito além do sludge com elementos progressivos dos trabalhos anteriores, Red Album (2007) e Blue Record (2009).

John Baizley (vocal e guitarra), Peter Adams (guitarra), Matt Maggioni (baixo) e Allen Bickle (bateria) deram um passo decisivo em Yellow & Green. Se antes a banda já era um dos mais cultuados nomes do metal ianque, aqui o Baroness extrapola e quebra barreiras, tanto estilíscas quanto de público.

Produzido por John Congleton (Modest Mouse, Okkervil River, The Polyphonic Spree), Yellow & Green é um trabalho repleto de detalhes. Pesado, psicodélico, atmosférico e experimental, tudo ao mesmo tempo, o disco coloca os holofotes da música pesada focados no grupo. Resumindo em palavras: em seu terceiro disco, o Baroness soa como se o Radiohead tocasse heavy metal. Não há limites, a criatividade é onipresente, não existem preconceitos, os medos e receios foram todos embora. Isso faz com que cada faixa seja imprevisível, cada composição seja um choque. E é justamente essa sensação que faz Yellow & Green ser um disco tão impressionante.

Indo muito além do padrão e fugindo das conveniências, o Baroness arrebata. Baizley e Adams derramam guitarras gêmeas inspiradas em diversos momentos, enquanto Maggioni e Bickle trabalham como um ser único de duas cabeças, quatro braços e um mesmo objetivo. 

A principal qualidade de Yellow & Green é que trata-se de um álbum que tem como ingrediente principal algo cada vez mais em falta na música: a alma, o coração. As canções emocionam, as melodias são simples. O sentimento é palpável e contagia o ouvinte.

É estranho uma banda atual lançar um álbum duplo com 18 faixas inéditas. Soa fora de moda e deslocado no tempo. Mas mais surpreendente que isso é o fato de essas faixas serem todas pertinentes, fazendo com que os pouco mais de 70 minutos do disco passem rápido e sem traumas. Há reminiscências de Pink Floyd, Mastodon e Radiohead aos montes durante todo o play, em uma tapeçaria sonora precisa e tocante.

“Take My Bones Away”, primeiro single, é uma das melhores músicas da carreira dos caras e do metal dos anos 2000. “Eula”, o segundo, é o tipo de música com poder para conquistar uma pessoa por anos. “Cocainium” soa como se o Mastodon tivesse gravado Ok Computer. A beleza e a melancolia são onipresentes em Yellow & Green.

Quando se é um consumidor, um colecionador de discos e um ouvinte de música há um certo tempo - no meu caso, quase há 35 anos já -, a gente aprende a identificar, de imediato, aqueles trabalhos que são mais que simples CDs ou LPs e irão nos acompanhar por toda a vida. Yellow & Green é um deles. Um novo parceiro, que chega e já encontra o seu lugar confortável na vida de quem curte um som inovador, original e sem medo de experimentar novos caminhos. 

Música com vida e com alma, capaz de deixar qualquer um com o coração na boca: assim é Yellow & Green, não só o melhor disco do Baroness como também um dos grandes álbuns lançados nos últimos anos.



Review: Europe - The Final Countdown 30th Anniversary Show – Live at the Roundhouse (2017)

 


Lançado em maio de 1986, The Final Countdown, terceiro disco do Europe, é um dos mais emblemáticos álbuns do glam/hair metal. Apesar de sueca, a banda conseguiu traduzir com perfeição o clima do hard californiano, imprimiu a sua identidade e deu ao mundo um dos maiores hinos do estilo, a mais do que clássica e altamente reconhecível música título.

Celebrando os trinta anos do disco, o Europe realizou uma turnê em 2016 e 2017 apresentando o álbum na íntegra, além de diversas outras músicas de sua extensa carreira. É o registro dessa tour que temos em The Final Countdown 30th Anniversary Show – Live at the Roundhouse, box que a Hellion Records acaba de lançar no Brasil. A caixa, que contém 2 CDs e 1 DVD, saiu lá fora em 2017 e é um verdadeiro presente para os fãs. O quinteto formado por Joey Tempest (vocal), John Norum (guitarra), Mic Michaeli (teclado), John Levén (baixo) e Ian Haugland (bateria), todos excelentes músicos, entrega uma performance irretocável.

O primeiro disco traz músicas que atestam a mudança de sonoridade pela qual o Europe passou desde que retornou à atividade no início dos anos 2000, fase iniciada com Start from the Dark (2004). Ou seja: um hard rock mais clássico e que não esconde a influência de grandes ícones dos anos 1970, em contraste com o clima mais festivo presente nos discos registrados na primeira metade da carreira do grupo. O tracklist privilegia músicas de War of Kings (2015), que estava sendo promovido na época, e traz uma pegada que colocará um sorriso no rosto de quem curte um hard com bela interação entre guitarra e teclados, na linha do Deep Purple. Ao mesmo tempo, o clima oriental de “Rainbow Bridge” alinha-se com as com as experimentações de Jimmy Page e Robert Plant pela música do outro lado do mundo.

Já o disco dois vem o álbum The Final Countdown na íntegra, para delírio do público. A interação com a plateia é nitidamente maior, com vários trechos onde a audiência entoa melodias e canta os refrãos a plenos pulmões. Um fato interessante é que a banda atualiza a pegada dessas faixas para a sua proposta atual, tocando-as com mais maturidade e inserindo nuances instrumentais que as tornam ainda mais fortes. Isso sem falar de Tempest, que nos anos recentes passou a explorar os timbres mais graves de sua voz e canta dessa maneira.

O material conta também com um DVD com as 23 músicas presentes nos dois CDs gravadas no palco do The Roundhouse, com direção, produção e edição de Patric Ullaeus, um dos principais diretores de videoclipes de metal e hard rock da atualidade. Não consegui avaliar essa parte porque não tenho mais player de DVD/Blu-ray, mas vendo os clipes desse show no YouTube percebe-se que a qualidade sentida no áudio foi mantida também na parte de vídeo.

A edição da Hellion vem em um box digipack dobrável e produzido em papel de alta qualidade, além de um belo encarte com vinte e cinco páginas cheio de fotos e informações.

The Final Countdown 30th Anniversary Show – Live at the Roudhouse é um item obrigatório para fãs do Europe e uma belíssima aquisição para a coleção de quem gosta de hard rock. Vale demais!



Review: Maestrick – Espresso Della Vita: Solare (2018)

 


Sou um cara fora de moda. Pra começar, ainda compro CDs. E, veja só: costumo ouvi-los em casa, ao invés de deixá-los apenas expostos na estante. Tem outra coisa que também faço e não vejo muito por aí: não elogio uma banda brasileira só por ela ser brasileira. Não acredito que o corporativismo e o relativismo sejam o caminho para a construção de uma cena cada vez mais criativa, relevante e forte aqui no Brasil. No meu modo de ver, isso deve ser feito de outra maneira: com bandas criativas, que pensem fora da caixa e que, por isso mesmo, merecem todo espaço possível para divulgação de seus trabalhos.

Esse é o caso do Maestrick. Formado em 2004 em São José do Rio Preto, o grupo – que conta atualmente com Fabio Caldeira (vocal, teclado e piano), Renato Somera (baixo e voz gutural) e Heitor Matos (bateria) -, lançou no final de 2018 o seu segundo álbum, Espresso Della Vita: Solare, que acabou de chegar em minhas mãos. O disco é o sucessor de Unpuzzle! (2011) e mostra uma clara evolução em relação à estreia. Adair Daufembach responde pela guitarra (e também pela produção, ao lado da banda) e Rubinho Silva pelos violões, em participações especiais.

O Maestrick abriu o leque em Espresso Della Vita: Solare. A sonoridade, que já dava pistas de querer romper os limites do prog metal, aqui faz isso sem cerimônias. A inclusão de elementos de música brasileira, como a viola que introduz “Rooster Race”, ganha a companhia de uma melodia que é o mais puro som de Liverpool na deliciosa “Daily View”. E as experimentações seguem por todo o trabalho, mostrando uma inquietação criativa muito positiva. Orquestrações e camas de teclados discretas pontuam a maioria das músicas, enquanto melodias e pontes que não escondem a influência do Queen aparecem aqui e acolá, como demonstra “Keep Trying”.

A veia prog surge forte na grandiosa “The Seed”, com rupturas de dinâmicas e andamentos quebrados bem na escola mais ortodoxa do gênero. Os belos coros que introduzem e encerram a canção são outro destaque naquela que é, provavelmente, a música mais progressiva do disco, superando os 15 minutos de duração e com lindas passagens instrumentais (aliás, a melodia de piano que surge na parte final me lembrou de maneira sutil a arrepiante “Tubular Bells”, de Mike Oldfield, presente na trilha do filme O Exorcista, de 1973). Este é o alicerce central do disco.

A grandiosidade de “The Seed” é quebrada por “Far West”, bem mais direta e com um trecho central em que a banda traz a música circense para a ordem do dia. Em “Penitência” o grupo canta em português uma espécie de repente prog metal sensacional, mostrando mais uma vez o quanto a presença de ritmos regionais e de um tempero étnico são caminhos sempre bem-vindos para destacar uma banda. Uma música linda! Essa abordagem é retomada em “Hijos De La Tierra”, com a letra trazendo trechos em espanhol e inglês.

O CD vem em um belo digipack feito da maneira que deve ser feito, e não como algumas gravadoras brasileiras tem produzido ultimamente, como a vergonhosa edição nacional do último álbum do Ghost, Prequelle, por exemplo, cujo digipack parece feito de papel sulfite. Aqui a coisa é outra, com papel de alta qualidade, impressão excelente e um longo encarte de 23 páginas com todas as letras e ilustrações exclusivas para cada uma delas. Vale mencionar que a Som do Darma (empresa de agenciamento e assessoria de imprensa) e a Die Hard (loja de discos de São Paulo) ajudaram a viabilizar o projeto.

Espresso Della Vita: Solare é um trabalho riquíssimo, com uma pluralidade musical desconcertante e onde o Maestrick faz questão de mostrar que consegue trilhar pelos mais variados caminhos, porém sem nunca fazer essas escolhas soarem pedantes ou desnecessárias. Um álbum muito bonito e acima da maioria do que se produz aqui no Brasil, com um resultado final que mais uma vez impressiona e mostra o quanto essa banda é incrível.

Um disco assim dá vontade de elogiar por dias e merece todos os aplausos possíveis, tendo ele sido gravado por uma banda brasileira ou não.





Review: Iron Fire – Beyond the Void (2019)

 


Formado em 1995, o trio Iron Fire chega ao seu décimo disco em Beyond the Void, lançado na Europa em março e disponibilizado no Brasil pela Hellion Records. O trabalho traz a banda de Martin Steene (vocal e baixo), Kirk Backarach (guitarra) e Gunnar Olsen (bateria) em doze músicas de puro power metal.

A pegada do Iron Fire é muito mais agressiva do que a visão que o público em geral possui do gênero, que aqui no Brasil é chamado também de metal melódico. Os dinamarqueses tem muito foco no “power” do termo, e isso se traduz em uma agressividade sempre presente, riffs pesados e vocais mais graves. A influência principal é o Judas Priest, sem dúvida, com a devida modernização para uma pegada mais atual.

As faixas são bem feitas, e mesmo não trazendo grandes inovações ou abordagens diferenciadas para o estilo, agradam o fã do gênero pela entrega que a banda demonstra. A melodia aliada ao peso é uma fórmula que sempre funciona, e em Beyond the Void o Iron Fire usa essa receita com precisão, resultando em um CD que agradará quem curte um metal mais tradicional.

Vale destacar o belo trabalho gráfico da edição nacional, tanto pela impressão quanto pela qualidade do papel, com direito a um encarte de 20 páginas com todas as letras e informações sobre a banda.

Beyond the Void é um disco extremamente agradável para quem é fã das nuances mais tradicionais do heavy metal, e agradará em cheio quem curte nomes como Primal Fear e assemelhados.



Kikagaku Moyo – Masana Temples (2018)

 

Medeiros/Lucas – Sol de Março (2018)

 

Destaque

Inimigos Do Rei - Inimigos Do Rei (1989)

  Artista:  Inimigos Do Rei Disco:  Inimigos Do Rei Ano:  1989 Esta edição:  1999 (Re-edição em CD na série "Autêntico") Gravadora...